sábado, 31 de julho de 2010

Falta de professor deixa alunos com nota cinco em matemática em SP

Vanessa Fajardo
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Docente ficou afastado durante todo mês de junho. Haverá revisão de notas, segundo Secretaria da Educação.
Alunos dos 2º e 3º anos do ensino médio da Escola Estadual Antonio Inacio Maciel, em Taboão da Serra, ficaram com média cinco na disciplina de matemática no segundo bimestre do ano. O professor tirou licença durante todo o mês de junho e os estudantes não tiveram aulas e nem foram avaliados.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que a diretoria de ensino da região de Taboão da Serra vai enviar uma equipe técnica até a escola na próxima segunda-feira (2) para revisar as notas. Ainda, segundo a secretaria, haverá reposição das aulas de matemática perdidas nos próximos seis meses.
A nota cinco, considerada média na rede pública de ensino de São Paulo, revoltou quem costuma ostentar pontuações mais altas no boletim. "Eu só tiro nota boa. Cinco é azul, mas é muita baixa. É muito injusto com que se dedica nos estudos", diz Bárbara Santos Fiel, de 18 anos, aluna do 2º ano do ensino médio.
Para Bárbara, a ausência do professor pode prejudicar quem pretende prestar vestibular ou fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "No segundo bimestre quase não vimos nada de matemática. Agora o professor terá de resumir muito a matéria. Com certeza vamos perder muita coisa."
Outra aluna, de 17 anos, do 2º ano, também se preocupa com o déficit no aprendizado que a ausência das aulas pode causar. "Um mês é muito tempo. Vai fazer muita falta."
fonte: http://g1.globo.com/

Educação e demagogia

FERNANDO DE BARROS E SILVA
Clipping Educacional - FOLHA DE SÃO PAULO
O candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, precisa esclarecer melhor suas propostas para a educação: se eleito, pretende ou não acabar com o sistema de progressão continuada no ensino público?
Na sabatina realizada pela Folha, o senador foi enfático: "Vamos acabar imediatamente com a aprovação automática. Vai ter avaliação". Questionado se isso significava o fim da progressão continuada (que não reprova o aluno ano a ano, mas ao final de um ciclo), tergiversou: "Avaliar não é para reprovar. O que acontece na aprovação automática? Você finge que não reprovou, mas a vida vai reprovar". A frase de efeito é boa, mas a pergunta ficou sem resposta.
Quem implantou o sistema de progressão continuada em São Paulo foi o educador Paulo Freire, insuspeito de "tucanismo", quando secretário de Luiza Erundina. Mário Covas adotou o modelo no Estado em 1995. O desafio daquela época era, fundamentalmente, colocar (e manter) a criança na escola. As taxas de repetência e de evasão escolar eram alarmantes.
Hoje, ao menos no ensino fundamental, as crianças estão na escola. O que é um avanço. Mas a escola é ruim e as crianças aprendem pouco. O que é um problema sério. Os tucanos, há 16 anos no poder, têm óbvia responsabilidade sobre isso.
A "culpa", no entanto, não é da progressão continuada. Reprovar mais não é sinônimo de elevar o nível do ensino. Pode, dizem especialistas, significar o contrário. Estudos mostram que o aluno repetente aprende menos, e não mais que seus colegas; que a reprovação pode ser fator de "deseducação", além de estímulo à exclusão social.
Cerca de 85% dos alunos do ensino fundamental e médio do Estado (mais de 4 milhões de pessoas) estão na rede pública. A escola privada (o nosso mundinho de elite) forma 15% dos jovens. O desafio é imenso. Menos empáfia tucana e menos demagogia petista seriam um bom ponto de partida para SP.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Salário de professor varia até quatro vezes entre Estados

Carolina Rocha,
Clipping Educacional - iG São Paulo
Valorização profissional não acompanha importância do docente para a educação. Diferenças salariais são grandes
A valorização dos professores é considerada ponto crucial para o sucesso das escolas com bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com salários de até R$ 7mil, cursos de especialização pagos pelas instituições onde trabalham e inúmeros recursos à disposição, esses professores podem se considerar privilegiados em relação ao cenário nacional.
A realidade salarial para a maioria das escolas do País é bastante diferente das melhores escolas no ranking do Enem, composto em sua maioria por instituições privadas. Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), com dados de setembro de 2009, mostra que há professores que, mesmo com diploma de ensino superior, ganham pouco mais de um salário mínimo.
No Ceará, Estado com uma das remunerações mais baixas do País, docentes em início de carreira ganham, em média, R$ 627,08 por mês. O valor é quatro vezes menor do que recebem os professores iniciantes no Distrito Federal. Incluindo todas as gratificações, os salários dos cearenses não ultrapassam R$ 739,29 quando começam a dar aulas.
No Amazonas, os docentes recebem pouco mais que isso: R$ 841,32. De acordo com a pesquisa realizada pela CNTE, em Roraima, os iniciantes ganham apenas R$ 10,19 a mais que no Estado vizinho. Em todos esses casos, os profissionais que lecionam nas escolas amazonenses não recebem o piso salarial definido em lei para a categoria.

Remuneração mínima
Em junho de 2008, foi aprovada pelo Congresso Nacional uma emenda constitucional que institui o piso salarial nacional para os professores. A categoria é a única do País a ter o benefício assegurado na Constituição Federal.
Segundo a lei, os Estados e municípios teriam até 1º de janeiro de 2010 para começar a pagar a remuneração mínima de R$ 950 a docentes que trabalhassem 40 horas semanais e tivessem o ensino médio completo. O valor já subiu para R$ 1.024, segundo correção feita pelo MEC na data em que o piso se tornaria obrigatório em todo o País.
Apesar da determinação legal, milhares de professores estão longe de receber esses valores. Os governos de Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Ceará, com apoio da Confederação Nacional dos Municípios (CMN), entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a emenda constitucional. Para eles, o valor definido pela lei seria superior ao que poderia ser pago pelos Estados sem comprometer seus orçamentos.
“O STF já julgou que o piso é constitucional, mas os Estados reclamam que o valor de R$ 1024 deve ser a soma do salário base com as bonificações. A lei diz que o piso é só o salário base e as bonificações devem ser pagas além dele”, explica o vice-presidente do CNTE, Nilton Canuto de Almeida.
O STF precisa dar um parecer final para acabar com o impasse. Até lá, muitos profissionais continuarão recebendo o piso como soma do salário-base com benefícios. “Se o piso considerar o valor dos benefícios, os professores podem ser prejudicados na aposentadoria, que é calculada a partir do salário base e não das bonificações. Este pode ser um grande prejuízo para o professor”, explica Almeida.
Em Santa Catarina, os docentes são pagos dessa forma. O menor salário-base é o pago pelo Estado aos iniciantes: R$ 534,46. Porém, com o pagamento de regências de classe, a remuneração média chega a R$ 1.023,24. “Ninguém no Estado ganha menos que o piso e, enquanto o STF não julgar que o piso deve ser sem os acréscimos, podemos pagar desta forma. No dia que isso mudar, nós nos adaptaremos, mas, até lá, estamos dentro da lei”, defende a diretora de Desenvolvimento Humano da Secretaria de Educação de Santa Catarina, Elizete Melo.
Na opinião da diretora, a situação do professor em Santa Catarina não é tão desfavorável. “A maioria deles tem formação em licenciatura, por isso esse valor é pago para poucos”, afirma.

Diferenças entre municípios
De acordo com o CNTE, as médias salariais dos Estados caem, muitas vezes, por conta das redes municipais. “A maior parte das redes estaduais já paga ao piso, mesmo que seja incluindo os benefícios junto aos salários, mas, em vários municípios, nem mesmo isso está sendo respeitado”, diz o vice-presidente da entidade.
No Ceará, a rede estadual paga pelo menos R$ 1.024 para os 300 professores da rede que não possuem diploma de licenciatura. “Eles estão fora da sala de aula, em processo de aposentadoria. A remuneração média dos professores da rede com carga horária de 40 horas semanais é de R$ 2.240,30”, afirma Marta Emília Silva Vieira, coordenadora de gestão de pessoas da Secretaria da Educação do Ceará.
Realidade bem diferente da cearense é a da capital federal. O DF chega a pagar R$ 2.551,59 com bonificações. O Amapá aparece em segundo lugar entre os que melhor pagam os professores. A remuneração total é de R$ 1.895,22, mas o salário-base não passa de R$ 971,91. Em São Paulo, a remuneração média paga para um professor iniciante, com ensino médio e que trabalha 30 horas semanais, é de R$ 1.213,26.
Os salários pagos aos professores são inferiores às remunerações de outros profissionais cujo papel é essencial para a sociedade. Médicos, advogados, engenheiros, contadores, policiais e caixas de banco ganham mais.

Carência de profissionais
A baixa remuneração contribui para que um problema antigo das escolas brasileiras continue sem solução em um curto período de tempo: a falta de profissionais. Com a crescente expansão de investimentos e leis que tornaram obrigatórios o ensino fundamental de nove anos e o ensino médio, cada vez mais professores serão necessários nas salas de aulas brasileiras.
O último levantamento oficial feito para tentar mensurar a quantidade de docentes que o País precisa para atender à demanda brasileira apontava uma carência de 250 mil professores nas escolas brasileiras. O estudo elaborado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) com a ajuda do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) se baseou em dados de 2007.
De lá para cá, os números não foram atualizados. Mas um dos autores do estudo, Mozart Neves Ramos, acredita que a realidade atual permanece a mesma de dois anos atrás. “Não há como fazer uma mudança assim em tão pouco tempo. Só para formar os futuros professores são necessários quatro anos. Acho que a partir do ano que vem poderemos perceber os impactos das políticas adotadas”, pondera.
O estudo realizado por Mozart mostra que as maiores carências são nas áreas de exatas: física, química, matemática e biologia. Só em física é preciso contratar 23,5 mil novos professores para o ensino médio. Mozart, que é conselheiro do CNE, lembra que tão importante quanto suprir essa carência é corrigir outro problema presente nos quadros docentes dessas disciplinas. Muitos dão aulas sem formação específica para as áreas.
Apenas 5% dos professores de física das séries finais do ensino fundamental têm licenciatura na área. Em química, apenas 10,4% dos docentes têm formação adequada. Em biologia, 16,4%. Mesmo em língua portuguesa, a disciplina dessa fase que mais possui professores com formação adequada para o ensino da matéria, os qualificados não passam de 65% do quadro de profissionais da área.
No ensino médio, as áreas em que há mais profissionais com formação inadequada são física (só 25,1% dos docentes têm formação na área) e química (28% dão aulas sem qualificação adequada). “Esse é um problema que tem de ser analisado no mesmo patamar de importância do déficit de docentes. Essa é uma situação igualmente grave”, ressalta.
“É preciso reconhecer que muitas medidas foram tomadas após esse estudo para enfrentar esse problema. A Universidade Aberta do Brasil, a ênfase do Reuni (programa de expansão das federais) e a implantação de programas de incentivo à docência podem aumentar a quantidade de professores formados no País”, diz.
* Colaborou Priscilla Borges, iG Brasília
fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br



Ministro homologa diretrizes nacionais para os planos de carreira dos funcionários da educação

Maria Isabel Azevedo Noronha
Foi publicado no Diário oficial da União despacho do ministro da Educação, Fernando Haddad, homologando as Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira dos Funcionários da Educação Escolar Básica Pública (Parecer CNE/CEB 9/2010), das quais fui relatora, durante a gestão do Conselheiro César Callegari como Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.
Tomando como base a lei 12.014/2009, de autoria da senadora Fátima Cleide (PT/RO), que alterou o artigo 61 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que passou a reconhecer os funcionários das escolas como profissionais da educação, mediante as habilitações necessárias, além de outros dispositivos legais, as diretrizes representam um avanço na luta desses profissionais pela valorização no contexto do processo educacional.
Agora, os funcionários da educação têm condições de pleitear junto aos respectivos sistemas de ensino a formulação de planos de carreira que contemplem seus direitos e necessidades, na perspectiva de sua total profissionalização. Através de normas relativas á formação e aos concursos públicos para o ingresso na carreira, as diretrizes visam à reversão da terceirização dos serviços técnico-administrativos nos sistemas e unidades escolares, tendo em vista que ela distancia esses serviços dos projetos político-pedagógicos das escolas e, assim, prejudica a qualidade do ensino.

