quarta-feira, 31 de março de 2010

Veja a lista dos professores que vão ganhar reajuste em SP

Amanda Mont'Alvão Veloso
Clipping Educacional - do Agora
Os professores da rede estadual que fizeram a prova do programa de Valorização pelo Mérito já podem ver quem são os 44.569 funcionários do magistério que terão reajuste de 25%.

Veja a lista com os nomes dos funcionários que terão aumento
O anúncio oficial com os aprovados no programa será feito hoje pelo secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza. O pagamento será feito no dia 7 de maio --retroativo a janeiro deste ano.
Os servidores já podem conferir sua nota no site www.cesgranrio.org.br.
Dos 44.569 servidores que terão a grana extra, 43.403 são professores. Porém, nem todos os aprovados terão aumento salarial: de 64.397 aprovados, 19.828 ficarão sem o reajuste de 25%.
Isso ocorre porque o exame concede aumento para um máximo de 20% dos integrantes do magistério --estimados em 220 mil pela Secretaria de Estado da Educação. Portanto, a aprovação do servidor (nota maior que seis na prova, de um total de dez pontos) não garante que ele terá o reajuste. Quem foi aprovado neste ano, mas ficou sem reajuste, poderá aproveitar a nota na prova de 2011.

Além dos professores, serão beneficiados 893 diretores de escola, 268 supervisores de ensino, quatro assistentes de diretor de escola e apenas um coordenador pedagógico.

Prova
Para fazer a avaliação, os candidatos precisaram cumprir alguns requisitos, como tempo mínimo no mesmo cargo e na mesma escola, além de frequência na sala de aula (faltas).
Os sindicatos criticam o método de promoção, por excluir 80% da categoria e por permitir que servidores com o mesmo cargo tenham salários diferentes.
Um professor de uma escola da zona norte, que não quis se identificar, não fez a prova por considerá-la injusta. "Por que o governo não concede aumento de 5% para todo mundo e faz uma prova para dar mais 10% de reajuste para os interessados?", questiona o docente.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

terça-feira, 30 de março de 2010

Formação de professores em cursos de educação a distância gera polêmica

Lisiane Wandscheer
Clipping Educacional - Da Agência BrasilEm Brasília
A formação de professores em cursos de educação a distância está longe de um consenso entre os educadores que participam da Conae (Conferência Nacional de Educação). Os defensores da modalidade afirmam que essa é a única forma de garantir o ensino universitário aos que vivem em regiões de difícil acesso e os que são contra salientam a falta de qualidade dos cursos.
A diretora do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul e presidente do Conselho Estadual de Educação, Cecília Farias, critica a formação de professores em cursos de educação a distância. Para ela, é preciso haver formação presencial do futuro professor. "Nos cursos de pós-graduação, não há problema [com a distância], mas, para a formação inicial, somos contra."
A professora ressaltou que várias instituições privadas não estão oferecendo cursos de qualidade e que existe muita mercantilização. "Os objetivos são apenas financeiros.”
A coordenadora-geral de Formação da Secretaria de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Helena de Freitas, que também participa da Conae, lembra que a escola deve ser vinculada à sociedade e que muitos cursos a distância são de baixa qualidade.
“Temos que examinar que tipo de professores são formados nesses cursos. Um encontro presencial é limitado no tempo e no espaço e distante da realidade da sociedade”, disse ela.
Segundo o Ministério da Educação, há 800 mil pessoas fazendo cursos de educação a distância – 600 mil em escolas privadas e 200 mil em instituições públicas. O secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Biechoviski, disse que o ministério está exercendo um papel rigoroso na supervisão e regulação de tais cursos.
“O curso a distância permite que pessoas que morem nos rincões mais distantes se formem. Estamos sendo rígidos na supervisão dos cursos. Hoje mesmo foi descredenciada uma instituição de ensino e na semana passada tivemos outra faculdade”, afirmou Biechoviski.

''Falta divulgação para ampliar EJA'', diz coordenador da Ação Educativa na Conae

Sarah Fernandes
Clipping Educacional - Enviada especial a Brasília (DF)
Falta divulgação para ampliar o número de atendidos pela Educação de Jovens e Adultos (EJA), afirmou o presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos, Sergio Haddad, que é coordenador geral da organização não-governamental Ação Educativa. “É preciso chamar as pessoas para participarem. Não podemos ser tímidos nessa hora”, afirmou durante um colóquio da Conferência Nacional de Educação, que acontece até essa quinta-feira (1/4) em Brasília (DF).“As políticas para essa modalidade de ensino avançaram na infraestrutura, mas ainda falta aumentar o volume de recurso”, avaliou. “A Educação de Jovens e Adultos já é entendida como um direito, mas ainda trás consigo um caráter de campanha, de programa de alfabetização”, disse Haddad.O Brasil tem ainda 44,2 milhões de pessoas analfabetas e analfabetas funcionais. Entre 2001 a 2009, o número de analfabetos totais caiu de 12% para 7% da população entre 15 e 64 anos, segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf). Nessa velocidade, a erradicação do analfabetismo só ocorreria em 20 anos.
fonte:http://aprendiz.uol.com.br

Melhorar educação depende de piso e carreira para professores

Sarah Fernandes
Clipping Educacional - Enviada especial a Brasília (DF)
Sem estipular um piso de salário nacional e sem estruturar um plano de carreira para os professores não é possível melhorar a qualidade da educação pública no Brasil. A conclusão foi de um colóquio sobre valorização dos profissionais de educação, realizada na manhã desta terça-feira (30/3), na Conferência Nacional de Educação (Conae), que acontece em Brasília (DF) até quinta-feira (1/4).
Os participantes também concluíram que é necessário estabelecer o custo aluno-qualidade, organizar currículos escolares e regularizar as contratações com concursos públicos. “Não é possível falar em qualidade de educação sem valorizar os profissionais”, afirmou a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, uma das conferencistas.
“Com a municipalização do ensino, os professores têm salários e carreiras diferentes. A ideia não é retirar autonomia das prefeituras, mas articular para que piso e carreira sejam cumpridos”, avaliou. Ela lembrou que os professores precisam também de formação continuada nas escolas e de incentivo à pesquisa.
Outro problema levantado pelos conferencistas foi o repasse de verba para a educação. “Muitas vezes a gestão dos recursos fica nas mãos das secretarias de finanças, que não conseguem perceber as especificidades das demandas de educação”, avaliou o ex-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e ex-secretário de educação da Bahia, Adeum Sauer.
Para ele, os professores precisam se dedicar unicamente às atividades nas salas de aula e pesquisa. “Um terço da jornada dos professores é dedicada para planejamento de atividades da escola. É uma atividade que não faz parte da docência”, afirma.
Plenárias
Os colóquios da Conferência foram finalizados nessa manhã. A partir de agora os delegados e os participantes se reúnem em plenárias para levantar propostas para o Plano Nacional de Educação (PNE). Elas estão divididas em seis eixos: papel do Estado na garantia do direito a educação de qualidade; qualidade da educação, gestão democrática e avaliação; democratização do acesso, permanência e sucesso escolar; formação e valorização dos trabalhadores em educação; financiamento da educação e controle social e justiça social, educação e trabalho.
As propostas levantadas nas plenárias serão discutidas na plenária final, marcada para quinta-feira (1/4). A expectativa é que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participe do debate.

ENTIDADES DE SERVIDORES PÚBLICOS DEBATEM ADIN 4359 COM MINISTRO DO STF

Clipping Educacional - APASE
A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) foi recebida nesta segunda-feira, 29, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 4359, contra o Governo do Estado de São Paulo. A ação trata da Lei Complementar 1.097 de 2009, que institui o sistema de promoção para os integrantes do magistério da Secretaria Estadual de Educação.
Hoje, o Estado conta com cerca de 230 mil professores. A indignação da categoria está na forma como a Lei estabelece que essa promoção será concedida, visto que apenas 20% dos profissionais da educação serão beneficiados e qualquer tipo de reajuste, mesmo inflacionário, será dependente de uma avaliação. Juntamente com o Centro do
Professorado Paulista (CPP), Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos de São Paulo (FESSP-ESP) e Sindicato de Supervisores do Magistério do Estado de SP (Apase), a entidade foi convocada para esclarecer as bases legais e sociais da Adin.
Na audiência, o diretor jurídico da CSPB, Osmir Bertazzoni, explicou ao ministro a relevância da ação do ponto de vista legal para a categoria. “Essa Lei Complementar é uma situação atípica técnica-administrativa. Eles ferem diretamente princípios da Constituição, como a paridade e contrariam o artigo 5º quando pretendem tratar pessoas iguais como desiguais. Um professor com 30 anos de carreira, por exemplo, vai ganhar menos do que um que acabou de entrar no magistério”, explicou Bertazzoni.
Segundo o presidente do CPP, José Maria Cancelliero, o Governo está pressionando a categoria para prejudicar o andamento da Adin. “Os diretores regionais de ensino foram notificados a não
dar qualquer tipo de esclarecimento à imprensa. Como são cargos de confiança, eles ficam receosos de perder o emprego, é uma forma que o governador encontrou de diminuir a
repercussão. Está pior que ditadura”.
Mas os representantes saíram otimistas da audiência. A ação já recebeu parecer da Advocacia Geral da União (AGU) e está agora na Procuradoria Geral da República (PGR), onde espera a manifestação para poder ser, então, encaminhada ao STF. De acordo com o ministro Dias Toffoli, entretanto, não se pode falar ainda em prazos, pois, depois de recebida pelo Supremo, a Ação depende ainda de votação no plenário.
“Sei que ainda temos um longo caminho, mas acredito que podemos ter esperança de que vamos vencer mais essa luta para os professores do Estado de São Paulo”, opinou a presidente da Apase, Maria Cecília Sarno.
CSPB - SECOM
fonte: http://www.sindicatoapase.org.br/

Não cabe falta injustificada na greve !!

Clipping Educacional - UDEMO
Colega, veja o que o Supremo Tribunal Federal já decidiu, com base na nossa Constituição:
"A simples circunstância de o servidor público estar em estágio probatório não é justificativa para demissão com fundamento na sua participação em movimento grevista por período superior a trinta dias. A ausência de regulamentação do direito de greve não transforma os dias de paralisação em movimento grevista em faltas injustificadas".
(RE / 226966 - Recurso Extraordinário)
Por isso, colega, ninguém poderá ficar com falta injustificada, em função da greve !
fonte: http://www.udemo.org.br

Assembleias: cuidado com as infiltrações !

