terça-feira, 30 de junho de 2009

'Se você acha o custo da educação alto, tente o da ignorância'

Sergio Pompeu
Diretor de Harvard diz que culpa pela crise não é das escolas de negócio, mas dos economistas
Stevenson: 'Compreender o futuro exige investimento em educação'
Tempos de crise são tempos de investir em educação?
Há uma expressão em inglês: "Se você acha que o custo da educação é alto, tente o custo da ignorância." O mundo não pode se dar ao luxo de ter 70% da população na ignorância. Se você está sem trabalho, o custo de oportunidade da educação é muito menor. E o mundo não voltará a ser o que era. Compreender o futuro exige um investimento em educação.
Qual é o cenário do futuro?
De mais globalização, porque países como o Brasil estão a caminho de virar grandes potências. E para ser isso você provavelmente tem de fazer mais do que falar português ou dominar Direito romano - precisa entender ao menos rudimentos da Common Law (Direito não escrito, na tradição inglesa).
Harvard tem cortado pessoal e investimentos por causa da crise. Como o senhor vê essa situação?
Uma freira que conheci e administrava um grande hospital dizia: "Sem margem, sem missão." Qualquer organização precisa ter uma margem de ganho, para poder reinvestir. A Business School é bem administrada, depende só em 20% de doações. Mas a Harvard Divinity School (centro de estudos de religião) depende delas em 72%.
O sr. concorda que parte da culpa da crise é das escolas de negócios, que formaram a elite do mercado?
A culpa é mais dos economistas, que dizem que o objetivo de uma empresa é maximizar ganhos dos acionistas. Bons homens de negócios servem ao cliente e ao lucro, mas veem o lucro não como meta, e sim restrição. Um dos melhores, com quem trabalhei por 20 anos, dizia: "Se não ganharmos dinheiro suficiente, saímos do negócio; se ganharmos demais, saímos também, porque não estaremos investindo em produtos e pessoal."
fonte:http://www.estadao.com.br/

Professores terão nova oportunidade para adquirir laptop

clipping Educacional - Rede Bom Dia
Professores terão até o dia 27 de julho para confirmar o interesse no programa
Nesta segunda-feira, 29, a Secretaria de Estado da Educação reabre o sistema do Programa Computador do Professor para os professores cadastrados no programa que não puderam comparecer ao Banco Nossa Caixa para formalizar o contrato de financiamento e adquirir seu computador. O projeto da Secretaria, em parceria com o banco Nossa Caixa, já beneficiou 43 mil educadores com financiamento bancário em até 24 meses sem juros.Os professores terão até o dia 27 de julho para confirmar o interesse no programa, e se necessário, atualizar seus dados pelo site www.professor.sp.gov.br. Após este prazo, a Secretaria vai divulgar um calendário para que os educadores compareçam a uma das agências bancárias da Nossa Caixa, onde deverão dar início ao processo de financiamento. Esta convocação deverá ocorrer na primeira quinzena de agosto.

Secretários de escola devem tomar posse até 8 de julho

Clipping Educacional - Da Educação
Os 1.859 novos secretários de escola selecionados pela Secretaria Estadual da Educação e nomeados pelo governo paulista têm até o dia 8 de julho para tomar posse nos estabelecimentos onde irão exercer suas funções. Entre as atividades, está a competência para coordenar as atividades da secretaria escolar. A nomeação foi publicada no dia 10 de junho no Diário Oficial do Estado. O salário inicial é de R$ 921,86 para 40 horas de trabalho semanal. Os novos secretários irão reforçar o quadro de funcionários de toda a rede estadual de ensino. Para tomar posse, o servidor precisa apresentar documentos pessoais, laudo da perícia médica atestando sua aptidão para assumir o cargo, e demais documentos que foram exigidos pela secretaria quando o candidato efetuou a escolha da vaga. Todos os documentos devem ser originais.

MEC decide mudar nomes de cursos de engenharia

Clipping Educacional - Da Redação Em São Paulo
O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta segunda feira (29) que irá mudar nomes de cursos de engenharia após consulta pública. O meio acadêmico e a sociedade poderão propor mudanças e inclusões até o dia 31 de julho, pela internet. Os 258 nomes diferentes para essas graduações deverão ser reagrupados em 22 nomenclaturas.O excesso de nomes ocorre pelo acréscimo de "sobrenomes" ou de digitação errada, segundo o diretor de regulação e supervisão da Sesu (Secretaria de Educação Superior), Paulo Wollinger. Assim, as nomenclaturas engenharia elétrica, elétrica e eletrônica, eletrotécnica, elétrica e das energias e elétrica industrial passarão a ser denominadas apenas como engenharia elétrica, por exemplo. Você aprova a mudança dos nomes dos cursos de engenharia?"O objetivo é organizar as nomenclaturas, não o de pôr camisa de força nos cursos. As instituições podem criar cursos, desde que o perfil profissional contenha diferenças substanciais em relação a algum já existente", explica Wollinger. No ensino superior, dos 26 mil cursos de graduação existentes, sete mil têm nomes diferentes para o mesmo projeto pedagógico.
ConsultaPara realizar a consulta, é necessário enviar o formulário de avaliação dos cursos de engenharia preenchido para o e-mail referenciais.sesu@mec.gov.br (Este endereço de e-mail está protegido contra spambots; você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo).Veja como os cursos de engenharia ficarão no documento convergência de denominações. Consulte também os referenciais dos cursos de engenharia, documento que serve de base para a elaboração dos projetos pedagógicos dos cursos e que é voltado também para a orientação de estudantes e de empresas.Finalizada a consulta pública, um grupo de especialistas verificará as propostas e fará as alterações que forem necessárias. A versão final do trabalho estará disponível em novembro e, a partir de janeiro, as instituições começarão a fazer as mudanças nas nomenclaturas. Haverá um período de transição, a ser encerrado na próxima avaliação do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior).Segundo a pasta, a revisão das denominações será feita todo ano, a partir de agora. Os próximos cursos a terem os nomes atualizados serão os da saúde: os referenciais dessa área devem ir a consulta pública em julho.
fonte:http://educacao.uol.com.br

A medida certa

O tamanho de uma escola pode influenciar o desempenho do aluno? Pode melhorar os custos da escola? As evidências mostram que o tamanho médio ajuda os dois fatores
Rachel Cardoso
O Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro: símbolo de um tempo em que a escola precisava ser imponenteLia Maestrelli Bizzo, de 16 anos, sempre estudou num pequeno colégio particular em Florianópolis, Santa Catarina. Ao ingressar no ensino médio, porém, decidiu que era tempo de enfrentar uma nova dinâmica, mais alinhada ao meio universitário. Matriculou-se então numa das maiores instituições privadas da cidade, com cerca de quatro mil estudantes. O impacto da mudança foi enorme. Tão grande - e negativo - que mesmo antes de concluir o ano letivo decidiu regressar à antiga escola. "Os professores conhecem bem cada aluno, direcionam melhor a aula e sabem exatamente que atitude tomar diante das dificuldades individuais", conta. O argumento de Lia ilustra uma tendência que ganha corpo mundo afora e comprova que o tamanho da escola pode fazer diferença.
Pautado por uma lógica de economia de escala, o debate teve início nos Estados Unidos, na década de 90. Naquela época, acreditava-se que a criação de escolas maiores reduziria custos e ampliaria a oferta de cursos. Na verdade, os prédios monumentais eram uma herança do século 19, quando a escola era erigida como um símbolo de grandeza do Estado republicano, um de seus pilares. Exemplo disso, no caso brasileiro, são as escolas construídas no período da República Velha, sobretudo os prédios projetados pelo engenheiro e arquiteto Ramos de Azevedo, responsável por um sem número de obras públicas no período.Mas, nos Estados Unidos do final do século 20, com a escola vivendo uma profunda crise de legitimação social, o que estava em jogo era diferente. "Com o passar do tempo ficou comprovado que as desvantagens de uma infraestrutura de maior dimensão superavam as vantagens", explica a consultora Paula Lousano, doutora em Política Educacional Comparada pela Universidade de Harvard. A justificativa é simples. Quanto maior o espaço, maiores as dificuldades para gerenciá-lo. A pesquisadora aponta ainda a multiplicação dos processos burocráticos à medida que a instituição se expande. Seja no âmbito público ou privado. No Brasil, os estudos na área ainda são incipientes. Embora exista uma unanimidade sobre eventuais reflexos do tamanho na eficiência da escola, não há estatísticas concretas que os dimensionem. "Os paradigmas teóricos são diferentes no país", diz o professor Juca Gil, especialista em Política e Organização da Educação no Brasil da Universidade de São Paulo (USP).
Ele explica que ao contrário do ocorre nos Estados Unidos, onde a relação causa e efeito é analisada sem mediações, por aqui os processos não são vistos como lineares. Isso significa que não será meia dúzia de alunos a menos ou 50 metros quadrados a mais que trarão melhores resultados. "Economicamente, o tamanho está relacionado ao ganho de escala e escolas pequenas custam mais. Mas existe um teto e depois disso é impossível reduzir o custo por aluno."
Gil estima que o ponto ótimo esteja entre 500 e 700 alunos por instituição. Depois desse patamar, a margem de negociação se restringe. "Na prática, aumentar cinco vezes o tamanho não significa aumentar cinco vezes a demanda", explica. Ele cita como exemplo a mãodeobra empregada na manutenção, algo que costuma variar pouco em função do alto de número de alunos ou de salas.
Profissionais e treinamentoO consultor Maurício Costa Berbel, da Alabama - empresa especializada em gestão de negócios da área educacional - tem opinião semelhante. "Mesmo na esfera privada, nem sempre uma escola maior é mais rentável e eficiente. Empiricamente, acima de 600 alunos a gestão entra numa fase mais difícil." Trata-se de uma questão relativa, pois tudo depende da maneira como se organiza o ambiente. "A vantagem de um grande colégio privado em relação ao público é a oferta de profissionais mais qualificados e de melhor treinamento", opina.
Berbel ressalta ainda que os entraves são os mesmos enfrentados em escolas públicas, mas como são instituições com perfis corporativos e, portanto, com melhor saúde financeira, o crescimento tende a ser planejado. Como exemplo, cita a possibilidade de apoio para a contratação de um quadro de orientadores por segmento. Uma medida que facilita o controle de questões essenciais como segurança e proximidade com as famílias. Na esfera pública, geralmente, um único diretor assume toda a carga.
Para Cisele Ortiz, coordenadora do Instituto Avisa Lá - organização nãogovernamental especializada na capacitação de professores de educação infantil e ensino fundamental a distância -, a solução está numa gestão customizada. "Coordenar e acompanhar o planejamento de uma centena de professores não é tarefa simples", diz. As instituições de maior porte, avalia, tendem a estimular a autonomia do aluno, mas para que isso ocorra a máquina pública tem de funcionar. "Um diretor precisa contar com infra-estrutura adequada para desenvolver ferramentas específicas ao meio."
Nem sempre isso ocorre. Vide a lógica implantada pelos Centros Integrados de Educação Pública, os antigos Cieps - criados na década de 80 por Darcy Ribeiro, quando era secretário da Educação no Rio de Janeiro, no governo de Leonel Brizola -, em parte replicados pelos Centros Educacionais Unificados (CEUs) em São Paulo, de atingir o máximo possível de alunos. Há quem avalie que, nesses casos, os projetos arquitetônicos mantêm certa primazia sobre o pedagógico. Mas, no caso dos CEUs, por exemplo, são espaços concebidos para ser mais do que uma escola, são aparelhos públicos com várias escolas, biblioteca, teatro, cinema, assistência de saúde, entre outras coisas. Para se ter uma ideia, a construção da primeira leva de CEUs quadruplicou o número de teatros municipais em São Paulo.
Humanização das relaçõesÉ certo que uma megainfraestrutura permite maior acesso às atividades extracurriculares, mas na maioria dos casos não atrai um número de alunos suficiente para justificá-las. Tradicionalmente, uma minoria participa das aulas de computação ou de natação. "O cenário nas escolas particulares é outro. Há uma seleção natural por classe social e quem não se adapta ao padrão é excluído", afirma Paula.
O raciocínio é compartilhado por Berbel. "As escolas particulares de maior porte reúnem alunos com condições culturais melhores, o que nivela o desempenho." O consultor lembra ainda que há diversos casos de estabelecimentos particulares de pequeno porte nos quais a rentabilidade é excepcional. "Nem muito pequeno, nem muito grande", pondera Fátima Alves, professora de Política e Sociologia do Departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). O tamanho médio, explica, indiretamente, não só torna o ensino mais eficiente como promove a equidade. Um ambiente menor, concordam especialistas, proporciona uma formação mais humana, na qual as relações sociais são mais valorizadas, com a promoção do chamado efeito-par, quando um aprende com o outro. Não se pode, contudo, generalizar. "Os asiáticos, por exemplo, têm disciplina para reunir numa sala, sem o menor prejuízo, até 50 alunos", afirma Gil.
"O tamanho da turma parece não fazer diferença, mas o tamanho da escola faz", escreveu Maria Helena Guimarães de Castro, ex-secretária de Educação do Estado de São Paulo, em comentário enviado ao blog do sociólogo Simon Schwartzman. Ela observa que o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) indica melhor desempenho das escolas com menos de mil alunos. Revela ainda que escolas exclusivas de 1ª a 4ª séries são melhores do que as grandes escolas de Educação Básica com mais de 1,5 mil alunos.
A dimensão da escola, porém, ainda não integra nenhum sistema de avaliação. Todos são focados no tamanho da turma, ou seja, no número de alunos por sala. "É uma questão a ser discutida e que, sem dúvida, tem suas consequências. O que não deve acontecer é simplesmente apontar o tamanho como causa da ineficiência do aprendizado", reforça Fátima ao focar a questão no aluno.Ela lembra que eventuais quedas de desempenho também podem ser provocadas por mudanças. Muitas vezes, justifica, alterações podem ocorrer em função da troca da escola menor pela maior e vice-versa. O que não quer dizer que uma tenha menos mérito do que a outra.
O tamanho é uma variável que tanto pode facilitar como inibir o processo de educação. A discussão vai além do grande ou pequeno, público ou particular. O desafio é olhar mais para como a infraes­tru­tura influencia o que acontece na sala de aula e, até mesmo, fora dela. Pois outras variáveis, como a formação e o com­prometimento do corpo docente, podem fazer toda diferença no desempenho.