Abaixo, a íntegra do Despacho do ministro da Educação.

D.O.U – 30/07/2010 – Seção 1, p. 7
DESPACHO DO MINISTRO
Em 29 de julho de 2010
Nos termos do art. 2o da Lei no 9.131, de 24 de novembro de 1995, o Ministro de Estado da Educação, HOMOLOGA o Parecer n° 9/2010, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que propõe a aprovação das Diretrizes Nacionais para a Carreira dos Funcionários da Educação Básica Pública na forma deste Parecer e do Projeto de Resolução em anexo, do qual é parte integrante, conforme consta do Processo no 23001.000240/2009-46.
fonte: http://apeoesp.wordpress.com/

Haddad quer professores de ensino básico com pós-graduação

Clipping Educacional - Agência Brasil
Ministro defende que o próximo Plano Nacional de Educação estipule metas para a formação de professores do ensino básico com pós
O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu nesta sexta-feira que o próximo Plano Nacional de Educação estipule metas para a formação de professores do ensino básico público com pós-graduação. Para o ministro, o professor especializado tem mais condições de estimular o ingresso à iniciação científica na sala de aula.
“Isso vai ajudá-lo [professor] a um ambiente mais propício para essa prática”, disse o ministro. A palestra de Haddad encerrou a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na capital potiguar.
No início da conferência, Haddad foi interrompido pelo protesto de estudantes e professores do Programa de Educação Tutorial (PET). O programa prevê que os alunos recebam orientação de um tutor para atividades extracurriculares, inclusive na área de ciências.
Os manifestantes pediam a revogação de duas portarias, assinadas pelo ministro nesta semana, que estabelecem o prazo de seis anos para os tutores permanecerem no programa. Segundo Haddad, as medidas foram editadas com o aval das principais instituições representadas no PET, mas prometeu uma reunião com os estudantes para discutir as portarias.
Os organizadores da SBPC divulgaram um balanço final do encontro de seis dias. O número de inscritos foi de 11.268, superando a estimativa inicial, de 9 mil. Em média, cerca de 15 mil pessoas passaram, por dia, pelas conferências, simpósios e estandes da SBPC.
Horas antes do encerramento oficial, um grupo de estudantes promoveu, no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ato em apoio à legalização da maconha.
fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

Casos de bullying em escolas preocupam pais e educadores

Clipping Educacional - O Dia
As mudanças de comportamento de *Renata, de 13 anos, vieram sutilmente. Considerada boa aluna, a adolescente começou a apresentar queda significativa no rendimento escolar. Depois disso, vieram as constantes tentativas de não ir às aulas, sempre alegando dores de cabeça, de barriga ou febres imaginárias.
Mas a mãe da menina só desconfiou que alguma coisa realmente ia mal na escola quando Renata teve uma crise de choro e pediu para sair do colégio. O motivo? A constante implicância de alguns colegas, que colocavam apelidos, faziam brincadeiras maldosas e até mesmo ameaçavam fisicamente a aluna, características conhecidas, hoje, como bullying.
"No início achei que o motivo das notas baixas era o namoradinho que ela arrumou aqui no condomínio", afirma *Marise, mãe de Renata, que pediu para que a verdadeira identidade de ambas não fosse revelada. "Mas quando ela começou a não querer frequentar as aulas, percebi que o problema era na escola. Cheguei a conversar com os professores, que disseram que não havia nada de errado com ela. Somente quando minha filha teve uma crise de choro e me contou o que estava acontecendo é que resolvi tirá-la do colégio e procurei um psicólogo. Infelizmente, a escola não estava preparada para ajudar minha filha".
Infelizmente, segundo especialistas, o que aconteceu com Renata é mais comum do que se imagina. O fenômeno conhecido como bullying, palavra inglesa utilizada para denominar ações de violência - física ou psicológica - de um indivíduo ou grupo de indivíduos e que tem como objetivo humilhar outra pessoa. De acordo com o psicólogo José Antonio Martins, a ocorrência de bullying nas escolas públicas e privadas sempre aconteceu, mas só vem ganhando notoriedade de alguns anos para cá, muito por conta de uma intensa campanha, principalmente através da mídia, alertando para os perigos de tais atitudes violentas.
"O bullying pode se manifestar de diversas maneiras, por isso é tão difícil detectar. Apelidos maldosos que ressaltam alguma imperfeição da vítima, exclusão do grupo, xingamentos, ameaças veladas e até mesmo agressões físicas são as principais características. Mas como separar um apelido jocoso de um comportamento que evidencie o bullying? Cabe à escola e à família trabalharem em conjunto para evitarem situações extremas", ressalta Martins.
Pesquisa realizada pela Organização Não Governamental Plan Brasil em 2010, com 5.168 alunos de todo o país revelou que quanto mais frequentes os atos repetitivos de maus tratos contra um determinado aluno, mais tempo dura essa violência. A constatação demonstra que a repetição das ações de bullying fortalece os agressores e reduz as possibilidades de defesa das vítimas. Este resultado indica ser essencial uma rápida identificação destas ações e imediata reação para conter este tipo de atitude.
Ainda segundo a pesquisa, o bullying é mais comum nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, e a incidência maior está entre adolescentes na faixa de 11 a 15 anos de idade, que frequentam a sexta série do ensino fundamental. Os agressores geralmente cometem os maus tratos para obter popularidade entre os colegas, para serem aceitos ou simplesmente se sentirem poderosos. No caso das vítimas, estas costumam apresentar algum traço característico marcante (obesidade, baixa estatura), algum tipo de necessidade especial ou o uso de roupas consideradas diferentes pela maioria dos colegas.
"Os jovens tímidos, com dificuldades para se expressar, são alvos em potencial. Os primeiros sinais apresentados geralmente são a queda no rendimento escolar e o medo de frequentar a escola", explica José Antonio. "O problema é que a maioria das escolas não está preparada para reconhecer essa prática, já que a linha que separa o bullying da brincadeira é muito subjetiva".
Para auxiliar pais e educadores a reconhecerem - e evitarem - o bullying, a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia) desenvolveu um Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes, com diversos conselhos, entre eles o de estimular os estudantes a fazerem pesquisas sobre o tema, fazer com que os estudantes criem regras de disciplina que evitem a prática de bullying, além de interferir, quando necessário, em grupos de alunos que apresentem características de estarem cometendo maus tratos.
A pedagoga Aline Feijó faz questão de ressaltar que os estudantes que praticam o bullying também precisam de cuidados especiais, já que muitas vezes esse comportamento é fruto de problemas mais profundos, como desequilíbrio emocional e desajustes familiares. A cooperação da família, nestes casos, é fundamental para que agressores e vítimas não façam mais parte deste quadro de violência.
fonte: http://noticias.terra.com.br

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Alunos com notas baixas devem intensificar estudos no 2º semestre

Marina Morena Costa,
Clipping Educacional - iG São Paulo
Escolas voltam às aulas na próxima segunda-feira. Criar o hábito de estudar é um dos segredos para um bom desempenho escolar
Quem está com notas baixas na escola, deve intensificar os estudos e se concentrar mais em sala de aula durante o segundo semestre. Passado o período de descanso das férias de julho, professores dão dicas para quem precisa melhorar o desempenho, e são categóricos: estudar deve ser um hábito.
“Nas férias o aluno passa 30 dias sem pensar na escola. O descanso deve realmente acontecer, mas nos últimos dias é importante começar a retomar os estudos”, avalia Aloysio Costa, coordenador do ensino fundamental II do Colégio Augusto Laranja, em São Paulo.
Costa indica aos estudantes retomar os estudos priorizando as matérias que têm dificuldade ou defasagem. Nestes últimos dias que antecedem a volta às aulas – grande parte das escolas retoma as atividades na próxima segunda-feira, 2/8 –, o coordenador sugere rever provas, refazer exercícios, ler as anotações de aula e identificar quais são os problemas de compreensão para tirar as dúvidas em sala de aula.
Outro passo fundamental e talvez o segredo de um bom desempenho escolar é criar o hábito de estudar em casa. “O aluno deve ter uma agenda pessoal impecável. E, principalmente: precisa segui-la”, destaca Costa. A dica é distribuir as atividades na agenda e separar um momento para o estudo. “Para alguns, meia hora pode ser suficiente. Para outros talvez seja necessário um tempo maior”, explica Costa.
Claudia Baratella, vice-diretora do Colégio Renovação, em São Paulo, destaca a importância de realizar as tarefas no mesmo dia em que elas são passadas. “Se o aluno deixar as coisas se acumularem, vira uma bola de neve e ele não consegue dar conta. Por isso é importante se organizar, e estudar o que tem dificuldade e menos gosta primeiro. O que ele mais gosta pode ser o que menos precisa estudar”, diz Claudia.

Aula até nas férias
Há três anos o Colégio Renovação iniciou um programa de estudo nas férias com o objetivo de ajudar os alunos com dificuldade. Nas duas últimas semanas de julho, alunos com bom desempenho conduzem grupos de estudo de estudantes que estão com notas baixas.
A monitoria continua no decorrer do ano, porém é expressiva a participação dos alunos no projeto que acontece nas férias. “Temos 250 alunos do ensino fundamental e médio participando dos grupos de estudo nessas férias. Isso representa mais de 50% dos alunos com dificuldades”, relata Claudia. Para os 40 monitores, a recompensa é um ponto a mais na média.
- Estabeleça um horário de estudo. Crie uma rotina semanal considerando suas atividades extracurriculares e o tempo de estudo em casa e procure cumprir os horários estabelecidos
- Estabeleça um local de estudo tranquilo, onde não circulem pessoas, onde haja silêncio (sem TV ou rádio), que tenha uma escrivaninha que permita uma posição correta e que conte com uma iluminação adequada.
- Mantenha seu local de estudos arrumado, com tudo o que você precisa por perto: régua, lápis, borracha, compasso. Só o estritamente necessário, sem brinquedos, roupas ou outros objetos
- Faça as lições de preferência no mesmo dia em que foram passadas. Com isso você evita o acúmulo de tarefas e realiza os exercícios com mais facilidade, pois as explicações e anotações de sala de aula estão frescas em sua memória
- Se tiver dúvidas, anote para esclarecer com o professor no dia seguinte
- Faça as tarefas sem auxílio dos pais ou irmão. Você precisa aprender a trabalhar de forma independente
- Procure dormir cedo. Estando bem descansado, você estará mais propenso a receber e assimilar os novos conhecimentos do dia seguinte
- Nunca diminua seu tempo de sono para estudar mais. Se você estiver descansado você irá aprender com mais rapidez
- Faça revisões diárias, mensais e semestrais da matéria. Revisão é repetição. E repetição gera fixação
- Estude fazendo intervalos. Não estude mais do que uma hora seguida. Faça intervalos de 5 a 15 minutos
- Lembre-se: estudar sempre na mesma hora ajuda a criar o hábito
fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

Senado vota MP que cria programa de fortalecimento do ensino médio na próxima semana

