quinta-feira, 30 de abril de 2009

Campinas possui a melhor rede pública de SP

Lívia Sampaio e Folha de S.Paulo
Clipping Educacional - do Agora
A rede pública de Campinas (93 km de SP) teve o melhor resultado no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na comparação entre as 36 maiores cidades do Estado. Com média 52,18, a terceira maior cidade paulista ficou no topo do ranking, deixando para trás a capital (17º lugar) e Guarulhos (30º). Ainda assim, a média representa pouco mais da metade de acertos --a nota vai de zero a cem.
Das 36 cidades com mais de 200 mil habitantes, 17 estão abaixo da média estadual, de 48,47. Entre as dez melhores, só três são da Grande SP: São Bernardo do Campo, Santo André e Mogi das Cruzes.
Na comparação com outras unidades federais, São Paulo tem a quinta melhor rede pública do país. Na rede privada, com média 61,13, o Estado ficou na sexta colocação. Além de escolas estaduais (3.481), o levantamento leva em conta colégios municipais (71) e federais (3), que representam só 2% do total do Estado.
Foram contabilizados apenas os concluintes de ensino regular, ou seja, escolas profissionalizantes e de adultos (EJA) foram descartadas.
O professor Ezequiel Theodoro da Silva, da Unicamp, diz que o desempenho de Campinas acontece porque não há rotatividade de professores. "É um fator que permite à escola evoluir", afirma.
Já a Secretaria de Estado da Educação ponderou que o Enem "não serve para avaliar escolas" por ser opcional. De acordo com a pasta, o exame adequado para mostrar a evolução do ensino médio é o Saresp, feito anualmente por todos os alunos da rede.
Abaixo da média
Levantamento feito pela reportagem mostra que escolas que estão abaixo da média nacional concentram 60% dos estudantes que fizeram a prova. Numa escala de até cem pontos, a média ficou em 49,45. Ficaram abaixo do patamar 11.932 escolas (do total de 19.117).

Metade das escolas do Sudeste não alcança média nacional do Enem

Das 9350 escolas da região, 4705 obtiveram notas abaixo de 49,45 pontos.No Norte e Nordeste, percentual é maior: 70% e 64%, respectivamente.
Silvia Ribeiro
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Metade das escolas de ensino médio regular da Região Sudeste não alcançou a nota média nacional do Enem obtida por estudantes que concluíram o ensino médio em 2008, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) sobre desempenho no exame por escola.
Do total de 9350 escolas no Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, 4705 obtiveram notas abaixo da média nacional. O G1 comparou a nota de cada escola, baseada no desempenho médio dos alunos no Enem, com a média nacional do Enem (49,45 pontos) de alunos de escolas públicas e particulares, considerando redação e a parte objetiva da prova, conforme o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC.
Nas Regiões Norte e Nordeste, esse percentual é ainda maior: 70% e 64%, respectivamente. Conforme levantamento feito pelo G1 com base nos dados, 44% das escolas da Região Sul também ficaram abaixo da média nacional, enquanto no Centro-Oeste esse percentual é de 56%. No cálculo, foram consideradas apenas escolas de ensino médio regular e a média dos alunos por escola com correção de participação.
De maneira geral, a grande maioria das escolas que ficou abaixo da média nacional são estaduais. Para a coordenadora de política educacional do Núcleo de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo, Eunice Durham, os números são um reflexo da democratização da educação. Segundo ela, o crescimento de estudantes no ensino médio é composto por jovens que, no passado, não teriam condições de possuir essa escolaridade. Esses estudantes, continua a especialista, são filhos de pais com baixa instrução, o que influi no desempenho escolar.
“Escolas públicas com alto desempenho possuem um verdadeiro vestibular para entrar. (Desse modo), é mais fácil de obter bom resultado. O problema é quando você aceita todos os alunos. Na particular, se tem aluno problema, ele é expulso. No ensino público, não pode expulsar aluno nenhum”, conclui.
Entretanto, diz Eunice Durham, deve-se perseguir a melhoria das escolas. Ela aponta que os alunos têm de receber melhor educação nas séries iniciais para ter bom desempenho no ensino médio e na universidade. Para isso, aposta no reforço do ensino fundamental e na formação de bons professores. “A educação é cumulativa.”
São Paulo
Um olhar sobre o estado de São Paulo revela que das 4945 escolas de ensino médio regular, 51% não alcançaram a média nacional do Enem. Dessas, apenas 25 não são estaduais (12 particulares e 13 municipais).
Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Educação diz que o Enem não serve para avaliar escolas por não ser um exame obrigatório. “Não é correto metodologicamente fazer comparação entre escolas com base no Enem.”
De acordo com a secretaria, o Saresp é o mais adequado para mostrar a evolução do ensino médio em São Paulo. Os números de 2008 mostram melhoria na rede estadual, diz a secretaria, acrescentando que o currículo do ensino médio foi diversificado, com reforço ao conteúdo, novos materiais e horários específicos de aulas para aceleração.

Só 8% das escolas "tops" no Enem são públicas

FÁBIO TAKAHASHI
ANGELA PINHO
Clipping Educacional - da Folha de S.Paulo, em Brasília
Dados divulgados ontem pelo Ministério da Educação apontam que apenas 8% das escolas "tops" do país no ensino médio são públicas. Ainda assim, são unidades de elite do sistema, que fazem seleção para escolher seus alunos. A Folha analisou o resultado dos 1.917 melhores colégios no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o que representa 10% do total. Destas quase 2.000 escolas, apenas 151 são públicas (83 federais).
Veja o ranking das escolas do país no Enem
Considerando as escolas públicas "convencionais" (excluindo as profissionalizantes, as ligadas a universidades ou que fazem seleção para ingresso), a melhor unidade da rede ficou na posição 1.935 do ranking. O colégio é estadual do Rio Grande do Sul e sofre com falta de professores.
As notas do Enem são utilizadas como parte da seleção de calouros para universidades e para que os alunos saibam sua condição ao concluírem a educação básica. Também é usado para selecionar bolsistas em universidades privadas pelo Prouni (programa federal).
A melhor escola do país é uma particular do Rio (São Bento), com média 33% acima da melhor pública "convencional" (escola Frederico Benvegnu, em São Domingos do Sul, a 246 km de Porto Alegre).
"Esse resultado tem se repetido ano a ano. Os alunos das escolas particulares têm melhor desempenho seja porque têm professores mais bem pagos, seja pela família", afirmou o presidente do Inep (instituto do MEC responsável pelo exame), Reynaldo Fernandes.
"Nenhuma prova mede só a escola. Mede também o aluno, a formação dos pais e o contexto socioeconômico. Fatores socioeconômicos explicam melhor o desempenho."
Os dados divulgados permitem quatro tipos de ranking. A Folha usou a média entre a prova objetiva e a redação, com a simulação de que todos os alunos do colégio tenham feito o Enem, que é optativo.

6 em cada 10 escolas "top" no Enem estão fora das capitais

ANGELA PINHO
Clipping Educacional - da Folha de S.Paulo, em Brasília
O bom ensino médio não está restrito aos grandes centros. Os dados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) mostram que as escolas com as notas mais altas estão em sua maior parte no interior.
Considerando-se os colégios na faixa dos 10% de melhor desempenho, 64% estão fora das capitais. Aqueles nas regiões metropolitanas das capitais respondem por 10% do total; o restante está ou no litoral ou, principalmente, no interior.
Em São Paulo, a fatia é maior --60% da "elite" do Enem está no interior do Estado; 26%, na capital; outros 12% na região metropolitana e 2% no litoral.
Nesse terceiro grupo está a escola Professora Lúcia de Castro Bueno, em Taboão da Serra. Excluindo-se as escolas técnicas, ela é a melhor estadual de São Paulo, embora fique apenas na modesta 2.596ª posição na classificação geral do Enem.
Para César Callegari, secretário de Educação local e membro do Conselho Nacional de Educação, a explicação está na autonomia da escola, que, segundo ele, inclusive conseguiu se desligar de algumas diretrizes da secretaria estadual, como o uso de apostilas e a progressão continuada.
É esse fator, e não a localização das escolas, o maior motivo de êxito, sustenta. Por outro lado, pondera que, em cidades menores, muitas vezes há mais condições de manter equipes estáveis, com menos rotatividade de diretores e professores, o que acabaria influenciando positivamente a aprendizagem.
Reynaldo Fernandes, presidente do Inep (instituto de pesquisa ligado ao MEC), afirma desconhecer evidência da influência da localização das escolas sobre o desempenho dos alunos. Ele diz que os estudos sobre educação mostram que o fator socioeconômico é o que pesa mais sobre a nota final.
Embora a maior parte dos melhores colégios esteja no interior ou nas regiões metropolitanas, um olhar sobre o desempenho no Enem mostra que, nacionalmente, a probabilidade de um colégio da capital entrar na lista dos "tops" é maior do que no resto do país: 20% das escolas do Brasil estão nas capitais, mas, se forem consideradas só as melhores, o percentual sobe para 34%.
Perfil
A lista das escolas entre as 10% melhores levou em conta a média na prova objetiva e de múltipla escolha. O Inep também aplicou uma fórmula para evitar que a diferença entre o número de alunos que fez a prova em cada escola distorcesse as diferenças entre elas.
O perfil dessa "elite" educacional reflete o conhecido abismo entre o sistema público e o particular. Levando-se em conta as 10% melhores notas no Enem, chega-se a 1.917 escolas --dessas, 92% são particulares.
Entre as públicas, aparecem duas escolas técnicas municipais, 83 escolas federais (sendo 48 técnicas) e 66 estaduais, das quais todas pertencem a uma minoria do sistema --são ou de ensino profissionalizante ou cobram mensalidade.

Quase 90% das escolas públicas têm nota abaixo da média no Enem

Clipping Educacional - da Agência Brasil
Das 26 mil escolas que foram avaliadas pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), 74% obteve nota abaixo da média nacional que foi de 50,52 pontos. Na rede pública, o índice de estabelecimentos com resultado inferior à média chega a 89%. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgou nesta terça-feira os resultados por estabelecimento de ensino em 2008.
Mais uma vez, foram as particulares que conquistaram os melhores resultados no exame. Das 20 melhores escolas, 15 são particulares e a maioria se concentra na Região Sudeste. Outras 6 mil escolas ficaram sem conceito porque tiveram número insuficiente de alunos participantes.
Pelo segundo ano consecutivo, o campeão do Enem foi o Colégio São Bento, do Rio de Janeiro. A média total obtida pela escola - incluindo a prova objetiva e a redação com correção de participação - foi de 80,58 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100. São 30 pontos a mais do que a média nacional divulgada em novembro pelo Inep. Administrado por padres beneditinos, o colégio só recebe alunos do sexo masculino. A mensalidade para o ensino médio varia de R$ 1.616 a R$ 1.752.
Entre as escolas públicas, o melhor resultado ficou com o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. A média obtida pelos alunos foi de 76,66 pontos, o terceiro melhor resultado no ranking geral.

