domingo, 28 de novembro de 2010

PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA DOCENTES - EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA a REALIZAÇÃO DA PROVA

EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS
Comunicado
PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA DOCENTES - EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA a REALIZAÇÃO DA PROVA
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos, nos termos do artigo 2º da Lei Complementar 1.093, de 16 de julho de 2009, Resolução SE - 68 de 01 de outubro de 2009, Resolução SE 91 de 08 de dezembro de 2009 e Inciso VI da Instrução Normativa – UCRH 2/2009, de 21 de setembro de 2009, CONVOCA e INSTRUI os docentes admitidos nos termos da Lei Estadual 500/74, os contratados nos termos da Lei Complementar 1093/2009 para exercício em 2010 e os candidatos à contratação, inscritos para processo de atribuição de classes e aulas do ano letivo de 2011, para a prestação da prova que se realizará nos municípios das Diretorias de Ensino da rede pública estadual.
A definição de perfis de competência e habilidades requeridos para professores da rede pública estadual, como também a bibliografia de referência para todos os campos de atuação do Processo Seletivo, constam da Resolução SE nº 70, de 26 de outubro de 2010.
Os docentes e/ou candidatos, deverão observar as informações e orientações, conforme segue:
1 - As provas serão realizadas no dia 05 de dezembro de 2010, nos seguintes períodos:

Manhã: Início às 8h30 – Duração: 4 horas
1.1 Campo de Atuação Aulas:
Alemão, Arte, Biologia, Ciências Físicas e Biológicas, Educação Física, Espanhol, Filosofia, Física, Francês, Geografia, História, Inglês, Italiano, Japonês, Língua Portuguesa, Matemática, Psicologia, Química, Sociologia e
1.2 Campo de Atuação: Educação Especial.
Tarde: Início às 14h30 – Duração 4 horas
1.3 Campo de Atuação Classe
1.4 Os portões serão fechados para o início da prova da manhã às 8h30, e da prova da tarde às 14h30, respectivamente, não sendo permitida a entrada de candidatos retardatários.
2 - a prova será composta de: 80 questões objetivas avaliadas na escala de 0 (zero) a 80 (oitenta) pontos, para o campo de atuação aulas, 60 questões objetivas avaliadas na escala de 0 (zero) a 80 (oitenta) pontos, para o campo de atuação classe, e 80 questões objetivas, avaliadas na escala de 0 (zero) a 80 (oitenta) pontos, para o campo de atuação Educação Especial - 20 questões referenciadas na bibliografia comum a todas as áreas, 20 questões referenciadas na bibliografia geral da Educação Especial e 40 questões referentes à bibliografia da área de deficiência.
2.1 não serão computadas questões não assinaladas, rasuradas ou que contenham mais de uma resposta.
3 – a avaliação da prova será efetuada por processamento eletrônico.
4 – Até o quinto dia que antecede a data prevista para realização das respectivas provas, será divulgado o local de sua realização;
4.1 – para conhecimento do local da prova, o candidato deverá consultar os sites www.educação.sp.gov.br e/ou da Fundação Carlos Chagas www.concursosfcc.com.br.
4.2 – eventualmente, se por qualquer motivo, o nome do candidato não constar da consulta relativa aos locais de prova, o mesmo deverá entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Candidato – SAC, da Fundação Carlos Chagas, pelo telefone (0xx11) 3723-4388, de segunda à sexta-feira, das 10h às 16 horas (horário de Brasília), para verificar o ocorrido ou
4.3 – dirigir-se à Diretoria de Ensino de sua inscrição, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h, para verificar o local em que realizará a prova.
5 - o candidato deverá comparecer ao local de realização da prova, com meia hora de antecedência do seu início, a fim de ser identificado e tomar ciência da sala onde prestará a prova, portando caneta esferográfica de material transparente e de tinta preta, lápis preto nº 2 e borracha.
6 – a identificação do candidato far-se-á mediante apresentação de pelo menos, um dos seguintes documentos, em via original ou cópia autenticada em cartório: Cédula de Identidade (RG), Carteira Nacional de Habilitação (com fotografia, na forma da Lei nº 9.503/97), Carteiras de Órgãos de Conselhos de Classe, Carteira de Trabalho e Previdência Social ou Certificado Militar.
6.1 – o documento a ser apresentado pelo candidato deverá estar em perfeitas condições, de forma a permitir, com clareza, sua identificação.
6.2 – o candidato que não apresentar o documento conforme o item 6, não fará a prova, sendo considerado ausente e eliminado do Processo Seletivo.
6.3 – Não serão aceitos protocolo, ou quaisquer outros documentos não constantes deste Edital, inclusive carteira funcional de empresa pública ou privada.
7 – Não será permitido ao candidato prestar a prova em dia, hora e local diferentes dos estabelecido na presente convocação.
8 – o candidato inscrito em mais de um campo de atuação deverá verificar atentamente o local e o horário em que realizará cada uma das provas.
9 – Não haverá segunda chamada ou nova oportunidade para prestar a prova, não podendo o candidato alegar qualquer desconhecimento sobre sua realização, como justificativa em caso de atrasos ou de não comparecimento.
10 – Não haverá prorrogação do tempo previsto para a aplicação da prova em virtude de afastamento, por qualquer motivo, de candidato da sala ou local de prova.
11 – em caso de necessidade de amamentação durante a prova, a candidata deverá levar um acompanhante, que ficará
em local reservado para tal finalidade e será responsável pela guarda da criança.
11.1 – no momento da amamentação, a candidata deverá ser acompanhada por uma fiscal.
11.2 – Não haverá compensação do tempo de amamentação à duração da prova da candidata.
12 – Excetuada a situação prevista no item 12, não será permitida a permanência de qualquer acompanhante nas dependências do local de realização da prova, podendo ocasionar inclusive a não participação do(a) candidato(a) no Processo Seletivo.
13 – Durante a prova, não será permitida qualquer espécie de consulta a códigos, livros, manuais, impressos, anotações ou outro tipo de pesquisa, bem como uso de boné, gorro, chapéu e óculos de sol.
14 – Poderá ser excluído do Processo Seletivo Simplificado o docente/candidato que:
a) não comparecer para realizar a prova, seja qual for o motivo alegado;
b) apresentar-se após o horário estabelecido;
c) não apresentar documento para sua identificação;
d) deixar de assinar a Lista de Presença e a respectiva Folha de Resposta;
e) ausentar-se da sala de prova sem acompanhamento do fiscal, ou antes de decorrida uma hora de seu início;
f) for surpreendido em comunicação com outro candidato ou terceiros, verbalmente ou por escrito, bem como fazendo uso de material não permitido para a realização da prova ou qualquer outro tipo de equipamento eletrônico de comunicação.
g) estiver portando qualquer tipo de equipamento eletrônico de comunicação (bip, telefone celular, relógios digitais, walkman, agenda eletrônica, notebook, palmtop, smartphone, receptor, gravador ou outros equipamentos similares) bem como protetores auriculares;
h) estiver portando armas, ainda que possua o respectivo porte;
i) deixar de cumprir as instruções contidas na prova e as orientações do Fiscal da Sala;
j) lançar mão de meios ilícitos para a execução da prova;
k) não devolver integralmente o material recebido,
l) perturbar, mediante qualquer atitude ou procedimento, a ordem dos trabalhos.
15. – Os pertences pessoais dos candidatos, tais como: bolsas, sacolas, bonés, chapéus, gorros ou similares, equipamentos eletrônicos como os indicados no item 15, alínea “g” deste Edital, deverão ser lacrados antes do início da prova, utilizando saco plástico e etiqueta fornecidos pela Fundação Carlos Chagas, no dia da prova, exclusivamente para tal fim.
15.1 – o candidato que estiver portando equipamento eletrônico como os indicados nos item 15, alínea “g” deste Edital deverá desligar o aparelho antes do início da prova.
15.2 – Os pertences pessoais lacrados serão acomodados em local indicado pelos fiscais de sala durante todo o período de permanência do candidato no local de prova. Ao término da prova o candidato poderá levar o saco plástico contendo os seus pertences. A Fundação Carlos Chagas não se responsabilizará por perda ou extravio de documentos, objetos ou equipamentos eletrônicos ocorrido no local de prova, nem por danos neles causados.
15.3 – Os aparelhos eletrônicos deverão permanecer lacrados e desligados até a saída do candidato do local de realização da prova.
16 - o preenchimento da Folha de Respostas, único documento válido para a correção da prova, será de inteira responsabilidade do candidato, que deverá proceder em conformidade com as instruções específicas contidas nos Cadernos de Questões.
17 - Os prejuízos advindos de marcações feitas incorretamente na Folha de Respostas serão de inteira responsabilidade do candidato, sendo expressamente vedada a sua substituição, por qualquer motivo.
18 - o candidato deverá preencher os alvéolos, na Folha de Respostas, com caneta esferográfica de tinta preta.
19 - o candidato, ao terminar a prova, entregará ao Fiscal de Sala o seu caderno de questões e a Folha de Respostas devidamente preenchida.
20 – Motivará a eliminação do candidato do Processo Seletivo, sem prejuízo das sanções penais cabíveis, a burla ou sua tentativa a quaisquer das normas definidas neste edital e/ou em outros, relativos ao processo e/ou nas instruções constantes da prova, bem como o tratamento incorreto e/ou descortês a qualquer pessoa envolvida na aplicação da prova.
21 – em hipótese nenhuma haverá vista de prova, seja qual for o motivo alegado.
22 - no dia da realização da prova, na hipótese de o nome do candidato não constar nas listagens oficiais, a Fundação Carlos Chagas procederá à inclusão, com o preenchimento de formulário específico.
23 – a inclusão de que trata o item 23 será realizada de forma condicional;
24 – Constatada a ilegitimidade, a improcedência ou mesmo a inexistência da inscrição do candidato, a inclusão efetuada será automaticamente cancelada, sem direito à contestação, independentemente de qualquer formalidade, considerados nulos todos os atos dela decorrentes, inclusive a prova que o candidato tenha realizado.
25 – Durante ou mesmo após a realização da prova, se for constatado que o candidato praticou atos ilícitos, por meio eletrônico, estatístico, visual ou grafológico, sua prova será anulada e ele estará automaticamente eliminado do Processo.
26 – Não haverá, em hipótese alguma, prorrogação do tempo estabelecido para a realização da prova.
27 – o docente/candidato que, por qualquer motivo, não realizar a prova, deixar de entregar a Folha de Respostas ou entregá-la sem preenchimento, estará excluído do Processo Seletivo, sujeitando-se ainda, no caso de docente abrangido pelo disposto no § 2º do artigo 2º da Lei Complementar nº 1.010, de 1º de junho de 2007, ao disposto no artigo 4º das Disposições Transitórias da Lei Complementar nº 1.093, de 16 de junho de 2009.
28 – o Gabarito e as questões das provas estarão à disposição para consulta dos candidatos, nos sites da Secretaria da Educação (www.educação.sp.gov.br) e da Fundação Carlos Chagas (www.concursosfcc.com.br), a partir do dia 07/12/2010.
29 – o Docente/Candidato de Etnia Indígena será convocado para a realização da prova, em Instrução específica da Coordenadoria de Ensino e Normas Pedagógicas - CENP.
30 – o prazo de validade do Processo Seletivo limita-se ao ano letivo fixado em calendário escolar/2011.
Fonte: HTTP://www.imesp.com.br