Proposta de Ensino Médio inovador do MEC em debate

Está em debate no Conselho Nacional de Educação (CNE) o programa Ensino Médio Inovador
Clipping Educacional - Observatório da Educação (25.06.2009)
Trata-se de uma “proposta de experiência curricular inovadora no ensino médio, a ser implantada em regime de cooperação com os sistemas estaduais de ensino”, elaborada pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (veja aqui a proposta Ensino Médio Inovador feita pelo MEC e acesse também a minuta elaborada pelo CNE com recomendações ao MEC). A proposta se insere num contexto de crise e ausência de sentido no ensino médio, pela queda nas matrículas no ensino médio regular; ausência de professores especialistas, sobretudo química, física e biologia; desempenho insatisfatório dos estudantes nos exames, notadamente o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB); além da recente discussão sobre sua obrigatoriedade. Além disso, de acordo com a PNAD 2006, o acesso ao ensino médio é profundamente desigual. Consideradas as pessoas com idade de 15 a 17 anos, entre os 20% mais pobres, apenas 24,9% estava matriculada, enquanto entre os 20% mais ricos 76,3% freqüentava esta etapa do ensino, por exemplo (leia aqui a versão on line da publicação Em Questão 6 – O ensino médio no Brasil, escrita por Nora Rut Krawczyk - Professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas. Para adquirir a versão impressa, contate observatoriodaeducacao.org.br).
A idéia do MEC com o novo programa é buscar a articulação das dimensões trabalho, ciência, tecnologia e cultura no currículo do ensino médio. De acordo com o documento oficial, trata-se de um programa de apoio para promover inovações pedagógicas das escolas públicas estaduais e federais, com o foco no currículo e na comunidade escolar. A minuta do CNE destaca que “ninguém mais do que a própria comunidade escolar conhece a sua realidade e, portanto, está mais habilitada para tomar decisões a respeito do currículo que vai, efetivamente, ser praticado”.
O programa é voltado para o ensino médio regular não profissional, como uma ação articulada entre União e estados sobre a organização curricular do ensino médio. Não é uma política universal, e será concretizado por meio da adesão voluntária dos estados. Às secretarias estaduais de educação caberá a articulação com as escolas, elaborar um plano de ação pedagógica e realizar a adesão ao programa. O documento debatido pelo CNE destaca que “à União, em articulação com os demais sistemas de ensino, cabe garantir condições materiais que permitam o desenvolvimento das ações necessárias. A escola envia uma programação orçamentária com a definição das categorias de despesas”.EntrevistaEm entrevista ao Observatório da Educação, Carlos Artexes Simões, diretor de concepções e orientações curriculares para educação básica, falou sobre as expectativas do MEC em relação à proposta. “É mais um programa no sentido de agregar valores à política pública de ensino médio, que está sendo definida por várias outras ações”, afirma. Ele admite que a proposta não contempla o ensino noturno, a modalidade EJA e o ensino profissionalizante. Sobre o financiamento, informa que ainda não estão definidos o montante e a fonte de recursos. OE: no que consiste o programa Ensino Médio Inovador?Artexes: o ministro da Educação, através da Secretaria de Educação Básica (SEB), tomou a decisão de estimular um novo programa para apoio técnico e financeiro ao ensino médio não profissional, que representa 99% das matrículas do ensino médio. Apesar da importância de uma política para o ensino médio integrado à educação profissional, o governo entende que é preciso fazer mais, e focar na discussão da organização curricular do ensino médio, discutir a política não só das condições, mas também a política articulada de União e estados sobre a organização curricular do ensino médio. Então, foi encaminhado um documento ao Conselho Nacional de Educação, em fevereiro deste ano, para analisar o mérito e a relevância das proposições da organização curricular. Isso foi chamado de programa Ensino Médio Inovador, no sentido de inovação não do marco legal, mas de apoio a experiências que estão sendo desenvolvidas, de indicadores e de proposições no currículo.O Conselho, que está avaliando o mérito da proposta, realizou audiência pública no dia primeiro de junho, e no dia 30 (de junho), irá se manifestar. A partir dessa manifestação, o MEC vai elaborar, com consistência, um programa. E, em agosto, deve chamar as secretarias estaduais de educação e as escolas federais não profissionais, que são os colégios de aplicação das universidades e o colégio Pedro II. O governo, nestes próximos 40 dias, fechará o programa a partir das orientações do CNE. Em agosto apresentará a estados e escolas federais e, em seguida, será dado um prazo de 60 dias para adesão e apresentação do plano que possa orientar os convênios com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).OE: como será o processo de adesão ao programa e a relação entre MEC, estados e unidades escolares?Artexes: acreditamos que a questão curricular deve ser debatida dentro dos projetos escolares. O Brasil fez movimento importante de criar marco legal, e tem muito a caminhar no que se refere à progressiva autonomia das escolas na elaboração dos projetos político-pedagógicos, na qual se inclui a organização curricular. Os sistemas e redes limitam muita coisa para além da escola, mas acreditamos que o local privilegiado de avanço da política se dá na comunidade escolar, naquilo que a comunidade adquire como processo de autonomia e capacidade de formular seu processo político pedagógico e as articulações internas na execução e efetivação do currículo. Mas o MEC não está propondo se relacionar diretamente com as escolas. Ele entende a lógica e autonomia dos sistemas estaduais. A articulação é com o projeto do estado. Mas o estado que quiser aderir, o fará através de escolas. O estado pode inclusive prever questões importantes para inovação curricular no sistema, isso está previsto, mas na essência terá de pactuar isso com a comunidade escolar. O que propomos, e talvez isso tenha gerado confusão, é criar condições para estabelecer uma rede de intercâmbio entre as escolas médias do Brasil. O governo entende hoje que é fundamental aproximar as escolas públicas, seja de gestão federal, estadual e municipal. Há um estímulo do governo de assumir o papel do debate sobre o currículo, fazer indicações e proposições que entende ser razoáveis e acertar com as secretarias estaduais para aproveitar as experiências de cada escola.OE: por quem será elaborado o plano de ação pedagógica para a adesão?Artexes: o plano é das secretarias. Mas vai, evidentemente, envolver as escolas. OE: a escola que tiver interesse no programa, mas seu estado não aderir, não poderá participar?Artexes: terá de reivindicar ao estado. Não tem como fazermos um programa direto com a escola.OE: qual é a previsão orçamentária e a fonte de recursos. Será via Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica)?Artexes: não é Fundeb. São repasses voluntários, que estão sendo discutidos. O montante ainda está sendo debatido no MEC. Há uma proposição também de avaliar as demandas dos estados e deve ter aporte de recursos que possa dar conta dos projetos que virão. Há duas possibilidades reais colocadas. Hoje temos dois mecanismos de articular repasses de recursos, além do Fundeb: através do PAR (Plano de Ações Articuladas), e o PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola). Independente de o projeto ser do estado, estamos ainda discutindo no MEC como será a forma mais ágil de repassar o recurso. O que importa para nós é aumentar o repasse de recursos financeiros para o ensino médio estadual. Mas o montante está sendo debatido internamente no ministério. OE: o documento apresentado pelo CNE fala em dar preferência para projetos que contemplem escolas dedicadas exclusivamente ao ensino médio, com currículo adequado e infra-estrutura condizente. E as escolas que não têm essas características e tiverem interesse, qual será a relação estabelecida? Artexes: o Conselho faz algumas recomendações, que são importantes para orientar a proposição que o MEC disponibilizará aos estados. Nosso entendimento é que nada impede que haja uma prioridade, mas isso ainda será analisado no Conselho. Alguns entendem que deveríamos valorizar mais as escolas que não estejam trabalhando com o ensino fundamental. O MEC entende que é uma recomendação importante, mas não pode excluir as escolas que têm, principalmente, os anos finais do ensino fundamental, pois limitaria muito a possibilidade da participação. Mesmo que seja prioritária, não significa que as outras sejam excluídas. OE: o programa tem alguma relação com a Educação de Jovens e Adultos? Artexes: a modalidade EJA não está sendo contemplada nesse programa, o que não quer dizer que não se possa contemplar jovens e adultos, uma vez que temos mais de três milhões de jovens e adultos acima de 18 anos no ensino médio regular. Mas é ensino médio regular, até porque estamos falando em carga horária ampliada. O Brasil precisa tomar uma decisão política importante para jovens e adultos, inclusive na questão da proposta pedagógica e da institucionalidade, mas este programa é para o ensino médio regular.OE: em relação à carga horária ampliada, como pode contemplar o ensino médio noturno?Artexes: o ensino noturno tem muita dificuldade de cumprir a atual carga horária do ensino médio, definida em 2.400 horas. O Conselho tem debatido a idéia de quatro anos no ensino noturno. Alguns conselheiros querem que isso seja incluído como recomendação. De qualquer forma, é importante chamar a atenção de que estamos falando em uma ampliação de 600 horas de carga horária, em projetos, atividades e disciplinas optativas para estudantes. Temos que compreender que essas 600 horas não serão constituídas apenas de novas disciplinas. Não estamos defendendo também um número enorme de disciplinas complementares. Essas 600 horas são bastante especiais porque o Brasil precisa ser capaz de sair desse currículo mais fechado, que não consegue fazer a articulação entre saberes e conhecimentos. Há várias escolas fazendo inúmeras coisas nas áreas da ciência, trabalho e cultura e é fundamental que estabeleçam projetos integradores. Entendemos que é preciso configurar um currículo com atividades mais flexíveis nesse sentido de aproximar determinados interesses do estudante e da realidade do conhecimento.OE: mas o aumento de um ano não pode contribuir para o esvaziamento no ensino noturno? Artexes: o governo federal não encaminhou isso. Essa polêmica surgiu, apesar do ensino noturno estar caindo e o número de adultos estar diminuindo no ensino médio regular. Esta realidade precisa ser estudada, no sentido que é uma opção do adulto fazer o que achar que é possível no seu processo de aprendizagem, por isso que a recuperação da EJA é fundamental. A EJA não é um projeto de aligeiramento mais qualificado, mas deveria ser um projeto que garanta a singularidade desse sujeito devido à sua realidade e inserção social. A EJA tem que ser aperfeiçoada para não ser uma proposta desqualificada, mas uma importante alternativa de formação integral dos jovens e adultos, e de forma diferenciada, respeitando as situações de trabalho, territorial e de inserção desses sujeitos no mundo da escolarização. Então, o ensino noturno precisa de uma delicadeza maior. Mas o programa não está propondo uma reforma ampla no ensino médio nesse sentido, porque não entende que isso será feito de uma hora para outra, a partir de ato legal.OE: mas como seria então a implementação no ensino noturno dada a carga horária proposta? Artexes: se a escola não conseguir fazer adaptação para o noturno, será apenas para o diurno. E mais de 60% das matrículas estão no diurno. Claro que não podemos esquecer o ensino noturno, é o que há de mais sério para se acertar. Mas acho que essa é uma política que vai ter que dialogar e ser mais própria do ensino de jovens e adultos. OE: há previsão em relação às especificidades do campo?Artexes: estamos debatendo com a Conec (Comissão Nacional de Educação no Campo), que está fazendo proposições. O diálogo com o campo vai ser estabelecido e é fundamental que seja ajustado para que as escolas do campo possam ser desenvolvidas e aperfeiçoadas. Acreditamos que é possível que isso se dê no campo, que representa hoje proposições até avançadas em relação à organização de tempos e espaços na organização curricular; temos que aproveitar a experiência do campo para apoiar essas iniciativas no campo.
fonte:http://e-educador.com

