terça-feira, 31 de agosto de 2010

Como escolher a escola para o seu filho

Clipping Educacional - Revista Época
Especialistas mostram como definir as opções mais adequadas para cada aluno, a importância dos bons professores e os métodos pedagógicos
É nesta época do ano, quando as instituições abrem o processo de reservas de vagas, que milhares de pais partem em busca da primeira ou de uma nova escola para seus filhos. Além de debater questões práticas, como preço e localização, a família costuma mergulhar num mar de dúvidas e questionamentos, na ânsia de optar pela melhor. Esse costuma ser, para a maioria, um período de angústia e peregrinação, sempre acompanhado da pergunta: como fazer a escolha certa? Especialistas ouvidos por ISTOÉ explicam que, em vez de procurarem respostas nos colégios pretendidos, os pais devem voltar suas atenções para dentro de casa e observarem seus filhos. Prestarem atenção no temperamento deles, potenciais, afinidades e limitações. Além disso, precisam ter muito claro quais são seus próprios anseios. Há aqueles que sonham em ver o rebento nas melhores faculdades.
Outros querem que eles sejam pequenos artistas, transbordando criatividade. Há, também, quem privilegie o estímulo ao senso crítico e à formação de pessoas capazes de mudar o mundo. E os que não abrem mão de valores religiosos, morais e éticos. Ao promoverem esse exercício, que de fácil não tem nada, o leque de opções se fecha e a via-crúcis de visitas aos colégios pode começar. Com um mantra ecoando nas cabeças materna e paterna: a escola ideal não existe.
O que há é a escola adequada para cada pessoa.
Ao longo desta reportagem, há uma sugestão de passo a passo com o que deve ser refletido antes de começar as andanças pelas escolas. Também elaboramos um providencial checklist do que avaliar na hora em que a família estiver visitando o colégio pretendido. Ele foi preparado a partir de consultas com uma série de psicopedagogos, pedagogos e psicólogos. Mas quem, ainda assim, ficar inseguro em fazer essa avaliação sozinho, já pode contar com profissionais para auxiliar nesta empreitada. “Nós ajudamos a definir o perfil da criança”, explica a psicopedagoga Maria Irene Maluf. “E levamos em conta os anseios e as expectativas do pai e da mãe.” São necessárias de oito a dez sessões, ao preço de R$ 130 em média cada uma, para que o especialista tenha condições de indicar as instituições mais adequadas para a criança e a família. Dessa combinação costumam surgir até cinco opções de escola, que devem ser visitadas. A presença do principal interessado, o candidato a aluno, pelo menos nas duas preferidas, é fundamental. “A partir dos 5 anos, a criança deve ser consultada na decisão final”, recomenda Maria Irene. “Quando ela faz parte do processo.”
Na hora da escolha, é preciso colocar na balança questões práticas, como transporte e preço, e pedagógicas, tão importantes quanto, dependendo das prioridades da família. Mas o critério de desempate número 1 tem de ser o perfil do aluno. Matricular uma criança criativa e sonhadora em um colégio cuja obsessão é o vestibular porque os pais sonham em vê-la estudando numa faculdade pública pode ser arriscado. “Quando é o pai que quer e o filho não se adapta, a frustração do aluno é imensa e o caso pode ir parar numa psicóloga”, alerta a psicopedagoga Andréia Calçada.
O casal de comerciantes Letícia e Vicente Prisco teve de trocar o filho de escola para que Vítor Antonio, 15 anos, se sentisse confortável. Insatisfeito no colégio, o menino colecionava notas ruins. Na mudança, a família optou por uma instituição que até ficava um pouco distante de casa, mas estava completamente sintonizada com os anseios do casal e o perfil do garoto. “Queria uma escola boa, que fosse humana”, conta Letícia. “Não faço questão que ele seja o número 1 do colégio número 1 de São Paulo. Quero vê-lo feliz”, afirma. Após visitar vários colégios da zona sul de São Paulo, eles chegaram ao Magno, onde Vítor estuda desde o começo do ano, na nona série do ensino fundamental.
Para Letícia e Vicente, a distância não foi um problema, mas percorrer grandes trajetos pode ser um tormento para muitas famílias. Débora Paula Nardi Ferrari e o marido, Marco Antônio, também de São Paulo, pretendem colocar o filho Marcos Vinicius, 5 anos, num bom colégio perto de onde moram. “Desde o nosso namoro, a gente já falava em colocar nossos filhos no Sir Isaac Newton”, diz Débora. Os critérios são os mais variados na hora da definição. Tem pai que dá de ombros para perfil, anseio ou método pedagógico e quer apenas que seus herdeiros estudem onde eles se formaram. Andréa Rolim foi a primeira aluna a ser matriculada no Colégio Equipe, do Recife, quando ele foi inaugurado, em 1979. Hoje, seus filhos, Cecília, 5 anos, e Tiago, 3, estudam lá. “Antes de ter filhos eu já sabia que eles estudariam no Equipe.”
Para quem, ao contrário de Andréa, prefere sair em busca de alternativas, há escolas para todos os gostos, principalmente nas capitais e grandes cidades do País. Das tradicionais, como o Colégio São Bento, o número 1 no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do Rio de Janeiro, às mais alternativas ou liberais. O São Bento foi fundado em 1858 por monges beneditinos e, até hoje, só aceita meninos. Segundo a supervisora pedagógica da instituição, Maria Elisa Pedrosa, a grande maioria dos pais que quer colocar os filhos lá já chega para conhecer a escola com muitas referências. Mas também com algumas ideias preconcebidas. “O mais comum é acharem que nossos alunos são mini-monges”, conta. “Mas eles são bagunceiros como quaisquer outros.”
É na hora da visita que Maria Elisa pode apresentar sua escola. Esse é um momento fundamental, tanto para o colégio quanto para as famílias, para eliminar preconceitos e esclarecer dúvidas. Segundo especialistas, os pais devem aproveitar muito bem esse espaço e não precisam ter vergonha de perguntar nada. Nem mesmo o salário dos professores. “Se um colégio cobra mensalidade de R$ 2 mil e paga aos professores um salário R$ 700, os pais devem desconfiar do comprometimento da escola com o ensino”, aconselha a psicopedagoga Maria Irene, que defende a importância de um professor bem preparado, atualizado e satisfeito como ferramenta primordial de promoção de conhecimento.
fonte: http://revistaepoca.globo.com/

Como tirar seu diploma pela internet

Camila Guimarães. Com Daniella Cornachione e Marcela Buscato
Clipping Educacional - Revista Época
Um em cada sete novos alunos de graduação no país faz seu curso à distância. Eles são mais baratos, e o MEC está aumentando a cobrança de qualidade. Nas próximas páginas, um guia para você estudar em casa

VIRTUAL
Antonio Rocha Jr., no polo presencial onde assistia a aulas à distância. Ele tirou o primeiro lugar no Enade 2008
Antonio Edijalma Rocha Jr., de 41 anos, é a cara do novo ensino à distância brasileiro. Ele voltou para a sala de aula 18 anos depois de ter se formado em um curso técnico. As tarefas de gerente de planejamento – ele trabalhava em uma fábrica de calçados em Jaú, no interior de São Paulo – e de pai o impediam de realizar a vontade antiga ter uma graduação. “O tempo foi passando e perdi o pique de estudar. Mas sempre quis fazer faculdade”, diz. Encontrou a oportunidade de estudar de novo no ensino à distância. O curso de gestão de produção industrial, oferecido por uma universidade no Paraná, durou dois anos e meio, de janeiro de 2006 a julho de 2008. Comparando o ensino à distância com o curso técnico presencial, que fez há quase 20 anos, Rocha aponta uma grande diferença. No primeiro, a preocupação era com o diploma. No segundo, com a concorrência. “Isso fez com que eu me esforçasse para aprender mais.” Em 2008, após se formar, Rocha foi convocado para fazer o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), aplicado a quase 2 mil alunos de ensino superior – tanto à distância quanto presencial. Ficou em primeiro lugar, com nota 80,3 (a média foi de 45, em 100 pontos possíveis).
O resultado garantiu a Rocha uma bolsa de estudos para fazer pós-graduação à distância em engenharia de produção, no valor de R$ 3 mil. Ele começou em março. Hoje, Rocha dá consultoria para empresas e é professor técnico no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Melhorar de vida, como Rocha, é o objetivo do mais de meio milhão de estudantes brasileiros matriculados em cursos pela internet. Eles assistiram a aulas por TV via satélite ou pela internet, fizeram trabalhos em grupo, valendo nota, em salas de bate-papo on-line, acessaram livros em bibliotecas virtuais para estudar para a prova e tiraram dúvidas sobre o que iria ser cobrado no teste por e-mail. No ano passado, 302 mil pessoas se matricularam em cursos on-line (cerca de um sétimo do total de matrículas do país).
Os adeptos do ensino à distância formam uma multidão que cresceu mais de 600% entre 2005 e 2008. A febre começou com cursos técnicos e de especialização. Trata-se de um fenômeno mundial, turbinado pela valorização do ensino. Muita gente está em busca de conhecimento, porque sentiu que ele garante mais oportunidades.
O fenômeno brasileiro vem sendo puxado pela oferta de diplomas de graduação. Segundo o censo da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), obtido com antecedência por ÉPOCA, havia 649.854 pessoas fazendo cursos de ensino superior on-line em 2009 – mais de 80% delas em graduação. Escolas tradicionais, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), passaram a oferecer cursos.
fonte: http://www.istoe.com.br

Por um ensino melhor

Clipping Educacional - Folha de São Paulo
É louvável a iniciativa de entidades sociais de propor que candidatos assumam compromissos públicos com a educação antes da eleição
Duas dezenas de organizações lançam hoje em Brasília a "Carta-Compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade", que pretendem ver adotada por candidatos aos Poderes Executivo e Legislativo. Trata-se de um passo adiante na crescente tomada de consciência da esfera pública quanto ao papel estratégico do ensino. Ela já levou à formação do movimento Todos pela Educação, articulador da carta, que logrou conferir ao tema uma prioridade perto de consensual.
O documento repete a fórmula bem-sucedida de vincular prioridades gerais com metas concretas, passíveis de acompanhamento e verificação. Entre os objetivos específicos estão alfabetizar todas as crianças até oito anos de idade antes de 2014, incluir todos os jovens e crianças de 4 a 17 anos na escola até 2016 e cobrir toda a demanda por vagas em creches até 2020. São propostas factíveis, mas nem por isso triviais.
Além das metas relativas ao ensino, fixa-se o objetivo mais geral de elevar a fatia do PIB investida no setor a 10%, dos quais 8% para a educação básica e 2% para a superior. Já houve melhora: a educação básica recebe hoje cerca de 5% do PIB, contra 3,7% em 2006.
Embora desejável, o aumento de verbas precisa ser contextualizado. Parece improvável que candidatos se comprometam previamente com metas de elevação de investimentos no ensino sem levar em conta demandas de outras áreas, como a de saúde.
Além disso, o acréscimo de recursos precisa estar vinculado a objetivos determinados e ao aperfeiçoamento da gestão, sob pena de desperdício.
Outros objetivos da propostas também suscitam reserva, pois os meios de alcançá-los não se mostram tão consensuais quanto poderia parecer. Além da parcela do PIB, são eles: valorização dos profissionais da educação, gestão democrática das escolas e aperfeiçoamento das políticas de avaliação e regulação.
Ora, são bem conhecidas as divergências de fundo ideológico a respeito dos três pontos que separam gestões do PT e do PSDB em todos os níveis de governo. As políticas tucanas de premiação por mérito para educadores, por exemplo, são malvistas nos círculos sindicais petistas.
Tampouco parece corriqueiro, no campo dos conflitos reais, chegar a acordo sobre o que seja uma gestão democrática, que não resulte em aparelhamento da escola por grupos partidários. Ou, então, sobre que consequências dar para resultados de avaliação.
À parte essas discordâncias, não resta dúvida de que cabe pôr em prática de uma vez por todas o piso salarial nacional para docentes de R$ 1.024,67 (inferior até à renda média do país, R$ 1.117,95), ainda ignorado em alguns Estados. Para esses casos, uma Lei de Responsabilidade Educacional não seria má ideia.
Todos os candidatos deveriam subscrever o compromisso, ainda que fazendo as ressalvas cabíveis no que respeita à aplicabilidade e explicitando que interpretação dariam aos princípios sujeitos a controvérsia. Se a campanha eleitoral seguisse esse figurino, o público não estaria presenciando o festival de inanidades marqueteiras que assola o país.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Educação de RC é destaque nacional em matéria da Veja