Clipping Educacional - UDEMO
O lamentável episódio ocorrido na sexta-feira, dia 26 de março, próximo ao Palácio dos Bandeirantes, em que a imprensa registrou cenas de violência e vandalismo, serve de lição para os colegas mais ingênuos, que ainda não conheciam esta velha tática: infiltrar agitadores nos movimentos de massa.
Se você acompanhou alguns lances das reportagens pelo Uol, por exemplo, pôde ver que muitas pessoas que ali estavam, atirando pedras e paus, não tinham nenhuma ligação com os professores. Há uma cena (veja a foto abaixo) em que, supostamente, "um policial à paisana socorre uma soldado ferida". Essa soldado teria recebida uma paulada na cabeça. Colocando o zoom na foto, você pode perceber que, estranhamente, não há sequer um arranhão no seu capacete.
Colegas que estavam no local, no momento do fato, afirmam que quem socorreu a soldado foi um professor. Porém, o próprio comando da Polícia Militar correu para "desmentir" a versão, alegando que "a soldado foi socorrida por um policial à paisana, infiltrado entre os grevistas."
Essa foi a declaração do Comando da Polícia Militar.
Portanto, colega, cuidado com os agitadores infiltrados: eles são pagos para isso. Para fazer crer à população que os professores são vândalos e que, por isso, o governo está certo em tratá-los como vândalos.
Desta vez não deu certo! O infiltrado foi traído pelos infiltradores. Governo X Governo.
fonte: http://www.udemo.org.br

Greve: resultado da "negociação"

Clipping Educacional - Udemo
Na sexta-feira, dia 26, durante a manifestação no Morumbi, o governo chamou as entidades "para negociar". Nós já conhecemos essa história. De qualquer forma, foi uma vitória para nós, ou uma derrota para eles, que tiveram de admitir a força e a pressão do nosso movimento.

O resultado da "negociação", como já era esperado, foi nenhum!
Os representantes das entidades foram recebidos pelos Secretários Adjuntos da Secretaria da Educação e da Casa Civil - nem sequer os titulares da Pastas apareceram - para ouvir deles o seguinte:
"o governo já fez um esforço enorme para incorporar a GAM, não sendo possível conceder mais nada a título de reajuste, neste momento. De qualquer forma, se as entidades concordarem em encerrar a greve, nós podemos voltar a negociar."

Observações:
1. Por que as entidades não foram recebidas pelo próprio Governador, ou, na impossibilidade, pelos titulares das Pastas, incluindo o Secretário da Educação?
2. Que "esforço enorme" foi, para o Governo, incorporar a GAM, uma vez que o dinheiro usado para isso é o mesmo que já vinha sendo gasto com o seu pagamento?
3. Por que condicionar a "retomada" das negociações ao encerramento da greve? Chantagem?
4. Por que usar a expressão "retomada das negociações", se elas nunca aconteceram?
5. Finalmente, por que falar em "negociação", quando já se anuncia, previamente, que o governo "não tem mais dinheiro" para gastar com a educação?
Conclusão: esse governo não é sério! Serra não gosta de professor!
fonte: http://www.udemo.org.br/

Política de bônus para professores divide pesquisadores

FÁBIO TAKAHASHI
Clipping Educacional - DA REPORTAGEM LOCAL
Em greve há três semanas, os docentes não têm aumento desde 2008; reajustes ficaram abaixo da inflação nos últimos cinco anos
Para alguns, bônus beneficia só os que já possuem boas condições de trabalho; outros dizem que categoria será forçada a melhorar
A política do governo de São Paulo de conceder reajuste salarial apenas aos professores bem avaliados divide os pesquisadores da área.
Uma ala diz que a lógica beneficia apenas os que já possuem boas condições de trabalho. Outra defende que os educadores serão forçados a melhorar.
Em greve há três semanas, os docentes estaduais não ganham aumento desde 2008. E nos últimos cinco anos os reajustes ficaram abaixo da inflação.
A Secretaria da Educação diz que os gastos com a folha salarial já são muito altos (cerca de 70% de todo o orçamento da pasta) e que prefere conceder dinheiro extra aos servidores de escolas que melhorem os indicadores de qualidade ou que passem em exames.
Desde 2005 (quando receberam aumento de 15%) os professores das escolas estaduais paulistas ganharam apenas um reajuste, de 5%, em 2008. A inflação nos últimos cinco anos foi de 22% (IPCA-IBGE).
Hoje, os salários dos professores variam de R$ 1.834 a R$ 3.181 (para 40 horas semanais).
Para os sindicatos, os salários estão "sucateados". O movimento reivindica aumento de 34,3%, índice que recuperaria as perdas desde 1998.
O governo José Serra (PSDB) afirma que a situação não é ruim como dizem os sindicalistas, pois houve incorporações de gratificações (que beneficiam sobretudo os aposentados) e implementação do bônus por desempenho, pago em uma parcela a servidores de 73% das escolas (a maioria ganhou de R$ 2.500 a R$ 5.000).
Foram beneficiados os colégios que melhoraram em um ano o desempenho no indicador de qualidade ou ficaram acima da média da rede.
O governo também adotou programa que eleva o teto a R$ 6.270, desde que o servidor, ao final da carreira, tenha sido aprovado em quatro exames.
"Não suportaríamos o aumento pedido pelos sindicatos. Por isso estamos com política de bônus, de promoções", afirmou o secretário-adjunto da Educação, Guilherme Bueno.
A pasta diz que, se concedido o reajuste, faltariam recursos para ações como manutenção de escolas ou compra de materiais (a folha salarial passaria a 86% do orçamento da pasta).
A secretaria afirma ainda que os recursos destinados a pagamento dos servidores cresceu 33% desde 2005, devido a incorporações de gratificação, contratações e pagamento de benefícios como quinquênios.
A resolução da greve está em um impasse. O governo afirma que não negocia com a categoria enquanto houver paralisação. Os sindicatos dizem que não acabam o protesto enquanto não houver reajuste. Amanhã haverá assembleia da categoria na avenida Paulista, juntamente com um protesto contra Serra -que deixa o governo para concorrer à Presidência.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Professor aprovado receberá aumento em maio

Clipping Educacional - Agora
Os 44.569 professores que obtiveram a nota mínima no exame de promoção da rede estadual -pelo programa Valorização pelo Mérito- irão receber aumento de 25% no salário no pagamento de maio, segundo informações do secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza. A grana, que será retroativa a janeiro deste ano, será depositada no dia 7 de maio (quinto dia útil do mês).
Serão divulgados amanhã, no "Diário Oficial" do Estado, os nomes dos professores que terão aumento de salário.
fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br

Educação de SP divulga gabaritos de concurso

Clipping Educacional - Agora
A Secretaria de Estado da Educação divulgou os gabaritos das provas do concurso para 10.083 vagas de professor na rede.
A seleção irá preencher os cargos de professor de educação básica 2 (correspondente aos últimos anos do ensino fundamental e a todo o ensino médio) e de educação especial. Os salários iniciais variam de R$ 454,66 a R$ 1.515,53, de acordo com a carga horária.
No total, a seleção recebeu mais de 260 mil inscritos. Segundo o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, cerca de 230 candidatos fizeram as avaliações objetivas, aplicadas no último domingo.
O candidato que não concordar com as respostas do teste poderá recorrer do resultado. Os recursos deverão ser enviados até amanhã, por meio do site da Fundação Carlos Chagas (www.concursosfcc.com.br ).
fonte:http://www.saopaulo.sp.gov.br

Para especialistas, atual Plano Nacional de Educação "fracassou"

Amanda Cieglinski
Clipping Educacional - Da Agência Brasil/Em Brasília
Formado por metas de acesso e qualidade, o atual PNE (Plano Nacional de Educação) estabeleceu 295 objetivos para nortear o planejamento da educação no Brasil, da creche à pós-graduação, entre 2001 e 2010. Mas, às vésperas de chegar ao fim, muito deixou de ser cumprido. É o que avaliam os especialistas entrevistados pela Agência Brasil. O próximo PNE começa a nascer na Conae (Conferência Nacional de Educação), que será realizado em Brasília entre 28 de março e 1º de abril, quando serão traçadas as diretrizes do novo plano que irá vigorar de 2011 a 2020.
O professor Jamil Cury, que participou da elaboração do plano à época, classifica o resultado como “um fracasso”. Para ele, um dos principais motivos para que boa parte das metas não fosse cumprida foi a falta de previsão orçamentária no próprio PNE para sustentar as ações previstas.
Um dos itens previstos no plano, mas que foi vetado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, era que o país conseguisse elevar para 7% até o fim da década o investimento público em educação. “Com isto, nós ficamos com um plano bastante interessante do ponto de vista da radiografia, do diagnóstico, das diretrizes e das metas. Só que ele ficou sem os recursos necessários para tal”, aponta Cury.
O conselheiro nacional de educação, Mozart Neves Ramos, também aponta a falta de previsão de recursos como um dos nós do plano em vigência. “Você não lança ações para mudar a educação sem saber quanto elas custam. Tornou-se um plano sem compromisso entre gestores, foram lançadas 295 metas sem quantificar quanto será necessário para realizar aquela ação. Talvez isso reflita o baixo índice de atendimento das metas”, avalia Mozart, que também é presidente do Movimento Todos pela Educação.
Para ele, o excesso de metas incluídas no plano – muitas sem possibilidade de aferição de cumprimento – também dificultou o acompanhamento pela sociedade. Ele aponta que o plano não inclui mecanismos de acompanhamento e avaliação permanentes. “Às vésperas do novo plano é que a sociedade está despertando. Poucos educadores e gestores trouxeram isso para um acompanhamento anual ou bienal. Você não viu o ministério fazer um balanço do PNE. Ele não foi um plano que mobilizou”, disse.
O MEC (Ministério da Educação) aguarda a atualização dos dados relativos ao acesso à educação, que são divulgados anualmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para analisar o que foi ou não cumprido no atual plano.
O PNE também previa que Estados e municípios elaborassem seus próprios planos, com base nas diretrizes nacionais. Mas, segundo Cury, houve poucos avanços nas outras esferas. “Além da falta de recursos financeiros, faltou planejamento. Apenas sete Estados fizeram seus planos e muitos municípios também não fizeram. Com a falta desses dois recursos, o PNE ficou um 'queijo suíço', cheio de buracos e furos”, avalia.
fonte: http://educacao.uol.com.br

Metas do próximo Plano Nacional de Educação podem incluir erradicação do analfabetismo e mais financiamento

Amanda Cieglinski
Clipping Educacional - Da Agência Brasil/Em Brasília
O Conselho Nacional de Educação preparou um documento para subsidiar as discussões sobre o novo PNE (Plano Nacional de Educação). As diretrizes do PNE, que precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional até o fim de 2010, serão traçadas na Conferência Nacional de Educação (Conae), que começa amanhã (28) em Brasília. É o plano que deve orientar os investimentos e as prioridades em educação do país para os próximos dez anos.
O CNE listou os “dez maiores desafios da Educação Nacional” que devem ser superados até 2020, “com compromisso do Estado e de toda a sociedade”. O foco do novo plano, recomendam os conselheiros, deve ser o de “garantir a universalização com qualidade da educação básica e a expansão e democratização com qualidade da educação superior”.

