quarta-feira, 30 de junho de 2010

Profissionais da educação serão vacinados contra a nova gripe em SP

Clipping Educacionanl - Do G1 SP
Doses já estão disponíveis nos postos de saúde. Imunização será feita até 16 de julho.
Começa nesta quarta-feira (30) a vacinação contra a nova gripe para um novo grupo: professores e demais profissionais que atuam em escolas públicas e particulares de todo o estado de São Paulo. As doses já estão disponíveis nos postos de saúde do estado.
Terão acesso à vacina cerca de 500 mil profissionais a partir de 40 anos de idade que atuam em estabelecimentos dos ensinos fundamental e médio. Esta faixa etária não estava contemplada entre os grupos prioritários da campanha de vacinação.

Último dia
Nesta quarta-feira (30) termina a campanha de vacinação contra a nova gripe em todo o estado. Apenas crianças saudáveis de 6 meses a 4 anos e 11 meses e aquelas até 8 anos de idade com doenças crônicas, que aguardam para tomar a segunda dose da vacina, poderão ser vacinadas.
As crianças devem receber a segunda dose para ficarem imunes contra a nova gripe. A orientação da Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo é para que as crianças tomem logo a segunda dose, pois o frio mais rigoroso deve começar em julho.

Números
Na capital, 5.902.701 pessoas receberam a vacina contra a gripe A (H1N1) até o dia 26 de junho. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, a cobertura vacinal na cidade superou a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que era vacinar 80% da população de cada grupo de risco. Foram contabilizados na capital 13 casos da nova gripe e nenhum óbito registrado até o dia 29 de junho.
Desde o dia 8 de março, quando a campanha foi iniciada, até o último dia 24 de junho, foram imunizados 20.008.481 paulistas, o que representa 47,5% de toda a população estimada para o estado segundo a Fundação Seade. A proporção de vacinados é maior do que a média nacional e também supera a de países como os Estados Unidos.
fonte: http://g1.globo.com

Apostilas e planos de aulas melhoram notas, aponta pesquisa divulgada nesta terça em SP

Clipping Educacional - O Globo
SÃO PAULO - O uso de material didático estruturado, como apostilas e planos de aulas, aumentou as notas de alunos em matemática e língua portuguesa na Prova Brasil do Ministério da Educação, que mede o desempenho dos estudantes nas escolas públicas, no estado de São Paulo. O crescimento de cinco pontos foi verificado nos alunos de 4ª série, segundo pesquisa da Fundação Lemann. Para Paula Louzano, autora do levantamento e consultora da fundação, a melhora é expressiva.
- Cinco pontos na escala da Prova Brasil representam quase meio ano escolar - explica.
Sistemas estruturados de ensino já trazem um plano de aula a ser seguido, com o conteúdo a ser dado em sala. Quando a escola opta por usar livros didáticos, é o próprio professor quem elabora as aulas. Atualmente, 46% dos municípios paulistas usam materiais didáticos estruturados, para 1,2 milhão de alunos. A pesquisa foi feita comparando os resultados da Prova Brasil de 2005 e 2007, e revelou ainda que quando os professores têm um sistema estruturado à disposição também aprendem matérias que não sabiam direito. Os docentes passam ainda a não deixar de dar certos conteúdos em sala de aula e obtêm orientações mais claras de como planejar as aulas.
fonte: http://oglobo.globo.com

Qualidade no ensino

GUIOMAR NAMO DE MELLO
Clipping Educacional - O Globo
Permeia o imaginário pedagógico brasileiro a visão do ensino como um processo de criatividade perpétua no qual o professor inventa e reinventa tudo de novo, todo dia. Essa visão ignora que o ensino, embora seja uma prática sujeita ao "toque" pessoal, como toda prática, tem um lado estruturante: precisa ser organizado no tempo e no espaço; o professor precisa saber o que ensinar (conteúdos); quando (ano escolar, série ou período); como ensinar (conjunto de saberes e fazeres que envolvem métodos e orientações para organizar a aula) e com que ritmo (ordenação e cadência).
Para quem domina bem o conteúdo e a forma de ensiná-lo, a estruturação será um roteiro básico a ser adotado de modo flexível. Para o inexperiente ou que não sabe ensinar porque não aprendeu, a estruturação é a salvação de seus alunos: ajuda o professor a cumprir um roteiro de ações e procedimentos que propiciam aprendizagem aos alunos que estão na escola hoje, e facilita que ele acumule experiência e conhecimentos práticos, para ser mais criativo no futuro.
No Brasil o lado estruturante do ensino é ainda mais importante. Grande parte dos professores chega à sala de aula sem dominar o conteúdo e os métodos de ensino. Esse professor enfrenta um desafio complexo, que é fazer aprender as crianças que vêm de um universo alheio à cultura escolar. Ele precisa de apoio contínuo para não acumular frustrações de fracasso diante da tarefa. E esse apoio precisa ser prestado já, porque os alunos de hoje não podem esperar. Esse é o sentido pleno da educação de qualidade para todos: para todos os que já estão na escola.
Sistemas estruturados de ensino são também chamados de materiais curriculares, porque na verdade é isso que são: um currículo em ação, organizado de tal forma que pode ser colocado em prática na escola agora. Neles, os conteúdos e os fazeres do ensino estão estruturados com começo, meio e encerramento para cada etapa, que pode ser uma aula, uma unidade ou um ano inteiro.
O estudo da Fundação Lemann oferece evidências para corroborar essa verdade óbvia, mas difícil de ser aceita: os alunos aprendem mais nas localidades que adotam os sistemas estruturados de ensino, porque a escola e o professor contam com recursos didáticos e assistência pedagógica que lhes dão apoio no dia a dia para definir o que, o quando, e o como ensinar e cadenciar o desenvolvimento do ensino. Não é preciso ser um grande especialista para entender que esse ordenamento do ambiente escolar é mais produtivo do que a cacofonia curricular que ainda hoje impera em muitas das nossas escolas públicas.
GUIOMAR NAMO DE MELLO é integrante do Conselho Nacional de Educação e diretora-executiva da Fundação Victor Civita.
fonte: http://oglobo.globo.com

terça-feira, 29 de junho de 2010

Apostila melhora nota de aluno em SP

Clipping Educacional - Folha de S.Paulo
Alunos de escolas públicas municipais de São Paulo que usam apostilas de sistemas de ensino estatais ou privados se saem melhor que os demais na Prova Brasil (exame aplicado pelo governo federal para avaliar a educação básica).
Esta é a conclusão de um estudo baseado no exame de 2007 que será apresentado hoje no seminário Sala de Aula Estruturada, organizado pela Fundação Lemann.
O uso de material elaborado por sistemas de ensino tem crescido em São Paulo, e hoje 46% dos municípios do Estado utilizam o material.
A Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado trabalham com material próprio.
A estudante Tamires Chacon, 15 anos, do colégio municipal Guilherme de Almeida (zona norte de SP), gosta dos cadernos de apoio. "Facilitou bastante o estudo. Está tudo em um lugar só", diz.
A principal diferença entre o uso do livro e de um sistema de apostilas é que, no segundo caso, o material didático já vem estruturado, com a indicação de conteúdos a serem dados aula por aula.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

Governo do Estado entrega livros dos projetos “Sala de Leitura”, “Apoio ao Saber” e “Leituras do Professor”

Clipping Educacional - Da Educação
Cerimônia aconteceu nesta segunda-feira (28/06), na sede da Secretaria;
São 12,9 milhões de exemplares, que chegarão às escolas no segundo semestre e representam um investimento de R$ 85,5 milhões;
Pela primeira vez, professores ganharão livros para levar para casa
Nesta segunda-feira (28/06), no Teatro Fernando de Azevedo, na sede da Secretaria de Estado da Educação, o secretário Paulo Renato Souza fará a entrega dos livros que a partir de julho chegarão às escolas da rede estadual de Ensino Fundamental ciclo II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio por meio dos programas “Sala de Leitura”, “Apoio ao Saber” e “Leituras do Professor”. No total, são 12,9 milhões de livros, dos quais um milhão e meio reforçará o acervo das unidades e os demais serão doados para alunos e professores, que poderão levar os exemplares gratuitamente para casa. A aquisição desses livros representa um investimento de R$ 85,5 milhões.
“Com base em projetos como ‘Sala de Leitura', ‘Apoio ao Saber' e ‘Leituras do Professor', estabelecemos uma política educacional focada no estímulo à leitura, visto que é uma prática fundamental para formação de nossos alunos, pois estimula a capacidade crítica, amplia a visão de mundo e o autoconhecimento”, afirma o Secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
Destinado a alunos do ciclo II do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, o programa “Apoio ao Saber” prevê a distribuição de kits contendo três livros, sendo um do gênero poesia, um de teatro e uma narrativa. Cada aluno leva para casa um kit. O objetivo é que tanto os estudantes quanto seus familiares tenham acesso a obras literárias de qualidade, promovendo a valorização da leitura e o enriquecimento cultural das comunidades.
“São clássicos da literatura, da poesia e do teatro, que nossos alunos levam para casa para compartilhar com seus familiares. É um projeto importante para formação de leitores, que ultrapassa os limites das nossas escolas, tendo como agentes os próprios estudantes”, salienta Paulo Renato.
Para 2010, dentro do “Apoio ao Saber”, foram investidos R$ 56,1 milhões na aquisição de 10,6 milhões de exemplares, destinados a cerca de 3,5 milhões de alunos. A aquisição conta com 27 novos títulos, como “O Pagador de Promessas” (Dias Gomes), “Canto Geral” (Pablo Neruda), “O Quinze” (Rachel de Queiroz), “A Hora da Estrela” (Clarice Lispector) e “Eles Não Usam Black-Tie” (Gianfrancesco Guarnieri), além de coletâneas de poetas como Mário Quintana, Cecília Meirelles, Cora Coralina e Carlos Drummond de Andrade, entre outros.
Pela primeira vez, 243 mil professores da rede estadual também ganharão livros para levar para casa. São 729 mil exemplares, que compreendem um investimento de R$ 3,8 milhões dentro projeto “Leituras do Professor”. Assim como os estudantes, os docentes receberão um kit contendo três títulos, sendo um de poesia, um de teatro e um de narrativa. “Dessa forma, nossos professores terão acesso a obras relevantes, necessárias ao aprimoramento pessoal e ao exercício de suas funções”, observa o secretário. Ao todo serão distribuídos dez kits variados, num total de 30 diferentes títulos, dentre eles “O Grande Sertão: Veredas” (Guimarães Rosa), “Morte e Vida Severina” (João Cabral de Melo Neto), “O Pagador de Promessas” (Dias Gomes), “De Moto pela América do Sul” (diário de viagem de Ernesto Che Guevara), “Histórias Extraordinárias” (Edgar Allan Poe), “Farenheit 451” (Ray Douglas Bradbury), além de antologias poéticas de Vinicius de Moraes, Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade.
Já os acervos das 4,2 mil escolas de ciclo II do Ensino Fundamental e do Ensino Médio da rede estadual receberão reforço de 1,5 milhão de exemplares, uma média 420 novos títulos por unidade, o que representa um investimento de R$ 25,5 milhões dentro do projeto “Sala de Leitura”. Dentre os títulos, autores como Lygia Fagundes Telles, Patativa do Assaré, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Jorge Amado e Clarice Lispector. Há também clássicos da literatura estrangeira, como “Crônica de Uma Morte Anunciada”, do escritor colombiano Gabriel García Márquez, e “Ensaio Sobre a Cegueira”, do escritor português José Saramago. O acervo do “Sala de Leitura” inclui ainda títulos informativos de todas as áreas do currículo, assim como obras pedagógicas destinadas a consulta dos professores.
Durante o evento, haverá exposição dos títulos no saguão de entrada do teatro. Além dos livros, também serão expostos materiais de apoio pedagógico, dos programas “São Paulo Faz Escola”, “Ler e Escrever” e “Apoio à Continuidade dos Estudos”.