Clipping Educacional - Canal Rio Claro
A educação rio-clarense está em alta. A qualidade do ensino público e privado foi destacada pela revista Veja. Com os investimentos feitos para a ampliação de vagas escolares e o constante aprimoramento dos professores no programa de formação continuada, a prefeitura ajuda a cidade a atingir a excelência no ensino que a reportagem da Veja põe em evidência ao falar sobre ?as metrópoles do futuro? na edição que circula nesta semana.
"Rio Claro tem tradição em oferecer ensino de qualidade nas escolas públicas e particulares, com faculdades conceituadas que já formaram grandes profissionais em diferentes setores", ressalta da professora Heloísa do Carmo, secretária municipal da Educação.
Revista semanal de maior tiragem no Brasil, a Veja investigou os municípios brasileiros de médio porte "de 100 mil a 500 mil habitantes " e destacou as 20 mais bem sucedidas. Para a Veja, "Rio Claro leva a educação a sério", como afirma na aertura da matéria, na página 104.
Com 52 unidades espalhadas pelo município, atendendo a 20 mil alunos, a rede municipal contribui decisivamente para esse quadro. Na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos está o público atendido por mais de mil profissionais entre professores, dirigentes e funcionários da prefeitura.
Esses números devem aumentar na medida em que o governo municipal investe em obras de ampliação da rede. Três novas unidades estão em construção, um imóvel foi adquirido para a instalação de creche e várias unidades estão sendo ampliadas ou reformadas. Os investimentos nessas obras totalizam, hoje, mais de R$ 10 milhões.
A preocupação com a criação de vagas caminha junto ao compromisso de investir em qualidade. A rede municipal de ensino conta com 18 salas de recursos multifuncionais, distribuídas em 13 unidades de ensino, equipadas para atender também a alunos com necessidades especiais.
Enquanto escolas por todo país começam a se movimentar para, em até dez anos, adaptarem-se à lei publicada em maio pelo governo federal determinando a instalação de bibliotecas em todas as entidades de ensino do país, públicas ou privadas, a rede municipal rio-clarense já está nos padrões da nova legislação. Todas as 52 unidades de ensino da rede estão adequadas à universalização das bibliotecas nas instituições de ensino no país.
As bibliotecas das escolas municipais somam aproximadamente 80 mil itens. Cada unidade tem sala de leitura e acervo bibliográfico com livros, revistas, enciclopédias e material multimídia com vídeos, DVD's e CD's para consulta. Algumas escolas já possuem livros digitais e em braile para deficientes visuais.
Além disso, há investimentos como a produção do filme "Cidade Azul", que em 45 minutos resume a história de Rio Claro em material didático diferenciado e exclusivo para ser distribuído nas escolas da cidade.
No setor da educação a Veja destaca a Unesp (Universidade Estadual Paulista) e outras oito faculdades particulares, a excelência no ensino da escola técnica estadual "Armando Bayeux da Silva " "o melhor de todos os colégios públicos paulistas", segundo a revista - e a importância da Escola Livre de Música na formação musical de vários jovens do município.
fonte: http://www.canalrioclaro.com.br

TRF retira gráfica Plural de licitação do Enem

Rafael Moraes Moura / BRASÍLIA
Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
Desembargador considerou que empresa não cumpriu regras do edital; cabe recurso
Em mais um capítulo dos preparativos para a edição 2010 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a gráfica Plural ficou novamente de fora do processo licitatório para a impressão das provas. O Ministério da Educação (MEC) espera definir até segunda-feira da próxima semana a empresa encarregada do serviço. A Plural pode recorrer.
A decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.ª Região suspendeu liminar obtida pela Plural. É uma vitória para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que considerou a empresa inabilitada para o serviço sob a alegação de que os atestados de capacidade técnica apresentados não atendiam às exigências do edital.
Para o desembargador federal Fagundes de Deus, a Plural não apresentou documentos "capazes de atestar o desempenho de atividade pertinente e compatível com o objeto licitado". "Considero legítimo o ato administrativo que a inabilitou do certame em questão", afirma o desembargador. Procurada pela reportagem, a Plural não se pronunciou.
No dia 3, a juíza federal substituta da 2.ª Vara do Distrito Federal, Candice Lavocat Galvão Jobim, havia decidido suspender o pregão eletrônico para o serviço de impressão das provas do Enem 2010. A Plural, uma das empresas que ofereceram proposta para a impressão do exame, impetrou mandado de segurança, com pedido de liminar, contra decisão do Inep que a considerou inabilitada.
A Plural alegava que apresentou o preço mais baixo para a impressão (R$ 65 milhões) e foi desclassificada antes de ter a sua instalação conferida. O desembargador, porém, sustenta que a verificação in loco das instalações físicas "serve apenas de complemento à fase de habilitação, não sendo, pois, um meio de suprir a comprovação da experiência anterior da candidata, uma vez que esta é demonstrada pela apresentação de atestados".
O edital do pregão eletrônico previa para ontem o início da impressão das provas e o começo da distribuição para os Correios. Segundo o MEC, o cronograma está sendo respeitado.
O vazamento do Enem 2009, revelado pelo Estado, ocorreu nas instalações da Plural, na região metropolitana de São Paulo. Em nota no início do mês, a empresa disse que "não responde por qualquer demanda judicial em relação ao vazamento da prova do Enem 2009". Afirmou que cabia ao consórcio Connasel "garantir a segurança e executar todas as atividades de manuseio, empacotamento, rotulagem e transporte das provas".
O edital deste ano prevê uma série de condições de segurança e sigilo no ambiente de impressão das provas. A empresa contratada deverá ter portões automatizados, portaria com blindagem balística e uma central de monitoramento para a operação. Vigilantes terão de ser posicionados a cada 100 m² na área de impressão.

Dados divulgados
O Inep terá de esclarecer por que os dados pessoais de mais de 12 milhões de estudantes vazaram nas últimas três edições da prova. A solicitação é de um procurador no Distrito Federal.
fonte: http://www.estadao.com.br/

Metade dos alunos do 9º ano em particulares tem mães com ensino superior completo

Rafael Targino
Clipping Educacional - Em São Paulo
Quase metade dos alunos no 9º ano de escolas privadas tem mães com ensino superior completo. É o que mostra a PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2009, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgada na última sexta-feira (27).
Segundo a pesquisa, esse grupo responde por 46,9% do total. Já nas públicas, o número cai para 8%.
Quando o filtro público/privada é retirado, os dados mostram que um quarto das mães não tem instrução ou não completou o ensino fundamental (25,9% do total); outro um quarto delas tem ensino médio completo ou superior incompleto.
A capital com mais mães com ensino superior é Vitória (26,9%), seguida por Brasília (20,9) e Aracaju (19,7%). Manaus (9,8%) é a cidade onde esse índice é menor. Maceió tem a maior proporção de mães (37,7%) com nenhum nível de escolaridade ou só com ensino fundamental completo, seguida por Fortaleza (32,3%) e Teresina (31,5%).
Segundo a professora Inês Barbosa de Oliveira, da Faculdade de Educação da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), um dos fatores que podem explicar os números é a situação financeira da família. “As mães que tem nível superior, de um modo geral, têm colocação no mercado de trabalho que as permite colocar [os filhos] na escola particular”, diz.
Inês alerta, no entanto, para a percepção de que a escola particular é sempre melhor que a pública. “A quantidade de escola particular que não presta é talvez tão grande quanto a de publicas que não prestam”, afirma.
fonte: http://educacao.uol.com.br

Total de alunos do 9º ano de públicas que dizem ter matado aula é o dobro do das particulares

Rafael Targino
Clipping Educacional - Em São Paulo
A PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2009, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que o percentual de alunos de escolas públicas do 9º ano do ensino fundamental que admitiram ter matado escola nos 30 dias anteriores ao levantamento é mais que o dobro do das privadas. No total, 18,5% de todos eles faltaram às aulas sem autorização dos pais.
Segundo a pesquisa, divulgada na última sexta-feira (27), 20,7% dos estudantes da rede pública disseram que haviam matado aula, contra 10,1% dos das particulares. A cidade onde mais os alunos de públicas mataram aula foi Cuiabá (25%), seguido por Recife (24,9%) e Porto Alegre (24,2%). Dentre os da rede privada, as líderes do ranking são Palmas (18,2%), Boa Vista (15,9%) e Cuiabá (14,8%).
De acordo com o IBGE, a cidade onde menos os estudantes de instituições públicas de ensino disseram que haviam faltado aula sem autorização dos pais foi Rio Branco; entre as particulares, Porto Velho.
Quando se consideram todos os alunos, sejam eles de públicas ou particulares, Cuiabá continua na liderança dos faltosos, com 23,4%. Teresina é onde menos, no geral, os estudantes faltam sem autorização dos pais (12,4%).
Para a professora Inês Barbosa de Oliveira, da Faculdade de Educação da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), o problema não é a escola em si –mas as políticas públicas feitas para a educação. “A culpa não é da escola. O problema está na política educacional que torna a escola precária, na política geral do país que não garante emprego em quantidade necessária para os que estudam se colocarem no mercado de trabalho. Isso cria um círculo vicioso”, afirma.
Segundo Inês, um outro motivo é a própria dinâmica de controle de presenças. “Há aí um sistema de controle mais eficiente nas escolas particulares, porque os pais pagam também com a expectativa que se controle a frequência dos alunos com rigor. Tem um sistema mais eficaz na escola particular”, diz. Ela lembra também que, provavelmente, muitos alunos –de públicas e particulares– omitiram suas faltas.
fonte: http://educacao.uol.com.br

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Alunos trocam de escola no meio do ano para não repetir

RICARDO WESTIN
Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
As férias de julho nem haviam acabado, e os gêmeos paulistanos Guilherme e Pedro Napolitano tinham certeza de que seriam reprovados. As notas no 2º ano do ensino médio estavam baixíssimas.
Apavorados, tomaram medida drástica: no meio do ano, trocaram de colégio. Isso ocorreu dois anos atrás -Guilherme saiu em agosto, e Pedro, em setembro. "Fomos para uma escola fácil", diz Pedro, 19, recém-admitido na faculdade. "Se não tivéssemos feito aquilo, até hoje estaríamos no colégio", acrescenta Guilherme, hoje também universitário.
Cada escola se defronta com ao menos uma transferência assim todo ano -pouco antes ou pouco depois das férias de julho. A "forte" perde aluno. A "fraca" recebe. Ao optar por essa tática, a família pensa no prejuízo financeiro e/ou no trauma da repetência para o filho.
Especialistas, entretanto, criticam. E dizem que o erro maior não é do aluno, mas dos pais e da escola. "É o pior exemplo que podemos dar a nossos filhos", diz Valéria Rohrich, professora de educação da Universidade Federal do Paraná.
Os pais, segundo ela, acabam ensinando aos filhos que não precisam enfrentar problemas. "Fica a ideia de que sempre há um jeitinho." Os pais, continua Rohrich, precisariam ser participativos: discutir com o colégio as dificuldades do filho e cobrar reforço e atenção individual.
A escola, por sua vez, erra por não lidar com as diferenças. "A escola se baseia num modelo ideal de aluno. Quem não se encaixa é considerado pouco inteligente, problemático, e se vê obrigado a sair", diz Lúcia Pulino, professora de psicologia escolar da Universidade de Brasília.

