sábado, 11 de maio de 2013

PMs e manifestantes entram em confronto na Avenida Paulista

CLIPPING EDUCACIONAL - Do G1 São Paulo
Confusão começou após assembleia de professores da rede estadual.
Grupo descontente cercou carro de som onde está diretoria do sindicato.

Confronto após assembleia de professores na Avenida Paulista (Foto: Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo)Confronto após assembleia de professores na Avenida Paulista (Foto: Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo)
Manifestantes e policiais militares entraram em confronto na tarde desta sexta-feira (10) na Avenida Paulista, na altura do Masp. A confusão começou após a assembleia de professores da rede estadual de ensino decidir encerrar a greve da categoria. Os professores estavam em greve desde 22 de abril. Descontente com o encerramento, um grupo colocou fogo em objetos na calçada do Vão Livre do Masp e na pista do sentido Consolação.
Eles também jogaram garrafas de água, papéis e outros objetos no carro de som onde estava a diretoria do sindicato. A revolta, entretanto, não provocou espanto em Maria Izabel Noronha, presidente da Sidicato Nacional dos Professores (Apeoesp)."Toda a greve é assim. É um grupo que se põe desta forma e não temos como mudar isto."Os professores da rede estadual de ensino suspenderam a greve após votação feita durante a assembleia. Alguns manifestantes não concordaram com a decisão e fecharam os dois sentidos da avenida por volta das 17h.
Para ela, os manifestantes descontentes representam uma minoria, e fazem parte de uma ala radical. "Eles falam em democracia, mas quando suas ideias não são aceitas, mantém este tipo de comportamento. Lamento que até mesmo uma parte do sindicato esteja fazendo isso. Sempre foi assim, não tenho medo deles", assevera.
Policiais militares cercaram o veículo onde estavam os integrantes da diretoria. Houve empurra-empurra entre os PMs e os manifestantes. Alguns policiais usaram cassetetes para tentar dispersar pessoas que fechavam os dois sentidos da via.

Às 17h45, os dois sentidos da avenida estavam liberados para o trânsito, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Os manifestantes que não concordavam com o fim da greve caminhavam na Rua da Consolação em direção ao Centro.

Pontos da negociação
Segundo a presidente, 60% dos grevistas votaram pelo fim da greve. Ela fez uma reunião com integrantes da Secretaria Estadual da Educação que, segundo ela, acatou algumas das reivindicações.
Entre as decisões está a diminuição do tempo que professores temporários precisam permanecer fora do cargo após término do contrato. Os professores temporários também não precisarão mais passar por outra avaliação contratual além da avaliação de qualidade feita pela secretaria. "Não tinha mais motivo em continuar uma greve com a participação de só 10% da categoria", afirmou Maria Izabel.
O sindicato marcou outra reunião com a secretaria na próxima semana para discutir outras reivindicações. Aproximadamente duas mil pessoas se concentravam no local por volta das 16h, de acordo com a Polícia Militar.
Em nota enviada no iníco da noite desta sexta, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), informou que o secretário Herman Voorwald recebeu novamente representantes da entidade e reafirmou a eles que acompanhará no próximo semestre o comportamento da economia para avaliar com o Governo do Estado a possibilidade de mais avanços na atual política de valorização dos profissionais da Educação.
Manifestantes brigam durante protesto na Avenida Paulista; confusão começou com o fim da greve (Foto: Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo)

Reivindicações
Tramita na Assembleia Legislativa uma proposta de reajuste de 2% sobre os 6% já previstos para julho de 2013, chegando a 8,1% de reajuste total. A categoria reivindica um reajuste salarial de 36,74%.
De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, um professor que leciona para estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio, com uma jornada de 40 horas semanais, recebe, por exemplo, um salário-base de R$ 2.088,27. Com o aumento, passará a receber R$ 2.257,84 em 2013. Em 2014, quando deverá ser concedido novo reajuste de 7%, os vencimentos desse professor chegarão a R$ 2.415,89. Com os novos valores, o salário dos professores de educação básica II será, ainda de acordo com a pasta, 44,1% superior ao piso nacional, que é de R$ 1.567.
A secretaria reiterou que o governo de São Paulo “cumpre integralmente a Lei Nacional do Piso Salarial do Magistério Público.” A pasta informou também estar “à disposição para o diálogo com as entidades sindicais, mas não abre mão de trabalhar também, e sobretudo, diretamente com seus próprios profissionais comprometidos com o avanço da qualidade de ensino.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Protetores do crime

Janio de Freitas

Clipping educacional - UDEMO
A necessidade e a urgência de bloqueio ao uso de menores por bandidos e monstros como os incendiários da dentista indefesa Cinthya de Souza, em São Paulo, não podem continuar pendentes da discussão tergiversante sobre a menoridade penal. A menos que se continue admitindo, com estupor mas passivamente, que crimes se propaguem amparados na pena máxima de três anos de "reeducação" para o falso principal autor.
O truque adotado pela bandidagem é inteligente. Suas ações passaram a ter, como norma, a presença de um menor de 18 anos. No caso de mau resultado final do crime, a gravidade maior do ato é atribuída ao "dimenor" e, como passaporte para o primeiro nível da bandidagem, por ele assumida. Não considerado criminoso e preso, como de fato é, mas como "apreendido" para reeducação nos tais três anos máximos, proporciona aos criminosos "dimaior" penas muito mais leves, como coadjuvantes. E saídas da prisão muito mais cedo, com os benefícios presenteados pela lei.
Sobretudo em São Paulo, onde a incidência do truque é geral nos crimes em grupo, as polícias ou caíram no golpe inteligente e não se levantaram, ou o aceitaram como um modo de dar os crimes mais depressa como resolvidos. Assim os inquéritos chegam ao juízes, sem muito o que fazer para sanar a deformação. E ganham os bandidos: arriscam o crime, que na maioria dá certo --salvo se há contribuição de denúncia ou acaso-- e, quando não dá, a pena não é intolerável para ninguém.
A impressão deixada pela rapidez com que uma delegada aceitou a versão dos monstros na morte da dentista vale como ilustração completa do que se passa hoje com o envolvimento dos criminosos de 16 e 17 anos. Palavras dela, para a TV: "Ele [o "adolescente"] jogou álcool nela e ficou [brincando, passando?] o fogo, aí o fogo pegou na manga dela e...". E pronto, logo o crime era dado pela polícia como "resolvido": o incendiário foi o "dimenor".
Mas por que todos compraram álcool e voltaram ao consultório, senão para incendiar a dentista indefesa? E ainda há depoimentos de outras vítimas, que tiveram os cabelos incendiados como início do mesmo propósito pelos mesmos monstros. Incendiários, pois, todos eles.
Durante as férias recentes, gastei algumas horas de vários dias para saber como são os programas policiais e como atuam Datena e seus concorrentes, tantas vezes citados, inclusive pelo admirável sociólogo Zé Simão. Sempre o mesmo. Assaltos em grupo, latrocínios em grupo, se apanhados não há dúvida: lá está o cara de 18 anos para ser o dono da arma, o autor do disparo e das piores violências. A quantidade de vezes em que isso se dá dia a dia é assombrosa.
À parte a idade penal, as autoridades ditas responsáveis, nos governos e no Congresso, e mesmo nas polícias, precisam remediar o problema já. Ou ser pressionadas a fazê-lo. Agravante de corrupção de menor, agravar pesadamente a prática de crime de adulto acompanhado de menor, levando a pena a ultrapassar a vantagem do truque, são exemplos de providências adotáveis com rapidez. Mesmo que o marginal de 17 ou 18 anos em nada se diferencie do marginal de 20 ou mais, e mesmo que seu aprendizado criminal nos presídios não seja maior do que o aprendizado fora, não é possível perder mais tempo discutindo idades.
As ditas autoridades já estão devendo --à sociedade, não aos criminosos em geral e monstros em especial.