Critérios de Seleção
A seleção dos títulos é realizada por uma equipe técnica da Cenp (Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas), da Secretaria de Estado da Educação, baseada em critérios como o desenvolvimento do autoconhecimento, do senso estético, da sensibilidade social, da responsabilidade para com a democracia e do compromisso para com o patrimônio histórico, cultural e ambiental. Também são levadas em consideração a relevância da obra e a qualidade da edição. Os títulos devem dar suporte aos conteúdos da matriz curricular, com objetivo de elevar a qualidade do ensino público, bem como contribuir para a ampliação da cultura literária geral.
Criado em 2009, o programa “Sala de Leitura” oferece a alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos um ambiente com rico acervo de livros e periódicos para a prática da leitura e o desenvolvimento de atividades construídas especialmente para atender ao perfil e aos interesses dos alunos de cada escola.
São espaços que abrigam o acervo e a sala de leitura, coordenados por professores e abertos durante a semana nos três períodos (manhã, tarde e noite). Atualmente, existem 4.320 escolas com salas de leitura na rede estadual. Em 2009, 507 salas foram revitalizadas pelo programa. Para 2010, está prevista a revitalização de outras 900.
fonte: http://www.educacao.sp.gov.br/

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Rede estadual terá aula de espanhol

Adriana Ferraz
Clipping Educacional - do Agora
É lei. A partir de agosto, as escolas estaduais deverão oferecer o curso de espanhol aos alunos do 1º ano do ensino médio. Mas, apesar da proximidade da data, há muitas dúvidas sobre a implementação da disciplina na rede, que ainda não contratou professores.
Os horários das aulas também não foram definidos. Sabe-se apenas que elas devem ocorrer duas vezes por semana ou aos sábados.
A falta de informações é comum na maioria das escolas. Na última semana, a reportagem entrou em contato com 16 escolas estaduais da capital e apenas três souberam informar o procedimento adotado até agora.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

Há 10 anos ensino médio não atrai jovens

Clipping Educacional - Estado de S.Paulo
O atual crescimento no porcentual de jovens de 15 a 17 anos matriculados no ensino médio, que hoje está em 85%, esconde uma outra estatística preocupante: o número de jovens nessa faixa etária fora da escola permanece praticamente inalterado há dez anos, em torno de 18%.
"Avançamos porque está diminuindo a defasagem idade série. Temos menos jovens no ensino fundamental", afirma Ricardo Paes de Barros, autor do estudo Abandono e Evasão no ensino médio do Brasil. "Mas estamos perdendo a frente de batalha de atrair os jovens para a escola." A pesquisa de Paes de Barros usa dados a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
Para Wanda Engel, presidente do Instituto Unibanco, a falta de ações efetivas nessa fase da educação dos jovens deve levar o Brasil a perder competitividade no cenário mundial por falta de mão de obra qualificada. "Existe uma bomba relógio sendo montada para a educação brasileira e ela se chama ensino médio", alerta Wanda.
fonte: http://www.estadao.com.br

USP e Unicamp não usarão Enem em vestibulares em 2011

Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
Os vestibulares 2011 da Fuvest e da Unicamp não usarão o resultado do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como parte da nota. A informação é da reportagem de Fabiana Rewald e Patrícia Gomes, publicada na edição deste sábado da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo as instituições, a razão é que o exame será realizado muito tarde e atrasaria seus calendários. A prova do Enem será dia 6 e 7 de novembro. De acordo com a USP, para usar a nota do exame na prova objetiva seria preciso receber o resultado até a segunda quinzena de novembro.
No entanto, tanto a USP quanto a Unicamp não descartaram totalmente o uso da nota em um programa de inclusão.
A nota do Enem já não foi usada pelas instituições no ano passado, devido o adiamento do exame de outubro para novembro, após o vazamento da prova. Antes disso, o Enem era usado para compor 20% da nota da primeira fase, tanto na Fuvest como na Unicamp, caso o resultado do exame beneficiasse o vestibulando.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

sexta-feira, 25 de junho de 2010

DECRETO Nº 55.948, DE 24 DE JUNHO DE 2010 Dispõe sobre o funcionamento das repartições públicas estaduais

Dispõe sobre o funcionamento das repartições públicas estaduais nos dias dos jogos da Seleção Brasileira nas próximas fases da Copa do Mundo de Futebol de 2010 e dá providências correlatas ALBERTO GOLDMAN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e à vista do disposto no Decreto nº 55.848, de 24 de maio de 2010,
Decreta:
Artigo 1º - O expediente das repartições públicas estaduais nos dias dos jogos da Seleção Brasileira nas próximas fases da Copa do Mundo de Futebol de 2010, terá seu encerramento ou início fixado na seguinte conformidade:
I - nos dias em que os jogos se realizarem às 15:30hs, o expediente encerrar-se-á às 14:00hs;
II - nos dias em que os jogos se realizarem às 11:00hs, o expediente iniciar-se-á às 14:00hs.
Artigo 2º - Em decorrência do disposto no artigo 1º deste decreto, os servidores deverão compensar as horas não trabalhadas, à razão de 1 (uma) hora diária, observada a jornada de trabalho a que estiverem sujeitos.
§ 1º - Caberá a cada Secretário de Estado e Procurador Geral do Estado determinar a escala de compensação a ser feita de acordo com o interesse e a peculiaridade do serviço.
§ 2º - A não compensação das horas de trabalho acarretará os descontos pertinentes ou, se for o caso, falta ao serviço no dia sujeito à compensação.
Artigo 3º - As repartições públicas que prestam serviços essenciais e de interesse público, que tenham o funcionamento ininterrupto, terão expediente normal nos dias mencionados no artigo 1º deste decreto.
Artigo 4º - Caberá às autoridades competentes de cada Secretaria de Estado e da Procuradoria Geral do Estado fiscalizar o cumprimento das disposições deste decreto.
Artigo 5º - Os dirigentes das Autarquias Estaduais e das Fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público poderão adequar o disposto neste decreto às entidades que dirigem.
Artigo 6º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br

Resolução SE 53, de 24-6-2010 dispõem sobre a função gratificada de Professor Coordenador

Altera dispositivos da Resolução SE 88, de 19-12-2007, e da Resolução SE 21, de 17.2.2010, que dispõem sobre a função gratificada de Professor Coordenador
O Secretário da Educação, considerando a necessidade de assegurar, em todas as unidades escolares, o efetivo e adequado preenchimento do posto de trabalho de Professor Coordenador, respeitada a regionalidade, no âmbito de cada Diretoria de
Ensino, resolve:
Artigo 1º - Os dispositivos da Resolução SE 88, de 19-12- 2007, ficam alterados na seguinte conformidade:
I – o artigo 4º:
“Artigo 4º - São requisitos de habilitação para o docente exercer as atribuições de Professor Coordenador:
I – ser portador de diploma de licenciatura plena;
II – contar, no mínimo, com 3 anos de experiência docente na rede pública de ensino do Estado de São Paulo;
III – ser efetivo ou ocupante de função-atividade abrangido pelo § 2º, do artigo 2º, da Lei Complementar 1.010, de 1º/6/2007, na unidade escolar em que pretende ser Professor Coordenador;
§ 1º - A experiência docente, de que trata o inciso II deste artigo, deverá incluir, preferencialmente, docência nas séries/ anos do segmento/nível de ensino da Educação Básica referente ao posto de trabalho pretendido.
§ 2º - Na inexistência de candidato que atenda a qualquer um dos requisitos previstos no inciso III deste artigo, poderá ser designado, para o posto de trabalho de Professor Coordenador, docente efetivo ou docente ocupante de função-atividade abrangido pelo § 2º, do artigo 2º, da Lei Complementar 1.010/2007, de outra unidade escolar da mesma Diretoria de Ensino.
§ 3º - Poderá ser designado Professor Coordenador o docente efetivo que se encontre na condição de adido ou o docente ocupante de função-atividade abrangido pelo § 2º, do artigo 2º, da Lei Complementar 1.010/2007, mesmo que se encontre sem aulas atribuídas, cumprindo apenas horas de permanência na unidade escolar, desde que tenha sido aprovado no processo seletivo simplificado, previsto pela Lei Complementar 1.093, de 16.7.2009.
§ 4º - O docente efetivo ou docente ocupante de função atividade abrangido pelo § 2º do artigo 2º da Lei Complementar 1.010, de 1º/6/2007, que pretende ser Professor Coordenador da Oficina Pedagógica deverá estar classificado ou ter sede de controle de frequência em unidade escolar da mesma Diretoria de Ensino em que irá atuar.
§ 5º - Na inexistência de docente que atenda ao requisito previsto no parágrafo anterior, poderá ser designado, para o posto de trabalho de Professor Coordenador da Oficina Pedagógica, docente efetivo ou docente ocupante de função-atividade abrangido pelo § 2º do artigo 2º da L.C. 1.010/2007 que seja classificado, ou tenha sede de controle de frequência em unidade escolar de qualquer das Diretorias de Ensino pertencentes a mesma Coordenadoria de Ensino.” (NR)
II – o § 2º do artigo 6º:
“§ 2º - Cada credenciamento terá validade de 3 anos, contados da data de publicação dos resultados do respectivo processo, e só poderão participar os docentes da respectiva Diretoria de Ensino.” (NR)
III – o artigo 8º:
“Artigo 8º - O Professor Coordenador não poderá ser substituído e terá a designação cessada, em qualquer das seguintes situações:
I – A seu pedido, mediante solicitação por escrito;
II – Remoção para unidade escolar subordinada a outra Diretoria de Ensino;
III – A critério da administração, em decorrência de:
a) não corresponder às atribuições do posto de trabalho;
b) entrar em afastamento, a qualquer título, por período superior a 45 dias;
c) a unidade escolar deixar de comportar o posto de trabalho.
§ 1º - Na hipótese de o Professor Coordenador não corresponder às atribuições do posto de trabalho, a cessação da designação dar-se-á por decisão conjunta da direção da unidade escolar e do supervisor de ensino da escola ou por deliberação do Dirigente Regional de Ensino, no caso de designação junto à Oficina Pedagógica, devidamente justificada e registrada em ata.
§ 2º - O docente que tiver sua designação cessada somente poderá ser novamente designado Professor Coordenador após submeter-se a novo processo de credenciamento, com vigência posterior à data da referida cessação e para atuação a partir do ano letivo subsequente.
§ 3º - Exclui-se da obrigatoriedade de novo credenciamento o docente cuja designação tenha sido cessada na forma prevista na alínea “c” do inciso III deste artigo ou o docente com designação cessada em virtude da concessão de licença gestante, mantendo-se, em ambos os casos, os demais procedimentos necessários à nova designação, na conformidade do disposto nos incisos II, III e IV do artigo 5º desta resolução.” (NR)
Artigo 2º - O caput do artigo 3º da Resolução SE 21, de 17.2.2010, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Artigo 3º - Os docentes que se encontram designados nas Oficinas Pedagógicas das Diretorias de Ensino ou no posto de trabalho de Professor Coordenador e que não alcançaram os índices de pontuação fixados no artigo 2º da Resolução SE 91, de 8.12.2009, poderão permanecer designados até a divulgação dos resultados do processo de avaliação anual subsequente de que trata o inciso I do artigo 1º das Disposições Transitórias da Lei Complementar 1.093, de 16-07-2009.” (NR)
Artigo 3º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial a Resolução SE 10, de 31.1.2008.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br

