domingo, 22 de setembro de 2013

Resolução SE Nº 67/2013 Institui o Programa Presença, no âmbito da Secretaria da Educação, e dá providências correlatas

O Secretário da Educação, considerando que:
- todos os momentos vivenciados pelo aluno no ambiente escolar contribuem para sua formação intelectual e seu pleno desenvolvimento, ampliando-lhe a capacidade de reflexão sobre temas importantes da atualidade, além do contato com novos saberes nas diferentes áreas do conhecimento;
- a formação docente deve estar a serviço da promoção do desenvolvimento integral do aluno, em nível intelectual, social, emocional e psicológico;
- professores, declarados adidos, merecem, pela formação docente que possuem e pela carreira que escolheram, ser devidamente aproveitados na implementação de um programa educacional que vise a promover, no próprio ambiente escolar, o desenvolvimento integral dos alunos da rede pública estadual,

Resolve:
Artigo 1º - Fica instituído, no âmbito da Secretaria da Educação, o Programa Presença, que tem por finalidade proporcionar aos docentes adidos, de cada escola estadual, oportunidades diferenciadas de promover o desenvolvimento integral dos alunos, aos quais serão oferecidas experiências educativas diversas, ocupando tempo e espaços físicos disponíveis na unidade escolar.
Artigo 2º - Os docentes adidos ficarão à disposição da unidade de classificação do respectivo cargo para atuarem no Programa Presença.
§ 1º – A atuação, pelo Programa Presença, em outra unidade escolar, que não a de sua classificação, porém circunscrita à mesma Diretoria de Ensino, será opcional para cada docente adido.
§ 2º - O docente, de que trata o parágrafo anterior, quando, por opção expressa, atuar em outras unidades escolares, permanecerá, para fins de controle de frequência e pagamento, vinculado à unidade escolar de sua classificação.
Artigo 3º - A equipe gestora de cada escola deverá incluir na sua Proposta Pedagógica o Plano de Trabalho Anual do Programa Presença, para ser desenvolvido pelo docente adido, após a devida aprovação pelo Conselho de Escola e homologação pela direção da unidade escolar.
Parágrafo único – O Plano de Trabalho Anual, a que se refere o caput deste artigo, deverá conter objetivos, metas e resultados de aprendizagem a serem atingidos pelos alunos mediante indicadores apontados pelos professores, no último Conselho de Classe/Ano, realizado ao final do ano letivo anterior.
Artigo 4º - O Plano de Trabalho Anual deverá estar em perfeita consonância com a Proposta Pedagógica da escola e proporcionar aos alunos, mediante tutoria do docente adido, ações que se caracterizem como atividades diversificadas e interdisciplinares, a serem implementadas nos espaços físicos e temporais que venham a ser disponibilizados na unidade escolar em decorrência de ausências e/ou afastamento do professor da classe ou da disciplina.
§ 1º - Entre outras ações previstas no Plano de Trabalho Anual, o docente adido, nos impedimentos legais de outro professor, atuará regendo classe ou ministrando aulas de qualquer componente curricular, nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental ou nas séries do Ensino Médio, independentemente da natureza de seu cargo e da habilitação/qualificação que possua, desde que sob orientação e acompanhamento do Professor Coordenador da escola, no correspondente segmento de ensino.