Estadão critica bônus e defende salário, carreira e condições de trabalho

Clipping Educacional - Bçog da Presidenta
No editorial “Quem quer ser professor?”, publicado na edição desta quarta-feira, 8, o jornal O Estado de S. Paulo critica a política de bonificação e defende a valorização da carreira e dos salários: “O sistema educacional público no Brasil padece de um erro de enfoque: privilegiam-se os controles de desempenho dos professores – inclusive com a distribuição de prêmios em dinheiro – sem, no entanto, valorizar a carreira em si. Os salários são considerados baixos em vista da importância da profissão. Pretende-se exigir conscientes de sua importância social, mas o magro contracheque diz outra coisa.”
Em outro trecho, destaca, a respeito de uma pesquisa realizada com estudantes da USP: “Outro aspecto que foi levantado pelos entrevistados na pesquisa diz respeito ao desprestígio da profissão de professor na educação básica. Estudantes de medicina ouvidos pelos pesquisadores disseram que não se tornariam professor porque, entre outros motivos, a remuneração é baixa, a possibilidade de ascensão profissional é mínima e as condições das escolas são ruins. No entanto, este mesmo grupo de entrevistados, assim como os demais, enfatizou que considera o professor muito relevante para o país, por ser responsável pela transmissão de valores e conhecimentos”.
Veja a íntegra do editorial:
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terça-feira, 23 de abril de 2013

PL SOBRE A RECLASSSIFICAÇÃO DE VENCIMENTOS E SALÁRIOS DO MAGISTÉRIO E APOIO ESCOLAR

Clipping Educacional - SECOM / CPP
A Mensagem A-nº 074/2013, do Governador do Estado São Paulo, Geraldo Alckmin, de 7 de abril de 2013, dirigida ao Presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Samuel Moreira, se refere à inclusão do projeto de lei complementar que dispõe sobre a reclassificação de vencimentos e salários dos integrantes do Quadro do Magistério e do Quadro de Apoio Escolar da Secretaria da Educação.

SALÁRIO DE PROFESSORES DE SP VAI SUBIR 8,1%

Clipping Educacional - SECOM / CPP
A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) vai ampliar o reajuste salarial dos professores. Docentes e servidores da educação terão aumento de 8,1% neste ano, em vez dos 6% definidos em 2011. A decisão tenta compensar a perda pela inflação, que, no passado, foi de 5,84% (IPCA). Representantes sindicais criticaram.
O governo encaminha hoje para a Assembleia Legislativa o projeto de lei complementar que define os valores. Com os 8,1%, o piso salarial de início de carreira, de 40 horas semanais, deve passar a R$ 2.257,84. Em 2014, com os 7% de reajuste previsto, o valor deve ser de R$ 2.415,89.
O reajuste vale (a partir de 1.º de julho) para 415 mil servidores. Desse total. 219 mil são professores e 145 mil, inativos. A ampliação do reajuste vai custar R$ 165 milhões.
O anúncio reflete na política salarial anunciada por Alckmin em 2011, com reajustes previstos até 2014. Com a atualização do salário, o aumento do salário-base do professores vai variar 45,1% entre 2011 e 2014. "Valorizar nossos profissionais é imprescindível para conseguirmos aprimorar a qualidade do ensino", disse o secretário de Educação. Herman Voorwald.
A categoria reclama que, em 2011, os porcentuais da política levaram em conta gratificações que já vinham sendo pagas, como os 5% da Gratificação por Atividade de Magistério (GAM). O presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP), José Maria Cancelliero, diz que o pacote do governo foi feito em cima da defasagem. "Mesmo com os 8%, ainda ficam devendo no mínimo outros 3% da gratificação. Sem contar a inflação desde 2011."
Fonte: " O Estado de São Paulo'

Secretaria e sindicato divergem sobre adesão à greve de professores em SP

Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
A Apeoesp, sindicato dos professores da rede estadual de São Paulo, afirmou na tarde desta segunda-feira que cerca de 25% dos docentes aderiram à paralisação da categoria determinada na última sexta-feira (19). Já a Secretaria de Educação aponta um aumento de apenas 0,7% na média diária de ausência, que é de 5%.
A paralisação foi determinada durante uma assembleia que fechou a avenida Paulista, na região central de São Paulo, na tarde da última sexta-feira. Segundo o sindicato, nesta segunda-feira, os grevistas foram às escolas para explicar os motivos da paralisação para alunos, pais e professores que não entraram em greve.
De acordo com o sindicato, os professores reivindicam reposição salarial de 36,74% e complementação do reajuste referente a 2012; cumprimento da lei do piso --no mínimo 33% da jornada para atividades de formação e preparação de aulas--, fim dos descontos de faltas e licenças médicas para efeito de aposentadoria especial; entre outras reivindicações.
Já a secretaria afirmou em nota que é "lamentável que a Apeoesp se paute por uma agenda político-partidária e ignore o amplo diálogo que a atual gestão tem estabelecido". A pasta destaca ainda que "os professores já ganham 33,3% mais que o piso nacional vigente e passarão a ter, a partir de julho, uma remuneração 44,1% maior que o vencimento mínimo estabelecido em decorrência da Lei Nacional do Piso".
Está prevista para a próxima sexta-feira (26) uma nova assembleia da categoria para decidir os rumos da greve.

INTELIGÊNCIA É GARANTIA DE SUCESSO ?