Melhores escolas públicas de SP caem no Enem

Jorge Soufen Jr., Gabriela Gasparin e Folha de S.Paulo
Clipping Educacional - do Agora
As melhores escolas públicas do Estado de São Paulo tiraram colocação pior no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2008 em relação a 2007. Apesar da queda também nas notas das particulares, a lista indica que a distância entre os dois sistemas de ensino ainda é grande.
O Enem, do Ministério da Educação, é aplicado todo ano para os alunos que estão concluindo ou que já concluíram o terceiro ano do ensino médio de qualquer escola. A prova é opcional --os resultados ajudam no vestibular.
A melhor escola pública do Estado continua sendo o Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (do governo federal), que conquistou a 4ª melhor colocação, ante o 7º lugar de 2007.
Apesar do avanço pontual, as melhores ETEs tiveram, no geral, posição pior em relação a 2007. Essas escolas sempre figuram em melhores postos do que as outras estaduais porque têm ensino profissionalizante (em tese, mais focado) e, com um vestibulinho, selecionam melhores alunos.
As dez melhores ETEs de 2007 tiraram notas menores em 2008. Dessa lista, sete caíram de posição e três subiram. A ETE de São Paulo, a melhor do tipo no Estado, ficou de novo em 9º lugar.
Quando o recorte aborda as melhores escolas estaduais comuns, a situação piora. A melhor em 2008 é a Maestro Fabiano Lozano, no 343º lugar. Em 2007, a campeã, Rui Bloem, estava na 333ª colocação --agora, ficou em segundo, na 353ª colocação.
Assim como a Rui Bloem, as melhores de 2007 caíram de nota e de desempenho.
No Estado, a melhor estadual, excluindo as ETEs, está em 923º: é a escola Professora Lúcia de Castro Bueno, em Taboão da Serra (Grande SP).
Os dados apontam que só 8% das escolas "top" no ensino médio são públicas. A reportagem analisou os 1.917 melhores colégios no Enem, o que representa 10% do total. Dessas, apenas 151 são públicas (83 federais). Considerando as públicas "convencionais" (excluindo profissionalizantes, ligadas a universidades ou que fazem seleção para ingresso), a melhor ficou em 1.935. O colégio é estadual do Rio Grande do Sul e sofre com falta de professores.
A Secretaria de Estado da Educação disse que não considera o Enem, pois não é obrigatório.

Piores escolas têm salas de leitura fechadas

Jéssika Torrezan
Clipping Educacional - do Agora
A pior escola pública do Estado e a pior da Grande São Paulo têm muitos fatores em comum. Em nenhuma delas os alunos têm acesso livre a bibliotecas e a salas de informática. Alunos contam que, apesar de ter conhecimento de que os locais existem, nunca são levados para lá --os motivos alegados são que os locais estão sendo reformados, e alguns contaram que os professores dizem não levá-los lá por medo de que eles quebrem as máquinas.
A escola estadual Dr. João Ernesto Faggin, a pior pública do Estado e, por consequência, da capital, com 37,48 pontos, fica na zona sul de SP. A escola estadual Profa. Maria Marques de Noronha, com 38,09 pontos, está na periferia de Carapicuíba e tem a nota mais baixa da Grande SP.
Alunos das duas escolas contam que nunca usaram as salas de computador. "Disseram que existe, mas nunca levaram a gente lá. Eu já vi professor usando, mas aluno, nunca. A biblioteca fica fechada, nem sei se tem livros lá dentro" conta A.M., 17 anos, aluno do terceiro ano do ensino médio da Faggin. Em Carapicuíba, a queixa é a mesma. "Eles não deixam a gente usar a biblioteca. Computador, então, nem pensar. Mas se não tem nem papel higiênico, que dirá computadores", conta a aluna A.S, 13 anos.
O dia a dia nos dois colégios não é diferente. A participação da comunidade é pequena, e os problemas de indisciplina e de depredações, constantes. Faltam professores.
No colégio que detém o título de pior do Estado, os alunos do 3º ano do ensino médio dizem não estar preparados para enfrentar o exame deste ano. "Parece que os professores não querem ensinar direito. Alguns passam os exercícios e já dão as respostas, não querem nem saber das dúvidas", diz J.S., 17 anos, do terceiro ano.
Estrutura é uma coisa que também faz falta na Profa. Maria Marques, de Carapicuíba. Alunos contam que as aulas de educação física são dentro do colégio, já que pessoas da comunidade usa a quadra no horário de aula e os funcionários não conseguem tirá-las de lá. Os equipamentos para a aula, como bolas e redes, foram roubados em 2008 e não foram repostos até hoje. O local onde é a biblioteca têm de ser usado como sala de aula normal por falta de espaço --a direção diz que o problema será resolvido com a reforma em andamento. O diretor, Josemar Valdevino da Silva, diz que um dos motivos das notas ruins é a falta de autoestima dos alunos. "Eles não têm expectativas. Por que se preocupariam com o Enem?", questiona.
Resposta
A Secretaria de Estado da Educação afirmou que a Dr. Faggin está passando por uma reforma e que a sala de informática começará a funcionar no dia 5 de maio. Sobre as salas de leitura, diz que a ordem é deixá-las abertas e que a direção da escola já foi orientada sobre isso.

1º lugar em SP, Vértice tem apenas 62 alunos

Clipping Educacional -Folha de S.Paulo
No colégio Vértice, em Campo Belo, (zona sul), professores, diretores e coordenadores conhecem os alunos pelo nome. Sabem também quais as disciplinas em que cada um tem dificuldade e quais carreiras pretendem seguir. Isso porque, no último ano do ensino médio, o Vértice possui apenas 62 alunos, que são avaliados semanalmente em todas as matérias e têm aulas das 7h15 às 19h30.
É esse número pequeno de alunos o segredo da escola para liderar o ranking do Enem da capital pelo quarto ano consecutivo, diz a direção. A estrutura das salas também evita a formação da turma do "fundão": elas são retangulares com apenas três fileiras.
"Se você conversa, a professora percebe logo. Mas prefiro assim, porque não dá para dispersar", diz Thales de Moraes Ogawa, 17 anos. Além das disciplinas normais, à tarde os alunos têm ainda reforço, frequentam os laboratórios de física, química e biologia ou fazem aulas de esporte e arte. Mas isso tem custo: neste ano, a mensalidade do terceiro ano é de R$ 2.564
fonte:http://www.agora.uol.com.br

Melhor de SP tem professores fixos

Clipping Educacional -Folha de S.Paulo
A estabilidade de professores e diretores é uma das razões para a Escola Estadual Maestro Fabiano Lozano, na Vila Mariana (zona sul), ter obtido o melhor desempenho no Enem entre as estaduais da capital, segundo a vice-diretora Sônia Maria Zarantonelli.
No ranking de todas as escolas do país --privadas e públicas-- ela está na 337ª posição. A direção é a mesma há nove anos e só a diretora, Eliete Alves, está no cargo há 14 anos.
"Temos 90% dos professores concursados, que não rodam de escola em escola. Isso faz com que a equipe seja comprometida, sólida", diz Sônia. O colégio oferece sala de informática e biblioteca.
Em São José dos Campos (91 km de SP), os 201 estudantes formados em 2008 pelo colégio Engenheiro Juarez Wanderley, entraram em ao menos uma instituição de ensino superior do país -- 80% em universidades públicas. A foto de cada um deles está em um mural improvisado no corredor da escola, para dar o exemplo.
Fundado em 2002 e mantido pelo Instituto Embraer de Educação e Pesquisa, o colégio aparece como o melhor do Estado no Enem. Para entrar no colégio, é preciso disputar um vestibulinho, que teve, só em 2008, 5.000 candidatos para 200 vagas. Hoje, são 600 alunos.

Nos colégios bons, Enem é quase obrigação

Já nos de pior desempenho, exame é ignorado pela grande maioria
Renata Cafardo e Eduardo Nunomura
Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - Quanto melhor a escola, mais alunos participam do Enem. E o inverso também é verdadeiro. Uma análise dos dois extremos da lista do País mostra que 9 em cada 10 estudantes das 50 escolas com notas mais altas fizeram a prova. Já entre as 50 com desempenho mais baixo, só 1 em 10 participou.
O Enem não é obrigatório, por isso a inscrição do estudante depende de incentivos da escola em que estuda e de sua motivação pessoal para ser avaliado. Mas a nota do exame é utilizada em centenas de vestibulares e é essencial para concorrer a uma vaga no Programa Universidade para Todos (ProUni), que dá bolsas a alunos carentes em instituições privadas.
"Já está comprovado que quem faz a prova é o aluno que quer continuar seus estudos, quer ir para a universidade", confirma o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes. Essa foi uma das constatações que levou o Ministério da Educação (MEC) a querer mudar o Enem para transformá-lo no vestibular de universidades federais.
Entre 50 de melhor pontuação há 19 escolas do Rio e 10 de São Paulo; 41 são particulares. Dos cerca de 8 mil alunos matriculados, 88,17% fizeram o Enem. Na outra ponta, estão estudantes em escolas públicas, sem estrutura, com professores mal preparados. Dos 8 mil matriculados, 8,74% participaram da prova. "Existe uma relação direta entre a qualidade da escola e o interesse do aluno", diz Mauro Aguiar, diretor do Colégio Bandeirantes, o 12º melhor do País.
Entre as 50 com desempenho mais baixo do Brasil, estão escolas principalmente do Norte e Nordeste. A maioria tem entre os alunos que fizeram o Enem estudantes de Educação de Jovens e Adultos (antigo supletivo). A média na nota (31,15) não chega nem à metade das 50 que estão no outro extremo (74,53). Mas, segundo Fernandes, outras quase 7 mil escolas, classificadas como "sem conceito" porque tiveram menos de 10 alunos que fizeram a prova, teriam notas ainda menores.
Entre as 50 que tiveram notas mais baixas no Enem há muitas escolas inclusivas, como Colégio Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Júnior, em Curitiba, que ficou em penúltimo lugar. Dezesseis alunos fizeram a prova em 2008. "Comemoramos a participação desses alunos como cidadãos", afirmou a diretora Nerci Maria Martins. Segundo ela, havia intérpretes de Libras durante o Enem, mas não houve interpretação das questões. "Para eles, a leitura e a interpretação do texto são difíceis." A escola, que era apenas de reabilitação dos surdos, instituiu o ensino médio em 2003. "Muitos dos alunos não fizeram o ensino fundamental."
A que teve a nota mais baixa do País foi a Escola Indígena Tekator, que fica na aldeia Mariazinha, em Tocantinópolis (TO). A média foi 25,11 pontos. "Os alunos nunca tinham se deparado com nenhuma avaliação do tipo e no primeiro contato tiveram dificuldades para compreender questões da segunda língua", diz o supervisor pedagógico João Joviano de Medeiros Neto. Eles falam e assistem aulas na língua apinajé. A escola oferece ensino médio desde 2006. Há professores da própria tribo - sem curso superior - e outros não-índios.
fonte:http://www.estadao.com.br