PAPEL DE MÃE
A administradora Marisa (nome fictício), 62, diz que foi a própria escola, em São Paulo, que sugeriu que seu filho de 16 anos buscasse outra instituição. Foi o que fez. "Que mãe quer ver seu filho reprovado? É meu papel ajudá-lo a achar o caminho."
O colégio Dumont Villares, na zona sul de São Paulo, diz que, quando um aluno vai muito mal, aproxima-se da família. "Temos de ver se o problema está dentro ou fora da escola", diz o orientador Marco Antônio de Matos.
Se está dentro, oferece aulas de reforço desde o início do ano. Se está fora, pode indicar um psicoterapeuta.
No Batista Brasileiro (zona oeste), os docentes são orientados a considerar a velocidade de aprendizagem de cada aluno. "O professor não pode trabalhar com uma turma olhando só os melhores. Tem de incluir, não excluir", diz a diretora Maria Martinez.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Por racismo em escola, SP é condenado

Luciana Alvarez
Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
Governo tem de pagar indenização de R$ 20 mil a família de menino que recebeu tarefa racista
O descuido de uma professora da rede estadual de São Paulo na utilização de um texto com conteúdo racista em sala de aula levou o Tribunal de Justiça de São Paulo a condenar o governo do Estado a pagar uma indenização de R$ 20,4 mil por danos morais à família de um estudante. A sentença foi dada no dia 10 e cabe recurso. A Procuradoria-Geral do Estado informou que ainda não sabe se vai recorrer da decisão.
Em 2002, uma professora da 2.ª série do ensino fundamental da escola estadual Francisco de Assis, no Ipiranga, em São Paulo, passou uma atividade baseada no texto Uma Família Colorida, escrito por uma ex-aluna do colégio. Na redação, cada personagem era representado por uma cor. O "homem mau" da história, que tentava roubar as crianças da família, era negro.
Durante o julgamento, a secretaria alegou que não houve má-fé ou dolo na ação da professora, mas o juiz entendeu que ainda assim se configurou uma situação de racismo. "Todavia, a atividade aplicada não guarda compatibilidade com o princípio constitucional de repúdio ao racismo", afirma a sentença.
Depois da atividade, o garoto, que é negro e na época tinha 7 anos, passou a apresentar problemas de relacionamento e queda na produtividade escolar. O menino, que não teve a identidade divulgada, acabou sendo transferido de colégio. Laudos técnicos apontam que ele desenvolveu um quadro de fobia em relação ao ambiente escolar.
Pena. A sentença, de um juiz da 5.ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, diz que houve dano moral por conta da situação de discriminação a que a criança e seus pais foram expostos. O valor fixado corresponde a 20 salários mínimos para o aluno e 10 salários mínimos para cada um dos pais. O pedido de danos materiais foi negado por falta de comprovação. A solicitação de recolhimento do livro que continha o texto foi desconsiderada, pois a rede não usa o material.

PARA LEMBRAR
Em 2007, uma pesquisa da Unesco mostrou que o racismo afeta o desempenho escolar de negros no Brasil. A média dos brancos no 3.º ano do ensino médio é 22,4 pontos mais alta que dos negros (na escala de 100 a 500 do Saeb). Mesmo quando se leva em consideração a classe social, as diferenças se mantêm. Na classe A, 10,3% dos brancos tiveram avaliação crítica e muito crítica no Saeb. Entre os negros, foram 23,4%.
fonte: http://www.estadao.com.br/

SP paga auxílio atrasado aos professores

Clipping Educacional - Folha de S. Paulo
O Governo de SP pagou anteontem o auxílio alimentação dos professores estaduais, que estava atrasado desde fevereiro. Receberam o benefício 71.193 docentes -total de servidores que haviam sido prejudicados. A rede possui cerca de 200 mil professores. O dinheiro é utilizado para compras em supermercados. O pagamento foi confirmado à reportagem por professores. Segundo o governador Alberto Goldman (PSDB), o atraso ocorreu devido a um problema no sistema que fornece informações para pagamento.
fonte: http://apeoesp.wordpress.com/

sábado, 28 de agosto de 2010

Estado vai antecipar salário de servidores

Bernardo Moura
Clipping Educacional - do Agora
Os servidores do Estado vão passar o feriado da Independência, no próximo dia 7, com dinheiro no bolso. O governo do Estado anunciou ontem que vai antecipar o pagamento dos salários para o dia 6 de setembro. Pelo calendário normal, o depósito só seria feito na conta dos funcionários no dia 8, após o feriado.
As remunerações no Estado são depositadas sempre no 5º dia útil do mês.
A antecipação do pagamento beneficiará mais de 1 milhão de servidores da ativa, aposentados e pensionistas da administração estadual, segundo a Secretaria de Estado da Fazenda. Os pagamentos somam R$ 2,5 bilhões.
fonte: http://www.agora.uol.com.br/

Escolas não salvam o mundo, diz secretária do MEC

Priscilla Borges, Clipping Educacional - iG Brasília
Para Maria do Pilar Lacerda, não dá para pensar em melhora profunda da educação sem melhorar o País como um todo
Para a secretária do MEC Maria do Pilar, o maior desafio na educação do próximo presidente é garantir escola para todos os alunos de 4 a 17 anos
Chegar aos mesmos níveis de qualidade educacional dos países desenvolvidos exigirá do Brasil mais do que investimento nas escolas. A opinião é da secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva. Em entrevista ao iG, ela diz que é preciso tirar o caráter “salvacionista” da educação.
“Não dá para pensar em uma melhora profunda da educação sem melhorar o país como um todo”, ela admite. No entanto, a mineira, formada em história pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acredita que o Brasil tem motivos para comemorar. Para ela, a população passou a exigir qualidade e políticas que resolvam os problemas do País.
Para Pilar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – que mede a qualidade de ensino em escolas, redes e municípios – está contribuindo para mudar o ensino oferecido pelas escolas do País. Primeiro, serve de medida de avaliação. Depois, passou a definir políticas e estratégias para vencer desafios. “O resultado virá em médio prazo. Mas as mudanças estão acontecendo. A sociedade acompanha o Ideb hoje e cobra responsabilidades”, diz.
Pilar conversou com o iG sobre os resultados do Ideb dias após a equipe de reportagem do portal ter percorrido, no início do mês, 1.000 quilômetros pela Bahia, o Estado que amarga algumas das notas mais baixas do Brasil no índice. Desde segunda-feira, uma série de reportagens mostrou a realidade que justifica o desempenho das escolas de quatro municípios.
Professora da rede pública em Minas Gerais, desde 1976, Pilar já foi secretária municipal de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte e presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Para ela, os municípios se tornaram foco das políticas, especialmente os que mais precisam. “Invertemos a lógica”, afirma.

iG: Qual a importância do Ideb para o País hoje, em sua avaliação?
Pilar: Ter uma medida da qualidade de ensino e oferecer um norte para as políticas públicas, que oriente a tomada de decisão em todos os níveis. Em nível local, nos municípios, acho que o mais importante foi que o Ideb proporcionou que eles tivessem consciência do próprio desempenho. O Ideb só tem sentido se servir para orientá-los a melhorar.

iG: O que mudou na educação brasileira a partir do Ideb?
Pilar: Acho que a criação do índice mudou a orientação das políticas do MEC para os municípios. O regime de colaboração tomou outro rumo a partir da primeira divulgação do Ideb. Antes, a transferência de recursos voluntária – aquela além da obrigatória – era feita para os municípios que apresentavam projetos. Passamos a dar prioridade aos que eram mais frágeis depois do Ideb. Invertemos a lógica. Acredito que os gestores das escolas também estão mais conscientes sobre sua situação e mais focados nos projetos pedagógicos. A cultura de avaliar e planejar a partir dos próprios resultados está chegando às escolas e isso só foi possível por causa do Ideb.

iG: E o que ainda deve ser mudado?
O interior da escola - professores, pais e alunos – precisa se apropriar mais desses resultados. É preciso promover debates internos sobre eles, para que as próprias escolas tomem decisões a partir daí. Até o Ideb, não havia essa cultura de avaliação, a escola não se conhecia, não havia comparação possível ou preocupação com esse desempenho. Mas essa apropriação do Ideb pela escola ainda é muito frágil.

iG: Muitas variáveis externas à escola influenciam diretamente a qualidade da educação e não são mensuráveis. A senhora acredita que algumas sejam mais determinantes? Como a sociedade deve olhar o Ideb, sabendo que não é capaz de medir tudo o que influencia o ensino?
Pilar: É muito importante lembrar que os fatores extraescolares são muito determinantes para o sucesso escolar. Nenhum dos países desenvolvidos na área educacional tem uma distribuição de renda ruim. Não dá para pensar em uma melhora profunda da educação sem melhorar o País como um todo. Educação é necessária, mas não é suficiente para salvar o mundo. É preciso reconhecer as especificidades de cada local e articular trabalhos com outros setores, como a saúde, a assistência e até a área que cuida de planejamento urbano, como rede de água, esgoto, asfaltamento. O Ideb é muito importante porque aponta os lugares frágeis e os que têm bons resultados. As avaliações devem ser feitas para garantir aprendizagem para todos. Não adianta reprovar crianças para não fazerem a Prova Brasil ou passar todo mundo sem que tenham aprendido. Nenhuma pode ficar para trás.

iG: O que a senhora acredita que pode ser feito para mudar realidades como as que a reportagem do iG visitou e apresentou a você?
Pilar: É importante fortalecer as áreas do campo, para que as pessoas permaneçam nesses locais e se fortaleça uma massa crítica local. Criar políticas em diferentes frentes como saúde, assistência social. Interiorizar as universidades federais e as escolas técnicas, porque onde tem campus tem pesquisa, mestrado, doutorado. Isso mantém a juventude na região, formando a massa crítica que vai atuar nas escolas e criar políticas públicas. Coisas que impactam positivamente na educação.

iG: Qual o maior desafio na área educacional que ficará para o próximo presidente, em sua opinião?
Pilar: O maior desafio será garantir escola para todos os alunos de 4 a 17 anos, tudo ao mesmo tempo e agora. A ampliação do ensino obrigatório foi aprovada recentemente. Três milhões de brasileiros ainda estão fora da escola e, até 2016, terão de estar incluídas. Isso significa garantir espaço físico, vaga e projetos pedagógicos contemporâneos que garantam permanência com aprendizagem. Acho que o próximo presidente não deve mexer no Ideb por enquanto. É preciso dar mais tempo ao processo para pensar em ajustes.
fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quem quer o filho na escola pública?

