sexta-feira, 29 de julho de 2011

REAJUSTE DE PROFESSOR SERÁ DIVIDIDO

FUNCIONALISMO, por Cristiane Gercina
Clipping Educacional - JORNAL AGORA - 27/07/11
Os mais de 217 mil professores da rede pública estadual receberão o reajuste salarial dividido.
No 5º dia útil de agosto, os docentes receberão o salário mensal com aumento de 13,8%, conforme aprovado por lei pela Assembleia Legislativa no final de junho. Porém, os valores retroativos a junho deste ano só serão pagos em uma folha suplementar, cuja data ainda não foi definida.
De acordo com a Secretaria de Estado da Educação SP, "a folha suplementar de pagamento de agosto já contempla o aumento. Agora, o reajuste retroativo a 1º de junho está em elaboração, vai ser feito por folha suplementar, mas ainda não há data definida para o pagamento".
Desde ontem, os professores já conseguem consultar o novo salário no holerite deste mês, no sistema "online" da Secretraria de Educação.
Na semana que vem, o extrato mensal do Banco do Brasil, responsável pelo pagamento dos servidores, também deverá trazer, na operação "lançamentos futuros", a informação do valor a ser pago em agosto.
Os professores terão 13,8% de aumento sobre o salário-base, o que inclui a incorporação da GG (Gratificação Geral), calculada em R$ 92 para os profissionais com jornada de trabalho de 40 horas semanais. Em quatro anos, o reajuste será de 42,2%, segundo a lei.
fonte: http://apeoesp.blogspot.com

Congresso deve regulamentar férias

Clipping Educacional - Apeoesp/subsede São Bernardo do Campo
A recente atitude do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de fracionar as férias do magistério da rede pública de ensino reabriu um antigo debate sobre a regulamentação do direito de férias dos trabalhadores da educação básica, em especial dos profissionais do magistério. Estes, por sua vez, têm no calendário escolar a base para a organização do vínculo empregatício e, nas especificidades do exercício profissional, a necessidade de diferenciação de direitos trabalhistas e previdenciários, a exemplo da jornada máxima de trabalho de 40 horas semanais e da aposentadoria especial que reduz em cinco anos o tempo de contribuição e idade.
Atualmente, cada sistema de ensino organiza as férias de seus profissionais de acordo com o ano letivo. Porém, muitos insistem em não prever férias de 30 dias consecutivos, acrescido o período de recesso escolar no meio do ano, o que implicaria, no mínimo, em 45 dias efetivos de férias aos/às professores/as que exercem atividades de intenso desgaste físico e psíquico.
Por ocasião da aprovação da Resolução nº 2/1997, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, a qual fixou diretrizes para os planos de cargos, carreiras e salários dos profissionais do ensino fundamental, encontrava-se em debate, no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição que deu origem à EC 20 (reforma da previdência). À época, a CNTE apresentou estudos sobre as doenças relacionadas às atividades de magistério, cujo resultado significou a manutenção de direito à aposentadoria especial a todos os profissionais que lecionam na educação básica, bem como a orientação de férias anuais de no mínimo 45 dias no contexto das diretrizes de carreira.
Infelizmente, por pressão de gestores públicos, a nova resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE/CEB nº 3/2009), que versa sobre as diretrizes de carreira - contrariando orientação da CNTE e da própria relatora no CNE - não manteve a mesma previsão de férias contida na Resolução anterior, embora outros preceitos da recente normativa sejam de extrema importância para garantir as condições apropriadas de trabalho aos profissionais do magistério.
Encontram-se, neste momento, em tramitação no Congresso Nacional, alguns projetos de lei com a finalidade de assegurar as férias mínimas de 45 dias aos docentes - sendo 30 deles consecutivos e antes do início do ano letivo - e 30 dias para os demais trabalhadores da educação básica. A medida alia-se a outras ações (já em curso) que visam equalizar a atividade docente em todo país - desde a formação até a remuneração e a jornada de trabalho. E a CNTE atuará no sentido de fazer aprovar esses projetos, sobretudo em âmbito da LDB e das diretrizes nacionais de carreira para os profissionais da educação (professores e funcionários), como forma de garantir o direito subjetivo de todo cidadão à educação pública de qualidade, bem como a efetiva valorização de seus profissionais.

Apostila substitui livro em escolas de 115 cidades de SP


Clipping Educacional - Agencia Estado
Dos 644 municípios do Estado de São Paulo, 282 - ou 44% - utilizam sistema apostilado de ensino, de acordo com levantamento feito neste ano pelo Anglo, um dos mais tradicionais métodos do País. Dentre eles estão 115 cidades que abandonaram totalmente os livros didáticos, distribuídos gratuitamente pelo governo federal, e outros que continuam utilizando o material, mas também aderiram às apostilas.
É um aumento vertiginoso. Em 1998, não havia sequer um convênio dos sistemas com as prefeituras paulistas. De 2008 para 2011, o número de prefeituras que adotam as apostilas passou de 187 para 282. Para atuar nesse nicho, os sistemas que antes atendiam à rede privada agora desenvolvem material específico para as escolas públicas.
"As públicas são um nicho de mercado e nos preparamos para entrar nele", afirma Francisca Paris, diretora pedagógica dos sistemas de ensino da Saraiva. A editora, que mantém o Ético, voltado às particulares, criou neste ano o Agora, direcionado apenas para a rede pública. Está atuando em três cidades do Estado.
Demanda - O crescimento da adesão das redes municipais aos sistemas de ensino se deve a alguns fatores. O primeiro deles é a própria dificuldade que as pequenas cidades tiveram para administrar a educação após a reforma que municipalizou grande parte do ensino fundamental.O segundo é a percepção de que cidades que adotaram o sistema apostilado têm melhor rendimento. Uma tendência que cresceu após 2005, quando começaram a ser divulgados os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). "A melhoria dos indicadores começou a aparecer e a procura pelos sistemas apostilados explodiu", afirma Luiz Fernando Jamil Maluf, gerente nacional da área pública da Abril Educação, que administra o Anglo.No entanto, não são todos que aprovam o sistema apostilado. A secretária de ensino de Cajuru, Isabel Ré, diz que os alunos mostraram boa receptividade e até aumentaram a autoestima por usar um material igual ao das escolas particulares, mas os professores mostraram resistência. "Agora gostam, mas, no início, tinham receio que isso interferisse no seu planejamento", diz ela.

Cresce número de alunos "atrasados" no ensino fundamental


LUIZA BANDEIRA
Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
O percentual de alunos do ensino fundamental que não está na série adequada para a sua idade voltou a crescer nos últimos dois anos.
Dados do Ministério da Educação mostram que, no ano passado, o percentual chegou a 23,6%, ou cerca de 7 milhões de alunos. Em 2008, estava em 22,1%.
Uma criança deve ingressar no 1º ano do ensino fundamental aos seis anos de idade e concluir a etapa aos 14. Segundo o MEC, a defasagem ocorre quando o aluno está com três anos a mais do que o ideal para a série.
Entre as razões que levam ao atraso estão a entrada na escola após a idade correta, a reprovação e o abandono.
Para Jaqueline Moll, da Secretaria de Educação Básica do MEC, é preciso modificar metodologias de ensino e fazer recuperação paralela para que a repetência seja a última alternativa.

Em site, alunos classificam docentes como "carrasco" e "mamata"


FELIPE CARUSO
Clipping Educacional - DE SANTOS
Insatisfeitos com os sistemas de avaliação de professores, três universitários cariocas resolveram criar uma forma mais "simples" para alunos compartilharem informações sobre os mestres.
Inspirados no site americano "Rate my professors", eles desenharam um aplicativo para o Facebook em que se pode procurar um professor numa base de dados com cerca de 10 mil docentes e votar anonimamente se ele é "carrasco" ou "mamata". Há um espaço para comentários identificados.
"Nos EUA, os professores são avaliados pelos alunos e se leva isso muito em consideração. Não queremos expor ninguém. Só criamos um espaço para fazer uma avaliação objetiva", conta Igor Blumberg, estudante de engenharia da computação na PUC-Rio.
Ele criou o aplicou com Rafael Dahis, aluno do mesmo curso na UFRJ, e Felipe Frajhof, estudante de engenharia de controle e automação na PUC-Rio.
Desenvolvido em cerca um mês e colocado no ar na terça-feira, o programa tinha até a tarde de ontem 15 mil usuários cadastrados e 12 mil votos dados.
Com 49 votos para "carrasco" e 3 para "mamata", Jaques Gheiner, professor de cálculo diferencial e integral 4 na UFRJ, é o campeão de avaliações até agora. Ele não quis comentar o assunto.