Destaque da rede estadual de SP dribla regra e reprova alunos

A diretoria da E.E. Lúcia de Castro, em Taboão, discorda do sistema de ciclos, implementado pelo governo.
Fábio Mazzitelli
Clipping Educacional - Jornal da Tarde
SÃO PAULO - Dona da melhor média do Enem de 2008, entre as mais de 5 mil unidades da rede estadual de ensino, com 58,51 pontos, a Escola Estadual Lúcia de Castro Bueno, de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, é comandada pelo mesmo diretor há mais de 20 anos. Mantém também uma equipe estável de professores e orgulha-se de seguir à risca o princípio da autonomia escolar, previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Assim, o colégio abriu mão de apostilas nas aulas e flexibilizou a progressão continuada, dois dos principais pontos da política educacional do Estado.
Pelo sistema de ciclos, em vigor há mais de uma década, o aluno do ensino fundamental só pode ser reprovado no fim dos ciclos, no 4º e 8º ano dessa etapa. Em nome da qualidade do ensino, a Lúcia de Castro reprova alguns alunos, mesmo no meio do ciclo, o que faz parte do projeto pedagógico da escola construído nos últimos anos.
"Os alunos têm todas as chances: reforço fora do período de aula, carga adicional de leitura e dever de casa. Há uma cobrança para que os pais o ajudem, com a assinatura de um compromisso. Depois de tudo isso, se as ações se mostrarem infrutíferas, discutimos com os pais a possibilidade de retenção, feita geralmente de comum acordo", explica o diretor, Camilo da Silva Oliveira. "Tenho compromisso com a minha comunidade e com a satisfação dos pais. Eles querem uma escola vencedora e a Lúcio é assim."
Na entrada da escola, um sinal da importância que se dá ao desempenho dos estudantes: uma cópia dos resultados do último Saresp, exame de avaliação da rede estadual. No Idesp de 2008, o colégio alcançou os índices 4,38 na 8ª série e 4,42 no ensino médio, algumas das melhores marcas da rede. Todos os servidores da unidade receberam o bônus máximo de desempenho pelo cumprimento das metas estabelecidas pelo governo estadual.
A escola é a primeira da rede estadual a aparecer na lista do Estado, em 70º lugar. Antes dela, todas as públicas paulistas são escolas técnicas (estaduais e federais).
"Nossos referenciais foram construídos com base nos conteúdos das melhores particulares e do que é cobrado para se entrar na USP, Unicamp e Unesp. De 32 alunos, 20 queriam entrar em uma universidade pública no ano passado", lembra a professora Milena Policastro.
Nesse contexto, segundo os professores, as apostilas de conteúdo adotadas desde 2008 na rede estadual perdem o sentido. "Tem exercícios simples, até infantis", diz o professor de filosofia Gabriel Bistafa. "Usamos só como lição de casa", conta a coordenadora pedagógica Carmela Danza, há 15 anos no colégio.
Outros cartazes na entrada do colégio detalham "normas de convivência" para alunos e pais, comunicadas antes do primeiro dia do ano letivo. Segundo os servidores, elas ajudam a manter o ambiente de respeito. "Como a direção apoia o professor, eu me sinto seguro quando tem um problema", diz o professor de geografia Daniel Moraes. "Eu era professor de escola particular e tinha medo de escola do Estado. Mas aqui as regras são cumpridas", afirma.
Egressa da escola Lúcia de Castro, Caroline Vieira, de 17 anos, está hoje no 1º ano de Direito de uma faculdade particular de São Paulo. "Estudei em outras escolas públicas e a diferença daqui é que nunca teve aula vaga, nunca aconteceu de faltar professor", diz.

Delia Lerner no Ler e Escrever/Bolsa Alfabetização

A educadora argentina, especialista em alfabetização e currículo e também consultora do Ler e Escrever/Bolsa Alfabetização, esteve em São Paulo (23 e 24/04) para reuniões de trabalho com equipe de gestão do Programa e educadores das instituições de ensino superior parceiras. No primeiro dia, Delia reuniu-se com a equipe de gestão para discutir os projetos de pesquisa realizados pelos alunos-pesquisadores (AP), nas classes de 1ª série do ciclo I/EF. A conversa e orientações foram calcadas em material produzido pelos próprios APs e, juntamente com a equipe, Delia definiu ações para 2009, que serão acompanhadas por ela.No segundo dia, a pesquisadora argentina conduziu reunião de trabalho com 51 instituições de ensino superior (IES) parceiras do Programa, no auditório do Hotel San Raphael, centro da Capital. O tema “projeto de pesquisa” foi foco de sua explanação; para isso compartilhou com o grupo de professores-orientadores análises de dois produtos das IES: vídeo do evento realizado na Faculdade de Educação e Cultura Montessori (iniciativa de algumas instituições que se reuniram para apresentar a evolução dos projetos de pesquisa, realizados por seus alunos-pesquisadores, em 2008, nas classes de 1ª série da Rede) e Relatório da Universidade São Judas Tadeu sobre o mesmo tema. Em ambas, destacou a preocupação e responsabilidade demonstradas pelos alunos-pesquisadores em querer colaborar com a aprendizagem dos alunos e com a qualidade do trabalho desenvolvido pelo professor em sala de aula: “Li todos os relatórios como leitora, como alguém preocupada com a educação; em todos eles está presente o sentido de educação e o sentido da profissão docente... em todos eles é possível perceber a preocupação com o papel social da escola...” A professora-orientadora do Instituto Superior de Educação Santa Marina, Ellis França, participante do evento na Montessori, relatou como foi para o aluno-pesquisador participar do encontro: “As alunas perceberam que cada aluno que estava ali foi para um caminho diferente, juntamente com seu professor, mas percebeu também que todos estavam envolvidos, seguindo na mesma direção (integração, responsabilidade e desejo de contribuir)...”Na parte da tarde, Delia trabalhou com os temas “níveis de leitura” e “cópia”. Organizados em grupos, professores-orientadores iniciaram discussão sobre o segundo tema e darão continuidade nos próximos Encontros de Acompanhamento de Trabalho . Os resultados serão encaminhados à Delia para análise e futuras orientações.

Já nos de pior desempenho, exame é ignorado pela grande maioria

Quanto melhor a escola, mais alunos participam do Enem....
Clipping Educacional - Estadão Online (29.04.2009)
Renata Cafardo e Eduardo Nunomura
E o inverso também é verdadeiro. Uma análise dos dois extremos da lista do País mostra que 9 em cada 10 estudantes das 50 escolas com notas mais altas fizeram a prova. Já entre as 50 com desempenho mais baixo, só 1 em 10 participou.
O Enem não é obrigatório, por isso a inscrição do estudante depende de incentivos da escola em que estuda e de sua motivação pessoal para ser avaliado. Mas a nota do exame é utilizada em centenas de vestibulares e é essencial para concorrer a uma vaga no Programa Universidade para Todos (ProUni), que dá bolsas a alunos carentes em instituições privadas.
"Já está comprovado que quem faz a prova é o aluno que quer continuar seus estudos, quer ir para a universidade", confirma o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes. Essa foi uma das constatações que levou o Ministério da Educação (MEC) a querer mudar o Enem para transformá-lo no vestibular de universidades federais.
Entre 50 de melhor pontuação há 19 escolas do Rio e 10 de São Paulo; 41 são particulares. Dos cerca de 8 mil alunos matriculados, 88,17% fizeram o Enem. Na outra ponta, estão estudantes em escolas públicas, sem estrutura, com professores mal preparados. Dos 8 mil matriculados, 8,74% participaram da prova. "Existe uma relação direta entre a qualidade da escola e o interesse do aluno", diz Mauro Aguiar, diretor do Colégio Bandeirantes, o 12º melhor do País.
Entre as 50 com desempenho mais baixo do Brasil, estão escolas principalmente do Norte e Nordeste. A maioria tem entre os alunos que fizeram o Enem estudantes de Educação de Jovens e Adultos (antigo supletivo). A média na nota (31,15) não chega nem à metade das 50 que estão no outro extremo (74,53). Mas, segundo Fernandes, outras quase 7 mil escolas, classificadas como "sem conceito" porque tiveram menos de 10 alunos que fizeram a prova, teriam notas ainda menores.
Entre as 50 que tiveram notas mais baixas no Enem há muitas escolas inclusivas, como Colégio Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Júnior, em Curitiba, que ficou em penúltimo lugar. Dezesseis alunos fizeram a prova em 2008. "Comemoramos a participação desses alunos como cidadãos", afirmou a diretora Nerci Maria Martins. Segundo ela, havia intérpretes de Libras durante o Enem, mas não houve interpretação das questões. "Para eles, a leitura e a interpretação do texto são difíceis." A escola, que era apenas de reabilitação dos surdos, instituiu o ensino médio em 2003. "Muitos dos alunos não fizeram o ensino fundamental."
A que teve a nota mais baixa do País foi a Escola Indígena Tekator, que fica na aldeia Mariazinha, em Tocantinópolis (TO). A média foi 25,11 pontos. "Os alunos nunca tinham se deparado com nenhuma avaliação do tipo e no primeiro contato tiveram dificuldades para compreender questões da segunda língua", diz o supervisor pedagógico João Joviano de Medeiros Neto. Eles falam e assistem aulas na língua apinajé. A escola oferece ensino médio desde 2006. Há professores da própria tribo - sem curso superior - e outros não-índios.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Escolas públicas têm nota abaixo da média no Enem

Das 26 mil escolas que foram avaliadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), 74% obteve nota abaixo da média nacional, que foi de 50,52 pontos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Na rede pública, o índice de estabelecimentos com resultado inferior à média chega a 89%.
Consulte Aqui os resultados por escolas. Mais uma vez, foram as particulares que conquistaram os melhores resultados no exame. Das 20 melhores escolas, 15 são particulares e a maioria se concentra na Região Sudeste. Outras 6 mil escolas ficaram sem conceito porque tiveram número insuficiente de alunos participantes.
Pelo segundo ano consecutivo, o campeão do Enem foi o Colégio São Bento, do Rio de Janeiro. A média total obtida pela escola - incluindo a prova objetiva e a redação com correção de participação - foi de 80,58 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100. São 30 pontos a mais do que a média nacional divulgada em novembro pelo Inep. Administrado por padres beneditinos, o colégio só recebe alunos do sexo masculino. A mensalidade para o ensino médio varia de R$ 1.616 a R$ 1.752.
Entre as escolas públicas, o melhor resultado ficou com o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais. A média obtida pelos alunos foi de 76,66 pontos, o terceiro melhor resultado no ranking geral. Com exceção do Colégio Helyos, de Feira de Santana (GO) e do Colégio WR, em Goiânia (GO), que ocupam respectivamente o quinto e o sexto lugar do ranking, todas as escolas que estão entre as dez melhores localizam-se na Região Sudeste.
As 10 escolas com melhor resultado1- Colégio São Bento (particular) - Rio de Janeiro (RJ). Média total: 80,58.
2- Colégio Bernoulli (particular) - Belo Horizonte (MG). Média total: 77,38.
3- Colégio de Aplicação da Universidade Federal Viçosa (pública) - Viçosa (MG). Média total: 76,66.
4- Colégio Santo Antônio (particular) - Belo Horizonte (MG). Média total: 76,43.
5- Colégio Helyos (particular) - Feira de Santana (BA). Média total: 76,34.
6- Colégio WR (particular) - Goiânia (GO). Média total: 76,26.
7- Colégio Santo Inácio (particular) - Rio de Janeiro (RJ). Média total: 76,09.
8- Colégio Juarez de Siqueira Britto Wanderley (particular) - Goiânia (GO). Média total: 76,02.
9- Colégio Vértice (particular) - São Paulo (SP). Média total: 75,97.
10- Colégio Santo Agostinho (particular) - Rio de Janeiro (RJ). Média total: 75,97.