Gilberto Dimenstein
Clipping Educacional - Folha.com
Essa é uma ótima pergunta lançada, durante debate na TV, por Aloizio Mercadante para Geraldo Alckmin - e deveria ser repetida sempre. Sua resposta será a melhor medida para sabermos até que ponto somos uma nação civilizada.
Apesar de uma série de avanços, os 16 anos de PSDB estão muito longe de ter produzido, na educação, uma boa vitrine; as escolas são ruins, a imensa maioria dos alunos sai do ensino médio com poucos conhecimentos, a começar da língua portuguesa.
Mas, ao partir para um correto ataque, o PT, refém do corporativismo sindical, apresenta mais problemas do que soluções. Defende a indústria da repetência, ao atacar o sistema de aprovação por ciclos, como se apenas o aluno fosse culpado por não aprender - o que é, além ineficaz, injusto com o aluno, transformado de vítima em vilão. A repetência só provoca evasão e ressentimento. Não há nenhuma evidência de que o sistema baseado na repetência produza melhores notas. Basta, aliás, o PT consultar os dados do Ministério da Educação.
A crítica correta seria afirmar que o sistema de progressão exigiria um melhor acompanhamento do aluno, impedindo que ele fique tão defasado.
O PT também ataca o sistema de bônus que, pela primeira vez, tentou reconhecer um pouco os profissionais mais esforçados e aplicados. A melhor crítica seria afirmar que os salário inicial do professores ainda é baixo, o que dificulta a atração dos professores.
Com soluções desse tipo, aquela pergunta sobre se um político colocaria o filho na escola pública vai perdurar por muito mais tempo.
* Mas já considero um tremendo avanço que a qualidade de ensino seja a principal polêmica de um debate.
Gilberto Dimenstein, 53 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha.com às segundas-feiras

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Professores não se sentem preparados para inclusão

Maria Gizele da Silva,
Clipping Educacional - da sucursal
Falta de capacitação profissional, escassez de material didático e salas de aula superlotadas são os principais motivos
Ponta Grossa - O Paraná, e de modo geral o Brasil, ainda estão dando os primeiros passos para a inclusão de alunos com deficiência nas escolas normais. Conforme os próprios professores, é preciso aparar arestas. É o que sugere uma pesquisa feita via internet pelo Tribunal de Contas do Estado para elaborar o parecer prévio das contas do governo estadual referente ao ano passado. Os professores elencaram os motivos que dificultam a inclusão: falta de capacitação profissional, escassez de material didático e salas de aula superlotadas.
Dos 1.623 professores da rede estadual que responderam aos questionários, 75% dizem que não se sentem preparados para dar aulas para alunos deficientes. No curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), por exemplo, os acadêmicos têm apenas 68 horas-aulas – o equivalente a duas aulas por semana – de educação inclusiva e a mesma quantidade de aulas sobre linguagem de sinais, chamada de Libras. A disciplina deveria ser aplicada em todas as licenciaturas, mas por enquanto, está restrita à Pedagogia. A Secretaria Estadual de Educação e as secretarias municipais promovem cursos de capacitação aos professores já formados. “Muitos professores não fazem os cursos, não se especializam”, diz Julia Maria Morais, da direção de educação especial da APP-Sindicato.
Em segundo e terceiro lugares na lista de queixas dos professores estão a falta de material didático (63,6%) e salas muito cheias que impedem o atendimento individualizado ao aluno com deficiência (56,3%). Além disso, os portadores de deficiência ainda têm de enfrentar barreiras físicas nas escolas (52,5%) e o preconceito de outros alunos e dos pais dessas crianças (52,3%).
Para a chefe do departamento de educação especial e inclusão educacional da Secretaria Estadual de Educação e presidente do Conselho Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência, Angelina Mattar Matiskei, os números não podem ser analisados sozinhos, mas dentro do contexto da educação inclusiva. “Estamos fazendo um processo de inclusão que é gradativo e crescente”, aponta. Em 2004 foi feito o primeiro concurso para contratar professores de educação especial. Angelina afirma que há uma década a realidade era outra. “Nenhum professor estava capacitado, não havia rede de apoio.” Das 2.126 escolas, a maioria foi construída há muitas décadas, quando ainda não se discutia acessibilidade.
Na opinião da pesquisadora e doutora em educação Esméria de Lourdes Savelli, o caminho está errado. “Do meu ponto de vista existe um equívoco muito grande. O aluno especial tem direito à inclusão no ensino regular, mas da maneira como ela acontece é irresponsável porque é preciso ter professores especializados. Eu sou a favor de o aluno especial ter aula no ensino regular, mas em uma turma menor e com professor especializado”, aponta. O professor Luiz Alberto Guimarães, que atua nessa área, diz que as escolas não estão preparadas para atender aos alunos com deficiência. “Acho difícil ter uma solução em curto prazo porque primeiro é preciso melhorar a estrutura física das escolas e segundo que todo profissional precisa abraçar essa causa, sendo que a oferta de cursos de capacitação tem que partir do estado ou das redes municipais”, opina. Hoje, a rede estadual do Paraná tem 37.086 alunos especiais.

Material escolar terá selo de segurança e qualidade

FERNANDA BASSETTE
Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
Produtos só poderão ser vendidos no país após certificação do Inmetro
Regra também valerá para itens importados; indústria terá um ano para se adaptar às regras do instituto
Paula tinha menos de cinco anos quando comeu metade de uma borracha cor-de-rosa, com aroma de morango. Sua irmã, Marta, também aprontou quando pequena: engoliu cola enquanto fazia colagens em casa.
"Ainda bem que não aconteceu nada sério, foi só o susto. Elas não tiveram nenhuma reação", conta a empresária Ana Maria Sala Mantovanelli, 44, mãe das garotas, que ficou apreensiva com a possibilidade de intoxicação.
Para evitar sustos como esses, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) vai exigir a certificação compulsória de todo o material escolar destinado a crianças de até 12 anos.
A expectativa do instituto é publicar a resolução no "Diário Oficial" da União até o final de setembro.
Os fabricantes terão um ano para se adaptar e os revendedores terão seis meses a mais para zerar o estoque.

LÁPIS E BORRACHA
O selo do Inmetro deve garantir, por exemplo, que a garrafinha da lancheira não é tóxica ou que a borracha na ponta do lápis preto não vai se descolar (podendo ser engolida facilmente).
O objetivo também é assegurar a eficiência do material vendido, para que o consumidor não adquira canetinhas que ressecam facilmente, por exemplo.
Os produtos passarão por testes químico, mecânico e físico -em alguns casos, também por elétrico e biológico.
"Recebemos de três a quatro ligações por mês de pais questionando a segurança de materiais escolares", diz Gustavo Kuster, do Inmetro.
A pedagoga Patrícia Troncoso Guerreiro, 39, por exemplo, se assustou quando a filha de três anos tentou "apontar o dedo mindinho" em um apontador colorido, em formato de sapo. A menina só não se machucou porque o produto era seguro.

CONCORRÊNCIA
Produtos escolares importados representam hoje de 20% a 30% das vendas de material escolar no Brasil e também serão submetidos às regras brasileiras.
"A decisão vai ajudar a indústria nacional, já que os produtos importados quase sempre são de qualidade questionável", diz Antônio Nogueira, presidente do Simpa, sindicato das papelarias.
Marcos Romero, da associação de fabricantes de material escolar, diz que comemora a decisão "não pela proteção da indústria nacional, mas porque essa era uma pendência do setor".
fonte: https://acesso.uol.com.br/

Prefeitura de SP pode suspender aulas caso umidade do ar atinja os 12%

JULIANNA GRANJEIA

Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
O plano de contingência para situações de baixa umidade da Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) de São Paulo prevê que, caso a umidade relativa do ar fique abaixo de 12% --estado de alerta máximo--, a prefeitura pode suspender atividades em locais com aglomeração de pessoas, como em escolas, creches e shows.
Saiba como cuidar da saúde durante o tempo seco
Umidade de São Paulo atinge 17%; cidade permanece em estado de atenção
Baixa umidade causa lotação em prontos-socorros de SP
Umidade fica abaixo de 20% em seis capitais
Nesta terça-feira, a cidade de São Paulo teve a tarde mais seca do ano, de acordo com a medição do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O índice de umidade relativa do ar registrado às 15h atingiu os 17% na estação convencional do instituto, localizada no mirante Santana (zona norte). Na semana passada, São Paulo registrou umidade de 15% na medição do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da prefeitura.
A Defesa Civil municipal tem decretado estado de atenção e alerta todos os dias devido à baixa umidade desde a última quinta-feira (19). Com o ar seco, o órgão recomenda que a população evite atividades ao ar livre e exposição ao sol entre as 10h e as 17h, não pratique exercícios das 11h às 15h e aconselha a ingestão de bastantes líquidos para evitar desidratação.
Segundo a Covisa, nas escolas, sempre que o índice de umidade relativa do ar fica abaixo do recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) --que é entre 40% e 60%-- são distribuídas cartilhas de orientação e os educadores têm a responsabilidade de aplicar as determinações que estão previstas em comunicado oficial.
O comunicado, publicado em 2009, será republicado nesta quarta-feira (25) no "Diário Oficial" do município. O texto diz que a Secretaria Municipal de Educação deve recomendar aos gestores que, em dias de índices baixos, os alunos evitem ficar em locais descobertos, as atividades físicas devem ser mais leves nas aulas de educação física, as escolas devem oferecer várias oportunidades de hidratação aos alunos durante a jornada escolar e as famílias dos alunos devem ser orientadas sobre o uso do protetor solar.
RECOMENDAÇÕES
A Covisa recomenda evitar aglomerações, manter arejados os ambientes internos de casa e no trabalho, umidificar o ambiente com umidificadores, toalhas molhadas ou com recipientes de água são medidas que devem ser adotadas, quando há baixa da umidade do ar, e que estão listadas no programa Vigiar da Covisa.

Você segue estas recomendações? Vote
O Vigiar tem o objetivo de promover o controle e vigilância do impacto da poluição do ar e do clima sobre a saúde da população, mais diretamente relativa às doenças respiratórias.
Ainda segundo o órgão, o plano de contingência para situações de baixa umidade teve início em 2008 e visa gerenciar as ações municipais em situações de baixa umidade, definir estados críticos e apresentar os procedimentos básicos e recomendações que serão divulgados aos órgãos municipais.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Comunicado CENP de 23/08/2010 - Atribuição das aulas da disciplina Leitura e Produção de Textos que integra a matriz curricular do Ciclo II

Atribuição das aulas da disciplina Leitura e Produção de Textos que integra a matriz curricular do Ciclo II do Ensino Fundamental
Aos Dirigentes Regionais de Ensino, Supervisores de Ensino e Diretores das Escolas Estaduais
A Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas, à vista da necessidade de orientar as autoridades educacionais responsáveis pela atribuição das aulas da disciplina Leitura e Produção de Textos que integra a matriz curricular do Ciclo II do Ensino Fundamental objeto dos Anexos II e III da Resolução SE Nº 98/2008, alterado pela Resolução SE Nº 10/2010, comunica às autoridades em epígrafe:
1. na conformidade do contido no artigo 1º da Resolução SE Nº 10/2010 que dá nova redação ao § 4º do artigo 3º da Resolução SE Nº 98/2008, as aulas da disciplina Leitura e Produção de Textos que integra a matriz curricular do Ciclo II do Ensino Fundamental vigente, serão atribuídas a professores com licenciatura plena em Língua Portuguesa, preferencialmente, titulares de cargo, inclusive para constituição de jornada de trabalho, observado o processo regular de atribuição de classes e aulas de que trata a Resolução SE Nº 98/2009;
2. Esgotadas as possibilidades de atribuição dessas aulas a docentes devidamente habilitados, a atribuição das aulas remanescentes poderá se pautar pela aplicação do estabelecido no artigo 12 da Resolução SE Nº 98/2009
fonte: http://www.imesp.com.br

