quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Pasusp tem público menor, mas comprometido, diz universidade

GUILHERME VOITCH
Clipping Educacional - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O vestibular da USP terá 9.689 alunos da rede pública recebendo um empurrãozinho do Pasusp (Programa de Avaliação Seriada) na disputa por vagas da instituição.
O número é 24% menor que o total de inscritos no ano passado (12.821). Mesmo assim, o coordenador do Pasusp, Mauro Bertotti, entende que os alunos inscritos neste ano são mais comprometidos com o programa.
Segundo Bertotti, isso ocorre por causa de mudanças na metodologia do Pasusp. "Além de se inscrever no site, o estudante precisava enviar uma ficha assinada pelo diretor do colégio atestando que ele estuda em escola pública", diz.
Por conta disso, Bertotti acredita que a taxa de abstenção, tradicionalmente muito alta, será menor. "No total, 16.046 estudantes se cadastraram no site, mas 40% não enviaram as fichas. Acreditamos que quem enviou o que foi pedido não deve faltar nas provas."
Com a necessidade da assinatura de um professor responsável ou do diretor da escola, a USP pretender despertar o interesse também dos educadores da rede pública pelo projeto. "A ideia é que o professor fique sabendo [do Pasusp] e divulgue para turmas mais novas", diz.
Outra exigência neste ano foi a de que os candidatos tivessem cursado, além do ensino médio, também o fundamental em escola pública.
Inscritos no Pasusp devem fazer uma prova extra, em 24 de outubro, com as disciplinas do ensino médio --exceto língua estrangeira. Dependendo do resultado alcançado, o aluno pode obter um bônus de até 3% na primeira e na segunda fase da Fuvest.
O Pasusp faz parte do Inclusp, programa que tem como objetivo aumentar o número de alunos de escolas públicas na USP.
folha: http://www1.folha.uol.com.br

Portaria DRHU – 56, de 28-9-2010 - Dispõe sobre inscrições para a Prova de Avaliação e para o Processo de atribuição de classes e aulas do ano letivo

Portaria DRHU – 56, de 28-9-2010 - Dispõe sobre inscrições para a Prova de Avaliação e para o Processo de atribuição de classes e aulas do ano letivo de 2011
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos, considerando a necessidade de estabelecer datas, prazos e diretrizes para o processo de atribuição de classes e aulas para o ano letivo de 2011, expede a presente Portaria.
Artigo 1º - As classes e as aulas da rede estadual de ensino, obedecida a legislação pertinente, serão atribuídas em 2011:
I – a docentes efetivos
II – aos docentes Celetistas e aos docentes declarados estáveis pela Constituição Federal de 1988;
III – aos docentes a que se referem os §§ 2º e 3º do artigo 1º da Lei Complementar Lei Complementar nº 1.010, de 1º de junho de 2007;
IV – aos docentes admitidos pela Lei 500/74 e abrigados pelo disposto no parágrafo único do artigo 25 da Lei Complementar nº 1.093, de 16 de julho de 2009, e
V – aos candidatos à contratação.
Artigo 2º - Os professores e os candidatos à docência, exceto os efetivos, somente serão classificados e poderão concorrer no processo de atribuição de classes e aulas se aprovados na Prova de Avaliação 2010 a ser realizada pela Secretaria da Educação e cuja pontuação será somada aos demais componentes para a classificação no processo.
§ 1º - Os candidatos a que se referem os incisos II e III do artigo anterior, se aprovados na Prova de 2009, estão desobrigados de participar de nova Prova e a nota obtida em 2009 será utilizada na classificação.
§ 2º- Para os candidatos a que se refere o parágrafo anterior, a média igual ou superior a 50%, obtida na Prova de Promoção de que trata a Lei Complementar nº 1.097, de 27 de outubro de 2009, pode ser considerada como nota da Prova a que se refere o “caput” deste artigo, efetuando-se a devida correspondência da pontuação obtida.
§ 3º - Os candidatos a que se referem os §§ 1º e 2º deste artigo poderão optar, no momento da inscrição, por participar da Prova de Avaliação – 2010 e, se for o caso, a maior nota será considerada na classificação do processo de atribuição de classes e aulas.
§ 4º - A nota da Prova será única por área e o candidato deverá optar no momento da inscrição:
I – pela “Prova área Classe”, para fins de classificação no campo de atuação de classes (PEB – I), e/ou
II – pela “Prova área Aulas” para fins de classificação no campo de atuação de aulas e/ou no campo de atuação de Educação Especial (PEB – II), podendo, neste caso, optar por fazer prova em uma das disciplinas de sua habilitação/qualificação ou a de Educação Especial.
§ 5º- O interessado que pretender classificação na área de Professor Educação Básica II fará uma única Prova e sua nota servirá para a classificação única no campo de atuação de aulas e, se for o caso, também para a classificação no campo de atuação de Educação Especial.
§ 6º - O candidato de que trata o parágrafo anterior, que também pretenda concorrer no campo de atuação de classes (PEB I), deverá prestar as 2 (duas) Provas que serão oferecidas pela Secretaria da Educação.
Artigo 3º - Os professores da rede estadual de ensino e os demais interessados em participar do processo seletivo (Prova de Avaliação 2010) e do processo de atribuição de classes e aulas de 2.011 da Secretaria da Educação deverão observar o seguinte cronograma de inscrição:
I – Docentes não efetivos e candidatos à contratação, de 04/10 a 20-10-2010:
a) Na Unidade Escolar Sede de Controle de Frequência:
1. Docentes estáveis – Categoria F, N ou P
2. Professores admitidos pela Lei 500/74 (Categoria L), com ou sem aulas atribuídas.
b) Em Diretoria de Ensino de sua opção:
1. Os candidatos à contratação (Categoria O)
c) O comprovante de inscrição só será obtido pelo docente não efetivo ou pelo candidato à contratação no período de 13 a 28-10-2010, através de acesso ao site www.educacao.sp.gov.br.
d) No período de 13 a 29-10-2010, o candidato à contratação poderá requerer no mesmo local onde efetuou a inscrição, eventuais acertos na sua ficha de inscrição.
e) No período de 10 a 21-01-2011, os docentes não efetivos e candidatos à contratação inscritos, que se encontrem na condição de concluintes ou de alunos de cursos de licenciatura plena ou de bacharelado/tecnologia de nível superior deverão retornar ao local onde efetuaram as inscrições para entrega de documentos comprobatórios de habilitações/qualificações.
f) Os alunos do último ano dos cursos de Licenciatura Plena de Pedagogia e Educação Física, poderão se inscrever em conformidade ao disposto no inciso I deste artigo, observada a condição de concluinte de curso, devendo no período de 10 a 21-01-2011, retornar ao local onde efetuaram as inscrições para entrega de documentos comprobatórios da conclusão do curso de Pedagogia e Diploma para os concluintes do curso de Educação Física a fim de confirmar a regularidade da classificação ou a exclusão do processo de atribuição de classes e aulas.
II – Professores efetivos, na Unidade Escolar de classificação do cargo:
a) de 03/11 a 12-11-2010 – para inscrição regular
b) de 16/11 a 23-11-2010 – para atribuição de classes e aulas nos termos do artigo 22 da Lei Complementar nº 444/85; que será efetuada pelo próprio docente no site: www.educacao.sp.gov.br .
c) No período de 10/01 a 21-01-2011, cumprirá à Comissão de Atribuição de classes e aulas verificar cada uma das inscrições de titulares de cargo que tenham optado por participar da atribuição de vagas, nos termos do artigo 22 da L.C. nº 444/85, para fins de confirmação ou de indeferimento da indicação, à vista das restrições previstas nos artigos 7º e 18 do Decreto nº 53.037, de 28/5/2008, com redação alterada pelo Decreto nº 53.161, de 24/6/2008.
Parágrafo único - Para atuação em classes, turmas ou aulas de Projetos da Pasta o docente ou o candidato deverá efetuar sua inscrição de acordo com o período divulgado por cada Diretoria de Ensino.
Artigo 4º - Os titulares de cargo que, após o encerramento do período de inscrições, venham a ser removidos, terão suas inscrições imediatamente transferidas para a unidade de destino.
Parágrafo único – As opções efetuadas nas inscrições para o processo de atribuição de classes e aulas, referidas no “caput” deste artigo, deverão considerar os resultados da remoção já divulgados.
Artigo 5º - Não haverá novo período para inscrição para a Prova de Avaliação de 2010 e os docentes não efetivos e os candidatos à contratação, que se inscreverem no período de 4 a 20-10-2010, nos termos do inciso I do artigo 3º desta portaria, para o processo de atribuição de classes e aulas de 2011 e que tenham obrigatoriedade de realizá-la ou, no caso de docentes estáveis (Categoria F, N ou P), optado por fazê-la mesmo já aprovado em 2009, estarão automaticamente inscritos para a Prova de Avaliação.
Parágrafo Único – A(s) data(s) e horários de realização das provas serão divulgados oportunamente, mediante Edital a ser publicado no Diário Oficial do Estado.
Artigo 6º - Os candidatos à contratação, que se declararem na condição de portadores de deficiência, terão esta condição incluída na respectiva inscrição (JATI), devendo posteriormente, até a data de 21-01-2011, apresentar o laudo que comprove a deficiência, expedido pela autoridade médica de competência.
§ 1º - para a confirmação de que trata este artigo, o candidato à contratação deverá apresentar atestado expedido por órgãos ou entidades integrantes do Sistema Único de Saúde no Estado de São Paulo, conforme estabelece a LC nº 1093/2009.
§ 2º - A confirmação da condição de portador de deficiência será efetuada pela Diretoria de Ensino, no sistema JATI, à vista do laudo apresentado pelo candidato à contratação.
§ 3º - Não havendo confirmação da deficiência informada, o candidato à contratação terá sua inscrição e classificação efetuada em situação regular.
§ 4º - Os docentes estáveis (categorias “P”, “N”, “F”) e os admitidos nos termos da Lei 500/74 (categoria “L”), por já apresentarem vínculo com esta Pasta não necessitam apresentar comprovação de deficiência.
Artigo 7º - Os cronogramas das fases de classificação e de atribuição de classes e aulas para o ano letivo de 2011, serão estabelecidos em portaria a ser publicada oportunamente.
Artigo 8º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
Fonte: HTTP://www.imesp.com.br