Clipping Educacional - Ação Educativa
O Senado Federal deve votar até o dia 4 de agosto a Medida Provisória que permite o repasse de 800 milhões de reais da União para o ensino médio de estados das regiões norte e nordeste
O Senado Federal deve votar até o dia 4 de agosto a Medida Provisória (MP) 484/2010 do governo federal que permite o repasse de 800 milhões de reais da União para o ensino médio de estados das regiões norte e nordeste e cria o Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio.
Segundo o texto, estes recursos serão transferidos diretamente para os estados que recebem do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) um valor anual por aluno inferior à média das regiões norte e nordeste em 2010. Os outros parâmetros para a distribuição são o Ideb e o número de matrículas na rede pública de cada estado.
No documento de justificativa da MP, a chamada exposição de motivos (EMI nº24/2010), assinado pelo Ministério da Fazenda e pelo MEC, o objetivo do Programa é
“superar dificuldades financeiras emergenciais”, causadas pela queda de arrecadação dos estados, em decorrência da crise financeira de 2009.
“As transferências da União ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal e receitas próprias desses entes federados se realizaram abaixo das expectativas e das projeções no exercício de 2009, trazendo dificuldades para o cumprimento de seus compromissos financeiros com investimentos, fornecedores, prestadores de serviço e folha de pagamento dos servidores”, diz o texto.
O governo federal também justifica a medida afirmando que a queda na arrecadação poderia estagnar a expansão da oferta de vagas para o ensino médio nesses estados, onde há a carência de oferta é maior.
fonte: http://www.acaoeducativa.org.br/

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Decreto Nº 56.052/2010 - Dispõe sobre o funcionamento das escolas públicas estaduais nos períodos de recesso escolar

Dispõe sobre o funcionamento das escolas públicas estaduais nos períodos de recesso escolar e dá providências correlatas
ALBERTO GOLDMAN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
- Considerando o disposto na legislação estadual em especial no artigo 119 da Lei Nº 10.261/1968, no artigo 94 da Lei Complementar Nº 444/1985, no artigo 16 da Lei Complementar Nº 463/1986 e no artigo 1º da Lei Complementar Nº 577/1988; e
- Considerando a necessidade de se assegurar o funcionamento das escolas públicas estaduais nos dia úteis, Decreta:
Artigo 1º - As escolas públicas estaduais deverão funcionar em todos os dias úteis, para garantir o atendimento aos seus usuários e à comunidade escolar em geral.
Parágrafo único - O Diretor de Escola deverá organizar escala de trabalho do pessoal técnico-administrativo, de modo a garantir a presença de pelo menos um servidor da direção da escola, um da secretaria e mais um de apoio escolar, para atendimento ao público no período de recesso escolar de julho e no compreendido entre o Natal e o dia 1º de janeiro do ano subseqüente.
Artigo 2º - O calendário escolar, elaborado pela equipe escolar e homologado pelo Dirigente Regional de Ensino, observará o disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no presente decreto.
Artigo 3º - Na elaboração do calendário escolar, além de outras ocorrências objeto de programas ou projetos de natureza educativa, disciplinados e regulamentados por atos específicos, deverão ser previstos:
I - o início e o término do ano letivo;
II - os períodos de férias escolares;
III - o período de recesso escolar de dez dias no mês de julho, a que farão jus os integrantes da classe de suporte pedagógico do Quadro do Magistério e os do Quadro de Apoio Escolar, em exercício na escola;
IV - o período compreendido entre o Natal e o 1º de janeiro do ano subseqüente;
V - as demais atividades e eventos contemplados no projeto pedagógico da escola.
Artigo 4º - O Secretário da Educação baixará as normas complementares que se fizerem necessárias ao cumprimento do disposto neste decreto.
Artigo 5º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, em especial o Decreto Nº 31.875/1990.
fonte: http://www.imesp.com.br

quarta-feira, 28 de julho de 2010

USP, Unesp e Unicamp oferecem pós a distância para professores

Clipping Educacional - Redação Terra
Um convênio formado entre a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, USP, Unesp e Unicamp vai oferecer cursos de pós-graduação a distância para professores e diretores da rede pública estadual de ensino. São 16 cursos de especialização, num total de 20.090 vagas.
As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de agosto pelo site www.rededosaber.sp.gov.br . Todas as orientações para as pré-inscrições aos cursos estão disponíveis em "Inscrições", no documento "Regras de inscrição". Os cursos de especialização têm duração de um ano e contam com encontros presenciais.
A USP terá especializações em ensino de ciências, biologia, sociologia, além de três cursos da área de gestão. A Unesp oferece especialização em ensino de língua inglesa, filosofia, arte, química e geografia e a Unicamp em ensino de língua portuguesa, matemática, física, história e educação física.
Mais informações podem ser obtidas no manual de inscrição ou no Fale Conosco da Rede São Paulo de Formação de Docente (REDEFOR).
fonte: http://noticias.terra.com.br

Programa Rede São Paulo de Formação de Docente – REDEFOR

Seja bem-vindo ao Programa Rede São Paulo de Formação de Docente – REDEFOR,
O REDEFOR é fruto de um convênio entre a SEE-SP e a USP, a UNESP e a UNICAMP para a oferta de cursos de pós-graduação.
São 16 (dezesseis) cursos de especialização: 13 (treze) nas disciplinas do currículo e 3 (três) cursos de gestão. Os cursos são oferecidos na modalidade a distância e contam com encontros presenciais.
Os cursos de especialização, em nível de pós-graduação, elaborados pelas melhores universidades do País, têm duração de um ano, e espera-se que tenham impactos positivos na formação em serviço e consequentemente no resultado de aprendizagem dos alunos da rede pública estadual.
Todas as orientações para as pré-inscrições aos cursos do REDEFOR estão disponíveis em “Inscrições”, no documento “Regras de inscrição”. As pré-inscrições devem ser realizadas entre 26 de julho e 10 de agosto.
Organize-se junto ao grupo de sua Diretoria de Ensino ou Escola e participe!
FONTE: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Início/tabid/1383/Default.aspx

Professores da rede pública de SP contam com especialização gratuita

Clipping Educacional - Do G1 SP
Dezesseis cursos à distância são oferecidos pelas universidades estaduais.
Inscrições já estão abertas e vão até o dia 10 de agosto.
Os professores e diretores da rede pública estadual de ensino de São Paulo podem fazer cursos de especialização à distância sem pagar nada. Os interessados devem se inscrever até o dia 10 de agosto em um dos 16 cursos oferecidos, nas três principais universidades do estado: USP, Unicamp e Unesp.
A Unicamp oferecerá os cursos de especialização em ensino de língua portuguesa, matemática, física, história e educação física. A unesp, os de especialização em ensino de língua inglesa, filosofia, arte, química e geografia. Já a USP terá especializações em ensino de ciências, biologia, sociologia, além dos três cursos da área de gestão.
Mais informações sobre os cursos e sobre como se inscrever estão na página do programa Escola de Formação, do governo estadual.
fonte: http://g1.globo.com/

Educação sem remédio

FERNANDO DE BARROS E SILVA
Clipping Educacional - Folha de São Paulo
SÃO PAULO - Os indicadores positivos estão na moda no Brasil, mas o país sempre insiste em nos lembrar que o buraco é mais embaixo.
Imagine que você está lendo a seguinte recomendação médica: "Tomar com o estômago vazio 1 hora antes da refeição ou 2-3 horas após a refeição". E que deve responder depois a seguinte pergunta: "Se você fosse almoçar às 12h e quisesse tomar a medicação antes do almoço, a que horas deveria tomá-la?".
De cada quatro pessoas, uma é incapaz de responder corretamente a uma questão como essa. É o que conclui a pesquisa do neurologista Ricardo Nitrini, após entrevistar 312 adultos alfabetizados (com graus diferentes de instrução formal) que acompanhavam pacientes no Hospital das Clínicas, em São Paulo.
Como mostrou reportagem da Folha no domingo, entre as pessoas com até sete anos de estudos, quase 60% não conseguiram entender o que liam. Foram, em tese, alfabetizados, mas não compreendem o significado do que está escrito. São "analfabetos funcionais".
O IBGE contabilizou, em 2008, 21% de analfabetos funcionais no país. Seriam aqueles com menos de quatro anos de escolaridade. Vários estudos, porém, apontam que o índice de analfabetismo funcional é, na realidade, bem mais alto. Quantos brasileiros entram e saem do ensino médio (o antigo colegial) sem alcançar o estágio da compreensão elementar de um texto?
O crítico literário Antonio Candido escreveu em 1970 (lá se vão 40 anos!) um ensaio muito importante: "Literatura e Subdesenvolvimento". Ali, equacionava o drama do analfabetismo e dizia que, numa sociedade como a nossa, a alfabetização não iria criar na mesma proporção leitores de literatura, mas, antes, "atirar os alfabetizados, junto com os analfabetos, diretamente da fase folclórica para essa espécie de folclore urbano que é a cultura massificada". São linhas incrivelmente atuais. De lá para cá, será que o problema se agravou ou estamos melhorando?
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Decreto regulamenta programa 1 Computador por Aluno

KARLA MENDES
Clipping Educacional - Agência Estado
Foi publicado hoje no Diário Oficial da União o Decreto 7.243, que regulamenta o Programa Um Computador por Aluno (Prouca) e o Regime Especial de Aquisição de Computadores para uso Educacional (Recompe). O Prouca está sendo implantado em diversos Estados brasileiros.
Segundo o decreto, a aquisição dos equipamentos será realizada por meio de licitação pública. As definições, especificações e características técnicas mínimas dos equipamentos para o Prouca serão estabelecidas em ato conjunto dos ministros da Educação e da Fazenda, que poderá ainda determinar os valores mínimos e máximos alcançados pelo programa. O Ministério da Educação já adquiriu 150 mil laptops.
Para inclusão no Recompe, terão prioridade as soluções de software livre e de código aberto e sem custos de licenças, conforme as diretrizes das políticas educacionais do Ministério da Educação. O decreto prevê isenção de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), PIS/Pasep e Cofins, Imposto de Importação e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico para as empresas habilitadas pelo Recompe.
As empresas fornecedoras devem obedecer ao Processo Produtivo Básico (PPB) específico, detalhado no decreto, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e os ministros Fernando Haddad (Educação), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Sergio Machado Rezende (Ciência e Tecnologia).
fonte: http://www.estadao.com.br/

Para diretor de escola com o pior desempenho no Enem na capital, problema foi falta de docentes