sábado, 27 de novembro de 2010

Mercado de trabalho aquecido não tira jovens da escola, diz pesquisa

FABIANA REWALD
Clipping Educacional – DE SÃO PAULO
Diferentemente do que se imagina, o aquecimento no mercado de trabalho não é um fator importante para elevar a evasão entre os estudantes de ensino médio brasileiros. Essa foi uma das conclusões da pesquisa "Os determinantes do fluxo escolar entre o ensino fundamental e o ensino médio no Brasil" --realizada por pesquisadores da FGV (Fundação Getulio Vargas) a pedido do Instituto Unibanco.
"Não encontramos correlações estatisticamente significantes entre fluxo escolar e aquecimento do mercado", afirmou o pesquisador André Portela Souza. O estudo em si não traz explicações para esse resultado, mas há algumas hipóteses.
Uma delas é que, com o mercado aquecido, o jovem percebe a importância de ter uma boa qualificação --e, portanto, de continuar estudando-- para conseguir um salário mais alto no futuro. Outra possibilidade é que, com o aumento da renda familiar, o adolescente seja mais estimulado pelos pais a não trocar os estudos por um trabalho em tempo integral --e, poder assim, contribuir mais fortemente com a renda familiar.
O trabalho usou dados da Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que não permitem determinar se os estudantes que continuaram na escola estão trabalhando ao mesmo tempo, em outro período do dia.
Outro resultado encontrado pelo trabalho foi que o fato de o aluno ser aprovado ou não ao final do ano deixou de ser tão importante em sua decisão de continuar os estudos de ensino médio. Entre os anos de 2008 e 2009, do total de alunos aprovados, 97% se mantiveram na escola. Entre os não aprovados (parcela que inclui reprovados e estudantes que deixaram o colégio e depois retornaram), 94% se mantiveram estudando.
Os principais determinantes para a aprovação e continuação dos estudos são as características individuais e familiares do jovem. O maior sucesso nos dois casos se dá entre mulheres, que não estão atrasadas em seus estudos, que têm pais com alta escolaridade e moram com ambos e, ainda, cuja escola é de qualidade.
O Instituto Unibanco também encomendou uma pesquisa complementar à da FGV para determinar a relação entre o desempenho no ensino fundamental e posterior abandono no ensino médio.
A principal conclusão é que o baixo desempenho dos alunos no ensino fundamental é muito ligado à evasão no ensino médio. A pesquisa "Relação entre abandono escolar no ensino médio e desempenho escolar no ensino fundamental" foi feita apenas com base no Saresp, exame de português e matemática obrigatório nas escolas da rede estadual paulista.
Outro fator que se mostrou importante foi o atraso nos estudos. Quanto maior a distorção entre a idade do aluno e a série em que ele está, maior a probabilidade de ele largar a escola, após ingressar no ensino médio
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Aluno atrasado na escola tem mais chance de evadir, diz pesquisa

Sarah Fernandes
Clipping Educacional – Portal Aprendiz sarahfernandes@aprendiz.org.br
Estudar com mais idade que a esperada para a série escolar, devido à repetência ou abandono, aumenta as chances do aluno de São Paulo não se matricular no ensino médio. O quadro é mais crítico para os estudantes com notas baixas em avaliações oficiais do ensino fundamental, aponta um estudo do Instituto Unibanco, apresentado nessa quinta-feira (25/11), na capital paulista.
Estar um ano atrasado no ensino fundamental diminui em 20% a chance de se matricular no ensino médio para os alunos com baixo desempenho no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) - que avalia o rendimento dos alunos do ensino fundamental. Para os atrasados com notas altas a probabilidade diminui 7%, segundo a pesquisa.
Para os alunos com mais de um ano de atraso, independente das notas nas avaliações oficiais, a probabilidade de ingresso no ensino médio reduz de 20% a 35%, aponta o estudo, intitulado “Relação entre Abandono Escolar no Ensino Médio e Desempenho Escolar no Ensino Fundamental Brasileiro”. A lógica se mantém para a permanência no ensino médio, segunda a pesquisa.
“Esses alunos estão em uma fase da vida em que não há forte preocupação com o futuro, principalmente quando há problemas para serem solucionados no presente, como falta de renda”, observou o coordenador da pesquisa, Amaury Patrick Gremaud. “Ele não se enturma com os colegas por ser mais velho e é caracterizado por já ter tido dificuldades no ensino fundamental”.
O diagnóstico da pesquisa foi observado na prática pela estudante do 1º ano do ensino médio Katarina Fernanda, de 16 anos, que sempre viu alunos abandonarem os estudos no colégio público em que estuda, em São José dos Campos (SP). “Muitos colegas pararam, pelos mais variados motivos, mas principalmente por problemas pessoais. Alguns voltaram e depois saíram de novo”.
Ele destaca que a evasão reduziu depois que a escola iniciou um projeto social para combater o problema. “Eu mesma não via muito sentido e não entendia porque estudar aquelas coisas”. Apesar disso, ela destaca que quando se fala em aprender o conteúdo, a classe ainda fica bem dividida. “Muitos alunos têm dificuldade de aprender o que é ensinado”.
“Combater a repetência iniciando projetos para evitar que ela aconteça é muito importante, porém é necessário garantir que os alunos aprendam”, observou o coordenador da pesquisa, durante o lançamento.

Metodologia
A pesquisa analisou dados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) de 2007 e a situação de matrículas em 2008 e 2009. A pesquisa fica restrita a São Paulo por ser o único estado em que as notas das avaliações oficiais são cruzadas com outros dados dos alunos individualmente.

Rendimento
Assim como a idade, o mau rendimento nas avaliações oficiais do ensino fundamental diminui as chances dos alunos se matricularem ou permanecerem no ensino médio. Os estudantes com as piores notas têm 70% de chance de se matricularem nessa etapa do ensino, enquanto entre os com as maiores notas a probabilidade é de 97%, destaca a pesquisa.

Negros
Os alunos negros são os que têm mais chance de concluir o ensino médio, segundo dados analisados pela pesquisa. A probabilidade chega a ser 1,5% maior que os brancos. “Isso contraria o consenso habitual. Avalio que seja devido a um estimulo pela necessidade. Muitos têm uma ideologia maior que de outros grupos sociais e querem fazer a diferença”, observou Gremaud.
Além dos negros, as meninas cuja mãe tem ensino superior e que possuem computador em casa têm mais chance de concluir o ensino médio. A diferença entre os sexos só é observada na permanência, não na matrícula. Os alunos da zona rural têm maiores chances de evadir.
Fonte: http://aprendiz.uol.com.br

DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS - visando uniformizar procedimentos relativos à posse e ao exercício de candidatos nomeados para cargos efetivos

Instrução Drhu - 1, de 25-11-2010
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos, visando uniformizar procedimentos relativos à posse e ao exercício de candidatos nomeados para cargos efetivos do Quadro do Magistério, expede a presente instrução:
I - Compete ao superior imediato dar posse e exercício ao ingressante, observando os requisitos estabelecidos no artigo 47
da Lei 10.261/68, com alterações dadas pela Lei Complementar 1.123/2010.
II - a posse do ingressante deverá se verificar no prazo de 30 dias, contados seqüencialmente da data da publicação do ato de nomeação, conforme dispõe o artigo 52 da Lei 10.261/68.
III - o prazo inicial para posse poderá ser prorrogado por mais 30 dias, de acordo com o disposto no § 1º do citado artigo
52, mediante requerimento prévio do nomeado, devendo a autorização ser publicada em Diário Oficial do Estado.
IV - a contagem dos 30 dias de prorrogação será imediatamente seqüencial ao 30º dia do prazo inicial de posse, sem qualquer interrupção.
V - o prazo inicial para a posse do nomeado que, na data da publicação do ato de nomeação, encontrar-se em férias ou em licença, será contado a partir do dia imediatamente posterior ao do término do afastamento, conforme dispõe o § 2º do artigo 52 da Lei 10.261/68.
VI - a licença, a que se refere o inciso anterior, é exclusivamente a que estiver em curso, não sendo abrangidas as possíveis prorrogações, da mesma.
VII - a contagem do prazo de posse, inicial ou em prorrogação, poderá ser suspensa por período de até 120 (cento e vinte) dias, cujo cômputo se iniciará na data em que o nomeado protocolar a guia de perícia para ingresso, no órgão médico competente, e será encerrado na data da expedição do certificado de sanidade e capacidade física (laudo médico), sempre que a perícia assim o exigir, e/ou ao término do período de suspensão estipulado.
VIII - a suspensão da contagem do prazo de posse, de que trata o inciso anterior, deverá ser notificada ao superior imediato do ingressante, na unidade/órgão do ingresso, através de ofício expedido pela autoridade médica responsável pela perícia, de conformidade com o disposto no artigo 53 da Lei 10.261/68, com alterações dadas pela Lei Complementar 1.123/2010.
IX - no ato da posse do cargo, o ingressante deverá efetuar declaração expressa, de próprio punho, informando se possui, ou não, outro cargo ou função-atividade, no âmbito do serviço público federal, estadual, municipal ou, ainda, em autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista ou suas subsidiárias e sociedades controladas direta ou indiretamente elo Poder Público, inclusive para os que apresentam a condição de aposentado.
X - para tomar posse, o nomeado deverá apresentar ao superior imediato os seguintes documentos, em vias originais e cópias:
a) cédula de identidade (RG), comprovando ser brasileiro;
b) título de eleitor e prova de que votou na última eleição ou de que pagou a respectiva multa ou, ainda, de que se justificou perante a Justiça Eleitoral;
c) comprovante de estar em dia com as obrigações militares;
d) declaração, de próprio punho, de boa conduta e de não ter sofrido penalidades, dentre as previstas nos incisos IV, V e VI do artigo 251 da Lei 10.261/68, nos últimos 5 anos, com relação à demissão, ou cassação de aposentadoria por equivalência, e nos últimos 10 anos, quando se tratar de demissão a bem do serviço público, ou cassação de aposentadoria por equivalência;
e) comprovação por pai/mãe ou responsável por criança em idade escolar, de que a mesma está matriculada em estabelecimento de ensino;
f) diploma devidamente registrado por órgão de competência, comprovando a habilitação para a investidura no cargo, rigorosamente de acordo com o previsto no Edital/Instruções Especiais do concurso correspondente.
g) tratando-se de ingresso em cargo das classes de Suporte Pedagógico, documento em que comprove atender ao requisito temporal estabelecido no Anexo III a que se refere o artigo 8º da Lei Complementar 836, de 30-12-1997.
h) Certificado de Sanidade e Capacidade Física (laudo médico) declarando-o apto ao exercício do cargo, expedido pelo Departamento de Perícias Médicas do Estado (DPME) ou por unidades devidamente autorizadas, conforme artigo 7º do Decreto 29.180/88;
XI - Poderá haver posse por procuração exclusivamente nos casos de o ingressante ser funcionário público e se encontrar ausente do Estado, em missão do Governo.
XII - Cumpre ao superior imediato, sob pena de responsabilidade, verificar se todas as condições legalmente estabelecidas para a investidura em cargo foram satisfeitas, inclusive com referência a grau de parentesco, de acordo com a legislação vigente.
XIII - o termo de posse deverá ser lavrado em livro próprio, assinado pelo nomeado e pelo superior imediato, que abrirá o prontuário do ingressante, com toda a documentação pertinente.
XIV - o exercício do ingressante dar-se-á no prazo máximo de 30 dias, contados da data da posse, podendo este prazo ser prorrogado por igual período, mediante requerimento do interessado e com autorização do superior imediato, a ser publicada em Diário Oficial do Estado.
XV - Somente poderá assumir o exercício por ofício o ingressante que se encontre:
a) provendo cargo em comissão, na área da Administração Estadual Centralizada, de acordo com o Despacho Normativo do Governador, de 16/03/77, ou
b) no exercício de cargo eletivo federal, estadual, municipal ou distrital, desde que o afastamento, a que se refere este inciso, comprove-se obrigatório.
XVI - o ingressante que pretenda exercer o cargo em regime de acumulação, somente poderá assumir o exercício após ato decisório favorável/legal devidamente publicado em D.O., conforme dispõe o artigo 19 do Decreto 53.037, de 28-05-2008;
XVII - no âmbito desta Pasta, a acumulação de dois cargos docentes, ou de cargo docente com cargo de Suporte Pedagógico, somente poderá ocorrer se, atendidos os demais requisitos, a carga horária total da acumulação não ultrapassar o limite de 64 (sessenta e quatro) horas semanais.
XVIII - o ingressante, que possua outro cargo ou função pública na alçada estadual e se encontre em licença para tratar de interesses particulares, não poderá, nesta situação, assumir o exercício do novo cargo, tendo em vista o disposto no artigo 13 do Decreto 41.915/97.
XIX - o ingressante que já exerce outro cargo ou função pública e não pretenda trabalhar em regime de acumulação, somente poderá assumir o exercício apresentando cópia do pedido de exoneração/dispensa do cargo/função precedente, a ser publicada com vigência na mesma data do exercício no novo cargo.
XX - o ingressante, que não tomar posse dentro dos prazos legalmente previstos, terá sua nomeação tornada sem efeito, ou será exonerado do cargo, se tomar posse, mas não assumir o exercício.
XXI - Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial a Instrução DRHU - 2, de 30-12-2008.
Fonte: HTTP://www.imesp.com.br