Veja quais são as metas recomendadas pelo CNE:
1.Extinguir o analfabetismo, inclusive o analfabetismo funcional, do cenário nacional
2.Universalizar o atendimento público, gratuito, obrigatório e de qualidade à pré-escola, ensino fundamental de nove anos e ensino médio, além de ampliar significativamente o atendimento em creches
3.Democratizar e expandir a oferta de educação superior, sobretudo da educação pública sem descurar dos parâmetros de qualidade acadêmica
4.Expandir a educação profissional de modo a atender as demandas produtivas e sociais locais, regionais, nacionais, em consonância com o desenvolvimento sustentável e com a inclusão social
5.Garantir oportunidades, respeito e atenção educacional às demandas específicas de: estudantes com deficiência, jovens e adultos defasados na relação idade-série, indígenas, afrodescendentes, quilombolas e povos do campo
6.Implantar a escola de tempo integral na educação básica, com projeto político-pedagógico que melhore a prática educativa, com reflexos na qualidade da aprendizagem e da convivência social
7.Implantar o Sistema Nacional de Educação, integrando, por meio da gestão democrática, os planos de educação dos diversos entes federados e das instituições de ensino, em regime de colaboração
8.Ampliar o investimento em educação pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) de forma a atingir 10% do PIB até 2014
9.Estabelecer padrões de qualidade para cada etapa e modalidade da educação, com definição dos insumos necessários à qualidade do ensino, delineando o custo-aluno-qualidade como parâmetro para seu financiamento
10.Valorizar os profissionais da educação, garantindo formação inicial e continuada, além de salário e carreira compatíveis com sua importância social e com os dos profissionais de outras carreiras equivalentes
fonte: http://educacao.uol.com.br/

Funcionários da USP, Unicamp e Unesp farão paralisação nesta terça-feira

Clipping Educacional - Da Redação/Em São Paulo
Funcionários da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) planejam fazer nesta terça-feira (30) paralisação pela isonomia salarial entre professores e funcionários. Os trabalhadores devem fazer atos em cada uma das universidades e prometem iniciar greve, caso não haja negociação.
Em nota, o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) afirma que a quebra de isonomia ocorreu quando o Cruesp (Conselho de reitores das Universidades Estaduais de São Paulo) concedeu reajuste retroativo a fevereiro de 6% somente aos professores das universidades.
"Relembramos que, nos últimos anos, o Cruesp se negou seguidamente a atender nossas reivindicações sempre remetendo à necessidade de preservar a isonomia salarial nas universidades", diz o sindicato.
Em 16 de março, o Sintusp havia se reunido com o novo reitor da USP, João Grandino Rodas, para discutir a quebra de isonomia. De acordo com nota do sindicato, o reitor havia afirmado que iria procurar os reitores da demais universidades para encaminhar a reivindicação. Além da isonomia, os funcionários também reivindicam a resolução de outras questões, como a demissão de Claudionor Brandão, ex-diretor do Sintusp.

Conflito
Para Magno de Carvalho, diretor de base do sindicato, esse será um ano "complicado" na USP: "Esse reitor diz que não quer conflito, mas ele já arrumou um dando esse aumento só para professores".
A justificativa do reitor para o aumento somente para os professores, segundo Carvalho, foi a de que a universidade haveria feito uma equiparação de salários com os docentes das universidades federais. "Essa alegação é absurda. Se é para unificar [o valor dos salários], tem que unificar para todos, porque o aumento, nas federais, valeu para todo mundo", explica.
O sindicato pretende unir forças com os alunos, que reivindicam melhoria das condições de permanência estudantil: "Vamos juntar nossas forças com os estudantes e estamos prevendo que a coisa vai ser feia. Esperamos que não aconteça o que aconteceu em 2009", diz.

4,1 milhões de crianças e jovens estão fora da escola, diz secretária da Educação Básica

Simone Harnik
Clipping Educacional - Em Brasília
Mais de 4,1 milhões de crianças e jovens em idade escolar (de 4 a 17 anos) estão fora das salas de aula. A informação é da secretária da Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Maria do Pilar Lacerda, baseada na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Deste total, 3,5 milhões têm 4 ou 5 anos ou já são adolescentes com 15 a 17 anos. A inclusão destas duas faixas etárias no sistema de ensino passou a ser obrigatória somente a partir do ano passado, com a aprovação da Emenda Constitucional 59 - que também determinou o fim gradual da DRU (Desvinculação das Receitas da União). Os Estados e municípios têm prazo até 2016 para fazer a inclusão destes potenciais alunos no sistema de ensino.
De acordo com Pilar, outros 680 mil jovens, com 7 a 14 anos, também não frequentam as salas de aula. "Eles são 2% das crianças nessa faixa etária, que o governo faz busca ativa para incluir", afirma. Esta faixa etária, no entanto, já deveria estar integralmente incluída nos colégios de todo o país.
A secretaria explica que estes 680 mil não matriculados são, em sua maioria, pessoas com deficiências, jovens do campo ou de populações ribeirinhas, com dificuldades de acesso à rede.

Novo levatamento de dados
Pilar afirma que um novo levantamento com os problemas na oferta de vagas em cada rede de ensino deverá ficar pronto até maio. Informações mais precisas são fundamentais porque, de acordo com ela, há muita diferença entre os municípios e Estados.
“A cidade de Pará de Minas tem 100% das crianças matriculadas em escolas de educação infantil, enquanto há estados ricos que não têm 50%”, disse.
A universalização do ensino é um dos temas em debate na Conae (Conferência Nacional de Educação), realizada em Brasília até a próxima quinta-feira (1º). Uma das metas da reunião é tirar as diretrizes para um sistema nacional de educação.
fonte: http://educacao.uol.com.br

Governo de SP lança programa de ensino à distância para professores

MARIANA PASTORE
Clipping Educacional - Colaboração para a Folha Online
Há dois dias de deixar o governo do Estado de São Paulo para disputar a Presidência, José Serra participou do lançamento do Redefor (Rede São Paulo de Formação de Profissionais da Educação) na tarde desta segunda-feira, no Palácio dos Bandeirantes, localizado no Morumbi, zona sul da cidade. Em parceria com a USP (Universidade São Paulo), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e Unesp (Universidade Estadual Paulista), o projeto vai oferecer formação especializada à distância e presencial aos professores da rede estadual.
O governador foi breve em seu discurso, que não durou mais de dez minutos, e explicou o programa que terá um investimento total de R$ 109 milhões, sendo R$ 32 milhões previstos somente para este ano.
Executado por meio da Escola Paulista de Formação Docente, o Redefor oferecerá cursos de especialização à distância, com um encontro presencial por mês, para 30.000 profissionais da rede pública do Estado ao longo de 2010, 2011 e 20112. A iniciativa tem como objetivo melhorar a capacitação de professores, diretores e supervisores do Ensino Fundamental ciclo 2 (de 5ª a 8ª série) e do Ensino Médio.
Serão cursos de especialização em docência para professores das 13 disciplinas do currículo: especialização em gestão da escola, para diretores; gestão do currículo, para professores-coordenadores; e gestão da rede pública, para supervisores de ensino. Os cursos terão como referência o currículo e os materiais de apoio à sua implantação, definidos pela Secretaria da Educação.
"O problema número um do governo na área da educação é o aproveitamento em sala de aula". Serra citou outros projetos da rede estadual de ensino, relacionados a merenda, uniforme e material escolar, que, segundo ele, estão perfeitos. "Agora nosso foco é na sala de aula e o Redefor vai melhorar o ensino nas escolas."
Sobre a parceria com as três universidades estaduais de São Paulo, o governador elogiou as instituições de ensino, "teremos o primeiro time dando aula." Para ele, um dos objetivos principais do programa é a "reciclagem do professor que já está no ensino." Serra deixou o local sem falar com a imprensa.
O secretário da Educação Paulo Renato Souza, define o programa como "a cereja do bolo da gestão de Serra na área da educação." Segundo Souza, o projeto significa a definição de currículo para a rede pública. "As três universidades elevam o tom do programa de especialização por seus prestígios. É um programa mais sofisticado porque resume tudo o que fizemos nesses três anos."
Questionado sobre a eficiência de um curso à distância, o secretário considerou: "Vai acabar a resistência a curso a distância. Isso já acontece no mundo inteiro." O programa ainda vai entregar um computador a cada professor, mas a secretaria ainda está estudando a melhor forma de realizar isso.
Nos próximos três anos, serão oferecidas 30 mil vagas, mas de acordo com Souza, se for necessário ampliar o número de vagas, o governo ampliará. Ele ainda explicou como foram elaborados os cursos: "Desenhamos em função das provas de alunos e professores para suprir a necessidade dos professores."
Por fim, explicou que o programa beneficia equipes escolares. Terão prioridade as escolas que apresentarem um representante de cada área: direção, professor coordenador, e professor de cada área.

Cursos
As inscrições para os exames começam em maio e os detalhes ainda serão divulgados pelo governo. Vale ressaltar que o programa não é obrigatório aos professores e que o diploma entregue ao fim do curso é equivalente a uma especialização.
Cada universidade vai lecionar cursos relacionados às suas especialidades. A Unicamp oferecerá cursos de especialização para docentes em língua portuguesa, matemática, física, história e educação física, num total de 4.050 vagas entre 2010 e 2011 e 8.000 vagas entre 2011 e 2012.
A USP ministrará cursos para docentes em ciências, biologia, sociologia, além de especializações em gestão da escola para diretores, em gestão do currículo para professores-coordenadores e em gestão da rede pública para supervisores de ensino. A universidade oferecerá 4.060 vagas na etapa 2010-2011 e outras 8.140 vagas na fase 2011-2012.
Já a Unesp disponibilizará cursos de especialização para docentes em língua inglesa, filosofia, arte, química e geografia, sendo 1.800 vagas entre este e o próximo ano e mais 3.950 vagas entre 2011 e 2012.