Comunicado Conjunto CENP/DRHU de 23/08/2010 - Sobre a inclusão da Língua Espanhola nas Matrizes e Históricos Escolares do Ensino Médio

Sobre a inclusão da Língua Espanhola nas Matrizes e Históricos Escolares do Ensino Médio
Sr(a) Dirigente Regional de Ensino
Como é do conhecimento de V.Sa., o ensino de língua espanhola será oferecido, a partir do 2º semestre do ano letivo em curso, a alunos da 1ª série do Ensino Médio Regular das unidades escolares estaduais, mediante matrícula facultativa, conforme disposto na Resolução SE Nº 05/2010, operacionalizado pela Portaria CENP/DRHU de 19/05/2010 e por orientações específicas repassadas às Diretorias de Ensino, via e-mail.
É objetivando completar essas orientações que solicitamos sua colaboração, no sentido de informar os Supervisores de Ensino e os Diretores de Escola o que segue.
1.- com relação às turmas de alunos já devidamente constituídas Desde que observadas as exigências estabelecidas pela Portaria CENP/DRHU de 19/05/2010, para a constituição de turmas, estas poderão ser reconstituídas, inclusive com o cadastramento de novos alunos.
2. No que diz respeito à inclusão da disciplina Espanhol na matriz curricular do Ensino Médio e a seu registro no histórico escolar do aluno, observar que:
2.1. Ainda que se caracterize como uma disciplina de matrícula facultativa, o componente Espanhol deverá:
compor a 1ª série da matriz curricular do Ensino Médio, como uma disciplina da Parte Diversificada do currículo, acompanhada da carga horária de 02 (duas) aulas semanais e de um asterisco indicativo do caráter de matrícula opcional dos alunos a ser aposto, no rodapé da matriz, como uma observação, devendo a matriz curricular reformulada, ser encaminhada à Diretoria de Ensino para sua homologação;
ser objeto de registro no histórico escolar do aluno, como uma disciplina cursada ao longo de um semestre.
2.2. Quanto à questão da representação do espanhol no Sistema de Cadastro de Alunos da SEE e da coleta de turmas para o Sistema de Matriz Curricular, serão encaminhadas às DEs orientações específicas.
fonte: http://www.imesp.com.br

Servidor tem revisão de 22%

Bernardo Moura
Clipping Educacional - do Agora
Os servidores de São Paulo que estavam na ativa em fevereiro de 1994 podem conseguir, na Justiça, uma revisão no salário ou na aposentadoria de até 22,25%, referente à conversão da URV (Unidade Real de Valor) para o Real.
A revisão é garantida pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que deverá unificar o entendimento, em breve, para todos os tribunais. Assim, ficará mais rápido ganhar a ação.
A perda foi provocada pelas fórmulas adotadas por União, Estados e prefeituras para converter os salários.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Os presidenciáveis e a educação

Nathalia Goulart
Clipping Educacional - Veja.com
Conheça as propostas dos principais candidatos para melhorar a qualidade do ensino público no Brasil
Durante esta semana, VEJA.com publicou uma série de reportagens sobre os desafios na área de educação. Como aconteceu nas semanas anteriores, em que foram abordados os temas O tamanho do estado, Segurança pública e Preservação e desenvolvimento, encerramos o ciclo apresentando as propostas dos principais candidatos à Presidência relativos ao assunto.
A reportagem procurou as campanhas de Marina Silva (PV), José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) para saber o que pensam os candidatos a respeito do tema. Marina e Dilma enviaram suas propostas. As ideias José Serra foram compiladas a partir de declarações públicas do tucano e de seu programa de governo.
A prioridade de Dilma são os professores: a petista quer que a formação universitária seja um pré-requisito obrigatório para os profissionais que pretendem se tornar docentes do ensino fundamental e médio. Suas propostas de programa incluem ainda uma nova política salarial para os docentes, pela qual o atual piso de 1.024 reais sofreria seguidos reajustes - a campanha não informa, porém, de quanto seria o aumento. Dilma afirma ainda que construirá 6.000 creches em todo o país.
O texto de Marina defende uma maior articulação entre União, estados e municípios para garantir uma melhor gestão de recursos e responsabilidades. A candidata do PV defende a ampliação dos investimento na área da educação. No último debate presidencial, realizado na segunda-feira, em São Paulo, Marina prometeu destinar até 7% do Produto Interno Bruto (PIB) para a pasta. Como Dilma, ela defende a criação de vagas nas creches de todo o Brasil, além da implementação de uma educação em tempo integral.
Uma das principais bandeiras de José Serra é o incentivo ao ensino técnico. O candidato defende a criação de um milhão de vagas em todo o país, além do lançamento do Protec, versão para o ensino técnico do Programa Universidade Para Todos (ProUni) - pelo qual o governo federal subsidia a graduação de estudantes pobres em instituições particulares. Serra promete ainda reforçar o aprendizado na sala de aula, começando por colocar dois professores por turma desde a primeira série do ensino fundamental.
fonte: http://veja.abril.com.br/

MEC oferece curso de combate às drogas a educadores

Clipping Educacional - O Dia
O consumo de drogas por jovens é um problema que atinge todo o país, e no Rio a situação também tem atraído a atenção das autoridades, principalmente quando os usuários são alunos da rede pública. E para preparar profissionais que atuam nos anos iniciais do ensino fundamental a combater esse problema, o Ministério ada Educação vai realizar a quarta edição do curso de prevenção ao uso de drogas para educadores de escolas públicas. O curso oferece 25 mil vagas a educadores de todo o Brasil.
Nos anos anteriores, ao contrário desta quarta edição, somente quem atuava nos anos finais do fundamental e no ensino médio podia participar. O objetivo é capacitar diretores, professores e coordenadores para o desenvolvimento de programas de prevenção do uso de drogas. Os interessados têm prazo até 6 de setembro para fazer sua inscrição.
O curso, ministrado pela Universidade de Brasília (UnB), será desenvolvido na modalidade a distância, com atividades em quatro módulos. A carga horária total será de 120 horas distribuídas em quatro meses, com dedicação mínima de seis horas semanais. Os aprovados receberão certificado de curso de extensão universitária de 180 horas, emitido pela universidade.
Os educadores selecionados serão avisados por mensagem eletrônica até o idia 20 de setembro, e devem confirmar sua participação até o idia 27. As inscrições podem ser feitas no site http://www.cursoeducadores.senad.gov.br/ .
fonte: http://noticias.terra.com.br

Cidades paulistas abandonam livro didático

Fábio Mazzitelli
Clipping Educacional - JORNAL DA TARDE - O Estado de S.Paulo
Mais de 20% dos municípios do Estado não aderiram ao Programa Nacional do Livro Didático, preferindo pagar por sistemas apostilados
Balanço do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) indica que 143 prefeituras paulistas - 22% do total do Estado - não aderiram ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que distribui de graça cerca de 130 milhões de livros por ano às escolas públicas do País.
A maioria dessas cidades está trocando a adesão gratuita aos livros didáticos pela contratação de sistemas de ensino apostilados, apoiando as aulas na rede pública só nesse material. O custo desse método, que prevê assessoria pedagógica e se consagrou em escolas particulares, varia de R$ 125 a R$ 170 por aluno.
Desses 143 municípios, 43 não receberão os títulos do PNLD em janeiro, quando o programa do governo federal encaminhará nova remessa a estudantes do 6.º ao 9.º ano do ensino fundamental. Essas 43 cidades, em sua maioria pequenas, têm 103 mil alunos matriculados em escolas municipais.
É a primeira vez que o FNDE, autarquia do Ministério da Educação (MEC), faz a aferição da adesão ao PNLD, criado em 1985 e que consome anualmente R$ 1 bilhão na compra e distribuição de títulos. Até 2009, todas as escolas das redes públicas do Brasil recebiam automaticamente os livros, sem precisar pedir.
O termo de adesão é um dispositivo legal criado neste ano para mensurar a demanda para a distribuição do PNLD e também punir gestores em caso de desperdício. As cidades tiveram até o mês passado para assinar o documento e, no balanço do FNDE, São Paulo é o único Estado cuja adesão não chegou a 80%. O PNLD foi solicitado por 96% dos colégios públicos.
"O município tem autonomia de gestão. Damos a oportunidade a todos de receber livros gratuitamente. O governo federal tem economia de escala e compra muito mais barato. Nossa média de preço de um livro didático é em torno de R$ 6, quando você compra na livraria por R$ 60, R$ 80. Faz sentido a centralização desse programa, porque ganha em eficiência", diz Rafael Torino, diretor de ações educacionais do FNDE.
"O ideal é que o município invista em algo complementar ao livro didático, não em algo que viesse a substituí-lo, principalmente porque a qualidade dos materiais oferecidos por aí é bastante questionável. Há apostilas com erros grosseiros, enquanto nossos livros passam por uma avaliação rigorosa."
A assinatura do termo é necessária uma vez e cidades que não aderiram podem voltar ao PNLD a qualquer hora. Segundo o FNDE, a formalização da desistência não afetou a compra de livros. "Aumentamos a reserva técnica (para troca de livros) de 13% para 17%", diz Torino.
Da perspectiva pedagógica, as principais críticas aos gestores públicos que adotam sistemas de ensino são relacionadas ao direcionamento externo sobre o trabalho do professor e à falta de autonomia das escolas no processo - no PNLD, os professores fazem suas escolhas.
Jundiaí. Maior cidade paulista a trocar os livros didáticos pelas apostilas, Jundiaí comemora o novo método, elaborado com a Fundação Bradesco e contratado por cerca de R$ 2,5 milhões. Para Francisco Carbonari, secretário de educação da cidade, a mudança já refletiu no Ideb, que passou de 5,3 para 5,8 nos anos iniciais do ensino fundamental.

Opções
96% das entidades do sistema público de ensino do País aderiram ao livro didático enviado pelo governo federal
43 municípios de São Paulo não receberão livros do PNLD em 2011
fonte: http://www.estadao.com.br