Fábio Mazzitelli
Clipping Educacional - O Estado de S. Paulo
Itamar Aparecido Pereira, vice-diretor da Escola Estadual Orestes Guimarães, localizada no Canindé e adotada por uma construtora desde 2008, defende a parceria feita pelo colégio, que teve o pior desempenho no Enem entre os que têm ajuda privada na capital (474,33 pontos).
Pereira explica que a falta de professor de matemática no 3º ano do ensino médio foi o que mais afetou o desempenho dos estudantes no exame de 2009. "Foram quatro, cinco meses sem professor de matemática, de 28 de abril até o fim de setembro", afirma.
Além disso, o diretor da escola pegou uma licença de três meses e se afastou de suas funções no ano passado.
"A parceria abriu um novo espaço pedagógico e fez coisas que o Estado não tinha feito. Não teríamos condições de bancar de R$ 800 a R$ 1 mil de xerox por mês nem de gastar R$ 40 mil para fazer o novo espaço pedagógico. O problema é a falta de professores. E a parceria não tem como contratar substitutos", afirma Pereira.
fonte: http://www.estadao.com.br

terça-feira, 27 de julho de 2010

Professor tem prazo prorrogado na escolha de vaga

Carol Rocha
Clipping Educacional - do Agora
Candidatos aprovados no concurso para professor de biologia, arte, matemática e física da rede estadual ganharam um dia a mais para escolherem as vagas que desejam ocupar em escolas da capital, da Grande São Paulo e do interior. Com a procura abaixo do esperado, a Secretaria de Estado da Educação resolveu prorrogar a sessão de escolha nessas disciplinas até hoje. Pelo edital, o prazo seria encerrado na última sexta-feira.
Os interessados devem comparecer às 8h30 aos auditórios da Secretaria de Estado da Educação ou do CPP (Centro do Professorado Paulista). A chamada para a escolha obedecerá a ordem de classificação final, de acordo com a região desejada (capital, região metropolitana ou interior).
Para saber aonde ir, é preciso consultar o site da Secretaria de Estado da Educação (www.educacao.sp.gov.br). Na página inicial, há um ícone chamado "Concurso público PEB 2". Ao selecionar "Prorrogação - escolha dia 27/07/ 2010", será aberta uma lista com as datas e os horários.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

sexta-feira, 23 de julho de 2010

'Falta muito, mas já melhorou'

Clipping Educacional - O Globo
BRASÍLIA - Em entrevista à jornalista Catarina Alencastro, o ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que o Brasil percorreu menos da metade do caminho rumo a uma educação de qualidade. Segundo ele, será difícil alcançar a meta prevista para 2021, pois ainda falta fazer o dobro do esforço feito até agora.
Por que o Brasil demorará tanto tempo para alcançar os países da OCDE?
FERNANDO HADDAD: Porque esses países priorizaram a educação lá atrás. O Brasil começou a priorizar a educação agora. Em 1994, não faz tanto tempo assim, o Brasil aprovou emenda constitucional retirando recursos da educação. Dez anos (de prazo para alcançar a meta), você acha muito? São mais dois governos. Há estados que são governados pela mesma força política há 20 anos e estão exatamente na mesma situação de 20 anos atrás.
Dois governos é tempo razoável para mudarmos a situação da educação?
HADDAD: Para atingir o patamar de excelência dos Estados Unidos, da Itália, da Espanha, considero uma meta ousada. A Irlanda levou 40 anos para atingir o patamar.
É possível antecipar o cumprimento da meta?
HADDAD: Na verdade, se mantivermos o ritmo atual, essas metas serão antecipadas. Mas duvido que isso seja possível.
Por quê?
HADDAD: O ritmo está bem forte. O Ideb subiu um ponto em quatro anos. Subir um ponto significa que os alunos do 5 ano do ensino fundamental em 2009 têm a proficiência que alunos do 7 ano tinham em 2005. É como se o brasileiro tivesse saltado dois anos em escolaridade.
Com a nota 4,6 nós ainda estamos reprovados?
HADDAD: Quando você fala de uma escala de 0 a 10, você passa a falsa impressão de que faltam 5,4 pontos para a gente ter uma educação de qualidade. Na verdade nós aumentamos 0,8 e falta 1,4. Então, nós cobrimos quase 40% do percurso em quatro anos.
Mas ainda não chegamos a ter uma educação de qualidade, concorda?
HADDAD: Falta cobrir 60% do percurso. Isso significa que nós vamos estar numa situação de países que têm duas ou três vezes a renda >itaÉ difícil reconhecer que o Brasil ainda não tem um ensino de alto nível?
HADDAD: Não é isso. Se a qualidade estivesse caindo, o sinal que você tinha que dar para o sistema era de alerta. Nós, felizmente, tivemos uma inflexão dessa curva, que era decrescente. Desde 2005 é crescente. Então o sinal que você tem que passar é que temos um caminho pela frente. Mas temos que sinalizar que estamos na direção certa. Se eu não passar essa mensagem, à frente do cargo em que estou, posso sugerir para os 200 mil diretores e 2 milhões de professores que estamos vivendo a mesma situação de dez anos atrás. E não estamos. Na verdade, nós começamos a vencer a batalha. Falta muito ainda, mas a tendência é positiva.
fonte: http://oglobo.globo.com/

A difícil nota 6 da educação brasileira

Catarina Alencastro
Clipping Educacional - O Globo
Analistas apontam atraso histórico do país e obstáculos como salário dos professores para se chegar à meta de 2021 no Ideb
Com uma nota atual de 4,6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o Brasil tem como meta alcançar a nota 6 em 2021.
Esse patamar de excelência na qualidade de ensino já foi alcançado pelos países-membros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) há pelo menos sete anos.
Para chegar lá, especialistas ouvidos pelo GLOBO destacam que o ensino brasileiro ainda tem que melhorar muito, mas reconhecem que a caminhada nessa direção já começou. A tarefa agora será de quem suceder ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Célio da Cunha, consultor da Unesco em educação, crê que o Brasil, por ter relegado a educação a segundo plano, dificilmente poderá cumprir a meta prevista daqui a 11 anos. Segundo ele, enquanto a maioria dos países investiu no ensino no século passado, o Brasil se omitiu:
— O Brasil só recentemente tratou de corrigir um atraso histórico de não colocar a educação no centro. A preocupação da União com o ensino fundamental é muito recente. Enquanto isso, o povo permaneceu excluído. É preciso que estados e municípios caminhem em uníssono em direção à meta.
Cunha avalia que ainda não há uma política nacional eficiente, pois alguns estados e municípios estão muito piores do que o restante do país. A disparidade acaba puxando o resultado de todo o Brasil para baixo.
Em Bertolina (PI), Pedra Branca do Amapá (AP) e Lagoa da Canoa (AL), por exemplo, o Ideb atingido foi inferior a 2,5 em 2009. Na outra ponta, Aperibé, no Estado do Rio, com pouco mais de 10 mil habitantes, conseguiu a média 6,1.
fonte: http://oglobo.globo.com

Lei Complementar nº 1123/10 de 02/07/2010 não tem mais licença saúde em prorrogação toda licença será considerada Inicial

A partir da nova Lei Complementar nº 1123/10 de 02/07/2010 não tem mais licença saúde em prorrogação toda licença será considerada Inicial, não importando a quantidade de dias, e na hora da perícia e que o médico vai analisar.
Dar ciências aos servidores sobre a nova Lei fica de responsabilidade da Unidade Escolar e do servidor acompanhar em DOE.Em caso de recurso os papeis deverão ser enviado ao DPME de São Paulo.
Ficar atento aos artigos 181,182,183,184 e 185
Fonte: http://pagamentopira.blogspot.com/

Altera as leis que especifica, e dá providências correlatas.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar:
Artigo 1º - Os dispositivos adiante relacionados passam a vigorar com a redação que segue:
I - os incisos VI, VII e VIII do artigo 6º da Lei Complementar nº 700, de 15 de dezembro de 1992:
"Artigo 6º - ..............................................................
VI - para os de Assistente de Administração e Controle do Erário I:
a) certificado de conclusão do ensino médio ou equivalente;
b) comprovada experiência profissional na área de atuação de, no mínimo, 1 (um) ano;
VII - para os de Assistente de Administração e Controle do Erário II, III e IV:
a) certificado de conclusão do ensino médio ou equivalente;
b) comprovada experiência profissional na área de atuação de, no mínimo, 2 (dois), 3 (três) e 4 (quatro) anos, respectivamente;
VIII - Técnico da Fazenda Estadual: certificado de conclusão do ensino médio ou equivalente." (NR);
II - da Lei nº 10.261, de 28 de outubro de 1968:
a) o inciso VI do artigo 47:
"Artigo 47 - ...............................................................
...................................................................................
VI - gozar de boa saúde, comprovada em inspeção realizada por órgão médico oficial do Estado, para provimento de cargo efetivo, ou mediante apresentação de Atestado de Saúde Ocupacional, expedido por médico registrado no Conselho Regional correspondente, para provimento de cargo em comissão;" (NR);
LEIA NA INTEGRA
fonte: http://www.imesp.com.br/

DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DE SUPERVISOR DE ENSINO/2008

DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DE SUPERVISOR DE ENSINO/2008 CONVOCAÇÃO PARA SESSÃO DE ESCOLHA
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, nos termos das Instruções Especiais SE nº 3/2008, disciplinadoras do concurso em questão, CONVOCA os candidatos aprovados e classificados, para sessão de escolha de vaga, a ser realizada em dia, hora e local adiante mencionados e baixa as seguintes instruções aos candidatos.
I - INSTRUÇÕES GERAIS
1 - A chamada para escolha de vaga obedecerá, rigorosamente, a ordem de Classificação Final, Lista Geral e Lista Especial, em nível de Estado.
2 - O candidato convocado deverá comparecer munido da CARTEIRA DE IDENTIDADE-RG e do CADASTRO DE PESSOAS FÍSICAS - CPF ou se fazer representar por procurador, legalmente constituído, portando xerocópia dos documentos mencionados.
3 - Assinada a ficha de escolha de vaga pelo candidato ou seu procurador, não será permitida, em hipótese alguma, desistência ou troca da vaga escolhida, sob qualquer pretexto.
4 - Não haverá nova oportunidade de escolha de vaga ao candidato retardatário ou ao que não atender à chamada no dia, hora e local determinado.
5 - O candidato atendido terá seus direitos exauridos no concurso.
6 - O candidato que não atender à convocação para escolha de vaga ou dela desistir, terá esgotado seus direitos no concurso.
7 - Segue em anexo, a relação de vagas disponíveis para ingresso, que estarão, também, no site da SEE (www.educacao.sp.gov.br ).
8 - Tendo em vista a autorização publicada em 19/06/2010, nesta sessão apenas 204 candidatos escolherão vaga, e os excedentes, se houver, deverão aguardar nova sessão de escolha de vagas.
II - LOCAL DE ESCOLHA E QUADRO DE CHAMADA
1. LOCAL: AUDITÓRIO DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO - CASA CAETANO DE CAMPOS - Praça da República nº 53 - Centro - São Paulo (entrada pela Avenida São Luiz - Portão 4)
1.1 QUADRO DE CHAMADA
(Cargo - dia - horário - candidatos convocados)
SUPERVISOR DE ENSINO/2008
23/07/2010 - 8:30 - Lista Geral - nº 449 ao 704
III - RELAÇÃO DE VAGAS
CÓDIGO NOME DIRETORIA
VAGAS
999002 CENTRO 04
999016 CENTRO SUL 04
999010 LESTE 2 07
999011 LESTE 3 05
999008 LESTE 4 02
999001 NORTE 1 14
999004 NORTE 2 08
999017 SUL 1 09
999014 SUL 2 15
999018 SUL 3 16
999019 CAIEIRAS 09
999032 CARAPICUIBA 02
999024 DIADEMA 02
999020 GUARULHOS SUL 10
999021 GUARULHOS NORTE 09
999033 ITAPECERICA DA SERRA 05
999034 ITAPEVI 04
999120 ITAQUAQUECETUBA 07
999025 MAUA 05
999022 MOGI DAS CRUZES 12
999023 SUZANO 06
999129 TABOAO DA SERRA 05
999047 APIAI 04
999136 CAMPINAS LESTE 02
999060 CAMPINAS OESTE 07
999036 CARAGUATATUBA 01
999063 JUNDIAI 01
999065 MOGI MIRIM 04
999069 SAO JOAO DA BOA VISTA 03
999039 SAO VICENTE 09
999123 SUMARE 11
999045 TAUBATE 02
Fonte: http://oficinalesteum.blogspot.com/

Lei Nº 14.187/2010 - Dispõe sobre penalidades administrativas a serem aplicadas pela prática de atos de discriminação racial