Na reta final para Enem, professor dá dicas para provas

Clipping Educacional - Agência O Dia.
Todo ano é a mesma coisa: logo após a correção de provas do Exame Nacional do Ensino Médio começam a pipocar pela internet as chamadas pérolas do Enem. Aquelas repostas que, de tão erradas, parecem ter sido escritas com um único intuito: provocar o riso da equipe responsável pela análise dos exames. As redações e provas de Língua Portuguesa são as campeãs no quesito repostas absurdas, com frases como "O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio (camada de ozônio)" ou "Já está muito de difíciu de achar os pandas na Amazônia". Mas o que se pode fazer, faltando pouco mais de um mês para a realização do exame, para diminuir as chances de que repostas como estas apareçam nas provas?
Professor de Língua Portuguesa do Colégio Sagrado Coração de Maria, em Copacabana, Zona Sul do Rio, Felipe Diogo afirma que, nessa reta final, é necessário se concentrar nos conteúdos que ainda não foram totalmente assimilados pelos alunos. Isso pode ser feito através da revisão dos assuntos já abordados em sala de aula, com base em exercícios específicos daquela matéria. "Refazer as provas anteriores para se acostumar com o tipo de enunciado também é importante. Mas os candidatos devem, sobretudo, buscar se atualizar. Por isso é necessário ter sempre em dia a leituras de revistas, jornais, acompanhar noticiários e programas de debate".
Segundo Felipe, esta é uma boa maneira de abastecer-se culturalmente, tanto para responder às questões de Língua Portuguesa, História e Geografia, como para a re-contextualização de aspectos da Física, Biologia, Matemática e Química. "Vale ressaltar que o estudo das línguas estrangeiras (Inglês e Espanhol) não deve ser esquecido. Será o primeiro exame em que ambas aparecerão e por isso a compreensão instrumental de textos e imagens deve ser planejada", explica.
Criado em 1998, o Enem, inicialmente, exigia do candidato um conhecimento, por assim dizer, mais específico, um domínio maior de determinados conteúdos técnicos. Com o passar dos anos, essa característica mudou e a interdisciplinaridade, ou seja, uma certa conexão entre as disciplinas passou a fazer parte do programa do exame.
Fez-se necessário que o candidato tivesse uma visão mais ampla sobre esses mesmos conhecimentos, sendo instigado a perceber que determinadas áreas podem "conversar" umas com as outras na busca de análises e soluções para algumas situações - problema.
Aluno do terceiro ano do Ensino Médio, Leonardo de Almeida Souza, de 18 anos, vem fazendo, ao longo dos meses, provas de edições anteriores do Enem, para se acostumar com os enunciados e, principalmente, com o conteúdo que será cobrado no exame. Segundo ele, a principal dificuldade é lembrar do que a questão pede ao chegar ao final da pergunta. "São enunciados muito grandes, que costumam deixar a gente meio perdidos. Fazer as provas anteriores me ajuda a entender o que a questão realmente pede e responder da melhor maneira possível", avalia.
Para evitar que esse tipo de situação aconteça, Felipe Diogo aconselha os candidatos a selecionar os principais comandos do enunciado para não se perderem. Segundo o professor, a maioria dos candidatos tende a achar que a análise de um texto se refere estritamente a sua interpretação linear, ou seja, aquilo que ele consegue extrair do próprio texto, o que constitui um erro. Para que o aluno consiga realmente entender uma questão, é necessário que ele tenha um bom conhecimento gramatical para poder interpretar a pergunta, sem se perder no meio dela.
"Em um exame que selecionará candidatos a uma universidade, espera-se que o aluno seja capaz de mais do que apenas ler um texto. Para tanto, ele deve saber que todo tipo de produção representa um texto, seja ele um texto literário, um bilhete, uma charge, uma foto e até mesmo uma mensagem no twitter. Tudo é texto e pode ser analisado em sua essência, além de poder ser relacionado a outras questões", explica.
Em 2010 o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou que 4.611.441 de pessoas se inscreveram para o Enem. As provas acontecerão nos dais 06 e 07 de novembro e estarão divididas em quatro grupos: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências da Natureza (Física, Química, Biologia), além das Ciências Humanas (História e Geografia). Principal fantasma de nove entre dez estudantes, as chamadas "pegadinhas" dificilmente estarão presentes nas questões cobradas pelo exame.
"Falar em pegadinhas é estar desatento a esse novo olhar frente ao estudo e observação das disciplinas. É possível criar uma questão que envolva meio-ambiente, mas que se observe alguns aspectos da química, por exemplo. Do mesmo modo, deve-se observar que conceitos da Sociologia, Filosofia podem e devem fazer parte da argumentação no momento da construção da Redação, item importantíssimo na média final", finaliza Felipe Diogo.
fonte: http://noticias.terra.com.br/

Vale-alimentação de R$ 4 deve ser reajustado

Carol Rocha e Bernardo Moura
Clipping Educacional - do Agora
Após dez anos, o Estado de São Paulo estuda um aumento no valor do auxílio-alimentação dos servidores estaduais. Restrições na lei, porém, deixarão o reajuste para o próximo governo. Hoje, os funcionários recebem R$ 4 a cada dia de trabalho --R$ 88 mensais. O último reajuste foi em junho de 2000.
De acordo com a Secretaria de Estado da Gestão, a proposta de aumento está sendo finalizada pelos técnicos do órgão. O novo valor deverá constar em um projeto de lei que será enviado para a Assembleia Legislativa.
O reajuste deverá ser calculado com base no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), acumulado desde junho de 2000. Até agosto deste ano, a inflação é de 79,19%. Se valesse hoje, o valor do auxílio passaria para R$ 7,17 (R$ 157,74 por mês).
fonte: http://noticias.terra.com.br/

Secretaria da Educação de SP diz que investigará bullying contra bolivianos

Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Segundo relatos, imigrantes têm de pagar para não apanhar em escola.
Descendente de bolivianos disse que tem medo e que se sente intimidado.
A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo disse, em nota enviada à imprensa nesta terça-feira (28), que vai investigar denúncia de bullying contra alunos imigrantes da Bolívia em escola da Região Central de São Paulo.
O assunto veio à tona em reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” nesta terça-feira. Estudantes e um professor disseram ao G1 que alunos imigrantes têm de pagar para não apanhar de outros alunos na Escola Estadual Padre Anchieta, no Brás. Os entrevistados pediram para não ser identificados.
A escola está localizada no bairro de São Paulo em que vivem milhares de imigrantes bolivianos. Muitos deles trabalham em confecções da região.
Segundo um professor da escola, estudantes exigem que os alunos bolivianos paguem lanche para eles. “Eles levam tapas na cabeça”, disse o professor. De acordo com o educador, os alunos sofrem preconceito e o clima é tenso na sala de aula. “Os grupos não se misturam. É um problema quando peço para fazerem trabalhos juntos”, afirmou.
Câmeras flagram agressão a vítima de bullying a caminho da escola no RSGoverno do RS aprova lei contra bullying nas escolasDe acordo com o professor, o bullying ocorre desde o ano passado na escola. “Alguns estudantes foram identificados, mas não foram punidos”, disse. Para ele, é preciso conscientizar os estudantes e não punir. “O problema aqui é que não tem assistente social, não tem psicólogo. Isso aqui é um depósito de gente”, disse.
Um aluno de 16 anos, do segundo ano do ensino médio, que é descendente de bolivianos, afirmou que não estuda tranquilo. “Tem grupos que intimidam”, afirmou. O pai de um estudante de 13 anos, ambos bolivianos, afirmou que o filho já teve dinheiro furtado da mochila. “Nunca acontece nada frente a frente”, disse.
Uma estudante brasileira disse que as ameaças acontecem às escondidas no pátio da escola e na sala de aula. “Dizem 'ou paga ou apanha'. Os supervisores nem veem”, afirmou. Outra aluna afirma que o problema também ocorre na Escola Estadual Eduardo Prado, próximo à escola Padre Anchieta, no Brás. “Já estudei lá e vi acontecer várias vezes”, afirmou.
Na nota enviada à imprensa, a Secretaria Estadual da Educação de SP afirma que enviou uma comissão de supervisores para investigar se houve omissão da direção da escola Padre Anchieta e poderá exonerar a diretora do cargo se o problema for confirmado.
Disse ainda que os casos serão analisados individualmente e que começará um projeto de combate ao bullying na escola. Segundo a secretaria, a escola tem um professor-mediador, que desenvolve atividades pedagógicas e procura resolver problemas na escola com alunos e professores.
O padre Mário Geremias, coordenador da Pastoral do Imigrante, na Região Central de São Paulo, disse já ter visto estudantes bolivianos de oito anos sofrerem agressão na rua. "Não sei de onde vem tanta agressividade. É fora do normal. O mais triste é que são da mesma idade", disse. Para o padre, tanto os pais dos agressores como a escola devem ser responsabilizados.
Segundo Marlene Valência de Vargas, da Associação de Residentes Bolivianos, os estudantes imigrantes sofrem discriminação. "Eles não reclamam. São tímidos, mas o problema acontece", disse.
A Secretaria da Educação de SP negou que ocorra bullying na Escola Estadual Eduardo Prado. Segundo a assessoria de imprensa, uma briga entre um aluno brasileiro e uma estudante boliviana fora da escola levou à suspensão dos estudantes há cerca de duas semanas.
fonte: http://g1.globo.com/

terça-feira, 28 de setembro de 2010

MEC prorroga inscrições para o Encceja 2010

Clipping Educacional - O Dia Online
Rio - Foram prorrogadas para 10 de outubro as inscrições no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) de 2010. O prazo original seria encerrado no domingo, 26. A data das provas está mantida para 12 de dezembro. O Encceja é uma avaliação voluntária e gratuita destinada a pessoas que não tiveram oportunidade de concluir o ensino fundamental na idade curricular apropriada. Para obter a certificação, o candidato precisa ter no mínimo 15 anos completos na data de realização do exame.
No ato da inscrição, os interessados podem selecionar pelo menos uma área de conhecimento. O exame é formado por provas de língua portuguesa, língua estrangeira moderna (inglês), artes, educação física e redação [prova I];
matemática [prova II];
história e geografia [prova III];
ciências naturais [prova IV].
Até 16 de novembro, os participantes receberão o cartão de confirmação da inscrição no endereço que informaram. A partir dessa data, a confirmação, com endereço, hora, data e local de prova, também estará disponível no sistema de acompanhamento (http://bit.ly/bSIasX ) da inscrição e no serviço de atendimento Fala, Brasil (0800 616161).
No dia do exame, os portões de acesso aos locais de provas serão abertos às 7h e fechados às 8h25 para as provas da manhã; reabertos às 13h e fechados às 14h25, para as da tarde, de acordo com o horário de Brasília. A emissão dos certificates é de competência das secretarias estaduais de educação. Cada uma delas definirá os procedimentos que julgar convenientes para a certificação. Desde 2009, a certificação para o ensino médio ocorre por meio da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Os inscritos na edição de 2009, que foi adiada para este ano, devem confirmar participação no sistema de inscrição, que também permitirá a alteração de dados cadastrais. Caso não haja confirmação, a inscrição será cancelada automaticamente. A confirmação e as inscrições devem ser feitas na página eletrônica do exame (http://inscricao.encceja.inep.gov.br ).
fonte: http://odia.terra.com.br

Regras para adquirir computadores portáteis

Clipping Educacional - Revista Escola Pública
Resolução publicada em junho no Diário Oficial da União estabelece normas e diretrizes para que municípios, estados e o Distrito Federal se habilitem ao Programa Um Computador por Aluno (Prouca), para os anos de 2010 e 2011. Esse programa permitirá às redes públicas de Educação Básica adquirir computadores portáteis novos com conteúdos pedagógicos, além do suporte e assistência técnica necessários ao seu funcionamento.
De acordo com a resolução, os equipamentos serão destinados ao desenvolvimento dos processos de ensino e de aprendizagem nas redes públicas. Eles poderão ser adquiridos por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou com recursos próprios. Apenas os computadores cadastrados no Credenciamento de Fabricantes Informatizado do BNDES poderão ser financiados. Há ainda a possibilidade de os computadores serem comprados a partir de outras fontes, desde que mediante adesão à ata de registros de preços do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
A adesão ao programa deve ser feita pelo Sistema de Gestão Tecnológica do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo): http://sip.proinfo.mec.gov.br
fonte: http://revistaescolapublica.uol.com.br

'Se não dialogar, a escola vai se extinguir'

Mariana Mandelli
Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
Donatila Ferrada Torres, Professora da Universidade de Concepción, Chile
A escola só vai sobreviver se abrir espaço para a participação das famílias e, principalmente, dos estudantes na discussão sobre o currículo, defende a professora Donatila Ferrada Torres, da Universidade de Concepción, no Chile. Segundo ela, a sociedade atual, constantemente conectada, exige que o conhecimento seja construído de forma colaborativa e ofereça os conteúdos de forma comunicativa e crítica.
Donatila esteve no Brasil para uma palestra sobre a elaboração do currículo escolar na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e conversou com o Estado.

