terça-feira, 31 de março de 2009

Professores de SP podem reclamar sobre valor do bônus na diretoria da sua escola

Clipping Educacional - Da Redação
Profissionais da Educação do Estado de São Paulo recebem nesta terça (31) o bônus por mérito. Escolas que avançaram em relação ao Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) do ano passado ou que estão na lista dos colégios com melhores notas no índice vão receber algum tipo de bonificação.Se o profissional discordar do valor creditado, ele pode recorrer à diretoria da escola segundo a secretaria de Educação. Lá, o funcionário poderá verificar se as faltas interferiram no bônus. Caso haja alguma incorreção, a escola deverá entrar em contato com a sua diretoria de ensino para que a retificação seja feita. A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo anunciou no dia 25 de março que 72,4% dos servidores da rede vão receber bônus por desempenho no Estado. Na semana anterior, a pasta mostrou que, apesar da melhora no Idesp, as notas médias da educação paulista não passavam de 4, em uma escala de 0 a 10 pontos. O Estado aplicará R$ 590,6 milhões com a premiação por desempenho.
Como funciona o bônus
A bonificação equivale à evolução da escola. Se as metas foram 100% alcançadas, todos os funcionários da escola receberão o total do bônus: 20% dos 12 salários mensais, ou seja, 2,4 salários mensais a mais.Se a escola atingiu 50% de sua meta, seus funcionários recebem 50% do bônus - 1,2 salário mensal a mais. Se a escola chegou a 10% da meta, seus funcionários recebem 10% do bônus.Os funcionários das escolas que superaram as metas pré-estabelecidas recebem também pelo resultado superior. Ao passar 20% do índice os funcionários têm acréscimo de 20% ao bônus total. Se passar 10%, 10% a mais, com teto em 20%. Isso equivale a 2,9 salários na forma de bônus.
Mudança de rumos
O governo resolveu modificar o critério para a concessão de bônus, e incluiu entre os beneficiados as melhores escolas do Estado. Dos 5.357 colégios, os 10% que se encontram com melhores notas receberão um "incentivo", mesmo que não tenham atingido as metas da Educação.
Neste caso, o bônus será calculado sobre o crescimento do Idesp para o conjunto do Estado, que é de 63,7%. Dessa forma, as equipes dessas escolas ganharão 1,5 salário a mais. Se a escola está entre as melhores e cumpriu metas, ganhará proporcionalmente por seu desempenho.
Com a mudança, 230 escolas foram beneficiadas - 32 delas não receberiam bônus e 198 tiveram o benefício ampliado a 63,7%.
Nas escolas com piores desempenhos novamente será aplicado projeto de aceleração da aprendizagem. A pasta promete melhorias físicas e pedagógicas, além de acompanhamento permanente para a equipe de educadores.
Bônus para quem não trabalha nas escolas
Funcionários técnicos e administrativos que trabalham na sede da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo também receberão o bônus pago pelo Estado.
A secretária Maria Helena Guimarães de Castro teria direito de receber cerca de R$ 17 mil de bonificação por causa da melhora nas notas das escolas da rede.Segundo sua assessoria de imprensa, a secretária abriu mão do valor. Já os cerca de 5.700 funcionários do órgão receberão o bônus, mesmo não estando ligados diretamente a nenhuma escola.
Paulo Renato
Na última sexta (27), foi anunciada a troca de secretário na Educação estadual. Assume a pasta o deputado federal Paulo Renato Souza (PSDB-SP), ex-ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso.

Sindicato orienta os professores

Luciana Lazarini
Clipping Educacional - do Agora
A Apeoesp (sindicato dos professores do Estado de São Paulo) disponibilizou no site um formulário para os professores que não concordam com o valor do bônus. O documento está no site www.apeoesp.org.br (no link "Fax Urgente").
Os professores que não concordam com o valor do bônus podem solicitar ao Departamento Jurídico do sindicato esclarecimentos e encaminhamentos judiciais.
Para a Apeoesp, os professores que querem reclamar devem protocolar, em duas vias, o requerimento disponibilizado pelo sindicato na escola em que trabalham. Segundo o documento, o procedimento deve ser avaliado em até dez dias úteis.
Segundo a Secretaria de Estado da Educação, todos os funcionários que não concordam com o valor devem verificar, na secretaria da escola, quais dados foram enviados à diretoria de ensino. Os servidores devem estar atentos à quantidade de faltas em 2008 informadas pela secretaria. Só professores recebem pelo desempenho do ciclo escolar _os demais servidores recebem recebem pela média da escola ou da diretoria de ensino.

Saiba como é o desconto do IR sobre o bônus

Luciana Lazarini
Clipping Educacional - do Agora
O bônus da Educação, que será pago hoje a 195.504 funcionários de rede estadual, já chega com o desconto do Imposto de Renda. Para calcular a mordida do Leão, a Receita Federal considera o salário referente a fevereiro, que o funcionário recebeu no dia 6 de março, e a grana do bônus, que chega hoje às contas dos servidores.
Com isso, o servidor pode mudar de alíquota de Imposto de Renda neste mês e pagar mais imposto devido à grana do bônus _mas o valor que o funcionário pagou no início do mês é descontado neste extrato. A mudança de alíquota pode ocorrer quando a soma dos pagamentos ultrapassa o limite de grana de cada faixa de cálculo do Leão.
Um funcionário com salário de até R$ 1.434,59, por exemplo, é isento de imposto. Mas, com o bônus, ele pode ter o desconto do tributo neste mês, se o valor dos dois pagamentos ultrapassar o limite de isenção. A maior alíquota para calcular o Leão é de 27,5%, para quem recebeu mais de R$ 3.582 com o salário e a grana do benefício.
Para saber quanto o funcionário paga de tributo neste mês, é preciso descontar também o pagamento do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O bônus da Educação pode chegar a pagar 2,9 salários dos profissionais das escolas que ultrapassaram a meta. Com investimento de R$ 590,6 milhões, o bônus varia de R$ 500 a R$ 15 mil.
São descontadas todas as faltas dos servidores _até mesmo os dias de licença-prêmio e as faltas justificadas com atestados. Quem trabalhou menos de 244 dias em 2008 não tem o bônus (mesmo se a escola teve bom desempenho ou se as faltas foram justificadas). Os temporários têm direito ao benefício, mas só os que começaram a trabalhar a partir de 2 de maio e completaram os 2/3 do ano letivo.

Temporário só tem bônus se trabalhou 244 dias

Luciana Lazarini
Clipping Educacional - do Agora
Os funcionários da rede estadual que não são efetivos também têm direito ao bônus que será pago amanhã, de acordo com a Secretaria de Estado da Educação. Mas, para recebê-lo, é preciso, além do ciclo em que dá aula ter superado o índice de 2007 -ou da escola, no caso dos administrativos-, que o temporário tenha trabalhado, pelo menos, 244 dias em 2008. A regra exige que o funcionário tenha trabalhado 2/3 do ano para concorrer ao benefício.
Se o funcionário começou a trabalhar na rede estadual após o dia 2 de maio, ele não completou os 2/3 exigidos.
Se o servidor entrou na rede antes desse limite, mas faltou e não completou os 244 dias, também não terá o bônus.
Por exemplo: um funcionário do apoio escolar que começou a trabalhar em 31 de maio não terá o bônus mesmo que a escola tenha melhorado no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), já que só terá trabalhado 214 dias.
O bônus será pago a 195.504 funcionários da rede amanhã. Mais de 160 mil funcionários com direito ao bônus são professores da rede. A Educação tem, atualmente, 270 mil servidores.
A consulta ao valor já pode ser feita no site da Secretaria Estadual da Fazenda (http://www.fazenda.sp.gov.br/) e, também, no extrato bancário da conta de pagamento do servidor, na Nossa Caixa.
O bônus vai de R$ 500 a R$ 15 mil -o valor mais baixo pode ter descontos se o servidor faltou no ano passado. O mais alto é para os diretores que não tiveram nenhuma falta.
Luciana Lazarinido Agora
Os funcionários da rede estadual que não são efetivos também têm direito ao bônus que será pago amanhã, de acordo com a Secretaria de Estado da Educação. Mas, para recebê-lo, é preciso, além do ciclo em que dá aula ter superado o índice de 2007 -ou da escola, no caso dos administrativos-, que o temporário tenha trabalhado, pelo menos, 244 dias em 2008. A regra exige que o funcionário tenha trabalhado 2/3 do ano para concorrer ao benefício.
Calcule o Bônus dos professores
Se o funcionário começou a trabalhar na rede estadual após o dia 2 de maio, ele não completou os 2/3 exigidos.
Se o servidor entrou na rede antes desse limite, mas faltou e não completou os 244 dias, também não terá o bônus.
Por exemplo: um funcionário do apoio escolar que começou a trabalhar em 31 de maio não terá o bônus mesmo que a escola tenha melhorado no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), já que só terá trabalhado 214 dias.
O bônus será pago a 195.504 funcionários da rede amanhã. Mais de 160 mil funcionários com direito ao bônus são professores da rede. A Educação tem, atualmente, 270 mil servidores.
A consulta ao valor já pode ser feita no site da Secretaria Estadual da Fazenda (http://www.fazenda.sp.gov.br/) e, também, no extrato bancário da conta de pagamento do servidor, na Nossa Caixa.
O bônus vai de R$ 500 a R$ 15 mil -o valor mais baixo pode ter descontos se o servidor faltou no ano passado. O mais alto é para os diretores que não tiveram nenhuma falta.

Professores da rede estadual de SP decidem parar em 24 de abril

Categoria pede reajuste salarial e votou contra programa de bonificação e também faz parte do cronograma nacional de manifestações por piso salarial
Clipping Educacional - G1 (27.03.2009)
Em assembleia promovida pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), na tarde de sexta-feira (27), a categoria decidiu paralisar suas atividades no dia 24 de abril. Segundo afirmou ao G1 a presidente do Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, o protesto fará parte do cronograma nacional de manifestações pelo piso salarial.
Ainda de acordo com Maria Izabel, os professores da rede estadual votaram contra o programa de bonificação. "Com o bônus os professores não podem contar com um dinheiro certo todos os meses. Eles preferem que essa bonificação se transforme em salário", diz.
Entre as reivindicações do Sindicato estão um reajuste salarial de 27,5%; melhores condições de trabalho; concurso público, respeitando o tempo de serviço e estabilidade; garantia de 33% da jornada para atividades extraclasse; e tempo máximo de 35 alunos no ensino médio, 30 no ensino fundamental e 25 no ciclo 2.

sábado, 28 de março de 2009

Professor estadual pode consultar valor do bônus

Os professores e demais funcionários da Secretaria de Estado da Educação poderão consultar, a partir deste sábado (28), o valor do bônus por desempenho a ser pago pela pasta na terça-feira (31).
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Para saber quanto vai receber, o servidor deve acessar o site da Secretaria da Fazenda (www.fazenda.sp.gov.br), no link Folha de Pagamento. No total, 195.504 profissionais da rede estadual receberão o bônus, pago pela primeira vez por mérito, dos quais cerca de 160 mil são professores e receberão até R$ 12 mil. O bônus chegará a R$ 15 mil em alguns casos. Os professores, que formam a maior categoria da rede, receberão até R$ 12 mil. O governo do Estado investirá R$ 590,6 milhões com a premiação por desempenho, 30,2% a mais em relação ao bônus do ano passado (que não era pago por desempenho, mas por assiduidade). A bonificação equivale à evolução da escola. Se as metas foram 100% alcançadas, todos os funcionários da escola receberão o total do bônus: 20% dos 12 salários mensais, ou seja, 2,4 salários mensais a mais.