Greve dos professores
Sobre a greve dos professores do Estado, que teve início no dia 8 de março, Souza declarou: "Não há negociações. Eles entraram em greve intempestivamente." Segundo o secretário, quando o movimento for suspenso a secretaria retomará as negociações.
Ele ainda afirmou que a paralisação se trata de um ato político, de acordo com as próprias declarações da presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha: "Estamos aqui para quebrar a espinha dorsal desse partido e desse governador", disse Bebel, como é conhecida, em manifestação da categoria realizada na semana passada.
Ela disse que a categoria deve aproveitar os últimos dias do governo Serra para protestar. Ele deixa o cargo na quarta-feira (31) para disputar a Presidência. "Vamos aproveitar enquanto o governador não sai."
O próximo protesto da Apeoesp foi marcado justamente para a data de saída de Serra do governo. Deve ocorrer às 15h, na avenida Paulista, região central da cidade.

Sindicatos de servidores de SP organizam "bota fora" para protestar contra Serra

DANIEL RONCAGLIA
Clipping Educacional - colaboração para a Folha Online
Cerca de 40 entidades de funcionários públicos de São Paulo marcaram um protesto para quarta-feira, 31 de março, dia em que José Serra (PSDB) sai do governo paulista para disputar a eleição presidencial.
Chamado de "bota-fora do Serra", o protesto é organizado por sindicalistas do Conselho de Política de Administração e Remuneração de Pessoal, fórum de negociação salarial entre o funcionalismo e o governo estadual.
A manifestação está marcada para as 12h de quarta-feira no vão livre do Masp, na avenida Paulista. Duas horas depois começa no mesmo local a assembleia da Apeoesp (sindicato dos professores de São Paulo), que decidirá se mantém a greve iniciada no dia 8 de março. Depois da assembleia, o "bota fora" continua com uma passeata até o centro de São Paulo.
A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, afirmou que, apesar da participação do sindicato, a manifestação é independente da greve dos professores. Segundo ela, o protesto é uma liberdade de expressão do funcionalismo.
O organizador da manifestação, Angelo D´Agostini, que é diretor Sindsaúde (Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo), negou o caráter partidário do evento. "Nós não estamos indicando votos para ninguém", afirmou.
De acordo com o sindicalista, o movimento quer mostrar a situação do funcionalismo público do estado. "É um dever nosso mostrar para a população que o servidor ganha um vale-refeição de R$ 4 por dia." O Sindsaúde marcou para o mesmo dia uma assembleia na qual decidirá se entrará em greve.
A reportagem procurou o governo de São Paulo, que não ainda não se manifestou sobre o protesto dos servidores.
Na sexta-feira, Maria Izabel Azevedo Noronha admitiu que a greve da categoria é política. Mas negou que tenha relação com o PT. "É política, mas não é partidária", disse ela sobre a paralisação.
Após comandar uma manifestação nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da cidade, a sindicalista fez várias críticas ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
"Esse senhor não vai ser presidente do Brasil", afirmou ela. "Se for eleito vai acabar com imagem que Brasil conquistou lá fora."
No protesto, ela disse que a categoria deveria aproveitar os últimos dias do governo Serra para protestar. Cerca de 5.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram do protesto que acabou com 20 feridos depois de um confronto entre policiais e professores.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

PSDB vai processar sindicato dos professores de SP por uso de estrutura sindical em campanha

CATIA SEABRA
Clipping Educacional - da Folha de S.Paulo
O PSDB vai entrar com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a Apeoesp (sindicato dos professores de São Paulo) e sua presidente, Maria Izabel Noronha, por contrapropaganda eleitoral. O sindicato, que organiza uma paralisação no Estado, aproveita as manifestações da categoria para incitar palavras de ordem contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
Na representação, o partido de Serra pede que a Apeoesp e sua dirigente sejam multados por uso eleitoral de palanques para coordenar a greve.
Para embasar o pedido de multa à entidade e sua dirigente, a Apeoesp anexou filmes que mostram Noronha perguntando para os professores se Serra será presidente. E, em coro, os manifestantes respondem que não. Em outro filmete, há uma música que diz: "Daqui a pouco tem eleição. No Planalto ele não chega não".
O advogado do partido, Ricardo Penteado, diz que o caso é passível de multa sem prejuízo de uma investigação sobre os recursos sindicais repassados para a Apeoesp.
Para a presidente da Apeosp, a ação é uma tentativa de desqualificação da entidade. "Eles podem usar todos instrumentos jurídicos deles, que eu vou usar os meus para me defender", disse Maria Izabel Noronha.
Ela afirmou que não é possível fazer reivindicações sindicais sem criticar o partido que está no governo. "Parece que estou vivendo em um sonho. Não estamos no estado democrático de direito."
Manifestação
Na manifestação da semana passada, a sindicalista disse: "Esse senhor não vai ser presidente do Brasil", afirmou ela. "Se for eleito vai acabar com imagem que Brasil conquistou lá fora."
Ela também convocou os professores a "acabarem com o partido" de Serra: "Estamos aqui para quebrar a espinha dorsal desse partido e desse governador", disse Bebel, como é conhecida.
Ela disse que a categoria deve aproveitar os últimos dias do governo Serra para protestar. Ele deixa o cargo na quarta-feira (31) para disputar a Presidência. "Vamos aproveitar enquanto o governador não sai."
O próximo protesto da Apeoesp foi marcado justamente para a data de saída de Serra do governo. Deve ocorrer às 15h, na avenida Paulista, região central da cidade.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Governo lança Programa de Especialização a educadores da rede estadual

Clipping Educacional - Da Educação
Com investimento de R$ 109 milhões, a Redefor disponibilizará cursos
a distância para 30 mil profissionais do ensino público de São Paulo
até 2012, em parceria com as universidades estaduais paulistas
Nesta segunda-feira (29/03), em evento no Palácio dos Bandeirantes, o governador José Serra e o secretário da Educação Paulo Renato Souza formalizaram o lançamento da Redefor (Rede São Paulo de Formação Docente), desenvolvida em parceria com as universidades estaduais paulistas - USP, Unicamp e Unesp. Participaram da cerimônia os reitores das três instituições _João Grandino Rodas (USP), Fernando Costa (Unicamp) e Herman Voorwald (Unesp)_ e o secretário estadual de Ensino Superior, Carlos Vogt.
O programa, executado por meio da Escola Paulista de Formação Docente, oferecerá cursos de especialização a distância para 30.000 profissionais da rede pública do Estado ao longo de 2010, 2011 e 2012. A iniciativa tem como objetivo melhorar a capacitação de professores, diretores e supervisores do Ensino Fundamental ciclo 2 (de 5ª à 8ª série) e do Ensino Médio.
“É um programa afinadíssimo com toda a nossa orientação à frente do Governo do Estado em relação à questão da educação, que está focalizada na sala de aula, já que o aproveitamento em sala de aula é o principal problema da educação no Brasil”, declarou Serra, após assinar o decreto que institui o programa e autoriza os convênios com as três universidades paulistas.
Por meio do programa serão ofertados 16 cursos, com duração de 360 horas (entre 12 e 14 meses). Serão cursos de especialização em docência para professores das 13 disciplinas do currículo e de Especialização em Gestão da Escola, para diretores; em Gestão do Currículo, para professores-coordenadores; e de Gestão da Rede Pública, para supervisores de ensino. Os cursos terão como referência o currículo e os materiais de apoio à sua implantação, definidos pela Secretaria da Educação.
“A Redefor está alinhada aos demais programas implantados pelo governo José Serra, que têm como destaque a unificação do currículo para toda a rede estadual de ensino. Com esta iniciativa, certamente, a rede passa a ter um outro status em termos de cursos de especialização para docentes”, disse Paulo Renato, em referência à excelência das três universidades estaduais parceiras no programa. “Os grandes beneficiados serão nossos alunos e alunas, ou seja, a futura juventude de São Paulo”, acrescentou o secretário.
Os cursos serão oferecidos em duas etapas. A primeira (2010-2011) terá início no segundo semestre deste ano e capacitará 10.000 educadores. Na segunda etapa (2011-2012), 20.000 profissionais serão contemplados. Os convênios terão vigência até 31 de dezembro de 2012. Em três anos, o programa terá um investimento total de R$ 109 milhões, sendo R$ 32 milhões previstos somente para este ano.
Como estratégia para a melhoria dos resultados de aprendizagem dos alunos, os cursos oferecidos pelo programa deverão propiciar aos profissionais da educação, essencialmente:
- A constituição de conhecimentos e competências pedagógicas e didáticas para domínio do currículo do Estado de São Paulo;
- A apropriação de uma cultura de desenvolvimento profissional como um processo coletivo, envolvendo a equipe escolar, com foco na sala de aula e na organização da escola e não apenas em uma disciplina específica do currículo ou em uma função exclusiva na organização da escola;
- A constituição das competências necessárias para o trabalho de grupo produtivo, tais como interagir, expressar e ouvir pontos de vista, compartilhar idéias e buscar entendimento.
A Unicamp oferecerá cursos de especialização para docentes em língua portuguesa, matemática, física, história e educação física, num total de 4.050 vagas entre 2010 e 2011 e 8.000 vagas entre 2011 e 2012.
A USP ministrará cursos para docentes em ciências, biologia, sociologia, além de especializações em gestão da escola para diretores, em gestão do currículo para professores-coordenadores e em gestão da rede pública para supervisores de ensino. A universidade oferecerá 4.060 vagas na etapa 2010-2011 e outras 8.140 vagas na fase 2011-2012.
Já a Unesp disponibilizará cursos de especialização para docentes em língua inglesa, filosofia, arte, química e geografia, sendo 1.800 vagas entre este e o próximo ano e mais 3.950 vagas entre 2011 e 2012.