Com altos índices de evasão, o ensino médio é a etapa mais problemática da educação básica no Brasil. Como torná-lo mais atraente para o jovem de hoje?
Atualmente, na sociedade do conhecimento, os estudantes têm acesso a muita informação por meio dos meios de comunicação e da tecnologia. Nesse contexto, a escola tem de rever o seu papel e o do ensino para poder se conectar melhor com essa juventude. Do jeito que está estruturada hoje, a escola não faz o mínimo sentido na vida do jovem.

Como reformular a escola?
A partir de um currículo comunicativo e crítico. São muitas as variáveis que interferem nesse processo. Não se resolve o problema focando em duas ou três delas. Temos de trabalhar a inter-relação entre essas problemáticas: professor, aluno e conteúdo. O professor precisa ter uma boa formação e domínio do que ensina, mas também um bom preparo pedagógico. Também é importante ter tecnologia, acesso a computadores. A participação da família na vida da escola é essencial também, juntamente à participação do estudante na tomada de decisão sobre o currículo, sobre o que ensinar. Caso contrário, a chance de a escola mobilizá-lo é muito pequena.

Por que a participação da família é essencial?
Porque ela representa diretamente tudo o que está acontecendo na sociedade. Se ela valida o trabalho da escola, isso motivará o estudante. Ela é a ponte com a realidade.

E a participação do estudante?Por que é necessária?
Não existe mais a possibilidade de se constituir um currículo ou uma escola que seja atraente para os estudantes sem a presença deles na tomada de decisão. Hoje os jovens satisfazem suas necessidades e seus interesses diretamente, por meio da tecnologia e das facilidades que ela oferece. E dialogam permanentemente pelas redes sociais, construindo conhecimento. Não trazer isso para a escola é impensável. Quando eles chegam nela para estudar, encontram um lugar onde não cabe o diálogo. A escola se comporta como se ainda estivesse em uma sociedade industrial.

Isso significa não ensinar nada do que é dado hoje na escola?
De forma alguma. Devemos deixar bem claro que essas mudanças não significam deixar de lado os saberes de base, os saberes disciplinares. Não se trata de decidir se vai ou não ensinar matemática, por exemplo. Ela é necessária no currículo e quem tem o conhecimento sobre ela é o professor. É ele quem vai ensiná-la. O que deve estar em discussão é quais temas da matemática, em quais quantidades e em quais sequências devem ser ensinados. E o professor não é a melhor pessoa para fazer essa seleção porque ele passou a vida toda dentro da escola. Ele não tem o referencial da aplicação desses conteúdos como os familiares têm, por exemplo. A percepção deles ajuda a conectar as disciplinas à vida prática dos alunos. Há tópicos do ensino da matemática que não têm mais nenhuma aplicabilidade e ninguém sabe porque ainda são ensinados. É nisso que a escola precisa da ajuda da família e dos estudantes.

Como construir esse currículo comunicativo e crítico?
É preciso incorporar novos atores na construção curricular: as comunidades, os estudantes. Uma das características da sociedade do conhecimento é trabalhar em rede. É o encontro de comunidades que antes não se encontravam. Para se discutir o que ensinar, o que se quer construir com esse ensino, dependemos de muita gente - não só de especialistas. Temos de ampliar a participação da sociedade em geral e dos grupos específicos que estão na escola.

O ensino técnico é mais atraente para esse estudante que vive conectado?
Se a princípio o ensino profissional pode parecer uma alternativa mais rápida, é também uma solução enganosa, porque existem mais estudantes que querem ter acesso à universidade do que os que desejam uma formação profissional. Quem procura esse tipo de ensino normalmente são as pessoas de classe mais baixa que precisam ter acesso ao mercado de trabalho. Só que esses mesmos estudantes também olham na direção da universidade - e querem estar nela.

Qual o papel do educador frente a tudo isso? Como ele pode se preparar?
O professor tem de acompanhar as novas demandas da sociedade da informação e também do grupo local, onde a escola está, simultaneamente. Hoje, a formação é mais complexa porque o docente deve incorporar esse modo dialógico de trabalhar o conhecimento e as redes. Isso exige domínio científico das disciplinas e pedagógico. E também de um regime colaborativo das instâncias sociais.

O que podemos esperar do futuro da escola caso ela não se reformule?
Se a escola não caminhar em uma direção mais dialógica, ela vai se extinguir. Vai sumir porque não está dando conta de todo esse contexto. Podemos perceber os efeitos disso hoje. A escola vai desaparecer por abandono dos estudantes. A evasão vai aumentar ainda mais porque os próprios estudantes não vão querer mais ir à escola.
fonte: http://www.estadao.com.br

Unifesp abre inscrições para vestibular em duas fases

Clipping Educacional - Estadão.edu
Universidade oferece 628 vagas em São Paulo, Diadema e Guarulhos
Os interessados nas carreiras com duas fases no Vestibular 2011 da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) já podem se inscrever. As carreiras são oferecidas em Diadema, Guarulhos e São Paulo. As inscrições podem ser feitas até dia 30 pelo site da Fundação Vunesp. A taxa é de R$ 80. As provas serão realizadas nos dias 16 e 17 de dezembro.
Para participar, os candidatos deverão assinalar na ficha seu número de inscrição no Enem 2010, já que a nota fará parte da composição final da nota noVestibular Unifesp.
Os 15 cursos disponíveis com duas fases são para as cidades de São Paulo (Ciências Biológicas, Enfermagem, Fonoaudiologia e Medicina), Diadema (Ciências Biológicas e Engenharia Química) e Guarulhos (Letras , com opção de bacharelado ou licenciatura em português, inglês, espanhol ou francês). São oferecidas 628 vagas, sendo 572 pelo sistema universal e 56 pelo sistema de cotas (vagas destinadas a candidatos de cor ou raça preta, parda ou indígena, e que tenham cursado o ensino médio em escola pública municipal, estadual ou federal).
fonte: http://www.estadao.com.br/

Governo divulga local de encontro para candidatos a vaga de professor

Bernardo Moura
Clipping Educacional - do Agora
O governo publicou no "Diário Oficial" do Estado os 92 endereços onde os candidatos a uma vaga de professor da rede estadual deverão ir para o segundo encontro presencial, que será realizado nos dias 13 e 14 de outubro. As aulas do curso de formação duram quatro horas.
Clique aqui e confira a lista de candidatos
Além dos endereços, foi publicada uma relação com os nomes dos 10.083 aspirantes a professor do Estado. Ao lado de cada nome, há indicações da escola e do horário que eles deverão comparecer para o encontro presencial.
fonte: http://www.agora.uol.com.br/

Brasil se acostumou a ser monolíngue; leia íntegra do bate-papo com pedagoga

Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
A pedagoga Selma Moura participou de bate-papo nesta segunda-feira (27) sobre o ensino bilíngue, tema do caderno especial Escolha a Escola, que circulou junto com a edição deste domingo da Folha (só para assinantes do UOL e do jornal).

Arquivo Pessoal
A pedagoga Selma Moura é coordenadora pedagógica e assessora as escolas Oak School e Aubrick
Participaram do chat 610 pessoas. Veja a agenda de bate-papo do UOL.
O texto abaixo reproduz exatamente a maneira como os participantes digitaram suas perguntas e respostas.

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Bem-vindo ao Bate-papo com Convidados do UOL. Converse agora com a pedagoga Selma Moura sobre educação bilíngue. Para enviar sua pergunta, selecione o nome do convidado no menu de participantes. É o primeiro da lista.
(04:01:01) Selma Moura: Boa tarde! Agradeço sua presença em nosso bate-papo de hoje!
(04:01:19) Tiago Farfan: Boa tarde. Gostaria de saber quais são as principais dificuldades em se ter implantados no Brasil um sistema educacional bilingue de qualidade.

(04:03:25) Selma Moura: Olá, Tiago, obrigada pela ótima pergunta. Creio que uma das principais questões a considerar é que ainda não há uma regulamentação específica para as escolas bilíngues no Brasil, que estão sujeitas às mesmas regras das escolas em geral. Por isso, na implantação precisa-se contar com uma equipe de muita competência para criar o projeto político-pedagógico, o currículo, a forma de avaliação...

(04:03:39) Gabriela: Gostaria de saber qual o documento ou lei que regulamenta a educação bilíngue no Brasil? Procurei até o MEC, mas eles não souberam responder.

(04:05:44) Selma Moura: Olá, Gabriela. Do ponto de vista legal as escolas bilíngues são como qualquer outra escola. Precisam seguir os Parâmetros Curriculares e todas as leis educacionais. Por isso as escolas bilíngues oferecem um horário expandido, que atenda às exigências nacionais e enriqueça com outras áreas de estudos e conhecimentos na segunda língua. Acredito, porém que como já ocorre na Argentina, em breve teremos avanços em termos de políticas educacionais nesta área.

(04:05:56) Clau: Gostaria de saber qual a melhor estrategia para alfabetizar crianças em ingles..elas ja devem estar alfabetizadas em sua lingua materna, ou o processo pode ser concomitante?

(04:09:36) Selma Moura: Olá, Clau. Essa é uma questão que sempre levanta muitas dúvidas. A resposta depende de alguns fatores, porque a alfabetização é algo complexo, que envolve o domínio da língua em vários âmbitos: cultural, lexical, sintático, fonético. Mas crianças bilíngues, que já tem uma certa proficiência na segunda língua, à medida que vão compreendendo o sistema de escrita, tentam ler tudo o que vêem pela frente. Por isso, é possível e até desejável considerar esse interesse e curiosidade da criança e, com cuidado e formação por parte dos profissionais, proporcionar uma alfabetização bilíngue, para que a criança aprenda a ler e escrever nas duas línguas com competência e tranquilidade.

(04:10:02) Marcelo: Selma, boa tarde. Sao 4h no Japao mas resolvi participar :) A materia da folha do domingo trata principalmente do bilinguismo ingles-portugues. Eu gostaria de saber quais sao as dificuldades extras de educar uma crianca em uma lingua que nao usa o nosso alfabeto, como o japones, e saber se a educacao bilingue e recomendavel nesse caso.

(04:15:39) Selma Moura: Ótima pergunta, Marcelo, e que bom ter sua perspectiva! De fato, quando o registro é mais próximo, como ocorre no caso de português, inglês, espanhol, francês, etc. a diferença é principalmente fonética. Mas comparando línguas com registros diversos, como o português e o japonês no seu caso, a criança precisa aprender a decodificar cada sistema de um jeito bastante diferente. Há semelhanças entre a escrita nas duas línguas (em ambos os casos, por exemplo, a escrita é uma comunicação que tem uma permanência, uma estrutura diversa da fala) mas as diferenças são tão grandes que eu recomendaria que a compreensão de um sistema se dê antes de outro. A ordem depende do contexto: em que escola a criança está, quais as línguas faladas em casa e na escola, como são os materiais disponíveis, etc. Se quiser ser mais específico do seu caso, talvez eu possa dar uma resposta mais direta.

(04:15:46) Taty: Selma, boa tarde! A partir de qual idade vc acha fundamental para começar a aprender outra língua?

(04:20:26) Selma Moura: Fundamental? Não há uma resposta simples para sua pergunta. Algumas pesquisas apontam que quanto mais cedo a criança aprende uma segunda língua, melhor. Outras indicam que o aprendizado também pode ocorrer muito bem quando a criança já domina sua língua materna. Há um certo consenso quanto à pronúncia ser melhor quando se começa desde pequenininho, porque o potencial de emissão de fonemas das crianças pode ir diminuindo com os anos. Mas depende muito mais das famílias, da disponibilidade de boas escolas bilíngues, do objetivo dos pais nesta escolha e do interesse das crianças. Ter acesso a uma educação bilíngue pode ser uma excelente oportunidade para crianças, jovens e mesmo adultos, desde que seja uma escolha bem feita, consciente e duradoura. Quando uma criança fica dois, três anos na escola bilíngue e muda antes de adquirir bem esta língua, fico sem entender porque os pais fizeram essa opção, se na hora de colher os frutos do aprendizado mudam de idéia. Será modismo?