Se a escola atingiu 50% de sua meta, seus funcionários recebem 50% do bônus_ 1,2 salário mensal a mais. Se a escola chegou a 10% da meta, seus funcionários recebem 10% do bônus.
Os funcionários das escolas que superaram as metas pré-estabelecidas recebem também pelo resultado superior. Ao passar 20% do índice, os funcionários têm acréscimo de 20% ao bônus total. Se passar 10%, 10% a mais, com teto em 20%. Isso equivale a 2,9 salários na forma de bônus.
Faltas
Para receber o bônus os professores devem ter atuado, no mínimo, em dois terços do ano, o que equivale a 244 dias. Caso tenha havido faltas, haverá desconto proporcional no bônus. As equipes das escolas (diretor, professores-coordenadores, agentes de organização escolar, agentes de serviço escolar, assistentes de administração escolar, secretários) receberão de acordo com a média das unidades. Dirigentes de ensino e supervisores receberão pela média das escolas na região.

Conheça as medidas do MEC sob o comando de Paulo Renato

Clipping Educacional - da Redação Estadão
SÃO PAULO - Paulo Renato Souza foi ministro da Educação por oito anos, nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso. Foi também reitor da Universidade Campinas e Secretário da Educação do Estado de São Paulo, na gestão de Franco Montoro.
Conheça as principais medidas de Paulo Renato entre 1995 e 2002, quando estava no comando do MEC:
Provão: Criou, em 1996, o primeiro Exame Nacional de Cursos, o Provão. O descredenciamento das universidades não aprovadas passou a vigorar apenas ao final de sua existência e foi um de seus fatores mais polêmicos. Em 2004 esse exame foi substituído pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, o Enade.

Enem: Criou, em 1997, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nasceu como uma proposta do governo de ingresso alternativo no curso superior, mas acabou passando apenas a valer como avaliação do ensino médio, além participar da nota de diversos vestibulares.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação: A LDB realizou mudanças que vão da estrutura e duração da educação básica à aplicação de novos instrumentos e mecanismos de avaliação. Além disso, deu liberdade a Estados e municípios para estruturar seus sistemas de ensino.

Garantia de Renda Mínima: Programa garantia o recebimento de uma bolsa para as famílias que mantivessem seus filhos na escola.

Plano Nacional de Educação: O PNE, de 1998, trazia as metas de educação a serem cumpridas nos próximos dez anos. O documento tratava do ensino tradicional e daquele destinado às crianças especiais e indígenas e era extremamente ambicioso, prevendo escolas com infraestrutura ideal, professores altamente qualificados e o aumento do financiamento da educação brasileira, passando de 4,6% (considerando todas as esferas de governo) para 6,5% do Produto Interno Bruto.

Toda Criança na Escola: Programa criado no início do governo de Fernando Henrique Cardoso que tinha como meta inicial colocar mais 1 milhão de crianças nas salas de aula de todo o País até o final de 1998. Para auxiliar as escolas no cumprimento dessas metas foi criado o Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental e de Valorização do Magistério (FNDE) que redistribuía a verba da Educação entre Estados e municípios. O programa incluía também a Semana Nacional de Matrículas.

Salário-educação: O FNDE contava ainda com o recolhimento de 2,5% sobre a folha de pagamento de funcionários para a constituição de sua verba, o chamado salário-educação. O dinheiro do salário-educação era empregado pelo ministério na compra do livro didático, na TV Escola (kit com TV e videocassete para treinamento de professores) e nas despesas mais elementares das escolas como compra de material e reparos.

Status de universidade: Para conquistar o status de universidade, uma instituição de ensino superior passou a dever ter pelo menos três cursos de pós-graduação com a chancela da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) ou passar por um rígido teste de produção intelectual.

Liberdade curricular no Ensino Fundamental: As escolas do ensino fundamental (1.ª a 8.ª séries) poderiam organizar seus currículos incluindo além das áreas de conhecimento já habituais (língua portuguesa, matemática, história, geografia, ciências, artes e educação física), princípios e fundamentos de saúde, sexualidade e pluralidade cultural.

Creches e pré-escolas: MEC formalizou parâmetros curriculares do ensino infantil. A base do parâmetro proposto pelo MEC era transformar o contato das crianças com os educadores em relações de aprendizado.

Reforma do Ensino Médio: As disciplinas tradicionais continuaram existindo, mas os professores passaram a ter o desafio de ensinar de forma diferente, ajudando o aluno a aplicar os conceitos na vida prática, estimulando o raciocínio e a capacidade de resolver problemas. As escolas técnicas terão também de se adaptar. As escolas tinham liberdade para montar o currículo, mas 75% da carga horária de 800 horas/ano deve incluir três áreas básicas: códigos e linguagens (onde entram língua portuguesa, uma ou mais línguas estrangeiras e diversos tipos de linguagens, como a artística, visual e sonora), ciências da natureza e da matemática (incluindo conhecimentos de física, química, biologia) e ciências humanas (história, geografia, filosofia sociologia, antropologia e até Direito).

Resolução SE - 25, de 27-3-2009 Dispõe sobre o valor de índice de cumprimento de metas

Dispõe sobre o valor de índice de cumprimento de metas
A Secretária da Educação, à vista do disposto na Resolução SE nº 21, de 26.3.2009, nas Resoluções Conjuntas CC/SF/SEP/SGP nº 1 e nº 2, ambas de 2009, e no artigo 6º da Resolução SE nº 23 de 27.3.2009, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados - BR, instituída pela Lei Complementar nº 1078, de 17 de dezembro de 2008, resolve:
Artigo 1º - O valor do Índice de Cumprimento de Metas - IC, das unidades escolares e administrativas da Secretaria da Educação, referente ao ano de 2008, corresponde aos valores discriminados nos Anexos I e II que integram esta resolução.
Artigo 2º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 1º de janeiro de 2008.
ANEXO I

Resolução SE - 23, de 27-3-2009 Normas relativas à Bonificação por Resultados - BR

Estabelece normas relativas à Bonificação por Resultados - BR, instituída pela Lei Complementar nº 1078, de 17 de dezembro de 2008
A Secretária da Educação, à vista do disposto na Lei Complementar nº 1078, de 17 de dezembro de 2008, e na Resolução Conjunta CC/SF/SEP/SGP nº 1, de 10 de março 2009, resolve:
CAPÍTULO I
Do direito à percepção da Bonificação por Resultados - BR
Artigo 1º - A Bonificação por Resultados - BR, será paga ao servidor das unidades de ensino ou administrativas da Secretaria da Educação, que tenha participado do processo para cumprimento das metas com pelo menos 2/3 (dois terços) de efetivo exercício no período de avaliação.
Parágrafo único - Obedecido ao disposto no “caput” deste artigo e nos termos desta resolução, a Bonificação por Resultados - BR, também será paga ao servidor que durante o período de avaliação:
1. ingresse ou passe a ter exercício na Secretaria da Educação;
2. seja afastado ou transferido das unidades administrativas da Secretaria Educação; e
3. vier a se aposentar ou falecer, for exonerado ou dispensado.
Artigo 2º - A Bonificação por Resultados - BR, será devida ao servidor que conte com pelo menos 2/3 (dois terços) de dias de efetivo exercício no período de avaliação, nos termos do inciso VI do artigo 4º da Lei Complementar nº 1078, de 17 de dezembro de 2008, na forma estabelecida em decreto, e se encontre afastado:
I - com fundamento na Lei Complementar nº 343, de 06 de janeiro de 1984; e
II - para os fins do Programa de Ação de Parceria Educacional Estado-Município.
Artigo 3º - Na determinação da participação do servidor no processo para cumprimento das metas a que se refere o artigo1º desta resolução, deverão ser desprezadas as frações dos dias de efetivo exercício.

Resolução SE - 22, de 27-3-2009 Dispõe sobre a definição dos indicadores específicos da Secretaria da Educação

Dispõe sobre a definição dos indicadores específicos da Secretaria da Educação, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados - BR, instituída pela Lei Complementar nº 1078, de 17 de dezembro de 2008, seus critérios de apuração e avaliação
A Secretária da Educação, à vista do disposto na Lei Complementar nº 1078, de 17 de dezembro de 2008, e na Resolução Conjunta CC/SF/SEP/SGP nº 1, de 10 de março 2009, resolve:
CAPÍTULO I
Dos Indicadores Específicos
Artigo 1º - Ficam definidos os seguintes indicadores específicos, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados - BR, instituída pela Lei Complementar 1078, de 17 de dezembro de 2008:
I - índice de desenvolvimento da educação do Estado de São Paulo (IDESP) da 1ª a 4ª série do ensino fundamental;
II - índice de desenvolvimento da educação do Estado de São Paulo (IDESP) da 5ª a 8ª série do ensino fundamental; e
III - índice de desenvolvimento da educação do Estado de São Paulo (IDESP) do ensino médio.
Artigo 2º - O índice de desenvolvimento da educação do Estado de São Paulo (IDESP), será calculado para cada unidade de ensino ou administrativa da Secretaria da Educação, na conformidade da Resolução Conjunta CC/SF/SEP/SGP-1, de 10 de março de 2009.
Parágrafo único - As unidades de ensino da rede estadual serão classificadas, em ordem decrescente, conforme o respectivo índice de desenvolvimento da educação do Estado de São Paulo (IDESP), com a formação de listas específicas para cada nível de ensino.
LEIA NA INTEGRA

sexta-feira, 27 de março de 2009

Ex-ministro Paulo Renato assume Secretaria de Educação de São Paulo

MÔNICA BERGAMO
Clipping Educacional - Colunista da Folha
O ex-ministro Paulo Renato de Souza vai assumir hoje a secretaria de Educação de São Paulo. Deputado federal pelo PSDB de São Paulo, ele irá substituir Maria Helena Guimarães.
Na versão que o Palácio dos Bandeirantes vai divulgar ainda nesta sexta-feira, a secretária deixou o cargo a pedido. A divulgação será feita pelo governador José Serra (PSDB).
Na tarde de quinta-feira (26), Guimarães esteve, ao lado do governador, durante a inauguração do espaço Catavento, no centro de São Paulo.
Neste mês, a secretaria foi duramente criticada por professores da rede estadual por causa de erros em 500 mil livros didáticos distribuídos pela pasta.
Um livro didático de geografia, usado por alunos da 6ª série do ensino fundamental nas escolas públicas, mostra o Paraguai duas vezes em um mapa da América do Sul e exclui o Equador. O problema aparece tanto nos livros destinados aos estudantes quanto nas publicações destinadas aos professores.
No dia 19, a secretaria informou que determinou à Fundação Vanzolini a troca das publicações com erros. De acordo com a secretaria, a instituição arcará com todos os custos da troca, incluindo a impressão e a distribuição.