Clipping Educacional - SECOM/CPP
Será ? Muitas pessoas se orgulham de ser ou de ter filhos inteligentes imaginando que o futuro esteja garantido. Acham que quem tem elevado “QI” vencerá todos os obstáculos que a vida apresenta.
É comum ouvirmos frases dos tipos, fulano vai vencer pois é muito inteligente, ou fulano venceu na vida por ser muito inteligente. 
Será que todos os vencedores são realmente inteligentes ? 
Será que todos os inteligentes são bem sucedidos ? 
A nossa sociedade considera muito importante para vencer que as pessoas sejam racionais, talvez seja consequência de uma velha frase “Penso, logo existo”, talvez esse pensamento tenha levado o homem a se identificar com a razão, a ideia de que o homem tem maior valor quando é mais racional. 
Por outro lado, pessoas com as características mais emocionais são vistas de forma negativa, o que é reforçado no mundo de competições em que vivemos. Muitos consideram que as pessoas com as características emocionais, sejam mais frágeis. ... são muito sensíveis, e em tempos de disputa por posições e cargos, parece que valorizam mesmo a razão, por parecer mais séria, mais “confiável”.
A “ Teoria da Evolução”, criada por Darwin, demonstrou a importância da expressão emocional. O mundo cientifico passou a valorizar a emoção, o que fez com que se tornasse mais acessível o relacionamento interpessoal pela simpatia, pela facilidade de comunicação. 
Até então, e ainda hoje para alguns, os conceitos de inteligência reforçam os aspectos cognitivos, a memória e a força da razão para solucionar velhos problemas, mas estudiosos estão analizando uma transformação reconhecendo a importância de outros aspectos que buscam mais habilidades, observando a influência de fatores “não intelectuais” sobre atitudes inteligentes. Concluíram que os conceitos isolados de inteligência, “ QI “, ( quociente Intelectual) não são suficientes para explicar a capacidade cognitiva. É muito importante compreender o outro. 
Facilidade de comunicação, capacidade ou “inteligência interpessoal”, ou até mesmo compreender a si próprio, a “inteligência intrapessoal”, ou seja usar a emoção para se conseguir o esperado sucesso, isto é “QE”, ( quociente emocional ).
Colocando-se tudo no popular, podemos dizer que é muito mais fácil lidar com pessoas mais sensíveis, do que com pessoas muito inteligentes. Os emocionais são mais flexíveis, conquistam mais a simpatia, elaboram melhor suas ideias e seus objetivos, enquanto que os intelectuais são mais rígidos, e com uma leve tendência a parecerem vaidosos. Que atitudes abrem mais portas, geram mais facilidades para conseguir alcançar seus objetivos? 
Observando as pessoas do seu relacionamento, perceberá que nem sempre os mais inteligentes tiveram mais facilidades, e geralmente os mais simpáticos conseguiram mais facilmente. 
Lembra-se dos seus colegas de classe, dos que você mantém contato, quais são os que alcançaram melhores condições de vida? 
Quase todos nós nos lembramos daqueles colegas de classe que eram super inteligentes, e com o passar do tempo, soubemos que não venceram, enquanto outros, que considerávamos mais folgados, mais espertos do que inteligentes, foram os que se tornaram vitoriosos. ... mas são realmente vencedores os que sabem mesclar 
“QI + QE = Sucesso”
Opinião assinada pelo psicanalista Toni Gonçalves

QUAL PAPEL A EDUCAÇÃO DEVE DESEMPENHAR? POR ANTÔNIO DIAS NEME

Clipping Educacional - SECOM/CPP
A educação fundamental tem dois aspectos. Por um lado, é um direito básico da cidadania. Uma pessoa que não sabe ler e escrever ou que é analfabeta funcional terá sempremais dificuldade para fazer respeitar seus direitos, com relação à cidadania. Do ponto de vista do mercado de trabalho, há uma evidente mudança.
Todos os países que superaram a fase de miséria generalizada e estão em crescimento acabam necessitando de mão de obra cada vez mais especializada. Para cumprir isso, todas as crianças devem estar na escola. 
E é necessário ter uma educação de qualidade. Não existe desenvolvimento econômico e social sem uma educação de qualidade para todos. Esse é um dos grandes desafios do Brasil e do mundo. Aqui o desafio é melhorar a educação. Não há país justo, desenvolvido, que não tenha um nível de educação básica elevado.
Ponto de Vista de Antônio Dias Neme, professor aposentado da capital e sócio do Centro do Professorado Paulista (CPP) 
SECOM/CPP

segunda-feira, 22 de abril de 2013

PROFESSORA MOTIVA CRIANÇAS A LER

Clipping Educacional - SECOM/CPP
Atualmente, a Academia Estudantil de Letras é adotado em 22 escolas municipais de São Paulo
Há oito anos, quando lecionava na Escola Municipal de Educação Fundamental (Emef) Padre Antônio Vieira, na zona leste de São Paulo, a professora Maria Sueli Fonseca Gonçalves criou uma atividade para tentar cultivar em seus alunos o hábito da leitura.
Surgiu então a AEL (Academia Estudantil de Letras), inspirada na tradicional Academia Brasileira de Letras.
“Como professora de língua portuguesa senti a necessidade de buscar um jeito diferente de ensinar literatura às crianças e aos jovens e que pudesse motivá-los para a leitura, de forma prazerosa, atraente, lúdica”, disse Sueli.
Em 2005, quando foi criada, a academia contava com 35 alunos: 12 deles frequentavam o último ano do ensino fundamental e ocupavam a titularidade das cadeiras de 12 autores da literatura; outros 12 passaram depois a ocupar as mesmas cadeiras dos estudantes que deixaram a escola e os demais, que estavam entre o quinto e sétimos anos, ficaram responsáveis por trazer para a academia novos autores escolhidos por eles próprios.
O projeto lúdico cresceu e se expandiu e hoje é adotado em 22 escolas municipais de São Paulo. Mas há também escolas de fora da capital, instaladas em Guarulhos (SP), Poá (SP), Ferraz de Vasconcelos (SP) e Apodi (RN), que se interessaram pelo modelo e começaram a fazer parte do projeto. “Constam ainda, na internet, registro da Academia Estudantil de Letras em Tijucas (SC) e Quixadá (CE)”, disse a idealizadora da academia em entrevista à Agência Brasil.

Como funciona o projeto
“É uma autêntica academia de letras. Os alunos escolhem autores da literatura para representar na AEL. São os seus amigos literários. Fazem pesquisas sobre eles, promovem seminários, participam de eventos culturais, relacionam-se com escritores e poetas, começam a produzir seus próprios textos e a participar de concursos literários”.
Nesse projeto, os alunos participam de encontros de literatura e de teatro em aulas fora do horário regular. As aulas de literatura são ministradas por professores da própria escola, tanto da primeira quanto da segunda etapas do ensino fundamental.
Os professores são preparados em um curso ministrado por Sueli na Diretoria Regional de Educação Penha.
As aulas de teatro têm formato semelhante, mas são ministradas por professores habilitados em Artes Cênicas. Eles preparam os alunos para a Mostra Anual de Teatro da academia, na qual são apresentadas peças adaptadas de obras primas da literatura.
Ninguém é obrigado a participar do projeto, mas segundo a professora, os alunos gostam de participar e não faltam. “É [um projeto] muito importante porque funciona. Alcançamos os objetivos traçados quase que espontaneamente”.
Segundo ela, toda a metodologia adotada no projeto é voltada para desenvolver o gosto pela leitura, “partindo da experiência e do gosto de cada um para, pouco a pouco, seduzi-los para o interesse pela literatura”. O projeto também desenvolve outros valores tais como o respeito, a convivência pacífica e harmoniosa, a solidariedade e a amizade.
Recentemente, o projeto foi apresentado no Fórum Social Mundial 2013, realizado na Tunísia. O projeto, segundo ela, também tem despertado interesse na Itália, que deseja compartilhar dessa experiência. “A leitura é essencial em todos os lugares do mundo e [transmitir] o gosto [por essa atividade para] crianças e jovens torna-se vital para o desenvolvimento de qualquer nação”, ressaltou Sueli.
SECOM / CPP
Informações: Grupo Bandeirantes de Comunicação 
fonte: http://www.cpp.org.br/