Professora de edição em telejornalismo na PUC-Rio, Marcia Antabi afirma que o aplicativo pode ser uma boa forma para ter um retorno sobre suas aulas, uma vez que a avaliação proposta pela própria universidade é pouco respondida pelos alunos.
"Seria interessante se os alunos comentassem mais sobre os cursos e fossem além da classificação de carrasco ou mamata. Eu já entrei e votei e mim como carrasco, para que o aluno que escolha minha matéria tenha um comprometimento com as aulas", diz.
Para a professora Daniela Vargas, coordenadora da central de graduação da PUC-Rio, a comissão de avaliação dos professores está trabalhando para conseguir uma maior participação dos alunos. Para Vargas, o aplicativo não interfere na avaliação feita pela instituição.
"Tudo que vem para auxiliar na melhoria do ensino é valido, mas pelas classificações dicotômicas me parece que eles estão mais preocupados com a nota do que com qualidade do ensino. Carrasco e mamata podem ser excelentes professores", diz.

Rede estadual terá gerente de organização escolar

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
Cerca de 5.200 profissionais serão designados para a função
Em agosto, na volta às aulas, as escolas da rede estadual de ensino terão um reforço no quadro de apoio administrativo. Trata-se da função de gerente de organização escolar, criada recentemente pela Lei Complementar 1.144/2011, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin e publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 12 de julho.
Para o desempenho da função, em caráter excepcional, serão designados os servidores que ocupavam o posto de secretários nas unidades na data de homologação da referida lei. Eles atuarão como gerentes até a conclusão do processo de certificação ocupacional para a função, a ser organizado pelas secretarias de Educação e Gestão Pública. O prazo para realização do processo é de 180 dias a partir da publicação da lei.
"A criação da função de gerente de organização escolar se baseou não só nas análises de nossas equipes técnicas, mas também nos diagnósticos que foram apresentados pelos representantes da rede estadual de ensino nas 15 reuniões regionais de trabalho que realizamos neste primeiro semestre, com a participação de cerca de 20 mil profissionais", disse o secretário da Educação, Herman Voorwald.
Nesta primeira etapa, os dirigentes de ensino irão designar um gerente para cada escola de sua região. A implementação será gradual, de acordo com os ajustes administrativos necessários. Cerca de 5.200 servidores deverão assumir a função em todo o Estado e serão responsáveis por gerenciar o trabalho dos agentes de organização e serviços escolares, referente ao atendimento aos alunos, conservação da unidade, preparo da merenda e apoio técnico-administrativo. Para isso, os novos funcionários receberão remuneração mensal de R$ 843,91.
Nos próximos três meses, deve ser publicado decreto no DOE para regulamentação do processo de certificação ocupacional que credenciará esses servidores, assim como a identificação das unidades escolares que passarão a contar com o gerente de organização.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Instituto oferece mandarim gratuito para alunos de públicas

Clipping Educacional - iG São Paulo 
Curso de língua chinesa custa R$ 100 ao mês para demais interessados. Inscrições no Instituto Confúcio vão até o dia 30 de julho
O Instituto Confúcio na Unesp está com inscrições abertas até sábado, dia 30 de julho, para cursos extensivos de língua chinesa (mandarim). Os cursos são gratuitos para alunos de escolas públicas com idade entre 12 e 17 anos e custam R$ 100 ao mês, por quatro horas de aula semanais, para os demais alunos. 
As aulas começam na segunda-feira, 1º de agosto, e há diversas opções de horários, inclusive aos sábados. Os professores do instituto são chineses, da Universidade de Hubei, na China, especializados no ensino do mandarim para estrangeiros.
O Instituto Confúcio, órgão oficial do Ministério da Educação chinês, é uma parceria entre a Universidade de Hubei e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Por ser subsidiado pelo governo chinês, o curso é oferecido a um preço mais acessível. A instituição é o único órgão no Brasil autorizado pelo governo da China a aplicar testes de proficiência de língua chinesa tanto para adultos (HSK) como para crianças e adolescentes (YCT).
A sede do instituto fica no centro de São Paulo, na praça da Sé, mas também há aulas nos campi da Unesp do interior do Estado (Assis, Marília, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Araraquara, Jaboticabal, Botucatu, Guaratinguetá, São José dos Campos) e parcerias com a Universidade Nove de Julho (Uninove) e as Faculdades Integradas Rio Branco, em São Paulo, e com a Universidade Católica de Santos, no litoral.
Mais informações, pelo telefone (11) 3107-2943 ou pelo e-mail info@institutoconfucio.unesp.br 

Proposta cria política de prevenção à violência contra professores


Clipping Educacional -  Agência Câmara de Notícias
A Câmara analisa o Projeto de Lei 604/11, do deputado Manoel Junior (PMDB-PB), que cria a política de prevenção à violência contra os profissionais do magistério público e privado.
Além de campanhas educativas sobre a questão, a proposta prevê medidas punitivas como o afastamento temporário ou definitivo do aluno ou funcionário violento ou a transferência do estudante infrator. Segundo o texto, o professor poderá se licenciar quando estiver em situação de risco sem perda de vencimentos.
O projeto equipara os professores de escolas particulares, desde a educação básica até o ensino superior, a agentes públicos para medidas de punição.
Agressões frequentes 
Segundo o autor da proposta, as agressões sofridas por educadores se tornam cada vez mais frequentes e graves no cotidiano das escolas brasileiras. “Tais agressões não se configuram somente no aspecto físico, sendo registrados números significativos de agressões verbais, furtos e vandalismo, entre outras manifestações de violência”, afirmou Manoel Junior.
A proposta também quer estimular a discussão sobre atos de violência física e moral nas escolas, universidades e comunidades, com a participação de entidades de estudantes e acompanhamento dos ministérios da Justiça e da Educação.Tramitação
A proposta tramita apensada aos PLs 732/11 e 1225/11 nas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, inclusive no mérito. Em seguida será votada pelo Plenário.
fonte: http://www2.camara.gov.br

Perfil heterogêneo de turmas de EJA é desafio para os docentes



Clipping Educacional - Globo Educação
Em vez de ser um problema, diferenças podem gerar bons questionamentos
A educação de jovens e adultos tem suas especificidades. Voltada ao público que não teve acesso ao ensino no tempo regular, acaba por agrupar, muitas vezes, alunos com idades bem distintas em uma mesma sala de aula. Dessa forma, o professor se depara com uma questão importante: como lidar com turmas tão heterogêneas? Como fazer para prender a atenção dos mais jovens e dos mais velhos?
Sandra Medrano, coordenadora pedagógica da ONG Comunidade Educativa (Cedac) e, ela mesma, ex-professora de turmas de EJA, garante que essa heterogeneidade, que no início parece algo sem solução, na verdade pode ser trabalhada de forma positiva para todos: “A princípio, as diferenças de idade, de interesses, de linguagem, de comportamento, de tudo, parecem afastar os jovens dos mais velhos. Mas não é bem assim. O professor pode e deve fazer dessa dificuldade um fio condutor de suas aulas. As diferenças sobre o mundo um do outro podem gerar bons questionamentos, boas discussões em sala e aproximar os dois mundos. Isso é enriquecedor para todos”, aposta Medrano.
Segundo ela, os próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), estipulados pelo Ministério da Educação (MEC), servem para nortear essa ajuda ao trabalho do professor na hora de lidar com os diferentes perfis de aluno: “Um dos temas transversais dos PCNs que podem ser trabalhados em sala de aula é a questão da pluralidade cultural. E o que o professor de EJA mais tem em sala é isso, diversidade de tudo o que é jeito: o novo e o velho, o casado, o solteiro, o que trabalha no campo e na cidade, o com filho e o sem filho, o católico, o evangélico, o ateu. Tendo como norte essa realidade, dá para usar a seu favor algo que antes, em uma leitura mais superficial, se mostrava apenas como problema.”
Além disso, a coordenadora pedagógica classifica como fundamental encarar esse público de EJA como adultos, e não como criancinhas. “Eles não gostam de ser tratados de forma infantilizada. Isso só desmotiva o aluno e atrapalha a identificação dele com a escola e com o professor”, alerta. Por isso, defende ela, é imprescindível que haja material didático específico para o público de EJA. O que normalmente acontece é usar o material usado pelas turmas regulares, mas isso é inadequado, já que a linguagem é muitas vezes infantilizada ou não atende à realidade desse jovem, desse adulto que faz EJA. “Desde 2010, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) atende ao público de EJA com o chamado PNLD-EJA, ou seja, alunos do Ensino Fundamental, do 1º e do 2º segmento, têm acesso a livros específicos para eles. Falta ainda o PNLD que contemple o Ensino Médio. De qualquer forma, já foi uma melhora.”