(04:20:30) ruli: Existem pesquisas nessa área que apontam qual o melhor momento para alfabetizar uma criança em se tratando de duas línguas? Melhor concomitantemente, ou uma de cada vez?

(04:22:50) Selma Moura: No Brasil parece que a primeira pesquisa nesse sentido é a minha pesquisa de doutorado. Mas fora do Brasil há pesquisas sobre "biliteracy", e este é um tema que tem despertado muito interesse. De certa forma, respondi essa questão logo acima, para Clau.

(04:23:07) Beatriz: Boa tarde Selma, Moro em Miami e tenho um filho de 2 anos. Diariamente ele interage com 3 idiomas (ingles na TV, portugues comigo e com o pai e espanhol na escola). Ele ainda não fala e as vezes me pergunto se ele não está confuso com todas essas linguas. Vc poderia me dar uma dica de como lidar com isso? Ou como estimula-lo a falar. Muito Obrigada!

(04:26:26) Selma Moura: Olá, Beatriz. É importante que você e o pai conversem muito com seu filho, contem histórias, apontem objetos e os nomeiem, criem um vínculo afetivo através de cada língua que falam com ele. Não há problema nenhum em os pais falarem português e a escola espanhol. Mas procure fazer perguntas e dar oportunidade a ele de responder, não aceitando apenas a linguagem gestual, o que talvez vocês façam até sem perceber. Se ele tiver oportunidade e necessidade de se comunicar, vai fazê-lo.

(04:27:28) caca: Olá Selma, moro nos EUA a quase dois anos e ano que vem volto para o Brasil. Sou pedagoga, fiz e faço ESL, como devo me preparar para me canditadar a uma vaga na escola bilingue, quais são os requisitos que devo ter? Obrigada

(04:29:38) Selma Moura: Como a educação bilíngue tem crescido muito, há muitas oportunidades de trabalho surgindo nesta área. As escolas procuram professoras com formação em Pedagogica, fluência nas duas línguas e experiência em educação. Sugiro investir nessa~s direções e participar de comunidades e fóruns sobre educação bilíngue, como o Grupo Virtual de Educação Bilíngue e o site educacaobilingue.com, para ficar por dentro do que acontece e trocar informações.

(04:29:40) EduRuasTILS: Boa tarde, trabalho com crianças Surdas... existe algum trabalho em andamento sobre a educacao bilingue para Surdos?

(04:32:32) Selma Moura: Olá, Edu. Sim, há muitos trabalhos e pesquisas sobre educação bilíngue para surdos, e já avançamos muito nesta área, embora haja muito mais ainda a ser conquistado. Hoje os cursos de Letras e Pedagogia tem uma disciplina obrigatória de introdução a Libras, e vários programas de pós-graduação têm realizado pesquisas nesta área. Por conta da inclusão, porém, muitas crianças surdas acabam frequentando classes regulares, e eventualmente contam com um intérprete. Algumas pesquisas apontam que o surdo não deveria ser considerado deficiente, mas sim uma pessoa com uma questão linguística, e por isso deveria ter acesso a escolas bilíngues em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e Português. Porém, ainda precisamos de muitas escolas assim!

(04:32:35) Lucinete: Boa trade a todos, olá Selma... Gostaria de saber o que vc acha dos cursos que são oferecidos pela internet? Ex. livemocha, vc acha que é possível aprender alguma coisa?

(04:35:15) Selma Moura: Olá, Lucinete. É difícil falar de forma geral, porque assim como ocorre em cursos presenciais, há cursos bons e ruins na Internet, então depende de cada caso. Penso que a vivência universitária proporcionada pela graduação presencial faz parte da formação como um todo, e dificilmente seria substituída por plataformas on-line. Porém, em regiões mais remotas, talvez essa seja a única opção disponível, pois não há tantas universidade fisicamente quanto poderia. Em cursos de aperfeiçoamento talvez tenhamos mais potencial de formação, pois espera-se um aluno mais autônomo e disciplinado, o que é essencial em cursos não-presenciais.

(04:35:30) carlos1959: Eu sou estrangeiro, de fala hispana e meus filhos falam 2 e 3 idiomas fluentemente e vejo aqui em Brasil como algo extraordinario isso. Serão paradigmas de aqui só?

(04:38:03) Selma Moura: Olá, Carlos. Bom você colocar essa experiência. O que ocorre é que o Brasil se acostumou a se ver monolíngue, embora fale mais de 230 línguas. Por décadas as políticas linguísticas proibiram o uso de línguas indígenas e de imigração, e aceitaram apenas a língua portuguesa como oficial, a única em que os documentos oficiais, materiais didáticos, notícias, etc, foram veiculados, o que sufocou a diversidade e a riqueza que compõe o panorama linguístico brasileiro. Parece que agora as coisas estão mundando. Ainda bem!

(04:38:07) MYA: Selma, tudo bem??? Meu filho vai para alfabetização no ano que vem, estou querendo matriculá-lo em um colégio bilingue. mas tenho medo que o português dele fique prejudicado, pois minha sobrinha foi alfabetizada em uma escola francesa e o português dela é fraco. Como devo proceder??

(04:41:09) Selma Moura: Olá, Mya, tudo bem sim, e você? Bem uma escola francesa tem o português com uma carga didática muito menor, praticamente como uma língua estrangeira, pois foi criada para filhos de franceses que desejam manter sua língua, geralmente por estarem no país por pouco tempo. As escolas bilíngues devem ter uma carga equilibrade de português e segunda língua, e seguem o calendário e as exigências legais brasileiras. O português não ficará prejudicado pela educação bilíngue, ms seu filho aprenderá também outra língua. Por isso, fique atenta à carga horária da escola, que deve ser ampliada para dar conta desses desafios.

(04:41:11) Internauta: Gostaria de saber como é visto o ensino de linguas nas escolas municipais e estaduais. O que se pode esperar de ensino bilingue nestas instituicoes

(04:44:41) Selma Moura: Olá, Internauta. Pouca gente sabe, mas há muitas crianças imigrantes nas escolas públicas, que não entendem a língua portuguesa e acabam não conseguindo aprender as matérias, porque não temos ainda escolas ´públicas bilíngues para esse contexto. As escolas interculturais indígenas, as escolas de fronteira e as (poucas) escolas português-LIBRAS são públicas, mas não estão voltadas aos imigrantes. E outras crianças, brasileiras, que desejm ter uma educação bilíngue para ampliar suas competências linguísticas e terem acesso a mais informações e oportunidades, ainda não têm essa opção no Brasil, pois o ensino de segunda língua nesses casos geralmente começa a partir do 6o ano (antiga 5a série). Precisamos avançar muito nesse sentido ainda. Alguns países, como a Argentina, já têm escolas públicas bilíngues.

(04:44:58) fernanda: Olá, Selma. Gostaria de saber se você tem alguma recomendação para os brasileiros que vivem no exterior e não tem acesso à escolas bilingues onde há o ensino do português. Quais são suas dicas para famílias brasileiras nesta situação?

(04:48:07) Selma Moura: Olá, Fernanda. Alguns países oferecem educação bilíngue para crianças imigrantes, e gradualmente vão ampliando a carga horária da língua local e diminuindo a língua materna. Se esse for o caso da escola de seus filhos, melhor. Se não for, os pais precisarão apoiar muito a criança para ajudá-la a aprender a língua do país, sem deixar de conversar, ler, cantar e brincar com seus filhos na língua materna. Vale a pena manter o bilinguismo dos filhos, pois assim eles conseguem se comunicar com os fa´miliares nos dois países, têm mais auto-estima, e também aprendem a língua do país para o qual imigraram. Livros, músicas, vídeos e jogos podem ser excelentes parceiros dos pais neste processo.

(04:48:12) deia: Dentro de um contexto bilíngue, nem todas as pessoas que trabalham na escola falam em Inglês, como secretárias, porteiros, enfim você vê algum problema? Como podemos criar um ambiente harmonioso sem que prejudique o aprendizado da língua?

(04:50:46) Selma Moura: Olá, Déia. Não há problema nenhum, muito pelo contrário! É bom que a criança aprenda que algumas pessoas falam portugu~es, outras falam a segunda língua, outras falam as duas, e muitas outras falam uma terceira ou quarta línguas. Um ambiente harmonioso é um ambiente de respeito e valorização de todas as línguas e linguagens, de crianças e adultos, sem preconceito linguístico. Creio que a escola deve valorizar essas variedades e dar às crianças oportunidades de conhecer, quanto mais varidades melhor, para poder escolher qual melhor se encaixa em cada contexto e objetivo.

(04:50:54) cleo: Sou Professora de Ingles na escola publica e sinto muita frustacao com a falta de interesse dos alunos, mesmo sabendo da importancia do conhecimento de uma segunda lingua. O que fazer para despestar o interesse neles? Mesmo buscando sempre novos caminhos, oi retorno e bem pequeno. Obrigada.

(04:54:00) Selma Moura: Cleo, talvez seja muito difícil para as crianças perceber qual é a relação do inglês com sua vida diária, pois não viajam para a Disney nas ferias, nem conversam em inglês no computador. Uma amiga muito criativa e competente, trabalhando numa escola pública de periferia, usa as músicas que seus alunos adolescentes gostam para despertar o interesse, ampliar o vocabulário, ensinar a pronúncia e conhecer as estruturas linguísticas do inglês. Ela deixa que eles tragam as músicas que gostam, e faz um trabalho crítico sobre elas. Acho-a brilhante. Quem sabe seus alunos não se interessam mais pelo inglês assim, se virem a relação que pode ter com suas vidas?

(04:54:05) Prado: Boa tarde, Selma. Gostaria de saber se é viável uma educação bilingue não oficial, ou seja, em casa mesmo. Sou professora de inglês, formada em Letras, mas não tenho nenhum curso específico nessa área. Como mãe, posso me atrever a ensinar minha filha de um ano nas duas línguas sem confundi-la?

(04:55:41) Selma Moura: Olá, Prado. Pode sim, será uma boa oportunidade para sua filha brincar em inglês com você, ter acesso a livrinhos e jogos, cantar músicas com você, e assim ter seus primeiros contatos com o inglês.

(04:55:45) LSV: Selma, boa tarde! Gostaria de saber para qual perfil de crianca eh importante uma escola bilingue? Isso pq imagino que uma escola bilingue nao consiga focar em tudo o que eh dado em uma escola "convencional". Por outro lado, tem o ganho da aprendizagem de uma segunda lingua. No meu caso, por ex,tenho interesse que minha filha estude em uma escola bilingue, mas, ao mesmo tempo, me preocupo com o desempenho dela no futuro nos vestibulares.

(05:00:03) Selma Moura: Ólá, LSV. Uma boa educação bilíngue atende a necessidade de qualquer perfil de criança. Toda criança consegue aprender duas línguas e por meio de duas línguas, se o trabalho for bem conduzido em casa e na escola. E você não deve se preocupar com o vestibular, mas sim com a formação dela como um todo. Se ela tiver muitas oportunidades de aprendizagem pode se tornar uma moça curiosa, interessada, atenta, inteligente, íntegra, que vai passar no vestibular como consequência dessa boa formação, e não por ter decorado uma série de regras. E depois que passar no vestibular, pode se tornar uma pessoa mais tolerante, respeitosa, com visão de mundo mais ampla, e uma profissional mais competente e preparada para os desafios do mundo.

(05:00:05) Fernanda: Que fontes de informação sobre ed. bilingue você indica aos pais, que estão em dúvida sobre o tipo de escola querem para seus filhos?

(05:01:23) Selma Moura: Olá, Fernanda, nosso tempo está acabando, e sua pergunta vem bem a calhar. Como nem tudo pode ser respondido aqui, convido você e quem mais desejar a visitar meu blog, www.educacaobilingue.com, pois tem muitas informações interessantes e completas.