Dispõe sobre penalidades administrativas a serem aplicadas pela prática de atos de discriminação racial
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
Artigo 1º - Será punido, nos termos desta lei, todo ato discriminatório por motivo de raça ou cor praticado no Estado por qualquer pessoa, jurídica ou física, inclusive a que exerça função pública.
Artigo 2º - Consideram-se atos discriminatórios por motivo de raça ou cor, para os efeitos desta lei:
I - praticar qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória;
II - proibir ou impor constrangimento ao ingresso ou permanência em ambiente ou estabelecimento aberto ao público;
III - criar embaraços ou constrangimentos ao acesso e à utilização das dependências comuns e áreas não privativas de edifícios;
IV - recusar, retardar, impedir ou onerar a utilização de serviços, meios de transporte ou de comunicação, inclusive no sítio de rede mundial de computadores, consumo de bens, hospedagem em hotéis, motéis, pensões e estabelecimentos congêneres ou o acesso a espetáculos artísticos ou culturais, ou estabelecimentos comerciais ou bancários;
V - recusar, retardar, impedir ou onerar a locação, compra, aquisição, arrendamento ou empréstimo de bens móveis ou imóveis;
VI - praticar o empregador, ou seu preposto, atos de coação direta ou indireta sobre o empregado;
VII - negar emprego, demitir, impedir ou dificultar a ascensão em empresa pública ou privada, assim como impedir ou obstar o acesso a cargo ou função pública ou certame licitatório;
VIII - praticar, induzir ou incitar, por qualquer mecanismo ou pelos meios de comunicação, inclusive eletrônicos, o preconceito ou a prática de qualquer conduta discriminatória;
IX - criar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propagandas que incitem ou induzam à discriminação;
X - recusar, retardar, impedir ou onerar a prestação de serviço de saúde, público ou privado.
Artigo 3º - A prática dos atos discriminatórios a que se refere esta lei será apurada em processo administrativo, que terá início mediante:
I - reclamação do ofendido ou de seu representante legal, ou ainda de qualquer pessoa que tenha ciência do ato discriminatório;
II - ato ou ofício de autoridade competente.
Artigo 4º - Aquele que for vítima da discriminação, seu representante legal ou quem tenha presenciado os atos a que se refere o artigo 2º desta lei poderá relatá-los à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania.
§ 1º - O relato de que trata o “caput” deste artigo conterá:
1 - a exposição do fato e suas circunstâncias;
2 - a identificação do autor, com nome, prenome, número da cédula de identidade, seu endereço e assinatura.
§ 2º - A critério do interessado, o relato poderá ser apresentado por meio eletrônico, no sítio de rede mundial de computadores - “internet” da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania.
§ 3º - Recebida a denúncia, competirá à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania:
I - promover a instauração do processo administrativo devido para apuração e imposição das sanções cabíveis;
II - transmitir notícia à autoridade policial competente, para a elucidação cabível, quando o fato descrito caracterizar infração penal.
Artigo 5º - A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, para cumprir o disposto nesta lei e fiscalizar seu cumprimento, poderá firmar convênios com Municípios, com a Assembléia Legislativa e com Câmaras Municipais.
Artigo 6º - As sanções aplicáveis aos que praticarem atos de discriminação nos termos desta lei serão as seguintes:
I - advertência;
II - multa de até 1.000 UFESPs (mil Unidades Fiscais do Estado de São Paulo);
III - multa de até 3.000 UFESPs (três mil Unidades Fiscais do Estado de São Paulo), em caso de reincidência;
IV - suspensão da licença estadual para funcionamento por 30 (trinta) dias;
V - cassação da licença estadual para funcionamento.
§ 1º - Quando a infração for cometida por agente público, servidor público ou militar, no exercício de suas funções, sem prejuízo das sanções previstas nos incisos I a III deste artigo, serão aplicadas as penalidades disciplinares cominadas na legislação pertinente.
§ 2º - O valor da multa será fixado tendo-se em conta as condições pessoais e econômicas do infrator e não poderá ser inferior a 500 UFESPs (quinhentas Unidades Fiscais do Estado de São Paulo).
§ 3º - A multa poderá ser elevada até o triplo, quando se verificar que, em virtude da situação econômica do infrator, sua fixação em quantia inferior seria ineficaz.
§ 4º - Quando for imposta a pena prevista no inciso V deste artigo, deverá ser comunicada à autoridade responsável pela outorga da licença, que providenciará a sua execução, comunicando-se, igualmente, à autoridade federal ou municipal para eventuais providências no âmbito de sua competência.
Artigo 7º - Na apuração dos atos discriminatórios praticados com violação desta lei, deverão ser observados os procedimentos previstos na Lei nº 10.177, de 30 de dezembro de 1998, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Estadual.
Artigo 8º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Fonte: HTTP://www.imesp.com.br

Sobre as bibliotecas públicas de São Paulo

CARLOS AUGUSTO CALIL
Clipping Educacional - Folha de S. Paulo
A reabertura da seção circulante da Biblioteca Mário de Andrade, ocorrida ontem, é um excelente ponto de partida para discutir o acesso à leitura em São Paulo.
Em editorial publicado na última sexta-feira, 16 de julho, o jornal "Agora São Paulo", do Grupo Folha, celebrou simpaticamente a reabertura da circulante, que oferece acervo renovado, com títulos que figuram entre as listas de mais vendidos, e afirmava que o modelo deveria ser multiplicado.
É natural que a Biblioteca Mário de Andrade receba mais atenção da imprensa do que as outras 62 bibliotecas da rede municipal, pela sua importância histórica e cultural. Contudo, a renovação de acervos, associada a reformas estruturais de prédios públicos, vem sendo praticada pela gestão Serra/ Kassab desde 2005.
O investimento em reformas de 37 bibliotecas atingiu R$ 7 milhões, enquanto outros R$ 9 milhões foram destinados exclusivamente à aquisição de livros novos.
Os resultados não tardaram: no último mês de junho, a frequência de público nas bibliotecas da cidade foi de 83 mil pessoas.
O retorno do leitor à biblioteca é o reconhecimento do cuidado com o patrimônio público. Recente reabertura da Biblioteca Paulo Setúbal em Vila Formosa mereceu pouco destaque na imprensa. E, no entanto, o seu caso é exemplar.
Engradada, voltada para dentro de si própria, escura e deprimida, o seu sólido edifício encantou um jovem arquiteto que a fez ressurgir em sua plenitude. Vale a pena avaliar essa revitalização, cujo custo foi de pouco mais de R$ 1 milhão.
Em 2007, a Folha publicou uma nota na coluna "Há 50 anos" em que mostrava pela voz de Sérgio Milliet, ilustre diretor da Biblioteca Mário de Andrade, a necessidade imperiosa de impermeabilização da cobertura do prédio e de expansão de espaço para abrigar sua coleção de periódicos.
O título da matéria de 1957 era: "Biblioteca tem filas e goteiras".
Por que ninguém ouviu o apelo do grande crítico? Por que tivemos de esperar 50 anos para atender aos seus reclamos?
A intervenção em curso, iniciada em 2007, devolve à Mário o lugar que é só seu -na praça, na cidade e no país. Esse esforço faz parte de um programa de revitalização do centro e conta com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.
Com a cessão do antigo prédio do Ipesp, na rua Bráulio Gomes, pelo governo do Estado, concretiza-se o desejo histórico da "segunda torre", dedicada exclusivamente ao acervo de periódicos.
A obra de adaptação do edifício já começou, elevando o investimento na Mário de Andrade a mais de R$ 26 milhões.
A biblioteca reabre plenamente no início do próximo ano e o seu anexo será concluído ao longo de 2011. Dessa forma, ela estará preparada para reassumir seu papel indispensável na cultura da cidade.
________________________________________
CARLOS AUGUSTO CALIL, 59, é secretário municipal de Cultura de São Paulo e professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA/USP.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Opinião: Enem deve servir para escolas repensarem métodos

Ana Cássia Maturano
Clipping Educacional - Especial para o G1, em São Paulo
Avaliação tem de funcionar como canal para aprimoramento.
Ensino não pode ser reduzido a uma lista classificatória.
As coisas são sempre avaliadas em educação. Os estudantes que o digam. Fazem prova disso e avaliação daquilo. São perseguidos pelos fantasmas das notas, cobranças dos pais e classificações escolares. E para que serve tudo isso?
Essa é uma questão que parece se perder. Quando uma escola avalia seus alunos, seu principal objetivo deve ser o de apurar seu próprio trabalho. Dependendo de como for o desempenho dos estudantes, ela deve ou não prosseguir em sua maneira de propiciar o conhecimento e desenvolvimento cognitivo de seus alunos.
No geral, o que se percebe não é bem isso. As avaliações acabam sendo um fim em si mesmo e não um meio de crescimento. Assim, os alunos com notas altas são bons e com eles está tudo bem. Do contrário, têm um problema que deverão correr atrás. Não atingiram os objetivos propostos, não aprenderam, não se apropriaram do conhecimento que a escola detém. E o verdadeiro fim de uma escola, ajudar seus alunos a crescer, fica esquecido.
Os métodos de avaliação, por sua vez, são só um modo de verificação de como as coisas andam no processo ensino aprendizagem, não são absolutos.
Tanto é assim que, observando a classificação das escolas de acordo com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nota-se alguns disparates. Por exemplo, com a diferença de apenas um ano o primeiro lugar do Enem 2009 ocupava a décima posição no ano anterior. Isso não é nada se considerarmos um colégio do interior de São Paulo: saltou da 336ª posição para a quarta considerando o mesmo período.
Ou essas escolas têm se aproveitado do Enem para reverem seus trabalhos, o que num tempo tão pequeno dificilmente surtiria um efeito tão grande; ou essa avaliação precisa ser revista, não sendo muito confiável.
Sem status
Essa e outras avaliações das instituições de ensino, assim como as dos alunos não devem servir apenas para garantir um status para quem é avaliado. Ano passado, algumas escolas tiveram problemas por não terem garantido um bom lugar na classificação do Enem. Foram questionadas pela sua clientela.
Ela está no seu direito. Mas perpetuam aquilo que as instituições fazem com seus filhos – colocam todo o peso de um trabalho em um exame. Assim, ele é apenas usado para dizer se a escola é boa (como com os alunos), deixando de lado o que seria sua principal função: a de propiciar uma reflexão de seu trabalho e mudanças efetivas se necessário.
No fim, os colégios acabam sendo vítimas de sua própria maneira de agir. Que as avaliações são necessárias, não há dúvida. No entanto, elas devem ser um meio de aprimoramento e crescimento. Ensinar e aprender é algo bastante dinâmico, não dá para reduzir a uma lista classificatória.
É preciso mudar o modo de ver as coisas. Que a experiência das escolas com esse exame sirva para que elas repensem suas práticas.
(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)
Fonte: http://g1.globo.com