Aluno com mais de 600 pontos no Enem poderá disputar bolsa fora

Clipping Educacional - iG Brasília 
Dilma anunciou investimentos públicos de R$ 3,1 milhões em programa para enviar 100 mil estudantes para intercâmbio
Estudantes e pesquisadores brasileiros das áreas de engenharia, tecnologias, ciências exatas, informática e biologia poderão disputar, em breve, bolsas de intercâmbio oferecidas pelo governo. Em abril, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que criaria um projeto para distribuir 75 mil bolsas de intercâmbio até 2014. Nesta terça-feira, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, apresentou as linhas gerais do Programa Ciência sem Fronteiras. 
A expectativa é aumentar o número de bolsistas para 100 mil com o apoio de empresários. O mérito será o critério básico para concessão dos benefícios, de acordo com o ministro. No caso das bolsas de graduação, por exemplo, os candidatos terão de apresentar pontuação superior a 600 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os destaques em programas de iniciação científica e olimpíadas de conhecimento serão valorizados. As instituições com boas notas nas avaliações do Ministério da Educação também receberão cotas adicionais de bolsas. 
O benefício para os jovens inclui a manutenção no exterior, passagens aéreas, seguro-saúde e até taxas escolares, dependendo da instituição. A duração dos programas varia: há bolsas de um ano e até quatro anos.

Apoio dos empresários
O governo brasileiro espera que empresas interessadas na formação de novos talentos ou aperfeiçoamento dos próprios funcionários apoiem o projeto. Pelo programa apresentado por Mercadante, os empresários poderiam pagar taxas escolares (valores que variam entre 20 mil e 40 mil dólares ao ano por cada aluno), bolsas de manutenção (entre R$ 30 mil e R$ 50 mil) ou oferecer estágios nos próprios centros de pesquisa e desenvolvimento internacionais.
Dos cofres públicos, sairão cerca de R$ 3,1 milhões para financiar o programa. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) será responsável por distribuir 40 mil bolsas até o fim do mandato de Dilma, investindo R$ 1,7 milhão. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concederá, no mesmo período, outras 35 mil bolsas com R$ 1,4 milhão de investimentos.
As 75 mil bolsas custeadas pelo governo serão divididas entre estudantes do ensino médio, de ensino superior, especialistas e jovens cientistas. Aos alunos de graduação, que poderão estudar um período do curso em universidades estrangeiras, serão destinadas 27,1 mil bolsas. Os cursos de doutorado-sanduíche – com duração de um ano – receberão outras 24,6 mil bolsas e outras 9,7 mil vão para doutorados integrais – com duração de quatro anos. O programa pretende oferecer 700 bolsas para treinamento de especialistas de empresas no exterior e 860 para jovens cientistas.

Prioridades
Inicialmente, áreas como engenharia, ciências exatas, biológicas e da saúde serão priorizadas (veja lista abaixo). “Enquanto a Coreia [do Sul] tem um engenheiro para cada quatro formandos, o Brasil tem uma proporção de um para cada 50 formandos”, explicou Mercadante. Segundo o ministro, o total de bolsas concedidas para a área de humanas aumentou 66% entre 2001 e 2009, enquanto nas engenharias cresceu apenas 1% no período. As bolsas para a área de ciências exatas e da terra diminuiram 16%.

Durante a apresentação, o ministro afirmou que o governo está assinando contratos com 238 universidades no exterior. A seleção será feita de acordo com os rankings da Times Higher Education e da QS World University.

Áreas prioritárias do programa:
- Engenharias e demais áreas tecnológicas;
- Ciências exatas e da terra: física, química e geociências;
- Biologia, ciências biomédicas e da saúde;
- Computação e tecnologias da informação;
- Tecnologia aeroespacial;
- Fármacos;
- Produção agrícola sustentável;
- Petróleo, gás e carvão mineral;
- Energias renováveis;
- Tecnologia mineral;
- Tecnologia nuclear;
- Biotecnologia;
- Nanotecnologia e novos materiais;
- Tecnologia de prevenção e migração de desastres naturais;
- Tecnologias de transição para a economia verde;
- Biodiversidade e bioprospecção;
- Ciências do mar;
- Indústria criativa;
- Formação de tecnólogos.

Unesp abre vagas para curso de mandarim

Clipping Educacional - Da Unesp
Aulas são gratuitas para estudantes de escolas públicas com idade de 12 a 17 anos
O Instituto Confúcio na Unesp, em São Paulo, oferece a oportunidade de aprender o idioma da China e conhecer mais sobre o país por meio do seu curso extensivo da língua chinesa, ministrado por professores chineses vindos da Universidade de Hubei, na China, especializados no ensino do mandarim para estrangeiros.
As inscrições se encerram no sábado, dia 30 de julho. O início das aulas será na segunda-feira, 1º de agosto. A iniciativa é organizado em módulos semestrais de 50 horas, com diversas opções de horários, inclusive aos sábados. Além da ênfase na conversação, dirigida para aspectos práticos do dia a dia, o aluno também aprende desde o início a leitura e a escrita dos ideogramas.

O Instituto Confúcio na Unesp faz parte de uma rede internacional que tem por missão o ensino da língua chinesa, com o apoio do Ministério da Educação da China. O Instituto Confúcio é o único órgão no Brasil autorizado pelo governo da China a aplicar testes de proficiência de língua chinesa tanto para adultos (HSK) como para crianças e adolescentes (YCT).
Os cursos são gratuitos para alunos das escolas públicas com idades entre 12 e 17 anos. Para as demais pessoas o investimento é de R$ 100 por mês por quatro horas de aula semanais. Também é possível organizar turmas especiais para empresas. O instituto oferece laboratório de língua, biblioteca, realiza atividades culturais e oferece bolsas de estudo para alunos interessados em estudar na China.
Atualmente o instituto está presente, além da unidade na capital paulista, que funciona no antigo prédio da reitoria da Unesp (Praça da Sé, 108, 4° andar), também em diversas cidades do interior do Estado de São Paulo onde a Unesp mantém unidades de ensino (Assis, Marília, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Araraquara, Jaboticabal, Botucatu, Guaratinguetá, São José dos Campos).

Também mantém convênios com a Uninove e as Faculdades Integradas Rio Branco, em São Paulo, e com a Universidade Católica de Santos, em Santos. A China é hoje o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2010 as empresas chinesas foram as que mais investiram no País. Como resultado, o fluxo de negócios entre empresas brasileiras e chinesas tem gerado uma necessidade crescente de comunicação entre os dois países.
Com isso, as empresas envolvidas nesse intercâmbio cada vez mais passaram a investir na implantação de uma política de Recursos Humanos que contemple funcionários que dominem o português, o inglês e o chinês, além de terem conhecimentos sobre a cultura chinesa.