Instrução CENP, de 26-3-2009 Operacionalização dos estudos de recuperação

Aos Dirigentes Regionais de Ensino, Supervisores de Ensino e Diretores de Escolas Estaduais
A Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas, objetivando orientar as autoridades em epígrafe na operacionalização dos estudos de recuperação de que trata a REs. SE nº.18, de 04, publicada a 05 de março de 2009, baixa as seguintes instruções:
I- Do universo do público alvo
Os estudos de recuperação paralela destinam-se, exclusivamente, aos alunos da educação básica que cursam o ensino regular nos níveis Fundamental ou Médio, não sendo extensivos, a cursos de Educação de Jovens e Adultos – EJA, nem a projetos da Pasta e outras modalidades de ensino.
II- Do crédito de horas/aula
O crédito de 5% ou 10% de horas/aula destinadas ao desenvolvimento das atividades de recuperação deverá ser calculado sobre o total de aulas anual previsto nos artigos 3º e 4º da REs. SE nº 98/2008, para o segmento de ensino, multiplicado pelo respectivo número de classes mantido pela unidade escolar, incluídas, as classes de EJA presencial e de Educação Especial.

Resolução SE - 21, de 26-3-2009

Dispõe sobre a fixação das metas para os indicadores específicos das unidades escolares da Secretaria da Educação, para pagamento da Bonificação
Dispõe sobre a fixação das metas para os indicadores específicos das unidades escolares da Secretaria da Educação, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados - BR, instituída pela Lei Complementar nº 1078, de 17 de dezembro de 2008, para o exercício de 2008
A Secretária da Educação, considerando o disposto no artigo 7º da Lei Complementar nº 1078, de 17 de dezembro de 2008, e no artigo 10 da Resolução Conjunta CC/SF/SEP/SGP nº 1, de 10 de março de 2009, resolvem:
Artigo 1° - Para o exercício de 2008, as metas para os indicadores específicos da Secretaria da Educação, a que se refere a Resolução Conjunta CC/SF/SEP/SGP nº 1, de 10 de março de 2009, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados - BR, instituída pela Lei Complementar nº 1078, de 17 de dezembro de 2008, ficam fixadas nos termos do Anexo desta resolução.
Artigo 2º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 1° de janeiro de 2008.Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br/
ANEXO - CLIQUI AQUI

Resolução Conjunta CC/SF/SEP/SGP-2, de 10-3-2009 - Dispõe sobre a fixação das metas para os indicadores globais da Secretaria da Educação

Dispõe sobre a fixação das metas para os indicadores globais da Secretaria da Educação, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados – BR, instituída pela Lei Complementar nº 1078, de 17 de dezembro de 2008, para o exercício de 2008
OS SECRETÁRIOS DA CASA CIVIL, FAZENDA, ECONOMIA e PLANEJAMENTO e DE GESTÃO PÚBLICA, considerando o disposto no artigo 6º da Lei Complementar
nº 1078, de 17 de dezembro de 2008, e no artigo 9º da Resolução Conjunta CC/SF/SEP/SGP 01/09, resolvem:
Art. 1º – Para o exercício de 2008, as metas para os indicadores globais da Secretaria da Educação, a que se refere a Resolução Conjunta CC/SF/SEP/SGP nº 1, de 06 de março de 2009, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados – BR, instituída pela Lei Complementar nº 1078, de 17 de dezembro de 2008, ficam fixadas em:
I – 3,38 (três inteiros e trinta e oito centésimos) para o índice de desenvolvimento da educação do Estado de São Paulo (IDESP) da 1ª a 4ª série do ensino fundamental da rede estadual de ensino;
II – 2,66 (dois inteiros e sessenta e seis décimos) para o índice de desenvolvimento da educação do Estado de São Paulo (IDESP) da 5ª a 8ª série do ensino fundamental da rede estadual de ensino; e
III – 1,50 (um inteiro e cinqüenta centésimos) para o índice de desenvolvimento da educação do Estado de São Paulo (IDESP) do ensino médio da rede estadual de ensino.
Art. 2º – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 1º de janeiro de 2008.
LEIA NA INTEGRA

Dispõe sobre a Bonificação por Resultados, a ser paga aos servidores afastados

DECRETO Nº 54.174, DE 26 DE MARÇO DE 2009
Dispõe sobre a Bonificação por Resultados - BR, a ser paga aos servidores afastados com fundamento na Lei Complementar nº 343, de 6 de janeiro de 1984, e para o Programa de Ação de Parceria Educacional Estado- Município
JOSÉ SERRA, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e à vista do disposto no § 3º do artigo 10 e parágrafo único do artigo 11, ambos da Lei Complementar nº 1.078, de 17 de dezembro de 2008,
Decreta:
Artigo 1º - Na determinação do valor da Bonificação por Resultados - BR, instituída pela Lei Complementar nº 1.078, de 17 de dezembro de 2008, a ser pago aos servidores da Secretaria da Educação afastados com fundamento na Lei Complementar nº 343, de 6 de janeiro de 1984, e junto ao Programa de Ação de Parceria Educacional Estado-Município, aplicar-se-á o Índice de Cumprimento de Metas - IC, correspondente ao das unidades pertencentes à administração geral da Secretaria da Educação, na forma definida em resolução.
Artigo 2º - Os servidores pertencentes aos quadros de pessoal da Secretaria da Educação, afastados para o Programa de Ação de Parceria Educacional Estado- Município, farão jus à Bonificação por Resultados - BR, nos termos do artigo 1º deste decreto, desde que os municípios destinatários do afastamento estejam cumprindo o disposto no artigo 4º do Decreto nº 51.673, de 19 de março de 2007.
Artigo 3º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 1º de janeiro de 2008.
Palácio dos Bandeirantes, 26 de março de 2009
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br/

Dispõe sobre a fixação de percentual para fins de pagamento da Bonificação por

DECRETO Nº 54.173, DE 26 DE MARÇO DE 2009
Dispõe sobre a fixação de percentual para fins de pagamento da Bonificação por
Resultados - BR, instituída pela Lei Complementar nº 1.078, de 17 de dezembro de 2008, relativo ao exercício de 2008
JOSÉ SERRA, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e à vista do disposto no artigo 9º da Lei Complementar nº 1.078, de 17 de dezembro de 2008,
Decreta:
Artigo 1º - Para o exercício de 2008, o percentual a ser aplicado sobre o somatório da retribuição mensal do servidor no período de avaliação, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados - BR, instituída pela Lei Complementar nº 1.078, de 17 de dezembro de 2008, fica fixado em 20% (vinte por cento).
Parágrafo único - O período de avaliação a que se refere o “caput” deste artigo será definido em resolução do Secretário da Educação.
Artigo 2º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 26 de março de 2009
Fonte:
http://www.imprensaoficial.com.br

quinta-feira, 26 de março de 2009

SP: analfabetismo supera média nacional

Somente 39 cidades da região de Bauru taxa média de analfabetos acima dos 15 anos é de 10,9% contra a média nacional de 10,4%
Clipping Educacional - Jornal da Cidade de Bauru (26.03.2009)
Segundo dados do Ministério da Educação (MEC) o analfabetismo na região de Bauru está acima da média nacional. Nas 39 cidades que compõem a região, a taxa média de analfabetos acima dos 15 anos é de 10,9% contra a média nacional de 10,4%. Para buscar o compromisso dos gestores municipais em reduzir este índice, será realizada hoje em São Paulo uma audiência pública com prefeitos e secretários, organizada pela Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. No encontro, intitulado São Paulo Analfabetismo Zero, os gestores assinarão um compromisso para reduzir o número de pessoas com mais de 15 anos que não sabem ler e escrever em suas cidades.
Conforme o mapa do analfabetismo na região de Bauru, divulgado pelo MEC, dos 39 municípios da região, 24 apresentam índice superior à média nacional (10,4%). Entre as cidades que se encontram acima deste índice estão: Avaí (12,%), Getulina (12,9%), Guaimbê (13,8%), Igaraçu do Tietê (12,6%), Lucianópolis (13,5%). Mineiros do Tietê (12,7%), Reginópolis (12,1%), Ubirajara (13,3%) e Uru (12,4%). Guarantã (14,2%), Paulistânia (14,9%) e Borebi (15,4) foram as cidades que apresentaram os maiores índices de analfabetismo na região, segundo dados do MEC.
Na região de Bauru são mais de 57 mil pessoas com mais de 15 anos que não sabem ler e escrever. Atualmente, São Paulo concentra 1,4 milhão de analfabetos e só fica atrás da Bahia. O número representa 10% de toda a população do País.
A audiência que ocorre hoje em São Paulo é uma iniciativa do deputado estadual Simão Pedro (PT), presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, que aprovou por unanimidade o compromisso de zerar o analfabetismo em São Paulo. "Queremos transformar a luta pela alfabetização de jovens e adultos em uma política pública", comenta o deputado. "O governo Lula, através do MEC, resolveu que este programa de jovens e adultos de combate ao analfabetismo será feito direto com os municípios através de parcerias através de convênios dentro do Brasil Alfabetizado", completa.
O deputado avalia que o momento é propício para que os novos prefeitos assumam a responsabilidade política de diminuir o analfabetismo em suas cidades. "O objetivo da audiência é incentivar os municípios a assumirem um compromisso. Principalmente porque os prefeitos estão assumindo agora e há toda uma disposição de trabalho".
O evento, com início previsto para as 15h, conta com a participação de especialistas, entidades de classe e educadores além do secretário nacional de Educação de Jovens e Adultos André Lázaro, do MEC. Segundo a representante do MEC em São Paulo, Iara Bernardi, apenas 64 dos 645 municípios do estado aderiram ao programa de alfabetização de adultos do governo federal intitulado "Brasil Alfabetizado".
O programa foi criado em 2003 para universalizar a alfabetização de brasileiros de 15 anos ou mais, e reestruturado pelo Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Pelo menos 75% do quadro de alfabetizadores deve ser composto por professores das redes públicas municipais, estaduais e do Distrito Federal. Para desenvolver esse trabalho, no turno oposto ao de suas atividades normais, os professores recebem uma bolsa do MEC
O programa é desenvolvido em todo o território nacional, com atuação mais intensa nos 1.928 municípios com taxas de analfabetismo igual ou superior a 25%. Têm prioridade de atendimento a região Nordeste, que concentra 90% dos municípios com altos índices de analfabetismo, e os jovens de 15 a 29 anos.