quinta-feira, 24 de junho de 2010

'Enem dos professores' deve dar poucos frutos à educação

Por Nathalia Goulart
Clipping Educacional - Veja.com
A partir de 2011, o Ministério da Educação (MEC) aplicará anualmente o Exame Nacional de Ingresso na Carreira de Docente, que avaliará conhecimentos, competências e habilidades de professores interessados em trabalhar na rede pública de ensino fundamental. A prova já ganhou o apelido de "Enem dos professores", uma referência ao Exame Nacional do Ensino Médio, que mede o desempenho dos estudantes atualmente. Seu objetivo expresso é, em tese, escolher entre candidatos os melhores profissionais, promovendo assim o aprimoramento da educação no país.
VEJA.com conversou com docentes de importantes centros de formação de professores e especialistas em educação para avaliar o impacto do exame na qualidade do ensino. Eles afirmam que a medida anunciada pelo governo federal na semana passada é bem-vinda, mas deverá trazer poucos frutos para o sistema educacional brasileiro.
"É sempre bom dispor de mecanismos acurados de avaliação. Mas o problema da educação brasileira não é falta de avaliação", afirma Gustavo Ioschpe, economista e especialista na área. "Até acho que a educação brasileira é uma das mais bem avaliadas do mundo e dispõe de muitos instrumentos para isso", opina (leia entrevista com Ioschpe). Somente o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) aplica sete tipos de avaliação a alunos e docentes da educação básica e superior. "O problema é que os resultados dessas avaliações não se traduzem na mudança de políticas públicas", diz Ioschpe.
Remi Castioni, da Universidade de Brasília (UnB), também aposta que a prova terá pouco impacto na educação. "Exames não bastam. É preciso inverter a lógica e investir na formação de professores." Maria Márcia Malavasi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), concorda. "O que resolveria nosso problema é acompanhar as faculdades, exigir mais qualidade delas e dar condições para o estudante buscar uma boa formação como professor", acredita.
Quando sabatinadas, por sua vez, as universidades podem produzir resultados decepcionantes, como mostram dados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Em 2008, na avaliação da carreira de pedagogia, 234 instituições (quase 20% do número total) apresentaram desempenho insuficiente, obtendo nota 1 ou 2. Somente 32 cursos (ou 2,7%) alcançaram nota máxima, igual a 5.
Para Cristina Carvalho, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o novo exame tratá ao menos um sinal positivo: o sinal de alerta. "Em seguida, precisaremos saber o que fazer com os resultados da prova. Para obtermos melhores resultados, será preciso induzir as mudanças necessárias", justifica.
fonte: http://veja.abril.com.br

Só se aprende numa escola bem cuidada

Fernando José de Almeida
Clipping Educacional - Educar para Crescer
Manter o prédio limpo e organizado e a manutenção das instalações em dia é uma das ações pedagógicas que cabem ao gestor
A escola é um espaço, mas as paredes das salas, a quadra de esportes e os corredores são apenas o suporte para a aprendizagem de cada aluno e também para o trabalho de professores, funcionários, coordenadores e diretor. As dimensões dela se alteram conforme o papel de diretor-arquiteto desempenhado por aqueles que a gerem pedagogicamente.
Primeiro agente socializador da criança depois da família, a escola é o meio que a sociedade criou para dizer a ela "aqui temos um lugar para receber você!". A pessoa que a espera na porta deve estar pronta a lhe dar as boas-vindas. O portão e o muro bem pintados, os impecáveis corredores que levam do pátio até a sala, as paredes que exibem os trabalhos feitos em classe: tudo é a prova de que houve uma preparação para bem recebê-la. "Eu sou importante", ela pensa. E a segurança sobre essa sua importância é levada para a vida, e não apenas durante os anos de estudos.
Portanto, limpeza, ordem, boa sinalização, manutenção regular e cuidado com cada ambiente são agentes formais do espaço escolar que vão muito além da burocracia. Organizar um refeitório acolhedor e que permita a todos ganhar autonomia ao se servir e compartilhar a refeição com prazer, por exemplo, é um meio de demonstrar esse cuidado. Ações como essa fazem parte do processo pedagógico, pois ninguém aprende onde não há um clima de respeito e de segurança.
O desenho de maquetes educacionais como essa e a definição do uso que terão vêm de um bom escritório de arquitetura com sede nas ideias do gestor, assim como nas de toda a equipe e dos pais.
O papel desse diretor-arquiteto é também permitir que se estabeleçam dois conceitos espaciais relacionados à escola: o primeiro é que ela é um local do aluno - e da sociedade. Lembro-me de uma pesquisa feita por estudantes da 5ª série com pessoas que levavam os cachorros para passear. A garotada constatou que o ponto escolhido para que os animais fizessem suas necessidades era a calçada e os muros da escola pública do bairro. Por quê? "Porque era um local público", respondiam. Para elas, o que é público não é de ninguém. Por isso, é necessário criar a consciência de que a escola é pública porque é de todos!
Sendo assim, as grades, por exemplo, nem sempre são uma proteção, pois a população do entorno pode pensar: "Esta grade é para proteger a escola de quem, senão de nós que moramos aqui?" A melhor forma para fazer a comunidade se apropriar dela como um bem público é abrir suas portas. Escolas que têm familiares de alunos e moradores do entorno envolvidos são mais limpas, menos depredadas, mais alegres.
O segundo conceito é que o espaço escolar decresce com o tempo. No início de nossa vida, a escola nos parece imensa, quase fantasmagórica. Os corredores não têm fim. Os professores são enormes. O corpo, a voz, as manias e a sabedoria deles não têm tamanho! No entanto, quando voltamos lá, décadas depois, vemos que ela não era tão grande e sentimos certa decepção. Corredores estreitos, salas apertadas. Parece que até os professores encolheram!
Mudamos nós ou mudou ela? É função da escola fazer com que o tamanho dela pareça menor quando se alargam os horizontes do aluno em relação ao conhecimento das Ciências, da literatura, da História, da Geografia. Quando faz isso, ela leva o jovem a ter coragem de participar e de caminhar com suas pernas pelo amplo mundo que o cerca! Quanto mais cumpre sua missão de ampliar os espaços de participação, mais a escola se encolhe, pois o aluno cresce em capacidade de ver e criar horizontes espaciais mais ousados e próprios.
Fernando José de Almeida é filósofo, docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e vice-presidente da TV Cultura - Fundação Padre Anchieta.
fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br

Só se aprende numa escola bem cuidada

Fernando José de Almeida
Manter o prédio limpo e organizado e a manutenção das instalações em dia é uma das ações pedagógicas que cabem ao gestor
A escola é um espaço, mas as paredes das salas, a quadra de esportes e os corredores são apenas o suporte para a aprendizagem de cada aluno e também para o trabalho de professores, funcionários, coordenadores e diretor. As dimensões dela se alteram conforme o papel de diretor-arquiteto desempenhado por aqueles que a gerem pedagogicamente.
Primeiro agente socializador da criança depois da família, a escola é o meio que a sociedade criou para dizer a ela "aqui temos um lugar para receber você!". A pessoa que a espera na porta deve estar pronta a lhe dar as boas-vindas. O portão e o muro bem pintados, os impecáveis corredores que levam do pátio até a sala, as paredes que exibem os trabalhos feitos em classe: tudo é a prova de que houve uma preparação para bem recebê-la. "Eu sou importante", ela pensa. E a segurança sobre essa sua importância é levada para a vida, e não apenas durante os anos de estudos.
Portanto, limpeza, ordem, boa sinalização, manutenção regular e cuidado com cada ambiente são agentes formais do espaço escolar que vão muito além da burocracia. Organizar um refeitório acolhedor e que permita a todos ganhar autonomia ao se servir e compartilhar a refeição com prazer, por exemplo, é um meio de demonstrar esse cuidado. Ações como essa fazem parte do processo pedagógico, pois ninguém aprende onde não há um clima de respeito e de segurança.
O desenho de maquetes educacionais como essa e a definição do uso que terão vêm de um bom escritório de arquitetura com sede nas ideias do gestor, assim como nas de toda a equipe e dos pais.
O papel desse diretor-arquiteto é também permitir que se estabeleçam dois conceitos espaciais relacionados à escola: o primeiro é que ela é um local do aluno - e da sociedade. Lembro-me de uma pesquisa feita por estudantes da 5ª série com pessoas que levavam os cachorros para passear. A garotada constatou que o ponto escolhido para que os animais fizessem suas necessidades era a calçada e os muros da escola pública do bairro. Por quê? "Porque era um local público", respondiam. Para elas, o que é público não é de ninguém. Por isso, é necessário criar a consciência de que a escola é pública porque é de todos!
Sendo assim, as grades, por exemplo, nem sempre são uma proteção, pois a população do entorno pode pensar: "Esta grade é para proteger a escola de quem, senão de nós que moramos aqui?" A melhor forma para fazer a comunidade se apropriar dela como um bem público é abrir suas portas. Escolas que têm familiares de alunos e moradores do entorno envolvidos são mais limpas, menos depredadas, mais alegres.
O segundo conceito é que o espaço escolar decresce com o tempo. No início de nossa vida, a escola nos parece imensa, quase fantasmagórica. Os corredores não têm fim. Os professores são enormes. O corpo, a voz, as manias e a sabedoria deles não têm tamanho! No entanto, quando voltamos lá, décadas depois, vemos que ela não era tão grande e sentimos certa decepção. Corredores estreitos, salas apertadas. Parece que até os professores encolheram!
Mudamos nós ou mudou ela? É função da escola fazer com que o tamanho dela pareça menor quando se alargam os horizontes do aluno em relação ao conhecimento das Ciências, da literatura, da História, da Geografia. Quando faz isso, ela leva o jovem a ter coragem de participar e de caminhar com suas pernas pelo amplo mundo que o cerca! Quanto mais cumpre sua missão de ampliar os espaços de participação, mais a escola se encolhe, pois o aluno cresce em capacidade de ver e criar horizontes espaciais mais ousados e próprios.
Fernando José de Almeida é filósofo, docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e vice-presidente da TV Cultura - Fundação Padre Anchieta.
fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br