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Professora de Petrolina vê indícios de fraude em caso aluno que quase gabaritou Enem

Tiago Décimo
Clipping Educacional - O Estado de S. Paulo
Para moradores da região onde redação do exame vazou, estudante identificado pela PF não foi o único beneficiado
Professores e estudantes da região de Petrolina (PE), onde a Polícia Federal constatou o vazamento do tema da redação do Enem, realizado no início do mês, dizem acreditar que o caso não foi isolado.
"Acredito piamente que houve mais vazamentos, por vários relatos que recebemos", afirma a diretora do cursinho pré-vestibular Tema, Vera Lúcia Medeiros. Ela aponta como suspeito o desempenho de um outro estudante de Remanso (BA) de 17 anos que frequentou o Tema e acertou 172 das 180 questões do exame - e gabou-se do resultado nos dias seguintes. "O desempenho dele antes da prova não indicava esse resultado", diz Vera Lúcia.
A própria investigação da PF que apontou o vazamento dá margem a especulações. De acordo com as apurações oficiais, um caderno especial de questões, chamado caderno ampliado - feito em dimensões maiores que os cadernos de perguntas entregues aos estudantes -, foi violado pela coordenação da aplicação da prova no Colégio Ruy Barbosa, de Remanso, no norte da Bahia, cerca de duas horas antes do início da prova.
Segundo a polícia, o caderno deveria ser aberto apenas em caso de necessidade se algum aluno tivesse dificuldade de ler alguma questão por causa do tamanho reduzido das letras. "Havia mais de dez fiscais de prova no local onde o caderno foi aberto e alguns folhearam a prova antes do exame", afirma o delegado Márcio Alberto Gomes.
Durante as investigações, ficou constatado que um desses fiscais, Marenilde de Brito Affonso, professora do mesmo colégio, vazou o tema da redação, passando a informação para o marido, Eduardo Ferreira Affonso, também professor e vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Remanso.
Ele fez uma pesquisa na internet sobre o tema e, depois, ligou para o filho, Eduardo Ferreira Affonso Júnior, que prestava o Enem em Petrolina, para informar o que havia descoberto. Não contou, porém, a fonte do vazamento. "Ele disse apenas que o tema vazou na internet", conta o delegado.
O estudante, de 21 anos, procurou professores do cursinho onde estuda, o Colégio Geo. Disse que o tema havia vazado e perguntou como deveria ser escrita a redação. O boato se espalhou rapidamente pelos locais de prova da cidade. Quando houve a confirmação de que o tema da redação citado por Eduardo ("trabalho e escravidão") tinha relação com o tema da prova, "O Trabalho na Construção da Dignidade Humana", e que um dos textos de apoio para a redação era justamente a relação entre trabalho e escravidão, um dos professores de Eduardo, Marcos Antonio Freire de Paula, denunciou o caso a veículos de imprensa da cidade - o que levou a Polícia Federal a apurar o vazamento.
"Nós tivemos a coragem de denunciar. E quantos não tiveram?", diz o professor Marquinhos, como é conhecido na cidade, levantando suspeita de que outros casos tenham ocorrido sem que a imprensa ou a polícia tenham tomado conhecimento. "No fim, não importa se foi beneficiado um ou cem alunos. O que importa é que está provado, mais uma vez, que o sistema é falho."
Segundo o delegado, não é possível dizer se houve outros vazamentos. "Imagino que os outros aplicadores de prova que estavam na sala deram uma olhadinha na prova, por curiosidade, mas o que foi demonstrado pela investigação é que apenas um deles vazou o que acreditava ser o tema da redação", diz.
Investigação
A Polícia Federal iniciou a investigação sobre o caso no dia 10, tomando o depoimento dos professores consultados por Eduardo. No dia seguinte, o estudante foi ouvido - e contou a mesma versão que já havia dado à reportagem do Estado no dia anterior, de que havia ficado sabendo do tema da redação por outros estudantes. "O depoimento dele contrastava com o dos outros envolvidos e fomos buscar mais informações nas cidades citadas, Remanso, que é onde mora a família dele, e São Raimundo Nonato (PI), que foi, segundo ele, de onde partiu o vazamento", conta o delegado.
No dia 13, equipes da PF foram aos dois municípios e ouviram informalmente cerca de 30 pessoas, entre elas os pais de Eduardo, que negaram envolvimento no caso. Foi nesta data que os agentes ficaram sabendo que o caderno ampliado havia sido aberto antes da realização do exame, em Remanso.
"A investigação concluiu que a citação de São Raimundo Nonato como fonte de vazamento tinha sido apenas para despistar as investigações", afirma Gomes. De acordo com ele, a apuração não conseguiu determinar quem foi o autor da abertura da prova antes do tempo.
Havia dois coordenadores no local da prova, Antônio Fernandes e Kátia Campinhos Passos. "Entrevistamos a Kátia, que negou ter aberto o caderno, mas não o Antônio", diz o delegado. "Não fomos pelo caminho de responsabilizar quem abriu a prova, porque não houve intenção de cometer irregularidade, apenas de mostrar um procedimento."
No dia 16, os agentes e o delegado voltaram a Remanso, para colher depoimentos formais. A mãe de Eduardo continuou negando envolvimento no caso, mas o pai acabou confessando. "A partir dali, a família colaborou com as investigações", diz o delegado. "Convocamos novamente a mãe, que também confessou. Foi o pai do estudante que se dispôs a entregar seu computador para análise."
Na perícia feita no equipamento, os policiais encontraram sete buscas com o tema trabalho e escravidão. A primeira, às 10h06 (11h06 no horário de Brasília) e a última às 10h09. Foi a primeira prova material de que o tema da redação havia sido vazado. "Com esse dado, partimos para a conclusão do inquérito."
"Pedimos também a quebra dos sigilos telefônicos seguindo o caminho da informação traçado pelos depoimentos", conta Gomes. "A mãe ligou, do telefone fixo do colégio, para a casa de sua sogra (Pedrina Brito), onde estava o pai do estudante. Depois, ele ligou, do celular, para o celular do filho." De acordo com o delegado, parte dos extratos resultantes das quebras de sigilo telefônico ainda não está concluída - deve ser entregue à Justiça Federal na semana que vem. Marenilde e Eduardo foram indiciados por violação de sigilo funcional qualificado (por ter causado prejuízo à administração pública e a outras pessoas), crime com pena prevista de até seis anos de prisão.
"Não acredito que sejam presos, porque são réus primários e têm bons antecedentes", avalia Gomes. "Eles só quiseram ajudar o filho na prova. Ele está há três anos tentando entrar na faculdade de Medicina." O estudante não foi indiciado, mas teve a prova desclassificada pelo MEC.
Pais e filho não foram encontrados para comentar o indiciamento. Marenilde pediu licença de dois dias no colégio onde trabalha. Segundo sua sogra, os pais deixaram a residência na qual moram no início da manhã de hoje sem avisar aonde iam ou quando voltavam.
Fonte: http://www.estadao.com.br

Professora admitiu que passou informações sobre Enem, diz PF

Clipping Educacional –Do G1, em São Paulo
Ela e o marido foram indiciados por violação do sigilo funcional.
Inquérito foi encaminhado à Justiça Federal, em Juazeiro (BA).
Duas pessoas foram indiciadas por envolvimento no vazamento de informações da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), pela Polícia Federal (PF), em Juazeiro (BA). As investigações foram encerradas na terça-feira (23). O inquérito já foi encaminhado à Justiça Federal.
O Enem 2010 ocorreu em 6 e 7 de novembro. Segundo nota divulgada pela PF, no segundo dia de exame, uma professora de Remanso (BA), que estava aplicando a prova, teve acesso a um texto de apoio da redação, depois que abriu um caderno de provas destinado a deficientes visuais. De acordo com a polícia, em depoimento, ela contou que, cerca de duas horas antes do início do exame, ligou para a casa de sua sogra, falou com o marido e passou o tema – "O trabalho e a escravidão" – que havia lido.
O marido, então, teria feito uma pesquisa na internet e avisado o filho, que estava em Petrolina (PE). O candidato consultou professores que estavam no local de prova, pergutando como escrever sobre o assunto.
Um desses professores denunciou o fato. Mais de dez pessoas foram ouvidas pela polícia durante os dez dias de investigações. Também foram realizadas perícias e houve quebra do sigilo telefônico dos supostos envolvidos.
A PF destaca, entretanto, que o tema passado pela professora fazia parte apenas de um dos textos que poderiam servir de base para os estudantes. O tema efetivo da redação era "O trabalho na construção da dignidade humana".
A professora e o marido foram indiciados por violação de sigilo funcional, de forma qualificada. Se confirmada a culpa, eles podem ser condenados a até seis anos de prisão.
O Ministério da Educação (MEC) informa que o filho do casal deve ser eliminado. Para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia ligada ao MEC que organiza a prova, o sigilo da redação foi mantido, porque o candidato teve acesso a apenas um dos textos de apoio e não houve vazamento do tema principal.
Outros problemas
Esse não foi o único problema referente à aplicação da prova do Enem neste ano. Logo após as provas do primeiro dia, no sábado, dia 6, os alunos reclamaram de um erro de impressão na folha de respostas e também de confusão no caderno de provas amarelo.
Na folha de respostas, os cabeçalhos indicando as áreas de estudo foram trocados e alguns estudantes se confundiram ao preencher o gabarito. O Ministério da Educação abriu um espaço, na internet, para que eles pedissem a correção invertida.
Em relação à prova amarela, o ministério admitiu que parte dos cadernos tinha questões repetidas, faltantes e até páginas da prova branca. Os alunos que não trocaram os cadernos com problemas devem fazer uma nova prova, em 15 de dezembro. De acordo com nota oficial divulgada na terça-feira, foram identificados pelo menos 2.817 inscritos nessa situação.
Fonte: http://g1.globo.com

Servidor público nascido em novembro deve se recadastrar

Clipping Educacional –Da Secretaria da Gestão Pública
Objetivo é manter os dados dos servidores atualizados para planejar o seu perfil futuro
Os servidores públicos estaduais da Administração Direta, das Autarquias e das Fundações, nascidos em novembro, devem fazer o recadastramento 2010. A atualização cadastral é obrigatória e deve ser feita durante o mês de aniversário do servidor público. A medida engloba também os servidores e militares afastados e licenciados.
O procedimento é realizado pelo site da Secretaria de Gestão Pública, no endereço www.gestaopublica.sp.gov.br, ou por formulários disponíveis nas unidades de Recursos Humanos dos órgãos. Quem não fizer o recadastramento, terá o salário suspenso e só voltará a receber depois que a situação for regularizada pelo RH.
O objetivo do recadastramento é manter os dados dos servidores atualizados para planejar o seu perfil futuro. Realizado pela primeira vez entre fevereiro e maio de 2007, o recadastramento tornou-se anual em fevereiro do ano seguinte, por meio do decreto nº 52.691.