sábado, 13 de abril de 2013

Medo que dá medo

ROSELY SAYÃO

Clipping Educacional - UDEMO
Muitas mães estão com medo de que os seus filhos sintam medo. Pedem para a escola não contar determinadas histórias e para trocar a indicação do livro que o filho deve ler. Elas também não deixam que as crianças assistam a filmes que, seja qual for o motivo, provoquem medo. Basta que o filme veicule uma ideia: nem precisa conter cenas aterrorizantes.
Essa reação dos pais leva a crer que o medo é necessariamente provocado por um motivo externo à criança e que é uma emoção negativa que os pequenos não devem experimentar. Vamos pensar a esse respeito.
Primeiramente, vamos lembrar que toda criança pequena sentirá medo de algo em algum momento de sua vida. Medo do escuro, medo de perder a mãe e medo de monstro são alguns exemplos. E esses medos não serão originados necessariamente por causa de uma história, de uma situação experimentada ou de um mito. Esses elementos servirão apenas de isca para que o medo surja.
Tomemos como exemplo o medo do escuro. De fato, é na imaginação da criança que reside o que nela lhe dá medo; o escuro apenas oferece campo para que essas imagens de sua imaginação ganhem formato, concretude.
É que, no escuro e em suas sombras, a criança pode "ver" monstros se movimentando e até "ouvir" os rugidos ameaçadores dessas figuras. No ambiente iluminado, tudo volta a ser a realidade conhecida porque a imaginação deixa de ter seu pano de fundo. Os rugidos dos monstros voltam a ser os sons naturais do ambiente. E as monstruosas imagens são diluídas pela claridade.
E por que é bom a criança experimentar o medo desde cedo? Porque essa é uma emoção que pode surgir em qualquer momento da sua vida e é melhor ela aprender a reconhecê-la logo na infância para, assim, começar a desenvolver mecanismos pessoais de reação.
A criança precisa reconhecer, por exemplo, o medo que protege, ou seja, aquele que a ajudará a se desviar de situações de risco. Paralelamente, precisa reconhecer o medo exagerado que a congela, aquele que impede o movimento da vida e que exige superação.
É experimentando os mais variados medos que a criança vai perceber e aprender que alguns medos precisam ser respeitados pelo aviso de perigo que dão, enquanto outros medos exigem uma estratégia de enfrentamento que se consegue com coragem.
A coragem, portanto, nasce do medo. E quem não quer que o seu filho desenvolva tal virtude?
Por fim, é bom lembrar que, muitas vezes, a criança procura sentir medo por gostar de viver uma situação que, apesar de difícil, ela pode superar. Cito como exemplo um mito urbano que provoca medo em muitas crianças na escola: "a loira do banheiro". Para quem não a conhece, é a imagem de uma mulher que assusta as crianças quando elas vão ao banheiro.
Uma escola decidiu acabar com esse mito. Por meio de várias estratégias conseguiu convencer os alunos de que isso não existia. Alguns meses depois, as crianças construíram outro mito para que pudessem sentir o mesmo medo que experimentavam quando se viam perseguidos pela "loira do banheiro".
E quantas crianças não choram de medo depois de ouvir uma história e, no dia seguinte, pedem aos pais que a contem novamente?
Conclusão: o que pode atrapalhar a criança não é o medo que ela sente, e sim o medo que os pais sentem de que ela sinta medo. Isso porque a criança pode entender que os pais a consideram desprovida de recursos para enfrentar os medos que a vida lhe apresenta.
ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

MEC DESENVOLVE PLATAFORMA NACIONAL DIGITAL DA EDUCAÇÃO

Clipping Educacional - SECOM/CPP
Objetivo é oferecer ferramentas diversas de aprendizagem (vídeos, textos e jogos) e conteúdo estruturado, além de níveis variados 
O Ministério da Educação (MEC) está elaborando, em conjunto com secretarias, organizações sem fins lucrativos e empresas, uma plataforma nacional digital para a educação básica. A ideia é que ela ofereça aulas digitais estruturadas, com objetos de aprendizagem variados (vídeos, textos e jogos), e um conteúdo esquematizado - mas de modo com que cada rede ou escola organize seu currículo. A plataforma começou a ser pensada em fevereiro e deve ser lançada no início do ano que vem.
A ideia é que as aulas digitais tenham níveis de complexidade, para que alunos em diferentes fase de evolução possam escolher o que fazer - objetivo é que haja opções do tipo de aula. O portal deve contar ainda com um sistema de avaliação que, além de monitorar o que o aluno aprendeu, já o direcione para um exercício ou conteúdo específico.
O plano inicial era começar a construção do projeto com uma plataforma voltada para os anos finais do ensino fundamental (do 6o ao 9o ano). Mas, segundo o jornal O Estado de São Paulo apurou, por conta da preocupação do governo federal com o ensino médio, essa etapa não será deixada de lado já no início. Se for para aplicar recursos federais na produção de conteúdos digitais, esse investimento será feito para suprir o ensino médio.
Desde o ano passado, a pasta está mobilizada com secretarias estaduais para fortalecer uma nova identidade para essa etapa. E, nesse plano, a tecnologia teria papel fundamental.
O conteúdo dessa nova plataforma estaria organizado de acordo com as expectativas de aprendizagem baseadas nos descritores da Prova Brasil. Além de prever a produção de conteúdo especialmente para formar o portal, o projeto também deve reunir iniciativas bem-sucedidas realizadas pelo País.
A ideia de um modelo nacional surgiu de uma dessas iniciativas, a da cidade do Rio de Janeiro. As escolas cariocas contam desde 2011 com a Educopédia, plataforma de conteúdo digital. Como todo o material é aberto, cerca de 200 municípios utilizam formal ou informalmente. "Em uma visita de integrantes do MEC ao Rio, começamos a pensar o que seria uma plataforma nacional, que pudesse ser customizada para cada Estado", explica a secretária municipal de Educação do Rio, Claudia Costin.
Segundo ela, cada rede poderá colocar seu próprio sequenciamento de aulas e currículos e também customizar conteúdos. "Apesar de ser mobilizada pelo MEC, com participação nossa e de outras secretarias, ainda haveria a possibilidade de as redes recriarem para diferentes contextos, sem que nada seja idêntico."
A secretária lembra que durante muito tempo houve um debate sobre se colocar computadores na escola era desperdício, "e, de fato, só essa presença não mexeu com o processo de aprendizagem". "Mas hoje o computador entrou como ferramenta de apoio ao professor e de aprendizagem do aluno. A utilização adequada de portais de aprendizagem permite uma educação personalizada, sem perder a escala", diz ela, citando o que tem sido feito com o novo modelo de escola criado na cidade, o Gente.
Equipamentos 382.317 - tablets já foram distribuídos pelo MEC para professores de ensino médio da rede pública. A pasta investiu R$ 117 milhões nos equipamentos. A meta é chegar a 600 mil tablets neste ano.
As informações são do jornal O Estado de São Paulo
SECOM/CPP