Rede estadual no fim da fila da educação

Entre as mil escolas com piores notas no Enem, 965 são estaduais
Clipping Educacional - O Globo (29.04.2009)
Demétrio Weber
A falência das redes públicas estaduais de ensino é o resultado que emerge dos últimos números do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2008). Entre as mil escolas do país com piores notas no último exame, realizado ano passado, 965 são das redes estaduais. Na ponta de cima do ranking ocorre o inverso: os colégios estaduais são apenas 36 entre os mil com melhor desempenho.
Ou seja, somente 3,6%, embora 85% dos estudantes de nível médio no país frequentem estabelecimentos mantidos por governos estaduais.
O segmento privado domina o topo da lista, com 905 dos mil melhores resultados.
As notas do Enem por escola estão disponíveis, a partir de hoje, na página do Ministério da Educação (MEC) na internet (mediasenem.mec.gov.br).
Elas retratam a crise nas redes estaduais de ensino, justamente a instância responsável pelo ensino médio. Isso tudo acontece no momento em que o MEC propõe a substituição dos vestibulares por um novo Enem.
No ano passado, fizeram o exame 2,9 milhões de candidatos, sendo 1,1 milhão de jovens que estavam no último ano do ensino médio. Eles frequentavam estabelecimentos de ensino regular, profissionalizante ou de educação de jovens e adultos, a chamada EJA (antigo supletivo).
Problemas também nas particulares
O Enem é voluntário e avaliou alunos de 20.174 escolas públicas e privadas (só entram no ranking escolas em que pelo menos dez alunos fizeram a prova). Dos mil colégios com piores notas, incluindo os de EJA, 993 são públicos (965 estaduais e 28 municipais) e sete particulares.
A situação da rede pública estadual fica ainda pior quando se comparam apenas os resultados de escolas regulares, isto é, sem considerar os estabelecimentos de EJA. Dos mil colégios com notas mais baixas, 996 são públicos (967 estaduais e 29 municipais) e apenas quatro particulares.
No ano passado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo exame, já havia divulgado as notas individuais da prova objetiva e da redação. Entre os concluintes, a média foi de 49,57 pontos, na escala até 100.
Das 16.696 escolas estaduais com turmas regulares, profissionalizantes ou de EJA, 84% (14.098) ficaram abaixo da média nacional. Essa estatística contém casos de dupla contagem, uma vez que considera separadamente as notas dos supletivos e das turmas regulares das mesmas escolas.
Segundo o Inep, foram avaliados alunos de 15.044 escolas estaduais.
Ainda que liderem o ranking, nem tudo é boa notícia para os estabelecimentos privados. Longe disso. De 4.475 escolas particulares de ensino regular e profissional, 60,8% (2.724) ficaram abaixo da média do setor privado, de 60,73 pontos. Entre as mil maiores notas, 58 são de escolas federais. Uma é municipal.
O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, diz que o fraco desempenho das escolas estaduais não é surpresa. Ele admitiu que as disparidades entre as redes de ensino não serão automaticamente alteradas pelo novo formato do teste, que será aplicado em 3 e 4 de outubro: - É provável que permaneçam.
Não é mudando a avaliação que se mudam os resultados, porque eles são estruturais. Dependem muito da escola, mas principalmente do perfil do aluno a que a escola serve - diz Reynaldo.
Para o presidente do Inep, a divulgação das notas do Enem por escola serve para orientar alunos e suas famílias na escolha dos estabelecimentos de ensino. Reynaldo considera inapropriado comparar colégios que atendem grupos socioeconômicos distintos, isto é, escolas públicas e privadas: - O perfil do aluno na escola pública é muito diferente do da escola particular. A comparação correta é com escolas similares.
Um estudo do Inep comparou o desempenho no Enem 2008 de estudantes das redes públicas e privadas. De um lado, foram calculadas as médias de todos os 191 mil alunos de escolas particulares que participaram do exame. Do outro, foram selecionadas as 191 mil notas mais altas do total de 922 mil estudantes de escolas públicas.
Os alunos da rede privada tiveram desempenho ligeiramente maior: 63,04 a 62,53. No teste objetivo, os estudantes das particulares saíram-se melhor (60,73 a 54,01); na redação ocorreu o inverso (71,05 a 65,35 a favor das públicas).

Alunos de baixa renda são os 'campeões do Enem' no estado de SP

Silvia Ribeiro
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
'Tenho grande chance de alcançar meu objetivo', diz Celice Rocha, estudante da escola com melhor desempenho no Enem, que vai prestar direito (Foto: Reprodução)
As melhores notas no Enem no estado de São Paulo foram obtidas por alunos de baixa renda de São José dos Campos, a 97 km de São Paulo. O Colégio Eng. Juarez de Siqueira Britto Wanderley, mantido pela Embraer, alcançou a média 76,02, o que lhe rendeu a 8ª posição no ranking nacional das escolas de ensino médio. A escola seleciona todos os anos, por meio de prova, 200 estudantes que cursaram da 5ª a 8ª série do ensino fundamental na rede pública.
“Aqui você sonha em conjunto. A escola ajuda a levar seu sonho a frente. O estímulo surge daí, do interesse de conseguir uma vaga na faculdade”, diz a aluna Celice Rocha, de 17 anos.
Os estudantes, que enfrentam concorrência de 25 a 30 alunos por vaga para ingressar na escola, não pagam mensalidade e têm uniforme, transporte e alimentação gratuitos. A escola, de período integral, investe em atividades fora do currículo acadêmico, como programas de alternativas sustentáveis e visitas a museus e teatros na capital paulista.
“São alunos de destaque, com capacidade intelectual alta e que estariam desperdiçados se continuassem nas escolas que estavam estudando. Estamos formando cidadãos, pessoas melhores e autônomas que terão presença de destaque na comunidade”, diz o diretor do Instituto Embraer de Educação e Pesquisa, Pedro Ferraz. Segundo ele, a proposta pedagógica é construída juntamente com a Rede Pitágoras de Ensino.
Para recuperar possível deficiência herdada de escolas públicas, o colégio investe em reforço e carga horária ampla, das 7h30 às 17h30. A orientação vocacional, com laboratórios que mostram ao aluno o que ele encontrará na faculdade, é outra preocupação. Exemplo disso é o projeto elaborado pelo Instituto Sírio Libanês que introduz os estudantes a conceitos da medicina.
“Dentro da escola a gente tem várias atividades extra-aula com os professores. E a aula é mais dinâmica. Enfoca tanto o vestibular quanto o conhecimento que a gente precisa ter na vida, como cidadãos”, afirma José Henrique Oliveira, de 17 anos.
Líder das escolas públicas
A direção do Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (Cefet-SP), instituição melhor colocada entre as escolas públicas do estado (média de 73,38), atribui a posição no ranking à qualificação dos professores e aos investimentos federais em reformas e melhorias dos laboratórios. “Por ser um colégio público (federal), é claro que temos problemas, mas tenho um gosto especial pelos laboratórios e equipamentos de ponta que podemos utilizar aqui”, diz Bruno Napoli, de 16 anos. Para os alunos, a liberdade de poder escolher entre assistir ou não às aulas desenvolve senso de responsabilidade. “Eu acho que o melhor da Cefet é que a gente tem liberdade, quem entra na sala de aula quer mesmo estudar e se esforça”, diz Guilherme Bortolini, de 17 anos.
As 'lanterninhas'
O Colégio Seta, de Osasco, na Grande São Paulo, teve o pior desempenho entre as escolas particulares de ensino médio regular no estado de São Paulo (média de 46,72). A assessoria de imprensa da escola preferiu não se manifestar.
Já a Escola Estadual Mário Guilherme Notari, de Sorocaba, no interior de São Paulo, obteve a menor média entre as escolas públicas (32,29). A direção do colégio não quis conceder entrevista, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação.
"É fundamental ressaltar que o Enem não serve para avaliar escolas, pois é um exame por adesão. Ou seja, faz quem quer, e não todos os alunos", afirmou a secretaria por meio de nota à imprensa.

Falta de intérprete para surdos deixa escola como a segunda pior, diz diretora

Glauco Araújo
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Escola para surdos, no Paraná, aparece como a segunda pior no ranking do Enem, mas direção afirma que avaliação deve ser diferenciada (Foto: Divulgação/Escola de Surdos Alcindo Fanaya Jr.)
A Escola Indígena Tekator, localizada na aldeia Mariazinha, área indígena Apinajé, em Tocantinópolis (TO), foi considerada a pior instituição pública de ensino do país com média de 25,11 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008. A unidade é seguida pela Colégio Estadual Para Surdos Alcindo Fanaya Júnior, de Curitiba, que alcançou 26 pontos na mesma avaliação.
Isolada e de difícil acesso, a escola indígena não tem telefone e fica a 20 quilômetros do centro da cidade de Tocantinópolis (a 500 quilômetros da capital, Palmas). Procurada, a Secretaria Estadual de Educação não se manifestou.
A diretora da instituição paranaense, Nerci Martins, disse que a falta de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) durante a avaliação do Enem prejudicou o desempenho dos alunos da escola. "Todos os nossos 14 alunos que foram fazer a prova não conseguiram chegar até o fim. O motivo foi a falta de um profissional que ajudasse na compreensão das questões."
Segundo ela, os alunos da unidade receberam apenas apoio de intérprete sobre as instruções da prova. "Pedimos ao Ministério da Educação que enviasse esse profissionais para toda a avaliação. É preciso entender que trata-se de alunos especiais, com necessidades especiais e a prova do Enem deveria ter sido feita de forma oral, ou seja, por meio da Libras e não de forma escrita."
Nerci afirmou que a média conquistada pela escola no Enem não preocupa a direção e a coordenação pedagógica. "Sabemos da importância que temos na inclusão social dos nossos alunos. Muitos foram abandonados pelo sistema regular de ensino, que não tem estrutura e profissionais qualificados para educar crianças e jovens com deficiência auditiva e visual."
A diretora disse que tem 250 alunos na faixa etária de 2 a 22 anos, todos com deficiência auditiva ou visual. "Temos alunos de 16 a 22 anos no ensino médio. Isso mostra a demora com que esses estudantes entraram na escola. Os pais estão começando a ter a consciência dos direitos que têm de dar educação aos filhos."
A professora afirmou que avaliação do Enem não leva em consideração a dificuldade de compreensão de texto que o deficiente auditivo tem. "O aprendizado é diferente e a forma de se comunicar também. Os nossos alunos têm o hábito da leitura, mas a compreensão do texto é diferente porque eles não escreven da mesma forma que os outros. Isso precisa ser considerado. Não vai ser um número frio que vai mexer na humanização que damos ao ensino", finalizou Nerci.
Procurado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação que aplica o Enem, disse não saber do problema enfrentado pela escola com os intérpretes. Segundo a assessoria de imprensa, quando há uma reclamação, o caso é apurado.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Educação: o que diz a profa. Sônia Penin