Inscrições para o concurso ‘Escola faz Samba' terminam no dia 30 de junho

Clipping Educacional - Da Educação
Com o tema “Leitura também dá samba”, a iniciativa tem o intuito de difundir a cultura afro-brasileira por meio da produção de sambas-enredo;
Podem participar alunos do 3º ano do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos da rede estadual de ensino das escolas que aderirem ao concurso
As escolas interessadas em participar do concurso “Escola faz Samba” têm até o dia 30 deste mês para efetuar suas inscrições por meio do site www.crmariocovas.sp.gov.br . Após o preenchimento, a ficha de adesão disponível no portal deve ser encaminhada para o e-mail cremariocovas@fde.sp.gov.br .
Fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação e a Afrobras – Faculdade Zumbi dos Palmares, o concurso tem o objetivo de difundir a cultura afro-brasileira em todas as suas expressões e possibilitar a interpretação coerente de diferentes tipos de leitura. O concurso prevê a produção da letra de um samba-enredo com o tema “Leitura também dá samba” por alunos do Ensino Médio e da EJA (Educação de Jovens e Adultos) da rede estadual de ensino.
A participação dos estudantes é condicionada à adesão das escolas da rede estadual na capital, na Grande São Paulo e no interior. Poderão participar alunos regularmente matriculados e frequentes no 3º ano do Ensino Médio e na EJA da rede estadual, da mesma unidade escolar, em grupos de cinco sob a coordenação de um professor-orientador. Alunos menores de 18 anos de idade precisarão de autorização dos pais ou responsáveis para ingressar no concurso.
Os estudantes participantes deverão realizar uma pesquisa com base no tema dentro de um dos seguintes focos: história da leitura; a importância da leitura para a vida; a leitura e seus diferentes suportes através dos tempos; e a leitura e a representação de seus códigos (linguagem verbal e não verbal).
A partir do roteiro elaborado com as informações obtidas durante a pesquisa, os alunos terão de criar a letra de um samba-enredo inédito, que deve compreender o resumo poético do tema “Leitura também dá samba”.
O trabalho deverá ser apresentado por meio de um videoclipe, com no máximo sete minutos de duração, do samba-enredo cantado, com ou sem acompanhamento, gravado em arquivo avi ou mpeg, mpg ou mov. Os estudantes também deverão entregar duas cópias da letra do samba-enredo, digitadas em word, fonte arial 12, espaço 1,5 cm, layout da página orientação “retrato”, impressas em sulfite tamanho A4, com etiqueta de identificação colada no verso com as seguintes informações: nome do projeto - Concurso “Escola Faz Samba”; título do samba-enredo; nome dos autores, RA/RG e série; nome da escola; professor-orientador do grupo e diretoria de ensino.
Na avaliação da letra do samba-enredo serão considerados aspectos como a natureza da pesquisa realizada como elemento facilitador para a produção da letra; criatividade e originalidade; pertinência ao tema proposto; e os aspectos gerais de gramática e ortografia.
Os trabalhos deverão ser produzidos e selecionados pelas escolas até o dia 24 de setembro e encaminhados para as diretorias de ensino até 30 de setembro. Os resultados do concurso serão divulgados a partir do dia 10 de novembro.
Os três grupos de alunos e as escolas finalistas serão premiados com um conjunto de cinco instrumentos de percussão e corda por grupo. Os cinco alunos e o professor-orientador do grupo vencedor do concurso receberão um ingresso por pessoa para assistir ao Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial no Carnaval 2011 no Sambódromo de São Paulo.
Em caso de dúvidas, as escolas interessadas no concurso podem escrever para o e-mail cremariocovas@fde.sp.gov.br.
fonte: http://www.educacao.sp.gov.br

Escola fica sem aula de matemática

William Cardoso
Clipping Educacional - do Agora
Oito turmas, de 5ª e 6ª séries, da Escola Estadual Lasar Segall, na Vila Mariana (zona sul de SP), estão sem professor de matemática de forma permanente desde o início do ano. As aulas eventuais, a falta de avaliação e a descontinuidade no ensino provocaram a revolta dos pais no fim do primeiro semestre. Nem os pais nem a Secretaria de Estado da Educação souberam informar quantos alunos são prejudicados pelo problema.
Mãe de aluna da 5ª série, a auxiliar de limpeza Maria Aparecida Batista da Silva, 33 anos, diz que recebeu o boletim da filha sem nota alguma na disciplina, mas, quando consulta a internet, aparece a nota 5 --mesmo a garota não tendo realizado avaliações anteriores. "Minha filha é bastante interessada, mas fica desestimulada com isso. Pensei até em trocá-la de escola, mas também não há vaga em outro lugar", diz.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

Secretaria pretende repor aula

William Cardoso
Clipping Educacional - do Agora
A Secretaria de Estado da Educação afirma que o professor titular de matemática tem tirado licenças médicas constantes, em período inferior a 15 dias. Por causa disso, a secretaria não consegue atribuir vaga a outro professor. O coordenador pedagógico, por meio de atividades, fez uma avaliação mínima, que resultou na nota colocada na internet.
Segundo a secretaria, a diretoria de ensino da região centro-sul fará hoje uma reunião com a direção da escola para definir uma forma de repor o conteúdo e avaliar os alunos. É estudada a colocação de um professor temporário, fixo, para dar as aulas de matemática.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Adultos poderão conseguir diploma do ensino médio com resultado do Enem

Clipping Educacional – O Globo
RIO - Adultos que não tenham cursado ou concluído o ensino médio têm no Enem uma grande oportunidade de conseguir o diploma de nível médio. A partir deste ano, o Ministério da Educação determinou que, caso um candidato consiga atingir a pontuação mínima exigida - 400 pontos em cada uma das provas e 500 na redação - ele terá direito a certificação. As matrículas da prova deste ano foram abertas na última segunda-feira (21) e vão até 9 de julho.
A informação está no edital retificado publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira (22). A única condição para obter a certificação é ter 18 anos completos na data de realização da primeira prova. Os diplomas serão emitidos pelas secretarias estaduais de educação, pelos institutos federais de educação, ciência e tecnologia ou pelos centros federais de educação tecnológica. No ato da inscrição, o candidato deve indicar por qual instituição pretende obter o certificado.
Fonte: http://oglobo.globo.com

Prorrogado o prazo de inscrições para o processo seletivo do novo curso Univesp/USP

Clipping Educacional – Da Univesp
Candidatos têm até o dia 27, domingo, para se inscrever na prova do curso de especialização Ética, Valores e Saúde na Escola
A Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST) receberá até o dia 27/6, domingo, as inscrições para o processo seletivo do curso de especialização Ética, Valores e Saúde na Escola, realizado pela USP, através da EACH. Inicialmente previstas para ocorrer até o dia 21/6, as inscrições foram prorrogadas em decorrência de problemas técnicos no site da FUVEST. Firmado em uma parceria do Programa Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) com a Universidade de São Paulo (USP), o curso tem o objetivo de oferecer elementos aos profissionais da educação para que promovam no cotidiano das escolas ações de formação ética, que visem à cidadania e ao respeito à diversidade humana, com foco em temáticas de saúde. O curso também oferecerá uma base de conhecimentos sobre saúde, estigmatização e avanços da pesquisa acadêmica e científica sobre a epilepsia e outras enfermidades de natureza neurológica, além das possibilidades de tratamento e convivência.
Serão 350 vagas distribuídas em quatro cidades do Estado: São Paulo, Campinas, São Carlos e Ribeirão Preto. O curso terá duração de 15 meses e carga horária de 480 horas - sendo 360 de atividades didáticas e 120 para elaboração de monografia. Como utiliza Tecnologias de Informação e de Comunicação (TICs), 50% das atividades do curso serão à distância e os outros 50% serão presenciais, com utilização intensiva da internet, da Univesp TV e material impresso. As vagas serão organizadas em turmas constituídas por grupos, que terão locais e horários de aulas presenciais.

Inscrições
Os interessados poderão se inscrever exclusivamente pelo site da FUVEST (www.fuvest.br) até o dia 27 de junho, próximo domingo. Após o preenchimento da ficha de inscrição, o interessado deve pagar uma taxa de R$ 50,00 na rede bancária. O boleto de pagamento terá validade até o dia 28, segunda-feira. O candidato deve preencher, cumulativamente, os seguintes requisitos: ser portador de diploma de ensino superior e ser professor, coordenador pedagógico, vice-diretor ou diretor em instituição de educação infantil, de ensino fundamental, médio ou profissional no Estado de São Paulo em exercício.

O ingresso no curso será realizado por processo de seleção classificatório, com o aproveitamento dos candidatos classificados até o limite de vagas fixadas para cada grupo, obedecendo às normas do edital.

Prova
A prova será realizada no dia 18 de julho, domingo, na cidade que o candidato indicou como opção para cursar as atividades presenciais obrigatórias, em local e horário a serem divulgados no site da FUVEST. O exame será constituído por uma redação em língua portuguesa, elaborada em gênero dissertativo e seguindo a norma padrão da língua, sob temática relacionada aos objetivos do curso, com pontuação máxima de 100 pontos.

O candidato deverá exibir no momento de realização da prova, obrigatoriamente, cédula de identidade original em boas condições de visibilidade, de modo a possibilitar a conferência da foto, assinatura e demais dados.

Matrículas
A matrícula dos candidatos convocados ocorrerá nos dias 29 e 30 de julho, no local de realização do curso para cada turma, em horário e endereço que serão informados no site da FUVEST. Os aprovados deverão apresentar 2 fotos 3x4 recentes e 1 cópia, acompanhada dos originais, de cada um dos seguintes documentos:

I - diploma de curso superior
II - três últimos demonstrativos de vencimento ou atestado comprovando estar em efetivo exercício da função docente/administrativa em escola de educação infantil, fundamental, média ou profissional no Estado de São Paulo
III - cédula de identidade
IV - certificado que comprove estar em dia com o serviço militar, para candidatos do sexo masculino
V - comprovante de endereço

Início das aulas
Para todas as turmas o início das aulas está agendado para agosto de 2010.

Univesp
O Programa Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) foi criado pelo decreto nº 53.536 de 9 de outubro de 2008 com o objetivo de ampliar o acesso à educação superior pública, em parceria com as três universidades paulistas - USP, Unicamp e UNESP - e com o Centro Paula Souza. A estrutura consorciada da Univesp agrega ainda outras importantes instituições, entre elas a Fundação Padre Anchieta, a Fapesp, a Fundap e a Procuradoria Geral do Estado.
Os cursos oferecidos pela Univesp têm o seu projeto acadêmico e seus conteúdos formulados pelas instituições de ensino que os propõem. São elas também as responsáveis pelo processo de seleção para o ingresso dos alunos, bem como pela avaliação de seu desempenho nos cursos. À Univesp cabe garantir as condições materiais, financeiras e tecnológicas para a realização desses cursos, acompanhando, de modo integrado com a instituição parceira, a sua realização, o seu desenvolvimento e o aproveitamento dos alunos neles matriculados.
Já estão em andamento, no âmbito do Programa Univesp, o curso de Pedagogia em parceria com a UNESP e o curso de idiomas (inglês e espanhol) no Centro Paula Souza. Para o segundo semestre deste ano a USP prepara sua primeira graduação em parceria com a Univesp - o curso de licenciatura em Ciências, inédito no país.
Fonte: http://saopaulo.sp.gov.br

Videoconferência sobre diversidade sexual e de gênero nas escolas

Clipping Educacional – Da Educação
No dia 24 de junho (quinta-feira) será realizada uma videoconferência direcionada a supervisores de ensino, PCOPs de ciências e biologia e professores coordenadores, sobre Diversidade Sexual na Escola, das 09h às 11h. Organizada pela SEESP e CEI, a conferência contará com a participação do Chefe de Departamento de Educação Preventiva, Edison de Almeida, junto com representantes de Secretarias e órgãos que trabalham com a questão do gênero e da diversidade sexual.
Como este assunto se manifesta na sala de aula? Qual o comportamento de alunos e professores quando essa realidade é descortinada? A videoconferência irá discutir o que tem sido feito na teoria, na prática e no cotidiano da comunidade escolar neste assunto, proporcionando reflexão e aprofundamento.
O objetivo é sensibilizar os educadores para a questão da diversidade sexual na escola, as suas diferentes expressões e abordagens; destacar o significado da atuação dos educadores no combate à discriminação no ambiente escolar; incentivar posturas e iniciativas pessoais e institucionais que possam superar o preconceito e a exclusão na escola; e contribuir para a construção de um ambiente escolar mais saudável, entendendo a saúde de forma ampla, desde a integridade física até o bom desenvolvimento psicológico dos estudantes.
A atividade é destinada a todas as DEs da CEI e COGSP e, posteriormente, o material da videoconferência estará disponível na Videoteca da Rede do Saber.
Fonte: http://www.fde.sp.gov.br/

terça-feira, 22 de junho de 2010

Conhecer para Sustentar – um debate sobre o nosso papel na sustentabilidade das cidades