Dilma defende educação como principal fator de inclusão social no Brasil

Edição: João Carlos Rodrigues/Luciana Lima
Clipping Educacional - Repórter da Agência Brasil
Brasília - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, em entrevista ao Programa 3 a 1, da TV Brasil, defendeu a educação como principal fator para promover maior inclusão social no Brasil. Ela disse que o fortalecimento da educação precisa significar valorização financeira e social do professor.
“A educação será um dos fatores de maior inclusão daqui para frente. É com a educação de qualidade, que está baseada na valorização do professor, que está baseada em salários decentes para o professor e em formação continuada. O que eu acho é que o Brasil pode ser uma economia desenvolvida nesta década que começa em 2011. Para isso, quero ser presidente do Brasil”, disse Dilma na entrevista à TV Brasil. Foram três blocos nos quais ela falou sobre seu programa de governo e sobre questões que envolvem a campanha.
Dilma rechaçou a ideia de que no Brasil se investe em ensino superior público e não se investe tanto no ensino básico. “Essa é a questão mais falsa que este país já enfrentou. Essa coisa da gente fazer uma segregação entre ensino universitário e ensino fundamental não é verdadeira. Toda avaliação, como o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], mostrou que se tem um melhor nível da educação básica, quanto mais se contar com professores formados nas universidades e em alguns casos com pós-graduação. O Brasil, para dar qualidade ao ensino básico, precisa formar professores capacitados a ensinar nossas crianças e nossos jovens. Temos que exigir que os nossos professores tenham curso superior, incluindo pós-graduação e temos de pagá-lo muito melhor do que pagamos”, destacou.
A questão do salário dos professores, de acordo com Dilma, é crucial. “Não dá para falar da qualidade de educação e não dar formação continuada para os professores, não dar uma coisa que eu acho gravíssima, a valorização da profissão. Como é que um jovem que está estudando matemática vai ser professor se, por exemplo, no estado mais rico do país ele ganha R$1.800. Nós precisamos de professores de matemática, de física, de biologia e de química. Nós precisamos capacitar os nossos professores. O salto que nós podemos dar de agora para o futuro e nos transformar em uma país efetivamente desenvolvido passa por uma valorização social do professor. Nos temos que valorizar o status do professor na sociedade. Só tem um jeito de fazer isso: pagar salários adequados.”
A candidata do PT disse ainda que o piso nacional do magistério, que atualmente está em R$ 1.050, ainda é insuficiente e defendeu que o governo gaste dinheiro na formação do professor. “Aí vale ampliação das faculdades públicas. Muitos professores não têm como pagar ensino privado. O ProUni [Programa Universidade Para Todos] facilitou isso ao dar bolsa e tem que ter financiamento, mas tem que fortalecer o ensino universitário federal”, defendeu.
“Não se faz educação de qualidade só com laboratório, só com prédios melhores. Só se faz de um jeito, valorizando o professor. Primeiro, formando-o bem. Segundo, pagando bem para atrair as pessoas mais capacitas para começar a formar os jovens e as crianças deste país”.
Dilma ainda disse que pretende continuar a política de interiorização das universidade federais iniciada no governo Lula. “Acho que fizemos um esforço grande ao voltar a investir em faculdades federais e mais ao interiorizá-las. Porque não se pode admitir que o aluno, que não tem grandes recursos, fique mudando de uma cidade para a outra para estudar. Construir campus no interior deste país é fundamental para melhorar a qualidade do ensino”, acrescentou.
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

Desempenho em português puxa média do Enem para baixo

Fábio Mazzitelli
Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo/ JORNAL DA TARDE
Nenhum colégio do País registrou 70% de acerto nessa área; professores põem culpa na internet
O desempenho na área de Linguagens e Códigos puxou para baixo a média final das escolas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009. Essa parte do exame foi a única em que nenhum colégio no País atingiu média de 700 pontos, numa escala de 0 a 1.000. Entre as escolas da capital, o melhor desempenho ficou com o Colégio Vértice, com 686,70 pontos.
Nas questões dessa área foram medidas as habilidades dos jovens em língua portuguesa e interpretação de textos - diferentemente do Enem de 2009, o deste ano terá prova de idioma estrangeiro. Nas outras grandes áreas do conhecimento, a maior média dos colégios ficou entre 700 e 800 pontos.
Com a maior média geral do País, o Vértice encabeça as notas das escolas da capital em Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. Em redação, a melhor média foi do Colégio Batista.
A pontuação máxima abaixo de 700 em linguagens é considerada "preocupante" e um reflexo da chamada "geração Y", educada com a ajuda da internet. Para gestores de escolas, com os jovens cada vez mais conectados em redes sociais, a linguagem desenvolvida no mundo virtual se distanciou da língua culta, empobrecendo o vocabulário e prejudicando a capacidade de interpretar textos mais longos.
"Está tudo muito abreviado, curto, e eles deixam de produzir textos. É tudo copiado: control-C, control-V", diz Maria Martinez, diretora pedagógica do Batista Brasileiro. "Não aceitamos trabalhos copiados da internet. As próprias escolas, às vezes, entregam material pronto para o aluno, que só tem o trabalho de responder, não de elaborar o texto". Diretor do Vértice, Adílson Garcia reconhece que há dificuldade do jovem em adquirir hábitos de leitura.
Uma das propostas do novo Enem era avaliar a capacidade do estudante de interpretar textos, ter raciocínio lógico e leitura crítica. "Linguagens acaba interferindo em outras áreas, como história, geografia e até na área de exatas, por causa da leitura", diz Miguel Arruda, coordenador do ensino médio do Colégio Santo Américo.
fonte: http://www.estadao.com.br

De cada 5 eleitores, 1 não foi à escola ou é analfabeto

ANGELA PINHO/FERNANDA ODILLA
Clipping Educacional - DE BRASÍLIA
A cada cinco pessoas aptas a votar neste ano, uma é analfabeta ou nunca frequentou uma escola.
São, ao todo, 27 milhões de eleitores nessa situação no cadastro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Desses, 8 milhões são analfabetos e 19 milhões declararam saber ler e escrever, mas nunca estiveram numa sala de aula. No total, há 135,8 milhões de eleitores no país em 2010.
A pior situação é no Nordeste: enquadram-se em um desses grupos 35% dos eleitores. No Sudeste, são 12%.
Os dados de escolaridade do TSE são uma estimativa, já que são fornecidos pelos eleitores no momento em que eles vão tirar o título e só atualizados caso ocorra uma revisão do cadastro.
O percentual de eleitores que nunca frequentaram a escola caiu de 23,5% na última eleição presidencial, em 2006, para 20,5% neste ano.
O voto das pessoas com menos instrução e menos informação tende a ter menos ideologia e mais personalismo, diz o cientista político Fábio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais.
Por isso, diz, Dilma Rousseff (PT) é quem tem mais condições de angariar votos desse grupo, uma vez que se beneficia da associação com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Reis ressalva, por outro lado, que também têm grande influência os programas sociais e o aumento da renda dos mais pobres.
Por ora, o quadro ainda é homogêneo entre os candidatos. Na última pesquisa Datafolha, há três semanas, a petista tinha 20% das intenções de voto entre os eleitores com escolaridade até o ensino fundamental, contra 16% de José Serra (PSDB).
O tucano, por sua vez, tinha três pontos de vantagem entre aqueles com nível superior. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
CANDIDATOS
Nas eleições deste ano, o analfabetismo não é exclusividade dos eleitores. Saber ler e escrever é uma exigência da Justiça para disputar a eleição, mas, ainda assim, cinco candidatos declararam ao TSE serem analfabetos.
Até 2004, os que se diziam analfabetos faziam uma prova para ter o grau de instrução avaliado. A partir de 2006, eles são chamados a fazer, no tribunal, declaração de próprio punho, afirmando que sabem ler e escrever.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Professores devem ser incluídos em programas de leitura

Priscilla Borges
Clipping Educacional - iG Brasília
Secretária do MEC defende idéia para sanar as dificuldades de leitura e escrita dos estudantes brasileiros
Mudar o tamanho da letra:
Os últimos dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e da Prova Brasil, divulgados pelo Ministério da Educação, mostram que os estudantes brasileiros possuem dificuldades em ler e escrever, que persistem até o fim da educação básica. As notas obtidas pelos jovens em língua portuguesa e redação – em escolas públicas e privadas – são mais baixas que as de matemática ou ciências, por exemplo.
Mudar essa realidade, na opinião da secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, exige posturas diferentes não só dos alunos. Os professores precisam ser os grandes alvos das políticas de incentivo à leitura. “O problema é que as pessoas lêem pouco. As famílias da maioria dos brasileiros não são letradas e escolarizadas. Por isso, o hábito de leitura tem de ser desenvolvido pela escola. Inclusive o professor deve ser incentivado”, ressalta.
Pilar conta que, em reunião com 1,5 mil professores da cidade de Florianópolis nesta semana, ela fez um teste para checar a escolaridade deles e das famílias. Perguntou a todos, durante a palestra, quantos tinham curso superior. Ela diz que 98% levantaram a mão em resposta afirmativa. Depois, ela perguntou quantos tinham pais e mães com diploma de ensino médio. Dez por cento responderam afirmativamente. Por fim, perguntou a mesma coisa sobre os avós. Nenhum deles levantou a mão.
“O curso superior representa um salto gigantesco para essas pessoas. Mas elas também não foram criadas com hábitos de leitura. Por isso, investimos esse ano em um programa para criar bibliotecas para os professores. Queremos que cada biblioteca escolar tenha uma estante dedicada ao professor. O sucesso dos estudantes depende de um projeto consistente, que envolva toda a escola e induza até o professor a ler”, destaca.
Para a secretária, a Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa também pode contribuir muito para o aprendizado dos alunos na área. Além de estimular os jovens a ler, o evento faz com que os participantes aprimorem a escrita. “No ensino médio, os estudantes precisam saber argumentar para escrever. Elaboramos um jogo em que os professores e os alunos trabalham essa argumentação. Os professores recebem formação para ajudá-los”, diz.
Segundo Pilar, a leitura de estudantes e professores deve mesclar títulos clássicos da literatura com obras contemporâneas, quadrinhos, revistas, jornais e internet. O professor precisa ser o mediador entre os estudantes e as milhares de informações disponíveis atualmente.
“O papel do professor é mostrar para o aluno que os códigos que ele usa para conversar com amigos em ambientes virtuais, por exemplo, não pode ser usado em uma prova. Ele não pode ignorar essa parte da vida do aluno. Ele deve usar essas ferramentas de maneira transformadora. Por isso temos de qualificar o professor”, sentencia.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

terça-feira, 20 de julho de 2010

No Dom Barreto, 80% dos professores têm mestrado

Luciano Coelho, especial para o Estado
Clipping Educacional – O Estado de S. Paulo
O Instituto de Educação Dom Barreto, em Teresina (PI), é a segunda escola do País com melhor pontuação no Enem. Nos últimos anos, o colégio tem aparecido entre as escolas com melhores médias no exame.
O índice de aprovação dos alunos em vestibulares é de mais de 95%. E cerca de 80% dos professores têm mestrado. A escola foi fundada na década de 1960 pelas irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. Hoje, tem cerca de 2,5 mil alunos. O colégio aplica 20% da arrecadação em duas escolas na periferia, que atendem crianças carentes.
Uma das exigências da direção do Dom Barreto para os professores é ter no mínimo especialização para lecionar no ensino fundamental. A maioria dos professores é mestre ou doutorando, com bolsa incentivada pelo colégio.
Segundo a diretora Stela Rangel da Silva, professora aposentada da UFPI e doutoranda em Linguística, os professores seguem um projeto pedagógico, um planejamento estratégico e estabelecem metas a cumprir. A mensalidade gira entre R$ 500 e R$ 600. O colégio acaba de aprovar uma turma de 32 alunos em vestibulares de todo o Brasil, como UnB, UFRJ e Unicamp.
Fonte: http://www.estadao.com.br/