§ 2º - Quando atuar, na condição de adido, pelo Programa Presença, nos anos finais do Ensino Fundamental e/ou no Ensino Médio, o Professor Educação Básica I será remunerado com base no valor do vencimento referente ao Nível I e Faixa 1, da Estrutura II da Escala de Vencimentos – Classes Docentes, ou com base no vencimento relativo ao exercício do próprio cargo, se por ele optar.
Artigo 5º - No Programa Presença, são atribuições específicas do docente adido, entre outras:
I – elaborar, de forma colaborativa e cooperativa, o seu próprio plano de ação alinhado às ações do Programa estabelecido pela unidade escolar;
II – planejar, desenvolver e atuar na parte diversificada do currículo, no que se refere às atividades do Programa;
III – desenvolver as ações do Programa, de forma a assegurar aos alunos um aprendizado eficiente e de boa qualidade.
Artigo 6º - Caberá à Diretoria de Ensino organizar a relação dos docentes adidos que atuarão nas próprias escolas, bem como a relação dos que optarem por atuar em escolas diversas, conforme prevê o § 1º do artigo 2º desta resolução, nas ausências ocasionais e nas licenças ou afastamentos, por qualquer período, relativos aos impedimentos legais de professores do Ensino Fundamental e Médio, que deverão ser informados à Diretoria de Ensino pelas unidades escolares, para prévio agendamento das substituições.
§ 1º - No cumprimento do disposto no caput deste artigo, visando a promover o atendimento, pelo Programa Presença, ao maior número possível de alunos, deverão ser observados, entre outros, os seguintes parâmetros e critérios:
1 - a quantidade total de docentes adidos no âmbito da Diretoria de Ensino;
2 – a quantidade de docentes adidos por escola e por segmento de ensino;
3 - a oferta, pelo Programa Presença, preferencialmente, do segmento de ensino correspondente ao da atuação relativa ao cargo do docente adido;
4 - os agendamentos efetuados pelas unidades escolares.
§ 2º - Caberá às equipes gestoras das escolas garantir o cumprimento dos respectivos Planos de Trabalho Anual, disponibilizando e organizando os materiais didático-pedagógicos a serem utilizados pelos docentes adidos.
§ 3º - A carga horária semanal da Jornada de Trabalho em que esteja incluído o docente adido será composta com as horas de atuação no Programa Presença, podendo até ser extrapolada, mediante termo de anuência do docente, desde que não se ultrapasse o limite de 40 (quarenta) horas semanais, incluídas as horas de trabalho pedagógico coletivo e individual correspondentes.
§ 4º - Os professores de cada unidade escolar deverão ser notificados de que suas ausências/licenças/afastamentos deverão, na medida do possível e a título de colaboração, ser previamente comunicados à equipe gestora da escola, para o devido agendamento de sua substituição, na Diretoria de Ensino.
Artigo 7º - A atuação no Programa Presença, ainda que em unidade escolar diversa daquela de sua classificação, não obstará ao docente a obrigatória e imediata descaracterização da condição de adido, no surgimento de classe ou de aulas livres, para atribuição relativa ao cargo de que é titular, nos termos do artigo 6º do Decreto Nº 42.966/1998.
Artigo 8º - As Coordenadorias de Gestão de Recursos Humanos - CGRH e de Gestão da Educação Básica - CGEB poderão baixar, conjuntamente, orientações que se façam necessárias ao cumprimento do disposto nesta resolução.
Artigo 9º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Abertas inscrições para interessados em atuar no ensino integral.