Julianna Antunes
Quando escrevi aqui no blog sobre a Fundação Bunge, uma das ações citadas foi o projeto “Conhecer para Sustentar”, que diante da tragédia ocorrida em Santa Catarina em 2008, pesquisa a causa de eventos climáticos, procurando entender o que ocorreu na região e propondo ações que promovam o equilíbrio entre a ação e a natureza humana e soluções sustentáveis que minimizem os impactos sociais, ambientais e econômicos.
O resultado desse trabalho de pesquisa é de extrema relevância não apenas para Santa Catarina, mas para todo o país. Em parceria com entidades e diversos especialistas no assunto, foi gerado um kit, o “Conhecer para Sustentar: um novo olhar sobre o Vale do Itajaí”, composto por um livro, um documentário e propostas pedagógicas que, se levadas a sério por esferas governamentais, terceiro setor e sociedade, podem, e muito, fazer a diferença.
Basta imaginarmos como um estudo desses pode ser útil na prevenção de tragédias como a que assolou os estados do Rio de Janeiro e da Bahia há pouquíssimo tempo, devastando famílias e tirando vidas no Morro do Bumba, em Niterói e no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, sem contar as mais de trinta cidades baianas que declararam estado de emergência e os mais de 150 deslizamentos no estado.
Pois bem, de posse desse estudo, a Fundação Bunge quer agora multiplicar as informações e o conhecimento gerados. E eu, através do blog, tenho a missão de ajudá-la nesta empreitada. Para isso, gostaria de promover um debate junto aos leitores. Pergunto: nós, sociedade civil, cidadãos, o que podemos fazer para evitar as tragédias climáticas, e seus desdobramentos, que assolam as cidades brasileiras de tempos em tempos?
Como evitar que comunidades sejam levantadas em cima de lixões?
Como evitar que morros deslizem, que famílias inteiras fiquem desabrigadas ou mesmo que sejam dizimadas?
Será que a culpa é apenas na meteorologia ou da nossa falta de educação também?
O que é culpa do aquecimento global, o que é culpa do desmatamento, o que é culpa da nossa imprudência?
Levantei algumas questões, mas sei que o problema é muito mais complexo do que apenas não jogar lixo no chão para, assim, não entupir bueiros. E por isso gostaria de saber o que vocês pensam sobre assunto. É claro que esse é um debate que não tem prazo de validade e eu sempre estarei disposta a discutir propostas para melhorar a minha cidade, o meu estado, o meu país.
No entanto, como a Fundação Bunge vai premiar um leitor com um kit do “Conhecer para Sustentar”, as pessoas que participarem do debate deixando suas opiniões e/ou sugestões na caixa de comentários deste post até o dia 30 de junho estarão automaticamente concorrendo. E mais do que concorrer, estarão contribuindo para, juntos, fazermos deste país um lugar melhor.
Para conhecerem mais sobre o projeto Conhecer para Sustentar:
http://www.conhecerparasustentar.com.br

domingo, 20 de junho de 2010

Desafio aos professores: aliar tecnologia e educação

Por Nathalia Goulart
Clipping Educacional - REVISTAS ABRIL
Seja por meio de celular, computador ou TV via satélite, as diferentes tecnologias já fazem parte do dia a dia de alunos e professores de qualquer escola. Contudo, fazer com que essas ferramentas de fato auxiliem o ensino e a produção de conhecimento em sala de aula não é tarefa fácil: exige treinamento dos mestres. A avaliação é de Guilherme Canela Godoi, coordenador de comunicação e informação no Brasil da Unesco, braço da ONU dedicado à ciência e à educação. "Ainda não conseguimos desenvolver de forma massiva metodologias para que os professores possam fazer uso dessa ampla gama de tecnologias da informação e comunicação, que poderiam ser úteis no ambiente educacional." O desafio é mundial. Mas pode ser ainda mais severo no Brasil, devido a eventuais lacunas na formação e atualização de professores e a limitações de acesso à internet - problema que afeta docentes e estudantes. Na entrevista a seguir, Godoi comenta os desafios que professores, pais e nações terão pela frente para tirar proveito da combinação tecnologia e educação.

Qual a extensão do uso das novas tecnologias nas escolas brasileiras?
Infelizmente, não existem dados confiáveis que permitam afirmar se as tecnologias são muito ou pouco utilizadas nas escolas brasileiras. Censos educacionais realizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que a maioria das escolas públicas já tem à sua disposição uma série de tecnologias. No entanto, a presença dessas ferramentas não significa necessariamente uso adequado delas. O que de fato se nota é que ainda não conseguimos desenvolver de forma massiva metodologias para que os professores possam fazer uso dessa ampla gama de tecnologias da informação e comunicação, que poderiam ser úteis no ambiente educacional.

Quais devem ser as políticas públicas para incentivar as tecnologias em sala de aula?
Elas precisam ter um componente fundamental de formação e atualização de professores, de forma que a tecnologia seja de fato incorporada no currículo escolar, e não vista apenas como um acessório ou aparato marginal. É preciso pensar como incorporá-la no dia a dia da educação de maneira definitiva. Depois, é preciso levar em conta a construção de conteúdos inovadores, que usem todo o potencial dessas tecnologias. Não basta usar os recursos tecnológicos para projetar em uma tela a equação "2 + 2 = 4". Você pode escrever isso no quadro negro, com giz. A questão é como ensinar a matemática de uma maneira que só é possível por meio das novas tecnologias, porque elas fornecem possibilidades de construção do conhecimento que o quadro negro e o giz não permitem. Por fim, é preciso preocupar-se com a avaliação dos resultados para saber se essas políticas de fato fazem a diferença.

As novas tecnologias já fazem parte da formação dos professores?
Ainda é preciso avançar muito. Os dados disponíveis mostram que, infelizmente, ainda é muito incipiente a formação de professores com a perspectiva de criação de competências no uso das tecnologias na escola. Com relação à formação continuada, ou seja, à atualização daqueles profissionais que já estão em serviço, aparentemente nós temos avanços um pouco mais concretos. Há uma série de programas disponíveis que oferecem recursos a eles.

Para os alunos, qual o impacto de conviver com professores ambientados com as novas tecnologias?
As avaliações mais sólidas a esse respeito estão acontecendo no âmbito da União Europeia. Elas mostram que a introdução das tecnologias nas escolas aliada a professores capacitados têm feito a diferença em alguma áreas, aumentando, por exemplo, o potencial comunicativo dos alunos.

As relações dentro da sala de aula mudam com a chegada da tecnologia?
O que tem acontecido - e acho que isso é positivo, se bem aproveitado - é que a relação de poder professor-aluno ganha uma nova dinâmica com a incorporação das novas tecnologias. Isso acontece porque os alunos têm uma familiaridade muito grande com essas novidades e podem se inserir no ambiente da sala de aula de uma maneira muito diferente. Assim, a relação com o professor fica menos autoritária e mais colaborativa na construção do conhecimento.

É comum imaginar que em países com um alto nível educacional a integração das novas tecnologias aconteça mais rapidamente. Já em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde muitas vezes o professor tem uma formação deficitária, a incorporação seja mais lenta. Esse pensamento é correto?
Grandes questões sobre o assunto não se colocam apenas para países em desenvolvimento. É o caso, por exemplo, de discussões sobre como melhor usar a tecnologia e como treinar professores. O mundo todo discute esses temas, porque essas novas ferramentas convergentes são um fenômeno recente. Porém, também é correto pensar que nações onde as pessoas são mais conectadas e têm mais acesso a dispositivos devem adotar a tecnologia em sala de aula de modo mais amplo e produtivo. Outro fenômeno detectado no mundo todo é o chamado "gap geracional", ou seja, os professores não nasceram digitalizados, enquanto seus alunos, sim.

O senhor vê algum tipo de resistência nas escolas brasileiras à incorporação da tecnologia?
Não acredito que haja uma resistência no sentido de o professor acreditar que a tecnologia é maléfica, mas, sim, no sentido de que ele não sabe como utilizar as novidades. Não se trata de saber ou não usar um computador. Isso é o menor dos problemas. A questão em jogo é como usar equipamentos e recursos tecnológicos em benefício da educação, para fins pedagógicos. Esse é o pulo do gato.

Quais os passos para superar a formação deficitária dos professores?
A Unesco sintetizou em livros seu material de apoio, chamado Padrões de Competências em Tecnologia da Informação e da Comunicação para Professores. Ali, dividimos o aprendizado em três grandes pilares. O primeiro é a alfabetização tecnológica, ou seja, ensinamos a usar as máquinas. O segundo é o aprofundamento do conhecimento. O terceiro pilar é chamado de criação do conhecimento. Ele se refere a uma situação em que as tecnologias estão tão incorporadas por professores e alunos que eles passam a produzir conhecimento a partir delas. É o caso das redes sociais. É importante lembrar que esse processo não é trivial, ele precisa estar inserido na lógica da formação do professor. Não se deve achar que a simples distribuição de equipamentos resolve o problema.
fonte: http://veja.abril.com.br

sábado, 19 de junho de 2010

Ação rápida contra o Estado começa na terça

Gisele Lobato
Clipping Educacional - do Agora
A partir da próxima terça-feira, quem quiser entrar com uma ação contra o Estado ou os municípios paulistas não precisará contratar advogado quando a causa for de até 60 salários mínimos (R$ 30.600, hoje). Nesse dia, começarão a funcionar os juizados especiais da Fazenda Pública.
Além disso, o pagamento dos precatórios poderá sair mais rápido quando forem ações de até R$ 20.400, no Estado, ou de até R$ 15.300, na capital. Isso porque os processos terão menos possibilidades de recurso e, após a sentença, os valores deverão ser pagos em até 60 dias.
Hoje, o governo tem 90 dias para quitar as dívidas de até R$ 18.641,43, no caso do Estado. Se for a prefeitura da capital, o teto é de R$ 12.905,78. Para receber valores maiores, o credor precisa entrar na fila e esperar o pagamento.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

Inscrições para o Enem começam segunda-feira

Clipping Educacional - Agência Brasil
O MEC informou que será necessário que o estudante informe o número do seu CPF, mesmo que seja menor de idade; a taxa será de R$ 35 e as provas serão nos dias 6 e 7 de novembro
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 começam na próxima segunda-feira (21). O Ministério da Educação (MEC) informou que será necessário que o estudante informe o número do seu CPF, porque não será aceito o dos pais ou responsáveis, mesmo que o estudante seja menor de idade.
Segundo o MEC, o próprio sistema de inscrição vai impedir que participantes usem o número do CPF de terceiros, pois buscará as informações do titular na base de dados da Receita Federal. Os estudantes que não tiverem o documento podem retirá-lo em qualquer agência dos Correios, Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. No caso dos menores de 16 anos, é preciso que esse pedido seja feito pelos pais ou pelo responsável legal.
As inscrições estarão abertas exclusivamente via internet entre 21 de junho e 9 de julho. As provas serão realizadas nos dias 6 e 7 de novembro. O exame terá 180 questões de múltipla escolha e uma redação. A novidade para a edição deste ano é a inclusão de língua estrangeira. No momento da inscrição, o aluno deverá escolher entre o inglês e o espanhol.
No primeiro dia (sábado, 6 de novembro), as provas serão de ciências da natureza e humanas, cada uma com 45 questões. No domingo (7), os candidatos serão avaliados em matemática e linguagens, cada uma com 45 questões, além da redação.
A taxa de inscrição será de R$ 35. Estudantes que cursam o 3º ano em escola pública não pagam. Outros candidatos interessados na isenção poderão fazer o pedido assinando uma declaração de carência.
fonte: http://www.abril.com.br