Família e escola: parceria eficaz na prevenção e combate aos abusos na internet

Paula de Castro*
Clipping Educacional - Da Agência Brasil/Em Brasília
Uma pesquisa feita pela organização não governamental (ONG) SaferNet Brasil em escolas públicas e particulares revela que os alunos passam em média quatro horas por dia conectados à internet - 80% em sites de relacionamentos e 72% em programas de comunicação instântanea. Quatro em cada dez alunos pesquisados disseram que já se comunicaram com alguém que conheceram pela rede.
Para a gerente de projetos sociais da organização não governamental (ONG) Terra dos Homens, Valéria Brahim, o resultado mostra que as famílias e as escolas não estão preparadas para lidar com esse comportamento virtual.
“Nós estamos falando de duas gerações, uma que nasce ligando o computador e se envolvendo na rede virtual e outra que precisa se apropriar dessa ferramenta.” Para ela, o fato provoca um hiato. “A gente precisa mostrar aos educadores o quanto a internet é uma ferramenta de pesquisa, mas também de crimes”, acrescenta.
Valéria Brahim defende que as escolas recebam formação e desenvolvam, junto com a família, um trabalho de conscientização de crianças e adolescentes sobre o perigo da internet.
Recentemente foi realizada uma oficina em Belém (PA), promovida pela SaferNet em parceria com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, mas, segundo o procurador Ubiratan Cazetta, não existe uma política pública correta ou minimamente direcionada ao tema na questão da educação.
“ Não temos hoje uma visão clara de qual o papel do educador na escola pública com relação às crianças que estão usando esse meio e também percebemos uma ausência de qualificação do professor para tratar o assunto. A internet é uma realidade crescente nos alunos e parece que a escola não considera relevante. É preciso ensinar as crianças sobre os riscos”, disse o procurador.
Uma prova de que esse tipo de trabalho tem resultados positivos está na Escola Pio XII , em São Paulo. A partir da capacitação, foi inserida na grade de horário uma matéria que orienta sobre o uso da internet de forma segura. A professora da disciplina, Isabel Costa, descobriu, por meio das aulas, que os estudantes ficaram surpresos ao saber que a escola era, na realidade, uma aliada.
“Nossa, agora a gente pode falar?”, espantaram-se os alunos. A educadora explicou a eles que não só podiam como deviam falar sobre esse assunto, além de mostrar aos pais as imagens acessadas. Para a diretora do Pio XII, Fátima Trindade, “é preciso que a família saiba o que está acontecendo, os riscos . A parceria da escola com a família pode conseguir que essa juventude faça um bom uso da rede”.
Em casa, entre quatro paredes , o risco é bem maior. “O homem tinha 43 anos e eu não quis falar com ele, mas ele ficou insistindo e enviando imagens de partes íntimas” , conta a adolescente Maria (nome fictício). Apesar de ser uma jovem de 16 anos, ela diz que nunca foi orientada a navegar pela internet.
Um outro levantamento, também da SaferNet, mostra que 63% dos pais não colocam limites para os filhos navegarem na rede. Oito entre dez adolescentes pesquisados têm pelo menos um amigo que conheceu virtualmente, mas 36 % dos pais não sabem disso e acreditam que os filhos não fazem amizade na internet.
O excesso de liberdade das crianças e adolescentes no uso da internet em casa pode ser muito mais perigoso. A opinião é da delegada de Crimes Cibernéticos do Rio de Janeiro, Helen Sardemberg. “Uma criança na internet às 14h é muito mais perigoso do que outra na rua às três da madrugada. Na internet a criança está sozinha com o seu aliciador.”
Os especialistas dizem que o segredo para que as crianças e os adolescentes usem a internet de forma segura não é proibir, mas mostrar os perigos e como se defender deles. Fabíola Messias é mãe do pré-adolescente André e aposta no diálogo. “Eu tento ter uma abertura bem grande com ele, porque hoje em dia essa geração não pode estar fora das redes sociais, mas é claro, com bastante cuidado.” Ela diz que impôs um horário para o acesso a internet.
Alguns pais pensam que, por não entenderem de tecnologia, não são capazes de proteger os filhos dos perigos da rede. O diretor de Comunicação da Google Brasil, Felix Ximenes, sugere que os pais usem ferramentas para bloquear acesso a conteúdos impróprios. Segundo ele, o que funciona mesmo é a boa e velha e educação.
“Meus pais me diziam para não conversar com estranhos e isso vale para os dias de hoje.” Ele tem algumas dicas: “ Não deixe o computador no quarto, mas na sala. Acompanhe o que seu filho faz online. Determine horas de acesso, enfim, converse com os filhos e esteja próximo deles quando estiverem na internet”.
* Colaborou Ana Lúcia Caldas
** Essa reportagem faz parte do projeto da equipe do Radiojornalismo da EBC, vencedor do 5º Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística na Categoria Especial. Temática: "O Desafio do Enfrentamento à Violência Sexual Facilitada pelas Novas Tecnologias de Comunicação e Informação"
fonte: http://educacao.uol.com.br

Alunos especiais lutam por inclusão na rede

Fabiana Cambricoli
Clipping Educacional - do Agora
Giovanna tem 11 anos e, diferentemente dos colegas da mesma idade, cursa o 2º ano do ensino fundamental (antiga 1ª série). Seu horário de saída não bate com o fim do turno da manhã na Emef (Escola Municipal de Educação Fundamental) Professor Aroldo de Azevedo, onde estuda, no bairro do Limão, na zona norte. Enquanto as outras crianças saem às 11h40, a mãe da menina tem de buscá-la às 9h30.

'Rede está se adaptando'
A garota tem síndrome de Down e faz parte da lista de 13.533 alunos com necessidades educacionais especiais que frequentam escolas municipais regulares. Em sua maioria, são crianças e jovens com algum tipo de deficiência. O atendimento desses alunos na rede regular é previsto na Política Nacional de Educação Especial, lançada pelo governo federal em 2007, mas, na prática, ainda enfrenta problemas.
"A Giovanna é muito bem recebida na escola, mas a unidade não tem estrutura para atendê-la. Por não conviver com crianças da mesma idade, em vez de progredir, ela está regredindo", reclama a analista de recursos humanos Renata Vieira Pereira, 33 anos, mãe da menina.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

domingo, 22 de agosto de 2010

Pais que pedem recolhimento de livro são ‘burros’, diz escritor

Amauri Stamboroski Jr.
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Conto de Loyola Brandão contém ‘linguagem inapropriada’, dizem pais.
Livro com conto é distribuído na rede pública de ensino de São Paulo.
“Eles são burros porque não estão vendo a realidade”, afirma o escritor Ignácio de Loyola Brandão em entrevista por telefone ao G1.
Ele se refere a um grupo de pais em Jundiaí que pediu ao Ministério Público o recolhimento do livro “Cem melhores contos brasileiros do século”, distribuído em escolas da rede pública. Eles alegam que o conto “Obscenidades para uma dona de casa”, escrito por Brandão, é inapropriado para alunos do ensino médio.
“Nesse momento eu acesso a internet e vejo jovens mandando e-mails com imagens nuas para os amigos. Vejo mensagens no Twitter, de jovem para jovem, muito obscenas. Se você pegar a série ‘Crepúsculo’, tão endeusada, tem muita sacanagem”, diz o escritor. “Eu me pergunto, onde estão esses pais que não conversam com os filhos, que não perguntam o que eles acham de sexo, de erotismo, de palavrão. Que mentalidade é essa, 1500? Em 2010 isso não faz sentido”.
Segundo Gilberto Aparecido da Rosa, pai de duas adolescentes gêmeas de 17 anos, a linguagem do conto “é muito chula para os padrões acadêmicos”. “Acho que os jovens não mereceriam receber uma linguagem dessas dentro das escolas”, afirma.
Brandão diz que esse tipo de abordagem em relação ao livro não é novidade. “Já aconteceu em Jundiaí, já aconteceu em Piracicaba, já aconteceu em Avaré, já aconteceu em Santos”, enumera. “É um livro distribuído para a rede estadual, foi a Secretaria de Educação que escolheu”.
O conto, que foi publicado pela primeira vez em 1983 na revista “Ele & Ela”, narra a história de uma mulher que recebe cartas de um desconhecido, e é baseado em uma história real, que teria acontecido com uma vizinha do escritor.
Sem obscenidades
Para ele, o texto, que já foi publicado em dez línguas e virou vídeo e monólogo teatral, não é obsceno. “Ele é erótico, é sensual, mas é poético. Já foi tema até de vestibular! Não existe obscenidade na arte, a não ser quando ela é pornográfica, e isso é a última coisa que o conto é”, afirma.
Irônico, Brandão agradece aos pais “por terem chamado a atenção para uma obra de arte” e diz não se preocupar com os processos. “Acho que vou ser preso”, brinca. “Estou absolutamente tranquilo. Faço literatura e vou continuar a fazer. Se eu me preocupasse com isso não escrevia nenhuma linha”.
O autor vai comparecer à Bienal do Livro em São Paulo neste domingo (22) lançando uma edição comemorativa dos 35 anos de seu romance “Zero”, que foi censurado pela ditadura militar na época da sua primeira publicação e rendeu um abaixo-assinado com o apoio de centenas de intelectuais.
Lembrando dos anos de chumbo, Brandão diz não ter motivos para se incomodar com as reclamações atuais. “Eu já fui proibido pela ditadura, e estou aqui vivo. Você acha que agora eu vou me preocupar com um pai, um estúpido?”, encerra.
Fonte: http://g1.globo.com

Resolução SE Nº 62/2010 - Dispõe sobre a Evolução Funcional pela via não acadêmica

Altera dispositivos da Resolução SE Nº 21/2005, que dispõe sobre a Evolução Funcional pela via não acadêmica dos integrantes do Quadro do Magistério
O Secretário da Educação, considerando a necessidade de imprimir maior agilidade aos procedimentos administrativos na área de administração de pessoal,
Resolve:
Art. 1º - Os incisos III e IV do artigo 5º da Resolução SE Nº 21/2005 e republicada em 31.3.2005, passam a vigorar com a seguinte redação:
“III - ao Dirigente Regional de Ensino constituir Grupo de Trabalho para proceder à análise dos títulos e documentos apresentados, de acordo com a legislação pertinente e as orientações estabelecidas pelos Órgãos Centrais, aprovar e homologar os pedidos em condições de prosseguimento, e encaminhá-los para apreciação do órgão setorial de recursos humanos; ” (NR)
“IV – ao Departamento de Recursos Humanos apreciar os pedidos aprovados e homologados pela Diretoria de Ensino e conceder o benefício solicitado.” (NR)
Art. 2º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
fonte: http://www.imprensaoficial.com.br

Confira quatro conselhos para estimular as crianças a se tornarem leitoras

Elisa Estronioli
Clipping Educacional - Em São Paulo
Se precisa descobrir como funciona o celular novo, você vai encontrar instruções no manual. Está em busca de informações sobre alguma lei? Textos poderão ajudar você a compreender seus direitos. Se alguém querido está longe, cartas ou emails são fontes de notícias. A palavra escrita é fundamental para nos conectarmos com a realidade.
"Também existe uma importância mais profunda: à medida que tem o hábito de ler, você se confronta com um jeito de organizar o pensamento que é de outra pessoa. Isso é fundamental para o desenvolvimento cognitivo", explica Isabel Santana, professora de Educação Infantil e gerente da Fundação Itaú Social, que organiza a Olímpiada de Língua Portuguesa. "Sem contar a importância fundamental pra o enriquecimento de vocabulário e da expressão”, completa.
A leitura, quase um instrumento de sobrevivência, também pode ser fonte de prazer. E é mais fácil descobrir esse encanto quando a intimidade com a palavra escrita existe desde a infância. Mas como incentivar as crianças a desenvolverem o hábito da leitura?
“A gente não sabe como se forma o leitor – tem pistas. Não existe uma receita mágica”, adverte a professora Norma Sandra de Almeida Ferreira, da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Ainda assim, há algumas orientações que, se não garantem que a criança vire uma devoradora de livros, pelo menos a ajudam a ter mais familiaridade com esse objeto tão fundamental. Confira:

1. Ler na frente dos filhos
O primeiro fator, e talvez o mais importante, para estimular as crianças a desenvolverem o gosto pela leitura, é viver entre pessoas que valorizam o ato de ler. Ao ver os pais lendo, a criança aprende que aquela atitude é um modelo que deve seguir. “Esse gesto parece banal, mas é aprendido. A criança vê que aquele objeto é diferente, que o jeito de manusear não é como o de um carrinho, por exemplo”, diz a professora Norma Ferreira, da Unicamp. “Em um ambiente onde não há esse letramento, é muito mais difícil a criança desenvolver o hábito”, diz Isabel Santana.