Abaixo, o quadro com o número de vagas consolidadas por universidade:
Os critérios para inscrições serão divulgados a partir de maio por meio de resolução no Diário Oficial do Estado.
O programa Redefor representa uma parceria inédita entre a Secretaria e as três universidades estaduais paulistas em prol da melhoria da qualidade do ensino básico público no Estado.
Para Fernando Costa e Herman Voorwald, respectivamente reitores da Unicamp e da Unesp, a participação das universidades estaduais paulistas no programa atesta o compromisso educacional e social das instituições.
“A participação da Unicamp neste convênio com a Secretaria de Estado da Educação demonstra o compromisso da universidade com a educação e formação de pessoas e, neste caso em particular, com a qualificação dos professores dos ensinos Fundamental II e Médio da rede pública paulista. É natural que uma universidade com experiência em ministrar cursos de graduação e pós-graduação de reconhecida qualidade se envolva em um projeto como este, como o desafio de transmitir essa mesma qualidade por meio do ensino a distância a um grande número de alunos de especialização”, comentou o reitor da Unicamp, Fernando Costa. “Agradeço a Secretaria de Estado da Educação pela oportunidade dada às três universidades de contribuir para o ensino do Estado e do Brasil”, acrescentou Costa, atualmente presidente Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas.
“Ao participar do projeto Redefor, a Unesp cumpre seu papel social ao contribuir para a melhoria dos ensinos Fundamental e Médio, por meio de cursos de especialização como esses, direcionado a professores da rede estadual”, afirmou o reitor da Unesp, Herman Voorwald.

POLÍTICA EDUCACIONAL EFICAZ
A política educacional de São Paulo se estrutura em quatro eixos. O primeiro se refere aos padrões curriculares adotados para a rede de cinco mil escolas. Dois programas se destacam: o Ler e Escrever, que estabeleceu a figura do professor auxiliar nas salas de aula nas classes iniciais e todo um sistema para reforçar a alfabetização das crianças, com 1,8 milhão de livros distribuídos, entre outros materiais; e o São Paulo Faz Escola, com a definição de um novo currículo e a distribuição 192 milhões de cadernos e materiais para alunos e professores com os conteúdos das diversas matérias, além de programas de capacitação.
O segundo eixo é a implantação de avaliações e metas de qualidade, com a criação do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) e a definição de metas para cada escola, que passou a ter o desafio de melhorar em relação à sua própria realidade.
O terceiro eixo da política educacional de São Paulo trata do programa de incentivos aos professores. Foi criado o Bônus por Resultados, que paga até 2,9 salários às equipes escolares que superam as metas definidas para as suas escolas. É um programa expressivo de premiação por resultados que mobilizou os docentes para melhorarem o desempenho de seus alunos.
O quarto eixo reformou a carreira dos professores, estabelecendo nova forma de ingresso (com curso obrigatório oferecido pela Escola Paulista de Formação de Professores) e o Programa de Valorização pelo Mérito. Foram criadas provas de promoção que permitem anualmente, a um quinto dos professores, promoção salarial de 25% de acordo com a permanência na escola e o resultado das avaliações.
Outras ações pioneiras foram adotadas, como a mudança na legislação para reduzir as faltas de professores e a criação da Prova dos Temporários, que permitiu pela primeira vez selecionar para as salas de aula os melhores professores disponíveis. Também foi aberto concurso para a contratação de 10.000 professores.
“São políticas muito consistentes e muito corajosas que já começam a dar resultado e, tenho certeza, colocaram a educação paulista no rumo certo”, aponta o secretário Paulo Renato.

SOBRE O PROGRAMA MAIS QUALIDADE
Lançado em maio de 2009 pelo Governo do Estado, o Programa + Qualidade na Escola criou, em sua primeira fase, a Escola de Formação de Professores de São Paulo, que mudou a forma de ingresso dos profissionais do magistério (instituindo o curso de formação como última etapa do processo seletivo), além de ter implementado duas novas jornadas de trabalho (de 12 e 40 horas semanais), aberto 80 mil novos cargos efetivos no magistério e regulamentado a situação dos professores temporários, instituindo o exame como requisito para sua atuação nas salas de aulas.
Na segunda fase da ação, foi criado o Programa Valorização pelo Mérito, que reconhece o esforço e a dedicação dos profissionais de toda a rede. O Valorização pelo Mérito permite aos docentes quadruplicar o salário inicial da carreira desde que cumpram as regras de promoção, tenham notas mínimas em avaliações e consigam classificação entre os 20% melhores dentro do quadro total do magistério no Estado. A remuneração inicial para a jornada de 40 horas semanais, que hoje é de R$ 1.834,85, pode chegar a R$ 6.270,78 ao longo da carreira, um aumento de 242%.
O Programa Valorização pelo Mérito dá sequência à ampla política desenvolvida pelo Governo do Estado para melhorar a qualidade da educação, com medidas como o Programa Ler e Escrever (voltado à aceleração da alfabetização de crianças de 1ª à 4ª série), o São Paulo Faz Escola (com novo currículo e materiais específicos para alunos e professores) e diversas modalidades de recuperação de aprendizagem para alunos com dificuldades, entre outras ações.
fonte: http://www.educacao.sp.gov.br/

segunda-feira, 29 de março de 2010

Estado lança especialização para profissionais da educação

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
Com investimento de R$ 109 mi, a Redefor terá cursos a distância para 30 mil
O governador José Serra lançou nesta segunda, 29, a Redefor (Rede São Paulo de Formação Docente) em parceria com as universidades estaduais paulistas - USP, Unicamp e Unesp. O programa, executado por meio da Escola Paulista de Formação Docente, oferecerá cursos de especialização a distância para 30 mil profissionais da rede pública do Estado até 2012.A iniciativa tem como objetivo melhorar a capacitação de professores, diretores e supervisores do Ensino Fundamental ciclo 2 (de 5ª à 8ª série) e do Ensino Médio. Serão 16 cursos com duração de 360 horas (entre 12 e 14 meses). Os cursos são de especialização em docência para professores das 13 disciplinas do currículo e de Especialização em Gestão da Escola, para diretores; em Gestão do Currículo, para Professores-coordenadores; e de Gestão da Rede Pública, para Supervisores de Ensino. Os cursos serão oferecidos em duas etapas. A primeira (2010-2011) terá início no segundo semestre deste ano e capacitará 10 mil educadores. Na segunda etapa (2011-2012), 20 mil profissionais serão contemplados. Os convênios terão vigência até 31 de dezembro de 2012. Em três anos, o programa terá um investimento de R$ 109 milhões, sendo R$ 32 milhões previstos somente para este ano. Os critérios para inscrições serão divulgados a partir de maio por meio de resolução do Diário Oficial do Estado."Em conjunto com a criação do curso para ingressantes e a etapa do concurso público de ingresso nas carreiras de professor, os cursos de especialização para educadores que já atuam na rede estadual, deverão contribuir para a formação dos profissionais e das equipes escolares", afirma o secretário da Educação, Paulo Renato Souza.
A Unicamp oferecerá cursos de especialização para docentes em língua portuguesa, matemática, física, história e educação física, num total de 4.050 vagas entre 2010 e 2011 e 8.000 vagas entre 2011 e 2012.A USP ministrará cursos para docentes em ciências, biologia, sociologia, além de especializações em gestão da escola para diretores, em gestão do currículo para professores-coordenadores e em gestão da rede pública para supervisores de ensino. A universidade oferecerá 4.060 vagas na etapa 2010-2011 e outras 8.140 vagas na fase 2011-2012.
Já a Unesp disponibilizará cursos de especialização para docentes em língua inglesa, filosofia, arte, química e geografia, sendo 1.800 vagas entre este e o próximo ano e mais 3.950 vagas entre 2011 e 2012.
O Programa Redefor representa uma parceria inédita entre a Secretaria e as três Universidades Estaduais Paulistas em prol da melhoria da qualidade do ensino básico público no Estado. Para Fernando Costa e Herman Voorwald, respectivamente reitores da Unicamp e da Unesp, a participação das universidades estaduais paulistas no programa atesta o compromisso educacional e social das instituições.Política educacional eficaz
A política educacional de São Paulo se estrutura em quatro eixos. O primeiro se refere aos padrões curriculares adotados para a rede de cinco mil escolas. Dois programas se destacam: o Ler e Escrever, que estabeleceu a figura do professor auxiliar nas salas de aula nas classes iniciais e todo um sistema para reforçar a alfabetização das crianças, com 1,8 milhão de livros distribuídos, entre outros materiais; e o São Paulo Faz Escola, com a definição de um novo currículo e a distribuição 192 milhões de cadernos e materiais para alunos e professores com os conteúdos das diversas matérias, além de programas de capacitação.
O segundo eixo é a implantação de avaliações e metas de qualidade, com a criação do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) e a definição de metas para cada escola, que passou a ter o desafio de melhorar em relação à sua própria realidade.
O terceiro eixo da política educacional de São Paulo trata do programa de incentivos aos professores. Foi criado o Bônus por Resultados, que paga até 2,9 salários às equipes escolares que superam as metas definidas para as suas escolas.
O quarto eixo reformou a carreira dos professores, estabelecendo nova forma de ingresso (com curso obrigatório oferecido pela Escola Paulista de Formação de Professores) e o Programa de Valorização pelo Mérito. Foram criadas provas de promoção que permitem anualmente, a um quinto dos professores, promoção salarial de 25% de acordo com a permanência na escola e o resultado das avaliações.Outras ações pioneiras foram adotadas, como a mudança na legislação para reduzir as faltas de professores e a criação da Prova dos Temporários, que permitiu pela primeira vez selecionar para as salas de aula os melhores professores disponíveis. Também foi aberto concurso para a contratação de 10 mil professores.