Poucos aprendem na melhor região de SP, revelam dados

Renata Cafardo, Simone Iwasso e Sergio Pompeu
Clipping Educacional - AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - Mesmo estudando na região mais bem avaliada da cidade de São Paulo e tendo melhorado o desempenho de um ano para outro, a maioria dos alunos de escolas estaduais de bairros como Vila Mariana, Morumbi e Lapa não domina o conteúdo da série em que está. O jornal O Estado de S. Paulo tabulou os dados do desempenho em português e matemática dessa região, melhor colocada no Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) na capital, e o resultado mostra que mesmo melhorando as notas de 2007 para 2008, só uma minoria chega hoje a níveis considerados adequados de aprendizagem.Isso quer dizer que muitos da 4ª série não conseguem transformar metros em centímetros. No 3º ano do ensino médio, eles não resolvem equação de segundo grau. Os piores resultados, tanto no ensino fundamental quanto no médio, aparecem em matemática. Todas as escolas da região centro-oeste têm mais da metade dos alunos da 8ª série e do 3º ano do ensino médio sabendo menos do que deveriam, ou seja, estão nos níveis básico e abaixo do básico. Neste último, eles não conseguem, por exemplo, fazer conta que envolva multiplicação e adição.
Em 2007, 40% dos alunos da 4ª série tinham conhecimentos abaixo do básico. Em 2008, o índice melhorou: 30% nesse nível. É preciso levar em conta que as mudanças na educação são de médio e longo prazo?, pondera a educadora Silvia Colello, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). As ações adotadas nos últimos tempos terão reflexos apenas nos próximos anos. O que estamos vendo ainda é resultado de anos de problemas acumulados, explica. Para a educadora, os resultados dos próximos anos tendem a melhorar, com a formação de novas turmas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
COMPETÊNCIAS
No 3º ano do médio, o índice máximo de alunos no nível avançado aparece na escola Alberto Torres. Cerca de 11% deles conseguiriam perceber metáforas em um poema, por exemplo (mais informações nesta pág.). Em 7 das 38 escolas de ensino médio da região não há nenhum estudante nos níveis adequado e avançado.
Na 8ª série, a escola Professora Paula Vizibeli Piero não tem nenhum aluno com conhecimento adequado em matemática. Eles não subtraem centenas nem localizam objetos em um mapa. Em língua portuguesa, apenas 12% deles estão no nível satisfatório e avançado.
A 4ª série tem os melhores índices, mas também concentra a maioria de seus alunos nos piores níveis. A Escola de Aplicação, mantida pela Universidade de São Paulo, tem 31% dos estudantes no nível avançado em português, um recorde entre todas as séries. Essas crianças, aos 10 anos, reconhecem o efeito do uso do ponto de exclamação em um texto. A região centro-oeste - assim como as outras 12 da capital - inclui ainda bairros como Alto de Pinheiros, Itaim Bibi e Vila Madalena. O Idesp médio das cerca de 80 escolas foi o maior nos três ciclos.
Índice leva em conta português e matemática
O Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) é calculado anualmente pela Secretaria de Estado da Educação com base em dois dados básicos: a nota de português e matemática que os alunos tiram no Saresp, prova aplicada todos os anos, e a quantidade de alunos que está na série correta para sua idade (fluxo escolar).
Com esses dados, a secretaria cria um indicador para as séries iniciais (de 1.ª a 4.ª) e finais do ensino fundamental (5.ª a 8.ª) e para o ensino médio. A pontuação que o aluno tira no Saresp permite situá-lo em uma escala de conhecimentos de língua portuguesa e matemática. Por exemplo, se ele tem menos de 125 pontos na prova, isso quer dizer que não domina sequer o conhecimento mais básico avaliado pela prova. Com uma pontuação dessas, ele entra para o nível dos alunos que estão abaixo do básico.
Se na 4.ª série ele tem uma pontuação entre 150 e 200 pontos, o conhecimento é básico - sabe parte do que deveria saber para a série, mas não todo o conteúdo. A escala tem pontuações diferentes para cada nível de ensino e para cada disciplina. As notas gerais do Saresp de 2008, que permitirão traçar o retrato do Estado, não foram divulgadas pela secretaria. Para fazer o cálculo da região centro-oeste, a reportagem usou as notas que estão no boletim do Idesp na internet.

Quase 47 mil professores da rede estadual de SP ficam sem bônus depois de faltar ao trabalho

Wagner Gomes
Clipping Educacional - O Globo
SÃO PAULO - O Governo de São Paulo deixou quase 47 mil professores sem bônus por bom desempenho na sala de aula em 2008. Segundo o governador José Serra, a maior parte deixou de receber a gratificação por ter faltado ao trabalho. Ou seja, não completaram dois terços do ano letivo. No total, 195.535 servidores da rede estadual receberão bônus até o final deste mês. A premiação por mérito, que soma quase R$ 600 milhões, começou a ser paga este ano. Até agora, o benefício era oferecido para todos aqueles que não estourassem em faltas. De acordo com a secretaria de Educação, 131.462 professores, diretores e supervisores receberão mais de R$ 2 mil de prêmio. A bonificação equivale à evolução da escola. Segundo a secretaria de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, os funcionários das escolas que atingiram 100% das metas receberão 2,4 salários a mais. Os que superarem as metas terão 2,9 salários. Quem não atingiu, em 2008, 100% ganhará bônus proporcional à evolução das metas.
- Os dois terços que ficam fora do bônus, por absenteísmo na maior parte das vezes, caíram pela metade neste ano por conta das leis que aprovamos desestimulando a falta - justificou o governador.
Segundo Serra, os recursos para a premiação dos servidores foram ampliados 40% entre 2006 e 2007, de R$ 327 milhões para R$ 453 milhões. Ele disse que os R$ 600 milhões que serão investidos neste ano representam mais um terço de aumento sobre 2007.
- É um incentivo material para que haja avanço do ensino na sala de aula. Temos avançando na infraestrutura, mas não na melhoria da sala de aula - admitiu, acrescentando no entanto que o avanço da qualidade do ensino não ocorre de um dia para o outro.
Na semana passada, dados divulgados pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo revelaram que mais da metade das escolas estaduais do Ensino Fundamental, de 1ª a 8ª séries, não atingiram as metas de melhoria de desempenho em 2008. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp), 59,5% das escolas de 1ª a 4ª séries não atingiram as metas do ano passado. O percentual é de 55,2% no caso de escolas de 5ª a 8ª série. O resultado que acabou elevando a média do ensino estadual foi o do Ensino Médio, onde apenas 15,6% não atingiram as metas. Foram avaliadas 5.183 escolas no estado de São Paulo.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Remuneração por desempenho da Educação é paga pela 1ª vez; professor ganha até R$ 12 mil

195 mil educadores ganham bônus 131.462 mil educadores receberão mais de R$ 2 mil SP paga R$ 590,6 milhões aos profissionais que melhoraram a qualidade da educação
Clipping Educacional - Da Educação
A Secretaria de Estado da Educação anuncia nesta quarta-feira, 25 de março, o primeiro pagamento de bonificação por desempenho a seus servidores. Prioridade do governo do Estado, a melhoria da qualidade de ensino será premiada com remuneração extra aos profissionais que propiciaram avanço nas escolas. O bônus chegará a R$ 15 mil em alguns casos. Os professores, que formam a maior categoria da rede, receberão até R$ 12 mil.
Nada menos do que 131.462 professores, diretores e supervisores receberão mais do que R$ 2.000. No total, 195.535 profissionais da rede estadual receberão o bônus até o final do mês. O governo do Estado investirá R$ 590,6 milhões com a premiação por desempenho, o que representa aumento de 30,2% em relação ao bônus do ano passado (que não era pago por desempenho, mas por assiduidade). "É uma política educacional justa, que valoriza os profissionais mais dedicados, que melhoraram o aprendizado dos alunos. É fundamental que os melhores profissionais ganhem reconhecimento, sejam premiados por seu trabalho durante todo o ano", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
Seguindo o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp), divulgado na semana passada, as escolas que melhoraram o desempenho dos estudantes agora têm seus funcionários bonificados. O pagamento cairá na conta dos funcionários até o fim do mês. Será o equivalente a 14º, 15º e, em alguns casos, 16º salário.
A bonificação equivale à evolução da escola. Se as metas foram 100% alcançadas, todos os funcionários da escola receberão o total do bônus: 20% dos 12 salários mensais, ou seja, 2,4 salários mensais a mais. Se a escola atingiu 50% de sua meta, seus funcionários recebem 50% do bônus_ 1,2 salário mensal a mais. Se a escola chegou a 10% da meta, seus funcionários recebem 10% do bônus. Os funcionários das escolas que superaram as metas pré-estabelecidas recebem também pelo resultado superior. Ao passar 20% do índice os funcionários têm acréscimo de 20% ao bônus total. Se passar 10%, 10% a mais, com teto em 20%. Isso equivale a 2,9 salários na forma de bônus.
O bônus é afetado pelas faltas dos profissionais. Para receber o bônus os professores devem ter atuado, no mínimo, em dois terços do ano. Ou seja, devem ter participado da rede pelo menos 244 dias. Caso tenha havido faltas haverá desconto proporcional no bônus.
"É essencial diferenciar a bonificação para quem ajudou mais ou menos a escola a atingir a meta. Quem ajudou mais, compareceu mais, recebe bônus maior do que o que compareceu menos, ajudou menos", diz a secretária Maria Helena.
Bônus às equipes
Além dos professores, que receberão mediante o desempenho do nível de ensino que atuam (1ª a 4ª, 5ª e 8ª e Ensino Médio), diretores, supervisores, professores-coordenadores, agentes de organização escolar, agentes de serviço escolar, assistentes de administração escolar, secretários de escola e supervisores de ensino.
As equipes das escolas (diretor, professores-coordenadores, agentes de organização escolar, agentes de serviço escolar, assistentes de administração escolar, secretários) receberão de acordo com a média das unidades. Dirigentes de ensino e supervisores receberão pela média das escolas na região.
Incentivo às melhores
O governo do Estado vai agir de duas maneiras para garantir que a Educação continue melhorando em São Paulo. Haverá pagamento de incentivo para as escolas de cada ciclo (1 a à 4 a séries, 5 a à 8 a e Ensino Médio) que estejam entre as 10% com indicadores mais altos. Essa é uma forma de reconhecer a qualidade das melhores escolas da rede, cujas experiências servem de exemplo para todas as 5.357 escolas estaduais. O incentivo, neste caso, será calculado sobre o crescimento do Idesp para o conjunto do Estado, que é 63,7%. Dessa forma, as equipes dessas escolas ganharão 1,5 salário a mais como incentivo ao trabalho realizado, mesmo sem terem atingido metas. Se a escola está na faixa dos 10% com Idesp mais alto, e cumpriu mais do que 63,7% de sua meta, ganhará pelo cumprimento das metas, o que proporcionará um bônus maior.
Nas escolas com piores desempenhos novamente será aplicado projeto de aceleração da aprendizagem. Com ótimo resultado em 2008, o programa irá abranger melhorias físicas (reformas, ampliações etc) e pedagógicas. A recuperação de aprendizagem terá o dobro do tempo das demais, chegando a 10% da carga horária. Materiais específicos serão enviados às unidades. Os educadores terão acompanhamento permanente de equipe técnica da Secretaria.
Mais qualidade nas escolas
Nova proposta curricular, programa especial de alfabetização, reformulação do sistema de avaliação, recuperação intensiva, materiais de apoio a professores e alunos, criação de um índice de qualidade para cada escola (Idesp), valorização dos professores, seleção de 12 mil coordenadores pedagógicos, diversificação do Ensino Médio, melhoria de infra-estrutura nas escolas, enfim, um conjunto de projetos foi desencadeado para melhorar a aprendizagem.
Todas estas ações, urgentes, têm enorme valor e são indispensáveis em sistemas educacionais de referência. "São Paulo vem atuando em todas as frentes da Educação. O objetivo é melhorar a sala de aula, com educadores capacitados e incentivados. É dar um salto de qualidade na aprendizagem. Neste trabalho os professores são essenciais, são os protagonistas do sistema educacional", comenta a secretária Maria Helena.