Alterações
É importante o servidor manter seu cadastro sempre atualizado. Por isso, não é preciso esperar o mês de aniversário para informar mudança de endereço, estado civil, ou prestar outras informações. Também pelo site da Secretaria de Gestão Pública ou nas unidades de RH, é possível fazer alterações de dados. No entanto, este procedimento não desobriga o servidor a realizar o recadastramento obrigatório no mês do aniversário.

Serviço
Período do recadastramento: de janeiro a dezembro de 2010
Quando: no mês de aniversário do servidor público
Como: pela Internet, no site da Secretaria de Gestão Pública, no endereço: www.gestaopublica.sp.gov.br ou pelo preenchimento de formulário no RH dos órgãos.
Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/

Comunicado DRHU Nº 33/2010 - PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA DOCENTES / DATA DAS PROVAS

PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA DOCENTES / DATA DAS PROVAS
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, comunica que a Prova para os professores não efetivos e para os candidatos à docência, devidamente inscritos no processo de atribuição de aulas 2011, será realizada no dia 5 de dezembro de 2010, observando o que segue:
1 – Horário das provas:
A - Manhã: Início às 8h30 – Duração: 4 horas:
a) Campo de Atuação Aulas: Alemão, Arte, Biologia, Ciências Físicas e Biológicas, Educação Física, Espanhol, Filosofia, Física,
Francês, Geografia, História, Inglês, Italiano, Japonês, Língua Portuguesa, Matemática, Psicologia, Química, Sociologia, e
b) Campo de Atuação: Educação Especial.
B - Tarde: Início às 14h30 – Duração 4 horas: Campo de Atuação Classe
2 – Após 1º de dezembro o candidato deverá consultar o site www.educacao.sp.gov.br e verificar o local das provas.
3 – a prova para o docente/candidato de Etnia Indígena será aplicada no dia 12 de dezembro, em locais e horários a serem definidos em Edital a ser publicado pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas – CENP.
Fonte: HTTP://www.imesp.com.br

SP abre 1000 vagas para exame de Certificação para Dirigente Regional de Ensino

Clipping Educacional – Da Educação
Cadastro deve ser feito a partir desta quarta, 24; avaliação será realizada no começo de 2011
Diretores de Escola e Supervisores de Ensino da rede pública estadual interessados em participar do 3º processo de Certificação para Dirigente Regional de Ensino (CDRE), da Secretaria da Educação, podem se inscrever para participar do processo a partir desta quarta, 24. A pré-inscrição deve ser feita pelo site www.recursoshumanos.sp.gov.br até o dia 20 de dezembro.
Instituída em julho de 2008, a Certificação Ocupacional tem por objetivo atestar o conhecimento, habilidades e capacidade técnica dos ocupantes de cargos em comissão, funções e empregos de confiança nas áreas estratégicas de comando das secretarias e autarquias paulistas. O edital foi publicado no sábado, 20. São mil vagas disponíveis neste processo, totalmente gratuito, coordenado pela Secretaria de Gestão Pública do Estado de São Paulo.
O exame de Certificação para Dirigente Regional de Ensino afere, entre outras coisas, a capacidade dos profissionais em analisar, avaliar e interpretar o plano de metas da Secretaria, além de traçar estratégias para a implementação de projetos pedagógicos. A certificação já é obrigatória para os atuais ocupantes do referido cargo e, atualmente, todos os ocupantes possuem o certificado. A certificação passará a ser exigência aos servidores designados como substitutos dos atuais dirigentes regionais.
Para participar, é necessário possuir Licenciatura Plena em Pedagogia ou pós-graduação na área de Educação; ter no mínimo oito anos de exercício efetivamente prestado no Magistério - sendo dois anos no exercício de cargo ou função de suporte pedagógico ou de direção de órgãos técnicos, ou ter no mínimo dez anos de Magistério na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. O candidato deve ainda ser titular de cargo de Supervisor de Ensino ou Diretor de Escola, da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo.
Os candidatos aceitos na pré-inscrição deverão atentar para outras etapas do processo, também realizadas via internet: a inscrição e o agendamento do exame serão realizados no período de 03 de janeiro a 18 de fevereiro de 2011.

Exame
Os exames que compõem o processo da Certificação Ocupacional serão aplicados em fevereiro e março do ano que vem. A prova de Conhecimentos e Habilidades Técnicas será composta por 50 questões objetivas, de múltipla escolha, com duração de 2h30. Na sequência, o candidato deverá realizar o inventário comportamental, de 20 minutos de duração e sem caráter eliminatório, que apontará as características mais marcantes da tendência de atitude do candidato, como estilo interpessoal e estratégia de tomada de decisão.
As provas serão realizadas em sistema web, em centros de testes credenciados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). São 14 centros, localizados nos municípios de São Paulo (duas salas), Santo André, Guarulhos, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Franca, Ribeirão Preto, Bauru, Campinas, Sorocaba, Registro, Santos e São José dos Campos. Os centros de testes contam com fiscais treinados pela FGV para monitorar a realização do exame.
Será certificado o servidor que acertar 60% da prova e, no mínimo, 50% em cada um dos oito subtemas do exame de Conhecimentos e Habilidades Técnicas.
O resultado será divulgado no dia 6 de abril de 2011, e a homologação está prevista para ocorrer no prazo de até 15 dias úteis também após concluído o período de avaliação.
A Certificação Ocupacional para Dirigente Regional de Ensino tem validade de três anos e será emitida por meio da Escola Brasileira de Administração Pública e Empresas - EBAPE, da FGV.

Inovação
O processo de certificação ocupacional é uma inovação no método de avaliação de pessoas adotado pelo governo do Estado de São Paulo. O exame, com enfoque prático e questões que retratam a realidade do profissional, garante uma avaliação de qualidade para uma seleção adequada de profissionais. A principal característica do exame é que ele está centrado na capacidade do candidato em unir diversos conhecimentos e habilidades. Há também uma inversão metodológica do formato comum das provas e concursos; não se trata de perguntar "o que fazer", mas "como fazer".
Os exames utilizam a metodologia da TRI - Teoria de Resposta ao Item, que permite a realização de provas diferentes com o mesmo nível de dificuldade. Aliado ao formato online, o processo segue padrões de excelência internacionais.

Banco de Talentos
Os servidores públicos certificados terão seu currículo incluso no Banco de Talentos do Estado. A ferramenta será utilizada tanto para selecionar profissionais para cargos vagos de dirigente regional de ensino como para escalar os servidores que substituirão temporariamente os ocupantes dos cargos.
Atualmente, 495 servidores de carreira da Secretaria da Educação já fazem parte do Banco de Talentos do Estado.

Serviço
Processo de Certificação para Dirigente Regional de Ensino

Vagas: 1000
Pré-inscrição: 24 de novembro a 20 de dezembro
Site: www.recursoshumanos.sp.gov.br
Inscrição: 03 de janeiro a 18 de fevereiro de 2011.
Agendamento da Prova: 03 de janeiro a 18 de fevereiro de 2011
Provas: fevereiro e março de 2011
Resultado: 06 de abril de 2011
Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/

Secretário garante posse a ingressantes do último concurso, após SARESP

Clipping Educacional – APASE
De acordo com informações da Assessoria do Gabinete do Secretário da Educação, obtidas pelo Sindicato-APASE, os ingressantes do último concurso de Supervisor de Ensino deverão tomar posse logo após o SARESP, que ocorrerá nos dias 10 e 11 de novembro de 2010. Foi reiterada também a notícia de prorrogação até 2012 do Concurso realizado em 2008.
Fonte: http://www.sindicatoapase.org.br

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Semana do Doador Voluntário de Sangue

Anualmente o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue é celebrado em 25 de novembro, instituído através do Decreto Presidencial nº 53.988 de 30 de junho de 1964. A Semana do Doador Voluntário de Sangue, comemorada na última semana do mês de novembro, foi instituída por um decreto publicado no Diário Oficial da União em 21 de novembro de 2003, assinado pelo Presidente da República Sr. Luiz Inácio Lula da Silva.
E a data é festejada pelos Serviços de Hemoterapia públicos de todo o país.
O Ministério da Saúde, em comemoração a semana, que este ano será de 21 a 27 de novembro, reforçará a campanha Doe Sangue e Faça Alguém Nascer de Novo com a veiculação do filme nas redes de TVs, hotsite:
http://www.facaalguemnascerdenovo.com.br/, spots e email marketing.

Dados sobre doação
No Brasil, 1,9% da população doa sangue. A Organização Mundial de Saúde preconiza que 3 a 5% da população doe sangue, conforme necessidades regionais, estaduais e municipais.
Em reforço ao aumento de nº de doadores voluntários, as hemorredes estaduais desenvolvem programas de multiplicadores como o “Programa Doador do Futuro” e “Clube 25”, que trazem o significativo aumento do número de doadores jovens, entre 18 a 29 anos. Há também, um significativo crescimento das doações fidelizadas na faixa etária entre 29 e 49 anos, o que demonstra um período de busca da determinação de conceitos e questões sociais que permeiem suas ações de saúde neste grupo; e, temos um número mais reduzido de doadores com mais de 50 anos, faixa etária que predispõe a consciência plena de valores e, sobretudo a multiplicação destes em ampla escala social. A legislação atual recomenda que o candidato a doação deva estar entre a faixa etária de 18 a 65 anos.
Mesmo com estas ações de captação de doadores, a hemoterapia brasileira enfrenta o desafio de suprir a crescente demanda de sangue provocada, até mesmo pelo próprio setor saúde, como: o incentivo e aumento efetivo do número de transplante; uso do sangue como suporte terapêutico em patologias hematológicas, propiciadas pelo aumento da atenção integral as pacientes; endemias recorrentes (dengue); imunizações em maior escala (candidatos tornam-se inaptos por pelo menos trinta dias); e, especialmente, a redução de doadores em média de 30% em períodos comemorativos (natal) e festivos (carnaval), paralelo ao aumento de transfusões nas unidades de emergência nestes períodos.