VIOLÊNCIA SEM CONTROLE

Clipping Educacional - SECOM/CPP
A cada dia que passa, aumenta a preocupação de todos com a violência que grassa em todos os recantos do país.
Os crimes em sua grande maioria continuam impunes e quando por
acaso vão a julgamento, ao encerrar-se, verifi ca-se que as penas
impostas aos que infringiram a lei são frágeis e, com os benefícios da legislação, permitem que marginais perigosos ganhem a liberdade.
Toda essa impunidade acaba gerando uma situação extremamente
perigosa e que, aos poucos, vai passando para dentro dos muros
das nossas escolas. Consciente da fragilidade das leis, os criminosos perceberam que as unidades escolares são um campo aberto para iniciar os nossos jovens no uso dos entorpecentes. 
Quadrilhas se especializaram na utilização de menores para seus crimes e agora colocam meninos dentro das escolas para fomentar o vício maldito. 
As autoridades educacionais fecharam seus olhos para esses graves problemas e, em razão disso, a violência e a indisciplina começaram a falar mais alto que os professores.
Docentes e alunos convivendo em situação de risco, sendo
vitimizados, atingindo agora uma situação insustentável, com o assassinato de uma professora dentro da escola, onde cumpria a sua missão de ensinar. 
Vítima inocente de uma dupla violência, como mulher
e como educadora. 
Estamos em uma encruzilhada. Ou as autoridades educacionais brasileiras acabam de uma vez com discursos inócuos e tomam sobre seus ombros a responsabilidade de definir que tipo de escola queremos para os nossos jovens ou condenaremos toda uma geração a receber uma educação de qualidade duvidosa.
Qualidade essa que cotas, quaisquer que sejam elas, jamais
poderão substituir.
Edição março / abril 2013

BAIXO VALOR DA HORA-AULA EXPLICA FALTA, DIZ CPP, EM ENTREVISTA AO 'ESTADÃO'

Clipping Educacional - SECOM/CPP
Condições de trabalho precárias e contratos temporários também justificariam ausências 
Deficiências nas condições de trabalho, baixa remuneração, problemas na infraestrutura das escolas e existência de muitos professores com contratos de trabalho temporários são algumas das dificuldades enfrentadas pelos docentes da rede estadual de São Paulo, segundo quatro entidades de classe consultadas pelo jornal O Estado de S.Paulo. De acordo com os sindicatos, essas questões têm relação direta com a ausência dos docentes, problema também considerado "grave e prejudicial à educação" pelas entidades.
O valor da hora-aula recebida pelo docente da rede estadual, em torno de R$ 9, é um motivo que justifica a ausência do professor. É o que afirma José Maria Cancelliero, presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP) - entidade que possui mais de 100 mil associados.
"Se é do bairro de Santana (zona norte) e tiver que dar uma aula em São Miguel Paulista (zona leste), ele já gasta duas conduções. Muitas vezes não compensa e, como não tem concorrente, não será substituído por nenhum outro professor", afirma Cancelliero.
Segundo o CPP, enquanto o piso para 40 horas na rede municipal é de R$ 2,6 mil, nas escolas estaduais vai de R$ 1,8 mil (anos iniciais do fundamental) a R$ 2.088 (anos finais e ensino médio). Os valores variam de acordo com a formação do docente.
Com esses salários, não faltam exemplos de professores que chegam a dar aula em até três escolas, diz Neli Cordeiro, presidente da Apase, sindicato dos supervisores. "Eles peregrinam. Dar aulas em mais de uma escola torna a atividade ainda mais desgastante", diz Neli.
O déficit de professores, também é alvo de críticas. "Não é que eles faltam, o problema é que faltam professores", afirma Maria Izabel Noronha , presidente da Apeoesp.
Segundo ela, existem alunos qe nunca tiveram aulas de física, química ou biologia com educadores com formação devida nas respectivas áreas. "Quem dá aula são professores de disciplinas afins", afirma Maria Izabel.
No ano passado, Jennifer Santos, de 15 anos, então aluna do 1º ano do ensino médio da escola estadual Roberto Mange, na zona sul da capital, não teve aulas de química. "A professora ficou de licença duas vezes, depois deixou de ir. Todos os dias que tínhamos aulas de química, saíamos mais cedo. No final, todo mundo passou, sem ter feito nenhuma prova", diz Jennifer.
Neste ano, a aluna enfrenta mais problemas. "Não tenho professora de português. Ela abandonou as aulas. Nem de sociologia", diz a jovem.
O regime de contratação é outro agravante, dizem as entidades sindicais. No Estado, são quase 35 mil docentes temporários.
Todas essas questões têm relação com a falta de atratividade da atual profissão, afirma Francisco Antônio Poli, presidente da Udemo, sindicato que representa os diretores de escolas. "A pergunta hoje é: quem quer ser professor? A resposta é: o idealista, ou aquele que não tem outra opção", diz Poli. Ele sugeri uma maior participação dos pais na escola para amenizar os problemas das faltas dos professores.
Sobre a suposta superlotação de alunos nas aulas, a Secretaria Estadal de Educação informa que em mais de 60% das classes a média de alunos é inferior a 40 estudantes. A respeito do salário, a pasta explica que o valor repassado aos anos finais do fundamental, por exemplo, ultrapassa em 33% o piso nacional.
O Idep, índice que mede a qualidade da educação no Estado, caiu de 2,61 m 2011 para 2,59 no ano passado.
As informações são do jornal 'O Estado de S.Paulo'
SECOM/CPP 

LICENCIATURA PODE TER NOTA MÍNIMA NO ENEM

Clipping Educacional - SECOM/CPP
O Ministério da Educação (MEC) poderá estabelecer uma nota mínima no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como pré-requisito para quem pretende ingressar em cursos de graduação de formação de professores. A medida, que valeria para licenciaturas e Pedagogia, foi sancionada na última sexta-feira (5/4) pela presidente Dilma Rousseff. O texto também transforma em lei a obrigação da matrícula de crianças a partir dos 4 anos na educação infantil, que já estava prevista em emenda constitucional de 2009. 
A previsão de nota mínima como pré-requisito para os que querem se tornar professores, incluída na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), poderia cumprir um dos desafios da educação: evitar que candidatos com baixo aproveitamento escolar se tornem professores. A adoção de uma nota de corte valeria para instituições públicas ou privadas e teria de passar antes pelo crivo do Conselho Nacional de Educação (CNE).
Por conta dos baixos salários e condições precárias de trabalho, historicamente os alunos mais brilhantes não escolhem a carreira. Até em instituições concorridas, como as públicas, licenciaturas e Pedagogia têm as menores notas de corte.
A consultora em educação Ibona Becskeházy considerou a lei um grande avanço. "O mais importante, além de elogiar essa lei, é cobrar agora do governo em colocar que essa nota de corte não seja baixa", diz ela. "Dá para começar a revitalizar a carreira subindo o nível de exigência." 
A lei ainda prev|ê que as esferas de governo deverão incentivar a formação de profissionais do magistério para a educação básica pública com programa de bolsa de iniciação à docência a estudantes matriculados em cursos de licenciatura.
O governo federal já conta com o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (pibid) - que em 2012 concedeu cerca de 49 mil bolsas. Além disso, a União deverá colaborar com municípios e Estados na contratação de professores.
As informações são do O Estado de S.Paulo
SECOM/CPP 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