Premiação a quem caiu gera polêmica

Bruno Saia
Clipping Educacionaldo Agora
Reunião deve tirar as dúvidas do pagamento
A Secretaria de Estado da Educação marcou uma reunião nos dias 27 e 30 com representantes das diretorias de ensino do Estado para esclarecer o pagamento do bônus. A reunião será no largo do Arouche, 302, 16º andar, (região central), das 8h30 às 17h30. Os representantes serão divididos por cidades.
A intenção do governo é orientar os representantes das diretorias, que vão passar as informações para os professores de suas cidades. Para o Apeoesp (sindicato dos professores), a secretaria não havia dado explicações suficientes sobre o bônus.
Licença-prêmio será descontada da bonificação dos professores
Os servidores da Educação que tiraram licença-prêmio em 2008 terão esse período descontado do bônus, que será pago no dia 31. Os servidores que atuam há mais de cinco anos no Estado têm direito a uma licença de até três meses. Segundo a Secretaria de Estado da Educação, esse período, como não foi trabalhado pelo servidor, não será considerado.
Segundo a pasta, só os períodos trabalhados, que ajudaram a escola a evoluir no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação no Estado de São Paulo), serão considerados. A licença representa 45% de um ano letivo de 200 dias. Dessa forma, esse pode ser o desconto máximo de quem tirou licença em 2008, caso as regras para o desconto de faltas no benefício não mudem.
Outra dúvida comum é sobre a situação de quem trabalhou em várias escolas durante o ano passado. A resposta da secretaria é que todas as horas trabalhadas serão levadas em consideração no cálculo do bônus.
Para o professor que tem a posse do cargo em uma cidade do Estado e leciona em outra, o bônus será referente ao resultado do Idesp da escola em que ele efetivamente atua. No caso dos professores que dão aulas nos centros de ensino estaduais da secretaria, que não têm os seus nomes relacionados na lista do Idesp, eles terão o bônus calculado com base na média da diretoria de ensino da região.
Além disso, os professores temporários vão receber o benefício, mas os que trabalham como professores eventuais não vão receber o bônus. Segundo a Educação, o motivo é o fato de os funcionários não pertencerem ao quadro de funcionários do Estado. Para calcular o bônus, o professor deve levar em consideração quanto a sua escola melhorou em relação à meta do Idesp e também as suas faltas em 2008.
Premiação a quem caiu gera polêmica
O pagamento do bônus da Educação aos servidores das escolas que caíram na avaliação é polêmico. Para o pesquisador do Ibmec SP e da USP Naércio Menezes Filho, a Secretaria de Estado da Educação deveria dar o bônus apenas aos servidores das instituições que avançaram, pois "há espaço para todas as escolas melhorarem".
Já o presidente da Udemo (sindicato dos diretores das escolas estaduais), Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto, afirma ser "um absurdo" não fazer o pagamento às escolas que tiveram um desempenho abaixo da meta, pois essas unidades que caíram "já estavam em um patamar muito alto".
Docente há 30 anos da melhor escola da capital de 5ª a 8ª, Sonia Maria Fernandes Nunes da Silva, 62, afirmou ter ficado "revoltada" ao saber que não receberia o bônus. "Estamos em uma escola considerada de excelência e não vamos receber um centavo. Nós estamos sem motivação para trabalhar."

SP: atraso em cálculo adiou anúncio de bônus da educação de SP

O anúncio do bônus para os 270 mil servidores da educação do Estado de São Paulo foi adiado por atraso no cálculo dos valores
Clipping Educacional - UOL Educação (23.03.2009)
Esta foi a informação prestada pela assessoria de imprensa da Secretaria da Educação. A divulgação estava prevista para a manhã desta segunda (23), e uma entrevista coletiva com a secretária, Maria Helena Guimarães, foi desmarcada.Para finalizar o cálculo, estão sendo contabilzadas (e, se necessário, descontadas) as faltas dos docentes durante o ano letivo. Ainda segundo a assessoria de imprensa, o desconto no bônus será proporcional ao número de faltas. Se o professor teve 20 faltas, ou seja, 10% da quantidade de dias letivos, seu bônus receberá um desconto de 10%.Não há nova data definida para a divulgação do benefício. O pagamento bônus se mantém no dia 31 de março. Segundo a pasta, os professores terão a discriminação dos valores quando receberem o contracheque, emitido pela secretaria da Fazenda.
Na quarta-feira (18), a secretária da Educação divulgou os dados do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo), que serve de parâmetro para quanto o professor deverá receber de gratificação.

SP: governo muda política de bônus a professor

Fábio Takahashi e Cati Seabra
Docentes e funcionários de escolas com bons indicadores, mas que tiveram queda no último ano também receberão bonificação
Clipping Educacional - Folha de São Paulo (24.03.2009)
Ainda não estão definidos critérios para pagamento nem valores; pela regra atual, só colégios com melhoria nos índices teriam o benefício.
O governo de São Paulo decidiu dar bonificação para professores e funcionários de escolas com bons indicadores de qualidade, mas que tiveram queda no último ano. Pelas regras atuais do benefício, esses servidores não receberiam nada, pois a exigência era que houvesse melhoria.
Vários jornais tinham informado na semana passada que professores de sete das 60 melhores escolas da capital não ganhariam o bônus, uma vez que caíram entre 2007 e 2008 no Idesp. Apesar da queda, elas seguem no topo do ranking.
Nessa situação, por exemplo, está a Professor Ennio Voss (no Brooklin, zona sul), que teve a nota mais alta de 2008 no ciclo de 5ª a 8ª séries.
No entanto, em reunião feita anteontem, o governo José Serra (PSDB) avaliou que escolas com bons resultados devem receber algum benefício, mesmo que tenham caído no índice.
Ainda não estão definidos os critérios para o pagamento nem os valores. Uma das "tops" da capital, por exemplo, caiu mais de 10% em um ano.
A Secretaria da Fazenda ficou encarregada de elaborar simulações para a criação de um modelo que contemple essas escolas sem contrariar a essência da lei, que busca estimular melhorias na rede.
Os valores pagos às escolas que caíram no indicador deverão ser menores do que para aquelas que atingiram as metas preestabelecidas.
Fontes do governo fazem questão de frisar que a concessão do benefício para esses servidores não representa mudanças na legislação.

Nova posição
No ano passado, a Secretaria da Educação estabeleceu metas de melhoria para cada escola, com base no Idesp. Se a unidade atingir o patamar, professores e funcionários ganharão 2,4 salários adicionais -ou 2,9 salários, caso passe o objetivo.
A ideia era que todas as unidades da rede melhorassem. Por isso, num primeiro momento, a pasta defendeu que escolas que recuaram não deveriam ganhar nada -mesmo que estivessem no topo.
Anteontem, porém, em reunião com diversos secretários, ficou decidido que servidores de escolas com bons indicadores deverão receber um bônus.
O impasse fez com que a divulgação dos resultados do programa fosse adiada -estava programada para anteontem, mas foi cancelada um dia antes. Oficialmente, a Secretaria da Educação afirmou que não houve tempo para tabulação de todos os dados.
O pagamento às escolas que caíram é polêmico. Para o pesquisador do Ibmec SP e da USP Naércio Menezes Filho, deveria ser dado bônus apenas àquelas que avançaram, pois "há espaço para todas as escolas melhorarem".
Já o presidente da Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo), Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto, afirma ser "um absurdo" não fazer o pagamento, pois essas unidades que caíram "já estavam em um patamar muito alto".
Docente da melhor escola da capital de 5ª a 8ª, Sonia Maria Fernandes Nunes da Silva, 62, afirmou ter ficado "revoltada" ao saber que não receberia o bônus. "Estamos em uma escola considerada de excelência e não vamos receber um centavo. Nós, professores, estamos sem motivação para trabalhar." Ela dá aulas na unidade há 30 anos.
Frase
"Estamos em uma escola considerada de excelência e não vamos receber um centavo. Nós, professores, estamos sem motivação para trabalhar" afirmou a professora Sonia Maria Fernandes Nunes da Silva, docente, há 30 anos, da melhor escola da capital de 5ª a 8ª, a Professor Ennio VossLeia ofício encaminhado pela UDEMO a secretária da educação e ao Governador José Serra.

Escolas com alto índice de IDESP que não conseguiram evoluir não podem deixar de receber o Bônus! Licença Prêmio não pode ser computada como falta.
Não faz o menor sentido deixar de pagar o Bônus às escolas que apresentavam, em 2007, um elevado índice de IDESP, como foi o caso de várias, entre as quais, a Prof. Ennio Voss, com índice 4,13, comparativamente, muito superior à maior parte das outras unidades escolares avaliadas.
Em primeiro lugar, independentemente da perspectiva de qualquer reconhecimento, essas unidades já vinham trabalhando no sentido de elevar o nível de ensino, o que é por si só meritório e merecedor de Bônus máximo.
Em segundo lugar, o fato de essas escolas não terem reconhecimento de seus méritos poderá levar seus profissionais a perderem o entusiasmo que os está movendo na busca de uma escola de qualidade, o que será péssimo para o produto pedagógico da unidade.
Em terceiro lugar, os critérios para o pagamento do Bônus devem levar em consideração alguns tropeços de unidades escolares que já apresentavam um bom IDESP. Não há a mínima lógica, em premiar-se uma escola que elevou seu IDESP de 1,00 para 1,40 e excluir aquela que apresentava um resultado três vezes superior. Isso seria uma clara injustiça, e altamente deseducativo.
Também, repudiamos por ilegal, a inclusão da Licença Prêmio no computo da assiduidade ou freqüência de professores e especialistas uma vez que, esse instituto, constitui efetivo exercício para todos os fins. Portanto, o artigo da Lei quer instituiu o Bônus/Resultado que restringe a Licença Prêmio é absolutamente inconstitucional e vamos questioná-lo na Justiça.
É por essas e outras que achamos uma temeridade a criação dessas gratificações antes da compatibilização dos salários do magistério.
No momento em que os profissionais da rede pública estadual receberem um salário compatível com suas necessidades, o pagamento de prêmio para aqueles que busquem melhorar seu desempenho e o de sua escola não produzirá tanta polêmica e indignação no magistério como agora.
Udemo Central