SP: escolas de tempo integral voltam a meio período

Cento e treze unidades do Estado retomam regime após receberem críticas e até abaixo-assinado organizado por pais
Clipping Educacional - Folha de São Paulo
Juliana Coissi
Cento e treze escolas administradas pelo governo do Estado de SP que mantinham ensino integral voltaram ao regime de meio período. O ensino integral era uma das bandeiras de Geraldo Alckmin (PSDB). Na região de Ribeirão, pelo menos três escolas deixaram o período integral após sofrerem pressão de pais, alunos e professores e até de abaixo-assinados.
O programa em que o aluno ficava o dia todo na escola começou no Estado com 511 unidades. Dessas, 389 ainda mantém o ensino integral. Segundo a Apeoesp, entidade que representa os professores, o recuo se deu depois de reclamações de docentes, alunos e até pais, que começaram a transferir seus filhos para outras escolas.
Em Ribeirão Preto, três unidades haviam adotado o ensino integral em 2006. Neste ano, a escola Amélia dos Santos Musa, do Ipiranga, voltou a funcionar apenas em um período depois de um abaixo-assinado organizado pelos pais dos alunos.
"Fizeram um abaixo-assinado porque faltava tudo na escola. Na parte das oficinas, à tarde, não tinha um material diferenciado e os alunos estavam entediados, reclamando o tempo inteiro", disse a conselheira da Apeoesp Ana Amália Curtarelli, que dá aulas na Musa no período da manhã.
Um pai de um aluno, o microempresário Antônio Guilherme Mendonça, 38, aprovou a volta do meio período. "Meu filho falava que ficava o dia inteiro sem fazer nada e que não tinha material para todos", disse o pai, um dos que endossaram o abaixo-assinado.
O microempresário conta que tentou encontrar vagas para transferir o filho de 15 anos para outras escolas. "Elas disseram que já haviam recebido muitos alunos da Musa e que não iriam abrir mais vagas."
A dona de casa Márcia Gonçalves, 41, também aprovou a mudança. "Meu filho diz estar mais concentrado, que tem mais vontade de ir à escola."
Nem todos os pais concordam com o fim do ensino integral. É ocaso da dona de casa Helen Karin Gonçalves, 33. "Antes meus filhos ficavam o dia inteiro na escola. Facilita, porque é difícil encontrar vaga em cursos para eles, à tarde."
Os alunos têm opiniões divididas. "Preferia como no ano passado. Depois do meio-dia tinha gincana, informática", disse Marinalvo Figueiredo, 12. Já Jonathan Rodrigues, 15, reclamou que à tarde "só ficava dentro da sala de aula sem fazer nada diferente".
Além da Amélia dos Santos Musa, desistiram do ensino integral na região as escolas Mário Vieira Marcondes, de Barretos, e Maciel de Castro Junior, de São José da Bela Vista.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação disse que mantém 398 escolas de tempo integral e que a mudança ocorreu por opção dos pais.

Em defesa dos jovens estudantes

Só 3% dos 16 milhões de alunos beneficiados pelo Bolsa Família estão no ensino médio. Especialistas cobram reversão desse quadro
Clipping Educacional - Correio Braziliense
Renata Mariz
O certificado de ensino fundamental perde, cada vez mais, o poder de garantir uma condição de vida razoável ao brasileiroTal percepção quase geral na sociedade, só que feita de forma intuitiva, ganhou comprovação estatística no ainda inédito estudo Mobilidade Social no Brasil: o papel da educação e das transferências de renda. A pesquisa mostra, utilizando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que, enquanto apenas 6% da população de 25 anos ou mais com oito anos de estudo viviam na pobreza em 1976, esse índice subiu para 14% em 2006. "E a tendência é que aumente, na medida em que o mercado de trabalho se torna exigente", afirma Marcelo Medeiros, um dos autores do levantamento e integrante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Nessa perspectiva, o especialista ressalta a necessidade de estender ao ensino médio o Bolsa Família, principal programa do governo federal de redução de pobreza(1) e uma das apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para eleger a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, presidente da República em 2010.

Hoje, apenas 3% dos 16,2 milhões de alunos beneficiados pelo Bolsa Família estão no ensino médio. Eles se enquadram no auxílio criado em março do ano passado para pessoas de 16 e 17 anos. Pela idade, são meninos que deveriam frequentar o antigo segundo grau, mas devido ao atraso escolar só 30% deles cursam a série adequada. Ciente da necessidade de garantir o ensino médio aos alunos brasileiros, o Ministério da Educação atua em diversas frentes, inclusive com uma proposta de tornar essa etapa escolar obrigatória(2) no país. Mas a pasta discorda da necessidade de modificar regras do Bolsa Família para alcançar o público do ensino médio, grande parte hoje com idade superior ao limite de 17 anos.

"Primeiro, porque o programa segue uma lógica de manter o limite de 17 anos para focar na família. Sabemos que um jovem de 18 ou 19 não tem mais uma vinculação forte com o grupo familiar, pelo menos dentro desse conceito do Bolsa. Muitas vezes, são pessoas que estão construindo suas próprias famílias, têm filhos. A segunda questão é que, ainda que o garoto termine o ensino fundamental com 16 ou 17 anos, já enxergamos isso como um avanço. Veja que, apesar do atraso, essa geração, que provavelmente tem pais analfabetos, conseguiu romper um histórico familiar importante", explica Daniel Ximenes, diretor de Estudos e Acompanhamento das Vulnerabilidades Educacionais do MEC.

Ascensão social
A estratégia do governo federal, segundo Ximenes, para colocar o aluno brasileiro no ensino médio é, além de tornar essa etapa educacional atraente, ampliando a oferta e adotando melhorias pedagógicas, ajustar a distorção idade-série nos anos escolares iniciais. Para se ter ideia, 44% dos adolescentes entre 15 e 17 anos no país ainda não completaram o ensino fundamental. Um dos autores do estudo, Rafael Osório, pesquisador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), defende a utilização do Bolsa Família como instrumento para incentivar a conclusão do segundo grau. "Se você não garantir aos mais pobres um incentivo relevante, dificilmente eles completarão essa etapa crucial para uma melhora de vida", destaca.

Mesma opinião tem Celi Scalon, especialista em desigualdade, estratificação e programas sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela ressalta, porém, que a educação não é o único meio de garantir ascensão social. "Lógico que escolaridade se configura em um elemento importante, mas existem outros fatores, como redes sociais, acesso à tecnologia, cultura familiar", destaca. Diretora do Centro de Estudos de Desigualdade, ligado à Universidade Federal Fluminense, Celia Kerstenetzky questiona ainda o nível da educação. "O vetor mais importante de progressão escolar, na minha opinião, é a própria escola, a qualidade do ensino, a atratividade, extensão de jornada, não o Bolsa Família", afirma.
E provoca: "Temos de decidir se queremos que crianças e adolescentes estejam na escola porque desejamos que tenham acesso a oportunidades de realização e desenvolvimento ou, simplesmente, como contrapartida pelo custo do programa."
1- Pobreza
Não existe um critério oficial de pobreza no Brasil, mas patamares internacionais. No estudo citado, a linha de pobreza adotada foi de R$ 140,83 per capita familiar. O Bolsa Família, que começou trabalhando com R$ 120, ampliou o limite para os atuais R$ 137 per capita familiar.
2- Ensino Obrigatório
Aguarda votação em dois turnos no plenário da Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à Constituição 277/2008, que prevê o fim gradual da Desvinculação de Receitas da União (DRU) para a educação até 2011. Ao mesmo tempo, o texto amplia o ensino obrigatório - hoje dos 6 aos 14 - para dos 4 aos 17 anos. A retirada da DRU significaria o acréscimo de cerca de R$ 9 bi anuais ao orçamento do MEC, dinheiro que seria usado para ampliar o tempo das crianças e adolescentes na escola.