Plataforma Freire recebe inscrições para formação de professores até o dia 30

Clipping Educacional - Da Redação* Em São Paulo
Estão abertas até o dia 30 de novembro as pré-inscrições para formação inicial de professores que atuam na educação básica pública de todo o país. Para o primeiro semestre de 2011, a Plataforma Freire oferece 40 mil vagas em cursos de licenciatura presencial e 7 mil em cursos a distância, em instituições públicas (federais e estaduais) e comunitárias sem fins lucrativos.
É permitida apenas uma pré-inscrição em curso de formação inicial e o professor deverá estar cadastrado no Educacenso 2009 e na Plataforma Freire. De 1º de dezembro de 2010 até 7 de janeiro de 2011, as secretarias estaduais e municipais de educação validarão as pré-inscrições. Em seguida, enviarão as listas dos docentes escolhidos às instituições de educação superior de cada Estado.
A Plataforma Freire faz parte do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), gerido pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), em parceria com as secretarias de educação dos estados e dos municípios e as instituições públicas de ensino superior. O objetivo é melhorar a formação dos docentes em exercício na rede pública, o que influencia na qualidade do ensino que as crianças e os jovens recebem nas escolas.
Participam do Parfor 141 instituições de educação superior, de 25 estados, que oferecem cursos de licenciatura presenciais e a distância – estes, pela UAB (Universidade Aberta do Brasil).
*Com informações do MEC
fonte: http://educacao.uol.com.br

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SP faz convênio para exame médico de 10 mil professores aprovados em concurso público

Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo firmou um convênio com o Instituto de Assistência Médica do Servidor Público para que os 10 mil professores aprovados na terceira fase do concurso público para lecionar na rede estadual possam passar pelos exames médicos antecipados, exigidos para que continuem no processo. O convênio foi publicado ontem no Diário Oficial. Em outubro, o governador Alberto Goldman (PSDB) havia considerado "inapropriada" a exigência, mas não pôde anulá-la por razões legais. Entre os diagnósticos pedidos ao candidatos antes do fim do processo seletivo estão os de câncer de próstata, de colo do útero e de mama, além de hemograma completo, eletrocardiograma e outros.
Fonte: http://www.estadao.com.br

Professores relatam falta de provas no Saresp

Mariana Mandelli
Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
Havia mais alunos do que cadernos de exame em várias escolas do Estado onde foi aplicada a avaliação da rede de ensino paulista
Além de problemas nos gabaritos, o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar de São Paulo (Saresp) deste ano também registrou a falta de provas em diversas escolas. Diretores, professores e alunos de diferentes regiões do Estado afirmam que não havia cadernos, cartões-resposta e folhas de redação em número suficiente para todos os estudantes que deveriam realizar o exame, que ocorreu na quarta e na quinta-feira.
Há relatos de provas insuficientes na capital e em Peruíbe, Jaú, Sorocaba e Pindamonhangaba. Normalmente, os pacotes de prova incluem dois exames a mais, que servem de reserva para eventuais problemas.
Os casos mais graves ouvidos pela reportagem se concentram na capital. Em colégios de bairros como Pinheiros e Jaguaré, professores encontraram alternativas para driblar a insuficiência de provas, como tirar xerox do exame para entregar a alunos que não receberam a prova. "Faltaram três provas. A diretora ligou para a Vunesp (organizadora a prova) e disseram para ela tirar xerox", afirma uma professora.
"Não havia exames suficientes para os 7.º e 9.º anos", conta uma fiscal da escola Carlos Maximiliano Pereira dos Santos. "Faltaram folhas de redação na minha sala", afirma um aluno do mesmo colégio, do 9.º ano.
Na escola Deputado Augusto do Amaral foram tiradas cópias de folhas já respondidas por alunos que estavam realizando o exame. As respostas foram apagadas com líquido corretivo. Além disso, funcionários afirmam que professores da própria escola aplicaram o Saresp para seus alunos - o que é proibido.
No interior também houve falhas. A reportagem teve acesso a um e-mail enviado pela diretoria de ensino de Sorocaba às escolas da região. O texto dizia que havia problemas no caderno 12 do 5.º ano e que a questão 4 seria anulada. E o e-mail detectava problemas de impressão no caderno 21 para o 3.º ano do ensino médio.
Anteontem, o problema nos gabaritos foi noticiado com exclusividade pelo Estado, no blog Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy. Segundo professores e alunos, os números de identificação das provas não correspondiam às numerações dos cartões-resposta. Foram detectados casos em Assis (18 ocorrências) e em Jaú. Para solucionar o impasse, as escolas imprimiram novas folhas no site da Vunesp.
Número suficiente. A Secretaria Estadual de Educação e a Vunesp afirmaram, em nota conjunta, que as provas foram encaminhadas em número suficiente, mas admitem que em algumas turmas faltaram exames com número igual ao do gabarito. Segundo o texto, o aluno poderia usar outra prova e mudar o número na folha de respostas.
Ainda de acordo com a nota, a secretaria afirma que, caso faltassem provas, as opções eram: usar as duas provas extras; utilizar a reserva técnica da Diretoria de Ensino (5 pacotes com 40 cadernos cada um para cada disciplina) ou mover o aluno para uma sala com sobra de exames.
Quanto ao caderno 12, que teve problemas em Sorocaba, a pasta reconhece o erro na questão 4, afirmando que existem "alternativas repetidas", mas que "elas podem ser avaliadas com base nos outros cinco cadernos que não apresentaram problemas de diagramação." A secretaria descarta anular as questões. / COLABOROU FELIPE MORTARA
Fonte: http://www.estadao.com.br

Tribunal de Justiça proíbe entrega de livro com contos eróticos a estudantes

Felipe Oda, Luciana Alvarez
Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
Educação. Em seu despacho, o desembargador Maia da Cunha classificou o conteúdo de alguns textos da coletânea como 'inapropriados' e com 'elevado conteúdo sexual'. A Secretaria Estadual da Educação não se manifestou. Cabe recurso da decisão
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concedeu ontem uma liminar contra o secretário estadual de Educação, Paulo Renato Souza, impedindo a distribuição do livro Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século a estudantes da 6.ª à 9.ª série do ensino fundamental e do ensino médio. Segundo a secretaria, todos os livros já foram distribuídos, mas apenas para estudantes do ensino médio.
Cerca de 18 mil cópias foram compradas no início do ano pelo governo e distribuídas aos alunos por meio do programa Apoio ao Saber, que destina anualmente três obras para os estudantes levarem para casa.
A liminar foi tomada pelo desembargador Maia da Cunha, que classificou o conteúdo de três textos da coletânea - entre eles cerca de 60 trechos do conto Obscenidades para uma Dona de Casa, do escritor e colunista do Estado Ignácio de Loyola Brandão - como "inapropriados" e com "elevado conteúdo sexual". Entre esses trechos estão frases como "... não se esfregue desse jeito...".
A secretaria não quis se manifestar sobre o assunto, alegando não ter sido notificada. A pasta informou apenas que a escolha dos livros é feita por uma comissão. Cabe recurso da decisão.
O pedido de recolhimento e cancelamento da distribuição foi apresentado à Justiça em outubro pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec), presidido pelo deputado federal Celso Russomanno (PP-SP). "Recorremos ao Tribunal de Justiça após a Vara da Infância e da Juventude ter acatado um parecer do Ministério Público favorável à obra", diz Renato Menezello, advogado do Inadec.
O desembargador acatou apenas o cancelamento da distribuição de novos exemplares. Em sua leitura, "com relação aos livros já distribuídos, tem-se que eventual desrespeito à dignidade das crianças e adolescentes já teriam se consolidado".
Alerta. Para o professor Arthur Fonseca, do Conselho Estadual de Educação (CEE), o envolvimento da Justiça na questão é "extremamente perigoso". "Vivemos um momento perigoso de censura a obras literárias. Como educador, não gostaria que o assunto fosse tratado no âmbito da Justiça. É um problema de educação." Oficialmente, o CEE não deve se manifestar.
A presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto, acredita que o principal problema seja a impossibilidade de se trabalhar adequadamente um texto erótico em uma sala de aula da escola pública.
"Na adolescência, a sexualidade já está exacerbada. Além disso, são muitos alunos por sala, com perfis e aspectos morais diversos. A maior parte dos professores não está preparada para dar conta disso."
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Roberto Leão, um maior cuidado com a opinião da ampla clientela atendida pela rede pública ao se escolher livros evitaria problemas como o atual.
"O aluno não precisa do livro para entrar em contato com conteúdos eróticos - e com certeza de pior qualidade. Mas secretarias e todos os órgãos que distribuem livros precisam entender e respeitar a clientela que atendem, seja o progressista seja o conservador." / COLABOROU MARIANA MANDELLI
OUTROS CASOS

Quadrinhos
Em maio do ano passado, a Secretaria da Educação de São Paulo recolheu o livro Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol, compilação de quadrinhos distribuída para alunos da 3ª série do ensino fundamental que continha palavrões, expressões sexuais e referências à facção criminosa Primeiro Comando da Capital.
Sexo e palavrões
Em Santa Catarina, o livro Aventuras Provisórias, de Cristóvão Tezza, foi interditado nas escolas para alunos de 15 a 18 anos.
Racismo
Conselho Nacional da Educação recomenda que não se dê a alunos o clássico Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, por ter conteúdo considerado racista.
Fonte: http://www.estadao.com.br

Desigualdade dificulta avanço da educação no Brasil, aponta Ipea

Clipping Educacional - Do G1, em Brasília
População alcançou média de 7,5 anos de estudo. Ideal seria 11 anos.
Ipea fez análise da educação no Brasil de 1992 a 2009.
A população brasileira de 15 anos ou mais atingiu em 2009 a média de 7,5 anos de estudo, segundo análise divulgada nesta quinta (18) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizada com base nos dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad).
O instituto avaliou a educação no Brasil entre 1992 a 2009. Nesse período, segundo o Ipea, a média de anos de estudo da população se ampliou em 2,3 anos e atingiu os 7,5 anos.
De acordo com o diretor da área social do Ipea, Jorge Abrahão, o Brasil levará mais cinco anos para atingir a média de oito anos de escolaridade. "Nos países desenvolvidos, a população tem 11 anos de estudo. É o que seria ideal para o Brasil. É o número que o Brasil tem que buscar", disse Abrahão.
Segundo ele, a desigualdade impede um avanço mais rápído da melhoria da educação no Brasil. "Avançamos, mas a desigualdade permanece. Continuamos com diferenças entre regiões, classes sociais e raças", afirmou.
De acordo com o Ipea, a população urbana tem, na média, 3,9 anos de estudo a mais do que população rural, atingindo 8,7 anos de estudo. "No quesito cor/raça observa-se que os negros têm menos 1,7 anos de estudo, em média, que os brancos", aponta a análise do Ipea.
Analfabetismo
Segundo a análise do Ipea, a população brasileira apresenta uma elevada taxa de analfabetismo (9,7%), mesmo se comparada à de outros países do próprio continente sul-americano.
Entre 1992 e 2009, a taxa de analfabetismo foi reduzida em 7,5 pontros percentuais, com redução média de 0,44 ponto percentual ao ano. O número total de analfabetos no Brasil, segundo a análise, permaneceu praticamente o mesmo nos últimos anos, girando em torno de 14 mihões de pessoas.
Entre a população rural, a taxa de analfabetismo é de 22,8%. Já para a população urbana, esse índice é 4,4%. A população negra tem mais analfabetos (13,4%) que a população branca (5,9%), mas a velocidade da redução da taxa tem sido maior para os negros, em média, 0,76 ponto percentual ao ano, contra 0,27 ponto percentual ao ano para os brancos.
Fonte: http://g1.globo.com

domingo, 21 de novembro de 2010

Apeoesp entrará com ação judicial contra o Saresp

Clipping Educacional - Estadão.edu
Sindicato de professores afirma que mau desempenho dos alunos comprometeria os bônus a serem distribuídos
Em nota enviada nesta sexta-feira, o Apeoesp, Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo, afirma que entrará com ação judicial coletiva pedindo a anulação do exame do Saresp, realizado nods dias 17 e 18 de novembro em todo o estado.
Conforme a nota, a prova, feita por 2,5 milhões de alunos, "ocorreu com muitos erros e problemas que colocam em xeque a sua credibilidade". O sindicato afirma ainda que houve "relatos de gabaritos e folhas de respostas que não correspondiam às respectivas disciplinas, uso de celular durante a prova e até mesmo imagens de uma professora auxiliando um aluno a responder às questões".
Os resultados do Saresp, consolidados no Idesp (Índice do Desenvolvimento Educacional do Estado de São Paulo), são a base para a definição dos valores a serem pagos às equipes escolares na forma de bônus resultado. Isto significa que o modo como é realizada a prova do Saresp afeta diretamente os professores e demais profissionais do magistério, pois altera os valores dos bônus a que terão direito.
Fonte: http://www.estadao.com.br