Meritocracia nos sistemas de educação

MARIA ALICE SETUBAL
Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
A ampliação do debate da educação para diferentes setores da sociedade tem trazido à tona interpretações e contribuições diversas, com o mérito de envolver a sociedade na discussão de quais seriam os caminhos para que possamos alcançar uma educação de qualidade para todos.
Dentre essas análises, a ênfase nos baixos resultados educacionais medidos nas avaliações nacionais tem ocupado maior espaço na mídia, trazendo para o cerne da discussão a responsabilização da escola e dos professores pelos resultados da aprendizagem dos alunos e, como consequência, a implementação de políticas de incentivo e de premiação por resultados e pelo cumprimento de metas - a chamada meritocracia.
Como essa é uma questão controversa, é importante termos em conta as diferentes dimensões desse posicionamento. No Brasil, estamos longe de alcançar um patamar básico para todas as escolas, mesmo que estas pertençam a uma mesma rede.
Um sistema educacional justo, além de garantir bons níveis médios de qualidade, deve também assegurar padrões mínimos de aprendizagem para todos os alunos, independentemente de suas particularidades socioculturais.
Em nosso sistema educacional - marcado por desigualdades de partida -, o risco de um plano de incentivos aumentar o hiato educacional é grande. O sistema de bonificação a partir de metas pode gerar uma concorrência entre as escolas capaz de reforçar as diferenças entre elas.
As escolas lidam com realidades distintas, principalmente se considerarmos as localizadas nas regiões mais pobres das periferias dos grandes centros urbanos e que atendem a uma clientela de alta vulnerabilidade. Geralmente, essas escolas têm um corpo docente altamente instável e a própria infraestrutura escolar não oferece condições adequadas para o trabalho dos profissionais da educação.
É importante salientar que o sistema de incentivos - qualquer que seja - diferencia negativamente as escolas, porque provavelmente (a conferir) os professores passarão a procurar e se transferir para as escolas mais bem colocadas nas avaliações, com o objetivo de obter maiores chances de bônus ao final do ano.
Se essa situação vier a se comprovar como verdadeira, as escolas com maiores dificuldades ficarão relegadas, cada vez mais, a um corpo docente instável e com menor preparo, tirando de uma parcela significativa da população condições de acesso a uma educação de qualidade - o que poderá comprometer os nossos indicadores de desenvolvimento e de combate à pobreza.
Obviamente, não quero defender, aqui, o professor despreparado e, principalmente, não comprometido com seus alunos. Minha intenção é colocar as diferentes dimensões de uma questão que me parece central no momento atual do debate educacional brasileiro.
Os resultados do Plano Nacional de Educação que enfatizam o não-cumprimento de metas básicas relativas à qualidade do sistema reforçam a importância de se considerar que a gestão da educação tem sentido apenas em função de um projeto pedagógico que organize as atividades de ensino e de aprendizagem dentro da própria escola.
Responsabilização implica colocar não apenas o diretor da escola, mas também o professor no centro das políticas educacionais, por meio da valorização da profissão, da capacitação continuada e do suporte didático para o seu trabalho na sala de aula. Assim, a responsabilização tem que ver com os resultados da escola e também com as políticas educacionais da rede que deem suporte aos resultados. Deve ser uma via de mão dupla.
A responsabilização e o sistema de premiação pelo cumprimento de metas - quaisquer que sejam - têm de ter como limite e eixo central de implementação as questões de equidade e das desigualdades sociais. Nesse sentido, é fundamental pensar políticas de ação afirmativa que ofereçam condições efetivas para que as escolas de mais baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) possam atuar dentro de suas redes em direção à melhoria da qualidade do ensino.
Não existe uma receita única, mas várias propostas norteadas pela equidade já estão em andamento em algumas redes de educação. Entre elas, incentivos para os professores permanecerem na mesma escola, combate ao absenteísmo, respeito ao tempo escolar, programas de reforço escolar, aceleração da aprendizagem, estagiários e professores auxiliares, etc.
É preciso articular essas diferentes experiências com as propostas de premiação e incentivo, de modo que se criem condições de equidade, para não cairmos no grande equívoco de deixar para trás uma parcela significativa da população, acarretando um alto custo no médio e no longo prazos nas nossas pretensões de desenvolvimento.
O caminho não é simples e exige um esforço de todos, tanto dos governos quanto da sociedade civil e dos pais de alunos, no sentido de buscarmos uma visão de educação mais sistêmica, ajustada às necessidades do mundo moderno.
Precisamos construir uma política de educação que leve em conta as questões de gestão e, portanto, de seus mecanismos institucionais, de forma simultânea aos aspectos pedagógicos - em que o professor ocupa um lugar central. E, finalmente, o esforço nacional pela melhoria da qualidade da educação passa também pela articulação de políticas sociais de forma integrada à escola.
PRESIDENTE DO CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM EDUCAÇÃO, CULTURA E AÇÃO COMUNITÁRIA,
É MEMBRO DO GRUPO DE TRABALHO DE EDUCAÇÃO DO MOVIMENTO NOSSA SÃO PAULO

fonte: http://www.estadao.com.br

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Educação é tema prioritário para o desenvolvimento do país, diz ministro

Clipping Educacional - DA AGÊNCIA BRASIL
A educação é o tema prioritário e central do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). A afirmação foi feita nesta quinta-feira pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais e secretário executivo do CDES, Alexandre Padilha, na abertura da reunião do colegiado, no Palácio Itamaraty, para discutir a agenda do novo ciclo de desenvolvimento do país.
"O Brasil consolida [por meio do CDES] um novo modelo, não a partir de preceitos teóricos, mas pelo debate democrático de muitos anos de troca de divergências e discussões políticas", disse Padilha.
Segundo ele, dessas discussões saíram nove pontos consensuais. O primeiro é buscar novos horizontes para a educação, um tema prioritário e central, "seja na qualificação, seja no fomento à inovação, criatividade e produção nacional".
Outro ponto é a configuração de um Estado democrático de desenvolvimento. "Não é uma questão de Estado mínimo ou máximo, mas de Estado efetivo e necessário", argumentou Padilha.
O terceiro ponto é a transição do país para a sociedade do conhecimento. Também foram definidos como prioritários os investimentos em combustíveis e inovação tecnológica e o estabelecimento de um novo padrão de desenvolvimento.
"O sexto ponto consensual está ligado ao potencial da agricultura, tema que muitas vezes foi relagado a segundo plano. Isso inclui alimentos e biocombustíveis", disse o ministro.
O documento, que será apresentado ainda hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclui a necessidade de investimentos em infraestrutura e em políticas sociais.
"Por fim, há a questão da sustentabilidade ambiental. É necessário que o modelo de desenvolvimento caminhe junto com a sustentabilidade", concluiu Padilha.
O documento também foi alvo de crítica, pelo fato de não considerar prioritária a atividade acadêmica. "Em nenhum momento a palavra 'pesquisa' foi citada no documento", disse o professor Cândido Mendes, integrante do conselho. Para ele, é fundamental incluir o tema, de modo a evitar críticas de instituições de ensino. O conselho decidiu, então, acatar a proposta.
O CDES tem, entre seus objetivos, discutir uma agenda para o desenvolvimento do país, de forma a propor medidas que assegurem o ritmo sustentado de crescimento da economia nos próximos anos. Coordenado pelo presidente da República, é formado por trabalhadores, empresários, representantes de movimentos sociais, do governo e por lideranças expressivas de diversos setores.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 homenageia Patativa do Assaré

Clipping Educacional - da Livraria da Folha
Poeta cearense Patativa do Assaré será o homenageado desta edição do prêmio
As inscrições para o Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 - Edição Patativa do Assaré, lançado e organizado pelo MinC (Ministério da Cultura), irão até 30 de julho. O concurso vai selecionar 200 iniciativas culturais vinculadas à criação e produção, pesquisa, formação e difusão do cordel e linguagens associadas.
Homenageado dessa edição, o poeta cearense Patativa do Assaré (1909-2002) é símbolo da cultura popular por representar, em seus versos, o lirismo e a perspicácia do homem do sertão.
O prêmio tem o objetivo de ressaltar a importância do cordel como patrimônio brasileiro, uma vez que colabora para a identidade e a diversidade cultural nacionais.
Podem concorrer poetas, repentistas, cantadores, emboladores, xilógrafos, artistas populares e profissionais ligados ao gênero em quatro categorias. Serão distribuídos R$ 3 milhões entre as iniciativas contempladas.
Cada candidato poderá inscrever até dois projetos, em categorias diferentes, podendo ser selecionado em apenas uma das categorias inscritas.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Mate saudade da infância com nova edição da cartilha "Caminho Suave"

Clipping Educacional - da Livraria da Folha
Cada letra ou sílaba é associada a um desenho para a memorização
Como ensinar os pequenos a escrever bola, pato ou babá? A cartilha "Caminho Suave" (Edipro, 2010) orienta os professores e os pais a tornarem o aprendizado das crianças divertido e tranquilo. O volume já alfabetizou mais de 30 milhões de brasileiros e chega agora à 129ª edição, com as atualizações do Novo Acordo Ortográfico.
Desde o lançamento, foram vendidos cerca de 40 milhões de exemplares. A autora e educadora (já falecida) Branca Alves de Lima --que escreveu a obra em 1948-- criou o método visual na cartilha, na qual cada letra ou sílaba é associada a um desenho.
A imagem de duas crianças sorridentes de mãos dadas seguindo o caminho para a escola pertence à memória dos brasileiros com mais de 30 anos. Outro símbolo marcante do livro é a letra "g" desenhada como um gato.
As ilustrações da cartilha foram usadas por mais de três décadas como principal suporte à alfabetização no país. A rede pública de ensino adotou "Caminho Suave" e a "Cartilha Sodré" nas décadas de 1940 e 1950.
A educação pela cartilha teve início por volta do século 19. No Brasil, as primeiras eram escritas e publicadas em Portugal. O "Metodo Castilho para o Ensino Rápido e Aprasível", de Antonio Feliciano de Castilho, foi o primeiro volume a chegar ao país, e a "Cartilha Proença", de Antonio Firmino de Proença, uma das primeiras a serem lançadas aqui, em 1926.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Secretaria da Educação lança nesta quinta-feira os vídeos do projeto lugares de aprender

Clipping Educacional - Da Educação
Os 41 novos filmes servirão de apoio pedagógico aos professores para preparar os alunos para as visitas às instituições culturais que integram o projeto
O governador Alberto Goldman e o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, lançam nesta quinta-feira (17/06), às 14h, no MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo, os vídeos do projeto Lugares de Aprender: a Escola Sai da Escola, parte do programa Cultura é Currículo.
Serão lançados ao todo 41 vídeos de instituições culturais e locais históricos a serem visitados pelos alunos dentro do Lugares de Aprender. São 32 filmes de espaços localizados no interior do Estado e outros nove situados na capital.
“Estes vídeos valorizam a diversidade cultural do Estado de São Paulo. Por meio destes materiais conhecemos as instituições culturais e temos um panorama do interior paulista com alguns aspectos da geografia, da cultura e da história”, afirma o secretário Paulo Renato Souza.
Produzidos pela FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) em parceria com a TV Cultura, os filmes têm entre cinco e oito minutos cada um. “Estes vídeos são uma importante ferramenta para o professor explorar melhor as ações do projeto. O intuito é que os alunos assistam aos filmes antes das visitas para aprenderem mais ao percorrer as instituições. É uma experiência de aprendizagem por meio da qual os alunos vivenciam nos espaços culturais os conteúdos que aprendem em sala de aula”, diz Devanil Tozzi, gerente de educação e cultura da FDE.
As 870 escolas participantes do Lugares de Aprender no interior receberão um kit com os três DVDs produzidos nos municípios incluídos no roteiro do projeto. As 1.268 unidades da capital e Grande São Paulo que integram o projeto receberão os DVDs Lugares de Aprender 3A e 4, com filmes de instituições culturais da cidade de São Paulo. Os vídeos Lugares de Aprender 1, 2 e 3 da capital, produzidos em 2008 e distribuídos às escolas no ano passado, também serão entregues durante o evento para as instituições culturais e diretorias de ensino convidadas.