Instituto Confúcio na Unesp
O Instituto Confúcio na Unesp é resultado de um convênio entre a Unesp e o governo da República Popular da China, em parceria com a Universidade de Hubei. Sua missão é ensinar a língua chinesa, divulgar a cultura e a história da China e fortalecer o intercâmbio cultural e acadêmico entre o Brasil e a China. Na V Conferência dos Institutos Confúcio - presentes em 96 países -, realizada em Pequim em dezembro de 2010, o Instituto Confúcio na Unesp ganhou o prêmio de Instituto Confúcio do Ano entre os 322 existentes.
Mais informações, pelo telefone (11) 3107-2943 ou pelo e-mail info@institutoconfucio.unesp.br fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Reajuste de professor deve ser pago em agosto

Tatiana Cavalcanti
Clipping Educacional - do Agora
O aumento salarial para os professores das escolas estaduais deve ser pago em agosto, segundo afirmou ontem o secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald.
A alta, que será retroativa a 1º de junho, corresponde a 13,8% sobre o salário-base dos docentes, que passará de R$ 1.665 para R$ 1.894.
No total, o governo do Estado de São Paulo irá conceder 42,2% de aumento à categoria em quatro anos.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Rede estadual terá mudanças no calendário escolar em 2012

Clipping Educacional - SEE
As alterações atendem a reivindicações feitas por representantes dos profissionais da educação nos encontros regionais promovidos pelo secretário Herman Voorwald no primeiro semestre deste ano Proposta visa compatibilizar o calendário do Estado com os dos demais sistemas de ensino
A partir do próximo ano, as aulas na rede estadual de ensino terão início no 1º dia útil de fevereiro e as férias escolares dos alunos, em julho, passarão de 15 para 31 dias. As mudanças estão previstas em resolução, que determina novas diretrizes para elaboração do calendário referente ao ano letivo das cerca de 5.300 escolas da rede.
As alterações atendem a reivindicações feitas por representantes dos profissionais da educação nos encontros regionais promovidos pelo secretário de Estado da Educação, professor Herman Voorwald, no primeiro semestre deste ano. Ao todo, foram 15 reuniões, com a participação de cerca de 20 mil representantes de professores, supervisores e demais profissionais, que tiveram como objetivo debater a reestruturação do atual modelo educacional.
“Antes, o processo de atribuição de classes/aulas nas escolas estaduais acontecia na primeira semana de fevereiro e nem sempre terminava a tempo para o início do ano letivo. Com o novo calendário ele será realizado já na segunda quinzena de janeiro e as escolas terão um tempo maior para organizar a recepção aos seus alunos”, explica Leila Mallio, responsável pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP), da Secretaria de Estado da Educação.
As novas diretrizes também visam compatibilizar o cronograma do Estado com os dos demais sistemas de ensino, além de facilitar aos pais o planejamento das férias dos alunos, visto que o período passará a ser pré-determinado, o que não acontecia até este ano.
Atualmente, cada escola é responsável por organizar seu calendário, que deve cumprir o mínimo de 200 dias letivos. A partir de 2012, todas as unidades deverão encerrar as aulas regulares do 1º semestre no último dia útil de junho. As aulas do 2º semestre terão início no 1º dia útil de agosto e terminarão após se completarem os 100 dias letivos previstos para o período.
As férias para os docentes ocorrerão nos períodos de 1º a 15 de janeiro e de 1º a 15 de julho. Com o novo cronograma, durante todo o ano, os professores terão mais de 30 dias de recesso, divididos entre janeiro e julho (na sequência das férias) e dezembro (após o encerramento do ano letivo). “Na prática, descontados os dias de atribuição e planejamento em janeiro e julho, os professores terão no mínimo 53 dias de descanso, sendo 27 dias corridos, entre dezembro e janeiro, e outros 26 em julho”, explica o chefe de gabinete da Secretaria de Educação, Fernando Padula. Até este ano, os docentes tinham 30 dias corridos de férias em janeiro e apenas 10 dias de recesso em julho.
Ainda segundo a resolução, o calendário escolar deverá ser elaborado com a participação de docentes, ratificado pelo Conselho de Escola e encaminhado à Diretoria de Ensino para a devida homologação.
Os dias letivos e/ou aulas programadas que deixarem de ocorrer por qualquer motivo deverão ser repostos, conforme a legislação pertinente, podendo ocorrer essa reposição inclusive aos sábados.
Fonte: http://www.fde.sp.gov.br/

A morte do lápis e da caneta



MARCELO COELHO 
Clipping Educacional - Folha.com

Um belo erro de ortografia revela verdades que a assepsia da tela branca do Word se esforça em ocultar

Boa notícia para as crianças americanas. Vai ficando optativo, nos Estados Unidos, escrever em letra de mão. Um dos últimos a se renderem aos novos tempos é o Estado de Indiana, que aposentou os cadernos de caligrafia agora em julho.
O argumento é que ninguém precisa mais disso: as crianças fazem tudo no computador e basta ensinar-lhes um pouco de digitação. Depois do fim do papel, o fim do lápis e da caneta! Tem lógica, mas acho demais.
Sou o primeiro a reclamar das inutilidades impostas aos alunos durante toda a vida escolar, mas o fim da escrita cursiva me deixa horrorizado.
A máquina de calcular não eliminou a necessidade de se aprender, ao menos, a tabuada; não aceito que o teclado termine com a letra de mão.
A questão vai além do seu aspecto meramente prático. A letra de uma pessoa é como o seu rosto. Como todo mundo, gosto de ver como é a cara de um escritor, de um político, de qualquer personalidade com quem estou travando contato -e logo os e-mails virão com o retrato do remetente, como já acontece no Facebook.
E não se limita apenas aos colecionadores o interesse pelos autógrafos de uma celebridade, de um jogador de futebol ou de um escritor (mesmo que os originais de seus livros já tenham sido produzidos na máquina de escrever ou no laptop). Quantas decepções, e quantas surpresas felizes, não nos revela a caligrafia de uma pessoa? Fulano, em geral sério e ponderado, tem a assinatura de um pateta do pré-primário. O síndico, figura minuciosa e intolerante, derrama sobre o papel uma escrita frouxa, emotiva, sentimental.
Generosidade e avareza, sofisticação e simploriedade, constância e frivolidade, tudo está na letra de uma pessoa, como está na sua voz ou no seu rosto -desde que a gente saiba ler.
O mais bonito é que na letra cursiva se reúnem, em tese, o individual e o universal. Cada pessoa pode ter lá suas idiossincrasias: escreve o "n" como se fosse um "u", não se dá ao trabalho de fazer direitinho o corte do "t", mistura o "g" com o "y" e o "q", mas não importa. A menos que o sujeito seja um garranchista irremediável, acabamos entendendo o que escreveu. Tenho prazer, aliás, em decifrar letras moderadamente ilegíveis. Existe um jogo entre a regra geral, a caligrafia das professoras do primário, e as variantes que ao longo da vida cada pessoa adota em sua escrita.
Moral da história: somos todos iguais, mas cada um de nós é diferente. Outra moral da história: entre minha comodidade caligráfica e a necessidade de ser entendido por quem me lê, está em jogo o respeito pelo outro e a expressão de quem eu sou.
É falta de educação, acho, ter uma letra feia demais; é falta de personalidade, também, escrever como o queridinho da professora. Não por acaso, ainda se usa nos convites de casamento uma imitação da escrita cursiva de cem anos atrás. Não é o meu tipo favorito de apresentação tipográfica, mas seu significado não dá margem a dúvidas: trata-se de um movimento de extrema cortesia, de uma homenagem ao acontecimento e ao convidado.
As letras de computador, por mais práticas que sejam, correspondem a uma realidade mais mecanizada e uniforme. Já temos o corretor ortográfico; ainda bem que ele falha de vez em quando e que muita gente se esqueça de usá-lo. Um belo erro de ortografia, assim como uma letra da idade da pedra, revelam verdades que a assepsia da tela branca do Word se esforça em ocultar.
Mesmo uma banalidade tremenda se torna mais suportável se escrita numa letra extravagante, em vez de na detestável fonte Arial adotada no Outlook, provavelmente só porque é a primeira em ordem alfabética na lista das letras disponíveis. Mas, no meio desta reclamação toda, recupero minha confiança no progresso e na tecnologia. Quem sabe, nos próximos anos, não vão inventar um programa pelo qual será possível personalizar a tipografia que utilizamos no PC?
Novas "fontes", novos estilos de letras, são inventados todo dia. Os jornais importantes, como a Folha, têm um desenho próprio para suas letras. Imagino que não seja impossível uma situação em que cada usuário de computador consiga desenvolver sua própria escrita.
Só espero que até lá tenham inventado, também, uma maneira de fazer as crianças americanas ocupadas em aprender alguma coisa que preste.
fonte:
http://www1.folha.uol.com.br

Professor esforçado deve ganhar mais?