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Censura e consciência

Hélio Schwartsman
Clipping Educacional - Folha .com
Comento com algum atraso a suposta censura a "Caçadas de Pedrinho", um dos títulos infantis de Monteiro Lobato, por trazer "formas de expressão" racistas. Usei aqui o "suposto", porque, como mostrou meu amigo Marcelo Coelho num belo artigo para a Ilustríssima do último domingo, o Conselho Nacional de Educação (CNE) não chegou nem perto de proscrever a obra --o que nem poderia fazer-- ou criar obstáculos intransponíveis a sua utilização nas escolas. O que o parecer nº 15/2010 faz é admitir que o texto traz um linguajar complicado e, elevando o burocratês das autoridades educacionais a sua forma mais perfeita, cobra a formação de professores aptos a lidar com a temática dos estereótipos raciais e sugere que livros com inclinações preconceituosas não sejam escolhidos para fazer parte do Programa Nacional Biblioteca da Escola, mas, se mesmo assim forem, que se exija dos editores a inclusão de notas que apontem criticamente para o problema.
A meu ver, as recomendações ficam entre o desnecessário, o ligeiramente contraditório e o cosmético. É até divertido imaginar que não tenhamos até hoje conseguido formar bons professores para as redes pública e privada, capazes de discutir com toda propriedade assuntos difíceis como o racismo, porque o CNE jamais havia instado as universidades a fazê-lo. Já quanto à suposta solução das as notas, eu não diria que sou contra. Se explicam até que antigamente se caçavam onças, mas que agora o Ibama impede mais esse crime ambiental, certamente não há mal em indicar que a linguagem relativa a estereótipos raciais também mudou. É evidente, contudo, que isso funciona muito mais tranquilizar consciências do que para eliminar o racismo da sociedade.
A minha sensação é a de que estamos diante de uma verdadeira tempestade em copo d'água. O que temos aqui é basicamente a burocracia seguindo seu caminho: diante da reclamação objetiva de um funcionário contra o livro, as engrenagens oficiais são postas em movimentação para produzir uma resposta quase anódina, mas que, por alguma razão, foi transformada em cavalo de batalha ideológico, discriminando entre defensores da liberdade de expressão e promotores da igualdade racial.

Trata-se,evidentemente, de uma falsa questão. Em primeiro lugar, como já enfatizei, não haveria censura mesmo que o parecer do CNE fosse homologado pelo MEC, o que dificilmente ocorrerá, dada a dimensão que o caso adquiriu. E nem seria necessária a interferência da tecnocracia pedagógica para fazer com que Monteiro Lobato seja menos lido. Receio que esse processo esteja acontecendo naturalmente. Não disponho de dados muito objetivos, mas creio que a obra envelheceu mal.
Eu, que me tornei leitor pela pena de Lobato, fiz o que pude para que meus filhos gêmeos, Ian e David, agora com oito anos, descobrissem os prazeres do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Não tive muito sucesso. Quer dizer, o David, que lê tudo o que lhe caia em mãos, de bula de remédio a pareceres do CNE, ainda enfrentou alguns volumes, mas não chegou nem perto de experimentar o encantamento que eu tive com "Os 12 Trabalhos de Hércules". Para ficarmos no mundo helênico, ele prefere mil vezes mais Rick Riordan ou o próprio Homero nas muitas versões adaptadas para crianças. Não sei se é o registro de um Brasil rural que não lhes diz mais nada ou se é a concorrência globalizada, mas não vislumbro um futuro muito brilhante para Lobato. Espero estar errado.
Voltando à falsa polêmica, também me parece uma idiotice transformar o combate ao racismo (ou a qualquer outro "preconceito") numa perseguição a fantasmas do passado. Se a estratégia for levada a ferro e fogo, só nos permitiríamos ler autores contemporâneos e comprometidos com o linguajar politicamente correto (PC) --ou seja, sacrificaríamos toda a literatura, a filosofia e grande parte da ciência. OK, Lobato descreve negros em linguagem hoje imprópria --embora, como notou Coelho, a mensagem final de "Caçadas de Pedrinho" seja antirracista. Mas Aristóteles era escravagista e Shakespeare retrata alguns de seus personagens com generosas pinceladas de antissemitismo. O que vamos fazer com esses e outros autores Restringi-los aos infernos das bibliotecas? Correr a produzir novas edições críticas que assegurem a justa interpretação dessas passagens delicadas? Até os desenhos de Tom & Jerry e do Pica-Pau incorrem em especismo e violência gratuita.
Minha implicância com o PC não é só com o fato de ele ferir de morte o humor mas principalmente porque representa um insulto à inteligência. Uma das características mais notáveis da mente humana é a autoconsciência. Em algum grau, nós a compartilhamos com outros mamíferos. Experimentos mostraram que alguns (mas não todos) os chimpanzés, orangotangos, golfinhos e elefantes são capazes de reconhecer a própria imagem no espelho. Isso implica algum nível de autoconsciência corporal. Só que a humana vai bem mais longe. Não apenas somos capazes de perceber nosso corpo como ainda conseguimos projetá-lo mentalmente no passado ou no futuro dissociando-nos de alguns aspectos de nosso "eu" atual. É uma forma bastante sofisticada de autoconsciência, que responde por grande parte de nossas habilidades para resolver problemas e pela integralidade de nossas belas-artes e ciência.
E o PC é o novo fundamentalismo exegético. Ele postula uma espécie de presente eterno e presume que perdemos essa capacidade tão humana de nos lançarmos no passado carregando apenas a bagagem necessária. Exceto quando alertados por uma nota explicativa, não saberíamos mais perceber que valores e ideias podem mudar com a passagem do tempo nem produzir juízos morais consonantes com o "Zeitgeist" (espírito da época).
Como sempre gosto de culpar a religião por alguma coisa, diria que aprendemos esse mau hábito com certas igrejas as quais, contrariando todas as evidências, proclamam a imutabilidade da moral.
Para não encerrar mais uma coluna falando mal do papa, entretanto, voltemos ao cérebro. O que as novas pesquisas nesse campo indicam é que a consciência não passa de um efeito colateral. Isso mesmo, o "eu" que acreditamos existir dentro de nós e em vista do qual vivemos nossas vidas é, segundo o modelo do neurocientista Michael Gazzaniga, um subproduto de diversos módulos cerebrais ligados em rede analisados pelo que ele chama de "intérprete", estruturas localizadas no hemisfério esquerdo responsáveis por essa sensação de todo unitário. O intérprete é o cérebro sabichão. É ele que busca desesperadamente dar um sentido a todas as nossas experiências, memórias e fragmentos de informação. Quando a história não fecha, pior para a verossimilhança: o intérprete não hesita em criar desculpas esfarrapadas e explicações que beiram o "nonsense".
Não é uma origem muito nobre para o conceito de consciência, que tanto ocupou e encantou os filósofos, mas explica muito dos anos-luz neurológicos que nos separam os cérebros humanos dos de nossos parentes mais próximos.
Hélio Schwartsman, 44 anos, é articulista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha.com.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Prazo para pedir correção invertida do Enem termina nesta sexta-feira

Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Sistema ficará no ar até as 23h59.
Cabeçalhos do cartão-resposta do primeiro dia estavam trocados.
Os pedidos de correção invertida do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem ser feitos pelo site do Enem até as 23h59 desta sexta-feira (19).
No primeiro dia de provas, em 6 de novembro, os enunciados das áreas de conhecimentos estavam invertidos na comparação com o caderno de questões. Alguns alunos seguiram os enunciados e preencheram o gabarito de forma invertida, sem levar em conta a ordem numérica.
Cai liminar que garantia Enem a quem se sentiu prejudicado por falhasTire suas dúvidas sobre o novo EnemPara pedir a correção invertida, o estudante terá de informar o CPF e a senha cadastrada na inscrição. Após pedir a correção, não será possível cancelar a solicitação.
Em nota, o MEC ressalta que o requerimento é exclusivo para pedir a correção de acordo com o cabeçalho do cartão-resposta. Outros problemas que os alunos tiveram não serão tratados neste espaço.
O ministério também anunciou que aplicará um novo exame aos estudantes que foram prejudicados pelos erros de impressão da prova amarela e tiveram o problema registrado em ata. Eles serão convocados pelo MEC. A data do novo exame ainda não foi definida.
fonte: http://g1.globo.com

'Problemas não afetaram alunos'

Clipping Educacional - Folha de S.Paulo
A Secretaria de Estado da Educação confirmou que, em 18 escolas estaduais, as folhas de resposta vieram com números de identificação do aluno diferentes dos do caderno de perguntas. O fato não prejudicou os estudantes, afirmou o órgão.
Provão escolar de SP tem série de falhas
Os aplicadores de prova foram orientados a verificar a correspondência entre os números e, nos casos de erro, a retificação podia ser feita no próprio gabarito. A correção dos alunos será considerada.
O órgão disse que não poderia responder o que aconteceu nas escolas citadas, pois ainda precisa investigar as denúncias. Mas a direção da escola Dr. João Ernesto Faggin negou que os professores da própria escola tenham ficado nas salas. A secretaria disse que as denúncias enviadas, se comprovadas, poderão anular o resultado. A Vunesp, responsável pelas provas, diz que não houve registro de ocorrência de quebra de segurança.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

Provão escolar de SP tem série de falhas

Clipping Educacional - Folha de S.Paulo
O Saresp, prova do governo do Estado de SP que avaliou cerca de 2,5 milhões de estudantes ontem e anteontem, teve uma série de falhas. Além de mapear dificuldades dos alunos, o exame ajuda a determinar o bônus recebido pelos professores.

'Problemas não afetaram alunos'
Há relatos de gabaritos trocados, provas faltando, uso de celular durante a aplicação do teste e até de professores da própria escola dentro da sala, o que é proibido.
A Secretaria de Estado da Educação confirma parte das falhas, como o recebimento pelos estudantes de gabaritos que não correspondiam às provas, mas diz que ninguém foi prejudicado porque o problema foi resolvido a tempo.
A prova é aplicada para estudantes do 3º, 5º, 7º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.
Além dos alunos da rede estadual, fazem a prova estudantes de escolas municipais e particulares que quiserem testar seu desempenho.

Ajuda
Na escola Dr. João Ernesto Faggin, em Cidade Ademar (zona sul), estudantes e um professor contam que docentes aplicaram provas para suas próprias turmas, o que não é permitido --salvo exceções para escolas isoladas, o que não é o caso. O professor disse à reportagem que testemunhou colegas ajudando os estudantes nas questões. A direção da escola nega.
A reportagem obteve vários relatos de uso do celular durante a prova. Problemas nos gabaritos são os relatos mais comuns. No interior de SP, em ao menos 18 escolas, alunos receberam gabaritos com uma numeração diferente da que havia no caderno de perguntas. Estudantes temem que o erro faça com que respostas corretas sejam consideradas erradas, já que a prova pode ser de um tipo diferente do gabarito.
Foram aplicados 26 tipos diferentes de prova. Estudantes temem que o erro faça com que respostas corretas sejam consideradas erradas.