(05:02:34) Selma Moura: Agradeço a todos por participarem. O tempo passou rápido, e nem tudo pode ser respondido, mas espero poder continuar esse diálogo no blog. Agradeço a atenção, espero ter podido ajudar! Abraços, boa semana! Selma Moura www.educacaobilingue.com

(05:02:39) Moderadora UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Selma Moura e de todos os internautas. Até o próximo!
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Já utilizada em algumas escolas, a disciplina de música ajuda na inclusão social

THIAGO AZANHA
Clipping Educacional - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
No segundo semestre de 2011, entra em vigor uma lei que torna obrigatório o ensino de música nas escolas públicas e particulares do país. O objetivo da determinação, no entanto, não é formar músicos, mas sim que os alunos adquiram o conhecimento da linguagem musical e ampliem sua formação artística, diz Yvelise Freitas de Souza Arco-Verde, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação.
Na escola estadual Romeu de Moraes (zona oeste de São Paulo), o ensino de música já é usado como instrumento de inclusão social. As aulas incluem fanfarra, teatro, dança e até um coral de libras --em que os alunos "encenam" a música com as mãos. Único deficiente auditivo da turma, Marcelo José da Silva Macedo, 14, conta que fez amigos no coral e que hoje se sente mais integrado.
"O colégio viu na música um bom elemento para unir os estudantes e despertar neles a vontade de permanecer no ambiente escolar, além de desenvolver talentos e liderança", afirma a diretora da escola, Rosângela Valim.
Outro aluno que sentiu a diferença que a música fez na sua vida escolar foi Antonio Manta Neto, 13, que toca bateria na escola de samba Águia de Ouro. Antes visto como um aluno de temperamento difícil, seu comportamento mudou quando ele levou a música para a escola, em junho deste ano. "A diretora percebeu que eu gostava de tocar e me convidou para coordenar a banda da escola."
Todas as atividades são desenvolvidas com o apoio dos Parceiros da Educação, associação sem fins lucrativos que promove parcerias entre empresas e escolas da rede pública de São Paulo.

FINS SOCIAIS
Na rede privada, grande parte das escolas também usa a música com fins pedagógicos e sociais. "Trabalhar a música com diversas disciplinas e eixos temáticos explora as capacidades cognitivas dos estudantes. É um elemento a mais para desenvolver o indivíduo e sua relação com o outro", diz Gisele Milani, professora da Viva (zona oeste).
Nas aulas de ciências do 3º ano do fundamental, quando os rios são estudados, os alunos tocam instrumentos que reproduzem o som da água. Melhoria da concentração e respeito em relação aos colegas são outros bons resultados originados pela musicalização nas escolas.
A professora Suely Lerner diz que, no colégio Dante Alighieri (zona oeste), a música é vista como uma linguagem para desenvolver a socialização, a memória, o raciocínio e a improvisação.
Essa última habilidade é colocada em prática, por exemplo, em um exercício em que um aluno começa a tocar um instrumento e os outros o seguem, um por vez, mantendo o ritmo da melodia que o primeiro iniciou.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Unifesp terá cursos de extensão com foco em funcionários públicos em SP

Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Aulas serão dadas em complexo cultural de Embu das Artes.
Espaço foi inaugurado nesta segunda-feira (27).
Professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) darão aulas em cursos de extensão gratuitos com foco na capacitação de funcionários públicos de prefeituras da Região Sudoeste da Grande São Paulo e da zona sul da capital.
O Campus de Extensão Universitária da Região Sul e Sudoeste da Grande São Paulo - Unifesp/Embu das Artes, como foi batizado, funcionará no Complexo Cultural Professora Valdelice Aparecida Medeiros Prass, em Embu das Artes. A unidade foi inaugurada nesta segunda-feira (27).
Segundo a pró-reitora de extensão da Unifesp, Eleonora Menicucci de Oliveira, a população em geral poderá participar dos cursos, de aulas da Universidade da Terceira Idade e de seminários para jovens que buscam o primeiro emprego.
Unifesp abre inscrições para o vestibular 2011 nesta quarta-feiraSP desapropria área para instalação de universidade federal na Zona LesteAs cidades participantes serão Embu das Artes, Taboão da Serra, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Juquitiba e Embu-Guaçu, além da Zona Sul de São Paulo, segundo a prefeitura de Embu das Artes.As áreas dos cursos são cultura, esporte, saúde e educação.
De acordo com a pró-reitora da Unifesp, haverá cursos de especialização de 360 horas e cursos de curta duração de oito horas a dois meses. "A Unifesp considera que é fundamental uma parceria com os municípios para atividades extensionistas. Isso, para nós, é um ganho muito grande, de você proporcionar, para a população com maior dificuldade de acesso às universidades, possibilidade de acesso", disse Eleonora.
De acordo com a pró-reitoria, a Unifesp já oferece cursos de extensão para funcionários públicos em outras unidades. O primeiro curso a ser ministrado em Embu das Artes é de história da música. Com 30 vagas, o curso já está com turma formada, professores e funcionários públicos municipais indicados pelas próprias secretarias.
Questionada se a indicação seria a única forma de ingresso dos alunos dos cursos, a pró-reitora de extensão da Unifesp afirmou que, dependendo do curso, serão analisados também o currículo dos candidatos, os alunos passarão por entrevista com professores e poderá haver prova. "A seleção na Unifesp, cada curso é autônomo para decidir como será feita. Haverá uma seleção", afirmou.
Segundo Eleonora, a Unifesp não fez investimentos financeiros na unidade. A assessoria de imprensa de Embu das Artes não soube informar qual foi o investimento feito na escola. Disse que foram comprados equipamentos, como mesas, cadeiras e computadores.
A pró-reitora não soube dizer quantos professores darão aulas na unidade. "Haverá professores, doutores, livre-docentes e titulares das áreas dos cursos", disse Eleonora. Seis professores participam da coordenação do espaço.
Com dois funcionários na secretaria, um da prefeitura e outro da Unifesp, o espaço ainda não tem telefone. O número deverá ser disponibilizado a partir da próxima semana, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura de Embu das Artes. A escola fica na Avenida Aimará, s/nº, no Parque Pirajuçara.
fonte: http://g1.globo.com

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

USP cada vez mais distante

Mateus Prado
Clipping Educacional - especial para o iG
Mais de 65% dos candidatos a uma vaga na instituição estudaram integralmente em escolas particulares
De pouco adiantou a oferta de isenções da taxa de inscrição da FUVEST para alunos de escolas públicas, o programa de Embaixadores e o tímido INCLUSP (Programa de Inclusão Social da USP). Mais uma vez, os dados mostram que a maior parte dos candidatos às suas vagas estudou, total ou parcialmente, no estudo básico, em escolas particulares.
Mais de 65% dos candidatos deste ano só frequentaram escolas particulares. Se somarmos aqueles que passaram parte do ensino básico em escolas particulares aos que estudaram fora do Brasil, temos quase 72% dos candidatos.
O baixo número de candidatos advindos de escolas públicas na FUVEST tem um motivo simples e claro. Ano a ano, os jovens de menor renda sentem que a USP é uma realidade cada vez mais distante. A esmagadora maioria destes estudantes não se sente “habilitado” para prestar seu vestibular e frequentar suas salas.
Vários são os motivos. A USP realmente tem se comportado como uma instituição elitista. Em uma de suas últimas tentativas de inclusão, criou um campus na Zona Leste. A lógica daqueles que planejaram a nova escola era de que parte dos moradores de áreas mais “nobres” não estaria disposto a fazer um curso em um bairro da periferia. Os resultados não foram bem estes. A USP da Zona Leste está muito mais para uma “USP Ayrton Senna”. É muito mais rápido para quem mora no centro ou no Jardins chegar até lá do que para quem mora em uma das áreas periféricas da cidade. E, além de tudo, a unidade é uma ilha, em que não é permitida a entrada nem mesmo aos moradores de bairros vizinhos.
O número de vagas também tem deixado a desejar. O Estado de São Paulo tem pouquíssimas vagas em Universidades Federais. Este número tem ampliado um pouco por causa do REUNI e da criação da UFABC, mas é, proporcionalmente ao número de habitantes, um dos menores do Brasil. Restou às públicas estaduais oferecer mais vagas.
A USP é a que tem mais vagas. Desde 1989, as estaduais paulistas possuem vinculação orçamentária. Hoje, 9,57% do valor arrecadado com o ICMS vão para elas. Isto quer dizer que quando a arrecadação cai os recursos diminuem, e que quando a arrecadação sobe eles aumentam. Vinte anos atrás, quando começou a vinculação, a USP oferecia 6.780 vagas. Hoje oferece 10.652. Neste período, a arrecadação de ICMS mais do que dobrou, os recursos para a Universidade aumentaram, a população de São Paulo e do Brasil cresceu e o número de vagas não acompanhou essas mudanças.
Em alguns cursos, é quase impossível um aluno de escola pública passar. Em direito, medicina, relações internacionais e jornalismo, só encontramos alunos advindos de umas poucas escolas particulares tradicionais.
Depois da criação ProUni, o aluno do Ensino Médio da rede pública começou a notar que é muito mais fácil ele conhecer alguém que está cursando uma Universidade Particular sem pagar do que cursando uma pública. O sonho do Ensino Superior sem custo, e a consequente conquista de um bom emprego, deslocou-se da esperança de passar na USP para a possibilidade, muito mais plausível, de obter uma boa nota no ENEM e ganhar uma vaga no ProUni.
O cômico, ou absurdo, da situação, é que a reitoria da Universidade apresentou nesta semana a proposta de extinguir os cursos de menor concorrência (baixa demanda, nos termos da Universidade). Ora, são justamente estes os cursos em que a maioria dos alunos vêem do ensino básico público.
fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

Polêmica: O Tiririca sabe ler?

Segundo algumas pesquisas, o candidato estaria em primeiro lugar na disputa por uma vaga na Câmara. A uma semana das eleições, surge uma suspeita que, pela lei, põe sua candidatura em risco: Tiririca sabe ler e escrever?

A matéria foi feita pela revista Época e o vídeo está em primeiro lugar nos mais vistos na semana no Youtube.Veja a matéria completa com algumas imagens de declarações escritas a punho e um autógrafo feito pelo candidato.
fonte: http://www.uhull.com.br/

sábado, 25 de setembro de 2010

DECRETO Nº 56.234,DE 24 DE SETEMBRO DE 2010 - Reabre as inscrições e dispõe sobre o Programa Computador do Professor

Reabre as inscrições e dispõe sobre o Programa Computador do Professor
ALBERTO GOLDMAN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
Decreta:
Artigo 1º - Ficam reabertas as incrições para o Programa Computador do Professor, instituído pelo Decreto nº 53.559, de 15 de outubro de 2008, tendo como beneficiários os servidores titulares de cargos efetivos, os servidores a que se referem os §§ 2º e 3º do Artigo 1º da Lei Complementar 1.010, de 1° de junho de 2007,
da Secretaria da Educação e os integrantes do subquadro de empregos públicos permanentes e permanentes docentes do Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” - CEETEPS.

Artigo 2º - O pedido de aquisição dos computadores portáteis pelos beneficiários será feito através de meio eletrônico a ser disponibilizado pela Secretaria da Educação e/ou pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” - CEETESP.
§ 1º - O valor de venda à vista dos computadores portáteis, bem como dos programas de computador que o integram, será definido por cadastramento de fornecedores a ser feito pela Secretaria da Educação e/ou pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” - CEETEPS.
§ 2º - A aquisição dos computadores portáteis com base neste decreto ficará limitada a uma unidade por beneficiário.
§ 3º - O pedido de linha de crédito dos computadores portáteis será feito nas agências das instituições financeiras habilitadas, escolhidas pelo beneficiário, após prévia manifestação de interesse por parte dos mesmos.