SP: Aluno leva revólver à sala de aula e cria dilema em colégio

Laura Capriglione
Caso ocorreu na Escola Nossa Senhora das Graças, no bairro do Jabaquara (SP), um tradicional estabelecimento de ensino da classe média alta
Clipping Educacional - Folha de São Paulo (24.03.2009)
A arma calibre 38 pertencia ao pai do estudante e estava escondida em um armário e a própria família do garoto comunicou o fato à escola. Grupo de pais de alunos cobra expulsão do garoto.
Com um revólver Rossi calibre 38 na mochila, o estudante de 14 anos entrou na Escola Nossa Senhora das Graças, apelido "Gracinha", 1.100 alunos oriundos de 900 famílias de classe média alta paulistana, mensalidades da ordem de R$ 1.600. Reservadamente, o adolescente retirou o artefato da bolsa e exibiu-o para cinco colegas. Também mostrou munição -de uma arma calibre 32.
O caso aconteceu no dia 13 de março. De lá para cá, a escola partiu-se em dois. Um grupo, ainda impactado pelas 16 mortes, apenas dois dias antes, em massacre provocado por um estudante na cidade de Winnenden, Alemanha, exige a imediata expulsão do adolescente. Outra parte quer fazer do fato uma oportunidade para debater a violência e a paz.
O revólver calibre 38 que entrou na escola brasileira pertencia ao pai do estudante. Tratava-se de uma arma legal, registrada na Polícia Civil de Mato Grosso. Estava escondida em um armário. O menino encontrou-a porque estava atrás de um cabo de computador, que os pais haviam retirado da máquina. Indo atrás do cabo, o rapaz encontrou o revólver.
Familiares, amigos e professores garantem que o menino não ameaçou ninguém com a arma. "É grave o que ele fez, mas não incluiu ameaça, e, sim, exibição", diz uma mãe.
Quem tomou a iniciativa de denunciar o ocorrido foram os próprios pais do adolescente. Informados da traquinagem do garoto por outro pai, que soube da história pelo filho (um dos que viram a exibição da arma), eles correram para a escola.
Na segunda-feira da semana passada, bem cedinho, a família estava toda lá: pai, mãe e aluno. Procuraram o diretor da escola, professor Eduardo Roberto da Silva, 58, e a coordenadora pedagógico-educacional, Maria Stella Scavazzi, 64.
A escola suspendeu o menino imediatamente (ele ficará em casa até que se tome uma decisão sobre sua permanência ou não no corpo discente). Também incumbiu-o de realizar um trabalho com o tema "Cultura e Educação para a Paz".
O pai deu-se outras tarefas. "Domingo, mostrei ao meu filho as estatísticas de mortes por acidentes com armas de fogo [54% dos quais envolvem crianças de zero a 14 anos, com duas mortes por dia]." Na segunda passada, toda a família foi à sede da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, entregar a arma e a munição.
"A gente nunca havia conversado com o X. sobre como ele deveria se comportar em relação ao revólver. Era como se essa arma, que estava guardada, nem existisse em nossa casa. Ela não fazia parte das nossas vidas", disse a mãe à Folha.
"Eles tinham uma arma e nunca prestaram atenção ao imenso potencial destrutivo disso? E se tivesse morrido uma criança?", atacou um pai, desejoso da expulsão do aluno.
Favorável à permanência do estudante, uma mãe respondeu: "Eu tenho garrafas de bebidas alcoólicas, canivete e até uma espada ninja decorativa. Para mim, o que aconteceu na escola -com essa arma- foi um alerta. É tanta coisa que a gente não presta atenção".
"Tá bom, mas será que eu vou ter coragem de deixar o meu filho ir a uma festa de aniversário em que esse garoto esteja?", perguntava-se, pragmática, outra mãe, chocada com a descoberta de que "não é só na periferia que alunos podem vir a ter contato com revólveres e outras armas".
Pelo fato de seu filho ter andado com a arma, levado-a à escola, exibido-a, o pai do adolescente poderá ser acusado de negligência, com pena alternativa de prestação de trabalhos comunitários. Essa é a parte menos importante para a família: "Tudo foi tratado às claras. A permanência dele na escola vai provar que o caminho da verdade, por mais doloroso e difícil que seja, é o mais correto. Isso é o que quero ensinar a meu filho", diz o pai.
Frases
"Será que eu vou ter coragem de deixar o meu filho ir a uma festa de aniversário em que esse garoto esteja?" (mãe de aluno do Gracinha)
"A permanência dele na escola vai provar que o caminho da verdade, por mais doloroso (...), é o mais correto" (pai do garoto)
fonte:http://e-educador.com

Especialistas cobram responsabilidade do Estado com a educação


Ivaldo Cavalcante
Educação não deve ser questão de solidariedade, e sim política pública
Clipping Educacional - Agência Câmara (24.03.2009)
A necessidade de o Estado se responsabilizar pela alfabetização e educação de jovens e adultos foi salientada pelos participantes de um seminário internacional sobre o assunto realizado, nesta terça-feira, na Câmara. Os debatedores também defenderam a tese de que como o ensino é um direito básico, e não um serviço ou um privilégio, ele precisa ser assegurado pelo Estado aos cidadãos de qualquer idade.
De acordo com o relator especial para o direito à educação da Organização das Nações Unidas (ONU), Vernor Muñoz, o ensino "é mais que uma ferramenta, é um direito humano". Ele destacou que, na América Latina, as sociedades "negam esse direito aos encarcerados porque lhes negam o status de seres humanos". "Pelo fato de ser um bem comum, a educação não pode ser negada a ninguém", enfatizou.

Política pública
O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (MEC), André Luiz Figueiredo Lázaro, destacou que "a alfabetização não pode ser tratada como uma questão de solidariedade". Para o representante do MEC, o ensino de jovens e adultos deve ser uma "política pública e responsabilidade governamental".
Segundo ele, trata-se de "um desafio de longa duração". "Não é um tiro de 100 metros, mas uma caminhada longa; é preciso se preparar para uma maratona", comparou.
O representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Vincent Defourny, avaliou que há políticas públicas fracas para o setor no continente. Apesar disso, ele destacou que, no Brasil, a inclusão do ensino de jovens e adultos no Fundeb garante o reconhecimento da importância dessa modalidade e o seu financiamento.

Desvinculação
André Lázaro, do MEC, lembrou que o Executivo está encaminhando ao Congresso uma proposta de emenda constitucional (PEC) para excluir a educação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) e estabelecer a obrigatoriedade do ensino dos quatro aos 17 anos. De acordo com ele, isso mostra a postura do atual governo de reconhecer a responsabilidade pública com o setor.
O representante do MEC disse que a educação continuada em países desenvolvidos inclui a pós-graduação, os cursos de especialização e outras modalidades de certificação do conhecimento, enquanto "na América Latina, com a honrosa exceção da Argentina, o ensino ao longo da vida ainda significa educação fundamental". Segundo ele, a educação de jovens e adultos no continente destina-se, principalmente, a quem não teve acesso ao ensino fundamental na idade esperada.
Por isso, o secretário afirmou que os representantes dos países latino-americanos devem trabalhar para que as suas prioridades tenham espaço na 6ª Conferência Internacional da Unesco sobre Educação de Adultos (Confitea), a ser realizada em Belém (PA), em maio.

Turmas
Atualmente, o Programa Brasil Alfabetizado, mantido pelo governo federal em parceria com entidades da sociedade civil, tem 71 mil turmas em funcionamento em todo o País. De acordo com o secretário André Lázaro, é impossível controlar o que ocorre em todas elas, e por isso a participação de estados e municípios é essencial. "A linha do programa é exatamente o diálogo com as realidades locais, com a cultura local", ressaltou.
Os participantes do seminário acompanharam relatos sobre experiências de ensino para mulheres indígenas no Peru e sobre o projeto de educação em saúde de Curitiba, compartilhado com Moçambique. Além disso, foi feito um relato histórico sobre as iniciativas brasileiras no setor, como as experiências de Paulo Freire com a educação popular.
fonte:http://e-educador.com

Resultado do ENCCEJA. Ninguém consegue acessar.

O resultado do ENCCEja 2008 já saiu, mas até o momento parece que todo mundo está tendo problems em conhecer os mesmos
As provas do ENCCEJA aconteram em dezembro. A princìpio o prazo que eles deram para a divulgação do resultado foi a segunda quinzena de fevereiro, e não divulgaram nada, deixando as pessoas que fizeram as provas e contavam com os Certificados de Conclusão do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio sem possibilidade de continuar seus estudos, visto que as matrículas em escolas e faculdades já estão encerradas a esta altura do ano.Depois, prometeram o resultado para o dia 16 de março. No site do INEP há hum banner dizendo "Resultados ENCCEJA 2008", mas desde de ontem, ao se clicar no link do banner, que deveria levar ao resultado, dá erro. Portanto, hoje, dia 17 de março, os estudantes que prestaram a prova ainda não conseguiram ver os resultados. Os comentários aqui mesmo no Blog, deixam clara a indignação justificada de todos os candidatos. Mesmo que não dê mais tempo para os que contavam com o Certificado para realizar a matrícula em escolas e faculdades, ainda há os que precisam do Certificado para assuntos de trabalho. Essa demora pode fazer com que muita gente perca oportunidades de emprego.O Cidadão comum está cada vez mais descrente da responsabilidade e do comprometimento do Setor que deveria ser responsável pela Educação em nosso país.O INEP deveria ao menos publicar uma explicação ou uma justificativa do porquê tanta dificuldade em divulgar este resultado. já houve tempo suficiente para a correção das provas. Divulguem esse resultado de uma vez.

terça-feira, 24 de março de 2009

Professor pode ver o valor do bônus na internet

Bruno Saia
Clipping Educacional - do Agora
Os servidores da Secretaria de Estado da Educação que terão direito a receber o bônus por desempenho poderão conferir nos próximos dias qual será o valor da bonificação. Há cerca de 300 mil servidores da Educação.
Os valores estarão disponíveis antes do dia 31, quando, de acordo com a Educação, todos os servidores estarão com a grana em suas contas.
Para conferir quanto irá receber, o servidor deve acessar o site da Secretaria Estadual da Fazenda (http://www.fazenda.sp.gov.br/). O trabalhador precisa ter em mãos o número do registro no sistema do Estado, que está disponível nos holerites recebidos nos meses anteriores.
De acordo com a Fazenda, não há previsão para a publicação dos valores no site.
Além dos valores do bônus, os servidores podem consultar, na página da internet, um histórico com as informações sobre os seus pagamentos recebidos do Estado.
A Secretaria de Estado da Educação havia programado para ontem a divulgação de quantos servidores teriam direito a receber o bônus, mas o anúncio foi adiado, ainda sem uma data específica.
Confira o valor
No caso de o servidor não concordar com o valor do bônus que irá receber, ele poderá registrar uma reclamação junto à direção de sua escola.
Nesse caso, a própria direção deverá checar, com o número de faltas do servidor, qual deve ser o valor do bônus a ser recebido. Se alguma diferença no valor do bônus for constatada, a escola deve notificar a diretoria de ensino correspondente para que a situação seja resolvida.
Se o servidor ainda não estiver satisfeito com o valor recebido no bônus, ele pode procurar a Justiça Estadual, com um advogado, e exigir a revisão do pagamento. A orientação é do Apeoesp (sindicato dos professores).
Para entrar em contato com o sindicato, o servidor pode acessar o site http://www.apeoesp.org.br/.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Secretaria de Educação adia anúncio sobre bônus para docentes de SP

Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo adiou o anúncio sobre o pagamento do bônus por desempenho para os professores e servidores da rede pública, previsto para ocorrer na manhã desta segunda-feira (23). Ainda não foi definida uma nova data para a divulgação, mas, segundo a secretaria, o bônus será pago até o dia 31 de março. O motivo do adiamento não foi informado. Na quarta-feira (18), a secretaria divulgou o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) por ciclo e por escolas. A concessão do bônus está vinculada ao resultado no Idesp.
Funciona assim: o indicador varia numa escala de 0 a 10 e cada escola recebe uma meta de acordo com o seu perfil. Se essa meta é atingida em 100%, os professores e funcionários recebem 20% a mais do seu salário atual. Esse percentual diminui de acordo com o quanto foi atingido da meta. A secretaria também promete divulgar em abril o resultado dos dados que formam o indicador.