2. Contato com livros em casa
Para Norma Ferreira, a educação do leitor começa, literalmente, no berço: “pode deixar pegar [os livros], manusear, colocar no chão, levantar, quanto mais cedo melhor. Há diferentes tipos de livros: de plástico, de pano, com folhas mais grossas, grandes, pequenos, que a criança pode tocar.” [veja alguns exemplos neste link]
Mesmo antes de começar a ler, é importante que a criança tenha contato com o objeto, reforça Isabel Santana. “A princípio a gente tem medo de estragar os livros dando para as crianças. É uma cena muito comum nas escolas: elas veem a professora lendo, escutam, mas não tocam. Na minha percepção, isso é equivocado. A criança tem que vivenciar o livro como um objeto.” Assim, se já vive em contato com a palavra escrita, conforme a criança vai se alfabetizando, começa a ler espontaneamente. Também é educativo levar as crianças a espaços como bibliotecas e livrarias -- ou, ainda, aproveitar a Bienal para um passeio de final de semana.

3. Ler em voz alta para os pequenos
Além de mostrar a importância da leitura e estimular a imaginação das crianças, ler em voz alta tem uma outra função: “Ler não é uma atividade como tricotar ou cozinhar, que dá para fazer vendo televisão. Tem um tempo próprio, em que os pais param apenas para ler junto com os filhos. Isso cria um laço afetivo muito forte”, diz Norma Ferreira. “Conheço depoimentos de adultos que se lembram do jeito da mãe fechar os olhos qando lia histórias para eles na infância.”
Isabel Santana lembra que, nessas contações de história, é importante dar a oportunidade para a criança conversar sobre o que está sendo lido: tirar dúvidas, dar opiniões. “Quando as pessoas estão interessadas em saber coisas novas e associam a escrita com esse lugar de buscar conhecimento, o interesse pela leitura se faz naturalmente. Por isso é importante que, quando os pais estiverem lendo, deem espaço para a criança participar. Isso cria o significado e o sentido para o desenvolvimento da leitura.”
As duas especialistas reforçam a importância de fazer desse ritual uma rotina: seja antes de dormir, depois do almoço, todo domingo. Para Isabel, é importante que o exercício seja diário. “A infância é a fase mais simples pra desenvolver hábitos, desde escovar os dentes até a leitura. Ambos exigem frequência, rotina, constância. Uma ação esporádica na infância não é suficiente pra desenvolver o hábito.”

4. Lidar com leituras "impróprias"
Uma vez que a criança desenvolveu o interesse pelo universo letrado, como os pais podem ter o controle sobre aquilo que está lendo? Como "protegê-la" de conteúdos impróprios? “É complicado estabelecer com segurança o que é um conteúdo adequado para alguém”, diz Isabel. “Quando essa decisão ocorre no interior da casa, acho que os pais devem recorrer ao bom-senso.” Além disso, afirma, é importante que os pais conversem sempre com os professores das crianças para saber o que eles estão lendo na escola e “ampliar os horizontes dos pais”.
Norma complementa: “Uma maneira é sempre acompanhar o que ela está lendo. Mas, cá entre nós, leituras proibidas sempre aconteceram. Proibir não adianta, o melhor é conversar.”
fonte: http://educacao.uol.com.br/

Contra o moralismo e a favor de Ignácio de Loyola Brandão

Erick Tedesco
Clipping Educacional – Tribuna de Piracicaba
Difamado e escandalizado por pais, “Obscenidades para uma dona de casa” cumpre função enquanto literatura com questionamentos
Na Europa da Idade Média, livros foram queimados porque a Igreja tinha medo que o homem descobrisse mais sobre si mesmo. Séculos depois, no 20, o Nazismo na Alemanha sobrepôs a cultura local perante as de outras partes do mundo para legitimar suposta hegemonia racial. Anos depois, nos anos 70, a Ditadura Militar no Brasil proibiu a circulação de muitas músicas, revistas e literaturas, apontadas como subversivas, que serviriam para que o indivíduo tomasse conhecimento das ações retrógradas do regime.
E em pleno 2010, num momento histórico em que o ser humano tem conhecimento acessível para romper com o moralismo e com tantas outras amarras sociais, pessoas de algumas partes do país, inclusive de Piracicaba, querem interferir no papel da educação dos jovens exigindo que um livro seja retirado das mãos dos estudantes de escolas estaduais. Tudo por causa do conto “Obscenidades para uma dona de casa”, do escritor Ignácio de Loyola Brandão, que está no livro “Cem melhores contos brasileiros do século”, distribuído no Ensino Médio.
Como sugere o título, palavras consideradas de baixo calão e que remetem ao ainda tempestuoso universo do sexo chamaram a atenção dos pais de algumas crianças, que ao invés de discutir com elas a respeito do que se trata o conto, agiram como se tomados pela quimera daqueles citados tempos históricos e exigiram a censura do texto. Para *Josiane Maria de Souza, coordenadora do curso de letras-português da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), são declarações isoladas que repercutem na mídia. Ela suspeita que apenas leram o título, e não o conteúdo. “São leitores de palavras”, afirma.
Josiane ressalta o caráter polêmico do conto, ao mesmo tempo em que aponta que promover discussões e causar espanto são alguns dos papeis da literatura. “O texto aborda como o cotidiano marcado de uma dona de casa muda quando começa a receber cartas eróticas anônimas. O fato desperta a sensualidade na mulher, algo tão inerente ao ser humano”, destaca a professora alertando que, ao longo do conto, a personagem, constantemente, se questiona enquanto lê as cartas. “O autor Brandão deixa claro que existe o conflito entre o certo e o errado no que ela faz”.
É a partir da explanação do conto que Josiane se posiciona contra a manifestação destes pais e, ao invés de censura, propõe alternativas para a leitura. “Sugiro que eles leiam o conto junto aos filhos e discutam os termos elencados como obscenos. Se isso acontecer, algo de bom surgiu desta polêmica”. Para ela, ações educacionais devem ser fomentadas tanto em salas de aula como nos lares. “É um despropósito criticar deste jeito um material escrito. Isso é censura e toda censura é nefasta, fascista”, alerta.
A função do conto, que o próprio autor caracteriza como “erótico, mas poético” e já foi tema em vestibular, virou monólogo teatral e traduzido para dez línguas. Para Josiane, sexo é assunto corriqueiro em rodas de conversa entre amigos, e acredita que todos os referidos termos usados por Brandão fazem parte do vocabulário dos adolescentes. “É um moralismo enorme e uma visão equivocada da literatura. Existe a ideia equivocada de que a literatura só é boa se apazigua e nos deixa de bem com a vida. É como ler Paulo Coelho, que eu leio e nada acontece, então esqueço, porque não me faz refletir sobre a vida. É mais um passe de mágica do que discussão”.
A professora ainda contextualiza o conto na obra, indicando na introdução uma “dica” sobre a contribuição de Ignácio Brandão, em texto escrito por Ítalo Marconi. “O conto está na seção das produções dos anos 80, cuja temática estava focada, principalmente, na mulher e na sexualidade, que tem a ver com a abertura cultural do Brasil”. Josiane faz o link com a depressão dos anos 90 por causa da Aids, uma conseqüência da exacerbação do erótico na década passada. “Não se pode isolar uma literatura, afinal, não lemos só palavras”, reflete.
E, assim como o preconceito racial e a intolerância religiosa são erros na evolução da humanidade, censurar a literatura que propõe reflexões sobre o que é viver e como lidar com os “anjos e demônios” é retroceder. Para Josiane, palavras obscenas chocaram gerações passadas, mas não assustam a atual. “Um tabu que envelheceu e que não escandaliza os adolescentes”, aponta. No entanto, a ignorância é atemporal e injustiças com um ilustre escritor como Brandão – e também com a inteligência –, infelizmente, às vezes acontecem.
*Josiane Maria de Souza, da Unimep, aponta que é preciso ler o conto dentro de um contexto, e não apenas suas palavras
Fonte: http://www.tribunatp.com.br/

sábado, 21 de agosto de 2010

Contrato para aplicação e correção do Enem 2010 será 28% mais caro do que o de 2009

Rafael Targino
Clipping Educacional - Em São Paulo
O contrato com o consórcio Cespe/Cesgranrio, que vai aplicar a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010, custará 28% a mais do que o de 2009. Neste ano, o MEC (Ministério da Educação) deve pagar um valor em torno de R$ 128 milhões na aplicação e na correção. Na última prova, foram gastos R$ 99,96 milhões.
Segundo o MEC, as justificativas para o aumento são o maior número de inscritos para o exame neste ano –cerca de 4,6 milhões, contra 4,1 milhões em 2009–, o “reforço na contratação de pessoal” de apoio e a atualização monetária. O valor representa R$ 27,87 para cada estudante inscrito.
Nesta sexta-feira (20), deve ser publicado no Diário Oficial o extrato de dispensa de licitação para o consórcio. O contrato com os Correios, que serão responsáveis pela distribuição dos exames, já foi assinado. As polícias Militar e Federal, além das Forças Armadas, estão encarregadas da segurança.

Gráfica
O contrato com a gráfica que vai imprimir a prova, no entanto, ainda está pendente. Nesta quinta (19), a Justiça decidiu que a desclassificação da Gráfica Plural (parceria do Grupo Folha e da Quad Graphics) na licitação para impressão da prova foi ilegal. Segundo nota, a juíza determinou "prosseguimento do processo de sua habilitação na licitação, ao mesmo tempo em que autorizou a continuação da licitação".
De acordo com o MEC, “o cronograma de execução da prova está sendo cumprido". O processo de licitação "deve seguir o seu curso, com a avaliação 'in loco' do quesito segurança, a ser elaborado pela ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica) nas gráficas concorrentes, o que deve ocorrer nos próximos dias".
fonte: http://educacao.uol.com.br

Justiça decide que gráfica desclassificada para imprimir o Enem 2010 pode continuar na licitação

Clipping Educacional - Da Redação*/Em São Paulo
A juíza federal substituta da 2ª Vara, Candice Lavocat Galvão Jobim, considerou ilegal a desclassificação da Gráfica Plural (parceria do Grupo Folha e da Quad Graphics) no processo licitatório para impressão do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Segundo nota divulgada nesta quinta-feira (19), a juíza determinou "prosseguimento do processo de sua habilitação na licitação, ao mesmo tempo em que autorizou a continuação da licitação".
Houve entendimento de que a documentação apresentada pela gráfica era suficiente pra comprovar a capacidade técnica determinada pelo edital. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) havia alegado falta de documentos comprobatórios para desclassificar a empresa.
Na nota, a juíza federal substituta enfatiza "que, na referida modalidade de licitação, a administração não está autorizada a emitir juízo de valor prévio sobre qual empresa está ou não melhor preparada para prestar o serviço, pois não se trata de licitação do tipo melhor técnica e preço, mas apenas melhor preço".
Segundo nota do MEC (Ministério da Educação), o Inep, autarquia da pasta responsável pelo exame, "reitera que o cronograma de execução da prova está sendo cumprido". O processo de licitação "deve seguir o seu curso, com a avaliação 'in loco' do quesito segurança, a ser elaborado pela ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica) nas gráficas concorrentes, o que deve ocorrer nos próximos dias".
A Gráfica Plural imprimiu as provas do Enem 2009 e foi de lá que as provas foram roubadas às vésperas da realização do exame, que teve que ser adiado. A juíza acrescentou em sua decisão que “ainda que preocupado [o MEC], com razão, com os eventos ocorridos no Enem 2009, envolvendo o nome da empresa impetrante [a Gráfica Plural], não está autorizado a buscar classificação de empresa que julgue mais capacitada para a prestação do serviço, violando regras claras do edital”.
fonte: http://educacao.uol.com.br/