BAIXA ROTATIVIDADE DE PROFESSORES E ALUNOS ALAVANCA ESCOLA CAMPEÃ EM SP

Clipping Educacional - SECOM/CPP
Baixa rotatividade de docentes, participação dos pais e permanência dos alunos na unidade por todo o ensino fundamental (1o ao 9 anos) são a base do sucesso da escola municipal José Negri, em Sertãozinho, que obteve a maior nota de matemática do Estado na Prova Brasil - 2011.
Segundo a diretora, Inês Angélica Servidoni Cabril, duas das três professoras de matemática atuam há mais de uma década na unidade.
A permanência de alunos na escola por muitos anos ajuda, diz a professora de matemática Luciane Pereira.
"Já conhecemos deficiências de cada aluno desde cedo e, por isso, podemos atacar os problemas pontuais, individualmente. Os professores acabam trocando informações. Um ajuda o outro."
Luciana Cancian, também professora de matemática, disse que os alunos registram bons desempenhos em competições pelo país. Na última Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, dos 21 que participaram, 20 ganharam prêmios.
Rafaela Milene do Carmo, 12, do 8o ano, diz que a escola estímula o compartilhamento de informações entre os alunos. "Tenho uma amiga que diz que sou a melhor professora dela", conta.
"Ajudamos uns aos outros. E isso contribui com quem não está conseguindo aprender", diz Pablo Henrique Ninin, 13, também do 8o ano.
A diretora ressalta ainda a cobrança por resultados, o planejamento e a disciplina. "Qualquer problema envolvendo um aluno já acionamos imediatamente os pais." 
Fonte: Folha de S.Paulo
SECOM/CPP

quarta-feira, 10 de abril de 2013

TALVEZ TENHAMOS DE ADOTAR UM PACTO PELO ENSINO DA MATEMÁTICA

Clipping Educacional - SECOM/CPP
POR KATIA STOCCO SMOLE
Antes dos sistemas de avaliação, já se sabia que as dificuldades com a matemática eram uma das causas mais evidentes do fracasso escolar (reprovação ou abandono).
Há uma etapa em que o problema é grave, mas estamos olhando pouco para ela: os anos finais do ensino fundamental (1º ao 9 º).
É aí que a matemática começa a ganhar complexidade, que as turmas passam a ter mais alunos e que os professores ficam com menos tempo para estudantes.
Pesquisa do Observatório Ibero-Americano de Ciência, Tecnologia e Sociedade (2008 a 2010) com jovens de 15 a 19 anos da América Latina (São Paulo incluída) e Espanha, revela que só 2,7% pensa em seguir carreira em ciências da natureza e em matemática.
O desinteresse vem da dificuldade para aprender, dos assuntos desinteressantes, da impressão de poucas oportunidades profissionais, da forma como o conteúdo é ensinado e da limitação dos recursos utilizados nas aulas.
Para melhorar esse ambiente de aprendizagem, falta uma orientação clara do que ensinar em cada etapa escolar, além de deixar de dar continuidade a programas a cada mudança de gestão.
Temos hoje o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Talvez tenhamos de adotar um pacto pela aprendizagem da matemática.
Ponto de Vista de Katia Stocco Smole é doutora em ensino de matemática pela USP, coordenadora do Grupo Mathema e articulista da Folha de S.Paulo.
SECOM/CPP