Nota de esclarecimento sobre a tentativa de paralisação

Clipping Educacional - Secretaria da Educação
Uma comissão de sindicalistas foi recebida por representantes da Secretaria da Educação no Palácio dos Bandeirantes. O governo informou que só aceita conversar sobre salários após o fim da greve. A Secretaria da Educação também informou que não vai mudar nenhum dos programas que são combatidos pelo sindicato, como o Programa de Valorização pelo Mérito, que dá aumento de 25% de acordo com o resultado de uma prova, a lei que acabou com a possibilidade de faltar dia sim, dia não; e a criação da Escola Paulista de Professores, com a abertura de concurso para dez mil novas vagas. São esses programas que estão permitindo melhorar a educação de São Paulo, com o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado tendo melhorado 9,4% em 2009 em relação a 2008. A Secretaria informa, ainda, que o movimento da Apeoesp afeta apenas 1% das escolas. Ainda nesta semana o governo pagou R$ 655 milhões em Bônus por Resultado para 210 mil profissionais da educação.
A Secretaria da Educação lamenta a truculência e a violência dos sindicalistas, que nesta semana fizeram baderna até mesmo dentro de um hospital. A Secretaria considera que é uma tentativa do sindicato de criar um fato político, já que a rede de 5.000 escolas estaduais funciona normalmente.
fonte: http://www.educacao.sp.gov.br

Começa hoje conferência que vai traçar diretrizes para Plano Nacional de Educação

Clipping Educacional - da Agência Brasil
A partir deste domingo, cerca de 3.000 pessoas, entre gestores, representantes de movimentos sociais, acadêmicos e profissionais da educação se reúnem em Brasília para a Conae (Conferência Nacional de Educação). A principal missão do encontro será traçar as diretrizes para o próximo Plano Nacional de Educação que vai vigorar de 2011 a 2020 e deve orientar os investimentos em educação e as prioridades do país na área.
Entre os principais assuntos em discussão estão o financiamento da educação, a ampliação da obrigatoriedade do ensino básico, a questão das cotas no ensino superior, o analfabetismo e a valorização dos profissionais de educação. O tema da conferência é "Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação".
Francisco das Chagas Fernandes, coordenador-geral da Conae e secretário-executivo adjunto do Ministério da Educação, afirma que a ideia é refletir sobre o regime de colaboração entre União, governos estaduais e prefeituras. "Queremos discutir como esse sistema vai se organizar levando em consideração aquilo que diz a Constituição, ou seja, que haja cooperação e colaboração", aponta.
Como em todas as conferências, as propostas aprovadas pelos participantes não têm valor legal, mas servem como base para orientar políticas públicas e projetos do Legislativo. "A conferência é um local onde a sociedade se encontra para discutir um tema e oferecer ao poder Executivo e Legislativo, propostas que orientem seus trabalhos", explica Chagas.
Antes da Conae, ocorreram em todo o país 2.258 conferências municipais de educação e 27 estaduais. A organização estima que cerca de 400 mil pessoas tenham participado dos eventos preparatórios elegendo os delegados que virão a Brasília. A Conae começa hoje e segue até quinta-feira (1º).
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Só piso salarial não resolve problema de professor, diz Haddad

Sarah Fernandes
Clipping Educacional - Enviada especial a Brasília (DF)
Garantir um piso salarial não é suficiente para dar conta das necessidades dos professores. Será preciso criar um plano de carreira e aumentar a verba direcionada para as escolas, principalmente as das regiões mais pobres. A avaliação foi feita pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante a abertura da Conferência Nacional da Educação (Conae), que acontece entre 28 e 1ª de abril em Brasília (DF).
Antes de 2005 um profissional que não se dedicava à docência recebia um salário 86% maior que um professor. “Em 2005 a diferença caiu para 51%, mas ela ainda é muito grande”, avaliou Haddad. “Reconhecer o piso não é suficiente. Temos que aprovar diretrizes de carreira, para dizermos à juventude: ‘venha ser professor, sua carreira estará assegurada”.
A recomendação do ministro é que o piso salarial e o plano de carreira sejam assuntos debatidos na Conferência e que passem a integrar o Plano Nacional de Educação (PNE) – série de diretrizes que vão pautar as políticas públicas de educação entre 2011 e 2020 e que serão levantadas na Conae. A sugestão de Haddad é que sejam estipuladas metas específicas para os dois temas, para garantir a aplicação.
O Plano também deve contemplar a diminuição da diferença de verba entre os estados, recomenda o Ministério. “Temos que garantir que todos os brasileiros, não importa o local de nascimento, tenham acesso a educação de qualidade”, avaliou Haddad.
O ministro também recomendou que o PNE não contemple apenas metas quantitativas. “Esses indicadores são importantes porque se referem ao atendimento. Mas não basta atender, é preciso dar qualidade. Meios e fins precisam andar juntos no novo Plano”.

Etapas da Educação
A educação infantil e o ensino médio devem ser assuntos fundamentais na Conferência, sugeriu o Ministério. “Sem educação infantil não dá para avançar no ensino fundamental, nem baixar os índices de repetência”, avaliou Haddad. “O mesmo vale para o ensino médio. Como pensar educação superior e fundamental sem pensar em ensino médio?”.
fonte: http://aprendiz.uol.com.br

Sala de aula vira cadeia na pior escola

Fernanda Barbosa
Clipping Educacional - do Agora
Dentro da Escola Estadual Júlia Della Casa Paula, em Cidade Ademar (zona sul de SP) as salas de aula ficam atrás de dois portões de ferro trancados. O pátio interno é fechado por chapas de ferro azuis, e de dentro dele, as crianças não veem a luz do sol.
Do lado de fora do prédio, ainda dentro dos muros da escola, o espaço que deveria ser de recreação para as crianças é passagem para os moradores do local. "O último diretor tentou fechar a escola com portões e correntes, mas eles [populares] tiraram tudo", afirmou a diretora Maria Evelma dos Santos, que está há oito meses na unidade.
A escola foi a mais mal avaliada da capital no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) 2009 de 5ª a 8ª séries, com nota 1,28. A instituição também foi a segunda mais mal avaliada do Ensino Médio --0,61. Na última sexta-feira, o carro da diretora, que estava dentro da escola, foi atingido por uma pedrada.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

Veja por que bônus é diferente na mesma escola

Amanda Mont'Alvão Veloso
Clipping Educacional - do Agora
Servidores de uma mesma escola do Estado podem ter recebido bônus diferentes. Isso ocorre porque cada tipo de servidor tem um índice para o cálculo, feito a partir do desempenho das escolas no Idesp de 2009 (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo).
Professores, por exemplo, têm bônus calculado pelo ciclo de ensino no qual eles dão aulas (1ª a 4ª séries, 5ª a 8ª e ensino médio). Portanto, em uma escola que foi "aprovada" na 4ª série e "reprovada" no ensino médio, só terão bônus os professores do primeiro ciclo do ensino fundamental.
No caso de dois professores que trabalhem em um mesmo ciclo (8ª série, por exemplo) que tenha atingido as metas do Idesp, é possível que a bonificação seja distinta, pois as faltas do servidor --inclusive as justificadas-- reduzem o valor bruto do bônus.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

Servidor quer vale-refeição maior

Amanda Mont'Alvão Veloso
Clipping Educacional - do Agora
O auxílio-refeição de 370 mil servidores estaduais (exceto os contratados pela CLT -Consolidação das Leis do Trabalho) não tem aumento desde 2000, quando foi instituído o tíquete de R$ 4 por dia trabalhado. Antes, o auxílio era de R$ 2. A inflação oficial acumulada desde 2000 é de 90%.
Na Saúde, os servidores representados pelo SindSaúde (sindicato dos trabalhadores da Saúde de SP) incluíram na pauta de reivindicações enviada recentemente ao governo o aumento no auxílio-alimentação de R$ 4 para R$ 14, além de 47% de reposição das perdas salariais.
Enquanto a alimentação fora de casa na região metropolitana ficou 7,28% mais cara no último ano, segundo dados de fevereiro do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o auxílio não teve reajuste.
"É um vale-coxinha, isso sim", dizem os professores entrevistados pelo Agora. Com a grana, não é possível comprar nem duas coxinhas em uma tradicional lanchonete da região central da cidade, onde o salgado custa R$ 2,20. O vale de R$ 4 é concedido apenas aos servidores que ganham salários de até R$ 2.315,22 (incluindo gratificações e adicionais).
Segundo a Secretaria de Estado da Gestão, o teto salarial para a concessão do auxílio-alimentação é reajustado anualmente.

Resposta
A secretaria diz que os servidores contratados pela CLT recebem auxílios maiores, mas os valores não foram informados. Questionada se o governo aumentaria o benefício, a secretaria não respondeu, mas disse que, de 2006 a 2009, foi concedido aumento real de 16% à Saúde.
A pasta informou também que um novo valor, de R$ 14, elevaria os gastos em R$ 1,2 bilhão por ano.

sábado, 27 de março de 2010

Comunicado DRHU N.º 010/2010 - PROMOÇÃO DOS INTEGRANTES DO QUADRO DO MAGISTÉRIO1º Processo – 2010.

O Diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, em conformidade com o disposto na Lei Complementar nº 1097, de 27 de outubro de 2009, regulamentada pelo Decreto nº 55.217, de 21 de dezembro de 2009,e de acordo com o Edital publicado no D.O. de 23 de dezembro de 2009, comunica que a partir das 12 horas do dia 29/03/2010,ficará disponível para consulta, no site da Educação – www.educação.sp.gov.br e da Fundação Cesgranrio – www.cesgranrio.org.br , as notas de cada uma das provas, a média final e a classificação dos candidatos declarados aptos para concorrer ao 1º
Processo de Promoção dos integrantes do Quadro do Magistério.
Comunica, ainda, que de acordo com o § 4º do artigo 4º da LC 1097/2009, que estabelece o limite de até 20% de cada classe, serão promovidos os aprovados e melhores classificados na seguinte conformidade:
Supervisor de Ensino: 268 (duzentos e sessenta e oito);
Diretor de Escola: 893 (oitocentos e noventa e três);
Coordenador Pedagógico: 1 (um);
Assistente de Diretor de Escola: 5 (cinco);
Professor Educação Básica I: 11.007 (onze mil e sete);
Professor Educação Básica II: 32.390 (trinta e dois mil, trezentos e noventa), e
Professor II: 21 (vinte e um).
Os classificados (nota igual ou superior a 6 (seis) que não forem promovidos neste 1º processo em razão do limite de20% e que forem considerados aptos nos próximos processos de promoção poderão concorrer com a pontuação obtida neste processo ou realizar novas avaliações para considerar a maior das pontuações obtidas.

Seu Bônus Está Errado ?