O inchaço do currículo escolar

Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
Introduzidas no currículo do ensino médio para afirmar teses "politicamente corretas" ou em resposta a pressões ideológicas e corporativas, disciplinas como cultura indígena e cultura afro-brasileira estão agravando as distorções do sistema educacional brasileiro.
Não bastasse a dificuldade que já enfrentam para ensinar aos alunos as disciplinas básicas, como português, matemática e ciências, ao serem obrigados a lecionar disciplinas criadas com o objetivo de resgatar a "dívida histórica com a escravidão" e a "dívida social com os povos da floresta", muitos professores acabam perdendo o controle dos seus cursos, transformando-os em verdadeiros pastiches de informações ideologicamente enviesadas.
Só nos últimos três anos, emendas aprovadas pelo Congresso incluíram seis novas disciplinas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Além de cultura afro-brasileira e cultura indígena, a rede escolar de ensino básico também tem de oferecer as disciplinas filosofia, sociologia, meio ambiente, regras de trânsito e direitos das crianças e dos idosos.
Tramitam ainda no Congresso centenas de projetos propondo a criação de mais "conteúdos" como esses. No levantamento que fez para sua tese de doutorado, a professora Fátima Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais, constatou que só a Câmara dos Deputados recebeu 545 propostas desse tipo, entre 1995 e 2003.
O inchaço do currículo acarreta graves problemas. Compromete a adoção de novos projetos pedagógicos, obriga os professores a reduzir a carga horária das disciplinas básicas, para lecionar as novas matérias, e acarreta desperdício de recursos, pois as escolas têm de produzir material didático. Esses problemas tendem a perpetuar a má qualidade da educação básica, como deixa claro o desempenho dos estudantes brasileiros nas provas e testes internacionais de avaliação de conhecimento. Com uma alfabetização e uma formação deficientes, eles estão sempre nas últimas colocações.
Políticos, movimentos sociais e entidades engajadas defendem a introdução das novas disciplinas alegando que elas promovem a inclusão social. Segundo eles, a "escolarização" de temas sociais abriria caminho para a justiça social. Os especialistas discordam. "A escola tem de dar os fundamentos para que o aluno faça sua leitura do mundo. Não é a oferta de disciplina sobre drogas que vai garantir que o jovem se afaste do vício", diz a presidente do Conselho Nacional de Secretários da Educação, Yvelise Arcoverde.
No mesmo sentido, não são disciplinas como cultura afro-brasileira e cultura indígena que vão reduzir as disparidades de renda. Como tem sido evidenciado pelas recentes e bem-sucedidas experiências de países como a Coreia do Sul e a Índia, só a formação básica de qualidade garante a redução da pobreza e assegura o capital humano necessário a uma economia capaz de ocupar espaços cada vez maiores no mercado mundial. "Cada vez mais se está entulhando coisas nos currículos, por meio de emendas na LDB", afirma a pesquisadora Paula Lozano, da Fundação Lemann. "São tantas emendas que se torna impossível montar um currículo", argumenta Mauro Aguiar, do Colégio Bandeirantes.
Em vez de ser objeto de decisão legislativa, a organização do currículo escolar deveria ficar a cargo de órgãos técnicos e as redes escolares deveriam ter autonomia para definir os conteúdos pedagógicos que consideram necessários à formação de seus alunos. Defendendo essa tese e se empenhando para evitar o desfiguramento do ensino básico, alguns colégios particulares decidiram fazer lobby para desbastar os currículos. A ideia é que as novas disciplinas sejam lecionadas como parte das disciplinas básicas, sem necessidade de aulas exclusivas para os chamados temas sociais.
A iniciativa parece estar dando certo. Em São Paulo, por exemplo, o Conselho Estadual de Educação acaba de emitir um parecer permitindo que os conteúdos de filosofia e sociologia sejam dados dentro de outras disciplinas - como história. É um exemplo a ser seguido pelos outros Estados.
fonte: http://www.estadao.com.br

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Programa Rede São Paulo de Formação de Docente – REDEFOR

Clipping Educacional - REDEFOR
O REDEFOR é fruto de um convênio entre a SEE-SP e a USP, a UNESP e a UNICAMP para a oferta de cursos de pós-graduação.
São 16 (dezesseis) cursos de especialização: 13 (treze) nas disciplinas do currículo e 3 (três) cursos de gestão. Os cursos são oferecidos na modalidade a distância e contam com encontros presenciais.
Os cursos de especialização, em nível de pós-graduação, elaborados pelas melhores universidades do País, têm duração de um ano, e espera-se que tenham impactos positivos na formação em serviço e consequentemente no resultado de aprendizagem dos alunos da rede pública estadual.
Para esta primeira edição são mais de 9 mil vagas distribuídas em 15 cursos. As pré-inscrições para estas vagas foram realizadas de 26 de julho a 10 de agosto e estão encerradas. Foram mais de 50 mil pré-inscritos.
A lista de inscritos será divulgada aqui em setembro, aguarde! Todas as orientações para as pré-inscrições e como serão realizadas as classificações, distribuições e validações das inscrições aos cursos do REDEFOR estão disponíveis em “Inscrições”, no documento “Regras de inscrição”.
fonte: http://www.rededosaber.sp.gov.br/

Nenhum professor é obrigado a comparecer à escola fora de seu horário de trabalho

Clipping Educacional - Fax Urgente 42/2009
Mesmo depois do esclarecimento feito por meio do Fax Urgente 42/2009, muitas subsedes continuam buscando informações sobre convocações de professores para ministrarem aulas suspensas pelo Governador (pontes e outros feriados, problemas de falta d’água etc) e outras situações em que se busca obrigar o professor a comparecer na escola fora de seu horário de trabalho. A Secretaria de Legislação e Defesa dos Associados esclarece:
Aulas aos sábados
A Secretaria de Legislação e Defesa dos Associados, após várias decisões judiciais favoráveis, reafirma orientações sobre aulas aos sábados.
Entendemos que as aulas aos sábados não são obrigatórias para o professor, ainda que elas constem no calendário escolar, ainda que sejam para repor dias letivos não dados, ainda que sejam destinadas a suprir a necessidade de se completar os 200 dias letivos por conta de feriados e afins. O professor, nos termos do artigo 10 da Lei Complementar 836/97, é admitido para lecionar determinada jornada semanal de trabalho. Se, de segunda até sexta-feira, o docente cumprir a sua carga horária semanal, não há nada que o obrigue a estar presente na escola para cumprir mais do que a jornada dele obriga. A única exceção diz respeito ao professor com jornada de 24 horas-aula que leciona em escolas com três turnos diurnos (quatro horas de aula para cada turno).
Neste caso, o professor precisa cumprir a jornada pelo qual foi contratado.
Reposição de dias
No caso da convocação para reposição de dias devido à pontes de feriados, falecimento de governador, falta de água na escola, feriados e afins, independente da previsão no calendário, a Secretaria de Legislação e Defesa dos associados entende que devem ser consideradas as determinações do artigo 91 da LC 444/85 (Estatuto do Magistério), combinadas com o artigo 10 da LC 836/97 (Plano de Carreira).
O artigo 91 fala que as aulas que são suspensas em virtude de determinação superior são consideradas aulas dadas. Pois bem, no caso de falta d´água, falta de luz, assalto na escola e afins, fica fácil de entender, porque o professor, sem ter como se opor, acata a decisão do diretor e vai para casa. Pelo artigo 91, esse dia é considerado como se tivesse havido aula.
No caso de pontes de feriados, idem, porque, a despeito de haver previsão no calendário, a não existência das aulas em um dia que seria útil se deve não a uma vontade do professor individualmente, mas do Conselho de Escola, órgão que, considerando-se o professor, lhe é superior. Esse raciocínio existe ainda que o professor componha o conselho de escola. O mesmo com os feriados.
Orientações
Diante do exposto, a Secretaria de Legislação reforça as seguintes orientações: o professor que receber falta por não comparecer às aulas aos sábados deve solicitar, através de requerimento, a retirada dessa falta. Com o indeferimento, pode ingressar com mandado de segurança.
No caso do comparecimento, o docente pode requisitar pagamento de serviço extraordinário, em ação ordinária.
Cabe ressaltar, no entanto, que em ambas situações quem resolverá a pendência é o Poder Judiciário.
No caso de derrota no mandado de segurança, o professor permanecerá com a falta, podendo prejudicar licenças prêmios e afins. No caso da ação ordinária para cobrar o serviço extraordinário, o professor poderá ter que pagar honorários advocatícios.
Para os professores que tencionam ingressar com ações visando o pagamento de serviço extraordinário, em virtude de, na maioria dos casos, se tratar de necessidade que ocorrerá durante todo o ano (especialmente em escolas cujo calendário já traga aulas aos sábados), orientamos a requerer o pagamento do serviço extraordinário em relação a cada um dos comparecimentos ao serviço. Diante dos indeferimentos, deve guardá-los até o final do ano, para que possamos fazer uma ação com repercussão econômica mais significativa.
Diretoria da APEOESP
Fonte: http://apeoespsub.org.br

A deseducação do PT

Gilberto Dimenstein
Clipping Educacional - Folha.com
O PT tem uma série de bons motivos para criticar a educação em São Paulo --a começar pelas mudanças de diretrizes nas diversas gestões do PSDB.
Definitivamente, o ensino público está longe de ser a melhor bandeira para os tucanos. Mas os petistas estão partindo para um caminho literalmente deseducado, ao atacar a progressão continuada --ou seja, o aluno é reprovado depois de ciclos. Assim, eles culpam a vítima.
Está demonstrado em inúmeros estudos que a reprovação não melhora aprendizado. Pelo contrário. Abate a auto-estima e provoca evasão. Ou seja, só faz aumentar a insegurança.
Se um ou outro aluno não aprendesse, ok. Mas quando a maioria não aprende, a culpa é menos do aluno do que da escola.
Muito mais sensato (e sério), em vez de criticar a progressão continuada, é implementar (o que foi feito com escassez pelo PSDB em São Paulo, embora reconheça avanços) é um sistema contínuo de recuperação para que o aluno não fique para trás.
No mais, quem implantou a progressão continuada em São Paulo (e merece elogios) foi o PT, durante a gestão de Luiza Erundina, que tinha como secretário Paulo Freire.
Gilberto Dimenstein, 53 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha.com às segundas-feiras.
fonte:http://www1.folha.uol.com.br

Emendas incham currículo escolar com novos conteúdos

Clipping Educacional - Agência Estado
Além de português, matemática, história, geografia e ciências, nos últimos três anos os alunos do ensino básico de todo o País se viram obrigados a estudar filosofia, sociologia, artes, música e até conteúdos como cultura afro-brasileira e indígena e direitos de crianças e adolescentes. Também incham o currículo escolar temas como educação para o trânsito, direitos do idoso e meio ambiente.
De 2007 até o mês passado, emendas incluíram seis novos conteúdos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação. Há ainda leis específicas, que datam a partir de 1997, que complementam a LDB. Outras dezenas de projetos com novas inclusões tramitam no Congresso. Esses acréscimos representam um desafio a todos os gestores, mas em especial aos da rede pública, onde a maioria dos alunos não consegue aprender satisfatoriamente português e matemática.
Na rede estadual de São Paulo, por exemplo, a Secretaria da Educação teve de cortar aulas de história no ensino médio em 2008 para cumprir a lei e aumentar as de filosofia e incluir sociologia na grade. Na época, os estudantes do período diurno tiveram uma redução de cerca de 80 aulas de história, na soma dos três anos letivos do ensino médio.
Paula Louzano, pesquisadora da Fundação Lemann, defende a discussão do currículo do ensino básico de forma integral como forma de combater os remendos na LDB, muitas vezes com tendências corporativistas. "Não sou contra as aulas de música, mas quero discutir o todo, não que cada grupo vá individualmente e faça pressão." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
fonte: http://www.estadao.com.br/