SP vai liberarar R$ 60 mi para reformar e fazer escolas

A Secretaria de Estado da Educação vai liberar cerca de R$ 60 milhões para a construção e a ampliação de escolas estaduais, visando à expansão e à melhoria do ensino público paulista
Clipping Educacional - Agência Estado/DCI (29.06.2009)
O secretário da Educação, Paulo Renato Souza, irá se reunir hoje (29) com prefeitos de 80 cidades paulistas para definir as parcerias para a execução do projeto. A previsão é de que sejam construídas 129 escolas, e ampliadas outras 26, já existentes.
Segundo nota da secretaria estadual, se houver a adesão de todos os municípios paulistas, a rede estadual passará a contar com 1.423 novas salas de aula em 54 diretorias de ensino. Pela parceria entre estado e municípios, fica estabelecido que o governo paulista irá repassar os recursos e que as prefeituras serão responsáveis pela execução da obra.

São Paulo aprova leis para diminuir professores temporários

FÁBIO TAKAHASHI
Clipping Educacional - da Folha de S.Paulo
O governo de São Paulo aprovou ontem (23) na Assembleia Legislativa pacote de medidas que visa diminuir o número de professores temporários na rede --80 mil, que representam 40% do total-- e que limita o período de trabalho dos docentes não concursados a serem contratados a partir de agora.
As propostas do governador José Serra (PSDB) criam 80 mil cargos e fixa o prazo de dois anos para atuação de temporários (hoje não há limite). Após o período, o docente ficará ao menos um ano fora da rede.
Os atuais não concursados terão de fazer prova. Os reprovados irão para ações de apoio (salas de leitura, por exemplo).
As bancadas do PT, PSOL e PC do B criticaram principalmente a proposta de limitação de prazo para os temporários, por entender que a prática agora ficou "oficializada".
O próprio governo admite que o número de temporários prejudica o ensino, pois os temporários não passaram por seleção e não têm estabilidade.
A criação de cargos, diz o Executivo, permitirá que haja uma forte redução no número de temporários. A abertura de cargos é apenas uma autorização para concursos públicos.
O primeiro exame deverá ser feito neste ano, com cerca de dez mil vagas. Segundo a lei sancionada ontem, os aprovados terão de passar agora por um curso e uma nova prova antes de entrar em sala de aula.
O governo diz, porém, que sempre será necessário a existência de temporários na rede, para substituição em ocasiões específicas --não como política permanente, como ocorre hoje.
Para evitar que os temporários sigam na rede indefinidamente (alguns se aposentam nessa condição), o governo limitou a permanência deles. As medidas ainda precisam ser sancionadas por Serra.
Críticas
"O projeto legaliza a rotatividade [de professores]", afirmou o deputado Carlos Giannazi (PSOL), sobre a proposta de limitação dos temporários.
"O adequado seria fazer concurso público periódico", disse o deputado Roberto Felício (PT). "Além disso, imagina colocar professores em 'quarentena', em uma área que há falta de mão-de-obra. É um projeto burro, que vai condenar as crianças a ficarem sem aulas."

domingo, 28 de junho de 2009

Escolas integrais voltam a meio período

Cento e treze unidades do Estado retomam regime após receberem críticas e até abaixo-assinado organizado por pais
Reclamação era a de que faltava material para as atividades vespertinas, que ocorriam em sala de aula e chegavam a entediar alunos
JULIANA COISSI
Clipping Educacional - DA FOLHA RIBEIRÃO
Cento e treze escolas administradas pelo governo do Estado de SP que mantinham ensino integral voltaram ao regime de meio período. O ensino integral era uma das bandeiras de Geraldo Alckmin (PSDB). Na região de Ribeirão, pelo menos três escolas deixaram o período integral após sofrerem pressão de pais, alunos e professores e até de abaixo-assinados.O programa em que o aluno ficava o dia todo na escola começou no Estado com 511 unidades. Dessas, 389 ainda mantém o ensino integral. Segundo a Apeoesp, entidade que representa os professores, o recuo se deu depois de reclamações de docentes, alunos e até pais, que começaram a transferir seus filhos para outras escolas.Em Ribeirão Preto, três unidades haviam adotado o ensino integral em 2006. Neste ano, a escola Amélia dos Santos Musa, do Ipiranga, voltou a funcionar apenas em um período depois de um abaixo-assinado organizado pelos pais dos alunos."Fizeram um abaixo-assinado porque faltava tudo na escola. Na parte das oficinas, à tarde, não tinha um material diferenciado e os alunos estavam entediados, reclamando o tempo inteiro", disse a conselheira da Apeoesp Ana Amália Curtarelli, que dá aulas na Musa no período da manhã.Um pai de um aluno, o microempresário Antônio Guilherme Mendonça, 38, aprovou a volta do meio período. "Meu filho falava que ficava o dia inteiro sem fazer nada e que não tinha material para todos", disse o pai, um dos que endossaram o abaixo-assinado.O microempresário conta que tentou encontrar vagas para transferir o filho de 15 anos para outras escolas. "Elas disseram que já haviam recebido muitos alunos da Musa e que não iriam abrir mais vagas."A dona de casa Márcia Gonçalves, 41, também aprovou a mudança. "Meu filho diz estar mais concentrado, que tem mais vontade de ir à escola."Nem todos os pais concordam com o fim do ensino integral. É ocaso da dona de casa Helen Karin Gonçalves, 33. "Antes meus filhos ficavam o dia inteiro na escola. Facilita, porque é difícil encontrar vaga em cursos para eles, à tarde."Os alunos têm opiniões divididas. "Preferia como no ano passado. Depois do meio-dia tinha gincana, informática", disse Marinalvo Figueiredo, 12. Já Jonathan Rodrigues, 15, reclamou que à tarde "só ficava dentro da sala de aula sem fazer nada diferente".Além da Amélia dos Santos Musa, desistiram do ensino integral na região as escolas Mário Vieira Marcondes, de Barretos, e Maciel de Castro Junior, de São José da Bela Vista.Em nota, a Secretaria de Estado da Educação disse que mantém 398 escolas de tempo integral e que a mudança ocorreu por opção dos pais.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

"Comunidade optou por um único período"

Clipping Educacional -m DA FOLHA RIBEIRÃO
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação, em nota, afirma que desde 2006 tem mantida a média de 400 escolas de ensino integral e que hoje são 398.A respeito das três escolas da região citadas -Amélia dos Santos Musa, Maciel de Castro Junior e Mário Vieira Marcondes-, a nota da pasta diz que "a comunidade optou por matricular seus filhos apenas em um dos períodos (manhã ou tarde)".A alegação de que Estado mantém uma média de 400 escolas desde 2006 contrasta com relatórios do próprio site da secretaria. Em um deles, consta 511 escolas em 2006 -no endereço eletrônico
http://tempointegral.edunet.sp.gov.br/arquivo/ESCOLAS-PERIDO-INTEGRAL1.xls.Questionada, a assessoria alegou que não conseguiu abrir o link do próprio site para confirmar o número. A Folha tentou entrevistar a dirigente de ensino de Ribeirão, Gertrudes Ferreira, mas não obteve êxito.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Professor do estado terá cartilha contra violência na escola

Clipping Educacional - Diário de São Paulo
Professores de escolas estaduais vão usar uma cartilha para aprender a lidar com a violência. O Manual de Procedimentos e o Manual de Conduta Escolar começarão a ser distribuídos a partir de agosto. A cartilhas contêm orientações para a postura que o docente deverá adotar em situações de conflito ou violência na sala de aula ou no estabelecimento de ensino. O programa de redução de violência, lançado sexta-feira pela Secretaria da Educação, prevê também, nesta primeira fase, a instalação de 11 mil câmeras de segurança em 2.200 escolas da capital e da Grande São Paulo.
fonte:http://oglobo.globo.com/

Alunos não terão férias de julho em São Caetano

Clipping Educacional - Diário de São Paulo
Enquanto todos os alunos do país comemoram a chegada de julho para o início das férias de meio de ano, 27 mil estudantes da rede pública de ensino de São Caetano do Sul, no ABC, terão que esperar um pouco mais: as férias foram transferidas para outubro.
O motivo da mudança, segundo a Secretaria Municipal de Educação, é que 47 escolas municipais e estaduais vão servir de alojamento para os 18 mil atletas que irão à cidade para os Jogos Abertos do Interior. Assim, o recesso de 27 mil alunos das redes municipal e estadual da cidade será entre os dias 5 e 17 de outubro. Em julho, os estudantes terão folga apenas entre os dias 13 e 17 de julho.
Mas estes cinco dias de descanso deverão ser repostos em dezembro, o que fará com que o ano letivo acabe só em 23 de dezembro, ou seja, dois dias antes do Natal. “Não vai dar para fazer nada que a gente tinha programado para este ano. As crianças vão ter que passar as férias em casa”, disse a advogada Kátia Bottom, de 39 anos, mãe de Bruno, de 8 anos, aluno da Emef Ângelo Rafael Pellegrino.

Número de alunos de graduação a distância dobra no país

PAULA NUNES
Clipping Educacional - colaboração para a Folha de S.Paulo
Cada vez mais alunos de graduação ligam o computador, inserem a senha e estão em sala de aula. O número de matriculados em cursos superiores a distância cresceu 106% entre 2007 e 2008, segundo o MEC (Ministério da Educação).
No ano passado, 109 instituições de ensino públicas e privadas receberam 761.099 matrículas nessa modalidade de EAD (educação a distância).
Mesmo assim, a oferta de vagas é maior que a procura: em todo o país há mais de 1,5 milhão de vagas de curso superior a distância, de acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
Para o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, as instituições estão incorporando a modalidade de ensino a distância. O resultado disso, afirma, é que a quantidade de alunos dobrou de 2007 para 2008 e tende a continuar a crescer.
Entretanto, há questionamento sobre a qualidade dos cursos. Especialistas em recursos humanos apontam a recepção dúbia que esse diploma tem no mercado de trabalho.
No Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, que afere o rendimento dos alunos de graduação) divulgado em 2007, os alunos de ensino a distância saíram-se melhor do que os de cursos presenciais em 9 das 13 áreas que compartilham, em cursos como ciências sociais, pedagogia e turismo.
Cursar graduação a distância não significa ficar o tempo inteiro isolado. É necessário, pela legislação, que no mínimo 20% do total de horas-aula dos cursos credenciados pelo MEC seja presencial.
Canto de estudos
Mas para estudar é preciso concentração, diz Luciana Bispo de Araújo, 30, que cursa gestão de marketing na Unip (Universidade Paulista). Mãe de dois filhos, Araújo usa o período noturno -depois de colocar as crianças na cama- para estudar em silêncio.
Ela conta que não conseguiria cursar uma faculdade tendo de ir às aulas todos os dias num mesmo horário. Araújo considera que os preços das graduações presencial e a distância são similares. "A economia vem dos gastos adicionais, como lanche e condução", observa.