Clipping Educacional - UDEMO

Se estiver, você é parte de um dado estatístico estarrecedor: mais da metade da rede foi prejudicada com o bônus.
As principais ocorrências foram as seguintes:
- erro no cômputo da avaliação das escolas (escolas que foram bem avaliadas no Saresp e que no cálculo do bônus apareceram zeradas);
- escolas mal avaliadas no Saresp e que receberam bônus como se tivessem sido bem avaliadas;
- professores (docentes e especialistas) que não faziam jus ao bônus e o receberam;
- professores (docentes e especialistas) que fazem jus ao bônus e não o receberam;
- professores classificados como "excelentes" receberam bônus inferior ao recebido por professores tidos como "ruins";
- valores irrisórios de bônus (R$ 15,00, R$ 25,00, R$ 60,00) pagos a uma grande parcela de profissionais, sem nenhum esclarecimento.
Em resumo, colega, uma grande bagunça !
E, o que é pior: ninguém, na Secretaria, sabe explicar o que aconteceu.
Por esses motivos, estamos orientando os nossos associados - e os professores a eles ligados - que se sentiram prejudicados com o bônus, a proceder da seguinte forma:
1. Protocolar requerimento na Diretoria de Ensino, solicitando a revisão do benefício. Esse requerimento pode ser endereçado ao Dirigente ou ao Secretário da Educação;
2. Se houve algum erro de digitação na frequência, anexar ofício justificando a digitação indevida;
3. Anexar a consulta do PAEC - Cadastro de Dados Funcionais dos Servidores da Secretaria da Educação - identificando as alterações efetuadas;
4. Juntar a Ficha 100 atualizada e preenchida corretamente contendo as mesmas informações digitadas no BFE;
5. Anexar a consulta do bônus feita no JBOE (Sistema de consulta de Bônus da S.E./ Prodesp);
6. Solicitar o recálculo do bônus no "modelo de formulário" da Diretoria de Ensino.
fonte: http://www.udemo.org.br/  

sexta-feira, 26 de março de 2010

Assembleia de professores estaduais fecha trechos da Giovanni Gronchi e da av. Morumbi

DANIEL RONCAGLIA
Clipping Educacional - Colaboração para a Folha Online
Teve início na tarde desta sexta-feira a assembleia dos professores da rede estadual que estão em greve desde o dia 8 de março. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) bloqueou a avenida Giovanni Gronchi com a rua Erasmo Teixeira de Assunção e a avenida Morumbi com a praça Crepúsculo. Até as 17h, o trânsito estava complicado na rua Eliseu de Almeida e na avenida Francisco Morato por conta das interdições.
Os professores estão concentrados na praça Vinicius de Moraes, e devem seguir ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, no Morumbi, zona sul de São Paulo.
A assembleia do Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) deve decidir se os professores continuam ou não a paralisação. Eles estavam concentrados em frente ao estádio do Morumbi por volta das 17h, aguardando que uma comissão seja recebida pelo secretário da Casa Civil, Aluísio Nunes, deve ouvir as reivindicações.
No entanto, os professores já marcaram novo ato na quarta-feira (31) no vão do Masp, na avenida Paulista, região central, às 15h, no mesmo dia que o governador José Serra deixa o cargo para ser candidato à presidência.
De acordo com os organizadores da assembleia há 20.000 pessoas. Já a Polícia Militar informou que há cerca de 5.000 pessoas na praça.

Professores de SP aproveitam últimas dias de governo Serra para realizar novos protestos

DANIEL RONCAGLIA
Clipping Educacional - colaboração para a Folha Online
A presidente da Apeoesp (sindicato dos professores de São Paulo), Maria Izabel Azevedo Noronha, disse hoje que a categoria deve aproveitar os últimos dias do governo de José Serra (PSDB) para protestar. Ele deixa o cargo na próxima quarta-feira (31) para disputar a Presidência.
"Vamos aproveitar enquanto o governador não sai", disse a sindicalista, conhecida por Bebel.
O próximo protesto da Apeoesp foi marcado justamente para a data de saída de Serra do governo. Deve ocorrer às 15h, na avenida Paulista, região central da cidade.
Hoje, a Apeoesp conseguiu reunir cerca de 5.000 pessoas em frente ao Palácio dos Bandeirantes.

Reunião de professores com governo de SP termina em impasse; greve continua

Ana Okada
Clipping Educacional - Em São Paulo
A reunião de professores com representantes do governo do Estado, nesta sexta-feira (26), acabou em impasse. A assembleia de docentes decidiu que a paralisação está mantida pelo menos até a próxima quinta-feira (30). A greve por aumento salarial teve início no dia 8 de março.
Nesta sexta, manifestantes e policiais chegaram a entrar em confronto. Segundo a polícia, 16 pessoas ficaram feridas – nove civis e sete PMs.
Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), foi recebida, junto com outros sindicalistas, pelo secretário adjunto da Educação, Guilherme Bueno e pelo secretário ajunto da Casa Civil, Humberto Rodrigues.
Segundo ela, não houve negociação, pois o governo exigiu o fim da greve para a abertura de diálogo. "Propuseram o fim da greve, mas esta decisão não é nossa [da comissão que foi ao Palácio]. Acho que a greve vai ser longa", estimou.
O governo do Estado se manifestou por meio de nota da Secretaria de Estado da Educação. No documento, a pasta lamenta "a violência e a truculência dos sindicalistas". Leia a íntegra:
"Uma comissão de sindicalistas foi recebida por representantes da Secretaria da Educação e da Casa Civil no Palácio dos Bandeirantes. O governo informou que só aceita conversar sobre salários após o fim da greve. A Secretaria da Educação também informou que não vai mudar nenhum dos programas que são combatidos pelo sindicato, como o Programa de Valorização pelo Mérito, que dá aumento de 25% de acordo com o resultado de uma prova; a lei que acabou com a possibilidade de faltar dia sim, dia não; e a criação da Escola Paulista de Professores, com a abertura de concurso para dez mil novas vagas. São esses programas que estão permitindo melhorar a educação de São Paulo, com o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado tendo melhorado 9,4% em 2009 em relação a 2008. Ainda nesta semana o governo pagou R$ 655 milhões em Bônus por Resultado para 210 mil profissionais da educação.
A Secretaria informa, ainda, que o movimento da Apeoesp afeta apenas 1% das escolas. O sindicato convocou a greve sem que tivesse tentado nenhuma negociação com a Secretaria da Educação, o que evidencia sua finalidade política. O movimento contesta, também, leis aprovadas na Assembleia Legislativa após amplo debate, o que indica mais uma vez o seu desprezo pelas regras da democracia.
A Secretaria da Educação lamenta a truculência e a violência dos sindicalistas, que nesta semana fizeram baderna até mesmo dentro de um hospital. A Secretaria considera que a violência é uma tentativa do sindicato de criar um fato político, já que a rede de 5.000 escolas estaduais funciona normalmente."

O que diz a Apeoesp
A Apeoesp, que é ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), informa, por meio de Maria Isabel, que a greve não é partidária. Ela diz que o protesto é motivado pela baixa remuneração - constatada observando o "bolso do professor".
A sindicalista responsabilizou o governo do Estado pelo embate entre manifestantes e PMs. "Se não tivesse polícia, não teria confronto. Lamento que o governo tenha feito barricada com policiais."
A próxima assembleia de docentes está marcada para o dia 31 de março.

Confronto entre PM e professores fere 16 em SP; manifestantes recuam após bombas

DANIEL RONCAGLIA/MARCIO NEVES
Clipping Educacional - da Folha Online
Ao menos 16 pessoas --entre elas sete policiais-- ficaram feridas após confronto entre manifestantes e a PM, durante assembleia realizada pelos professores do ensino estadual de SP em frente ao Palácio dos Bandeirantes --sede do governo paulista--, de acordo com a Polícia Militar. Eles foram encaminhados ao hospital Albert Einstein.
Professores de SP são recebidos pelo governo
Professores aproveitam últimas dias de governo Serra para realizar protestar

Assembleia de professores fecha Giovanni Gronchi
No momento em que os professores subiam pela avenida Giovanni Gronchi com destino ao Palácio, em uma área considerada de segurança --e onde não são permitidas manifestações--, a PM jogou bombas de gás lacrimogêneo. Houve empurra-empurra e os professores decidiram recuar e voltar para a frente do estádio do Morumbi, onde estavam concentrados anteriormente. O clima é tenso e há muitas pessoas chorando por causa do gás que causa irritação nos olhos.

A tropa de choque o Águia, helicóptero da Polícia Militar, também estão no local.
O carro de som da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) anuncia que há muitas pessoas feridas e pede ambulâncias. Um cinegrafista foi atingido e o carro de um veículo da imprensa foi totalmente destruído.
Além dos professores, há muitos estudantes e militantes partidários no protesto. Os manifestantes cantam o hino nacional a todo momento.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) bloqueou a avenida Giovanni Gronchi com a rua Erasmo Teixeira de Assunção, a avenida Morumbi com as praças Crepúsculo, Jorge João Saad e Santos Coimbra, e a avenida Professor Francisco Morato com a praça Jorge João Saad.

Greve continua
Terminou por volta das 18h30 a reunião entre uma comissão dos professores da rede estadual de São Paulo e funcionários do governo, no Palácio dos Bandeirantes. Não houve acordo, pois o governo disse que só haverá negociação se a paralisação terminar. Os professores alegam que acabam com a greve somente se houver acordo.
Os 11 diretores da Apeoesp negociaram o fim da greve --que começou no dia 8 de março-- com o secretário adjunto de Educação, Guilherme Bueno, e secretário adjunto da Casa Civil, Humberto Rodrigues.
Os professores, que realizaram uma assembleia nas proximidades do Palácio e decidiram manter a paralisação, entraram em conflito com a polícia. Durante a manifestação, uma pessoa chegou a desmaiar.
Na assembleia, os professores já marcaram novo ato na quarta-feira (31) no vão do Masp, na avenida Paulista, região central, às 15h, no mesmo dia que o governador José Serra deixa o cargo para ser candidato à presidência.
De acordo com os organizadores da assembleia há 20.000 pessoas. Já a Polícia Militar informou que há cerca de 5.000 pessoas na praça.