Confira abaixo as instituições e locais que integram cada DVD.
Lugares de Aprender 1 (interior)
- Museu Casa de Portinari, em Brodowski
- Museu do Telefone de Bragança Paulista
- Museu do Café, em Santos
- Sítio Santo Antonio, em São Roque
- Espaço Difusão Científica e Observatório de Franca
- Museu Municipal Edward Coruripe Costa, em Votuporanga
- Museu Municipal do Folclore, em Penápolis
- Centro Integrado de Ciência e Cultura, de São José do Rio Preto
- Museu Municipal Ruy Meneses, em Barretos
- Fazenda Nova, em Mococa
Lugares de Aprender 2 (interior)
- Jardim Zoobotânico de Franca
- Museu Cultural e Arqueológico Água Vermelha, em Ouroeste
- Fazenda Pinhal, em São Carlos
- Fazenda Bela Aliança, em Descalvado
- Museu de Arte de Ribeirão Preto
- Museu Histórico e Pedagógico Bernardino de Campos, em Amparo
- Pinacoteca Miguel Dutra, Piracicaba
- Museu Municipal Osvaldo Russomano, em Bragança Paulista
- Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos
- Casa Martim Afonso, em São Vicente
- Casa de Cultura Marcelo Grassman, em São Simão
- Fundação Arquivo e Memória de Santos

Lugares de Aprender 3 (interior)
- Museu da Imigração Japonesa KKKK, em Registro
- Museu do Folclore de São José dos Campos
- Quilombo Cangume, em Itaoca
- Museu de Arte Primitiva José Nazareno Mimessi, em Assis
- Museu de Memória Regional, em Rosana
- Horto Florestal de Lins
- Museu do Café/Fazenda Lageado, em Botucatu
- Jardim Botânico de Botucatu/Unesp
- Museu Municipal de Jaú
- Museu do Ferroviário Agenor Francisco Felizardo, em Assis

Lugares de Aprender 3A (capital)
- Catavento Cultural e Educacional
Lugares de Aprender 4 (capital)
- Palácio do Horto
- Museu da Energia de São Paulo
- Museu do Futebol
- Casa das Rosas
- Fundação Maria Luisa e Oscar Americano
- Fundação Cultural Ema Gordon Klabin
- Museu da Memória do Gás
- Museu de Arte Sacra dos Jesuítas, em Embu
Sobre o programa Cultura é Currículo
Implantado desde 2008, o programa é um dos maiores programas culturais para estudantes no Brasil. Inserido no cotidiano escolar e no currículo da secretaria, o programa propicia o encontro de alunos e de professores com várias manifestações artísticas e culturais. O programa é composto por três projetos: Lugares de Aprender: A Escola Sai da Escola, com visitas a espaços culturais como museus e parques; Escola em Cena, que leva alunos para apresentação de peças teatrais e espetáculos de dança; e O Cinema Vai à Escola, voltado para exibições de filmes nas unidades que mantêm Ensino Médio. O Cultura é Currículo, entre outros aspectos, é um programa que amplia repertório, forma um novo público para visitar as instituições culturais, incentiva o protagonismo juvenil e revela inúmeros talentos.
No ano passado, a Secretaria de Estado da Educação investiu cerca R$ 8,4 milhões no programa, que levou um público estimado em 330 mil pessoas, entre alunos e educadores, a diversas atividades culturais na Capital, Grande São Paulo e interior do Estado. O transporte e a alimentação dos estudantes são custeados pela secretaria.
Neste ano, está previsto um investimento total de R$ 16 milhões. A maior parte do orçamento é utilizada no transporte e na alimentação dos alunos.

Frequência ao ensino médio cresceu, mas etapa não consegue atrair jovens que estão fora da escola

Por Amanda Cieglinski
Clipping Educacional - Agência Brasil
Brasília - Nos últimos anos, cresceu o número de jovens entre 15 e 17 anos que estão no ensino médio, etapa de ensino correspondente a essa faixa etária. Mas o número de jovens fora da escola permanece estagnado. Foi o que apontou o pesquisador Ricardo Paes de Barros, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) durante seminário promovido hoje (16) pelo Movimento Todos pela Educação e pelo Instituto Unibanco.
Segundo Paes de Barros, a taxa da população de 15 a 17 anos matriculada no ensino médio têm crescido porque mais estudantes estão terminando o ensino fundamental na idade correta. Mas a escola ainda não conseguiu atrair aquela população que desistiu de estudar, que hoje corresponde a 18%.
“Minha perspectiva é que a desigualdade está muito por trás disso. Esses 18% não estão espalhados pelo país, mas localizados em áreas específicas. São jovens de famílias pobres, que vivem em áreas mais isoladas, parte disso na zona rural. O sistema educacional atingiu um nível de inclusão dessa população que agora terá que fazer mais do que tem feito para superar isso”, defendeu Paes de Barro.
Os especialistas presentes no evento defenderam que a escola hoje é pouco atraente para o jovem, especialmente de classes mais baixas, já que ele não tem a perspectiva de ingresso no ensino superior. Hoje, a principal função do ensino médio, é preparar os estudantes para o vestibular.
“Se você tem uma escola totalmente com viés acadêmico, voltada para a universidade, você já tem 18% que sabem que não vão para a universidade, então para que ir para uma escola que vai ensinar um monte de coisas que ele não vai utilizar na vida dele?”, questiona o pesquisador.
O presidente do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, destacou que 40% dos jovens que evadiram da escola dizem ter saído por falta de interesse. O diretor de Concepções e Orientações Curriculares do Ministério da Educação, Carlos Artexes, destacou que ainda “assusta” o fato de a taxa de conclusão desta etapa ser de 50%, ou seja, metade dos jovens que entram no ensino médio não se formam.
“A escola é infantilizada e não reconhece o sujeito que ela atende. O ensino médio tem que dialogar com o jovem e é impossível que a escola tenha uma política pedagógica eficiente sem dialogar com esse aluno”, afirmou.
No ano passado foi aprovada pelo Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna o ensino médio uma etapa obrigatória da escolarização no país. Para Artexes, a legislação é importante porque demonstra um comprometimento do estado, mas “não garante que vamos ser capazes de atrair os jovens que estão fora da escola”.
“Se não melhorarmos a qualidade não adianta porque não vamos conseguir elevar as taxas de acesso”, afirmou.
Para a superintendente do Instituto Unibanco, Wanda Engel, o ensino médio é uma “bomba-relógio” que pode comprometer o desenvolvimento econômico do país. “Nós não estamos conseguindo fazer com que a nossa juventude tenha um passaporte mínimo para entrar no moderno mercado de trabalho. Ou estancamos isso, ou o nosso país não terá condições mínimas de competitividade”, defendeu.
Fonte: http://www.ser.com.br

MEC organiza pregão para compra de bicicletas para estudantes de escolas rurais

Por Amanda Cieglinski
Clipping Educacional - Agência Brasil
Brasília - Depois de organizar pregões para compra de ônibus escolares, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) iniciou ontem (14) um pregão eletrônico para aquisição de bicicletas. A ideia é que o equipamento sirva como meio de transporte para estudantes de áreas rurais. Os municípios e estados interessados deverão utilizar recursos próprios para comprar o veículo.
A expectativa do FNDE, autarquia do Ministério da Educação (MEC), é de que sejam adquiridas 350 mil bicicletas em um ano. Segundo o fundo, os veículos devem chegar nas escolas a partir de outubro. As prefeituras ou governos estaduais serão os proprietários das bicicletas que ficarão com os alunos enquanto eles estiverem matriculados na rede de ensino. Cada escola vai exercer um controle do uso desse bem.
Nessa primeira fase, fabricantes interessadas em fornecer as bicicletas devem acessar o portal www.comprasnet.gov.br e incluir seus lances. Posteriormente, os estados e municípios aderem à ata de registro de preços do pregão eletrônico. Mais informações no site do FNDE.
Fonte: http://www.ser.com.br/

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Educação poderá ampliar benefício especial

Carol Rocha
Clipping Educacional - do Agora
Os professores que já trabalharam na direção das escolas da rede estadual (em cargos como o de professor-coordenador, vice-diretor ou diretor) poderão se aposentar antes. Segundo o CPP (Centro do Professorado Paulista), o DHRU (Departamento de Recursos Humanos), da Secretaria de Estado da Educação, deu parecer favorável sobre a aposentadoria especial.
O documento é uma resposta a um pedido feito pelo CPP em fevereiro, diz o sindicato.
Para o DRHU, o tempo que o professor trabalhou na coordenação também deve valer para a aposentadoria especial, concedida cinco anos antes aos docentes. Assim, é possível que o docente se aposente com 55 anos de idade e 30 anos de contribuição, para homem, ou 50 anos de idade e 25 anos de pagamento, para mulher.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Resolução SE 50, de 10-6-2010 - Do funcionamento das repartições públicas estaduais nos dias que especifica

Regulamenta a aplicação do disposto no Decreto nº 55.848, de 24 de maio de 2010, que trata do funcionamento das repartições públicas estaduais nos dias que especifica e dá providências correlatas
O Secretário da Educação, no uso de suas atribuições e considerando:
o disposto no Decreto nº 55.848, de 24.5.2010, que dispõe sobre o funcionamento das repartições públicas estaduais em virtude da participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de Futebol de 2010; a necessidade de orientar as escolas quanto à adoção de procedimentos que lhes assegurem adequar as alterações do horário de funcionamento ao cumprimento dos mínimos de carga horária e de dias letivos determinado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,
Resolve:
Art. 1º - O expediente dos órgãos centrais, regionais e das unidades escolares da Secretaria da Educação, nos dias dos jogos da Seleção Brasileira, na primeira fase da Copa do Mundo de Futebol de 2010, observará o disposto no Decreto nº 55.848, de 24.5.2010, e o contido na presente resolução.
Art. 2º - As unidades escolares que integram a rede estadual de ensino interromperão seu funcionamento a partir das 14 horas, no dia 15 de junho, 3ª feira, podendo retomá-lo, observado o horário previamente estabelecido em seu plano de trabalho, para desenvolvimento das atividades previstas para o período noturno.
Parágrafo único – no dia 25 de junho, 6ª feira, o expediente terá início às 14 horas, conforme estabelecido no inciso II do artigo 1º do Decreto nº 55.848/2010.
Art. 3º - Caberá aos Supervisores de Ensino, à vista das peculiaridades, necessidades e condições de cumprimento dos mínimos legais de dias e cargas horárias previstos nos calendários e matrizes curriculares das escolas sob sua jurisdição, decidir conjuntamente com a direção da escola, sobre o cumprimento do disposto no artigo anterior.
Art. 4º - Caberá ao superior hierárquico dos servidores dos órgãos centrais, regionais e das unidades escolares elaborar a escala de compensação, à razão de 1 (uma) hora diária, respeitada a jornada de trabalho a que estiver sujeito cada servidor.
§ 1º - A compensação das horas não trabalhadas deverá ser registrada em folha de ponto.
§ 2º - A não compensação das horas não trabalhadas acarretará os descontos cabíveis ou, se for o caso, falta ao serviço no dia sujeito à compensação.
Art. 5º - Dada a peculiaridade do funcionamento das unidades escolares, o Diretor de Escola poderá adotar escala de compensação, seja para compensação de aulas não ministradas pelos professores, seja para horas não trabalhadas pelos servidores, alterando o tempo diário destinado à compensação de que trata o caput do artigo 4º desta resolução.
Art. 6º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Experiências mostram que educação integral pode continuar avançando no Brasil