QUALIFICAÇÃO DOCENTE É ESSENCIAL PARA BOM DESEMPENHO DOS ALUNOS

Clipping Educacional - SECOM/CPP
Qualificação docente é essencial para bom desempenho dos alunos
O nível de escolaridade dos professores e a contratação por meio de concurso público são os fatores que mais pesam no nível de aprendizado dos alunos de uma escola pública. É o que conclui estudo da pesquisadora Raquel Rangel de Meireles, doutoranda em Demografia do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
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O estudo foi desenvolvido com base em dados longitudinais sobre estudantes do 5° ao 9° ano do ensino fundamental que tinham aulas de português e matemática com diferentes perfis de professores. A pesquisa foi realizada por meio de questionários respondidos pelos professores e análise dos resultados das provas dos alunos de escolas da rede pública que participam do PDE (Plano de Desenvolvimento da Escola), iniciativa voltada para o aperfeiçoamento da gestão escolar.
Com base em seis rodadas de coleta de dados em 175 escolas de educação básica de Rondônia, Pará, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Goiás foram analisados os desempenhos de 1.251 alunos de português e 1.430 de matemática. A análise cobriu 581 professores de português e 582 de matemática.
"Nosso objetivo era avaliar se professores com maior nível de qualificação afetam positivamente os ganhos de aprendizado dos alunos das escolas participantes do programa. A partir do resultado das provas dos alunos em cada uma das séries e do nível de qualificação do professor ao qual o aluno foi exposto em cada uma delas, é possível inferir o impacto de uma medida da qualidade do professor sobre o aprendizado escolar", explica Raquel.
O resultado do trabalho foi publicado no final do ano passado no artigo "Does teacher qualification influence student achievement gains? The case of Plano de Desenvolvimento da Escola in Brazil" e apresentado no XVIII Encontro Nacional de Estudos Populacionais, realizado em Águas de Lindoia (SP).
Nesta entrevista, a pesquisadora explica por que a qualificação dos professores tem papel fundamental no aprendizado dos estudantes.
Como surgiu a ideia de uma pesquisa que medisse a influência do nível de escolaridade do professor na qualidade de ensino?
Raquel - Vários estudos sempre tentaram medir o que faz um bom professor. Há a necessidade dessa investigação para que os gestores de ensino saibam onde investir o dinheiro público. Com esse tipo de pesquisa, é possível apontar para o gestor da escola em quais áreas ele terá maior retorno em termos do aprendizado do aluno: em curso superior para professores, em formação, em infraestrutura etc.
Quais os principais fatores que interferem no aprendizado de um estudante?
Raquel - Todo mundo está interessado em saber o que leva o aluno a aprender e quais fatores amplificam seu aprendizado sobre o conteúdo ensinado em sala de aula. Sabemos que a participação dos pais e um ambiente familiar favorável influenciam bastante. Além disso, ter uma boa escola com biblioteca, diretores ativos e bem preparados e salas de aula com tecnologia também ajuda. Mas o elemento que mais se destaca é mesmo o professor. Ele é quem mais influencia na aprendizagem do aluno.
O que diferencia um bom professor de um professor ruim? Somente a qualificação?
Raquel - Há vários fatores. O bom professor de crianças precisa ter nível superior? Mestrado? Doutorado? Ter esses títulos vai melhorar sua didática? Sua experiência é mais importante que seus títulos? Está claro que um professor com doutorado é mais preparado para dar aulas em uma universidade, por exemplo. Mas esse título é essencial para um professor que lida com crianças? Não existe um consenso do que de fato torne um professor melhor que o outro, pois há outros fatores que interferem, como a estrutura familiar, por exemplo. É o conjunto de todos esses fatores que facilita ou dificulta o aprendizado.
Depois das análises dos questionários e relatórios com as notas dos alunos, quais foram as conclusões do grupo de pesquisa?
Raquel - Observando a literatura americana, verifiquei que, nos países desenvolvidos, as evidências apontam para o fato de que um professor ter ou não ensino superior ou uma maior qualificação não importa muito. O que importa é ele ter a técnica, a didática, o conhecimento da disciplina. Mas para um país em desenvolvimento como o Brasil, eu acreditava que o título contaria muito, porque nossa carreira de licenciatura não é atrativa para amenizar o efeito do diploma. Então se há um professor que está na carreira e tem um diferencial de formação, ele provavelmente será melhor que o outro porque correu atrás desse diferencial. Aqui, a paixão e a vontade de investir na sua formação já mostram quem realmente quer ser um bom professor.
Como foi medida a qualificação dos professores analisados?
Raquel - Utilizamos um questionário com várias variáveis para medir o índice de qualidade do professor. Avaliamos seu nível máximo de instrução (se tinha curso superior, pós-graduação, mestrado e doutorado), o tipo de instituição que frequentou, se fez formação continuada e se foi aprovado em concurso público. Usamos a metodologia para testar quais variáveis são importantes. 
Constatamos que 68% deles tinham nível superior e 57% eram concursados. Já sabíamos que todas as variáveis tornavam um professor melhor, mas, para nossa amostra, as que apresentaram maior poder explicativo do ponto de vista estatístico foram o nível de escolaridade e se o professor era concursado ou não.
Por que essas variáveis pesam mais?
Raquel - A conclusão do ensino superior é certamente um indicador de qualidade para as escolas que trabalhamos porque sinaliza que aquele professor tem um maior nível de conhecimento do que um professor que tem apenas o ensino médio, por exemplo. No caso do concurso público, o professor que passa pela seleção também tem provavelmente mais domínio sobre conteúdos do que um professor temporário, que não passou na seleção.
Como estudos como o seu podem ajudar no desenvolvimento de políticas públicas que melhorem o nível dos professores do ensino fundamental?
Raquel - Precisamos conhecer bem as características dos professores para avaliar quais são suas melhores qualidades e o que deve ser melhorado. Estudos como o que desenvolvi indicam que é preciso investir em treinamento e em concursos públicos, que se mostraram pontos-chaves na melhoria da qualidade do ensino. Nos países mais desenvolvidos, os professores são mais qualificados e melhor remunerados. Além disso, os alunos também costumam ter menor nível de carência e necessidades socioeconômicas. Nosso problema educacional é multifacetado, mas o investimento na qualificação do professor deve ser um dos primeiros passos para alcançarmos um melhor nível de qualidade e equidade na educação.
Secom / CPP
Fonte: UOL Educação

terça-feira, 9 de abril de 2013

FALTA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA INTERFERE NO RENDIMENTO

Clipping Educacional - SECOM/CPP
Matemática no ensino fundamental que não são formados na área e isso interfere no rendimento dos alunos. É o que diz o especialista em educação da Unesp em Araraquara Claudio Gomide, na edição desta terça-feira (2) do Podcast da Unesp.
"Se você for verificar, vai ver um percentual muito grande de professores de matemática que não são professores de matemática. São engenheiros, de outras profissões, que assumem porque não há quadro de professor", disse o docente.
Para ele, mesmo que os dados do levantamento da ONG Todos Pela Educação sejam especificamente da área, eles refletem a realidade do Brasil. "É evidente que estamos falando especificamente de matemática, mas esse é um indicador geral do problema da qualidade do ensino do país".
A "Matemática de Cingapura", um método cada vez mais usado para ensinar Matemática, enfatiza apoio visual e o apredizado lento, com os alunos de jardim de infância passando uma semana estudando os números 1 e 2, por exemplo Angel Franco/The New York Times
O estudo apontou que o percentual de estudantes com rendimento adequado em matemática na rede pública do país cai ao longo dos anos do ensino fundamental.
"Se você quer melhorar a educação básica no Brasil, você precisa de escolas em tempo integral, com professores bem formados, regime de trabalho, plano de carreira e condições salariais adequados", afirma.
Gomide acredita ainda que, com esse panorama, o país está perdendo na qualidade de sua mão de obra e no aumento do nível de cidadania das pessoas.
Secom / CPP
Fonte: UOL Educação

SECRETARIA VAI CRIAR PERÍCIA NAS ESCOLAS

Clipping Educacional - SECOM/CPP
Um ano e meio depois do inquérito civil aberto em 2011 pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o governo do Estado e a Secretaria de Educação (SEE) para investigar a gestão das perícias que analisam as licenças de afastamentos dos professores, a SEE vai anunciar em breve a criação de 34 unidades de perícia médica nas escolas e diretorias de ensino para atender apenas os servidores da Educação.
Hoje, o professor que ganha dois dias de licença precisa passar pela inspeção que atende todos os servidores do Estado. A implementação das unidades nas escolas ocorrerá quase um ano após o governo autorizar a pasta a realizar as perícias.
"É necessário uma gestão mais eficiente, que não estimule o afastamento", diz João Paulo Faustinoni, procurador do Grupo de Atuação Especial de Educação do MP-SP. O trabalho do órgão foi motivado por queixas recebidas por pais de alunos.
"Após credenciarmos os 164 médicos para atender cerca de 12 mil pessoas por mês, esperamos que o tempo de espera não ultrapasse 15 dias", diz Valnei Barbosa, coordenador de perícias da SEE. Hoje, há casos em que a inspeção demora seis meses. "Acaba que o perito não poderia deixar de conceder o que já havia sido concedido", diz Barbosa.
Foi o que aconteceu com o professor Cleumir Rufini, da escola Almerinda Rodrigues Mello. "Tive uma conjuntivite e fui passar na perícia depis de dois meses. Ela já havia desaparecido."
As informações são do Estado de São Paulo
SECOM/CPP


DILMA ALTERA A LEI RELACIONADA A REDUÇÃO DE CUSTOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Clipping Educacional - SECOM/CPP
O Diário Oficial da União publicou nessa quarta-feira (4) alteração no item de lei que prevê tratamento diferenciado em relação à educação a distância. Segundo decreto sancionado pela presidente Dilma Rousseff, o objetivo é incentivar a veiculação dessa modalidade com menores custos de transmissão.
A publicação altera o artigo 80 da lei nº 9.394 (item I do Parágrafo 4º) e prevê a redução de custos de transmissão também em outros meios de comunicação.
O item, que contemplava "custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens", agora passa a incluir "outros canais de comunicação que sejam explorados mediante autorização, concessão ou permissão do poder público".
A mudança ocorre na lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e foi assinada pelos ministros da educação Aloizio Mercadante, e das Comunicações, Paulo Bernardo da Silva. As informações são do site Uol/SP.
SECOM/CPP



23 e 24 DE ABRIL : VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE (INFLUENZA) NO CPP

Clipping Educacional - SECOM/CPP
Pelo 12º ano consecutivo, o Centro do Professorado Paulista (CPP) oferecerá, gratuitamente, a todos os associados e cônjuges, com idade igual ou superior a 60 anos, a vacinação contra gripe (Influenza). 
A vacinação será realizada nos dias 23 e 24 de abril, das 9 às 17 horas, na sede central do CPP. 
O serviço é parceria da entidade com o IAMSPE (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual). 