USP, Unesp e Unicamp vão aceitar só Novo Enem

(RAFAEL SAMPAIO)
Clipping Educacional - da Folha de S.Paulo
Até o ano passado, o candidato que fizesse o vestibular para a USP, a Unesp ou a Unicamp poderia escolher entre usar a nota das questões objetivas de uma das duas últimas edições do Enem para compor 20% do desempenho da primeira fase --no caso da Unesp, com as atuais mudanças do exame, 10% da nota final.
Agora, se quiser a ajuda do Enem na primeira etapa do vestibular, o aluno vai ter que fazer a nova edição da prova.
A primeira decisão partiu da USP. Depois as outras duas estaduais também afirmaram que não aceitarão a pontuação das provas anteriores do Enem no vestibular de fim de ano.
A prova do novo Enem acontece nos dias 3 e 4 de outubro. As inscrições vão até 17 de julho, pelo site www.enem.inep. gov.br/inscricao.
Quase um milhão
Até as 18h da última sexta, 932 mil estudantes já haviam se inscrito para o novo Enem. A prova, realizada pelo Ministério da Educação, é gratuita para alunos da rede pública e tem taxa de R$ 35 para quem estuda em escola particular.
O uso do Enem no vestibular é opcional. A decisão das instituições estaduais paulistas se deve às mudanças que serão aplicadas no exame do MEC --ele vai passar a ter 180 questões de caráter mais aprofundado e será usado por várias universidades federais como etapa do processo seletivo.
Candidatos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas também terão de fazer o novo Enem se quiserem a bonificação dada pela Fuvest. O bônus é de até 6% a mais, de acordo com a nota, em ambas as fases do vestibular da USP.
As três instituições estaduais de ensino afirmam que a decisão de não usar as notas das provas anteriores do Enem pode ser revista no próximo ano.

Prazo para escolas indicarem livros didáticos para 2010 vai até 2 de julho

Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Data final, que seria em 28 de junho, foi prorrogada pelo MEC.Opção deve ser feita pelo site do FNDE, que traz resumo dos títulos.
O prazo para professores e diretores da rede pública escolherem os livros didáticos que serão usados de 2010 a 2012 pelos alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental foi prorrogado até 2 de julho. Inicialmente, a data-limite era 28 de junho. A justificativa é que houve um grande volume de acessos ao sistema de escolha. A escolha ocorrerá exclusivamente pelo site www.fnde.gov.br .
O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) é financiado e executado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do governo federal. Com exceção das cartilhas de alfabetização do 1º e 2º ano, os livros devem durar três anos para serem reaproveitados por outros alunos a cada novo período letivo.
Um guia com um resumo de todos os livros didáticos disponíveis pode ser acessado no site do FNDE. Com conteúdo adaptado ao novo acordo ortográfico, as disciplinas à disposição para escolha são: letramento e alfabetização linguística e alfabetização matemática (1º e 2º ano); geografia, história e ciências (2º ao 5º ano); língua portuguesa e matemática (3º ao 5º ano); e história regional e geografia regional (4º ou 5º ano).

SP vai liberar R$ 60 mi para construir e reformar escolas

Clipping Educacional - Da Agência Estado
Previsão é de construção de 129 escolas, além da ampliação de 26.Secretário se reúne com prefeitos de 80 cidades na segunda.
A Secretaria de Estado da Educação vai liberar cerca de R$ 60 milhões para a construção e a ampliação de escolas estaduais, visando a expansão e a melhoria do ensino público paulista. O secretário da Educação, Paulo Renato Souza, irá se reunir na segunda-feira (29) com prefeitos de 80 cidades paulistas para definir as parcerias para a execução do projeto. A previsão é de que sejam construídas 129 escolas, além da ampliação de outras 26 já existentes.
Segundo nota da secretaria estadual, se houver a adesão de todos os municípios paulistas, a rede estadual passará a contar com 1.423 novas salas de aula em 54 diretorias de ensino.
Pela parceria entre estado e municípios, fica estabelecido que o governo paulista irá repassar os recursos e que as prefeituras serão responsáveis pela execução da obra. No encontro previsto para segunda na sede da secretaria, 61 prefeitos do interior e do litoral paulistas, além de 19 representantes da Grande São Paulo, secretários municipais das obras e educadores terão acesso aos documentos necessários para a celebração das parcerias e prazos de cada etapa do processo.

sábado, 27 de junho de 2009

O bê-a-bá do Twitter



Microblog é um espaço para publicação de textos breves, com tamanho entre 140 e 200 caracteres. Esses textos são escritos para serem vistos por um grupo restrito de conhecidos, os "seguidores". Textos curtos têm a vantagem de poderem ser postados por celulares, SMS, mensageiros instantâneos, e-mails ou pela Web. Em geral, as pessoas começam simplesmente relatando o que estão sentindo, sonhando ou que pretendem fazer. Outras colocam o que estão vendo no cinema, na TV ou em uma conferência. Assim, é um espaço em que as pessoas podem trocar informações rápidas e criar uma rede eficiente de comunicação sobre qualquer tema que interesse ao seu grupo, ou sua rede social.
Fonte: http://www.educarede.org.br/

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Aposentados da Educação podem pedir revisão

Camila Souza
Clipping Educacional - do Agora
Os cerca de 123,5 mil servidores aposentados da rede estadual -- sendo professores, diretores e supervisores de ensino-- têm direito a receber a GAM (Gratificação por Atividade de Magistério). Essa bonificação é paga apenas aos funcionários da ativa e representa um acréscimo de 15% no salário da categoria.
O direito foi garantido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que decidiu ontem que a GAM é um tipo de gratificação paga a ativos que deve ser incorporada aos ganhos dos aposentados. Porém, para conseguir a bonificação, os professores precisam ter se aposentado antes de 2003, segundo o STF.
Isso porque, em 19 de dezembro de 2003, uma emenda constitucional acabou com a paridade salarial entre servidores da ativa e aposentados. Apesar disso, a emenda prevê que aqueles que ingressaram no serviço público antes dessa data e se aposentaram depois dela continuam tendo direito à paridade, desde que uma série de requisitos sejam preenchidos.
Para receber o benefício, os aposentados devem recorrer à Justiça. Além de ter a gratificação incorporada, é possível reivindicar os valores retroativos desde 2005, quando foi instituída a gratificação.
O CPP (Centro do Professorado Paulista) informou que tem 400 ações coletivas na Justiça, que somam 12 mil pessoas, para conseguir a incorporação das gratificações aos salários dos aposentados. "Já ganhamos cerca de 50 ações, sendo que 1.500 servidores aposentados já estão recebendo o benefício e já receberam o retroativo. A soma dos quatro anos de gratificações atrasadas fica entre R$ 12 mil e R$ 15 mil", de acordo com a diretora do departamento jurídico do CPP, Selma Aparecida Ferreira de Souza.
A Apeoesp tem cerca de 500 ações desse tipo, representando 15 mil pessoas. "Estamos ganhando a maioria das ações na Justiça. Agora, com esse entendimento do STF, esse número deve aumentar", disse o advogado assessor da diretoria da Apeoesp, César Rodrigues Pimentel.
Procurada, a Secretaria de Estado da Educação não se pronunciou.

Estado vai ter concurso periódico para professor

Clipping Educacional - Folha de S. Paulo
O governo estadual tornará obrigatória a realização de concurso para professor a cada quatro anos. A ideia é evitar que o número de docentes temporários volte a subir, após o Executivo adotar medidas para reduzir esse contingente. O governador de São Paulo, José Serra, deve publicar um decreto na semana que vem.
Hoje, 40% dos professores da rede não são concursados (80 mil entre os 210 mil). A intenção do governo é reduzir essa proporção para 10%. Os concursos periódicos são necessários, afirma a Secretaria de Estado da Educação, para diminuir o atual patamar e, depois, mantê-lo no nível adequado.
A presidente da Apeoesp (sindicato dos professores), Maria Izabel Noronha, apoia a ideia. "A obrigatoriedade periódica de concurso é uma medida importante para evitar a alta proporção de temporários."

DECRETO Nº 54.480, DE 25 DE JUNHO DE 2009 - Suspende o expediente nas repartições públicas estaduais

Clipping Educacional - Imprensa Oficial
Suspende o expediente nas repartições públicas estaduais no dia que especifica e dá providências correlatas
JOSÉ SERRA, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
Considerando que a suspensão do expediente nas repartições públicas estaduais no próximo dia 10 de julho se revela conveniente à Administração Estadual e ao servidor público; e
Considerando que o fechamento das repartições públicas estaduais deverá ocorrer sem redução das horas de trabalho semanal a que os servidores públicos estaduais estão obrigados nos termos da legislação vigente;
Decreta:
Artigo 1º - Fica suspenso o expediente nas repartições públicas estaduais no dia 10 de julho de 2009 - sexta-feira.
Artigo 2º - Em decorrência do disposto no artigo anterior, os servidores deverão compensar as horas não trabalhadas à razão de 1 (uma) hora diária, a partir de 29 de junho de 2009, observada a jornada de trabalho a que estiverem sujeitos.
§ 1º - Caberá ao superior hierárquico do servidor determinar a compensação, em relação a cada um, que se fará de acordo com o interesse e a peculiaridade do serviço.
§ 2º - A não compensação das horas de trabalho acarretará os descontos pertinentes ou, se for o caso, falta ao serviço correspondente ao dia sujeito à compensação.
Artigo 3º - As repartições públicas que prestam serviços essenciais e de interesse público, que tenham o funcionamento ininterrupto, terão expediente normal.
Artigo 4º - Caberá às autoridades competentes de cada Secretaria fiscalizar o cumprimento das disposições deste decreto.
Artigo 5º - Os dirigentes das Autarquias Estaduais e das Fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público poderão adequar o disposto neste decreto às entidades que dirigem.
Artigo 6º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