A profa. Sônia Penin diretora da FEA-USP manifesta sua preocupação sobre os rumos da nossa educação pública
Clipping Educacional - Folha de São Paulo (26.04.2009)
Sônia Penin
A professora Sônia Penin manifestou sua preocupação com a educação pública e a questão da revalorização dos professores através de carta ao Caderno Opinião - Painel do Leitor, do jornal Folha de São Paulo"É geral a insatisfação com a qualidade de ensino, bem como o entendimento de que a melhoria da escola ocorrerá pelas mãos dos educadores. Todavia, culpar educadores de forma generalizada é um desserviço e dificulta soluções. Estas pressupõem entender a complexidade do que significa ser professor hoje, vivendo a revolução digital/ comunicacional e acolhendo toda a diversidade do alunado.Por isso, urge:
1) a revalorização da profissão, com melhores condições de trabalho e remuneração digna;
2) a melhoria da formação de professores (inicial e continuada), sendo que na inicial, além dos esforços locais, falta em nível nacional a revisão de algumas diretrizes curriculares, como as da pedagogia;
3) políticas públicas dos governos e secretarias, destacando-se: aumento do tempo de estudo do aluno, professores efetivos, permanência e formação continuada na escola. Não é justo questionar profissionais ou faculdades isoladamente.Com exceção do alunado, não há inocentes; a sociedade toda está em questão."
Sônia Penin , diretora da Faculdade de Educação da USP (São Paulo, SP)
fonte:http://e-educador.com

10 erros na educação alimentar das crianças

Clipping Educacional -
1. Dizer sempre sim: a criança sem limites vai abusar das calorias e das guloseimas. É preciso destinar um dia por semana a situações em que é possível ser mais liberal.
2. Lanches fora de hora: o ideal são seis refeições diárias. É importante evitar as beliscadas fora desses horários.
3. Oferecer comida como recompensa: "Coma toda a sopa para ganhar a sobremesa". Passa a idéia de que tomar sopa não é bom e que a sobremesa é que é o máximo.
4. Ameaçar castigos para quem não cumpre o combinado: " Se não comer a salada, não vai ganhar presente". Isso somente vai aumentar o ódio que a criança sente das saladas.
5. Brincadeiras na mesa: hora de comer é hora de seriedade. Evitar fazer aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha.
6. Ceder ao primeiro não gosto disso: a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas pelo menos, experimentar não custa nada.
7. Substituir refeições: "Não quer arroz e feijão, então toma uma mamadeira". Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre.
8. Tornar a ida a uma lanchonete um programão: a comida de casa fica meio sem graça.
9. Servir sempre a mesma comida: A criança só toma iogurte, então passa o dia todo tomando iogurte. Vai enjoar, vai faltar nutrientes, vai faltar fibras.
10. Dar o exemplo: Não adianta mandar tomar sucos e os pais somente beberem refrigerantes.
As dicas são da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Entenda por que a prova do Enem poderá ser comparada à do ano anterior

Fernanda Calgaro
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
A mudança no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), proposta pelo Ministério da Educação (MEC) , não será somente no número de questões, de 63 para 200, além da redação. A adoção de outra metodologia na elaboração da prova vai permitir que o desempenho dos alunos na prova possa ser comparado ano a ano.
Com isso, será possível acompanhar a evolução do ensino e evitar até que algum candidato saia prejudicado por ter feito uma prova mais difícil do que o seu concorrente, já que muitas universidades aceitam a nota do Enem dos últimos dois anos. O Enem também deverá cobrar mais conceitos e não ficar só nas questões contextualizadas, sua marca registrada.
No modelo atual, mesmo que se tente manter o mesmo nível de complexidade, o grau de dificuldade do exame é variável, então, não é possível dizer com precisão se o resultado dos estudantes melhorou ou piorou porque são coisas diferentes sendo comparadas. Por essa teoria, chamada de clássica, a quantidade de acertos é levada em conta e não o que o candidato acertou. Ou seja, em linhas gerais, a preocupação é quantitativa e não qualitativa.
No novo formato, será usada a teoria de resposta ao item (TRI). O foco é no item, como é chamada cada questão, e não no total de acertos. A teoria é o conjunto de modelos que relacionam uma ou mais habilidades com a probabilidade de a pessoa acertar a resposta.
“Existem vários modelos que podem ser usados. Uma das possibilidades é repetir pelo menos 20% das questões da prova de um ano ao outro. Como parte das perguntas será a mesma, consegue-se saber se os acertos dessas questões aumentaram ou não”, afirma Dalton Andrade, professor titular do Departamento de Informática e Estatística da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Referência na área, ele participou do grupo que elaborou o Enem em 1998.
As questões que serão repetidas de um ano para o outro são escolhidas de acordo com orientações dos avaliadores. Em matemática, por exemplo, pode-se repetir uma questão de cada área, como trigonometria e geometria, para que sejam medidas habilidades diferentes.
Outro modelo é colocar questões calibradas, como são chamadas as perguntas previamente testadas. Provas com diversas questões são aplicadas a um grupo de pessoas. Conforme as respostas obtidas, a questão é colocada numa escala de proficiência.
Escala de proficiência
Cada exame, como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) , tem a sua escala de proficiência, que é como se fosse uma régua. Cada ponto da escala funciona como um indicador do que e do quanto a pessoa sabe sobre a habilidade avaliada naquela questão.
Uma pergunta de português, por exemplo, pode avaliar se quem responde sabe estabelecer relações entre imagens, gráficos e um texto. Outra analisará se essa mesma pessoa sabe relacionar causa e conseqüência entre partes do texto. A questão de múltipla escolha pode ter só uma resposta certa e as outras erradas ou uma certa, outra meio certa e as restantes erradas. Isso significa que, se a pessoa escolher a meio certa, a sua proficiência naquele assunto é parcial.
Então, de posse de um acervo numeroso, é montada uma prova só com questões calibradas. Outros exames, como o Toefl e o SAT , também usam essa mesma teoria. “Isso permite que várias pessoas façam as provas em momentos diferentes, pois elas são comparáveis”, afirma Andrade. “O desempenho numa prova depende de quais itens e não só de quantos a pessoa acertou.”
Comparação
O MEC poderá usar esses ou outros modelos da teoria no novo exame, que ainda está sendo elaborada. O resultado na prova do Enem só será comparável assim que tiver sido aplicada no novo formato por dois anos seguidos.
Segundo Andrade, a aplicação dessa teoria exige recurso computacional mais sofisticado. “Era possível usá-la no Enem antigo, mas seria algo muito complexo, já que as questões do Enem eram mais contextualizadas. Agora, com a mudança para cobrar mais conceitos e uma divisão por quatro grandes áreas, isso fica um pouco menos complicado”, avalia.
A teoria não se aplica à correção da redação, que é mais subjetiva. “Em geral, as redações são corrigidas por duas pessoas diferentes e, se há uma discrepância muito grande entre as notas, um terceiro avaliador corrige.”

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Municipalização de escolas não melhora ensino

Renata Cafardo e Karina Toledo
Especialistas apontam que municípios assumiram a gestão sem projeto pedagógico ou pessoal qualificado
Clipping Educacional - O Estado de São Paulo (24.04.2009)
Alunos de escolas estaduais que passaram para a gestão de prefeituras não aprenderam mais do que os que estudam em estabelecimentos onde não houve a mudança. Estudo inédito da Fundação Getúlio Vargas analisou o chamado processo de municipalização do ensino fundamental, que desde 1996 tem sido incentivado por leis federais. A premissa era que a descentralização favoreceria a educação porque a comunidade escolar estaria mais próxima dos tomadores de decisão, podendo exigir mais rapidamente a solução de problemas.
Medindo pela primeira vez o aprendizado das crianças no processo de municipalização, a pesquisa mostra que as notas em avaliações nacionais aumentaram entre 4 e 6 pontos tanto nas escolas que mudaram a gestão quanto nas que permaneceram como estavam. Especialistas avaliam que, em vários municípios, as prefeituras receberam a responsabilidade de gerenciar o ensino de 1ª a 8ª séries sem que estivessem preparadas. Havia falta de pessoal, de verba e de estrutura.
"Muito se dizia que o desempenho das escolas deveria melhorar à medida que elas ficassem mais perto do centro de tomada de decisões, mas esse processo se deu de forma descuidada", diz o presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, Cesar Callegari.
Para ele, isso é consequência da criação, em 1997, do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) - mecanismo que repassa dinheiro aos municípios conforme o número de alunos matriculados na rede. Callegari diz que os prefeitos, preocupados em conseguir mais dinheiro, assumiram as escolas sem um projeto que preparasse a prefeitura para isso. "Não tomaram as providências necessárias para capacitar professores, aparelhar escolas, estabelecer sistemas de avaliação e desenvolver projeto pedagógico."
A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, completa que 80% dos municípios têm menos de 20 mil habitantes e, portanto, pouca "massa crítica", ou seja, equipes para fazer a gestão da educação. Em pequenos municípios, mesmo de São Paulo, a secretária da Educação costuma ser a diretora da única escola.
fonte:http://e-educador.com/

Além do vestibular, Enem deve avaliar aluno de graduação

MEC pretende dispensar alunos que fizerem o novo Enem ao fim do ensino médio do Enade de calouros
Clipping Educacional - AE - Agência Estado
SÃO PAULO - Além de substituir o vestibular, o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve ser usado como parte do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), feito por alunos de faculdades, universidades e centros universitários do País. Hoje, alunos do primeiro e do último ano de cursos de graduação precisam realizar a prova. A intenção do Ministério da Educação (MEC) é que os jovens que fizerem o novo Enem ao fim do ensino médio sejam dispensados do Enade aplicado aos calouros. A mudança deve ocorrer no ano que vem, mas já está sendo organizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC responsável pelas avaliações. Este é o primeiro ano em que o Enade será obrigatório para todos os calouros e formandos dos cursos avaliados. Até 2008, o exame era feito por amostragem. Mais de 1 milhão de pessoas ingressam no ensino superior por ano no País. Será a primeira vez também que o Enem passará a ser elaborado para que seu resultado possa ser comparado ano a ano. Até então, a prova tinha um nível de dificuldade diferente a cada edição. As duas mudanças vão ajudar na comparação de Enem e Enade em 2010. "Não é preciso ter exames idênticos para se comparar, e sim instrumentos capazes de medir o potencial de aprendizado dos alunos, como o novo Enem", diz o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes.A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, acha que o uso da nota do Enem no Enade será bom para os alunos, mas mantém suas críticas à avaliação do ensino superior. "O Enade continua permitindo rankings de universidades, como o Provão, e a avaliação interna da instituição não é valorizada." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Enem poderá substituir o Provão