Clipping Educacional - SEE/SP 
Docentes trabalharão em regime de dedicação plena e receberão gratificação de 75% sobre salário-base 
Atenção, educadores! A partir dessa quarta-feira (11) estão abertas as inscrições para os profissionais da Educação interessados em atuar, em 2014, nas unidades que oferecem o novo modelo de Escola de Tempo Integral. O cadastro, voltado para servidores efetivos e estáveis da rede estadual de ensino, pode ser feito até o dia 4 de outubro. 
- Faça aqui o seu cadastro. Importante: para acessar o sistema de inscrições, o interessado deverá informar a senha "pei2014". 
São duas mil vagas para professores e gestores que atuarão nas 178 escolas de tempo integral. Os docentes trabalharão em regime de dedicação plena, totalizando 40 horas semanais, e para isso receberão gratificação de 75% sobre o salário-base. 
Podem se inscrever os diretores titulares de cargo, os docentes titulares de cargo e ocupantes de função-atividade, todos portadores de licenciatura plena e com experiência de, no mínimo, três anos no magistério público estadual. 

Credenciamento 
No processo de credenciamento, o educador poderá se candidatar às vagas de professor ou para a área de gestão, que engloba as funções de professor coordenador geral, vice-diretor e diretor. Na avaliação do candidato, será considerado o comprometimento do profissional, seu histórico de assiduidade, além do perfil para atuação no modelo pedagógico e de gestão específicos da Escola de Tempo Integral. 
Após o preenchimento da ficha de inscrição, na qual deverá informar sua situação funcional, formação, experiência na rede estadual de ensino e disponibilidade para atuação no programa, o educador será chamado para uma entrevista. 
As entrevistas serão realizadas em duas fases e acontecerão mediante agendamento prévio, feito pelas 64 diretorias de ensino que possuem escolas do novo modelo de tempo integral. A primeira etapa acontecerá entre os meses de outubro e dezembro de 2013. Entre 10 e 23 de outubro, serão convocados os candidatos às vagas de gestão. Em seguida, de 31 de outubro a 8 de novembro e de 2 a 17 de dezembro, serão entrevistados os candidatos às vagas de professor. 
No momento da entrevista, o candidato deverá apresentar os documentos que comprovem as informações prestadas no momento da inscrição, bem como o registro de ausências para análise da pontuação de assiduidade. 
A segunda fase de entrevistas acontecerá no primeiro semestre de 2014. Por isso, vale destacar que os inscritos que não forem chamados nesta primeira etapa poderão ser acionados ao longo do próximo ano. 
Os profissionais que já atuam nas unidades que oferecerão o novo modelo de Escola de Tempo Integral em 2014 devem participar de todo o processo de credenciamento, porém esses servidores terão prioridade para assumir as vagas de sua unidade na função em que atuam. 

Novo modelo 
Atualmente, 69 escolas estaduais contam com o novo modelo de Escola em Tempo Integral, atendendo 20 mil alunos. Com a ampliação para 178 escolas, em 2014 serão 53 mil estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio atendidos. 
- Confira aqui as 178 escolas que oferecerão o novo modelo de ensino em tempo integral em 2014 
Nas escolas com o novo modelo de tempo integral, a jornada é de oito horas e meia no Ensino Fundamental e nove horas e meia no Ensino Médio, incluindo três refeições diárias. Levantamento feito pela Secretaria mostra que o rendimento dos alunos apresentou crescimento de 81% em leitura e 71% em matemática. A estrutura tem laboratórios e salas de informática e leitura. Além das disciplinas obrigatórias, os estudantes contam também com disciplinas eletivas, definidas em cada escola. 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Educadores devem se inscrever no processo de atribuição de aulas até dia 10