PM vai mapear a violência nas escolas

Fábio Mazzitelli,
Clipping Educacional - Jornal da Tarde
Oficial foi destacado para trabalhar na sede da Secretaria da Educação para monitorar os casos Parte do plano de combate à violência nas escolas estaduais de São Paulo, um oficial da Polícia Militar foi destacado para trabalhar exclusivamente dentro da Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República, região central. A presença da PM na secretaria foi formalizada no início do ano, com a criação da Supervisão de Segurança, ligada diretamente ao gabinete do secretário Paulo Renato Souza. O trabalho do oficial, porém, começou efetivamente neste mês, com o início do registro online de ocorrências escolares. Segundo o secretário adjunto de educação, Guilherme Bueno, o oficial da PM tem entre as atribuições realizar um “trabalho de inteligência”, identificando gangues e pontos de tráfico ligados a alunos, e coordenar ações que possam exigir intervenções agudas. O PM, cujo nome não foi relevado pela Secretaria da Educação, é um capitão subordinado à Diretoria de Polícia Comunitária da corporação. Ele terá acesso ao registro online de ocorrências escolares e ao sistema de videomonitoramento que será instalado nos colégios estaduais da Grande São Paulo - a promessa é instalar no segundo semestre 11 mil câmeras em todas as 2.200 unidades de ensino da região metropolitana. “Como temos aqui um capitão da Polícia Militar totalmente destacado para trabalhar conosco, vamos poder mapear onde estão os problemas e saber que tipo de ação teremos tanto do lado de dentro como de fora dos muros”, diz o secretário adjunto Bueno. Nos últimos meses, a Polícia Militar tem sido chamada a intervir em situações de conflito em escolas estaduais, o que tem provocado reações violentas dos alunos, como ocorreu no mês passado na Antonio Firmino de Proença, na Mooca, zona leste, e ontem em uma escola de Osasco, na Grande São Paulo, onde houve tumulto, mas sem consequências.
Apesar do histórico, o secretário adjunto de educação defende que quase a totalidade dos episódios de violência dos colégios seja resolvida sem a necessidade da intervenção policial. Ontem, o JT informou que casos de violência atingem 42% das escolas com os melhores desempenhos no Saresp, exame de avaliação da rede. “Imagina-se que, em 99,9% dos casos, o diretor consiga resolver com os instrumentos que dispõe na escola. Obviamente, existem situações que fogem do controle. O que podemos fazer é ajudar a polícia com informações de dentro da escola. Vamos trabalhar juntos. Por isso, um capitão da PM especialista em ronda escolar e em policiamento comunitário vai fazer essa interface”, afirma Bueno. Para Elie Ghanem, professor da Faculdade de Educação da USP, a integração entre as pastas da educação e da segurança pública, em tese, é positiva. Mas o docente acredita ser fundamental levar o debate da violência ao público. “Todas as disciplinas (nas escolas) teriam que debater sobre as condições de segurança das populações com as quais lidam, dos ambientes em que trabalham. Debater junto aos estudantes e às famílias para que se possa formar uma compreensão mais consistente a respeito desse fenômeno desafiador. Não se pode deixar um assunto muito complexo na mão de um único serviço, que é o do policiamento”, diz Ghanem. “Se as pessoas que trabalham e estudam nas escolas e as famílias delas não conversarem entre si e entenderem as suas responsabilidades, pode haver uma perda de recursos com essas medidas”, afirma.

Ecstasy já chegou aos alunos do ensino médio

Fernanda Aranda
Clipping Educacional - Jornal da Tarde
O dado mais preocupante do relatório é o número de consumidores de ecstasy entre jovens estudantes do ensino médio, que seria de 3,4% dessa população em 2007. O crescimento do consumo e apreensão de drogas sintéticas colocou o Brasil na 22ª colocação entre os países que já apreenderam esse tipo de droga. É o único na América do Sul. Foram 210 mil comprimidos apreendidos em 2007. No ano passado, a Polícia Federal descobriu, no Paraná, o primeiro laboratório clandestino, o que revelou o início de uma produção local. A maior preocupação da ONU seria com os chamados “usuários problemáticos” - cerca de 18 a 38 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos. A evidência de que as drogas invadiram a vida dos jovens, incluindo os das classes sociais altas, não se restringe às chamadas “balas” consumidas nas baladas. Migrar das estatística de dependente para a de infrator não é um caminho raro de ser percorrido. Pesquisa realizada pela Escola de Enfermagem da USP avaliou 150 meninos da unidade da Fundação Casa de Ribeirão Preto, interior, e encontrou a relação: do total, 96,7% disseram ter experimentado maconha e 65,3% deles confirmaram o uso de cocaína. A história de Júlia (nome fictício), hoje com 19 anos, reúne esses dois lados. Ela, filha única e de classe média, já passou por três endereços diferentes em menos de quatro anos. A casa dos pais, na zona leste da capital, onde cresceu. Depois, quando deixou de fumar só maconha, passou para cocaína e acabou no crack, foi morar na Cracolândia, região central. “Caí então na besteira de roubar”. Júlia, hoje, está na Fundação Casa. “Sei que foram as drogas que me levaram ao fundo do poço. Só quando me livrei delas é que pude recomeçar a vida.”
Fonte:http://www.crmariocovas.sp.gov.br

Estado contratará mais 90 mil

Vinícius Segalla
Clipping Educacional - do Agora
Entre as medidas do pacote, está a criação de mais 80 mil cargos de professores concursados, que serão preenchidos via concurso, ao longo dos próximos anos.
Os profissionais serão contratados durante os próximos anos e substituirão, gradualmente, todos os temporários da rede, calculados entre 80 mil e 100 mil.
Além dessas vagas a serem criadas, um decreto do governador José Serra autorizou a realização de concurso para a contratação de mais 10 mil docentes.
Tratam-se de vagas exclusivas para professores de 5ª a 8ª série. Não foi preciso enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa porque são cargos já existentes.
Fonte: http://www.agora.uol.com.br

Educador americano defende demissão de professores que não sabem ensinar

Demétrio Weber
Especialista afirma que maus profissionais atrasam a vida de alunos
Clipping Educacional - O Globo (25.06.2009)
Convencido de que a educação é a chave para o desenvolvimento econômico, Eric Hanushek, educador e economista da Universidade de Stanford, defende a demissão de maus professores. Para ele, aqueles profissionais que não sabem ensinar atrasam a vida de alunos em todos os países. Hanushek, de 66 anos, foi o principal conferencista de seminário sobre ensino e crescimento econômico promovido ontem pela Fundação Itaú Social, em São Paulo"Os educadores resistem a aceitar essa idéia, mas os Ph.Ds. não apenas não são necessariamente os melhores professores, como muitas vezes figuram entre os piores", afirmou Hanusheck.
Membro da Academia Nacional para Educação dos Estados Unidos, ele afirmou que não há formação acadêmica nem diploma que garanta que alguém está apto a ser bom professor: - Não há relação entre ter mestrado e o aprendizado dos estudantes. Bom professor é aquele cujos alunos aprendem.
Segundo Hanushek, só a prática é capaz de revelar a aptidão para o magistério. Para ele, é imprescindível que o poder público possa demitir quem não dá conta do recado. Ele sugeriu contratos de experiência por cinco anos. Depois, profissionais com fraco desempenho seriam dispensados. Outra saída é a aposentadoria compulsória.
- Soa ruim, mas, em alguns casos, é melhor pagar professores para não estarem na sala de aula, já que estão fazendo mal a nossas crianças.
O vice-diretor da Fundação Getulio Vargas no Rio, Aloísio Pessoa de Araújo, lembrou que a parcela mais pobre dos alunos vem de lares com pouca bagagem cultural, o que exige ainda mais das escolas. Estudo divulgado pelo Ministério da Educação mês passado mostrou que 382 mil dos 1,8 milhão de docentes de ensino básico no país não têm a escolaridade exigida.
Maria Helena Guimarães de Castro, ex-secretária de Educação de São Paulo, disse que é preciso mudar a legislação para permitir a demissão, mas lembrou que a formação universitária costuma ser deficiente no Brasil e que o país investe menos do que deveria em ensino.
- Somos reféns de uma legislação antiga, corporativa, estatizada e difícil de mudar. Os diretores deveriam ter autonomia para formar equipes. Não existe cultura de carreira que valorize o mérito e o desempenho - disse Maria Helena, lamentando que o Judiciário seja refratário a mudanças na exigência legal de que aumentos salariais sejam dados a toda a categoria.
Ao analisar resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), Hanushek concluiu que a substituição de 10% dos piores professores dos EUA elevaria a nota média do país em quase 50 pontos na prova de ciências. No caso brasileiro, segundo ele, a substituição faria o país encostar em Portugal, subindo da 52aposição para a 37ano Pisa.
Fonte: http://e-educador.com/

Professor: hora de recarregar a bateria

Por Içami Tiba
A educação escolar no Brasil ficou muito tempo em torno do seu próprio umbigo, sem se dar conta do quanto ela estava se tornando obsoleta em relação ao mercado de trabalho e ao mundo.
Dizem que é errando que se aprende. Mas a educação errou tanto e por tanto tempo e não aprendeu. Isso porque simplesmente manteve o erro em vez de corrigi-lo. A passividade do continuísmo do insatisfatório levou o Brasil ao que estamos reduzidos hoje: somos um dos últimos classificados do mundo no ranking da educação escolar, apesar de o nosso PIB estar entre as dez maiores do mundo. Numa simples leitura, o Brasil está mais rico do que educado. Mas existe a grande massa da população que é pobre e sem a educação formal que a capacite ao trabalho mais elaborado que o braçal. Essa massa tem cinco filhos por família, gerando mais pobreza e mais exclusão, enquanto os que ganham mais de cinco salários mínimos têm um ou dois filhos por família, ou seja, acabam concentrando a riqueza.
Ultimamente os professores têm sido responsabilizados pelos pais para educarem os seus filhos, numa sobrecarga que não lhes compete. Cobra-se também uma educação perfeita, sem o mínimo de material necessário de formação atualizada, de valorização pessoal, de salário compatível com a sua importância na construção de uma sociedade saudável. Há muitas verdadeiras madres Terezas da educação nos grotões e bolsões de pobreza. Até lápis elas quebram ao meio para que mais alunos possam ao menos aprender a escrever... Ninguém quer ser professor, muitos querem ser políticos. Até mesmo os "caçados" não abandonam a política, enquanto professores competentes abandonam suas carreiras para poderem sobreviver financeiramente.
Férias escolares
A noite de melatonina é necessária para combater o estressante dia do cortisol. As férias são necessárias para as jornadas de trabalho. E as de julho já batem nas portas dos professores. O meu maior desejo é que cada professor tivesse as férias dos seus sonhos, junto às pessoas queridas, com tudo pago, desde os preparativos até o álbum de recordações. Que descansassem as mentes com atividades lúdicas, culturais, baladas, festas, passeios, restaurantes, shows, e tudo mais que tivessem vontade na hora... Não custa sonhar, nem desejar o bem às pessoas que merecem. Entretanto, as férias podem também ser usadas para complementação das atividades que não têm espaço no cotidiano letivo. Todos precisam nutrir seus corpos e mentes com exercícios fisiológicos e psicológicos, como andar, dormir, alimentação saudável, passear por parques, visitar museus, ir a cinemas e a teatros - tudo isso envolvendo principalmente os filhos no que for possível. Praticar a filosofia de vida da ALTA PERFORMANCE: em tudo, fazer e pensar o melhor possível. Para a ação, usar os conhecimentos atualizados e, para o pensar, o seletor de pensamentos. Ninguém controla a fonte de pensamentos, mas é possível e desejável alimentar os melhores e deletar os que podem prejudicar outras pessoas e o nosso planeta. Todos querem fazer o melhor, mas nem todos o fazem por não estarem atualizados. Como diz Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação, educacionista é a pessoa que acredita na educação como um dos pilares da recuperação do Brasil. Todos os professores poderiam nestas férias despertar o educacionismo profundamente adormecido dentro de si, ou até mesmo recuperá-lo do coma que entrou por tanto descaso que sofreu. As férias são das aulas, mas a mente e o corpo não devem parar de aprender e de se movimentar nunca.
FONTE: http://educacao.uol.com.br

Protesto de professores na Assembleia de SP tem pouca adesão

Hermano Freitas
A manifestação atraiu menos de 100 pessoas ao auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa de São Paulo
Clipping Educacional - Direto de São Paulo Redação TerraA manifestação organizada pelo Fórum das Seis, entidade que reúne representantes de professores, funcionários e alunos da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), atraiu menos de 100 pessoas ao auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa de São Paulo nesta quinta-feira.
A Polícia Militar reforçou o efetivo com cerca de 30 homens e chegou a colocar barreiras na entrada do parlamento paulista, mas o clima do protesto foi de tranquilidade. O protesto marcado para esta quinta-feira em função da expectativa em torno da votação da lei de diretrizes orçamentárias foi frustrado, pois um acordo de lideranças fez com que a votação fosse realizada na seção de ontem.
Segundo o professor da Unesp de Presidente Prudente, Antonio Luis de Andrade, 51 anos, a previsão era de reunir cerca de 150 docentes no ato desta tarde. Entre outras coisas, os professores pedem aumento do repasse do ICMS para as instituições, de 9,57 para 11,6%. Eles também questionam o formato em que está sendo proposto o ensino a distância, projeto chamado de Universidade Virtual (Univesp).
"Somos contra que um estado do tamanho e importância de Pão Paulo apele para esta precarização do ensino", disse o professor. Ele defende que o ensino à distância seja oferecido apenas em locais de difíl acesso como fronteira e presídios.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

15 mil professores perderão o cargo em 2011

Vinícius Segalla
Clipping Educacional - do Agora

Os professores temporários da rede estadual que foram contratados depois de 1º de junho de 2007 terão que deixar seus cargos no fim de 2011. Isso ocorre porque foi aprovado anteontem, na Assembleia Legislativa, um projeto de lei que prevê o tempo máximo de dois anos de trabalho para docentes temporários contratados a partir de junho de 2007.