Artigo 3º - O aporte de recursos para o pagamento de subsídio dos computadores portáteis em valor equivalente aos juros e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) da linha de crédito, para os beneficiários, será feito pela Secretaria da Educação e pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” - CEETEPS, diretamente às instituições financeiras habilitadas.
§ 1º - Os computadores portáteis poderão ser pagos em até 24 (vinte e quatro) parcelas mensais consecutivas.
§ 2º - Não farão jus ao subsídio a que se refere o “caput” deste artigo os servidores da Secretaria da Educação e integrantes do subquadro de empregos públicos permanentes docentes do Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” - CEETEPS que adquiriram computadores portáteis com subsídio amparados pelo Decreto nº 53.559, de 15 de outubro de 2008.
Artigo 4º - Cabe à Secretaria da Educação e ao Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” - CEETEPS, no âmbito de suas atribuições:
I - estabelecer as definições, especificações e características técnicas do computador portátil para os beneficiários, no prazo máximo de 15 (quinze) dias a contar da publicação deste decreto;
II - disciplinar e promover a inscrição dos beneficiários;
III - divulgar o programa no âmbito de suas unidades administrativas;
IV - divulgar, de comum acordo com as instituições financeiras habilitadas, o cronograma, os locais e as formas
de atendimento aos interessados cujas inscrições forem deferidas;
V - celebrar acordo com as instituições financeiras habilitadas com o objetivo de disponibilizar uma linha de crédito para os beneficiários;
VI - informar à Secretaria da Fazenda e às instituições financeiras habilitadas, os beneficiários que manifestaram interesse na aquisição e estão aptos a comprar o computador portátil;
VII - divulgar os resultados do programa, avaliando as ações realizadas e propondo alterações que permitam sua continuidade, nos exercícios subsequentes.
Artigo 5º - Cabe à Secretaria da Fazenda informar às instituições financeiras habilitadas, a situação dos beneficiários no que tange ao limite máximo de crédito consignado, segundo o Decreto nº 51.314, de 29 de novembro de 2006.
Artigo 6º - A Secretaria da Educação, a Secretaria da Fazenda, o Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” - CEETEPS e as instituições financeiras habilitadas celebrarão convênio para a implementação do Programa Computador do Professor, no âmbito de suas atribuições.
Artigo 7º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial os §§ 1º, 2º, 3º e 4º do artigo 1º e os artigos 2º, 3º, 4º e 5º do Decreto nº 53.559 de 15 de outubro de 2008.
Palácio dos Bandeirantes, 24 de setembro de 2010
ALBERTO GOLDMAN
Paulo Renato Costa Souza
fonte: http://www.imesp.com.br

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Simulado do Novo Enem: faça aqui

Faça o novo simuladão aqui
Abaixo 40 questões desenvolvidas pelo Ministério da Educação para você testar seus conhecimentos em Português, Matemática, Ciências Humanas, Ciências Naturais
O Enem 2009 acontecerá em dezembro. Para testar seus conhecimentos antes da prova, faça o simulado que o Educar publica nos links abaixo.
Essas provas foram elaborados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que cuida da formulação do Enem. Os simulados têm exames de Matemática, Português, Ciências Naturais e Ciências Humanas e cobram as mesmas competências que serão exigidas na prova oficial. O gabarito das provas está no final de cada teste. Boa sorte!

Simulado Enem 2009 - Matemática
10 questões de Matemática elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulação do Enem

Simulado Enem 2009 - Português
10 questões de Português elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulação do Enem

Simulado Enem 2009 - Ciências Naturais
10 questões de Ciências da Natureza elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulação do Enem

Simulado Enem 2009 - Ciências Humanas
10 questões de Ciências Humanas elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulação do Enem
fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/

Haddad: melhorar carreira docente é grande desafio para a educação nos próximos dez anos

Clipping Educacional – Da Redação/Em São Paulo
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o maior gargalo para o desenvolvimento da educação no país é a valorização da carreira docente. Haddad apontou que atualmente um professor ganha 60% do salário de um profissional de outra área com a mesma escolaridade.
"A formação, que está sendo garantida pelo governo, é insuficiente se a carreira [do magistério] não for atrativa", disse Haddad na manhã desta quinta (23) no 10º Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, em Brasília. O comentário veio em resposta a uma indagação do público que participa do evento, que acontece hoje e amanhã.
"Acho possível [que consigamos atingir a paridade de salários] por causa da Emenda Constitucional 59, que estabelece o piso nacional do magistério", disse o ministro.
Apesar de ter sido aprovado, em 2008, o valor de R$ 950 como piso nacional para os docentes, existe uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) impetrada por cinco governadores (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará) no STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo a CNTE, entidade nacional de representação dos trabalhadores da educação, a Lei do Piso ainda não é amplamente cumprida.
Escola dos anos 1950
Durante o discurso do ministro e, depois, nos questionamentos da plateia, veio à baila a qualidade da antiga escola pública. Aos "saudosistas da escola pública dos anos 1950", o ministrou apresentou estatísticas de inclusão. "Quando eu terminei o ensino médio, em 1978, apenas 4% terminava essa etapa [na idade correta]", disse Haddad comentando o dado da última pesquisa do IBGE sobre o tema que aponta que apenas 50% terminam o médio na idade correta.
"Tínhamos muito pouco a celebrar entre 1889 [Proclamação da República] e 1998 [quando é promulgada a Constituição de 88]", discursou. "Penso que chegaremos em outro patamar na comemoração do bicentenário da Independência [em 2022] se mantidos os passos e os projetos, se houver compreensão de que se trata de uma agenda de Estado e não uma agenda de governo", completou.
Para Haddad, o Brasil tem um "potencial educacional enorme", uma vez que os avanços apontados por ele são "atrasos de séculos que estão sendo superados em décadas [desde 1988]". O ministro tocou também na questão da qualidade do ensino. Segundo ele, 50% dos brasileiros estão recebendo educação "de primeiro mundo", uma vez que 50% dos nossos estudantes têm rendimento semelhante aos estudantes israelenses [um povo que tem renda per capita maior, um país com população menor e tradição "milenar" do conhecimento].
Fonte: http://educacao.uol.com.br

Próximo Enem vai selecionar 92 mil vagas para federais

Clipping Educacional – DE SÃO PAULO
Apesar dos percalços recentes, como vazamento e adiamento da prova, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terá alcance maior, informa reportagem de Patrícia Gomes e Andressa Taffarel publicada nesta quinta-feira pela Folha (íntegra para assinantes do jornal e do UOL).
Levantamento feito pela Folha nas 59 universidades federais e com dados dos 39 institutos federais mostra que mais de 92 mil vagas serão oferecidas exclusivamente com a nota do Enem, sem que o aluno precise fazer outras provas.
A projeção é que, em 2011, essas instituições tenham ao todo 235 mil vagas, a serem preenchidas também por outros processos seletivos.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Ação Educativa realiza oficina de mídia para professores/as: inscrições abertas

Clipping Educacional – Ação Educativa
São 20 vagas disponíveis. As inscrições devem ser feitas até o dia 25 de outubro. A Ação Educativa realiza no dia 6 de novembro, sábado, oficina de mídia para professores com o tema “Mídias: vilãs ou aliadas da educação?”.
O público-alvo são professores de escolas públicas de São Paulo. A proposta da atividade é fazer uma reflexão sobre dois aspectos da relação entre a comunicação e a educação: o papel pedagógico das mídias e tecnologias e o uso destas como instrumentos educativos.

São 20 vagas disponíveis.
Caso haja inscrições acima deste número, haverá um processo de seleção.
As inscrições devem ser feitas até o dia 25 de outubro.
O resultado da seleção será divulgado até o dia 28 de outubro por e-mail e no site da Ação Educativa.
O que: Oficina de mídia para professores: “Mídias: vilãs ou aliadas da educação?”.
Quando: sábado, dia 6 de novembro de 2010, das 9h às 14h.
Onde: sede da Ação Educativa. Rua General Jardim, 660. Vila Buarque. São Paulo.
fonte: http://www.acaoeducativa.org.br/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mudança no ensino

Por Lígia Fumi*
Clipping Educacional - Estadao.com
Educação precisa mudar junto com as mudanças sociais
A educação está posicionada em primeiro lugar como a necessidade básica, depois daquelas consideradas vitais, como o alimento, vestuário e abrigo. É por meio dela que o indivíduo obtém ferramentas para alterar seu status social e reformular seu papel e atuação na sociedade. Proporciona a conquista, satisfação e ascensão social.
O mundo está mudado e necessita do desenvolvimento de novas habilidades e atitudes. Em paralelo surgem novos valores, expectativas e aspirações na nova geração. Diante deste cenário, torna-se imprescindível a mudança na forma de atuação das instituições de ensino. Para seguirem competitivas no mercado, elas precisam mudar sua forma de pensar e atuar, a fim de se adaptar ao novo perfil de aluno, motivado a discutir, colaborar, aderir a causas sociais e ambientais e que não enxerga mais as fronteiras geográficas como barreira.
Muito tem se falado sobre a "Sala de Aula do Futuro", mas esta é apenas uma das adaptações necessárias. É preciso rever o papel da instituição e o relacionamento entre o aluno e professor, componentes-chave de qualquer sistema de ensino. É necessário estreitar os relacionamentos e para isso é muito importante conhecer todos eles.
A metodologia de ensino e de aprendizagem também deverá passar por profundas mudanças: novas fronteiras, necessidades e especializações provocam esta transformação. A nova geração e a realidade do mercado impulsionam a mudança no perfil tradicional de ensino.
Pessoas desejam aprender mais e a qualquer momento. Uma grande prova disso é o crescimento do modelo Ensino a Distância, que apresenta um número crescente de alunos em busca de um modelo mais flexível de aprendizado.
Os dispositivos móveis, com seus aplicativos e as redes sociais, fazem parte da vida social e profissional da nova geração e inevitavelmente acabaram por contribuir com novos hábitos educacionais. Possibilitaram a entrega de conteúdo e a colaboração em tempo real, em qualquer lugar, horário e sem os limites físicos das salas de aula.
O ensino passa a ser colaborativo, rico em trocas e não mais de responsabilidade única da instituição. Professores passam a ter um papel adicional como administradores e intermediários do conhecimento, agora recebido de diversas fontes e criado a muitas mãos. É clara a necessidade de mudanças. E para isso ferramentas se fazem necessárias para suportar esta profunda transformação. A tecnologia passa a ter papel fundamental, por meio de uma nova forma de elaboração, linguagem, acesso e distribuição do conteúdo.
Além de ter se tornado um importante mecanismo para a entrega de ensino em regiões remotas, a tecnologia tem seu papel ampliado quando falamos na melhoria do aproveitamento dos recursos atuais das instituições para promover uma melhor gestão, aumentar seu conhecimento sobre o aluno e melhorar a qualidade do ensino entregue.
A questão do conhecimento sobre o aluno é fundamental não apenas para endereçar questões administrativas, mas principalmente como forma de melhorar a qualidade de ensino entregue, pois possibilita a criação de conteúdos e serviços personalizados.
Com isto, se torna possível a diferenciação entre instituições, ao criar um ambiente de ensino que permita ao aluno explorar ao máximo seu potencial, oferecendo recursos e ferramentas de colaboração, com conteúdo baseado em suas necessidades individuais, habilidades, deficiências e aspirações. Mas não apenas relações entre professores e alunos serão modificadas. As relações entre as instituições também deverão ser revistas. Surge um novo conceito de cooperação, sobretudo entre as instituições de pequeno e médio porte.
Itens como compartilhamento de infraestrutura de centros de processamento, laboratórios, bibliotecas e compras conjuntas irão contribuir para a sobrevivência em um mercado tão competitivo e cada vez mais dominado pelos grandes grupos.
Porém, vale lembrar que a tecnologia por si só não melhorará a qualidade de ensino, mas sim se for combinada com a participação dos gestores acadêmicos para a reformulação do conteúdo e adaptação da linguagem e formato de entrega ao aluno.
Não basta adaptar salas de aulas com novos apetrechos tecnológicos, se o conteúdo e o relacionamento entre professores e alunos não mudar. São muitos os ajustes necessários e para isso parcerias são importantes. Este é apenas o principio da revolução em nosso sistema de ensino.