Folhas de resposta
Na escola Thomazia Montoro (zona oeste), um aplicador relata que, em algumas das salas do exame, não havia provas e folhas de resposta para todos.
Ele diz que a falta pôde ser suprida por cadernos extras. Porém, ao menos um aluno demorou para conseguir começar a prova, pois o material foi trazido de outra sala.
Afirma ainda que os aplicadores não conseguiam colar os lacres dos envelope que guardavam os gabaritos preenchidos. Com isso, em tese, o diretor ou professor da escola, se quisesse, poderia abrir o envelope e alterar as provas.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

Racismo e Discriminação Racial: Consciência negra o ano todo

Apesar de novembro ser considerado o mês da consciência negra, as relações raciais e o respeito à diversidade devem ser trabalhados em sala de aula diariamente, em todos os meses do ano.
Tenho relutado muito em desenvolver algumas considerações sobre este tema, não por não ter nada a dizer mas, ao contrário, porque temo que o que tenho a dizer irá contrariar convicções arraigadas em um grande número de amigos militantes dos diversos movimentos de afirmação da negritude, gente de qualidade que, com a melhor das boas intenções encara, a meu ver, de uma maneira racista a questão da discriminação racial.
E decidi fazer isto a propósito de uma estatística divulgada através de um artigo escrito pelo professor de geografia Emanuel Vital que será publicado, nos próximos dias, no Portal do Sertão . O autor se declara membro do grupo de consciência negra “Quilombo do Rosário”, de Oeiras-PI.
As estatísticas referidas separam os brasileiros em negros e brancos (além de pardos, mulatos e sei lá o que mais).O autor se detém apenas nos dois primeiros. E as estatísticas concluem que os brancos são mais abastados economicamente, melhor educados, tem maior expectativa de vida e por aí vai.
Não contesto as estatísticas, nem o articulista. O que contesto são os critérios racistas que nortearam a pesquisa. Quem faz as perguntas predispõe as respostas.
Também não contesto a evidência de que a polícia, por exemplo, suspeita sempre dos negros antes dos brancos. Mas isto se chama discriminação racial. E não é com racismo que ela se combate, bem ao contrário,
Ninguém é bobo. Não se trata de dizer que a pele das pessoas não varia de coloração. Também não se trata de negar a História, e o professor-articulista muito bem destaca que os negros no Brasil são, na sua absoluta maioria, descendentes de escravos. Que seus avós, bisavós e tataravós foram explorados, humilhados, espancados e chicoteados, apartados da própria cultura e privados de educação e de liberdade. Nada disto se pretende negar.
Dizem que a escravidão é uma mancha na nossa história. Que dela devemos nos envergonhar. Mas da história não se deve esperar lições de moral.
Falando sobre a História Lenine, a quem não está muito em moda citar, dizia que ela “não serve nem para rir, nem para chorar, mas para compreender”. Então a escravidão deve ser profundamente estudada e não hipocritamente lamentada. Quanto ao racismo, ele se perpetuará enquanto dividirem os homens em brancos e negros, arianos e judeus, judeus e árabes, seja por que próposito for, de valorizar ou detratar uma raça ou religião em relação às outras. Enquanto a Humanidade não for encarada como uma só, presente em cada um de nós, teremos de concordar com Engels, outro banido dos manuais de citações em voga. Para ele vivemos ainda a “Pré-História da Humanidade”.
fonte: http://www.overmundo.com.br



Alunos de escola top de São Paulo protestam e boicotam prova do Saresp

LAURA CAPRIGLIONE
Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
Os 200 alunos, 100% dos matriculados no 3º ano do ensino médio da Escola Técnica Estadual de São Paulo, Etesp, considerada a melhor escola estadual paulista, boicotaram ontem (17) a prova do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar).
Os estudantes fizeram uma manifestação em frente à escola, pedindo para ser atendidos pela diretoria --o que não aconteceu até o final do protesto, às 12h.
O boicote foi organizado pelo grêmio estudantil. Segundo o estudante Daniel, 16, os alunos da Etesp, no Bom Retiro (centro de SP), não são contra às avaliações periódicas. "Mas isso tem de ser acompanhado por melhorias efetivas na educação. Do jeito que está, é só uma prova sem função alguma."
A expectativa do Estado é que, nos dois dias de prova (termina hoje), 2,5 milhões de estudantes de escolas estaduais, municipais, particulares e técnicas participem da avaliação do governo. Desses, 1,7 milhão são da rede estadual de ensino.
Segundo a Secretaria da Educação, é com base nos resultados das provas que são traçadas "políticas públicas de aprimoramento da educação oferecida aos quase cinco milhões de estudantes das escolas públicas paulistas".
Bruno, 16, acredita que o Saresp "visa apenas a dar uma satisfação à opinião pública, descontente com os resultados pífios da educação pública paulista".
"É um "me engana que eu gosto". Eles fazem o Saresp ao mesmo tempo em que entregam livros didáticos que mostram o continente americano com dois Paraguais. Isso é sério?", pergunta o estudante (refere-se ao episódio ocorrido em 2009, quando a Secretaria Estadual da Educação distribuiu livro de geografia com mapa errado da América do Sul).
A Etesp é a 116ª melhor escola do país, de acordo com o último ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), e a mais bem colocada dentre todas as estaduais paulistas. O ingresso se dá por vestibulinho.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Escolas de SP registram problemas com gabarito das provas do Saresp

Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
Pelo menos 18 escolas do interior de São Paulo tiveram problemas na prova de ontem do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de SP). Segundo relatos de diretores da rede, alunos receberam gabaritos com uma numeração diferente da que havia no caderno de perguntas.
O erro pode fazer com que respostas corretas dos alunos sejam consideradas erradas, já que a prova pode ser de um tipo diferente do gabarito. Foram aplicados 26 tipos diferentes de avaliações.
A Secretaria Estadual de Educação afirma que o problema não afetou os alunos, pois foi percebido a tempo.
Com isso, os estudantes teriam sido orientados a escrever em um espaço em branco no gabarito, reservado para isso, a numeração correta da prova que fizeram.
Os diretores também puderam imprimir novos gabaritos, sem numeração, pelo sistema da secretaria. E orientaram os alunos a anotar no espaço em branco o número correto da prova.
A expectativa do Estado é que, nos dois dias de prova (ontem e hoje), 2,5 milhões de estudantes de escolas estaduais, municipais, particulares e técnicas participem da avaliação do governo. Desses, 1,7 milhão são da rede estadual de ensino.
Segundo a Secretaria da Educação, é com base nos resultados das provas que são traçadas "políticas públicas de aprimoramento da educação oferecida aos quase cinco milhões de estudantes das escolas públicas paulistas".
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

TJ-SP proíbe livro com conteúdo sexual em escolas públicas

Clipping Educacional - Redação Terra
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) proibiu, em decisão liminar, nova distribuição de exemplares do livro Cem melhores contos brasileiros do século a alunos da rede pública de ensino. Segundo a decisão, divulgada nesta quinta-feira, há contos no livro que evidenciam "elevado conteúdo sexual, com descrições de atos obscenos, erotismo e referências a incestos".
De acordo com a liminar, os textos contestados são impróprios para estudantes que têm entre 11 e 17 anos, "sem desmerecer, em hipótese alguma, a qualidade técnica e literária das obras".
Com relação aos livros já distribuídos aos alunos, a Justiça entendeu que o eventual desrespeito à dignidade das crianças e adolescentes já teria se consolidado e, portanto, seria ineficaz o recolhimento das obras.
A liminar proíbe a Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo a distribuir, a qualquer aluno, exemplares do livro até o julgamento definitivo da ação. A secretaria deve providenciar o recolhimento dos exemplares que, eventualmente, ainda estejam em poder das escolas, ou seja, que ainda estejam aguardando distribuição.
Em caso de descumprimento, foi fixada a multa no valor de R$ 200 por cada exemplar da obra que venha a ser distribuído.
Fonte: http://noticias.terra.com.br

Comunicado SE de 12/11/2010

Sobre os casos conduzidos ao conhecimento desta Secretaria, decorrentes de procedimentos que prejudiquem a lisura do processo de avaliação - SARESP
Aos Dirigentes Regionais, Supervisores de Ensino e Diretores de Escola
O Secretário da Educação, tendo em vista a aplicação de provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – SARESP, nos dias 17 e 18/11/2010, e considerando a relevância desse Sistema para a melhoria do ensino, comunica que os casos conduzidos oficialmente ao conhecimento desta Secretaria, decorrentes de procedimentos que prejudiquem a lisura do processo de avaliação, poderão conduzir à suspensão e/ou anulação dos resultados, até mesmo, implicações que levem à desclassificação de elegibilidade à bonificação por desempenho dos integrantes da equipe escolar.
Para tanto, reafirma a necessidade de rigorosa observância das disposições legais constantes nas resoluções do SARESP e dos procedimentos definidos nos instrumentos de orientação, de aplicação e de controle elaborados para a avaliação, de modo que situações de irregularidades não ocorram no transcurso do processo de avaliação.
No caso de eventuais fraudes, as denúncias e reclamações, devidamente fundamentadas, deverão ser encaminhadas à Ouvidoria da Pasta da Educação, diretamente ou por intermédio da Central de Atendimento da SEE , por meio do endereço eletrônico infoeducação@educacao.sp.gov.br no prazo de até 5 dias a contar do último dia de realização de provas.
Comissão Especial, a ser designada pelo Gabinete SE, analisará as denúncias e reclamações endereçadas a esta Secretaria e proporá as medidas cabíveis a cada caso.
Finalizando, conclama a todos os educadores e alunos à participação no SARESP 2010 de forma a primar pela credibilidade de seus resultados.
Fonte: HTTP://www.imesp.com.br

TRF derruba liminar que determinava nova prova do Enem

Clipping Educacional - Agência Brasil
O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, Luís Alberto Gurgel de Faria, derrubou na noite desta quinta-feira a liminar que determinava que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fosse reaplicado a todos os estudantes que se sentissem prejudicados pelas falhas na aplicação da prova.
A liminar havia sido expedida pela juíza federal Karla Maia, da 7ª Vara do Ceará, e assegurava a realização de uma nova prova a todos os estudantes que atingidos pelos erros de impressão do caderno amarelo ou pela inversão dos cabeçalhos nos cartões de resposta do exame.
Na decisão, o presidente do TRF disse que a alteração do cronograma fixado pelo Ministério da Educação implica em atraso na conclusão do Enem, o que prejudica a utilização das notas pelas instituições de ensino.
Segundo o magitrado, as decisões anteriores trazem "insegurança jurídica para milhões de jovens atônitos (e suas famílias) à espera da definição das respectivas situações escolares".
Fonte: http://noticias.terra.com.br

Escolas em tempo integral irão de 10 mil para 15 mil em 2011

Clipping Educacional - iG São Paulo
Segundo anúncio feito pelo Ministério da Educação hoje o total de alunos atendidos passará de 2,2 milhões para 3 milhões
O Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira, 18, que vai ampliar no próximo ano a oferta de educação integral em escolas públicas da educação básica. O número passará das atuais 10 mil escolas e 2,2 milhões de estudantes para 15 mil unidades de ensino e três milhões de alunos.
De acordo com a diretora de educação integral, direitos humanos e cidadania da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), Jaqueline Moll, a ampliação da educação integral abrangerá escolas que aderiram ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDEa), estejam situadas em municípios com mais de 18 mil habitantes e que registraram baixos índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb) em 2009. No caso do Ideb, os índices são de até 3,8 pontos nos anos iniciais do ensino fundamental e 4,2 nos anos finais — a escala vai até dez pontos.
Para que o número de escolas e o de estudantes sejam alcançados em 2011, a Secad selecionou 1.499 municípios e 6.003 escolas com baixa avaliação no Ideb. O objetivo, explica Jaqueline, é ter 1.484 cidades no programa e atender cinco mil novas escolas. Se isso ocorrer, as metas de 15 mil escolas e três milhões de alunos serão alcançadas.
Recursos — O investimento do MEC no programa também vai aumentar dos atuais R$ 387 milhões para R$ 600 milhões em 2011. A transferência de recursos é feita pelo PDDE-Escola. O dinheiro entra na conta da escola em cota única para uso na aquisição de material, custeio de atividades e pagamento de transporte e alimentação de monitores.
Em 2010, segundo Jaqueline, o Mais Educação habilitou dez mil escolas, das quais 9.120 receberam recursos. As restantes precisam prestar contas da aplicação do dinheiro transferido em 2009 para ter direito à parcela deste ano. Em média, cada escola recebe R$ 37 mil para aplicar nos dez meses letivos.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Avaliação paulista também tem problemas com gabaritos