Gilberto Dimenstein,
Clipping Educacional - Folha.com
Esse pergunta que faço aqui é estimulada pela decisão da cidade Nova York de suspender o pagamento de bônus para os professores, baseado no desempenho da escola. É um grande pretexto para quem é contra a premiação por mérito na educação atacar medidas semelhantes implantadas no Brasil. Bobagem.
Não acredito que nenhuma instituição funcione sem um sistema de premiação do esforço. Do contrário, a preguiça e a mediocridade são recompensadas. Como lembrou Antônio Gois, esse extraordinário repórter de educação, a realidade americana tem especificidades. É um lugar em que há duras punições para escolas ruins (são fechadas) e estímulos para escolas públicas independentes e comunitárias. Mas o sistema de bônus tem mostrado bons resultados em países mais próximos do Brasil como Índia e Chile. Além da Inglaterra. O bônus é a solução? Não, claro.
O problema é extremamente complexo. Todos vão dizer que o essencial é atrair bons professores e treiná-los melhor. Óbvio. Mas bons professores, em muitos casos, também não funcionam.
Isso porque uma boa parte da aprendizagem depende de fatores fora de sala de aula: a família e a comunidade, por exemplo. Como um estudante com problema de saúde, tão comum entre as famílias mais pobres, vai aprender? A pobreza, como sabemos, é um dos grandes fatores que atrasam a aprendizagem. Ser professor em lugares pobres é lidar ainda mais com a violência.
Também sabemos que, pelas pesquisas, aumentar salários igualmente também não funciona. Mas se não houver melhores salários, como atrair talentos?
Sou dos que acham que um projeto educação sustentável tem de atrair talentos (isso significa melhores salários e treinamento continuado), precisa envolver a família e a comunidade, aumentar os espaços educativos na cidade, combinar várias políticas públicas em torno da escola (a começar pela saúde) e formar bons diretores.
Um desses estímulos é pagar mais a quem se esforça mais. É um jeito de combater a mediocridade.

Modelo para SP, bônus para docente em NY é cancelado

Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
Uma das inspirações para a rede de ensino paulista e de outros Estados, o programa de Nova York de pagamento de bônus por desempenho a professores será cancelado. A informação é da reportagem de Fábio Takahashi publicada na edição desta quarta-feira da Folha.
De acordo com o texto, a decisão foi anunciada nesta semana, após estudo indicar que escolas participantes não tiveram desempenhos superiores às que ficaram fora. A pesquisa analisou os dados dos colégios desde o início do projeto (2007-2008).
O estudo em Nova York aponta que o sistema não mudou as práticas docentes. Uma das conclusões é que o professor que recebe bônus entende que apenas foi recompensado pelo esforço que sempre teve --e não que tenha buscado melhorar.
Neste ano, a rede paulista pagou bônus a servidores de 70% dos seus colégios, num gasto de R$ 340 milhões. A Secretaria da Educação de SP afirmou, em nota, que estuda aperfeiçoar seu sistema, que poderá considerar o esforço de cada escola e aspectos socioeconômicos.

Governo cria um novo modelo de gestão para a rede de ensino em São Paulo


Clipping Educacional - Estadão.edu
Entre as medidas, professores que exercem tarefas administrativas terão de treinar novos profissionais contratados para a área
O governo de São Paulo criou um novo modelo de gestão para a rede estadual de ensino. Decreto assinado pelo governador Geraldo Alckmin e publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira,19, prevê a criação de cinco coordenadorias que vão centralizar procedimentos administrativos específicos, hoje dispersos na rede. Além disso, professores que desempenham atividades administrativas vão ter que treinar novos profissionais para essas funções. A ideia do governo é corrigir distorções e desonerar as escolas de trabalho burocrático, para que as unidades possam concentrar seus esforços integralmente no processo de ensino e aprendizado. A implantação será gradativa e deverá ocorrer até 31 de dezembro deste ano.
De acordo com o secretário da Educação, Herman Voorwald, a "reestruturação administrativa da rede é fundamental para que o aprendizado ocorra de forma mais efetiva”. O projeto de reestruturação administrativa levou três anos para ser concluído e contou com apoio técnico da Fundação para o Desenvolvimento Administrativo (Fundap), órgão vinculado à Secretaria de Gestão Pública do Estado. Pelo novo organograma, aparecem como órgãos ligados à pasta o Conselho Estadual de Educação (CEE), a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e o Comitê de Políticas Educacionais.
Na sequência estão posicionadas a Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores (“Paulo Renato Costa Souza”) e cinco coordenadorias: de Gestão da Educação Básica; de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional; de Infraestrutura e Serviços Escolares; de Gestão de Recursos Humanos; de Orçamento e Finanças. Por fim, estão as Diretorias de Ensino seguidas das escolas de ensino fundamental e médio e dos centros especializados de ensino.
A secretaria afirma que a concentração dos procedimentos administrativos em unidades específicas vai contribuir para o desenvolvimento de competência nas respectivas áreas. E também vai proporcionar melhor controle e transparência na produção de resultados, em especial nas atividades de suprimentos e de gestão financeira.
Dessa forma, as novas coordenadorias serão responsáveis pela gestão integral de processos dos serviços educacionais oferecidos à população. "Haverá mais racionalização das compras e de serviços voltados aos órgãos centrais da Secretaria, gerando uma economia de escala nessas contratações”, acrescenta o chefe de gabinete da Secretaria, Fernando Padula.
A nova estrutura organizacional foi definida, de acordo com a secretaria, com a premissa básica de gestão para resultados com foco no desempenho dos alunos. Cabe às unidades criadas na nova estrutura, tanto na administração central quanto nas Diretorias de Ensino, trabalhar para atender as escolas com qualidade e nos prazos adequados.
As diretorias de ensino estarão estruturadas para exercer papel proativo na gestão do ensino e na adoção de políticas educacionais, enquanto as escolas se concentrarão na dinâmica do ensino/aprendizagem, com redução de atividades administrativas e racionalização de projetos complementares. Por sua vez, a FDE, sob o comando da Secretaria, será um dos agentes de apoio na operacionalização da infraestrutura da rede escolar.
Todos serão responsáveis pela obtenção dos resultados previstos nas metas da educação, pelo monitoramento e a avaliação dos resultados. No novo modelo, as atuais coordenadorias de Ensino da Grande São Paulo e do Interior (COGSP e CEI), de Ensino e Normas Pedagógicas (CENP) e os departamentos de Recursos Humanos (DRHU) e Suprimento Escolar (DSE) serão extintos. Também haverá criação de cargos, necessários à nova estrutura, que serão instituídos por Projeto de Lei a ser enviado pelo governador à Assembleia Legislativa.
Professores dedicados só ao ensino. Os novos profissionais assumirão funções administrativas hoje desempenhadas por centenas de professores, supervisores de ensino e outros educadores, que destinam sua jornada de trabalho quase por completa a essa atividade, quando deveriam dedicar-se em tempo integral ao ensino. Os educadores que encontram-se na área administrativa vão permanecer em seus postos até se aposentarem e vão auxiliar no treinamento dos profissionais a serem contratados.
Segundo a secretaria, a reestruturação administrativa da Secretaria faz parte de um conjunto mais amplo de medidas para melhoria da qualidade da educação básica no Estado de São Paulo, algumas em andamento, como a definição de metas de desempenho por escola, a bonificação por resultados, a contratação de professores efetivos, a implantação de currículo unificado (programas Ler e Escrever e São Paulo Faz Escola), a criação da Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores (com a nova regra de ingresso no magistério), a promoção por mérito e o plano de carreira para os profissionais da educação.
História. O atual modelo de gestão da rede é vigente desde 1976 e foi sendo descaracterizado por reformas pontuais determinadas por necessidades urgentes de uma rede em crescimento permanente. Hoje, essa estrutura gerencia cerca de 250 mil servidores e atende direta e cotidianamente cerca de 4,5 milhões de alunos e 5,3 mil escolas.
fonte:
http://www.estadao.com.br/

Educação diz que vai criar mil vagas na área administrativa

Tatiana Cavalcanti
Clipping Educacional - do Agora
A Secretaria de Estado da Educação disse que irá encaminhar à Assembleia Legislativa, neste semestre, um projeto de lei que cria mil vagas de técnico de apoio à gestão pública, profissional que exercerá funções administrativas nas diretorias de ensino.
O salário ainda está sendo estudado com a Secretaria da Gestão Pública, mas deverá ficar em torno de R$ 1.200, segundo o chefe de gabinete da pasta, Fernando Padula. Segundo ele, assim que sancionado o projeto, será aberto o edital para as inscrições no concurso público.
De acordo com Padula, a medida visa direcionar funções administrativas para outros profissionais e, com isso, deixar diretores livres de algumas burocracias, fazendo com que passem a se dedicar às questões pedagógicas. "Nosso objetivo com essas medidas é melhorar a qualidade de ensino dos alunos da rede estadual.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