Enem não serve para avaliar qualidade de escola, diz especialista

Por Paula Laboissière
Clipping Educacional – Agência Brasil
Brasília – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não deveria ser utilizado para avaliar as escolas brasileiras, de acordo com a representante do Conselho de Governança do movimento Todos pela Educação, Wanda Engel. Segundo ela, a prova, por ser voluntária, é capaz de avaliar apenas o desempenho do próprio aluno.
“Quando a gente diz que a escola tal teve melhor resultado, temos que ver qual o percentual de alunos que fez o exame. Podem ter pego os melhores estudantes. O Enem não é resultado para listar escola, mas para dar oportunidade no acesso à universidade. Só faz o Enem o aluno que tem alguma intenção de ir pra universidade, uma minoria”, disse.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou hoje (19) o resultado do desempenho por escola no Enem 2009. Somente duas instituições públicas aparecem em meio às 20 melhores avaliadas, sendo que ambas são federais. Já as 20 últimas da lista são todas estaduais e municipais.
Em entrevista à Agência Brasil, Wanda avaliou que somente um exame universal e obrigatório ao final do ensino básico será capaz de listar as melhores e as piores escolas do país. “Não se sabe nem quantas escolas fizeram esse Enem”, disse, ao se referir à lista de mais de 36 mil instituições divulgadas pelo Inep. Várias delas chegam a aparecer até três vezes no ranking – com uma média relativa ao ensino regular, uma relativa ao Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e uma geral. Há ainda colégios citados como avaliados, mas que não têm nota mencionada.
Outro fator importante a ser considerado em relação ao uso do resultado Enem como referência de qualidade da instituição de ensino, de acordo com a especialista, é que algumas escolas avaliadas inscrevem cerca de 90% de seus alunos enquanto outras ficam em torno de 10% de inscritos. “É uma má utilização usá-lo [o resultado do Enem] para avaliar escolas”, reforçou.
Entretanto, Wanda destacou um ponto positivo com a realização do Enem. Segundo ela, desde o momento em que ferramentas de controle de desempenho da educação foram adotadas pelo governo, estados e municípios passaram a cobrar mais de suas próprias redes de ensino. “A gente não pode deixar de reconhecer que as escolas públicas têm feito um esforço crescente na melhoria de qualidade”, disse. “Pode ser uma injustiça com as escolas públicas colocá-las como últimas. Elas ainda não chegaram lá, mas estão caminhando nesse sentido”, completou.
Atualmente, a rede de ensino do país é constituída da seguinte forma: 85% dos colégios são estaduais, 3% municipais, 1% federais e 11% particulares.
Fonte: http://www.ser.com.br

Dilma lança proposta de educação para ensino médio

Clipping Educacional – Redação Terra
Nesta segunda-feira (19), em entrevista à radio Paiquerê FM de Londrina, no Paraná, a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, lançou a proposta do que pode se tornar o "ProMédio", uma espécie de ProUni para os estudantes do ensino médio. "Com a divulgação dos dados do Enem ficou claro que tanto as escolas estaduais como municipais se saíram bastante mal e é fundamental melhorar (...) nosso compromisso é com a melhoria dessas escolas", afirmou Dilma. O governo divulgou hoje o ranking das escolas brasileiras no Exame Nacional do Ensino Médi (Enem).
A petista disse que além de reforçar a qualidade de ensino nessas escolas, também quer criar vagas em escolas privadas utilizando bolsas de estudos e também financiamentos a longo prazo e com juros baixos. "Se o aluno prestar serviço civil poderá ter um enorme desconto que chegará a 100% se ele se formar, por exemplo, como técnico de saúde", explicou a presidenciável.
Quando foi oficializado vice chapa de Dilma em junho, Michel Temer também comentou sobre a intenção de criar um "ProMédio". "No programa do PMDB, nós propusemos uma poupança para aqueles que são beneficiários do Bolsa Família. Para que quando, ao final do ensino médio ou no fundamental, eles possam ter uma poupança que possa encaminhá-los na vida. E o segundo ponto é a educação, uma coisa importantíssima. Botar o sistema do ProUni para o ensino fundamental e para o ensino médio", disse Temer ao Terra, na ocasião.
Dilma ressaltou que a qualidade do ensino no Brasil tem que levar em conta tanto a formação do professor quanto o salário dele. "Não só porque o professor tem que ser bem remunerado, mas porque não atrai jovens para dar aula e fica nessa imensa carência de professor de matemática, física, química, biologia".
Participação do PT e do presidente Lula
Questionada sobre a como será influência do partido e do próprio presidente num possível governo, a candidata disse que a intenção é fazer um governo de coalizão. "O PT pela importância, mas não só p PT governa. Acontece que o Brasil é um país muito diversificado para ser governado por um partido só. Assim é mais democrático e leva em consideração a pluralidade que caracteriza o País". Sobre Lula, afirmou que é muito importante tê-lo como parceiro, companheiro e amigo.
Bolsa Família
Na única fala que direcionou aos adversários durante a entrevista, Dilma disse que era preciso "criar uma vacina contra" a ideia de que o candidato do PSDB, José Serra, se eleito, irá dobrar o bolsa-família. "Como governador ele reduziu os programas sociais, num Estado que é menor que o Brasil inteiro (...) quando começou a ser denunciado eles ampliaram um pouco e melhoraram os resultados".
Fonte: http://noticias.terra.com.br

Educação é principal alvo de promessas

Lucas de Abreu Maia Clipping Educacional – O Estado de S.Paulo
Dilma e Marina planejam aumentar o investimento na área, enquanto Serra pretende abrir mais 1 milhão de vagas em escolas técnicas
A educação entrou de modo definitivo no discurso dos principais candidatos à sucessão presidencial nesta semana. Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) assumiram o mesmo compromisso: elevar os gastos no setor de 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010, para 7%. A diferença está no prazo em que pretendem fazê-lo.
Enquanto Dilma assumiu, em seu Twitter, o compromisso de defender a meta já para o ano que vem, Marina disse que espera cumprir a promessa até 2014.
A petista não detalhou como pretende gastar os recursos ? nem de onde eles virão. O dado no qual se baseia é uma estimativa do Ministério da Educação e inclui gastos da União, dos Estados e municípios. De acordo com o Orçamento de 2010, o MEC terá R$ 61,2 bilhões. Assumindo um crescimento de 7% da economia neste ano, este valor equivaleria a 1,8% do PIB. Para elevar os investimentos públicos no setor, Dilma precisaria aumentar consideravelmente o Orçamento do ministério ou contar com a colaboração de prefeituras e governos estaduais.
"Temos aumentado esse porcentual ano a ano, e podemos agora dar um salto para qualificar a educação. Isso passa pela valorização do professor", afirmou a candidata. Dilma já prometeu criar 6 mil creches. Também vem defendendo a ampliação do ensino técnico e profissionalizante ? ela se comprometeu a criar 250 mil vagas em escolas técnicas e levar escolas profissionalizantes a todas as cidades com mais de 40 mil habitantes. Procurada pelo Estado, a assessoria de imprensa da candidata não disponibilizou ninguém para comentar as propostas da petista.

Por sua vez, Marina Silva indicou que pretende obter mais recursos para a educação através de "um Estado eficiente" e do combate à corrupção. Ela já declarou que a universalização do ensino nos governos Lula e Fernando Henrique foi "um avanço", e que agora seria necessário investir na qualidade. Seu programa de governo terá cinco principais eixos condutores para o setor. Entre eles estão valorização do professor, escolas em tempo integral e integração das políticas para a educação com programas sociais. "Temos de pensar uma escola onde o aluno goste de estar, integrada com a comunidade, com os pais", diz Maria Alice Setubal, que colabora com o programa verde.
Ela explica que a ênfase será no ensino básico e nas escolas das capitais. "São nessas cidades que está o maior desafio. Você tem áreas de risco, em que o Estado não consegue entrar, os professores não querem trabalhar", avalia. Segundo Maria Alice, o programa verde também dará destaque ao ensino técnico ? mas incentivando profissões ligadas à causa verde, como agricultura sustentável.
Tucano. Do lado tucano, o candidato José Serra não assumiu metas de investimento na educação. Suas declarações referem-se, sobretudo, ao ensino profissionalizante, a fim de levar para o País o modelo de escolas técnicas que adotou em São Paulo. Ele prometeu criar 1 milhão de vagas neste tipo de ensino e oferecer bolsas para cursos profissionalizantes.
"São Paulo tem hoje o melhor ensino do País. Temos muitas experiências boas para levar ao Brasil", defende o ex-ministro e atual secretário da Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza. Ele colabora com o programa de governo de Serra e critica a meta assumida por Dilma. "Qualquer pessoa que entende um pouco de economia não promete uma coisa dessas", critica. Ele defende mais recursos para a área, mas afirma que "não adianta aumentar o salário de todo o mundo sem discutir um plano de cobrança dos resultados dos alunos e dos professores".
Para Maria Helena Guimarães, que ocupava a secretaria até 2009, existe um consenso de que o setor precisa de recursos. "Mas, independentemente, é preciso melhorar a gestão. Há muitos recursos mal usados, como na construção de escolas luxuosas", diz. Ela também contribui com o plano governo tucano e afirma que a prioridade deverá ser no ensino básico. "No Brasil, existe uma distorção na quantidade de recursos destinados ao ensino universitário, em comparação com o fundamental."
Especialista. Para especialistas da área , a meta de aumentar em 2 pontos porcentuais do Produto Interno Bruto o gasto em educação já para o próximo ano é quase impossível.
"Acho absolutamente irreal. Sem planejamento, esse dinheiro vai para o ralo", opina Wanda Engel, do Instituto Unibanco. "É igual à economia, se crescer demais gera inflação."
Fonte: http://www.estadao.com.br

Enem 2009 revela que das mil piores escolas do país, 97,3% são estaduais

Evandro Éboli
Clipping Educacional – O Globo
BRASÍLIA - As escolas das redes estaduais de educação voltaram a apresentar o pior desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2009). O resultado, divulgado pelo Ministério da Educação, revela o tamanho do desafio que os governadores eleitos terão de enfrentar diante do ensino de péssima qualidade oferecido pelos estados. Quase sete mil escolas de todo o país tiraram média abaixo de 500, numa escala que vai de 0 a 1.000. Dessas, nada menos que 97,8% são das redes estaduais. Entre os estabelecimentos de ensino reprovados no Enem 2009 com média abaixo de 500, há apenas quatro escolas federais.
As notas do Enem por escola estão disponíveis no site do Ministério da Educação a partir desta segunda-feira. A situação também é dramática quando se avalia quem é quem entre as mil melhores escolas do país. Na relação, aparecem apenas 26 escolas estaduais, duas municipais e 85 federais. Há um predomínio absoluto das escolas privadas entre as melhores: 887 são particulares.
As redes estaduais de ensino médio respondem por 85,9% das matrículas no país e recebem 7,16 milhões de estudantes, do total de 8,33 milhões no país. As escolas privadas têm 973 mil alunos (11,6%). Outra avaliação do MEC, divulgada no início do mês - o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) -, revelou o abismo que separa a rede pública da privada: o Ideb do ensino médio nas redes estaduais ficou em 3,4, na escala até 10. O da rede particular, em 5,6.
A adesão ao Enem é voluntária. Estudantes da rede pública e privada se inscrevem individualmente. O MEC divulga nesta segunda-feira as notas médias de 24.157 escolas no Enem 2009. Outras 12.448 escolas ficaram sem nota porque menos de dez alunos fizeram a prova.
Joaquim Neto, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) - órgão responsável pelo exame, vinculado ao MEC -, diz que os resultados devem servir de base para análises sobre o que está surtindo efeito ou não em termos de aprendizagem. Ele ressalva, porém, que o Enem não é feito por todos os estudantes do terceiro ano do ensino médio, já que a inscrição é voluntária. Assim, a média de cada escola tem relação direta com os alunos que fizeram ou deixaram de fazer o exame.
- Os dados do Enem têm que ser olhados com cuidado, porque o exame é voluntário. A escola tem que olhar qual foi o perfil dos estudantes que participaram - diz ele.
No Rio, só São Bento entre as 10 mais
O Enem substitui ou complementa vestibulares em dezenas de universidades federais. O exame também seleciona bolsistas do ProUni (programa Universidade para Todos), dá certificado de conclusão do ensino médio a quem não cursou a rede regular de ensino e orienta pais e responsáveis sobre o nível de aprendizagem na instituição onde o filho estuda.
O Vértice Colégio Unidade II, de São Paulo, aparece como a melhor escola em todo o país. Ao todo, 37 dos 62 alunos matriculados no terceiro ano da escola submeteram-se ao Enem. A média total do colégio, somando prova objetiva e redação, foi de 749,70. No Rio, a instituição mais bem classificada foi o Colégio São Bento, que ficou em terceiro lugar no ranking nacional.
Entre as dez escolas com melhor desempenho, a única que não é privada é o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (MG) - uma escola de ensino médio federal, que ocupa o sétimo lugar. Em 2009, os estabelecimentos federais tinham 90 mil alunos de ensino médio no país (1% do total).
As outras nove escolas do topo do ranking são privadas, na seguinte ordem de classificação: Colégio Vértice (SP), Instituto Dom Barreto (Teresina-PI), Colégio São Bento (Rio), Colégio de Educação Básica Alphaville (Campinas-SP), Colégio Alexander Fleming (Campo Grande-MS), Colégio Olimpo (Brasília-DF), Colégio Bernoulli (Belo Horizonte-MG), Colégio Hellyos (Feira de Santana-BA), Mobile Colégio (São Paulo-SP).
Quase a totalidade das mil piores escolas do país, segundo o Enem 2009, é da rede estadual. Apenas dez privadas (1%) estão nessa relação; 17 são municipais (1,7%), e 973 são estaduais (97,3%). A Escola Estadual Indígena Dom Pedro I, da área rural de Santo Antônio do Içá, no Amazonas, ocupa o último lugar. A nota média foi de 249,25 em 1.000. Ao todo, 40 dos 58 alunos do colégio em condições de prestar o Enem fizeram as provas.
Fonte: http://oglobo.globo.com