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, porém, o prazo de dois anos para esses temporários só vai começar a contar a partir do momento em que os profissionais fizerem um prova de avaliação de desempenho, o que está previsto para acontecer até o final deste ano.

O Agora apurou que são cerca de 15 mil professores na rede que estão nessa condição.

Após o fim do contrato, o professor temporário será obrigado a passar por um período de "quarentena" de 200 dias para se tornar apto novamente a concorrer a uma nova vaga na rede pública.

Pacote da Educação
As mudanças nas regras de contratação dos temporários fazem parte de um pacote criado pelo governo para tentar melhorar a qualidade do ensino público no Estado.De acordo com os dados do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), apenas 40,5% das escolas com ciclo de 1ª a 4ª série do ensino fundamental --administradas pela Secretaria de Estado da Educação-- atingiram suas metas de melhoria de qualidade de ensino de 2007 para 2008. Já entre as escolas de 5ª a 8ª série, o índice é um pouco melhor: 44,8%.O governo estadual quer reduzir o número de temporários a quase zero, na medida que aumenta a quantidade de concursados, que vão passar por um curso de formação.

fonte:http://www.agora.uol.com.br/

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mais de mil alunos ganham bicicleta da educação estadual

Clipping Educacional - Jornal da Cidade/Rio Claro
Mais de mil alunos de 18 escolas estaduais de sete regiões do Estado vão ganhar bicicletas o Programa Pedalando e Aprendendo, desenvolvido pelo Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Cultural e Social do Estado de São Paulo (FUSSESP). As 1.120 bicicletas serão entregues aos alunos das Diretorias de Ensino de Adamantina, Andradina, Apiaí, Itararé, Jales, Piraju e Santo Anastácio.O Pedalando e Aprendendo atende estudantes que moram em municípios com até 5 mil habitantes e com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Para participar, os beneficiados devem ter entre 11 e 14 anos de idade e estar matriculados em escolas estaduais, com freqüência superior a 80% e bom rendimento curricular. Os alunos precisam ainda morar a até dois quilômetros da escola."Toda criança quer ter uma bicicleta. Além de realizar sonhos o projeto também incentiva a prática de exercícios físicos", afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.Nesta segunda-feira, (22/6), no Palácio dos Bandeirantes, ocorreu a entrega simbólica das bicicletas. Cinco alunos de cada escola estiveram presentes na cerimônia.Capacitação ProfissionalAlém de doar bicicletas, o Pedalando e Aprendendo oferece curso profissionalizante para estudantes do Ensino Médio. São cem horas de curso onde os estudantes com mais de 16 anos aprendem a montar e fazer manutenção de bicicletas. Os participantes têm acesso a conceitos básicos de mecânica, noções de cidadania, ética e empreendedorismo. O curso já formou cerca de 300 alunos e no segundo semestre deste ano abre novas turmas. São 480 vagas destinadas a estudantes de 19 municípios do Estado. As aulas são dadas sempre no contra turno escolar e acontecem em espaços montados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), parceiro do projeto. Durante o curso os estudantes recebem alimentação e transporte e ao final, recebem certificado emitido pelo Senai.

Violência afeta 42% das melhores escolas de SP, aponta pesquisa

Clipping Educacional - Da Agência Estado
Nas unidades com pior desempenho, seis em dez tiveram casos violentos.Desde o dia 1º, secretaria tem sistema de registro de ocorrências.
Quatro em cada dez escolas com melhor desempenho na rede paulista de ensino já registraram casos de violência. No grupo das unidades com piores notas, a proporção é mais alta: seis em dez tiveram episódios violentos.
Os números fazem parte do mais recente trabalho sobre violência nas escolas estaduais, apresentado na sede do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) pelo pesquisador Naercio Menezes Filho.
“Fazendo as regressões estatísticas e separando a influência de outros fatores, a violência tem um impacto significativo na proficiência (competência escolar)”, diz.
O problema é tido pela Secretaria Estadual da Educação como um dos principais da rede no Estado, que abriga cerca de 5,5 milhões de alunos em 5.300 unidades. “Não há dúvida de que há hoje uma invasão da violência externa nos muros das escolas”, diz o secretário adjunto, Guilherme Bueno.
Ele admite que o Estado ainda não conhece o problema “com precisão”. “Então, uma das medidas no Sistema de Proteção Escolar que montamos aqui foi criar um sistema de registro de ocorrências, que já está funcionando desde o dia 1º, para possamos ter informações e estatísticas, dados confiáveis para entender e dimensionar a questão”, diz.
Para Luiz Gonzaga de Oliveira, presidente do sindicato dos diretores do Estado (Udemo), a violência nas escolas acaba também refletindo em outros fatores, como a rotatividade dos profissionais. “Porque nas regiões mais violentas o diretor não fica”, diz. “Se a comunidade participar da vida escolar, será ela quem vai fazer a defesa contra a violência, externa e interna.”
Líder do sindicato dos professores (Apeoesp), Maria Izabel Noronha diz que a violência está ligada à perda de autoridade docente. “Tiraram a autoridade do professor. É necessária uma campanha para ele que volte a ser reconhecido.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

NOVO ENEM

Clipping Educacional - Vestibular
O Ministério da Educação vai adotar um sistema "antichute", no novo Enem. Será possível identificar, com base no padrão das respostas de cada candidato, quem acertou aleatoriamente uma determinada questão e, no cálculo da nota, o peso atribuído ao acerto do "chutador" será inferior ao dos que responderam de modo correto por dominar o tema. Fovest 4
ISENÇÃO DE TAXA
Na tentativa de conter a diminuição do número de alunos de escola pública em seu vestibular, a USP decidiu ampliar o contingente que terá direito a isenção da taxa de inscrição no exame (R$ 100). Foi criado desconto de 50%, que atenderá candidatos com renda familiar per capita de até R$ 1.163.

Educação investe R$ 275 milhões em manutenção escolar

Clipping Educacional - Da Educação
Novo modelo de atendimento de obras emergenciais já beneficiou 2,7 mil escolas estaduais
Em sete meses de funcionamento, o Sistema Estadual de Manutenção Permanente da Rede Escolar (Sempre), da Secretaria de Estado da Educação, investiu cerca de 275 milhões em obras emergenciais realizadas em 2.767 escolas da rede.
O 'Sempre' foi idealizado para agilizar o processo de contratação de serviços de manutenção escolar. Pelo programa, as reformas urgentes têm início em no máximo cinco dias. Os demais reparos são executados em no máximo 60 dias. O novo padrão de manutenção é executado pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), que por meio de ata de registro de preços elencou quase 1.800 serviços. São obras como manutenção de telhados, reparos em instalações hidráulicas, reparos em forros e substituição de lousas, caixas d'água e telhas.
Nesta primeira etapa do programa, das 3.139 intervenções solicitadas, 1.449 foram concluídas e outras 1.690 estão em fase de execução.
Para atender aos pedidos das escolas, foi criada uma central de atendimento telefônico que recebe solicitações das Diretorias de Ensino e das escolas estaduais. Depois disso, um engenheiro da FDE visita a unidade e, de acordo com a necessidade da demanda, define os prazos para execução das obras.
“O Sempre foi pensado para agilizar os serviços emergenciais e garantir a qualidade das escolas e o bem-estar dos alunos”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.

SP: novo professor temporário só poderá dar aula por 2 anos

Fábio Takahashi
Clipping Educacional - Folha de São Paulo (23.06.2009)
Assembléia Legislativa aprova limitação de permanência de não concursados que serão contratados
O professor temporário que já atua em escola terá de fazer prova para lecionar na rede estadual; reprovados vão para atividades de apoio
O governo de SP aprovou ontem na Assembleia Legislativa lei que limita em dois anos a permanência dos novos professores temporários na rede estadual. Hoje não há um limite. Ao mesmo tempo, Assembleia Legislativa autorizou criação de 80 mil vagas para professores para serem preenchidas em 4 anos por concurso público, instituiu prova obrigatória para contratação de professores temporários na rede estadual e torna obrigatório um curso de formação com prova final para os concursados. Este pacote está em dois projetos de lei, o 19/09 e o 20/09, que seguem para sanção do governador José Serra.Os projetos haviam sido enviados no mês passado pelo governador, pelo secretário de gestão Sidnei Beraldo e pelo secretário da educação Paulo Renato Souza. Desde então foram criticados pelo sindicato dos professores (Apeoesp), que promoveu manifestações contra o texto na porta da Assembleia e em frente ao prédio da Secretaria da Educação. A Apeoesp chegou a ameaçar uma greve no início do mês, suspensa pela baixa adesão. No dia 2, Paulo Renato Souza debateu com deputados e representantes dos professores os projetos em audiência pública. A grande crítica do sindicato era que as mudanças desvalorizam o trabalho do professor, responsabilizando-o pelos baixos desempenhos dos estudantes nas avaliações.
Desta maneira, os atuais 80 mil não concursados (40% do total de professores da rede) terão de passar por uma prova para poder lecionar. Os que forem reprovados ficarão em atividades de apoio, como na sala de leitura, com jornada mínima de trabalho (12 horas semanais).
Ao encaminhar o projeto à Assembleia, o governador José Serra (PSDB) afirmou que a limitação de tempo "visa assegurar que a contratação temporária atenda unicamente ao interesse público excepcional" -ou seja, não pode ser uma política permanente de preenchimento de postos. Hoje, alguns chegam a se aposentar nessa condição.
Expirado o período de dois anos, o servidor terá de ficar 200 dias fora da rede.
O próprio governo admite que o número atual de temporários prejudica o ensino, pois eles não passaram por seleção e não têm estabilidade.
O Executivo enviou também ao Legislativo projeto que cria 80 mil cargos públicos, primeiro passo para abertura de concursos públicos e substituição dos professores temporários.
A primeira seleção deverá ocorrer neste ano, com dez mil vagas. A proposta era analisada pelos deputados até a conclusão desta edição.
Sobre a prova para os atuais temporários, o governo afirma ser necessário verificar a qualidade desses docentes.
No ano passado, 1.500 servidores tiraram nota zero em uma prova, que depois foi anulada pela Justiça.