"GERENTE DE MARKETING PARA O SETOR DE EDUCAÇÃO DA IBM BRASIL
fonte: http://www.estadao.com.br/

Governo diz que não foi notificado

Bernardo Moura
Clipping Educacional - do Agora
A Secretaria de Estado da Fazenda informou que ainda não foi notificada sobre a decisão do STF, que saiu no último dia 24 e foi publicada na semana passada.
STF manda Estado reajustar adicional de servidor
O órgão disse que, se confirmada a sentença, somente os cabos e os soldados da PM terão direito ao reajuste, pois a reclamação foi feita pela associação da categoria.
Ao ser comunicada pela reportagem ontem, a PGE (Procuradoria-Geral do Estado) disse que a Fazenda já havia sido avisada da decisão.
fonte: http://www.agora.uol.com.br/

STF manda Estado reajustar adicional de servidor

Bernardo Moura

Clipping Educacional - do Agora
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que o governo estadual deve manter o reajuste do adicional de insalubridade dos servidores pelo índice do salário mínimo. O valor do benefício está congelado desde o ano passado. O Estado alega que uma outra decisão do Supremo, de 2009, impediu o aumento do adicional pelo valor do mínimo.
A decisão, porém, já determinava que a fórmula deveria permanecer enquanto não houvesse um novo cálculo, o que foi ignorado pelo Estado.
Publicada na última sexta-feira, uma sentença do ministro do STF, Carlos Ayres Britto, beneficiou a Associação de Cabos e Soldados da PM e reafirmou os argumentos da decisão do tribunal em 2009.


Edgar Morin pede "regeneração permanente" do ser humano

Clipping Educacional - EFE
Filósofo francês participa de conferência para educadores em Fortaleza e diz que esperança passa por reforma do pensamento
O filósofo francês Edgar Morin expressou hoje sua visão crítica do mundo ao inaugurar uma conferência da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em Fortaleza, no Ceará. Aos 89 anos, pediu pediu à humanidade que inicie um processo de "regeneração permanente", pois, segundo ele, "o que não se regenera, se degenera e morre".
O autor de "O Método", entre outras obras de sociologia, política, epistemologia e antropologia, afirmou que, apesar das ameaças permanentes de guerras e "da iminência de uma catástrofe climática", há "caminhos de esperança" que passam por uma "reforma total do pensamento", dos modelos políticos e econômicos e dos atuais padrões de consumo, para "pôr fim à lógica da dominação". As declarações foram dadas na inauguração de um seminário sobre os sete saberes necessários à educação do futuro, formulado há uma década a pedido da Unesco. O encontro, que terminará na próxima sexta-feira, reuniu hoje em Fortaleza 1,5 mil educadores da Argentina, Bolívia, Colômbia, Espanha, França, México e Peru, entre outros países.
Em seu discurso, Morin analisou o processo de globalização, do qual comentou que engloba "o pior e o melhor" do ser humano. "É um processo de destruição do mundo, mas também é a grande oportunidade para criar definitivamente uma só pátria terrestre e ambivalente", embora isso obrigue "uma reforma do pensamento que vincule todas as disciplinas do saber", até agora separadas em diversas áreas, destacou. Morin considerou que a educação deve ser "multidisciplinar", de modo a "unificar todas as áreas do saber e do conhecimento", pois muitas "estão reservadas para uma pequena elite".
Para o filósofo, "o saber disciplinado torna impossível de se ver os problemas fundamentais do ser humano" e origina "certezas" muitas vezes equivocadas, entre as quais citou a corrente do neoliberalismo que, segundo ele, não deixou de ser uma "mera ilusão" construída pelos grandes interesses políticos e econômicos globais. Morin também criticou os atuais modelos de desenvolvimento que, segundo ele, "foram concebidos como uma fórmula standard de destruição cultural" e geram "riqueza sobre a construção constante de uma pobreza maior", afirmou.
Sobre esses modelos, ressaltou que estão "contaminados pelo veneno da incompreensão, pelos individualismos e pelos egocentrismos" que alimentam a "insaciável vontade de ganhar" do capitalismo. "Um dos saberes mais importantes é o da compreensão, que precisa de análise e empatia, e não o da explicação, que sempre é subjetiva e moldável", destacou Morin.
O intelectual acrescentou que "no mundo não há compreensão para os estrangeiros, para os outros povos ou outras culturas, assim como não há compreensão nas famílias e nos círculos de trabalho, que se baseiam na lógica da dominação". Para Morin, "quando um sistema não tem mais poder para resolver seus problemas fundamentais, se destrói e entra em metamorfose".
Além disso, sugeriu que a humanidade e o planeta poderiam estar perto do fim. No entanto, em sua visão da atual "era planetária", deixou espaço para o otimismo e se manifestou convencido de que o mundo "está em tempo de começar uma história diferente". Para isso, propôs resgatar "o papel e o valor ético e social do conhecimento", dotar "a ciência de mais consciência" e "educar para a paz", que é diferente de "ensinar que isso é melhor que a guerra, mas educar para lidar com a incerteza que a cada dia o indivíduo e as sociedades enfrentam".
fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

Boa gestão é tão importante quanto investimento na educação

Clipping Educacional - Redação Terra
Participantes do debate ''A Capacidade do Brasil - O Papel da Educação'', promovido pela BBC Brasil e pela rádio CBN nesta segunda-feira, afirmaram que o Brasil precisa ir além do consenso de investir mais no ensino e passar a melhorar a gestão das escolas e faculdades.
O conselheiro da ONG Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, disse que o Brasil investe no ensino menos que seus vizinhos. Enquanto Argentina, Chile e México gastam por ano cerca de US$ 2 mil com cada aluno, o Brasil investe cerca de US$ 1,4 mil. "Se a gente não profissionalizar a gestão, na primeira chuva esse dinheiro vira lama."
Para o economista e professor da FEA-USP e do Insper, Naércio de Menezes Filho, o gasto do governo com cada aluno é tão pequeno que, em alguns casos, o investimento anual equivale a uma mensalidade de escola privada. "Mas nem sempre os municípios que investem mais têm um desempenho educacional melhor. Não basta aumentar os recursos, é necessário aprimorar o modo como essa verba é usada", afirma Menezes.

Resistências políticas
A diretora-executiva da Fundação Lemann, Ilona Becskeházy, disse que o primeiro passo seria aplicar a lei existente para regulamentar o investimento em educação. Se a lei for colocada em prática, o gasto do governo passaria de R$ 90 bilhões para R$ 190 bilhões por ano. "É preciso então dobrar o gasto", disse ela, observando que há "resistências" a esse investimento.
Para os debatedores, o principal entrave para ampliar recursos e aprimorar a gestão está na falta de vontade política que segundo eles existe em vários níveis do governo. "Muitos prefeitos preferem construir pontes", afirmou Menezes. Segundo os especialistas, questões politicas não representam entraves apenas no âmbito de governos - elas também pode ser um problema dentro dos muros dos colégios.
Ramos afirmou que "é inadmissível que em pleno século 21 ainda haja indicação política para diretor de escola", referindo-se a pressões que, de acordo com ele, são exercidas por líderes comunitários, vereadores e deputados. "Além das ações pedagógicas, um diretor administra o dinheiro público", afirmou. Menezes lembra ainda que há graves problemas de treinamento dos diretores: "Muitos não sabem lidar com números, por exemplo."

Pobreza inominável
Becskeházy dá a medida do custo dessa má administração: "O dinheiro até chega às Secretarias (de Educação), mas não na sala de aula." Nesse cenário, segundo a diretora, o que se vê Brasil afora são secretarias com muitos funcionários de um lado e salas de aula extramente pobres. "Mesmo aqui em São Paulo, que vem investindo bastante na educação, você entra na sala de aula e vê uma pobreza inominável."
Para Menezes, os problemas com gestão são uma boa oportunidade para escolas públicas aprenderem com escolas, e também empresas, privadas. "As particulares já trabalham para melhorar as práticas gerenciais, para criar um clima propício para o aprendizado e para avaliar constantemente os alunos." Além de investir na capacitação dos diretores, os especialistas foram unânimes em defender a valorização dos bons professores. "A carreira (de magistrado) tem de ser mais promissora", afirma Ramos.
Menezes diz que a questão não é apenas aumentar salários. "É preciso criar um mecanismo que atrele a progressão na carreira do professor ao aprendizado do aluno." Para ele, somente ao implementar a meritocracia você consegue atrair as melhores cabeças para ficar diante da lousa.
Realizado no Espaço Reserva Cultural, em São Paulo, o debate foi o segundo da série "O Futuro do Brasil". O próximo encontro acontece na próxima segunda-feira, dia 27, e tem como tema "O Brasil no Mundo - Política Externa e a Defesa do Meio Ambiente".
Participarão do encontro Ricardo Seitenfus, representante da OEA no Haiti, o ex-ministro das Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia, José Eli da Veiga, professor da Faculdade de Economia da USP, e Sergio Besserman, professor de Economia da PUC-RJ.
fonte: http://noticias.terra.com.br

Leis "penduricalho" emperram pauta de educação; alteração de currículo é assunto da maioria delas

Ana Okada
Clipping Educacional - Em São Paulo
Há mais de 250 projetos de lei para alteração de currículo; esse tipo de proposição emperra pauta de educação do Congresso
Projetos de lei de mudança de currículo escolar que emperram a pauta de educação do Legislativo dificilmente são aprovados ao final de sua tramitação, explica o consultor legislativo Paulo de Sena Martins. Segundo um levantamento do Observatório da Educação, da ONG Ação Educativa, um quarto dos projetos de educação -- cerca de 250 deles -- são destinados somente a esse tipo de proposição.
O consultor explica que os relatores acabam dando parecer contrário aos projetos porque esse assunto é da competência do poder Executivo, e não do Legislativo. "Em nível nacional, só a lei que pede o ensino de filosofia e a sociologia no ensino médio foi aprovada", disse Martins, durante o debate "Desafios da conjuntura: o parlamento e a educação", feito pela ONG nesta terça-feira (21).
Ele explica que não há um "limite" para as propostas: basta que elas não firam os princípios da Constituição e sejam adequadas financeiramente. Apesar de não haver um "filtro com relação ao mérito", Martins, que dá consultoria aos parlamentares, diz que os políticos são orientados a evitar proposições muito específicas.

"Penduricalhos"
Para Regina Gracindo, membro do CNE (Conselho Nacional da Educação), é competência do executivo escolher que disciplinas devem entrar no currículo das escolas: "Essas disciplinas não são neutras. Quando alguém solicita sua inclusão, tem interesse em disseminar uma ideia. Temos que ver que ideia é essa".
Ela explica que a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) já estabelece os conteúdos comuns e que os municípios e escolas têm competência para escolher suas disciplinas específicas. "Será que é o legislativo que tem que fazer [isso]? Penso que eles têm que formalizar isso e quem deve propor é o executivo. Não é atribuição deles ficar criando mil 'penduricalhos'."
Regina salientou que, em última instância, quem faz as políticas de educação do país são os partidos políticos, que "pensam em todas as áreas sociais, e concretizam essa visão nas leis que cada parlamento estabelece".
"Por isso, é importante identificar que propostas os partidos têm para a Educação, que políticas são essas: o que será feito em relação à democratização e a universalização, como fazer com que a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 59 efetivamente ocorra e como será organizado o novo PNE (Plano Nacional da Educação)."