Os menores de 60 anos somente receberão a vacina se apresentarem atestado médico comprovando serem portadores das seguintes doenças: 
* doença cardíaca crônica, como insuficiência cardíaca, insuficiência coronariana, etc;
* diabetes;
* doença pulmonar crônica, como enfisema, asma, bronquite, etc;
* doença hepática crônica, como hepatite crônica, cirrose;
* HIV;
* doença renal crônica, como insuficiência renal crônica.
O atestado médico ficará retido e acompanhará o mapa diário da vacinação.
Importante:

1) O Iamspe cederá ao CPP 700 doses da vacina contra a


gripe (H1N1 + Influenza). 
2) Para receber a vacina é necessária apresentação de holerite (ou equivalente), documento de identidade e carteira de vacinação.
O CPP disponibilizará equipe especializada para atender aos professores que comparecerem. 
Informações pelos telefones
(11) 3340-0509, 3340-0512 e 3340-0513
ou por e-mail: presidencia@cpp.org.br.
SERVIÇO
Vacinação contra a gripe (influenza) no CPP
23 e 24 de abril de 2013
Das 9 às 17 horas
Sede central do Centro do Professorado Paulista 
Av. Liberdade, 928 - São Paulo – SP
Próximo à estação São Joaquim do metrô.
SECOM / CPP

IAMSPE: ESTUDOS DE PARCERIA ENTRE O SETOR PÚBLICO E O PRIVADO

Clipping Educacional - SECOM/CPP
O governo do Estado realizou estudos sobre a possibilidade de uma parceria entre o IAMSPE e o setor privado. Caso ela se efetivasse, haveria uma permuta do terreno ocupado pelo IAMSPE, com dedução do que seria pago ao setor privado com vistas à modernização do IAMSPE.
A Diretoria do IAMSPE concluiu que não há interesse na realização de qualquer projeto de parceria que envolva a alienação, a venda ou troca do terreno onde hoje está instalado o Hospital do Servidor Público Estadual - Francisco Morato de Oliveira e o prédio da administração do IAMSPE.
Estas afirmativas foram feitas por meio de ofício (15/3/13) enviado ao senhor Secretário de Gestão Pública do Estado de São Paulo Davi Zaia, pelo Superintendente do IAMSPE, Latif Abrão Júnior.
Concluindo: o Secretário de Gestão Pública Davi Zaia solicitou ao Conselho Gestor de Parceria Pública e Privada a retirada deste assunto da pauta, continuando, entretanto a discussão de propostas visando à redução de custeio e modernização do Instituto.
SECOM/CPP 
fonte: http://www.cpp.org.br/

FALTA DE PROFESSOR CUSTA R$ 67 MILHÕES POR MÊS

Clipping Educacional - SECOM/CPP
Esse é o gasto por mês da rede estadual para substituir titular que se ausenta por temporário
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo gasta aproximadamente R$ 67 milhões por mês para suprir as ausências dos professores da rede pública. O valor corresponde ao pagamento realizado na substituição do docente titular que se ausenta por professores eventuais ou temporários. O valor do gasto varia a cada mês.
Em 2012, conforme revelado ontem pelo Estado, cada um dos 230 mil professores estaduais faltou, em média, 27 dias - 21 por licença saúde e 6 dias pelas faltas abonadas a que têm direito. Não entrou na conta as três faltas possíveis de doação de sangue.
Se o valor já é representativo, o montante poderia ser superior, caso o controle de faltas fosse ainda mais eficiente, identificando uma quantidade maior de substituições.
De acordo com fontes consultadas pela reportagem, em algumas ocasiões podem ocorrer falhas no registro da presença. "O controle é de papel, ele não é tão verdadeiro. Houve casos em que um professor substituto estava presente em três salas ao mesmo tempo", disse um ex-inspetor escolar que não quis se identificar.
Segundo o presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Araujo e Oliveira, trata-se de um sistema que "conspira" contra os alunos. "Se ocorrer de um professor deixar de comparecer à escola fora do direito de faltar, a lei prevê punição. Uma delas é cortar seu vencimento", diz Oliveira.
O direito à falta abonada deveria ser melhor "trabalhado" na rede para evitar as ausências sem planejamento, diz Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP. "Pode ser que a solicitação para a falta abonada não seja concedida. A diretoria precisa autorizar", diz.
Diante dessa situação, a ONG Educafro - dedicada à inclusão de jovens negros nas universidades - realiza um controle "paralelo" de presença dos professores em sala. Os cerca de 2 mil jovens atendidos relatam as eventuais ausências e repassam para a ONG consolidar os dados.
"Começamos em 2003, depois fizemos um trabalho forte em 2004 e estamos retomando agora, em 2013", diz Frei David, presidente da Educafro. Segundo ele, o problema existe em todo o Estado. "Mas na periferia, no Jardim Ângela, na zona leste, além de bolsões das zonas norte e oeste, é ainda pior", diz.
Com "pouca evolução" na diminuição das faltas, segundo levantamento preliminar, mais alunos da rede podem não ter tido uma formação de qualidade. É o caso da estudante Gisele Almeida, de 18 anos, que concluiu o ensino médio em 2012. "No 2.º ano e no 3.º não tive professor de química. Mas ganhei uma nota e fui aprovada", lembra Gisele, então aluna da escola Maria Helena Gonçalves de Arruda, zona norte.
Hoje, ela têm dificuldades em acompanhar as aulas de Odontologia na faculdade privada que estuda. "Estou perdida em bioquímica", diz Gisele.
Problema semelhante ao de George Bastos, ex-aluno da escola estadual Brasílio Machado. "Fiquei três anos sem ter química. Às vezes apareciam professores eventuais, mas eles davam aula de tudo, menos química", diz.
Além da "presença picotada" do professor de português, outro motivo deixava Rodolfo Costa, de 18 anos, mais chateado. "Os professores diziam que a USP não foi feita para gente", lembra o ex-aluno da escola Maria Juvenal Homem de Melo, na zona sul.
Consultada, a secretaria informou que o controle da presença dos professores é o mesmo dos demais servidores públicos, e que o abandono de cargo e ineficiência podem levar à demissão. A pasta disse ainda que não possui dados de faltas de professores por região.
SECOM / CPP
Fonte: " O Estado de São Paulo"