APEOESP reúne-se com Secretário da Educação

Clipping Educacional - APEOESP
Em reunião na tarde de hoje, 13 de julho, a APEOESP apresentou ao secretário da Educação uma série de questões que afetam a nossa categoria e estão afligindo os professores e as professoras da rede estadual de ensino.
1.   Resolução SE 44/2011 – parcelamento das férias
A APEOESP protestou de forma veemente contra a decisão unilateral da SEE de dividir as férias dos professores em dois períodos de 15 dias, em janeiro e julho. Na visão do Sindicato, as férias corridas de 30 dias são um direito inalienável e não podem, em nenhuma hipótese, ser divididas.
A SEE tentou justificar a medida argumentando que é necessário organizar melhor o funcionamento das escolas, mas não conseguiu demonstrar que a divisão das férias, por si, leve a essa melhor organização. A Diretoria da APEOESP argumentou que a organização do processo educativo na rede estadual de ensino depende de outras questões, entre elas a crônica falta de professores que vem sendo agravada por diversas iniciativas tomadas pelo governo nos últimos anos.
Contrariando informação contida no início da própria resolução, a SEE reconheceu que, nas discussões dos polos, não foi proposto o parcelamento das férias e sim  levantada a necessidade de melhor organização das escolas.
Diante das ponderações do Sindicato, e APEOESP reúne-se com Secretário da Educaçãoconsiderando que a medida só deve entrar em vigor em 2012, constituiu-se uma comissão técnica conjunta entre o Sindicato e a SEE, que deverá apresentar resultados em até 60 dias. Nesse contexto, a divisão das férias poderá ser revogada.
2.   Pagamento do reajuste salarial
Tendo sido publicada, sem vetos, a lei complementar 1.143/11, que reclassifica vencimentos e salários dos integrantes do quadro do magistério e dá providências correlatas, a APEOESP solicitou  o   pagamento  imediato do reajuste retroativo a junho em folha suplementar. A SEE informou que essa providência depende de decisão da Secretaria da Fazenda. O Sindicato está fazendo contato com a Secretaria da Fazenda para obter essa definição e informará a categoria.
A APEOESP também reafirmou as reivindicações salariais, considerando que os reajustes em quatro anos não atendem às nossas necessidades e cobrou, mais uma vez, a concessão do reajuste de 5% em 2012, tendo em vista que os anunciados 10,2% já incluem a incorporação da GAM, objeto de outra lei, resultando assim, de
Em reunião na tarde de hoje, 13 de julho, a APEOESP apresentou ao secretário da Educação uma série de questões que afetam a nossa categoria e estão afligindo os professores e as professoras da rede estadual de ensino. fato, em apenas 5% de reajuste.
3.   Implementação da jornada da lei do piso
A APEOESP reafirmou que a lei do piso é constitucional, autoaplicável e não necessita de alterações legislativas, porque não cria novas jornadas.
A SEE informou que está estudando a melhor forma de aplicar a lei. O Sindicato, porém, cobrou sua implementação imediata.
Diante do impasse, esse assunto também foi remetido à já citada comissão, para que se encontrem as melhores soluções para esta implementação. A APEOESP continuará a defender a integralidade da lei, resguardando os direitos dos professores e professoras.
4.   Comissão paritária de gestão da carreira
A SEE informou que aguardava a publicação da LC 1.143/11, que interfere em critérios para a evolução funcional, para convocar a comissão.
Com a publicação da lei, informou que está providenciando os ofícios para a composição e instalação da referida comissão.
5.   Atribuição de aulas e situação dos professores das categorias L e O
A APEOESP cobrou da SEE soluções para a falta de professores e para a aflitiva situação dos professores da categoria L, que deixam de existir como tal no final de 2011 e, recontratados, se tornarão parte da categoria O.
A diretoria da APEOESP chamou a atenção para a situação contraditória existente na rede.
Por um lado, faltam professores; por outro, há diversos impedimentos para que muitos assumam aulas. Finalmente, também os processos de atribuição de aulas vêm sendo organizados em descompasso com as necessidades e expectativas dos professores.
Diante das reivindicações apresentadas e alegando também necessidades do governo em termos de organização da rede, essas questões foram também remetidas para a comissão que citamos anteriormente, objetivando-se a elaboração de alternativas que possam, ao mesmo tempo, assegurar professores suficientes com direitos plenos e organizar o processo educativo na rede estadual de ensino.
6.  Concurso público
A APEOESP solicitou da SEE informações mais precisas sobre as próximas convocações de candidatos aprovados no concurso de PEB II.
Também reafirmou que não há dispositivo legal que impeça a prorrogação do atual concurso, se for o caso.
Em resposta, a SEE informou que foram convocados 23.000 candidatos e 15.600 compareceram.
Haverá novas chamadas, ainda sem datas definidas, e a expectativa da Secretaria é convocar todos os aprovados dentro do prazo de validade do concurso, sem necessidade de prorrogação.
Sobre o início do curso da Escola de Formação e cadastramento das contas correntes, a SEE informou que será enviado oportunamente e-mail para cada candidato com todas as instruções pertinentes.
7.   Cancelamento das faltas da greve
Diante de algumas queixas formuladas por professores, a APEOESP questionou a SEE sobre o cancelamento das faltas da greve, mediante a reposição das aulas.
A Secretaria informou que o processo de cancelamento está em fase final e que em dois ou três dias os prontuários estarão “limpos”.
8.   Secretaria confirma participação no Fórum Estadual de Educação
A SEE confirmou participação, através do secretário adjunto, professor João Palma,   na    audiência pública que o Fórum Estadual de Educação realizará no dia 5 de agosto, às 15 horas, no Plenário Juscelino Kubitschek, na Alesp, na perspectiva de institucionalização do Fórum. Existe a possibilidade de presença também do Ministro da Educação.

Alckmin sanciona leis que concedem aumento salarial para professores e servidores