Clipping Educacional - SEE/SP
O passo a passo para o procedimento completo pode ser conferido na galeria de fotos
  • O sistema trará para o docente as inscrições realizadas, para cadastramento em outras diretorias de ensino
  • Para realizar sua inscrição, acesse o sistema GDAE, informando nome de usuário e senha
  • Em seguida, acesse a opção “inscrição para atribuição de classes e aulas”
  • Na área “inscrição”, selecione a opção “confirmar Inscrição”
  • Na sequência, clique na opção “confirmar Inscrição” e, em seguida, selecione o campo “requerimento de inscrição"
  • Na opção “confirmar Inscrição”, selecione o campo “requerimento de inscrição
  • Verifique todos os dados que serão apresentados na tela e, se estiverem corretos, prossiga para o próximo passo
  • Verifique todos os dados que serão apresentados na tela e, se estiverem corretos, prossiga para o próximo passo
  • O próximo passo é informar a quantidade de aulas pretendidas, caso a atuação seja no campo aula. Aqueles que desejam solicitar nova prova, devem informar disciplina, diretoria de ensino e opção de transferência, no caso dos docente temporários
  • Se alguma informação estiver incorreta, clicar em “solicitar acerto”. Caso contrário, clique em “confirmar dados”. Após confirmação, não será permitida alteração
  • Após o procedimento, será apresentada a mensagem de confirmação. A mensagem também informará aos interessados em efetuar inscrição como candidato na mesma atuação, que devem acessar, no menu inscrição, o campo “Duplicar Inscrição Efetivo/OFA”
  • 9. O docente Efetivo/OFA, após confirmar sua inscrição para o cargo/função e que desejar acumular com contrato em 2014, na mesma área de atuação, deverá clicar na aba “inscrição”, e em “duplicar inscrição efetivo/OFA”
  • O sistema mostrará as telas para verificação dos dados pessoais, disciplina e pontuação
  • O sistema mostrará as telas para verificação dos dados pessoais, disciplina e pontuação
  • O próximo passo para os educadores será informar a quantidade de aulas pretendidas e as disciplina de prova
  • Para outro campo de atuação, o docente que pretender acumular cargo/função com contratação, deverá comparecer na unidade escolar para pré-inscrição. Após o procedimento, deverá acessar novamente o GDAE para confirmar sua nova inscrição
  • Realizada a inscrição, o docente poderá indicar outras diretorias de ensino para fins de classificação para atribuição de aulas. Para isso, acesse o menu “inscrição” e a área “Cadastramento em outra DE – CGRH”
  • O sistema trará para o docente as inscrições realizadas, para cadastramento em outras diretorias de ensino
  • Para realizar sua inscrição, acesse o sistema GDAE, informando nome de usuário e senha
Atenção, educadores! As inscrições para o processo de atribuição de aulas seguem até dia 10 de setembro e devem ser realizadas por meio do sistema GDAE. O período de inscrições é necessário para a organização da atribuição de aulas, que deve acontecer em janeiro de 2014. Com a medida, os gestores das unidades conhecerão previamente a jornada dos professores que atuam em sua unidade, o que facilitará a distribuição das classes.
Além de afirmar suas opções de jornada de trabalho, nesse ano os docentes efetivos e estáveis terão também a opção de candidatar-se à contratação temporária. O passo a passo para o procedimento completo pode ser conferido na galeria de fotos.
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Os professores que desejam se candidatar à contratação temporária devem realizar a pré-inscrição na diretoria de ensino onde pretendem atuar. O próximo passo para esses docentes será confirmar o cadastro online, por meio do sistema GDAE. Esses profissionais deverão realizar o Processo Seletivo Simplificado, com prova prevista para outubro. 

Nova opção
Para o próximo ano letivo, os educadores efetivos e estáveis contarão com uma nova opção no momento de definir sua jornada de trabalho. A partir de agora, os 181,5 mil educadores da rede estadual de ensino paulista poderão candidatar-se, também, para a contratação temporária.
Com a mudança, um professor efetivo ou estável com jornada de 40 horas semanais, por exemplo, poderá acumular até 25 horas extras, o que representa um ganho financeiro de cerca de R$ 1.400 ao mês, além do salário-base somado às gratificações que variam de acordo com cada servidor.
A medida permitirá, por exemplo, que o professor efetivo substitua outro professor, afastado por licença médica, em horário distinto de sua jornada e na mesma escola em que atua. A mudança atende a uma solicitação da própria rede e reforça a política da Secretaria pela ampliação da atuação de docentes efetivos na rede estadual, que inclui também o anúncio do maior concurso da história, para ingresso de 59 mil educadores que deve ser realizado até o final do ano.
Os interessados em acumular horas farão essa opção no momento da inscrição para o processo de atribuição de aulas 2014. As orientações para esse procedimento podem ser consultadas na portaria sobre a atribuição de aulas, publicada no Diário Oficial do Estado.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Por ano, 3 mil professores desistem de dar aula nas escolas estaduais de SP