Clipping Educacional - Jornal da Tarde
A intenção do MEC é que os jovens que fizerem o novo Enem sejam dispensados do Enade Renata Cafardo, renata.cafardo@grupoestado.com.br Além de mudar o vestibular, o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverá substituir uma parte do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), antigo Provão, feito por alunos de faculdades e universidades do País. Hoje, estudantes do 1º e do último ano dos cursos precisam realizar a prova. A intenção do Ministério da Educação (MEC) é que os jovens que fizerem o novo Enem ao fim do ensino médio sejam dispensados do Enade aplicado aos calouros. A mudança deve ocorrer só no ano que vem, mas já está sendo organizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC responsável pelas avaliações. Este é o primeiro ano em que o Enade será obrigatório para todos os calouros e formandos dos cursos avaliados. Até 2008, o exame era feito por amostragem. Mais de 1 milhão de pessoas ingressam no ensino superior por ano no País. Será a primeira vez também que o Enem passará a ser elaborado para que seu resultado possa ser comparado ano a ano. Até então, a prova tinha um nível de dificuldade diferente a cada edição. As duas mudanças ajudarão na comparação de Enem e Enade em 2010. “Não é preciso ter exames idênticos para se comparar e sim instrumentos capazes de medir o potencial de aprendizado, como o novo Enem”, diz o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes. O Enem tinha 63 questões até o ano passado, mas está sendo ampliado para ser usado por universidades federais como processo seletivo. Ele passará a ter 200 perguntas de quatro áreas: matemática, ciências da natureza, ciências humanas e linguagem e códigos. Matemática Segundo Fernandes, a ideia é usar só as provas de matemática e de ciências humanas e linguagem como substitutas do Enade. Hoje, quem está no primeiro ano do ensino superior faz um exame de conhecimentos gerais e outro específico (sobre a área do curso), mas esse será eliminado no novo formato. O mesmo exame é aplicado aos formandos, para avaliar quais os conhecimentos adquiridos durante a graduação. A instituição recebe uma nota específica para isso, chamada de Indicador de Diferença de Desempenho (IDD). “O Enem será melhor para essa comparação porque é feito antes do ingresso no curso superior”, diz Fernandes. Hoje, o Enade é criticado porque realiza a prova para calouros depois de alguns meses de curso. “O estudante já fez algumas disciplinas, foi orientado a ler livros, já teve a influência da vivência universitária”, afirma o presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras do Ensino Superior de SP, Hermes Figueiredo.
http://txt.jt.com.br/editorias/2009/04/23/ger-1.94.4.20090423.20.1.xml
fonte:http://www.crmariocovas.sp.gov.br

Programas de apoio aos alunos da rede estadual

Clipping Educacional - Secretaria da Educação
Programas de apoio aos alunos da rede estadual Ler e Escrever Programa desenvolvido pela Secretaria da Educação que coloca um segundo professor nas salas de aula do 1º ano do ensino fundamental. A seleção destes profissionais é feita a partir de uma parceria com instituições públicas e privadas que ofereçam cursos presenciais de graduação em Pedagogia ou Letras, com habilitação para Magistério de 1ª a 4ª série do ensino fundamental. As instituições interessadas se cadastram através do site: www.escolapublica.fde.sp.gov.br ou comparecendo a sede da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) - Avenida São Luis, 99, das 8h30 às 17h (segunda a sexta-feira). Depois da confirmação das instituições participantes, é a vez dos alunos que desejam participar se cadastrarem. As instituições de ensino devem apresentar um plano de trabalho que será avaliado pela Secretaria da Educação. O Ler e Escrever, que este ano chega ao interior e litoral do Estado, possui ainda recuperação e materiais didáticos específicos para uso em sala de aula. Todos os professores auxiliares recebem bolsa auxílio no valor de 500 reais. Recuperação Para melhorar o aprendizado dos alunos do ensino fundamental e do ensino médio, a Secretaria de Educação desenvolveu 5 tipos de recuperação: Projeto Intensivo de Ciclo - PIC Voltado para os alunos de 3ª e 4ª série que não tiveram uma boa avaliação no Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar - Saresp. Os alunos da 3ª série que integram as salas do PIC são aqueles que chegaram a esse ano escolar sem ter aprendido a ler e escrever. No caso dos alunos da 4ª série, são matriculados nessas turmas específicas os alunos que ainda não tem o domínio da leitura e da escrita. Todos os estudantes do PIC recebem materiais didáticos específicos com o material do aluno que faz a interface das áreas de ciências naturais e sociais, além de conteúdos específicos de matemática. A Secretaria da Educação está preparando ainda, salas com livros de literatura infantil (para a 3ª série) e de literatura infanto-juvenil (para a 4ª série), que deverão contar com 40 livros por classe. Recuperação de 42 dias no início do ano letivo No início do ano letivo haverá um reforço em português e matemática para os alunos de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio. O objetivo é reforçar o aprendizado nessas disciplinas, consideradas básicas para qualquer outra matéria do currículo. As aulas contam com um material didático especial, desenvolvido pela Secretaria da Educação, que visa recuperar esses conteúdos básicos. Recuperação continuada Ainda com o objetivo de reforçar o aprendizado, a recuperação continuada é uma modalidade na qual os alunos que não atingiram desempenho satisfatório nos 42 dias iniciais de recuperação, permanecerão, por mais dois meses, acompanhando aulas de reforço após o horário de aula, ou aos sábados. Recuperação de Alfabetização para a 5ª série Voltada aos alunos que não estiverem com problemas de leitura e escrita quando chegarem à 5ª série do Ensino Fundamental. São aulas de reforço paralelo em uma classe de aceleração. Recuperação de conteúdo da 2ª e 3ª série do Ensino Médio para ingresso em universidades Voltado a alunos que desejam continuar os estudos e ingressar em uma universidade. A Secretaria da Educação realizou uma revisão curricular, o que permitindo que as escolas disponham de seis horas semanais destinas a revisão de conteúdos. Nesta etapa da formação escolar, os alunos também podem optar por um curso técnico. São Paulo Faz Escola A Secretaria da Educação passou a confeccionar o seu próprio material curricular. Uma equipe de especialistas e técnicos da secretaria avaliaram o material preexistente e produziram o material curricular de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio. Esses materiais, padronizados, fazem com que os professores tenham um conteúdo fixo a ser aplicado, a cada bimestre. Dessa forma, caso o professor falte, o substituto saberá que matéria aplicar, evitando perdas de conteúdo por parte dos alunos.
http://www.saopaulo.sp.gov.br/trabalhandoporvoce/educacao-apoio

O problema está nas faculdades

O Ministério da Educação (MEC) vai divulgar nas próximas semanas um pacote que mira um problema central do ensino no país
Clipping Educacional - Veja Online (22.04.2009)
O problema trata-se do baixíssimo nível dos professores de ensino básico. Isto tem chamado, inclusive, a atenção no cenário internacional - mesmo que a comparação seja com países até mais pobres que o Brasil. Significa que a maior parte dos professores não apenas desconhece as matérias sobre as quais tem responsabilidade direta, como, pior ainda, revela dificuldade em ensinar.
Não se sabe exatamente o que inclui o tal pacote oficial, mas já se fala na criação de uma prova, aplicada pelo próprio MEC, que se encarregaria de estabelecer um padrão mínimo - e nacional - para a escolha dos professores.Caberia a cada estado a decisão sobre a adoção dessa prova. Eles também ficariam livres para incluir questões mais focadas na realidade de suas regiões. Não se trata, portanto, de nada compulsório nem tampouco inflexível. Mas, embora bem-intencionada, a medida não ataca a raiz do problema.
Ele reside, em grande parte, nas faculdades que formam tais professores. Nessas instituições, o teórico se sobrepõe à didática propriamente dita. A maioria sai de lá com um diploma sem jamais ter experimentado pisar numa sala de aula.Isso indica que, mesmo com uma prova que estabeleça critérios mínimos para o exercício da profissão, a demanda por bons profissionais não será plenamente atendida. Ela é, sem dúvida, maior do que a oferta deles.Restarão aos estados e municípios duas opções: diminuir a nota de corte e contratar também os maus professores (como já acontece) ou deixar as vagas vazias. Ou ainda uma terceira, que, quem sabe, estará contemplada no novo pacote do MEC.O governo bem que poderia cobrar mais resultados das faculdades que formam professores, pelo menos nas instituições federais que estão sob sua alçada. Esse, sim, seria um ótimo começo.

SP vai vacinar estudantes contra gripe

Clipping Educacional - Da Secretaria da Saúde
Projeto-piloto começará em maio e pode ser estendido a 5,8 milhões de jovens em 2010
A Secretaria da Saúde vai promover, pela primeira vez, um projeto-piloto de vacinação de crianças e adolescentes contra o vírus Influenza, causador da gripe. A iniciativa será realizada durante o mês de maio, paralelamente ao período da campanha de vacinação dos idosos, que vai de 23 a 8 de maio.
A partir de 6 de maio até o final do mês serão imunizados cerca de 4,6 mil estudantes matriculados no ensino fundamental em nove escolas estaduais, previamente definidas, no bairro do Butantã, zona oeste da cidade de São Paulo. Desse total, metade receberá a vacina contra a gripe. Para a outra metade haverá a aplicação de outras vacinas, contra catapora e meningite C, apenas como controle.
"Estamos fazendo uma experiência piloto este ano. Nós vamos vacinar 4,7 mil crianças porque existe a hipótese da gripe ser levada para casa pelas crianças porque na escola ela seria pega com mais facilidade", disse o governador nesta quinta, 23, durante lançamento da campanha voltada aos idosos, no Instituto Butantan.
Caso o resultado do estudo seja satisfatório, serão investidos aproximadamente R$ 500 mil e a Secretaria da Saúde poderá realizar, a partir de 2010, uma campanha para imunizar no estado cerca de 5,8 milhões de crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos de idade contra a gripe.
"A vacinação em massa de estudantes pode ser uma forma eficaz de prevenir casos graves de gripe e reduzir a mortalidade relacionada à doença. Com essa iniciativa, São Paulo dá o primeiro passo para avaliar a efetividade de programas de imunização contra o Influenza destinada a crianças em idade escolar", afirma o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
Depois da vacinação, os participantes serão acompanhados durante seis meses. Os eventuais casos de gripe ou de infecções respiratórias agudas serão investigados, e as amostras coletadas avaliadas em laboratório. O objetivo será verificar quem de fato contraiu Influenza e identificar o tipo do vírus. A medida permitirá nortear campanhas específicas para escolares no estado de São Paulo, visando reduzir a incidência de gripe entre crianças, além de prevenir a ocorrência de casos secundários graves da doença em adultos com quem elas convivam.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Comissão do Senado aprova hasteamento obrigatório da bandeira nacional em escolas

Clipping Educacional - Agência Senado
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (22) um projeto de lei que obriga o hasteamento da bandeira nacional em escolas públicas e particulares pelo menos uma vez por semana. O projeto agora segue para a Câmara.
Segundo o texto do projeto de lei nº 184/03, de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), a medida é válida para escolas do ensino fundamental e médio.
No relatório, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) acolheu o mesmo texto do parecer aprovado antes pela Comissão de Educação, em que o hasteamento semanal foi estendido também às escolas ensino médio.
A emenda retirou ainda do texto a menção de que o ato seja acompanhado da execução do Hino Nacional, medida considerada desnecessária, já que a legislação referente à forma e à apresentação dos símbolos nacionais --lei nº 5.700/1991, que determina que o hino seja sempre executado nas ocasiões em que a Bandeira Nacional for hasteada.