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
Docentes terão aumento escalonado de 42,25% e um plano de carreira que possibilitará a ascensão salarial de até 183%
O governador Geraldo Alckmin sancionou as leis complementares 1.143 e 1.144, que beneficiam, respectivamente, professores e servidores da rede estadual de ensino. As leis, publicadas no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira, 12, contemplam aumento salarial e mudanças na carreira do magistério e do Quadro de Apoio Escolar. O aumento salarial tanto para os integrantes do Quadro do Magistério como para os servidores de apoio escolar será retroativo a 1º de junho deste ano.
Uma das iniciativas mais importantes dos últimos anos para a valorização profissional do magistério paulista, a nova Política Salarial para a educação prevê aumento escalonado até julho de 2014 de 42,25% no vencimento-base dos professores e beneficia 374 mil profissionais ativos e aposentados.
Além do acréscimo salarial, a lei estabelece mudanças dos atuais níveis de promoção por desempenho e de progressão acadêmica. "Essa Política Salarial e as previsões para o Plano de Carreira são a proposta do Governo de São Paulo para dar os passos iniciais decisivos visando colocar a Educação de nosso Estado entre os melhores sistemas de ensino do mundo nos próximos anos", disse o secretário Herman Voorwald.
No modelo anterior, a promoção salarial pelo mérito era baseada em cinco níveis de promoção (verticais) em intervalos de quatro anos, com aumentos de 25% sobre o salário, limitados, em cada avaliação, aos 20% dos professores de melhor classificação em uma prova. O sistema também continha cinco níveis de progressão acadêmica, com valores crescentes à razão de 5%, como mostra a tabela abaixo, na qual a evolução na carreira nos dois eixos proporcionava uma variação total de 143,04%.
Ou seja, mantida essa escala atual de vencimentos, o atual salário-base de um professor com jornada de 40 horas semanais, que é de R$ 1.665,05, seria elevado até R$ 4.047,78 ao longo de toda a carreira do professor, ou seja, uma variação de 143,04%, não computados adicionais de tempo de serviço.
A reformulação As novas regras estipulam oito níveis com intervalos de três anos, com aumentos de 10,5% sobre o salário para todos os que atingirem determinadas metas de avaliação, a serem estabelecidas. Esses níveis correspondem, na tabela abaixo, à promoção salarial (vertical), que por sua vez é combinada com oito níveis de progressão (horizontal) com valores crescentes à razão de 5%.
Desse modo, além dos 42,25% sobre o salário-base - definido inclusive para aposentados e pensionistas -, está prevista também a possibilidade de promoção de até 183,05% dos vencimentos ao longo da carreira.
Tomando como exemplo o atual salário-base de um professor com jornada de 40 horas semanais, que é de R$ 1.665,05, e que passou para R$ 1.894,12 (o que corresponde a 13,76% de acréscimo), o total de vencimentos para aqueles que cumprirem todos os oito níveis verticais e horizontais será de R$ 5.361,20.
Essa variação acumulada de 183,05% não considera, porém, adicionais por tempo de serviço nem os aumentos salariais previstos para os próximos três anos. A Política Salarial e as novas regras de evolução funcional permitirão ao professor da rede estadual chegar ao total de vencimentos de R$ 6.704,07, sem contar aumentos por tempo de serviço.
Desse modo, a Política Salarial aprovada pelo governador Geraldo Alckmin induz os professores, durante sua carreira, não só à formação continuada por meio de cursos de pós-graduação e de especialização (progressão horizontal), mas também à valorização pelo mérito, que preservará a prova de avaliação, mas também incorporará outros critérios a serem definidos no Plano de Carreira, tais como a avaliação de desempenho profissional, que incorpora outros aspectos ao processo atual de exame, de modo a considerar outras habilidades essenciais ao professor, como o desempenho em sala de aula.
Em obediência à Lei Complementar 836/1997, a Secretaria de Educação instituirá uma comissão paritária, composta por representantes indicados pela Pasta e por entidades representativas do magistério, com a atribuição de propor critérios para a evolução funcional e demais providências relativas ao assunto. Também serão consideradas todas as avaliações apresentadas por representantes da rede estadual nas 15 reuniões regionais realizadas no início deste ano pela Secretaria da Educação, nas quais estiveram presentes cerca de 20 mil professores, supervisores e outros profissionais do ensino, inclusive praticamente todos os diretores de escolas e dirigentes regionais.
Essa iniciativa de Política Salarial para o Magistério do Estado de São Paulo, com a previsão da estrutura de vencimentos para o Plano de Carreira, visa promover ainda mais a melhoria da Educação, e tem o professor como peça-chave para o sucesso desse projeto.
Quadro de Apoio EscolarJá a lei complementar 1.144 reformula o Plano de Cargos, Vencimentos e Salários para os integrantes do Quadro de Apoio Escolar da Secretaria de Educação, criado pela Lei nº 7.698, de 10 de janeiro de 1992. Pela lei, o salário-base da função de Agente de Serviços Escolares, aumentou, desde 1º de junho deste ano, de R$ 548,13 mensais para R$ 665,00 (21,3%), e passará para R$ 698,25 (5%) em 2012, R$ 740,15 (6%) em 2013 e, em 2014, R$ 791,96 (7%). Também está contemplado o acesso a 5.200 novas funções de Gerente de Organização Escolar.
O Quadro de Apoio Escolar da Secretaria será redefinido e passará a ser composto exclusivamente por Agentes de Organização Escolar e Agentes de Serviços Escolares. As classes pré-existentes de Secretário de Escola e de Assistente de Administração Escolar permanecem até a sua extinção.
A lei complementar estabelece, ainda, a criação de faixas de promoção vertical - antes inexistentes no Plano de Cargos, Vencimentos e Salários - e aumenta de cinco para sete os níveis de progressão horizontal para os servidores do Quadro de Apoio Escolar. A evolução, tanto na vertical quanto na horizontal, deverá acontecer para os servidores que tiverem obtido resultados finais positivos no processo anual de avaliação de desempenho.
Para ser promovido, o servidor precisará contar no mínimo cinco anos de efetivo exercício na faixa em que o cargo ou função-atividade estiver enquadrado, ser aprovado na avaliação a que será submetido e apresentar certificado de conclusão do Ensino Médio ou diploma de graduação de nível superior - sempre um grau de escolaridade superior ao que apresentou ao ingressar. Para a progressão horizontal, será preciso que o servidor cumpra um período de três anos sem interrupções no trabalho, entre um nível e o próximo. Os critérios de promoção e progressão serão estabelecidos por decreto.
fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br

Repetência prejudica e encarece o ensino, diz pesquisa

Clipping Educacional - iG São Paulo |
Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), 40,1% dos alunos brasileiros repetiram ano em 2009
A alta porcentagem de repetência leva a maus resultados acadêmicos, além de encarecer o sistema educacional, segundo conclusões de um estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicado nesta quarta-feira com os resultados do
Pisa (sigla, em inglês, para Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Segundo o levantamento, no Brasil, em média 40,1% dos alunos repetiram no primário e no Ensino Médio. Segundo o censo escolar, o total de alunos fora da série adequada aumentou em 2010.
Os países nos quais a taxa de repetentes era mais alta são também aqueles nos quais seus alunos obtiveram as piores notas nas provas do Pisa de 2009, e 15% desses maus resultados se atribuem ao fenômeno da repetição, destacou a OCDE. Além disso, onde há mais repetentes, a associação entre maus resultados e os grupos socioeconômicos mais desfavorecidos é maior.
A porcentagem média de alunos que tinham repetido o primário e o Ensino Médio na OCDE em 2009 era de 13%, mas alguns países superavam a cota de 25%, como Holanda (26,7%), Bélgica (34,9%), Portugal (35%), Espanha (35,3%), Luxemburgo (36,5%) e França (36,9%). Também superaram esse índice de 25% outros países associados ao relatório Pisa: Peru (28,1%), Trinidad e Tobago (28,8%), Panamá (31,8%), Argentina (33,8%), Colômbia (33,9%), Uruguai (38%), Tunísia (43,2%) e Macau (43,7%). No extremo oposto, a repetição não existia no Japão, Coreia do Sul e Noruega, e os repetentes eram menos de 3% na Islândia (0,9%), Eslovênia (1,5%), Taiwan (1,6%), Azerbaijão (1,7%), Cazaquistão (1,7%), Montenegro (1,8%), Sérvia (2%), Reino Unido (2,2%), Croácia (2,8%) e Finlândia (2,8%).
Além da ineficácia acadêmica, repetir tem um alto custo pela necessidade de financiar um ano suplementar da formação de um aluno e atrasa a sua saída para o mercado de trabalho. Calcula-se que a Bélgica tem a maior despesa em educação, em 13%, seguida pela Holanda, com 11%, Espanha com 10% e Alemanha com 8%, enquanto diversos países investem menos de 2% para o ensino.
O estudo também põe em evidência que os países nos quais se transferem alunos a outros centros por seus baixos resultados escolares, problemas de disciplina e necessidades pedagógicas específicas têm resultados acadêmicos globais desfavoráveis. Concretamente, mais de um terço das diferenças nas notas do Pisa entre países está relacionado com essas transferências, que "tendem a favorecer uma segregação sócio-econômica" e a concentrar os estudantes de origens desfavorecidos nos centros com médias mais baixas. De acordo com a conclusão da OCDE, os professores de sistemas educacionais nos quais se recorre abundantemente à repetição ou à transferência a centros especiais dos alunos com dificuldades têm menos incitações para ajudar-lhes.
*Com informações da EFE
fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br

Um em cada cinco estudantes do ensino fundamental está atrasado na escola

Amanda Cieglinski
Clipping Educacional - Agência Brasil
Brasília - Um em cada cinco estudantes brasileiros do ensino fundamental está atrasado na escola. No ensino médio, pelo menos três em cada dez alunos também estão nessa situação. É o que mostram os dados do Censo Escolar 2010 sobre as taxas de distorção idade-série. O indicador mede a proporção de alunos que não está matriculada na série indicada à faixa etária.
Pela legislação que organiza a oferta de ensino no país, a criança deve ingressar aos 6 anos no 1° ano do ensino fundamental e concluir a etapa aos 14. Na faixa etária dos 15 aos 17 anos, o jovem deve estar matriculado no ensino médio. De 2008 a 2010, o percentual de alunos fora da série adequada para a idade registrou leve alta. Em 2008, a taxa era 22,1% no ensino fundamental, passou para 23,3% em 2009 e para 23,6% em 2010. No ensino médio, o percentual era de 33,7% em 2008, foi para 34,4% em 2009 e chegou a 34,5% no ano passado.
Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, essa estagnação é resultado do arrefecimento da política de progressão continuada. Muitas redes de ensino que tinham como orientação a não reprovação dos alunos nos primeiros anos do ensino fundamental mudaram essas diretrizes. “Isso provocou uma manutenção da reprovação, quando ela é grande causa a distorção idade-série. Hoje já se pensa em políticas de correção de fluxo e de aprendizagem sem usar a reprovação, como o reforço escolar”, explica.
Apesar da estabilidade na taxa de distorção da idade-série nos últimos anos, Maria do Pilar destaca que na última década a redução do índice foi maior: entre 2001 e 2011 essa diferença caiu 16 pontos percentuais no ensino médio e 19 pontos percentuais no ensino médio. Ela acredita que a taxa deve continuar a cair e aponta que o patamar adequado seria entre 3% e 4%.
“Por exemplo, um aluno com necessidades especiais às vezes tem uma adaptação escolar mais difícil, principalmente quando vêm de uma escola especial. Ou uma criança que deixou a escola por algum tempo por problemas familiares. Você pode ter algum tipo de distorção idade-série, mas ela teria que ser sempre traço. Nunca poderíamos achar que 10% já é um índice bom”, avalia.
A taxa de distorção idade-série atinge picos no 6° ano do ensino fundamental, onde 32% dos alunos estão atrasados, e no 1° ano do ensino médio, quando o problema atinge 37,8% dos jovens. Segundo Pilar, o MEC preparou um material específico para trabalhar com alunos de 15 a17 anos que ainda estão no ensino fundamental. Será uma espécie de “curso” especial em que o conteúdo será ministrado de forma diferenciada, bem como a organização dos alunos. Em 2009, metade dos adolescentes de 15 a 17 anos não frequentava a série adequada para sua faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O projeto permitirá que em um ano ele receba o certificado de conclusão e possa seguir para o ensino médio. O material estará disponível no site do MEC e também poderá ser solicitado pelas escolas. Na avaliação da secretária, os adolescentes repetentes que estudam com crianças mais novas acabam com problemas de socialização. “Ele fica convivendo com grupos de idade que não têm muito a ver com ele. E começa a ser visto como o bagunceiro, aquele que é expulso de sala, o mau aluno”, aponta.
Edição: Talita Cavalcante