Paulo Saldaña
Clipping Educacional - Estadão.com.br
Educação. Dados obtidos com exclusividade pelo ‘Estado’ revelam migração média de 8 docentes por dia para as redes municipais e particular e também para outras carreiras; salários baixos, pouca perspectiva e más condições de trabalho motivam abandono
A cada dia, oito professores concursados desistem de dar aula nas escolas estaduais paulistas e se demitem. A média de pedido de exoneração foi de 3 mil por ano, entre 2008 e 2012. Salários baixos, pouca perspectiva e más condições de trabalho estão entre os motivos para o abandono de carreira.

Clayton de Souza/AE
Uzunian deixou salas e foi para a academia

Os dados obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação são inéditos. A rede tem 232 mil professores - 120,8 mil concursados, 63 mil contratados com estabilidade e 49 mil temporários.
A fuga de professores também é registrada na rede municipal de São Paulo, mas em menor escala. As escolas paulistanas têm média de 782 exonerações por ano desde 2008.
Proporcionalmente ao tamanho das redes, o índice no Estado é duas vezes maior. Além disso, a capital conseguiu ao longo dos anos ampliar em 12% o número de efetivos, enquanto a rede estadual tem 10 mil concursados a menos do que em 2008.
Os docentes que abandonaram o Estado migraram para escolas particulares, redes municipais ou dão adeus às salas de aula. O bacharel em Educação Física Marco Antonio Uzunian, de 30 anos, decidiu ser instrutor de uma academia e hoje também trabalha em uma empresa.
Apenas um ano em uma escola estadual na Vila Carrão, na zona leste da capital, foi suficiente para ele desistir. Uzunian é um dos 2.969 efetivos que pediram exoneração só no ano passado. É o maior índice desde 2008. "Na escola eu não conseguia tocar um projeto de verdade, não tem apoio nem companheirismo", diz.
O bolso pesou na decisão. Depois de concursado, só pôde pegar uma jornada de 10 horas. "Eu não tive opção de jornada maior. Essas 10 aulas me rendiam R$ 680." A Secretaria da Educação não respondeu por que há limite de jornada para novos docentes.
Crise. Nem a estabilidade do funcionalismo público tem impedido demissões. Formado em Matemática pela Federal do Paraná, Fabrício Caliani ingressou na rede estadual em 2004. Abandonou em 2009 para ficar em escola particular. "Escolhi ser professor por vocação e faço meu trabalho bem feito. O que eu ganhava até me aposentar não ia compensar enfrentar tudo isso", diz ele, que dava aula em Bastos, no interior paulista.
Mesmo sem ter emprego em vista, Eduardo Amaral, de 39 anos, pediu exoneração em abril de 2012 - depois de 8 anos na rede. "Para além da questão do salário, jornada e condições de trabalho adversas, tem o dia a dia da escola. É um ambiente hostil", diz ele, que hoje trabalha na Câmara Municipal de São Paulo.
Professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Romualdo Portella considera os dados muito altos. "Temos reconhecido que a questão-chave da educação é o professor, mas precisamos ter atratividade de carreira, boa formação, retenção e avaliação", diz.
A Secretaria da Educação defendeu que o número de exonerações representa só 1,63% do total de efetivos. Em relação à diminuição do número de efetivados, a pasta argumentou que aposentadorias, mudanças e mortes devem ser levados em conta. O governo não informou quantos concursos realizou desde 2008.