Clipping Educacional - iG São Paulo
Folha de respostas do Saresp da diretoria regional de Assis não correspondiam a numeração do caderno de pergunta
A Diretoria Regional de Ensino de Assis detectou que o gabarito do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), prova externa paulista, foi entregue com gabarito que não correspondia à prova. O problema ocorreu menos de duas semanas depois dos cabeçalhos trocados na folha de respostas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que causam polêmica até agora.
De acordo com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a falha foi isolada e percebida pelos dirigentes antes de o teste ser entregue aos alunos. Para corrigir o problema, eles imprimiram folhas padrão de resposta e entregaram aos estudantes no lugar da original.
A assessoria de imprensa do órgão atribui o erro a Vunesp, empresa de processos seletivos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que foi responsável pela prova.
O Saresp foi aplicado nesta quarta e quinta a todos os estudantes dos terceiros, quintos, sétimos e nonos anos (antigas segundas, quartas, sextas e oitavas séries) do Ensino Fundamental e terceiros anos do Ensino Médio. Ao todo, 2,5 milhões de alunos fazem a prova nos sistemas público e particular do Estado.
fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

Provas do Saresp apresentam problemas em cartões-resposta

Clipping Educacional - Estadão.edu
Governo diz que alunos não foram prejudicados; maior avaliação do ensino em SP termina nesta quinta-feira
Provas aplicadas ontem pelo governo de São Paulo para avaliar o ensino fundamental e médio nas escolas públicas e particulares do Estado apresentaram problemas no cartão de respostas. Em alguns casos, a numeração do caderno de questões não correspondia à de seu respectivo gabarito. A secretaria da Educação diz que o erro não prejudicou os alunos, pois os aplicadores conseguiram imprimir um novo cartão de respostas antes do início dos exames. A falha foi noticiada com exclusividade pelo blog da coluna Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy.
Pelo menos duas delegacias de ensino seguiram a orientação do governo de imprimir novos cartões de resposta no site do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp). O espaço para o número de inscrição do aluno veio em branco e teve de ser preenchido manualmente. A Fundação Vunesp, responsável pela logística e aplicação da prova, não quis se manifestar.
Segundo o secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, uma possível falha na inserção dos gabaritos de cada um dos 26 tipos de provas do Saresp "já estava prevista", assim como "o antídoto" para o problema - a impressão de novos cartões de resposta, conforme orientava o manual do exame.
“Como a manipulação e a inserção do gabarito, em cada tipo de prova, é feita manualmente, era previsto que ocorresse alguma falha e, para tanto, já havia uma solução prevista”, disse Paulo Renato. "Caso detectasse uma falha, o coordenador deveria entrar no site, imprimir o gabarito correto, substituir a folha errada e corrigir o problema. Isso ocorreu, e nenhum aluno foi prejudicado por causa desse problema."

Saresp
Maior avaliação do ensino fundamental e médio do Estado de São Paulo, o Saresp começou ontem e termina nesta quinta-feira, 18. Os resultados do exame são utilizados como indicadores de desempenho utilizados para cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp). Cada nível de ensino e escola recebe um índice, a partir dos quais se definem metas para o ano seguinte. Com esses indicadores, as prefeituras podem estabelecer programas de incentivo à melhoria da qualidade de suas escolas pautados nos resultados de desempenho dos alunos, como o programa de bônus por resultados, do governo estadual.
Ontem, a Vunesp aplicou as provas em 8.886 escolas, envolvendo aproximadamente 78.270 turmas. Todos os alunos – do 3º ao 9 º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio – fizeram testes de língua portuguesa. Os do 5º ano do fundamental tiveram exame de redação, e os alunos dos 7º e 9º anos do fundamental e da 3ª série do médio também fizeram provas de matemática.
Nesta quinta-feira, alunos da 3ª série do ensino médio fazem redação e prova de Ciências da Natureza (biologia, física e química). Também será aplicada a prova de questões abertas de matemática destinada a uma amostra de alunos dos 5º, 7º, 9º anos do ensino fundamental e da 3ª série do médio.
Todas as 5.054 escolas estaduais que oferecem ensino regular nos anos/séries avaliados, além de 117 Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) administradas pelo Centro Paula Souza, 3.469 escolas municipais e 255 escolas particulares estão participando do exame.
fonte: http://www.estadao.com.br

Estado atrasa para marcar exame de professor

Carol Rocha
Clipping Educacional - do Agora
Candidato a uma vaga na rede de ensino estadual em 2011, o professor R., 30 anos, trata como "boato" a informação que o governo do Estado vai bancar os 13 exames exigidos no edital da seleção. Ao contrário do prometido pelo governador Alberto Goldman (PSDB) no fim de outubro, parte dos 12 mil interessados em uma das 10.083 vagas de PEB 2 (professor de ensino básico) não recebeu telefonema ou comunicado para agendar os exames.
"Rolou um boato de que o Estado pagaria os exames. Mas não recebi comunicado. Como já dou aula na rede municipal, consegui fazer a maioria [das consultas] no Hospital do Servidor Público Municipal. Faltam apenas dois, que farei na rede particular e espero ser reembolsado", diz o docente.
No dia 30 de outubro, o governo do Estado informou que, a partir do último dia 3, a rede Dasa, responsável pelo laboratório Lavoisier, entraria em contato com os docentes que estão no curso de formação para agendar os exames. O procedimento seria concluído em até dez dias.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Quase 2,5 milhões de alunos farão prova do Saresp 2010 este mês

Avaliação será aplicada pela Fundação Vunesp nos dias 17 e 18 de novembro para alunos de escolas estaduais, municipais e particulares que aderiram ao Saresp 2010;
Avaliação é o componente mais relevante do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo,
Quase 2,5 milhões de alunos de escolas estaduais, municipais e particulares participarão das provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) nos dias 17 e 18 de novembro. Mais uma vez, alunos de todas as 5.054 escolas estaduais que oferecem ensino regular nos anos/séries avaliados participam do Saresp, assim como estudantes de 117 escolas técnicas estaduais administradas pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza e vinculadas à Secretaria Estadual de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Assim como em 2009, o Governo do Estado de São Paulo vai custear a aplicação da avaliação para 3.469 escolas de 561 municípios que aderiram ao exame este ano. Ainda, 255 escolas particulares, voluntariamente, mostraram interesse em juntar-se à iniciativa da Secretaria de Estado da Educação. A adesão por parte das redes municipais de ensino atesta a credibilidade do sistema de avaliação do governo estadual.
“O intuito é oferecer aos municípios um parâmetro de qualidade que permita diagnosticar a situação de suas escolas, acompanhar a evolução da qualidade de ensino ao longo dos anos e desenvolver políticas públicas voltadas para a melhoria da aprendizagem dos alunos. Assim, construímos, juntos, Estado e municípios, uma educação cada vez mais sólida e eficaz”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
A ação conjunta entre Estado e municípios também se consolida com os resultados do Saresp, pois este se converte no indicador de desempenho utilizado para cálculo do IDESP – Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo. No IDESP, são explicitados índices para cada um dos níveis de ensino, por escola, a partir dos quais se definem as metas para o ano seguinte. Cada secretaria municipal pode, contudo, utilizar os dados fornecidos para criar indicadores e estipular metas conforme seus próprios critérios.
O Idesp é calculado a partir dos indicadores de desempenho e de fluxo. O indicador de desempenho é medido por meio da proporção dos alunos em cada nível de proficiência, medida pelo Saresp. O indicador de fluxo é medido pela taxa de aprovação média de cada ciclo. A partir destes indicadores, os gestores municipais podem estabelecer programas de incentivo à melhoria da qualidade de suas escolas pautados nos resultados de desempenho dos alunos, como o Bônus por Resultados, implementado pelo Governo do Estado. Cabe às gestões municipais locais a decisão de divulgar os resultados do Saresp e do Idesp de suas escolas.

Novidade
A principal novidade do Saresp este ano é o modelo de logística, pela primeira vez sob responsabilidade da Vunesp - Organizadora de Concursos Públicos e Vestibulares da UNESP, Universidade Estadual de São Paulo. De acordo com o professor Edwin Avolio, diretor de desenvolvimento e planejamento da entidade, a Vunesp está pronta para coordenar a logística do Sistema de Avaliação 2010. “Passamos as edições anteriores do Saresp nos preparando para assumir devidamente a responsabilidade pelo exame. Hoje, a Vunesp está estruturada e totalmente empenhada em dar total suporte na aplicação das provas”, diz. Para o secretário Paulo Renato Souza, a participação da entidade no Saresp traz, sobretudo, credibilidade. “A Vunesp nos passa confiança e tranquilidade de que não teremos dificuldades logísticas”, afirma.

Prova
A prova que será realizada nos dias 17 e 18 de novembro é voltada a estudantes dos 3º, 5º, 7º e 9º anos/2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio da rede estadual, além de alunos de escolas municipais e particulares que aderiram à avaliação. O objetivo é aferir o domínio das competências e habilidades básicas em língua portuguesa e matemática previstas para o término de cada ano/série. Também serão aplicadas avaliações de ciências para alunos dos 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e ciências da natureza (física, química e biologia) para os alunos da 3ª série do Ensino Médio da rede estadual.
Para o 3º ano do Ensino Fundamental, as questões de língua portuguesa e matemática serão predominantemente abertas. Para os 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e para a 3ª série do Ensino Médio, as questões para cada disciplina avaliada serão de múltipla escolha, sendo que para língua portuguesa haverá também uma proposta de redação. O tema da redação para o 5º ano será um relato de experiência pessoal. Para o 7º ano será uma carta pessoal e para o 9º ano e a 3ª série do Ensino Médio, um artigo de opinião.
Serão aplicados diferentes tipos de cadernos de prova para cada um dos anos/séries e respectivas disciplinas. Serão 26 cadernos de provas diferentes, constituídos de questões de múltipla escolha que avaliam competências, habilidades e conteúdos nas áreas avaliadas, conforme especificações das Matrizes de Referência para a Avaliação.
Para a rede estadual, haverá também a aplicação de prova com questões abertas de matemática, destinada a uma amostra de alunos dos 5º, 7º, 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio. As provas serão realizadas nos três períodos (manhã, tarde e noite), no horário de início regular das aulas, com tempo de duração de 3h00. Para alunos com baixa ou nenhuma visão serão impressas provas em braile e ampliadas.

Capacitação
Os educadores das redes de ensino envolvidos na aplicação do Saresp passaram por um processo de capacitação, realizado nos níveis central, regional e local, por meio de ações presenciais e videoconferências. Além disso, serão fornecidos manuais com orientações a respeito dos procedimentos padronizados adotados em cada etapa do Saresp e material audiovisual que demonstra os procedimentos necessários para a aplicação das provas. No caso do 3° ano do Ensino Fundamental, além da orientação para a aplicação, também são desenvolvidas ações para orientar a correção das provas, dadas suas características diferenciadas.
Além de realizar a avaliação nos dias 17 e 18 de novembro, cada aluno e pais responderam em casa o questionário que coleta informações sobre perfil socioeconômico das famílias, percepções sobre os professores e a escola, entre outras variáveis. Por outro lado, os professores das disciplinas avaliadas, diretores e professores coordenadores da rede estadual responderam questionários aplicados on-line com o objetivo de traçar o perfil, aspectos da gestão escolar e da prática pedagógica desses educadores. A participação foi de 116.276 educadores, correspondendo a 94% do total. A finalidade de coletar e analisar os dados e/ou informações dos questionários é avaliar os fatores associados à aprendizagem para, assim, identificar o que faz diferença para a melhoria da educação.
Fonte: http://www.educacao.sp.gov.br