Falta de mão de obra qualificada é momentânea, diz ministro da Educação

Clipping Educacional – Reuters/Brasil Online
SÃO PAULO - A carência de profissionais qualificados no Brasil para suprir a demanda por mão de obra é momentânea, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad. O forte crescimento do país, com expansão da economia na casa dos 7% em 2010, pôs mais em evidência o antigo problema de escassez de trabalhadores em áreas como engenharia e tecnologia da informação.
Em entrevista à Reuters, o ministro defendeu a política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de investir com a mesma ênfase em educação básica, no ensino superior e em escolas técnicas federais. Ele lembrou que o atual governo foi criticado pela opção de dar o mesmo peso aos investimentos em educação superior e profissional.
- Já estávamos antevendo (carência de mão de obra). A oferta e a demanda por trabalhadores qualificados vão se encontrar muito brevemente - previu.
- Acho que (a mão de obra) é um problema de curto prazo e que se resolve rapidamente. Nós dobramos as vagas de ingresso nas universidades federais - afirmou, referindo-se ao período de 2003 para cá. - Temos as condições para formar trabalhadores para superar essas dificuldades momentâneas.
Dados do Ministério da Educação (MEC) indicam que as vagas em universidades federais subiram de 109,2 mil para 222,4 mil. Nas escolas técnicas públicas, as vagas triplicaram para 524,4 mil em 2009, segundo o ministro.
Os cursos de graduação com mais procura são geologia, engenharia e licenciatura, sobretudo matemática, "áreas que exigem atenção maior do poder público", segundo o ministro.
O orçamento do MEC para 2010 é de R$ 60 bilhões, 16% acima de 2009 e o dobro de 2006. O investimento público em Educação no país deve ser de 5% do PIB este ano, ou quase R$ 170 bilhões.
- Teríamos um desafio de chegar em 7% (do PIB) - disse Haddad.
Formado em Direito e doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Haddad concorda com a ideia de que "se a criança tiver uma boa formação de base, ela consegue progredir muito mais facilmente". "Por isso, nos fixamos muito nas metas (de qualidade) dos anos iniciais do ensino."
Ele destacou a melhora do planejamento nas escolas públicas, com planos individuais de ações do MEC em mais de 5 mil municípios. As escolas com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) abaixo da média nacional têm apoio técnico e financeiro. A cada dois anos, o trabalho é avaliado.
O Ideb médio na educação básica no Brasil avançou de 3,8 em 2005 para 4,6 em 2009, em uma escala de zero a 10. A meta é chegar até 2021 a uma nota 6, segundo Haddad. A evolução nos últimos quatro anos significa que a criança do quinto ano tem hoje a proficiência que em 2005 tinha a criança do sétimo ano.
Na etapa que antecede a universidade, os dados indicam que o ensino privado está bem à frente do público. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009, divulgado nesta segunda-feira, aparece apenas uma escola da rede pública entre as 10 melhores do país. O ministro Haddad falou à Reuters antes da publicação do resultado do Enem.
Haddad costuma visitar escolas públicas quando viaja a trabalho. Ele se considera de uma geração que viveu a "derrocada da escola pública até 2001". Isso, segundo ele, o levou a estudar em colégio particular, como seus filhos.
O ministro falou com entusiasmo da análise individual das escolas públicas adotada há alguns anos. Antes, a avaliação era por amostragem. "O que se sabia era que as escolas públicas, em média, estavam muito aquém das particulares, então houve uma migração das pessoas que podiam pagar o estudo. Hoje acontece o inverso, de volta da classe média à escola pública."
Ministro desde julho de 2005, Haddad disse estar "pensando em cuidar um pouco da minha vida" em 2011, ao ser questionado sobre seu futuro na vida pública. Uma importante tarefa ainda sob seu comando é o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, que será enviado ao Congresso Nacional neste semestre.
Fonte: http://oglobo.globo.com

Melhores escolas públicas são de universidades

Clipping Educacional – Folha de S.Paulo
Para ser escola pública conceituada no país, a instituição precisa estar ligada a universidades ou a entidades de ensino técnico. Além disso, é necessário fazer seleção de alunos e contar com condições raras no restante da rede, como professores com pós-graduação e aulas práticas.
O panorama será mostrado hoje pelo governo federal, com a divulgação das notas de cada escola no Enem 2009 (Exame Nacional do Ensino Médio).
Para educadores, as exceções do sistema público podem mostrar caminhos para melhorar o restante da rede oficial, que teve resultados inferiores aos da particular mais uma vez.
Entre os 10% mais bem classificados (1.793), só 8% dos colégios são públicos, percentual igual ao do Enem do ano anterior.
Alteração do currículo e ampliação da jornada, dizem os pesquisadores, são iniciativas das boas públicas que poderiam ser replicadas também nas outras escolas.
Ranking
O Enem é a única avaliação que engloba todas as escolas particulares do país. O colégio Vértice, da capital, obteve a melhor posição do ranking.
Entre as escolas públicas, a melhor colocada de São Paulo foi o instituto técnico federal.
No país, o mais bem classificado colégio público "convencional" (sem seleção de alunos) apareceu na 729ª posição geral, superado por 73 colégios públicos de elite. Essa instituição fica em Posse (GO).
O resultado final, no entanto, pode ter sido afetado pela maior abstenção de alunos da história do Enem.
Fonte: http://www.agora.uol.com.br

'Não há caos nas escolas estaduais', diz secretário

Deborah Moreira e Illenia Negrin
Clipping Educacional – Diário do Grande ABC
O secretário de Educação do Estado, Paulo Renato Souza, garante: não há caos na rede de escolas. Segundo ele, há problemas pontuais, que demoram a ser resolvidos em virtude das normas burocráticas que regem o serviço público. Em entrevista exclusiva ao Diário, o ex-ministro da Educação falou sobre as vantagens da municipalização do ensino do 1º ao 5º ano e a gestão eficiente das Prefeituras. Paulo Renato explicou porque a ‘meritocracia'' tem ajudado a melhorar a imagem do magistério e sobre as dificuldades encontradas para qualificar os professores.
DIÁRIO - O Diário tem publicado diversas reportagens sobre a situação precária de escolas estaduais da região. Em uma unidade de Mauá, os pais foram convocados pela diretora para realizar a faxina, por falta de funcionários. Por que isso acontece?
PAULO RENATO SOUZA - Temos 5.300 escolas. Se um por cento delas tiver problema, haverá um problema por semana. Todos os dias temos casos para resolver. Um dia falta merenda em uma unidade. No outro, é caso de aluno que agride professor. Parece que é um caos. E não é. O noticiário negativo não é falso. Mas são casos isolados. O Grande ABC tem 329 escolas. Em 220, o serviço de limpeza é terceirizado. Tivemos problema com a empresa que executava o serviço em unidades de Mauá. Já estamos providenciando nova licitação.
DIÁRIO - Outra reclamação recorrente de pais e alunos é quanto à falta de professores. Há turmas que passaram todo o semestre sem cursar determinada disciplina. Há déficit de professores na rede?
PAULO RENATO - Não. O que há é a intensa movimentação de professores. São 220 mil profissionais. A substituição é diária e deve ser feita de acordo com as regras do serviço público, que são burocráticas. Por isso o processo, muitos vezes, é lento e pode levar meses. Em algumas disciplinas, encontramos o obstáculo da falta de formação. Física e Matemática são as áreas mais críticas. Falta gente capacitada. Neste ano, excepcionalmente, tivemos que incluir na fila dos temporários até os educadores que não haviam passado pela prova de qualificação. Foi uma questão de urgência.
DIÁRIO - A qualificação dos professores se reflete nas notas obtidas pelos alunos no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Por que os alunos do 1º ao 5º ano têm desempenho melhor que os matriculados no ciclo do 6º ao 9º?
PAULO RENATO - Por dois motivos. Primeiro porque no ciclo 1 do Fundamental, a escola é organizada de forma mais simples. Há um professor por classe, para todas as disciplinas, exceto Artes e Educação Física. E segundo porque, além disso, boa parte das unidades foram municipalizadas e a gestão feita pelas prefeituras é mais próxima. Portanto, mais eficiente. Já do 6º ao 9º anos é mais difícil, porque há um professor para cada disciplina. Num modelo ideal, o ensino do 1º ao 5º ano deveria estar somente nas mãos dos municípios. No ciclo 2, caberia ao Estado assumir as escolas em cidades pequenas, com menos de 20 mil habitantes. E todo o Ensino Médio ficaria integralmente nas mãos do Estado.
DIÁRIO - O senhor assumiu a secretaria há um ano. Quais foram as mudanças mais significativas que conseguiu realizar?
PAULO RENATO - A grande inovação foi definir um currículo para o Estado. Definimos o que é ensinado em cada um dos anos, os exercícios aplicados, e damos dicas de como ensinar. Isso supre um pouco da deficiência da formação do professor. E passa a ter objetivos claros para todos, para o aluno e para o professor. A mudança na forma de remuneração dos professores também foi um ponto positivo. Pagamos bônus para os profissionais da escola quando a unidade supera as metas estabelecidas. A valorização do magistério também passar pela bonificação individual. Criamos cinco faixas salariais, que o professor pode alcançar prestando exames. A cada faixa, damos 25% de aumento, e a cobrança também é maior. Um professor que tem 40 horas atribuídas e ganha inicialmente R$ 1.840. Antes, poderia chegar ao teto de R$ 3.200, depois de 25 anos de serviço. Agora, por esforço próprio, ele pode chegar a R$ 6.270. A meritocracia é boa para os profissionais e alavanca a qualidade, sem dúvida
Fonte: http://www.dgabc.com.br/