Estado vai mapear hábitos alimentares de 13 mil estudantes

FERNANDA PEREIRA NEVES
Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
Escolas estaduais paulistas vão medir e pesar alunos dos ensinos fundamental e médio a partir da segunda metade de setembro.
O objetivo é traçar um perfil dos hábitos alimentares de 13 mil alunos e acompanhar casos de obesidade, sedentarismo e doenças como hipertensão e diabetes.
O levantamento será feito por amostragem e vai incluir 128 escolas que atendem alunos de 6 a 18 anos.
Quatro profissionais de cada instituição, entre eles o professor de educação física e o diretor, já foram capacitados e orientados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia para começar com as pesagens e medições, segundo Ana Leonor Sala Alonso, coordenadora de Infraestrutura e Serviços Escolares da Secretaria da Educação.
Junto à medição, à pesagem e ao questionário que deverá ser preenchido pela família do aluno, a Secretaria da Educação vai fazer alterações na merenda dessas unidades. Segundo a pasta, as primeiras mudanças já têm ocorrido desde janeiro.
"Já reduzimos o uso do sal. Vamos fazer outras mudanças com base nos dados do levantamento", diz Ana Leonor.
Seis meses depois da primeira etapa serão feitas novas medições para avaliar se houve perda de peso e melhora na saúde desses jovens.
"Também queremos atingir as famílias [dos alunos]. Isso deve ocorrer com as equipes de Saúde da Família e com as atividades da Escola da Família, que acontecem dentro das escolas durante a semana e para toda a comunidade aos fins de semana", disse a coordenadora.
Ainda para atingir os familiares dos alunos, a secretaria deve desenvolver palestras e materiais impressos.
"Temos alguns materiais baseados em indicadores que apontam para o aumento nos casos de hipertensão e diabetes entre crianças e adolescentes. Queremos fazer outros materiais com foco no caso do aluno, com uma linguagem voltada a toda família", afirma Ana Leonor.
A participação dos jovens não é obrigatória. Os pais terão que preencher um termo de consentimento.

Herman Voorwald e João Cardoso Palma Filho: A qualidade social da escola pública

Clipping Educacional - Folha de São Paulo
Os debates em relação ao ensino de qualidade na educação pública, concentrados na progressão continuada (associada à promoção automática) e na seriação (ligada à retenção de aluno), têm ocupado espaço nas diversas mídias.
Esse binômio de formas pelas quais se organiza o ensino na escola, em ciclos de aprendizagem ou em séries, condiciona de fato a vida escolar do aluno e do profissional da educação.
Mas a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo há muito entende que a forma de organização do ensino por si só não determina o sucesso da aprendizagem escolar nem a qualidade social da escola.
Escola de qualidade social, qualquer que seja sua organização, é a que responde às urgências da sociedade brasileira neste início do século 21. É aquela na qual as demandas dos alunos constituem o principal referencial para desenvolver práticas curriculares direcionadas a aprendizagens significativas.
Apoiada nessa compreensão de escola de qualidade, a Secretaria da Educação do Estado estabeleceu, como base de atuação, o debate público e aberto com todos os setores da rede estadual. Adotou a centralidade das ações de apropriação e consolidação do currículo oficial. Promove a valorização do magistério por meio do plano de carreira construído junto às entidades representativas e a recomposição do salário dos profissionais da educação, expressa em um programa consciente e exequível de reajustes em quatro anos.
Quanto à gestão pedagógica nas escolas, o modelo adotado tem como pressuposto justamente a apropriação do currículo pelo seu corpo docente e técnico. Ou seja, visa possibilitar que as diretrizes se acomodem à diversidade de cada escola, privilegiando sua autonomia no desenho do projeto pedagógico adequado à comunidade a que atende.

No contexto da reorganização do ensino nas escolas estaduais, a progressão continuada é entendida como possibilidade de avanços sucessivos da aprendizagem do aluno. Exige, por parte do professor, acompanhamento e avaliação contínuos do processo para orientar novas formas de ensino, se necessárias à aprendizagem do aluno.
Enfrentar diretamente a aprendizagem continuada do aluno implica repensar o entendimento equivocado de que avaliar é sinônimo de promover ou reter. Talvez mais grave seja considerar a promoção e a retenção como fator determinante dos complexos processos de ensino e de aprendizagem.
Herman Tacasey