Bônus da Educação será depositado no dia 31

Carolina Rangel e Bruno Saia
Clipping Educacional - do Agora
O governo do Estado de São Paulo irá pagar o bônus da Educação no próximo dia 31. O pagamento será feito por meio de folha suplementar, com crédito direto na conta do servidor, segundo informou ao Agora a Secretaria Estadual da Educação.
O número de funcionários que receberão o bônus e o valor médio deverão ser divulgados nesta semana pela Secretaria do Estado da Educação. A divulgação, marcada para hoje, foi cancelada. A secretaria não informou os motivos. Cerca de 300 mil servidores da pasta podem ser beneficiados.
O bônus será pago de acordo com a evolução da escola em que o funcionário trabalha no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) de 2008 em relação ao resultado de 2007 e também com o número de faltas de cada servidor. Para saber a nota da escola no Idesp, é preciso acessar o site http://idesp.edunet.sp.gov.br/.
Se a escola conseguiu alcançar a meta estabelecida pelo governo, seus funcionários terão o bônus integral, de 2,4 salários. Se a escola apenas melhorou em relação a 2007, mas não alcançou a meta, o bônus será pago de acordo com a sua evolução.
Já se a escola superou a meta do governo, o bônus máximo para os servidores será de 2,9 salários. Para a conta, será considerada a remuneração integral dos funcionários - incluindo as gratificações que são pagas no mês.
Os professores da rede pública estadual que dão aulas em mais de um ciclo de ensino irão receber o bônus proporcional à carga horária que foi dedicada a cada ciclo. A regra vale para quem leciona em mais de um ciclo de ensino, seja na mesma escola ou em escolas diferentes. Nesses casos, o professor terá direito ao bônus mesmo que apenas um dos ciclos tenha melhorado na nota do Idesp em relação a 2007. O valor também será proporcional às faltas.
No caso dos professores que dão aulas para mais de um ciclo de ensino na mesma escola, o bônus será proporcional ao tempo em que ele trabalhou em cada ciclo e, consequentemente, ao salário recebido para cada função.
Mesmo que apenas um dos ciclos tenha apresentado evolução no resultado do Idesp, o professor vai receber o bônus proporcional ao número de aulas dedicadas a esse ciclo.
A regra também vale para quem trabalha em escolas diferentes. O servidor deve fazer o cálculo do bônus para cada uma, e a soma dos resultados será o quanto ele poderá receber, considerando o número de faltas.

domingo, 22 de março de 2009

Idesp: 7 "escolas-modelo" pioram desempenho e se afastam da meta

Fábio Takahashi
Nenhuma das mais de 5.000 escolas estaduais de SP teve índice de país desenvolvido esperado pelo governo para o ano de 2030
Clipping Educacional - Folha de S. Paulo (21.03.2009)
Gestão Serra diz que fará um estudo com as escolas que recuaram para definir o motivo e implementar ações para reverter a queda
As sete escolas que haviam atingido em 2007 a meta de qualidade estipulada pelo governo de São Paulo para 2030 pioraram o desempenho no ano passado. Com isso, nenhuma das mais de 5.000 unidades da rede estadual atingiu a meta para 2030 no último Idesp, índice divulgado pelo governo José Serra (PSDB) nesta semana.
Criado em 2007, o Idesp contabiliza a nota dos alunos em português e matemática, além de dados de evasão e reprovação. O patamar esperado para 2030 - nota 5 para o ensino médio; 6 para 5ª a 8ª séries e 7 para 1ª a 4ª séries, em uma escala de 0 a 10- considera a média atual de países desenvolvidos, como a Finlândia, em exames internacionais.
As sete escolas que deixaram de atingir a meta ficam fora da capital. Entre as da capital, a que ficou mais próxima do patamar é a Professora Blanca Zwicker Simões, de 1ª a 4ª. A unidade tirou 6,37.Segundo levantamento realizado pelo jornal Agora SP, apenas 16 escolas da capital alcançaram média igual ou maior do que cinco. Ou seja, menos de 1% dos 1.668 ciclos avaliados tiraram nota azul.
A Secretaria da Educação afirmou que não espera que os colégios estejam hoje com um patamar de 2030. Se isso ocorresse, diz a pasta, significaria que o objetivo final não é ambicioso. Durante a apresentação do Idesp 2008, na última quarta, a secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, afirmou que os resultados eram "muito positivos".
Ela comemorou principalmente o desempenho do ensino médio, que subiu 38% (mas partia de um patamar baixo).
Nas demais etapas, em que houve estagnação da média da rede, ela destacou como positivo o fato de mais da metade das escolas terem avançado no indicador (as outras ficaram estagnadas ou recuaram). A Secretaria da Educação afirmou que fará um estudo com as escolas que recuaram para definir o motivo e implementar ações para reverter a queda.
A pesquisadora de educação da Unicamp Maria Marcia Sigrist Malavasi vê uma situação crítica na rede estadual. "As ações que o governo do Estado adotou não tiveram impacto. Andando pelas escolas públicas, pesquisando, trabalhando com professores, temos visto que os adolescentes não sabem o que deveriam." Para ela, deveriam ser disseminadas na rede as escolas de tempo integral, junto a uma melhor formação dos professores.
O Idesp será o principal instrumento para definir o pagamento de bônus por desempenho aos servidores da rede. Unidades que estagnaram ou recuaram não receberão nada.

Índice no fundamental avançou pouco em SP

Na semana passada o governo de São Paulo divulgou o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp)
Clipping Educacional - O Estado de São Paulo (22.03.2009)
Este índice procura mostrar a evolução dos alunos da rede estadual. Os dados revelaram que o ensino fundamental público avançou pouco no último ano. O índice cresceu 3% entre 2007 e 2008 e, com isso, a nota média geral não chegou a 4, numa escala que varia de 0 a 10.
Para a educadora da USP Silvia Colello, o pouco avanço do fundamental mostra que o nível chegou a uma situação-limite. "Para se obter resultados melhores nos anos iniciais, são necessárias mudanças mais aprofundadas, como na carreira e capacitação dos professores."
Recentemente, o governo iniciou o programa Ler e Escrever na fase de alfabetização das crianças. Uma das ações foi a inclusão de estagiário nas classes de 1º ano para ajudar o professor.Para o especialista da USP Ocimar Munhoz, o Idesp mostra que o programa ainda não atingiu os resultados esperados.
Existe um índice para cada ciclo de ensino. No ano passado, cada escola teve uma meta estabelecida - com base na sua nota do Idesp de 2007 - para ser alcançada. A maioria das cerca de 5 mil escolas (71,4%) chegou à meta em pelo menos um dos ciclos - nas turmas de 1ª a 4ª série, de 5ª a 8ª série e ensino médio.
O cálculo leva em conta o desempenho dos estudantes numa prova feita pelo governo, o Saresp, e a quantidade de alunos na série correta para a idade. O Idesp foi divulgado pela primeira vez no ano passado. O governo distribuirá bônus para professores e funcionários de acordo com o sucesso em cumprir tais metas. Os resultados do bônus serão divulgados amanhã pela secretaria.

Para a Apeoesp bônus faz com que docente queira sair de escola com Idesp ruim

Fernanda Calgaro
Professores que dão aulas em escolas que não alcançaram a meta de desempenho estipuladapela SEESP vão querer trabalhar em outro local para garantir bônus segundo a Apeoesp
Clipping Educacional - G1 (19.03.2009)
Isso porque a concessão do bônus está vinculada ao resultado no Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp). Funciona assim: o indicador varia numa escala de 0 a 10 e cada escola recebe uma meta de acordo com o seu perfil. Se essa meta é atingida em 100%, os professores e funcionários recebem 20% a mais do seu salário atual. Esse percentual diminui de acordo com o quanto foi atingido da meta. Os resultados do Idesp foram divulgados na quarta-feira (18) pela secretaria."Em vez de ter um caráter positivo, o índice tem um caráter punitivo e não de revisão de política educacional. Quando a secretaria pune, ela discrimina a escola e o aluno. E o professor não é bobo, ele vai sair de lá. Ele não vai querer ficar numa escola sem nenhuma condição de trabalhar _tem 20% das escolas em que não é possível trabalhar. Eles vão procurar que têm condições melhores para poder ter um índice maior e poder garantir o seu bônus", afirma Maria Izabel Noronha, presidente da entidade.
'Tiro no pé'
“A secretária [de Educação] vai dar um tiro no pé, porque a qualidade de ensino deve ser buscada para todos, indistintamente, então, a secretaria tem que pensar, entre outros fatores, na carreira do professor, que precisa ter incentivos. Desta forma, na minha avaliação, vai acentuar a desigualdade e não vai garantir a qualidade do ensino.” Segundo Maria Izabel, a baixa condição de trabalho e os baixos salários são uma resposta aos resultados da avaliação aplicada pela secretaria no ano passado aos professores. “A secretaria diz que muitos professores tiraram nota zero [na avaliação], mas essa é uma explicação a essa falta de incentivos.” A presidente do sindicato afirma ainda que muitas escolas com desempenho baixo, mas que alcançaram a meta, irão receber o bônus, enquanto outras com desempenho melhor, mas que não conseguiram atingir a meta, ficarão sem a bonificação.” "O grande problema dessa política de bônus é que, se se detectou que está mais frágil o problema educacional numa determina escola, é aí que tem que centrar mais esforços e dar um tempo para resolver e atingir a meta.” O índice por escola pode ser consultado no site da secretaria Procurada, a Secretaria Estadual de Educação limitou-se a dizer, por meio de sua assessoria de imprensa, que informará como o bônus será pago e esclarecerá demais dúvidas somente na semana que vem. A previsão é que professores e funcionários recebam o bônus já no final deste mês. A secretaria também promete divulgar em abril o resultado dos dados que formam o indicador.
fonte:http://e-educador.com

"Jeografya vrazileña" ¡Buena la caipiriña!

O Governador Serra e a Secretária da Educação de São Paulo conseguiram tornar internacional o noticiário sobre a educação paulista
Clipping Educacional - La Nación (18.03.2009)
Vejam o que publicou o periódico La Nacion de Santiago do Chile:Más que fe de erratas, la Secretaría de Educación del estado de Sao Paulo, Brasil, debería enviar una "fe de horrores" para aclarar los groseros errores contenidos en un texto escolar, distribuido en forma gratuita en la red pública de colegios paulistas. Los autores del libro - destinados a alumnos de 12 y 13 años- decidieron rehacer la labor de Simón Bolivar y, simplemente, renovar los actuales límites de Sudamérica. Así, decidieron realizar un enroque entre Uruguay y Paraguay quedando este último con salida al Atlántico. Además, crearon un segundo Paraguay y lo instalaron en la parte sur de Bolivia, país que se redujo notoriamente y que, lamentablemente, ni siquiera en este entuerto le tocó alguna playita. Peor le fue a Ecuador que de un plumazo fue eliminado del mapa al igual que una parte de Colombia.
El periódico Folha de Sao Paulo informó que la Secretaría de Educación no cambiará el libro -también con numerosos errores de ortografía-, pues ya orientaron a los profesores para que expliquen las correcciones a sus alumnos.
La confección del texto estuvo a cargo de la Fundación Vanzolini, que se defendió señalando que el material fue elaborado por profesores de geografía propuestos por las autoridades educacionales de Sao Paulo. ¡Buena la caipiriña!

sábado, 21 de março de 2009

Média pode ser base do benefício

Bruno Saia
Clipping Educacional - do Agora
Se a escola em que o servidor trabalha não tiver sido avaliada no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) de 2007, o bônus dos servidores desta escola serão calculados sobre a média da diretoria de ensino em que a escola estiver localizada. As escolas que não existiam quando a avaliação foi realizada podem ter ficado sem a nota do Idesp de 2007.
Além disso, se o ciclo de ensino no qual o professor leciona tiver sido criado após a aplicação da prova de 2007 e, por isso, não tiver a nota em 2008, o bônus pago para o professor será, em média, a nota do Idesp da escola.
Nesses casos, ao consultar a sua nota no site idesp.edunet.sp.gov.br, o servidor irá encontrar o espaço onde estaria o resultado, em branco.
No site, também é possível consultar qual é a meta de sua escola para o ano que vem.
No endereço, é preciso clicar no link "Boletim da Escola". O servidor deve digitar o nome de sua escola ou encontrá-la por meio do nome de sua coordenadoria, diretoria ou município.