Desirèe Luíse
Clipping Educacional - Portal Aprendiz
Debatedores que estiveram presentes no Colóquio de Educação Integral, realizado na última semana em São Paulo (SP), acreditam que há possibilidades de o Brasil avançar na implementação da educação integral. Projetos desenvolvidos no país retratam condições para o progresso das ações, apesar dos desafios. Em Palmas (TO), um projeto de educação integral começou a ser colocado em prática em 2008. “Na Escola [Municipal] Cora Coralina, colocamos oficineiros no contraturno escolar. As crianças têm aulas de filosofia, dança, xadrez e inglês”, relatou o secretário de educação de Palmas e professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Danilo de Melo Souza. No regime de contraturno, enquanto metade dos alunos está em sala de aula cursando as disciplinas da grade curricular, a outra metade desenvolve outras tarefas. Os alunos da Cora Coralina permanecem em atividades educativas em média 9 horas e meia por dia. “O custo anual por cada criança do ensino fundamental é de R$ 1985. Agora, a educação infantil é o nosso principal problema, porque é mais cara”, revelou o secretário.Nesse sentido, pensar na sustentabilidade é fundamental. Segundo Souza, em alguns casos, reestruturar a rede educacional, com a ampliação de vagas, a redução com os gastos indiretos das secretarias e a melhora do gerenciamento dos recursos do transporte e merenda resultam em economia suficiente para ser aplicada no aumento da jornada escolar. “Uma de nossas escolas na zona rural gastava R$ 5 mil apenas em transporte, porque tinha que fazer quatro viagens. Agora, com as crianças em tempo integral, o ônibus faz apenas duas”, completa.Em ano de eleição, o ex-secretário municipal de educação de Nova Iguaçu (RJ), Jaílson de Souza Silva, se mostrou preocupado com a continuidade no processo de implementação da educação integral. “Como garantir um plano de política pública com mudança de gestão? Em Nova Iguaçu, a experiência da educação integral estava ocorrendo bem, mas há dificuldades político-partidárias também”.O Programa Mais Educação, uma das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), criado em 2008, tem como objetivo garantir políticas sociais em curso no Brasil para aumentar a oferta educativa no ensino público. No entanto, a integrante do Centro de Estudos em Educação, Cultura e Ação Comunitárias (Cenpec) Raquel Souza pontuou que “os desafios de gestão são tão complexos quanto a implementação da educação integral. É preciso pensar em cada cenário do país que é muito diverso”. Responsável pela área do monitoramento de políticas públicas do Cenpec, Raquel acredita que “as atuais experiências de educação integral acontecem no campo da experimentação, com mecanismos de avaliação, monitoramento e implantação novos”.O secretário municipal de educação de Belo Horizonte (MG), Macaé Evaristo, ressaltou a importância da destinação dos recursos financeiros. “A educação integral traz um novo olhar para as cidades, mas o governo precisa investir mais. A ideia de democratizar os espaços públicos está inserida nesse pensamento de educação cultural e integral. Na capital mineira, onde não há clubes públicos, uma criança da periferia não pode nadar, enquanto clubes privados estão ociosos de segunda a sexta-feira”.Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de emenda constitucional cujo objetivo é implantar a obrigatoriedade do ensino integral na escola básica brasileira. O autor da emenda, deputado Alcenir Guerra (DEM), partiu da experiência em educação integral da cidade de Pato Branco (PR) e outros municípios brasileiros.

Colóquio de Educação Integral

Clipping Educacional - www.envolverde.com.br - 11.06.10
Experiências mostram que educação integral pode continuar avançando no Brasil Por Desirée Luíse, do Aprendiz Debatedores que estiveram presentes no Colóquio de Educação Integral, realizado na última semana em São Paulo (SP), acreditam que há possibilidades de o Brasil avançar na implementação da educação integral. Projetos desenvolvidos no país retratam condições para o progresso das ações, apesar dos desafios. Em Palmas (TO), um projeto de educação integral começou a ser colocado em prática em 2008. “Na Escola [Municipal] Cora Coralina, colocamos oficineiros no contraturno escolar. As crianças têm aulas de filosofia, dança, xadrez e inglês”, relatou o secretário de educação de Palmas e professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Danilo de Melo Souza. No regime de contraturno, enquanto metade dos alunos está em sala de aula cursando as disciplinas da grade curricular, a outra metade desenvolve outras tarefas. Os alunos da Cora Coralina permanecem em atividades educativas em média 9 horas e meia por dia. “O custo anual por cada criança do ensino fundamental é de R$ 1985. Agora, a educação infantil é o nosso principal problema, porque é mais cara”, revelou o secretário. Nesse sentido, pensar na sustentabilidade é fundamental. Segundo Souza, em alguns casos, reestruturar a rede educacional, com a ampliação de vagas, a redução com os gastos indiretos das secretarias e a melhora do gerenciamento dos recursos do transporte e merenda resultam em economia suficiente para ser aplicada no aumento da jornada escolar. “Uma de nossas escolas na zona rural gastava R$ 5 mil apenas em transporte, porque tinha que fazer quatro viagens. Agora, com as crianças em tempo integral, o ônibus faz apenas duas”, completa. Em ano de eleição, o ex-secretário municipal de educação de Nova Iguaçu (RJ), Jaílson de Souza Silva, se mostrou preocupado com a continuidade no processo de implementação da educação integral. “Como garantir um plano de política pública com mudança de gestão? Em Nova Iguaçu, a experiência da educação integral estava ocorrendo bem, mas há dificuldades político-partidárias também”. O Programa Mais Educação, uma das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), criado em 2008, tem como objetivo garantir políticas sociais em curso no Brasil para aumentar a oferta educativa no ensino público. No entanto, a integrante do Centro de Estudos em Educação, Cultura e Ação Comunitárias (Cenpec) Raquel Souza pontuou que “os desafios de gestão são tão complexos quanto a implementação da educação integral. É preciso pensar em cada cenário do país que é muito diverso”. Responsável pela área do monitoramento de políticas públicas do Cenpec, Raquel acredita que “as atuais experiências de educação integral acontecem no campo da experimentação, com mecanismos de avaliação, monitoramento e implantação novos”. O secretário municipal de educação de Belo Horizonte (MG), Macaé Evaristo, ressaltou a importância da destinação dos recursos financeiros. “A educação integral traz um novo olhar para as cidades, mas o governo precisa investir mais. A ideia de democratizar os espaços públicos está inserida nesse pensamento de educação cultural e integral. Na capital mineira, onde não há clubes públicos, uma criança da periferia não pode nadar, enquanto clubes privados estão ociosos de segunda a sexta-feira”. Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de emenda constitucional cujo objetivo é implantar a obrigatoriedade do ensino integral na escola básica brasileira. O autor da emenda, deputado Alcenir Guerra (DEM), partiu da experiência em educação integral da cidade de Pato Branco (PR) e outros municípios brasileiros.

Progressão continuada só funciona com políticas de apoio

Carolina Rocha,
Clipping Educacional - iG São Paulo
Especialistas defendem o fim da reprovação nos primeiros anos do ensino fundamental proposto pelo Conselho Nacional de Educação
A política de progressão continuada para os três primeiros anos do ensino fundamental não será bem-sucedida em âmbito nacional se não for seguida de políticas de apoio. É o que acreditam especialistas em educação básica consultados pelo iG. A instituição da progressão continuada é uma das propostas das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, que devem ser votadas no próximo mês pelo Conselho Nacional de Educação. Se aprovada, as crianças de todo o Brasil só poderiam ser reprovadas ao concluírem a 3ª série. Para Iara Prado, coordenadora do Programa Ler e Escrever, da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a repetência nesta fase escolar pode ter um custo alto para a autoestima do aluno. “Repetir não faz aprender e percebemos que o processo de alfabetização é amplo. Diversos estudos mostraram que a repetência é um dos principais motivos para a desistência na escola.” O professor da Universidade Federal de Minas Gerais e membro do Conselho Consultivo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) Francisco Soares tem a mesma opinião. “O Brasil venceu o problema do acesso. Mas ainda não há boas soluções para os outros problemas. A permanência, por exemplo, é um problema tão sério que apenas 70% das crianças completam o ensino fundamental. Ou seja, manter a criança na escola é ainda uma meta importante.” Segundo ele, quando a escola era para poucos, a reprovação era uma arma para fazer a seleção e exclusão de alunos. “Os problemas da permanência e do aprendizado eram de responsabilidade do aluno. Hoje entendemos que isto é um problema para ser resolvido com políticas públicas. Ou seja, criar uma escola que receba a todos e lhes garanta o direito de aprender. E a escola não pode usar a reprovação como estratégia educacional.” Progressão na prática Em São Paulo, a progressão continuada para alunos da 1ª à 4ª série foi implantada em 1998 e neste período a evasão escolar apresentou uma grande queda. No ensino fundamental, passou de 4,5% em 1999 para 1,3% no ano passado. A preparação do aluno, entretanto, é alvo de críticas. “Em São Paulo nunca houve a progressão continuada, sempre teve aprovação automática. O aluno vai para o ensino médio sem saber nada. É o que vem mostrando as notas do Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar)”, afirma a presidente do Sindicato dos Professores da rede estadual de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha. No último ano, 30,3% dos alunos da 4ª série tiveram nota insuficiente em matemática e 20,8% não alcançaram nota suficiente em Língua Portuguesa. O resultado, entretanto, é visto como positivo por Iara. “A média de Português na 4ª série subiu 10,4 pontos, foi de 180, em 2008, para 190,4, em 2009. Em Matemática também teve melhora, foram 10,8 pontos. Isso é fruto de programas que estamos desenvolvendo. O Ler e Escrever começou em 2008 e acreditamos que em três ou quatro anos nós poderemos comemorar bastante o resultado dele”, avalia a coordenadora. Políticas Iara destaca a importância de metodologias específicas para cada localidade. “Políticas educacionais para todo o País não funcionam. Cada Estado tem uma realidade e necessidade específica. Impor a progressão continuada sem recomendações, sem apresentação de propostas e programas de apoio não vai funcionar”, diz Iara, que já foi secretária de Ensino Fundamental da gestão de Fernando Henrique Cardoso. Para Francisco Soares, “os problemas da educação básica brasileira são graves e a solução envolve usar várias estratégias, mas não há espaço para a reprovação". Para solucionar estes problemas, Soares sugere a adoção de turmas e escolas menores para os alunos filhos de família de baixo capital cultural. “Afinal, estes estudantes trazem pouco de casa. Escola de tempo integral, para estes.