Na história da nossa educação escolar, esses dois instrumentos administrativos estiveram mais a serviço da escola seletiva --a exclusão do aluno-- do que do direito de ele de se apropriar do currículo escolar.
Para auxiliar o professor no seu trabalho, a Secretaria da Educação disponibiliza mecanismos como a avaliação diagnóstica no início de cada semestre, para apontar as dificuldades dos estudantes e orientar as escolas no planejamento das atividades curriculares.
Disponibiliza também a figura do professor-auxiliar, que atua na recuperação contínua, para sanar dúvidas no momento em que aparecem. Oferece reforço no recesso escolar, possibilitando que os alunos recuperem conteúdos. E ainda promove a ampliação do suporte pedagógico por meio de professores coordenadores de ciclos e de grupos de reflexão e gestão, com diretores, professores coordenadores e supervisores.
O objetivo dessas e de outras medidas é superar um conjunto complexo de fatores adversos ao processo de ensino e aprendizagem, buscando qualificar a escola pública para atender a todos os alunos e a cada um, em suas especificidades.
HERMAN VOORWALD, 58, é secretário da Educação do Estado de São Paulo e JOÃO CARDOSO PALMA FILHO, 69, é secretário-adjunto da Educação do Estado de São Paulo

São Paulo cria rede estadual de professores blogueiros

JAIRO MARQUES
Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
Professores blogueiros da rede estadual de ensino de São Paulo vão passar a contar, a partir de outubro, com um espaço de interação no Portal da Educação, mantido pela secretaria estadual na internet.
A ideia da Secretaria da Educação do Estado é reunir as melhores iniciativas de uso de blogs em sala de aula como ferramenta pedagógica em um espaço de troca de experiências online.
Assim, o universo de pessoas que teriam acesso ao material produzido se multiplicaria várias vezes e aumentaria a interatividade entre professores e alunos.
Para fazer parte da rede de blogueiros, porém, será preciso que o professor cumpra algumas regras como abordar apenas temas que constem do currículo escolar e que haja postagem de conteúdo pelo menos uma vez semana.
Uma comissão da secretaria irá analisar quais diários eletrônicos, que deverão ser inscritos pelos docentes, possuem condições de estar no portal, que vai entrar no ar em outubro.
Marli Fiorentin, especialista em tecnologias em educação pela PUC do Rio, avalia que a iniciativa pode ser vantajosa para o professor, mas faz ressalvas.
"A reunião dos blogs pode facilitar a busca de referenciais, de materiais pedagógicos, de sugestões de atividades para os professores aplicarem em aula. Mas o espaço não pode se tornar um quadro negro virtual e apenas repetir conteúdos de livros. É preciso criar maneiras diferentes de explorá-lo."
Segundo Fernando Padula, chefe de gabinete da secretaria, a rede de blogs será um "salto fundamental" de qualidade. Ele afirma que os professores terão "total liberdade" em relação à forma de atuação nas plataformas.
"Nossa preocupação será com a aderência do conteúdo ao currículo escolar. As técnicas usadas pelos professores são livres", diz.
As inscrições dos blogs vão poder ser feitas a partir de segunda-feira (02/09). Os professores têm de enviar o endereço do blog, o seu nome completo e o da escola em que atuam para o email portal@edunet.sp.gov.br.

sábado, 11 de maio de 2013

PMs e manifestantes entram em confronto na Avenida Paulista

CLIPPING EDUCACIONAL - Do G1 São Paulo
Confusão começou após assembleia de professores da rede estadual.
Grupo descontente cercou carro de som onde está diretoria do sindicato.