Câmara aprova MP para dar merenda e transporte escolar para ensino médio

Eduardo Bresciani
Clipping Educacional - Do G1, em Brasília
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) uma Medida Provisória que dá aos estudantes do ensino médio o direito a merenda e transporte escolar. A MP destina mais R$ 547,6 milhões para os programas de alimentação e transporte escolar do governo. Parte desses recursos vai financiar o ensino médio. O projeto segue para votação no Senado Federal. Segundo o Ministério da Educação (MEC), os novos recursos vão beneficiar cerca de 7,3 milhões de estudantes do ensino médio em todo país. Outros 1,1 milhão de crianças e jovens matriculados nos ensinos infantil e médio também passarão a contar com transporte para os estabelecimentos educacionais nas áreas rurais. Os recursos também vão ser investidos, segundo o MEC, na infraestrutura das escolas. Nesse caso, o governo calcula que, no total, 12,2 milhões de estudantes serão beneficiados. Um tema que provocou debate no plenário da Câmara foi a possibilidade de aumento do montante que a União destina à merenda. Atualmente, o governo federal repassa aos estados e municípios o equivalente a R$ 0,22 por aluno por dia. Uma emenda da oposição tentava aumentar este valor para R$ 0,60, mas foi rejeitada em plenário.
Pronera
Outro assunto que provocou discussão foi uma mudança no texto feita pelo relator, Carlos Abicalil (PT-MT). Ele incluiu no texto a regularização do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), permitindo que o governo repasse recursos a entidades por meio deste programa.
O DEM criticou a regularização porque entende que estes recursos podem parar nas mãos do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). “Esta aberta uma brecha para contratar entidades ligadas ao MST”, afirmou o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO). Mesmo assim, a regularização do Pronera foi aprovada pela Câmara.

CCJ aprova fim da taxa de inscrição em vestibular a alunos de escola pública

Proposta vale para inscrição nas universidades federais.Projeto deve agora seguir para a Câmara dos Deputados.
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Foi aprovado nesta quarta-feira (22) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ) projeto do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) que veta a cobrança de taxas de inscrição de alunos de escolas públicas para processos seletivos de ingresso em cursos de graduação de universidades federais.
As informações são da Agência Senado. Para a isenção, o aluno precisará ter cursado todo o ensino médio em escolas públicas ou pertencer a família cuja renda total não ultrapasse dois salários mínimos. O projeto, que recebeu parecer favorável do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), já foi apreciado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Na CCJ, a decisão é terminativa, com valor de decisão do Senado e agora deve seguir para exame da Câmara.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Alunos estaduais com deficiência auditiva ganham professores atualizados

Clipping Educacional - Voz da Terra/Assis
Segunda fase do programa da Secretaria de Estado da Educação irá capacitar mais 1.300 educadoresA secretaria de Estado da Educação inicia neste mês a segunda fase do projeto que pretende capacitar e atualizar os professores da rede estadual de ensino que lecionam para alunos com deficiência auditiva. A região de Assis será beneficiada com esta nova medida, segundo a secretaria de Estado da Educação.Cerca de 1.300 educadores do interior de São Paulo farão parte do curso de introdução à Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). É o segundo grupo de professores que terão acesso aos códigos e procedimentos adotados pela linguagem de sinais. No ano passado, outros 740 professores realizaram o treinamento.O curso será ministrado por profissionais do Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape) da Secretaria e por instrutores surdos, que dominam as técnicas dos sinais. A carga horária do curso é de 40 horas, com período entre 23 de abril e término previsto para o mês de julho deste ano.Os 1.300 professores são de 32 Diretorias de Ensino. As aulas serão on-line e via videoconferência, pela Rede do Saber, em todas as cidades-sede das Diretorias de Ensino envolvidas no treinamento.A secretaria atende atualmente cerca de 5.200 alunos com deficiência auditiva nos Ensinos Fundamental e Médio em todo o Estado, que estão sendo beneficiados pelo programa de atualização de professores da Secretaria. "Investir no treinamento constante de professores é fundamental para garantir a inclusão dos alunos. Com professores capacitados damos um passo decisivo para melhorar a aprendizagem dos estudantes", afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.

Saresp: governo paga por cidade

Clipping Educacional - Jornal da Tarde
Objetivo é conseguir maior adesão das redes municipais. Prova deve acontecer em novembro O governo Serra (PSDB) financiará a participação de escolas públicas municipais no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) para atrair mais municípios para o exame. A prova, que acontece desde 1996, é obrigatória para a rede estadual e optativa para a municipal. Em 2008, das 645 cidades do Estado, 183 aderiram (28%).Até o ano passado, segundo a Secretaria de Estado da Educação, as prefeituras tinham de contratar a participação diretamente com a empresa responsável pela confecção do exame. A partir de agora, elas irão aderir por meio de um convênio do qual participam também pasta e a Fundação para Desenvolvimento da Educação.Os municípios continuarão a ter alguns gastos, como a capacitação e locomoção de quem vai fazer a prova, mas o custo da prova fica a cargo do Estado. A expectativa da secretaria é que, com o benefício, o número de cidades participantes se aproxime da totalidade dos municípios paulistas. A capital, por já ter sistema de avaliação de rendimento próprio (Prova São Paulo) deve ficar de fora. Participam do Saresp séries do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio. São avaliados os conhecimentos em português e matemática. O exame está previsto para ocorrer nos dias 10, 11 e 12 de novembro - no último dia, só nas escolas estaduais, pois também terão questões de ciências humanas (história e geografia). A partir de dados do Saresp 2008, o Jornal da Tarde mostrou em março que 26 mil alunos da 4ª série do ensino fundamental de escolas estaduais não entendem o que leem - cerca de um quarto dos avaliados. Eles tiveram nota entre abaixo do básico e básico.

Escolas utilizam postos do Acessa SP para aulas

Clipping Educacional -Da Secretaria de Gestão
Programa de inclusão digital do estado complementa conteúdo dado em sala de aula
Uma parceria entre o Acessa São Paulo, programa de inclusão digital do governo do estado, e escolas públicas do interior paulista permite que os alunos utilizem os postos do programa para complementação do conteúdo didático e para conhecer as ferramentas da informática. Um bom exemplo está na cidade de Tejupá, localizada na região de Sorocaba. Lá, o projeto "Construindo Conhecimento" proporcionou à Escola Estadual Professora Orizena de Souza Elena, uma alternativa de atividade para cerca de 200 alunos. Duas vezes por semana turmas de estudantes frequentam o posto para desenvolver o conteúdo proposto na sala de aula. Já na cidade de Serra Negra, situada na região de Campinas, as crianças da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) CTP Maestro Fioravanti Lugli também estão se familiarizando com a informática na unidade do Acessa SP. O projeto "Informática & Conhecimento" instrui estudantes a usar o computador e a internet como ferramenta de estudo. O programa Acessa SP dispõe de uma rede de projetos que oferece tempo extra de uso das máquinas para cursos, oficinas e pesquisas, bem como o suporte técnico e treinamento dos monitores para a execução dos projetos. Outras informações sobre a Rede de Projetos estão disponíveis no endereço http://rede.acessasp.sp.gov.br.
Acessa SPO Acessa SP é um programa de inclusão digital do Governo do Estado de São Paulo que atingiu a marca de 36,8 milhões de atendimentos, desde a sua fundação, em 2000. Ao todo, são 489 postos em funcionamento, com 3.757 computadores e 920 monitores à disposição dos usuários.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Enem exigirá do aluno capacidade de relacionar temas

Uma mesma pergunta poderá incluir história e geografia. Todas as questões serão de contextualização e situações-problema.
Clipping Educacional - Da Agência Estado
O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que deverá substituir o vestibular de parte das universidades federais a partir deste ano, exigirá dos estudantes conhecimento, raciocínio e, principalmente, capacidade de relacionar temas para chegar à resposta correta. Uma mesma pergunta poderá incluir, ao mesmo tempo, temas de história e geografia, de biologia e química ou de literatura e compreensão de linguagem.
Exemplos de questões preparadas para a reportagem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que o novo Enem será não apenas mais longo mas bem mais complexo. “No Enem atual, o aluno não precisa, por exemplo, saber ciências. Uma pessoa que lê bastante pode ter um bom resultado”, explica o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes. “O novo exige mais conhecimento de conteúdo.”
Lógica
O exame concentrava suas questões em interpretação de textos e linguagens e lógica, sem contar com perguntas de ciências, história e geografia. Já os vestibulares cobrem todas as áreas, mas tendem a se concentrar em perguntas com respostas muito específicas.
Um exemplo, retirado da Fuvest de 2008, é uma questão que, após um pequeno texto, pergunta a qual movimento ele se referia: liberalismo, feudalismo, mercantilismo, escravismo ou corporativismo. “Esse tipo de questão não cairá no novo Enem. Serão todas de contextualização e situações-problema”, diz Reynaldo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Saiba como se preparar para a leitura obrigatória da Fuvest e da Unicamp

Cursinhos recomendam que lista obrigatória seja lida 'com calma'.Professores dão dica: 'é melhor começar pelos mais fáceis'.
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Apesar das mudanças aprovadas para o vestibular da Fuvest – que seleciona candidatos para a Universidade de São Paulo (USP) - um conteúdo certamente continuará sendo cobrado dos alunos nas questões de português em ambas as fases: as obras de literatura que compõem a lista de leitura obrigatória. E, segundo professores de cursinho, o segredo para um estudo eficiente dos livros é iniciar o quanto antes uma leitura programada e atenta de cada livro.
saiba mais
Fuvest divulga lista de leitura obrigatória para o vestibular 2010
As nove obras da lista, válida também para o vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), devem ser lidas “sem desespero”, segundo a coordenadora de língua portuguesa do cursinho Etapa, professora Célia Passoni.
“É preciso desenvolver uma leitura concentrada de cada obra. Se o aluno não leu nenhuma delas durante o período escolar, é ainda mais importante fazer isso com calma", diz a professora. Segundo ela, para aproveitar bem o estudo das leituras obrigatórias, seria ideal que o aluno desenvolvesse um plano de leitura ao longo do ano, priorizando as obras mais fáceis de ler. Nelson Dutra , professor de português do cursinho Objetivo, concorda quanto à sequência, e acrescenta: “na lista desse ano a Fuvest facilitou a vida dos vestibulandos, selecionando livros mais amigáveis”. Para ele, o vestibular está buscando uma bibliografia mais próxima da realidade dos alunos.

sábado, 18 de abril de 2009

Prefeitura de SP estuda bônus para professor por desempenho de aluno

Silvia Ribeiro
A partir de 2010, cada escola terá uma meta a ser alcançada.Secretário de Educação defendeu a progressão continuada.
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
O secretário municipal da Educação de São Paulo, Alexandre Alves Schneider, afirmou nesta sexta-feira (17) que pretende bonificar professores da rede muncipal de ensino com base no desempenho dos alunos, a exemplo do que acontece na rede estadual. Segundo ele, a partir de 2010, cada escola terá uma meta a ser alcançada. Entretanto, ele não deu detalhes da proposta, que ainda está em estudo pela secretaria. Em entrevista na manhã desta sexta-feira, quando foram divulgados dados da Prova São Paulo, ele defendeu a política de ciclos, conhecida como progressão continuada, em que os alunos só são retidos ao final de cada um deles. A Prova São Paulo mostrou que aumentou o número de alunos de 6ª e 8ª séries com desempenho insatisfatório, enquanto houve uma evolução dos estudantes das 2ª, 3ª e 4ª séries. “O desempenho do segundo ciclo está baixo porque não houve um trabalho anterior com as crianças”, disse, acrescentando que os dados mostram que a política está dando certo.