Participação popular
A fim de evitar que haja leis "penduricalhos", a participação popular é essencial, explica o professor Rubens Barbosa de Camargo, da FE (Faculdade de Educação) da USP (Universidade de São Paulo). "É importante que os movimentos sociais tenham sua forma de ação no parlamento para que se tenha exigência de realizações políticas", diz.
Para ele, as pessoas não participam porque este não é um "valor para as elites". "Temos que ampliar a ideia de que participar é importante", salienta.
Marcos Verlaine da Silva Pinto, assessor parlamentar do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), também defende a participação popular consciente, sobretudo nas eleições: "O que os parlamentares fazem depende também da demanda dos eleitores".
fonte: http://educacao.uol.com.br/

Após 20 anos do ECA, especialistas defendem melhor capacitação para conselheiros tutelares

Vinicius Konchinski
Clipping Educacional - Da Agência BrasilEm São Paulo
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determinou, em 1990, a criação de uma rede de proteção e atendimento composta, principalmente, por conselhos municipais. Vinte anos após sua sanção, especialistas em políticas públicas defendem a capacitação de conselheiros e de outros agentes dessa rede para que os direitos previstos sejam estendidos a toda a juventude.
O tema foi debatido ontem (21) durante o seminário Juntos pelo ECA, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento avaliou avanços nesses 20 anos e apontou problemas que ainda precisam ser solucionados no país.
A falta de capacitação para atender e proteger as crianças foi um dos desafios citados. Segundo Itamar Gonçalves, coordenador da organização Childhood no Brasil, existem cerca de 10 mil conselhos tutelares ou de direitos da criança e do adolescente no Brasil. Juntos, eles têm cerca de 100 mil membros e atendem a cerca até 98% dos municípios brasileiros. Entretanto, a qualidade dos serviços prestados ainda deixa a desejar.
“É fundamental a capacitação”, diz ele, que relacionou a não qualificação dos agentes às falhas no serviço. “O Brasil tem uma rede de atendimento tida como exemplo pala ONU [Organização das Nações Unidas]. Falta agora preparar melhor quem trabalha nela”.“Temos problemas jurídicos e de funcionamento nos conselhos”, complementa Fernando Silva, representante do governo de Pernambuco no seminário. “Faltam condições para que os conselhos possam realmente funcionar como deveriam”. Silva diz que, em alguns locais, conselheiros ainda têm dificuldades para definir sua função na cidade. A mesma dúvida atinge juízes, delegados, promotores e os governos.
“Precisamos criar cursos para a função de conselheiro”, sugere ele. “Os conselheiros poderiam se formar para melhor exercer seu trabalho e estudantes poderiam se preparar para ser futuros membros de conselho. O curso seria aberto para qualquer um.”
A capacitação de todos os agentes da rede de proteção às crianças é um dos pontos da carta de intenções assinada pelas 12 organizações ligadas as empresas que organizaram o seminário desta terça-feira. Além disso, o documento propõe a criação de um comitê para coordenar ações sociais dessas empresas, o compartilhamento de experiências e o mapeamento de investimentos voltados às crianças.
A Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social, Maria Luiza Rizzotti, que também participou do seminário, reconheceu a importância da capacitação dos conselheiros. Ela disse ainda que o governo federal apóia iniciativas de formação por meio da Secretaria de Direitos Humanos.
fonte: http://educacao.uol.com.br

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SP: Prêmio Professor Destaque recebe inscrições até sexta

Clipping Educacional - Redação Terra
Até a próxima sexta-feira, 24, profissionais da Rede Municipal de Ensino de São Paulo podem fazer inscrição para o prêmio Professor Destaque. Com o intuito de valorizar e divulgar ações pedagógicas inovadoras e criativas realizadas nas escolas, o concurso premiará cinco educadores durante a tradicional festa que comemora o Dia do Professor, que ocorrerá em 14 de outubro, no Anhembi.
Os docentes interessados em concorrer ao prêmio deverão estar em exercício e inscrever um trabalho realizado no ano de 2009. Podem participar professores de Educação Infantil, do Ensino Fundamental e Médio e da Educação de Jovens e Adultos. Profissionais que ministram aulas nas Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAIs) e nas Escolas Municipais de Educação Especial (EMEEs) também podem participar.
Os projetos inscritos podem ter sido desenvolvidos em qualquer disciplina. Eles devem conter nome ou tema do trabalho, data da implantação, recursos humanos e pedagógicos utilizados, atividades desenvolvidas; materiais e/ou instrumentos elaborados, mostra de produção dos alunos e um resumo dos resultados obtidos.
Para a formatação dos textos do projeto (que deve ter no máximo cinco laudas) são necessárias as seguintes especificações: papel A4, espaçamento simples entre as linhas, letra Arial tamanho 12, margens superior e esquerda com 3 cm e inferior e direita com 2 cm. O título deve estar centralizado e deve ser claro e conciso. Dois espaços abaixo do título deve estar o nome do autor, também centralizado. Em seguida, deve ser apresentada a proposta do trabalho e uma biografia do professor concorrente.
O cronograma da seleção do Professor em Destaque será o seguinte: até o dia 24, o interessado deve enviar seu trabalho para a Diretoria Regional de Educação (DRE) à qual pertence a escola onde leciona. Entre os dias 27 e 30, as DREs selecionarão até cinco projetos que serão encaminhados à Comissão Especial da Secretaria Municipal de Educação entre 1º e 5 de outubro.
A Comissão terá até dia 8 de outubro para escolher os cinco professores vencedores, que receberão prêmios em dinheiro. O 1º colocado recebe o valor de R$ 10.000,00, o 2º lugar ganha R$ 8.000,00 e o 3º será premiado com R$ 5.000,00. Os que conquistarem a 4ª e 5ª colocações receberam R$ 2.000,00 cada um.
O prêmio Professor Destaque é realizado pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Mais informações em www.portalsme.prefeitura.sp.gov.br ou pelo telefone 3396-0601.
Fonte: http://noticias.terra.com.br

Enem: locais de prova serão divulgados de 4 a 25 de outubro

Clipping Educacional - Redação Terra
Os cartões de confirmação com os locais de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 serão enviados aos alunos entre os dias 4 e 25 de outubro pelo correio, informou nesta terça-feira o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Inep.
Além do local de prova, o cartão conterá o número de inscrição do estudante e a senha de acesso aos resultados que estarão disponíveis no site após a prova. O Inep informa ainda que as mesmas informações estarão disponíveis para os alunos pela Internet, na página do Inep dedicada ao Enem.
Juntamente com o cartão, será enviada o questionário socioeconômico.
Sobre o Enem
Este ano, 4,6 milhões de inscritos enfrentarão a maratona de questões do Exame Nacional do Ensino Médio nos dias 6 e 7 de novembro. O número de inscritos em 2010 é o maior desde que o exame foi criado em 1998. O recorde anterior tinha sido registrado no ano passado, quando a prova passou a ser utilizada nos processos seletivos das universidades federais. Cerca de 4,1 milhões de estudantes se inscreveram para o exame em 2009, mas a abstenção foi superior a 30%.
O estado com mais candidatos inscritos é São Paulo: 827.818. Em seguida vêm Minas Gerais (538 mil), a Bahia (428 mil), o Rio de Janeiro (314 mil), Rio Grande do Sul (295 mil), Paraná (228,4 mil), Pernambuco (228 mil) e o Ceará (208 mil). O Sudeste e o Nordeste concentram quase 70% dos participantes.
O exame terá 180 questões de múltipla escolha e uma redação. No primeiro dia (sábado, 6 de novembro), as provas serão de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias, cada uma com 45 questões. No domingo (7), os candidatos serão avaliados em Matemática e suas Tecnologias e Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, cada uma com 45 questões, além da redação.
Cinquenta e nove universidades federais vão utilizar a nota Enem 2010 em seus processos seletivos. O destaque vai para as universidades federais que decidiram adotar o exame como única forma de ingresso. Estão nesta lista as federais de Pelotas (Ufpel) e de Rio Grande (FURG), no Rio Grande do Sul, de São Carlos (UFSCAR) e do ABC (UFABC), em São Paulo, e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Fonte: http://noticias.terra.com.br

Debatedores temem fim do sistema de avaliações do ensino no Brasil

Clipping Educacional – UOL.com
Participantes do debate "A Capacidade do Brasil - O Papel da Educação", promovido pela BBC Brasil e pela rádio CBN, alertaram para o risco de o novo governo abandonar o sistema de avaliações nacionais, como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
"A educação no Brasil deve continuar evoluindo, mas corremos o risco de ter um retrocesso com o novo governo no que diz respeito a avaliações baseadas em dados, como aconteceu no início do governo Lula", disse o economista Naercio de Menezes Filho, professor da FEA-USP e do Insper. "Antes da criação desses exames, pensávamos que nossa educação podia até ser boa, porque não havia dados disponíveis para compará-la a outros países. Ficava todo mundo no vazio." Para Ilona Becskeházy, diretora-executiva da Fundação Lemann, "é de suma importância que a gente tenha sistemas de avaliação para acompanhar as políticas de ensino". Ela teme que esses exames possam facilmente virar alvo de ataques políticos.
Mozart Neves Ramos, da ONG Todos pela Educação, também ressaltou a importância das provas, mas lembrou que essa é uma implementação recente. "Por isso mesmo, ainda não sabemos usar completamente os dados das avaliações. Precisamos disseminar esses dados." Os especialistas disseram que outro sinal de alerta para qual os novos governantes devem se atentar é o problema do inchaço do currículo no Ensino Básico. Ilona criticou os "penduricalhos na grade curricular", ou seja, a inserção de matérias extras, como filosofia.
Para Menezes, primeiro é preciso investir nas matérias básicas: "Em matemática, por exemplo. No ranking de 55 países do índice Pisa, o Brasil ficou em 52º." "No Congresso, todo dia tem alguém propondo uma nova disciplina", reclama Ramos. "A última foi de educação no trânsito." Foco na universidade As distorções no Ensino Superior também foram debatidas pelos participantes. Ilona lembrou que o Brasil tem muito mais gente se formando na área de humanidades. "O problema é que essas pessoas não estão trabalhando em suas áreas", disse a especialista. "Não adianta formarmos tantos psicólogos. O que o Brasil precisa é de mais médicos, engenheiros." Menezes explica que, há alguns anos, quem tinha diploma universitário ganhava 2,5 vezes mais do que quem não tinha. Mas hoje essa diferença está caindo, indicando que parte do mercado está ficando saturada. Por isso, ele acredita ser preciso dar mais atenção à área de exatas.
Apesar das críticas e ressalvas feitas ao longo do debate, os três participantes mostraram-se otimistas com o país. "O tema educação está na moda, e a sociedade está mobilizada. É claro que há resistência entre muitos políticos, que têm uma visão de curto prazo e preferem construir pontes. Por isso é que a sociedade precisa cobrar", afirmou Menezes.
Ramos lembrou que, no início da ONG Todos pela Educação (em 2006), pesquisas mostravam educação em sexto lugar na lista de prioridades dos brasileiros. "Hoje ela aparece em primeiro ou segundo lugar." O debate, realizado no Espaço Reserva Cultural, em São Paulo, foi o segundo da série "O Futuro do Brasil". O próximo acontece no dia 27 e tem como tema "O Brasil no Mundo - Política Externa e a Defesa do Meio Ambiente".
Participam do encontro Ricardo Seitenfus, representante da OEA no Haiti, o ex-ministro das Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia, José Eli da Veiga, professor da Faculdade de Economia da USP, e Sergio Besserman, professor de Economia da PUC-RJ. Clique aqui para se inscrever e participar.
Fonte: http://educacao.uol.com.br