Confronto após assembleia de professores na Avenida Paulista (Foto: Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo)Confronto após assembleia de professores na Avenida Paulista (Foto: Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo)
Manifestantes e policiais militares entraram em confronto na tarde desta sexta-feira (10) na Avenida Paulista, na altura do Masp. A confusão começou após a assembleia de professores da rede estadual de ensino decidir encerrar a greve da categoria. Os professores estavam em greve desde 22 de abril. Descontente com o encerramento, um grupo colocou fogo em objetos na calçada do Vão Livre do Masp e na pista do sentido Consolação.
Eles também jogaram garrafas de água, papéis e outros objetos no carro de som onde estava a diretoria do sindicato. A revolta, entretanto, não provocou espanto em Maria Izabel Noronha, presidente da Sidicato Nacional dos Professores (Apeoesp)."Toda a greve é assim. É um grupo que se põe desta forma e não temos como mudar isto."Os professores da rede estadual de ensino suspenderam a greve após votação feita durante a assembleia. Alguns manifestantes não concordaram com a decisão e fecharam os dois sentidos da avenida por volta das 17h.
Para ela, os manifestantes descontentes representam uma minoria, e fazem parte de uma ala radical. "Eles falam em democracia, mas quando suas ideias não são aceitas, mantém este tipo de comportamento. Lamento que até mesmo uma parte do sindicato esteja fazendo isso. Sempre foi assim, não tenho medo deles", assevera.
Policiais militares cercaram o veículo onde estavam os integrantes da diretoria. Houve empurra-empurra entre os PMs e os manifestantes. Alguns policiais usaram cassetetes para tentar dispersar pessoas que fechavam os dois sentidos da via.

Às 17h45, os dois sentidos da avenida estavam liberados para o trânsito, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Os manifestantes que não concordavam com o fim da greve caminhavam na Rua da Consolação em direção ao Centro.

Pontos da negociação
Segundo a presidente, 60% dos grevistas votaram pelo fim da greve. Ela fez uma reunião com integrantes da Secretaria Estadual da Educação que, segundo ela, acatou algumas das reivindicações.
Entre as decisões está a diminuição do tempo que professores temporários precisam permanecer fora do cargo após término do contrato. Os professores temporários também não precisarão mais passar por outra avaliação contratual além da avaliação de qualidade feita pela secretaria. "Não tinha mais motivo em continuar uma greve com a participação de só 10% da categoria", afirmou Maria Izabel.
O sindicato marcou outra reunião com a secretaria na próxima semana para discutir outras reivindicações. Aproximadamente duas mil pessoas se concentravam no local por volta das 16h, de acordo com a Polícia Militar.
Em nota enviada no iníco da noite desta sexta, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), informou que o secretário Herman Voorwald recebeu novamente representantes da entidade e reafirmou a eles que acompanhará no próximo semestre o comportamento da economia para avaliar com o Governo do Estado a possibilidade de mais avanços na atual política de valorização dos profissionais da Educação.
Manifestantes brigam durante protesto na Avenida Paulista; confusão começou com o fim da greve (Foto: Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo)

Reivindicações
Tramita na Assembleia Legislativa uma proposta de reajuste de 2% sobre os 6% já previstos para julho de 2013, chegando a 8,1% de reajuste total. A categoria reivindica um reajuste salarial de 36,74%.
De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, um professor que leciona para estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio, com uma jornada de 40 horas semanais, recebe, por exemplo, um salário-base de R$ 2.088,27. Com o aumento, passará a receber R$ 2.257,84 em 2013. Em 2014, quando deverá ser concedido novo reajuste de 7%, os vencimentos desse professor chegarão a R$ 2.415,89. Com os novos valores, o salário dos professores de educação básica II será, ainda de acordo com a pasta, 44,1% superior ao piso nacional, que é de R$ 1.567.
A secretaria reiterou que o governo de São Paulo “cumpre integralmente a Lei Nacional do Piso Salarial do Magistério Público.” A pasta informou também estar “à disposição para o diálogo com as entidades sindicais, mas não abre mão de trabalhar também, e sobretudo, diretamente com seus próprios profissionais comprometidos com o avanço da qualidade de ensino.