Tira-dúvidas: G1 responde a dez perguntas sobre o novo Enem

Conheça detalhes da proposta de unificação dos vestibulares com o Enem.
Exame será aplicado nos dias 3 e 4 de outubro.
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
1- Qual será o novo modelo da prova? Serão 200 questões de múltipla escolha e uma redação. As provas serão aplicadas em dois dias. Entre as áreas abordadas estão linguagens (50 testes e redação), ciências humanas (50 testes), ciências da natureza (50 testes) e matemática (50 testes).
2- Qual será o conteúdo cobrado na prova? O Ministério da Educação (MEC) informou que cobrará o conteúdo das disciplinas do ensino médio, mas ainda não detalhou o programa. As diretrizes da prova serão elaboradas por um comitê composto pelas universidades federais, Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e Conselho Nacional de Secretários de Educação.
3- Quando o novo exame será aplicado? Quando saem os resultados? O calendário previsto para a realização da prova é 3 e 4 de outubro deste ano. O desempenho dos candidatos na parte objetiva (testes) será divulgado em 4 de dezembro e, o resultado final, incluindo a redação, sai em 8 de janeiro de 2010.
4- Como será a inscrição para o novo Enem?
O processo de inscrição será exclusivamente pela internet. Segundo o MEC, a taxa de inscrição para alunos da rede particular é de R$ 35. Estudantes da rede pública ou bolsistas em escola particular estarão isentos da taxa.
5- A Fuvest e a Unicamp seguirão adotando o Enem como bônus?
A nota do Enem continuará sendo usada na nota da primeira fase da Fuvest e poderá representar até 20% do total da nota da primeira fase. Já a Unicamp estuda não considerar a nota do Enem em seu vestibular deste ano.
6- Conforme proposta do MEC, quais universidades federais adotarão o novo Enem como vestibular? A proposta foi apresentada pelo ministro Fernando Haddad aos reitores das federais no início de abril em Brasília. Os conselhos universitários de cada federal devem avaliar até o fim deste mês se adotam ou não a proposta e, no caso da adoção, quando e como seria aplicada. Cada universidade tem autonomia para decidir. Em reportagem do G1, algumas universidades já se posicionaram sobre a questão.
7- Como seria aplicado o novo Enem pelas universidades federais? Os reitores das universidades federais e o ministro da Educação definiram quatro formas de adesão das instituições ao novo Enem. Há quatro possibilidades: o Enem como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas ociosas, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular.
8- O Sistema de Seleção Unificada, proposto pelo MEC, admite a escolha de quantas opções? O vestibulando pode escolher cinco cursos em até cinco instituições de ensino no Sistema de Seleção Unificada, na internet.
9- Após o Enem, o vestibulando pode mudar as opções? Como? Após receber o resultado da prova, o vestibulando poderá listar até cinco cursos nas universidades de sua preferência (escolha também limitada a cinco). Atualizada diariamente, a nota de corte dos cursos será determinada pela concorrência entre os alunos. Ou seja, se mais alunos com notas altas concorrerem a um determinado curso, a nota de corte será mais alta.
No Sistema de Seleção Unificada, disponível na internet, o vestibulando poderá visualizar a nota do último candidato selecionado e comparar com a sua. Desse modo, poderá mudar suas opções quantas vezes quiser até o encerramento do prazo de inscrição.
Se o aluno perceber que o curso escolhido como a primeira opção está com a nota de corte superior à sua avaliação no Enem, pode escolher as demais opções da sua lista inicial ou modificar a primeira lista escolhendo novos cursos e novas instituições.
10- Como se dará a seleção dos candidatos? E se houver empate? Os vestibulandos serão selecionados em apenas uma das opções de curso conforme a nota do novo Enem, a ordem das opções escolhidas na inscrição e o limite de vagas disponíveis. No caso de notas idênticas, o desempate seguirá a seguinte ordem de critérios: maior nota na prova de linguagens, maior nota na prova de matemática e maior idade do candidato.

USP aprova mudanças na Fuvest

Nota da 1ª fase não será mais computada para a 2ª fase.2ª fase terá conteúdo do ensino médio e específico da área escolhida.
Fernanda Calgaro
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
A pró-reitora de graduação da USP, Selma Garrido Pimenta, explica o novo formato da Fuvest (Foto: Ernani Coimbra/Assessoria de Imprensa da USP)
A Universidade de São Paulo (USP) anunciou na tarde desta quinta-feira (16) mudanças no vestibular da Fuvest, o maior do país, que já passam a valer em 2010. As alterações foram aprovadas pelo Conselho de Graduação da universidade. A nota da primeira fase não será mais computada para a segunda fase. Essa segunda etapa passará a ser feita em três dias de provas para todos os candidatos.
”A preocupação da USP é valorizar os conteúdos de todas as disciplinas do ensino médio”, disse a pró-reitora de graduação, Selma Garrido Pimenta. A justificativa para não levar em conta a nota da primeira fase é para dar chances iguais a todos os candidatos.
No documento que serviu de base para a discussão das mudanças, a motivação para fazer as alterações era beneficiar alunos de escola pública. No entanto, a pró-reitoria explicou nesta quinta-feira que o motivo é mais abrangente e que a USP pretende beneficiar a todos em geral.
"A inclusão dos alunos da rede pública temos conseguido pelo Inclusp [Programa de Inclusão Social]. No último vestibular, eles representam 30,1% dos ingressantes matriculados", disse. Houve cerca de 122 mil inscritos para 10.557 vagas.
“Entendemos que a primeira fase não é preditiva do desempenho do candidato na segunda fase. A finalidade da primeira fase será alterada e funcionará somente como um meio de progressão do candidato para a segunda fase”.
A segunda fase terá três dias sendo que, no primeiro, terá uma prova de português com 10 questões discursivas e uma redação; no segundo dia, uma prova de 20 questões discursivas sobre as disciplinas do ensino médio (biologia, química, física, matemática, história, geografia e inglês); e o terceiro dia terá uma prova de 12 questões discursivas específicas da área elegida pelo vestibulando.
Segundo a pró-reitora de graduação, não haverá uma divisão entre as disciplinas nas 20 questões do segundo dia, que terão uma carga maior de interdisciplinariedade.
As 12 questões do terceiro dia poderão ser de duas ou três disciplinas, dependendo da escolha da unidade, como a Faculdade de Direito e a Escola Politécnica. Se forem duas disciplinas, serão seis questões para cada e, no caso de três disciplinas, quatro. Os três dias de prova terão pesos iguais na nota final.
A universidade diz que irá limitar a segunda fase a três dias de provas para atender a uma demanda dos próprios vestibulandos de que era muito estressante. Até o vestibular passado, o candidato poderia chegar a fazer até quatro dias de provas, dependendo da carreira escolhida. Não houve alteração no programa das matérias que serão cobradas. A novidade é que a disciplina de inglês será cobrada também na segunda fase.
Mesmo conteúdo
O modelo da primeira fase permanecerá como antes, com 90 questões de múltipla escolha de todas as disciplinas do ensino médio e o mesmo percentual de interdisciplinares, 10%. O número de convocados para a etapa seguinte permanecerá sendo três vezes o número de vagas. Por exemplo, se um curso tiver 30 vagas, serão chamados para disputar a segunda fase 90 vestibulandos.
Os candidatos a uma vaga nos cursos de artes plásticas e música farão a prova de habilidades específicas antes da primeira fase. O exame de aptidão para aqueles que irão prestar arquitetura será depois da segunda fase.
"Continuaremos sendo exigentes na provas e premiando o mérito", disse a pró-reitora sobre o alto grau de dificuldade do vestibular.

Enem
A nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) continuará sendo usada e poderá representar até 20% do total da nota primeira fase. Isso vale tanto para alunos da rede pública como da particular e é calculado por meio de uma fórmula.
Também não haverá mudanças no Inclusp, que prevê bonificação extra de até 12% na nota dos alunos da rede pública. Por serem de escola púbica, já receberão um acréscimo de 3%. Há ainda bônus de até 3% de acordo com o desempenho no Programa de Avaliação Seriada (Pasusp) e 6% conforme o desempenho no Enem.

Maioria na 8ª série não aprendeu

Simone Iwasso e Sergio Pompeu
O desempenho dos estudantes da rede municipal de São Paulo em língua portuguesa e matemática melhorou nos primeiros anos do ensino fundamental e piorou nos últimos. Isso quer dizer que, segundo dados da Prova São Paulo, avaliação anual aplicada pela Prefeitura e divulgada ontem, o processo de alfabetização está avançando nas escolas, com mais alunos capacitados para as séries em que estão, mas há dificuldade em manter esses níveis de aprendizado nos estudantes mais velhos, a partir do 6º ano, quando as notas ficam mais baixas. No 2º ano do ensino fundamental, fim do primeiro ciclo de alfabetização, 66% dos alunos estão no nível desejado de aprendizagem. Geralmente aos 8 anos, eles são capazes de localizar informações explícitas em textos curtos, associar títulos a uma imagem e começar a entender gêneros de textos, como cartas, história em quadrinhos, convites e cantigas. Em matemática, nessa idade, 77% deles estão no nível desejado, identificando números relacionados com dinheiro, unidades de tempo e números decimais.Na outra ponta do ensino fundamental, o 8º ano, apenas 38% dos estudantes estão no nível desejado em língua portuguesa e leitura e 47%, em matemática. Isso quer dizer que a maior parte deles, a partir dos 14 anos, não sabe o mínimo esperado para as séries em que estão. Têm dificuldades em diferenciar fatos e opiniões em um texto e articular episódios narrados numa sequência temporal.Os dados, na avaliação do secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider, indicam que o Programa Ler e Escrever, que inclui um professor a mais em classe e materiais específicos de apoio, além de recuperação para quem está com dificuldades, tem sido bem-sucedido nos primeiros anos escolares. O objetivo da pasta, agora, é estender o programa para os outros anos. "Vamos adotar o programa nos outros ciclos, ele teve apoio de consultores externos e foi bem aceito na rede."O secretário afirma também que a queda no desempenho nos últimos anos pode estar relacionada à data em que a prova foi aplicada, às vésperas das férias. Isso pode ter contribuído para um desinteresse dos alunos em fazer o exame. Mesmo assim, o cenário geral do ensino municipal é parecido com o da rede estadual de São Paulo, e com boa parte das redes do País, onde atualmente há mais facilidade para ensinar alunos de anos iniciais - em parte resultado do investimento dos últimos anos em alfabetização. Conforme as séries avançam, a tendência é que o desempenho do aluno caia, assim como os índices médios de evasão e distorção idade-série - dificuldades que a maioria das redes está tentando enfrentar. ESCALASe for utilizada a escala de pontuação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), do Ministério da Educação, a média dos alunos do município fica mais baixa do que a alcançada pelos estudantes das escolas do Estado, tanto em língua portuguesa quanto em matemática em quase todos os níveis. A exceção é a prova de matemática no 6º ano, em que o município tem nota melhor. Tanto a Prova São Paulo, feita pelo município, quanto o Saresp, a avaliação estadual, utilizaram esse parâmetro. As provas são diferentes, mas o modelo é o mesmo."Mesmo que se use a escala do Saeb, não acho correto fazer essa comparação", afirma o secretário. "No mesmo ano em que fizemos a Prova Brasil e a Prova São Paulo, que também usam a mesma escala, os resultados também foram diferentes", complementa.Na opinião do educador Mozart Neves, presidente do Movimento Todos pela Educação, o fenômeno ocorre em quase todas as grandes cidades, como Rio e Recife."Há muitas distorções dentro da mesma rede, isso faz com que exista mais dificuldade para o município."