Críticas
O projeto aprovado sofreu críticas da oposição (56 votos favoráveis e 19 contrários). "Legaliza a rotatividade [de professores]", disse o deputado Carlos Giannazi (PSOL). "O adequado seria fazer concurso público periódico", disse o deputado Roberto Felício (PT).
"Imagina colocar professores em "quarentena", em uma área em que há falta de mão-de-obra. É um projeto burro, que vai condenar as crianças a ficarem sem aulas", afirmou.
O prazo determinado para temporários vale também para os servidores da saúde -neste caso, o período de permanência será de um ano.

SP: violência atinge 42% das melhores escolas estaduais

Fábio Mazzitelli
Estudo relaciona infrações e desempenhos dos estudantes no Saresp
Clipping Educacional - O Estado de São Paulo (24.06.2009)
Quatro em cada dez escolas com melhor desempenho na rede paulista de ensino já registraram casos de violência. No grupo das unidades com piores notas, a proporção é mais alta: seis em dez tiveram episódios violentos. Os números fazem parte do mais recente trabalho sobre violência nas escolas estaduais, apresentado na sede do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) pelo pesquisador Naercio Menezes Filho. O problema é tido pela Secretaria Estadual da Educação como um dos principais da rede no Estado, que abriga cerca de 5,5 milhões de alunos em 5.300 unidades. "Não há dúvida de que há hoje uma invasão da violência externa nos muros das escolas", diz o secretário adjunto, Guilherme Bueno.
Bueno admite que o Estado ainda não conhece o problema "com precisão". "Então, uma das medidas no Sistema de Proteção Escolar que montamos aqui foi criar um sistema de registro de ocorrências, que já está funcionando desde o dia 1º, para possamos ter informações e estatísticas, dados confiáveis para entender e dimensionar a questão", diz.
Para ter ideia do impacto dos episódios violentos sobre o desempenho dos estudantes, o pesquisador Menezes Filho cruzou dois grupos de informações obtidos no último Saresp: as notas médias dos colégios no exame de avaliação com as respostas aos questionários aplicados a diretores das unidades, o que também faz parte do Saresp. No estudo, foram verificadas notas médias de matemática de alunos de 8ª série de 366 escolas estaduais, mostra que continha os 10% melhores e os 10% piores desempenhos. Os relatos de violência alcançaram 42% do grupo dos melhores, o que o pesquisador diz ser "bem impressionante".
"Esperava que não houvesse (violência nas melhores escolas)", diz Menezes Filho, um dos criadores do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp). "Fazendo as regressões estatísticas e separando a influência de outros fatores, a violência tem um impacto significativo na proficiência (competência escolar)."
Os dados disponíveis no Saresp de 2008 permitiram ao pesquisador também dimensionar a abrangência de atos específicos. Em infrações como roubo, depredações e pichações, algumas das mais cometidas por estudantes, metade dos colégios estaduais com melhores notas no exame estadual relatou problemas, porcentual que sobe para 76% no grupo com as piores notas.
Além da violência, Naercio Menezes Filho ainda cruzou outros indicadores considerados importantes para a melhora da qualidade do ensino na rede pública, como a fixação de diretores e professores nas unidades, a falta dos docentes e o acesso a computadores. Os colégios com melhores desempenhos têm profissionais da educação com mais tempo no cargo, professores que faltam menos e alunos com mais chances de acesso ao computador em casa. "O conjunto desses indicadores forma variáveis de gestão bem claras que podem ser trabalhadas para recuperar as escolas com piores desempenhos", afirma o pesquisador.
Para Luiz Gonzaga de Oliveira, presidente do sindicato dos diretores do Estado (Udemo), a violência nas escolas acaba também refletindo em outros fatores, como a rotatividade dos profissionais. "Porque nas regiões mais violentas o diretor não fica", diz. "Se a comunidade participar da vida escolar, será ela quem vai fazer a defesa contra a violência, externa e interna."
Líder do sindicato dos professores (Apeoesp), Maria Izabel Noronha diz que a violência está ligada à perda de autoridade docente. "Tiraram a autoridade do professor. É necessária uma campanha para ele que volte a ser reconhecido."

Aprovada prova para professor temporário em SP

SIMONE IWASSO
Clipping Educacional - Agencia Estado
SÃO PAULO - A Assembleia Legislativa aprovou na noite de ontem os projetos de lei que criam 80 mil vagas de professores para serem preenchidas em até quatro anos por concurso público, instituem prova obrigatória para contratação de professores temporários na rede estadual e tornam obrigatório curso de formação com prova final para os concursados. O pacote segue para sanção do governador José Serra. Os projetos haviam sido enviados no mês passado pelo governador, pelo secretário de gestão Sidnei Beraldo e pelo secretário da educação Paulo Renato Souza. Desde então foram criticados pelo sindicato dos professores (Apeoesp), que promoveu manifestações contra o texto na porta da Assembleia e em frente ao prédio da Secretaria da Educação.

Governo inicia programa de alfabetização para jovens e adultos

Clipping Educacional - Da Educação
Programa Alfabetiza São Paulo também será levado para dentro das prisões
A Secretaria da Educação inicia no segundo semestre o Programa Alfabetiza São Paulo, destinado à população com mais de 15 anos idade. As inscrições são gratuitas e serão abertas em agosto nas escolas da rede, ONGs e universidades parceiras.O curso será equivalente aos primeiros quatro anos do Ensino Fundamental e terá material específico, fornecido pela Secretaria aos estudantes e também aos professores. Serão distribuídos quatro livros para cada aluno. Os volumes correspondem a cada ano do Ensino Fundamental de Ciclo I, da 1ª à 4ª série.O programa vai funcionar com apoio de ONGs, universidades e profissionais do Programa Escola da Família. As aulas serão ministradas nos espaços utilizados durante os finais de semana."A flexibilidade de locais e horários tem o objetivo de atender às necessidades do público que o programa vai atingir. Na maioria dos casos, os interessados deixam de concluir o curso por causa do emprego ou por falta de tempo", explica a professora do Centro de Estudos e Normas Pedagógicas da Secretaria de Estado da Educação, Huguette Theodoro.Por esse motivo, também não existirá carga horária ou prazo para conclusão. O aluno poderá finalizar o conteúdo referente a cada ano de acordo com o seu ritmo. Ao final do curso, o aluno poderá realizar um teste de escolaridade em qualquer unidade da rede. O resultado desse teste será o suficiente para que o candidato ingresse na 5ª série do ensino fundamental e continue sua vida escolar."Achamos que apenas alfabetizar era pouco. Pretendemos que esse aluno deixe o programa apto para continuar seus estudos", comenta o Secretário Paulo Renato Souza.Educação prisional O programa Alfabetiza São Paulo também será levado para dentro das prisões do Estado. As aulas serão ministradas por meio de parceria com ONGs que já atuam nas unidades prisionais. Cerca de 4% da população prisional de São Paulo é analfabeta.

SP é pioneiro no uso da lousa digital em escolas públicas

Clipping Educacional - Da Educação
Num toque de dedos, os professores podem mudar de página para ensinar os alunos
São Paulo será o primeiro Estado a utilizar lousas digitais nas escolas públicas. O projeto piloto foi implantado em 26 escolas estaduais de Hortolândia, região administrativa de Campinas, e beneficiará cerca de 6.000 alunos de 150 turmas da 5ª série do Ensino Fundamental e do 1º ano do Ensino Médio. As lousas digitais serão utilizadas durante as aulas de língua portuguesa e matemática - posteriormente também poderão ser usadas em outras disciplinas. Elas são fixadas na parede e funcionam como telões. Num toque de dedo os professores podem mudar de página para ensinar a matéria para os alunos.Além das lousas digitais, as escolas receberam projetor para lousa, computador e impressora. Um software com o conteúdo do currículo da Secretaria e das disciplinas foi desenvolvido por profissionais da Universidade de São Paulo (USP).Desde segunda-feira, 22, os 150 professores da cidade estão participando de um curso de capacitação para aprender a utilizar esses equipamentos. Eles também são orientados sobre como deve ser feita a exposição do conteúdo pedagógico das disciplinas com o auxilio das lousas digitais."Com a lousa digital os professores poderão utilizar recursos tecnológicos para enriquecer as aulas, tornando-as mais atrativas aos alunos. Os equipamentos, com acesso à internet, permitem que haja maior interatividade entre professores e alunos", afirma o secretário da Educação, Paulo Renato Souza.Para implantar a lousa digital, a Secretaria da Educação fechou parceria com a Dell Informática.

Educação participa do Dia Mundial de Prevenção às Quedas de Idosos

Clipping Educacional - Da Educação
Data será comemorada nesta terça-feira (23/6) e faz parte de semana de conscientização que vai até sexta-feira
A Secretaria de Estado da Educação participa nesta terça-feira (23/06), às 13h, da abertura da Semana Mundial de Prevenção às Quedas de Idosos, no Memorial da América Latina. O evento é coordenado pelo FUTURIDADE- Plano Estadual para a Pessoa Idosa, que envolve 70 parceiros, entre secretarias estaduais, municipais, autarquias, universidades e outros. O objetivo é conscientizar a população sobre as necessidades da pessoa idosa.
Nas escolas estaduais, o tema faz parte do currículo, inclusive na questão da inclusão digital. Por meio do Programa Escola da Família, cerca de 112 mil idosos participam de ações culturais, esportivas e educativas.
Homens e mulheres com mais de 60 anos freqüentam cursos de informática e alfabetização, participam de jogos de xadrez, tênis de mesa e voleibol e estão matriculados nas aulas de artesanato e pintura, em diferentes escolas da rede estadual de ensino. O Programa Escola da Família proporciona que as escolas estaduais abram suas portas à comunidade durante os finais de semana. As unidades são usadas como centros de convivência para a população do entorno.
"A Secretaria já busca a inclusão de pessoas idosas em seus programas e pretendemos mobilizar ainda mais a rede, tanto em sala de aula quanto fora dela, para ampliar os projetos", afirma o secretário Paulo Renato Souza.
Sobre o Dia Mundial de Prevenção às Quedas dos Idosos
Segundo dados da Universidade Federal de São Paulo, cerca de 29% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano e 13% caem de forma recorrente. A queda de idosos é um problema de saúde pública que cresce a cada ano no Brasil. Conforme levantamento do Ministério da Saúde, o número de internações de idosos na rede pública em razão de fraturas do fêmur, causadas principalmente por quedas, cresceu 37% entre 2000 e 2007. Por isso, a Semana Mundial de Prevenção às Quedas visa assegurar a qualidade de vida e promover a autonomia dos idosos partindo da conscientização do problema.