Veja como é o bônus para professor de 2 escolas

Bruno Saia
Clipping Educacional - do Agora
Os professores da rede pública estadual que dão aulas em mais de um ciclo de ensino irão receber o bônus proporcional à carga horária que foi dedicada a cada ciclo. A regra vale para quem leciona em mais de um ciclo de ensino, seja na mesma escola ou em escolas diferentes.
Nesses casos, o professor terá direito ao bônus mesmo que apenas um dos ciclos tenha melhorado na nota do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) em relação a 2007. O valor também será proporcional às faltas.
No caso dos professores que dão aulas para mais de um ciclo de ensino na mesma escola, o bônus será proporcional ao tempo em que ele trabalhou em cada ciclo e, consequentemente, ao salário recebido para cada função.
Mesmo que apenas um dos ciclos tenha apresentado evolução no resultado do Idesp, o professor vai receber o bônus proporcional ao número de aulas dedicadas a esse ciclo.
A regra também vale para quem trabalha em escolas diferentes. Nesse caso, os servidores também vão receber o bônus relativo à carga horária e ao salário recebido em cada uma delas. O servidor deve fazer o cálculo do bônus para cada escola, e a soma dos resultados será o quanto ele terá direito a receber, sempre de acordo com o seu número de faltas.
ResultadosNesta segunda-feira, a Secretaria de Estado da Educação anuncia quantos dos 300 mil servidores da pasta vão receber o bônus e quais os valores médios dos benefícios.
De acordo com a secretaria, a grana estará disponível na conta dos servidores até o final do mês e será paga por meio de folha suplementar.
O bônus para os servidores será pago de acordo com a evolução da escola em que o funcionário trabalha no Idesp de 2008 em relação ao resultado de 2007 e também com o número de faltas de cada servidor. Para saber a nota da escola no Idesp, é preciso acessar o site idesp.edunet.sp.gov.br.
Se a escola conseguiu alcançar a meta estabelecida pelo governo, seus funcionários terão o bônus integral, de 2,4 salários. Se a escola apenas melhorou em relação a 2007, mas não alcançou a meta, o bônus será pago de acordo com a sua evolução. Já se a escola superou a meta do governo, o bônus máximo para os servidores será de 2,9 salários. Para a conta, será considerada a remuneração integral dos funcionários -incluindo as gratificações que são pagas no mês.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Professores de 7 das 60 melhores escolas não vão receber bônus

Fábio Takahasi / Juliana Coissi e Evandro Spinelli
Clipping Educacional - Folha de São Paulo (20.03.2009)
Apesar de estarem entre as 60 melhores escolas da rede estadual na capital, em sete delas os professores não receberão bônus por desempenho ou terão a gratificação reduzida
São os casos dos das escolas que apresentaram recuo colégios recuaram no Idesp.
Nessa situação, por exemplo, está a Professor Ennio Voss (no Brooklin, zona sul), que teve a nota mais alta de 5ª a 8ª série.
A Secretaria da Educação estabeleceu metas de melhoria para cada escola, com base no Idesp (índice que considera a nota dos estudantes em português, matemática e dados de evasão e reprovação).
Se a unidade atingir o patamar, professores e funcionários da ganharão 2,4 salários adicionais -ou 2,9 salários, caso a unidade passe o objetivo.
Devido a essa metodologia, professores de seis escolas de 5ª a 8ª na capital e uma de ensino médio, apesar de estarem entre as primeiras posições do ranking, não receberão o benefício, pois tiveram Idesp 2008 menor que o de 2007 (a reportagem analisou as 20 melhores escolas de 1ª a 4ª, 5ª a 8ª e ensino médio da capital).
A assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do governo José Serra (PSDB) informou ontem que qualquer unidade que recuou ou estagnou no indicador não receberá o benefício. O objetivo do bônus, diz a pasta, é que todas as unidades melhorem, mesmo as que já estavam melhores que as outras. O governo afirma ainda que, por estarem com indicadores altos, o avanço esperado nestas unidades é menor.
Na escola Professor Ennio Voss, o Idesp 2007 foi de 4,33, numa escala de 0 a 10. No ano seguinte, recuou para 4,13, com uma meta de 4,4. A reportagem não conseguiu contato com a direção da unidade.
No mesmo caso se coloca a EE Eugênio Franco, de São Carlos que conquistou pela segunda vez a melhor nota do Estado na 4ª série no Idesp. Apesar disso, a escola não atingiu a meta estabelecida para ela e, por isso, os professores não ganharão bônus.
A Eugênio Franco obteve índice 6,69, abaixo da meta projetada para o ano passado, de 6,93, numa escala de 0 a 10.
Construído na região central de São Carlos, o prédio que completa cem anos em 2010 é tombado pelo Estado e foi um dos escolhidos para passar por restauro, entre as escolas de São Paulo.
Tradição e história é uma tônica da EE Eugênio Franco, como mostra a trajetória da aluna Maria Eduarda Maya, 10, da 4ª série. A garota pertence à quarta geração da família a passar pela escola. "Meus pais e meus avós estudaram aqui. Fiz questão de colocá-la, porque sempre foi uma boa escola", afirmou Neusa Maria Maya, 49, comerciante.
Outro ponto forte da escola encontra-se no grupo experiente de professores. "A maioria está na escola desde 1996", disse a vice-diretora, Cleyde das Graças de Conti.
Dos seis professores de 4ª série, cinco são formados em pedagogia e um tem mestrado. Os alunos têm aulas de arte e informática e contam com cantinhos de leitura nas salas. "Se acabam a lição, podem pegar um livro para ler", disse a professora Cleide Machado, há 12 anos na escola.
O perfil do aluno é de pertencer à classe média, ser filho de funcionários do comércio ou da indústria. Cerca de 30% são de famílias carentes.
Absurdo
"Não pagar bônus para professores das melhores escolas é um absurdo, porque elas já estavam em um patamar muito alto", disse o presidente da Udemo (sindicato dos diretores das escolas estaduais), Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto.
Já para o pesquisador da USP e Ibmec SP, Naércio Menezes Filho, a metodologia está correta. "Há espaço para todas as escolas melhorarem. Não seria justo pagar para uma que não avançou nada."
A Secretaria de Estado da Educação afirmou que vai estudar o motivo pelo qual essas melhores escolas perderam rendimento.
Caso o professor trabalhe apenas na etapa de uma unidade que não atingiu a meta, ele não receberá nenhuma bonificação. Caso trabalhe em outra que tenha atingido o objetivo, o pagamento será proporcional.

Escolas que lideram ranking de notas podem ficar sem benefício

Clipping Educacional - Folha de S.Paulo
Apesar de estarem entre as 60 melhores escolas da rede estadual na capital, professores de sete destas unidades não receberão bônus por desempenho, ou terão a gratificação reduzida, pois os colégios recuaram no indicador de qualidade.
Nessa situação, por exemplo, está a Professor Ennio Voss (no Brooklin, zona sul), que teve a nota mais alta no ciclo de 5ª a 8ª série.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação informou que o objetivo do bônus é que todas as unidades melhorem, mesmo as que já estavam melhores que as outras.
O governo diz que, por estarem com indicadores altos, o avanço esperado nessas unidades é menor.
Na escola Professor Ennio Voss, o Idesp 2007 foi de 4,33, na escala de 0 a 10. No ano seguinte, recuou para 4,13, com uma meta de 4,4.
"Não pagar bônus para professores das melhores escolas é um absurdo, porque elas já estavam em um patamar muito altoö, disse o presidente da Udemo (sindicato dos diretores das escolas estaduais), Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto. Já para o pesquisador da USP e Ibmec SP Naércio Menezes Filho, a metodologia está correta. ôHá espaço para todas as escolas melhorarem."

Servidor já pode conferir meta do Idesp 2009


Bruno Saia
Clipping Educacional - do Agora
A Secretaria de Estado da Educação já divulgou as metas das escolas da rede estadual para 2009. Essas são as notas que os alunos de cada escola deverão tirar na prova do Idesp que será feita neste ano para definir qual será o bônus pago aos servidores da Educação no ano que vem.
Para verificar qual a meta de sua escola, o servidor precisa acessar o site idesp.edunet.sp.gov.br. No endereço, é preciso clicar no link "Boletim da Escola". Nessa página, o servidor deve digitar o nome de sua escola ou encontrá-la por meio do nome de sua coordenadoria, diretoria ou município. As metas para 2009 estão na parte inferior da página de cada escola.
Entre os resultados do Idesp deste ano, que está publicado nas páginas B-10 a B-15, a diretoria de ensino Sul 3, que inclui Cidade Dutra, Grajaú, Marsilac, Parelheiros e Socorro, foi a que teve a maior porcentagem de escolas que melhoraram de nota em relação a 2008 --80,6% das escolas apresentaram melhoras, garantindo o bônus para seus funcionários (que é proporcional ao número de faltas).
As escolas da região Sul foram as que tiveram o melhor desempenho. Na diretoria Sul 1, que reúne as escolas que ficam nos bairros Campo Grande, Campo Limpo, Cidade Ademar, Jabaquara, Pedreira, Santo Amaro e Vila Andrade, 68,6% das escolas terão bônus para os professores.
Nas unidades da diretoria Sul 2, que reúne escolas de Capão Redondo, Jardim Angela e Jardim São Luis, 70,9% das escolas tiveram melhora no Idesp e vão ter o bônus.
Nas escolas da diretoria de ensino Leste 1, que inclui Cangaíba, Ermelino Matarazzo, Itaquera, Penha, Ponte Rasa, São Miguel e Vila Jacuí, apenas 57,3% das escolas tiveram melhora no Idesp.
Os professores da região central também têm boas chances de receber o bônus.
A diretoria Centro (Barra Funda, Bom Retiro, Brás, Casa Verde, Consolação, Limão, Pari, Perdizes, República, Santa Cecília, Santana, Sé e Vila Guilherme) teve 64,5% das escolas com aprovação.
Na diretoria Centro Oeste (Alto de Pinheiro, Butantã, Campo Belo, Itaim Bibi, Jaguaré, Jardim Paulista, Lapa, Moema, Morumbi, Pinheiros, Raposo Tavares, Rio Pequeno, Saúde, Vila Andrade, Vila Leopoldina e Vila Sonia), 76,3% das escolas melhoraram no índice, e na Centro Sul (Bela Vista, Cambuci, Cursino, Guaianases, Ipiranga, Liberdade, Mooca, Sacomã, Saúde, Vila Mariana, Vila Prudente), 70,8% melhoraram de nota.
O Idesp serve para calcular o bônus que será pago pelo governo. Ainda deve ser levado em conta a evolução da escola no Idesp e o número de faltas que o servidor teve em 2008. Cada escola tem uma meta a cumprir.