Alckmin sanciona leis que concedem aumento salarial para professores e servidores

Clipping Educacional - Da Educação
Docentes terão aumento escalonado de 42,25% e um plano de carreira que possibilitará a ascensão salarial de até 183%
O Quadro de Apoio Escolar será reformulado e ampliado, com a criação de 10 mil cargos de Agentes de Organização Escolar
O governador Geraldo Alckmin sancionou as leis complementares 1.143 e 1.144, que beneficiam, respectivamente, professores e servidores da rede estadual de ensino. As leis, publicadas no “Diário Oficial” do Estado nesta terça-feira (12/07), contemplam aumento salarial e mudanças na carreira do magistério e do Quadro de Apoio Escolar. O aumento salarial tanto para os integrantes do Quadro do Magistério como para os servidores de apoio escolar será retroativo a 1º de junho deste ano.
Uma das iniciativas mais importantes dos últimos anos para a valorização profissional do magistério paulista, a nova Política Salarial para a educação prevê aumento escalonado até julho de 2014 de 42,25% no vencimento-base dos professores e beneficia 374 mil profissionais ativos e aposentados.
Além do acréscimo salarial, a lei estabelece mudanças dos atuais níveis de promoção por desempenho e de progressão acadêmica. “Essa Política Salarial e as previsões para o Plano de Carreira são a proposta do Governo de São Paulo para dar os passos iniciais decisivos visando colocar a Educação de nosso Estado entre os melhores sistemas de ensino do mundo nos próximos anos”, disse o secretário Herman Voorwald.
No modelo anterior, a promoção salarial pelo mérito era baseada em cinco níveis de promoção (verticais) em intervalos de quatro anos, com aumentos de 25% sobre o salário, limitados, em cada avaliação, aos 20% dos professores de melhor classificação em uma prova. O sistema também continha cinco níveis de progressão acadêmica, com valores crescentes à razão de 5%, como mostra a tabela abaixo, na qual a evolução na carreira nos dois eixos proporcionava uma variação total de 143,04%.
* Clique aqui e confira a tabela 
Ou seja, mantida essa escala atual de vencimentos, o atual salário-base de um professor com jornada de 40 horas semanais, que é de R$ 1.665,05, seria elevado até R$ 4.047,78 ao longo de toda a carreira do professor, ou seja, uma variação de 143,04%, não computados adicionais de tempo de serviço.

A reformulação
As novas regras estipulam oito níveis com intervalos de três anos, com aumentos de 10,5% sobre o salário para todos os que atingirem determinadas metas de avaliação, a serem estabelecidas. Esses níveis correspondem, na tabela abaixo, à promoção salarial (vertical), que por sua vez é combinada com oito níveis de progressão (horizontal) com valores crescentes à razão de 5%.
Desse modo, além dos 42,25% sobre o salário-base – definido inclusive para aposentados e pensionistas –, está prevista também a possibilidade de promoção de até 183,05% dos vencimentos ao longo da carreira.
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Tomando como exemplo o atual salário-base de um professor com jornada de 40 horas semanais, que é de R$ 1.665,05, e que passou para R$ 1.894,12 (o que corresponde a 13,76% de acréscimo), o total de vencimentos para aqueles que cumprirem todos os oito níveis verticais e horizontais será de R$ 5.361,28.
Essa variação acumulada de 183,05% não considera, porém, adicionais por tempo de serviço nem os aumentos salariais previstos para os próximos três anos. A Política Salarial e as novas regras de evolução funcional permitirão ao professor da rede estadual chegar ao total de vencimentos de R$ 6.704,07, sem contar aumentos por tempo de serviço.
Desse modo, a Política Salarial aprovada pelo governador Geraldo Alckmin induz os professores, durante sua carreira, não só à formação continuada por meio de cursos de pós-graduação e de especialização (progressão horizontal), mas também à valorização pelo mérito, que preservará a prova de avaliação, mas também incorporará outros critérios a serem definidos no Plano de Carreira, tais como a avaliação de desempenho profissional, que incorpora outros aspectos ao processo atual de exame, de modo a considerar outras habilidades essenciais ao professor, como o desempenho em sala de aula.
Em obediência à Lei Complementar 836/1997, a Secretaria de Educação instituirá uma comissão paritária, composta por representantes indicados pela Pasta e por entidades representativas do magistério, com a atribuição de propor critérios para a evolução funcional e demais providências relativas ao assunto. Também serão consideradas todas as avaliações apresentadas por representantes da rede estadual nas 15 reuniões regionais realizadas no início deste ano pela Secretaria da Educação, nas quais estiveram presentes cerca de 20 mil professores, supervisores e outros profissionais do ensino, inclusive praticamente todos os diretores de escolas e dirigentes regionais.
Essa iniciativa de Política Salarial para o Magistério do Estado de São Paulo, com a previsão da estrutura de vencimentos para o Plano de Carreira, visa promover ainda mais a melhoria da Educação, e tem o professor como peça-chave para o sucesso desse projeto.

Quadro de Apoio Escolar Já a lei complementar 1.144 reformula o Plano de Cargos, Vencimentos e Salários para os integrantes do Quadro de Apoio Escolar da Secretaria de Educação, criado pela Lei nº 7.698, de 10 de janeiro de 1992. Pela lei, o salário-base da função de Agente de Serviços Escolares, aumentou, desde 1º de junho deste ano, de R$ 548,13 mensais para R$ 665,00 (21,3%), e passará para R$ 698,25 (5%) em 2012, R$ 740,15 (6%) em 2013 e, em 2014, R$ 791,96 (7%). Também está contemplado o acesso a 5.200 novas funções de Gerente de Organização Escolar.
O Quadro de Apoio Escolar da Secretaria será redefinido e passará a ser composto exclusivamente por Agentes de Organização Escolar e Agentes de Serviços Escolares. As classes pré-existentes de Secretário de Escola e de Assistente de Administração Escolar permanecem até a sua extinção.
A lei complementar estabelece, ainda, a criação de faixas de promoção vertical - antes inexistentes no Plano de Cargos, Vencimentos e Salários – e aumenta de cinco para sete os níveis de progressão horizontal para os servidores do Quadro de Apoio Escolar. A evolução, tanto na vertical quanto na horizontal, deverá acontecer para os servidores que tiverem obtido resultados finais positivos no processo anual de avaliação de desempenho.
Para ser promovido, o servidor precisará contar no mínimo cinco anos de efetivo exercício na faixa em que o cargo ou função-atividade estiver enquadrado, ser aprovado na avaliação a que será submetido e apresentar certificado de conclusão do Ensino Médio ou diploma de graduação de nível superior – sempre um grau de escolaridade superior ao que apresentou ao ingressar. Para a progressão horizontal, será preciso que o servidor cumpra um período de três anos sem interrupções no trabalho, entre um nível e o próximo. Os critérios de promoção e progressão serão estabelecidos por decreto.