Professores são recebidos no Palácio dos Bandeirantes

Clipping Educacional – Agencia Estado
São Paulo - Um grupo de dez representantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) está reunido desde as 17h40 com o secretário-adjunto da Casa Civil, Humberto Rodrigues, e com o secretário-adjunto da Educação, Guilherme Bueno, no Palácio dos Bandeirantes. O governador José Serra (PSDB) não está na sede do governo e cumpre agenda no interior do Estado.
Cerca de 7 mil professores fazem manifestação na tarde desta sexta-feira nas imediações do Palácio dos Bandeirantes. Eles tentam caminhar em direção à sede do governo, mas são impedidos pela Polícia Militar (PM). Mais cedo, em assembleia realizada em frente ao Estádio do Morumbi, os professores decidiram manter a paralisação da categoria.
Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br

Professores em greve ocupam avenida no Morumbi, na zona oeste de SP

Ana Okada
Clipping Educacional - Em São Paulo
Professores da rede estadual de São Paulo, em greve desde o dia 8 de março, fecharam a avenida Jorge João Saad, no Morumbi. Os docentes reivindicam, entre outros pontos, aumento salarial de 34,3%.
O trânsito da avenida Giovanni Gronchi, no mesmo bairro, foi desviado, para não desembocar no protesto.
Segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), há cerca de 20 mil manifestantes concentrados na praça Roberto Gomes Pedrosa. Já a tenente Alcione Nicanor, da base comunitária de segurança do Morumbi, do 16º batalhão, estimou que os presentes sejam aproximadamente 3.000.
Os professores estão reunidos em assembleia que deve decidir pela continuidade ou não do movimento. Outro ponto de pauta é a realização, ainda nesta sexta-feira (26), de uma passeata até o Palácio dos Bandeirantes.
fonte: http://educacao.uol.com.br/

Professores de SP decidem manter greve e comissão vai até o Palácio dos Bandeirantes

Ana Okada
Clipping Educacional - Em São Paulo
Professores da rede estadual de São Paulo, em greve desde o dia 8 de março, decidiram em assembleia, nesta sexta-feira (26), manter a paralisação. A próxima reunião ficou marcada para o dia 31. Uma comissão se dirige ao Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona oeste da capital para tentar negociar.
Os docentes reivindicam, entre outros pontos, aumento salarial de 34,3%. A avenida Jorge João Saad foi fechada durante o protesto. O trânsito da avenida Giovanni Gronchi, no mesmo bairro, também foi desviado.
Segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), ligado a CUT (Central Única dos Trabalhadores), há cerca de 20 mil manifestantes concentrados na praça Roberto Gomes Pedrosa. Já a tenente Alcione Nicanor, da base comunitária de segurança do Morumbi, do 16º batalhão, estimou que os presentes sejam aproximadamente 3.000.
A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha Azevedo, integra a comissão que pretende dialogar com o governador José Serra (PSDB). Além dela, estão representantes de outras instituições sindicais.

Secretaria da Educação de SP descarta acordo com professores em greve

Clipping Educacional - da Folha de S.Paulo
Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo descartou negociação com os professores da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo). A categoria está em greve desde o dia 8.
A secretaria também declarou que repudia a manifestação que os professores realizaram hoje durante a inauguração de um centro de saúde, onde estava presente o governador José Serra. Durante o ato de protesto, a polícia prendeu quatro professores após conflito com a tropa de choque.
De acordo com a secretaria, as agressões cometidas pelos sindicalistas mostram um caráter autoritário e motivação política e eleitoral. "Trata-se de uma ínfima minoria de radicais, pois a quase totalidade dos professores da rede estadual não aderiu a uma tentativa de greve", diz a nota.
A Secretaria da Educação reforçou que não vai mudar nenhum dos programas combatidos pelos sindicalistas.
Segundo a Apeosp, os professores detidos foram liberados pela polícia por volta das 18h. Foi elaborado o boletim de ocorrência na Delegacia de Franco da Rocha e os professores irão passar por exame de corpo de delito.

Conflito
A Polícia Militar prendeu quatro professores da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) após conflito durante a cerimônia de inauguração das novas instalações de um centro de atenção à saúde mental do governo do Estado em Franco da Rocha (Grande SP), na tarde desta quarta-feira.
A Apeoesp é filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e alinhado ao PT. A categoria está em greve desde o dia 8 de março.
Quando Serra subiu ao palanque, um grupo de cerca de 30 manifestantes pegou apitos, faixas e cartazes para protestar. Imediatamente, um contingente de pouco mais de 20 policiais militares, três deles com escudos, começou a tentar calar a manifestação.
Segundo o comandante do 26º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel José Carlos de Campos Júnior, a ação policial ocorreu porque os manifestantes insistiram em fazer um apitaço mesmo depois de a polícia ter avisado que não seria tolerado barulho, por se tratar de uma área hospitalar. A nova unidade fica no mesmo terreno do prédio que já atende pacientes, embora separada.
A professora Mara Cristina de Almeida, diretora da Apeoesp em Franco da Rocha, estava presente na manifestação e relatou que cerca de 60 professores compareceram à inauguração. A Tropa de Choque impediu os manifestantes de participar do evento e se aproximar do governador, de acordo com a diretora.
Segundo Almeida, os professores começaram a gritar em repúdio. Os policiais agrediram os manifestantes com golpes de cassetete e jogaram spray de pimenta contra eles. Um professor teve ferimentos leves. Quatro foram presos e encaminhados para a Delegacia de Franco da Rocha. Um deles chegou a ser algemado. À Folha, todos disseram ser professores, informação confirmada pela polícia.
Os manifestantes detidos foram liberados pela polícia por volta das 18h de quarta, informou a Apeoesp. Foi elaborado o boletim de ocorrência na Delegacia de Franco da Rocha e os professores irão passar por exame de corpo de delito.
Serra
O governador, que deixará o cargo na próxima quarta-feira, vem realizando uma série de inaugurações nas últimas semanas. Houve protestos na semana passada em eventos na capital e no interior. Serra acusa os manifestantes de agirem com objetivo político e chegou a chamar os protestos de "trololó" na semana passada.
Serra viu a confusão de frente, sentado no palanque. Em seu discurso, que por vezes era abafado por palavras de ordem vindas dos manifestantes, que o chamavam de "picareta" e "vendido", não fez qualquer referência ao protesto dos professores grevistas.
Depois, em rápida entrevista, não respondeu a uma pergunta da Folha a respeito da manifestação. Apenas balançou a cabeça para os lados, como quem não quer falar, e saiu.
O deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), também presente ao evento, considerou natural a atitude do governador ao ignorar o protesto.
"O que você quer que ele faça? Que vá até lá e converse com as pessoas? O que eles querem é gritar", disse Aníbal. Para o deputado, a proximidade da saída de Serra para disputar a eleição deixa os sindicalistas "mais excitados". "É da luta política. Agora, tem limite." Segundo a diretora da Apeoesp em Franco da Rocha, Mara Cristina de Almeida, os professores ficaram sabendo na tarde de anteontem, extraoficialmente, que o governador estaria presente no evento.
Como o mesmo grupo já estava visado desde a semana passada, por conta de manifestação em Francisco Morato, município vizinho, quando um ovo foi arremessado contra o carro de Serra, os sindicalistas entraram na inauguração em pequenos grupos, sem nada que indicasse aos policiais, que montaram duas barreiras, que tratava-se de professores.
Uma assembleia de professores está marcada para sexta-feira (26), no Palácio dos Bandeirantes. Serra não deve estar presente, pois vai participar do encerramento do 54º Congresso Estadual de Municípios, em Serra Negra (150 km da capital).
O governador declarou na semana passada que o movimento grevista dos professores do Estado é apenas "marketing" e não está prejudicando as atividades na maioria das escolas.
Outro lado
Em nota, a Secretaria de Comunicação do governo de São Paulo afirma que cerca de 20 manifestantes estavam no local da inauguração e que estes não queriam negociar, "mas sim de esbravejar, agredir, atirar objetos e dizer palavras de ordem eleitorais".
Os manifestantes também teriam agredido um policial militar, segundo a Secretaria.

Só 32 escolas atingem meta de nota do governo

Clipping Educacional - Folha de S.Paulo
Trinta e duas escolas estaduais de São Paulo --o equivalente a 1% da rede-- atingiram no ano passado um patamar de qualidade considerado ideal pelo próprio governo (nível semelhante ao da Finlândia, líder em rankings internacionais).
A lista que revela os colégios com melhores notas mostra que, entre os melhores da capital, só dois estão entre os "tops" do Estado. No ano anterior, nenhuma unidade do Estado alcançou o objetivo no Idesp, a avaliação estadual.
A gestão José Serra (PSDB) espera que, nas unidades de 1ª a 4ª séries, a rede tenha nota 7 no Idesp em 2030, numa escala de 0 a 10. Hoje, está em 3,85 (era de 3,25 um ano antes). De 5ª a 8ª, espera média 6 (hoje em 2,8); no ensino médio, 5 (hoje em 1,9).
O índice considera o desempenho dos estudantes nos exames de português e matemática (Saresp), além da taxa de aprovação dos alunos. A intenção é que, em 2030, a média da rede seja semelhante à situação atual dos países desenvolvidos.
Os dados foram tabulados pela reportagem com base nas notas publicadas ontem pela Secretaria de Estado da Educação. Até então, haviam sido divulgadas apenas as médias da rede.
"O número de escolas que atingiu o objetivo é muito baixo", afirma o pesquisador Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da USP. "Mas é preciso considerar que o patamares são bem exigentes.
Para o pesquisador da USP, as escolas do interior tendem a atingir níveis melhores porque os professores dos colégios mudam menos do que na capital. A estabilidade do corpo docente aparece nos estudos educacionais como fator de melhoria. Além disso, diz Alavarse, as escolas na região metropolitana são maiores. "Eu mesmo trabalhei como coordenador em uma que tinha 1.700 alunos. Como dar atenção a todos?"

Resposta
O secretário Paulo Renato Souza (Educação) afirma que "o fato de mais escolas terem atingido a meta de longo prazo é positivo. Mais importante, porém, é constatar a forte melhoria de toda a rede de escolas".
"A evolução muito positiva no primeiro ciclo do ensino fundamental permite prever melhor progressão escolar, pois alunos mais preparados estão seguindo para o segundo ciclo", diz Paulo Renato. Educadores classificaram como "tímido" o avanço.
fonte:http://www.agora.uol.com.br

Servidores podem pedir revisão

Amanda Mont'Alvão Veloso

Clipping Educacional - do Agora
Os servidores da Educação que não concordarem com o valor do bônus que será depositado hoje poderão solicitar a revisão dos valores na diretoria de ensino correspondente à escola na qual trabalham, segundo a Secretaria de Estado da Educação.
A bonificação é calculada a partir da evolução da escola no Idesp, mas também é influenciada pelo número de faltas do funcionário.
Para ter direito ao benefício, ele deve ter trabalhado pelo menos 244 dias no ano.
Até mesmo faltas justificadas (por motivos médicos, por exemplo) contribuem para reduzir o bônus. Portanto, o servidor deve consultar o número de ausências na secretaria da sua escola.
fonte: http://www.agora.uol.com.br/

Protesto contra Serra tem quatro preso

Clipping Educacional - Folha de S.Paulo

A uma semana de deixar o Palácio dos Bandeirantes, o governador José Serra (PSDB), pré-candidato tucano à Presidência da República, presenciou a mais problemática manifestação organizada por professores da rede estadual em um evento oficial do governo desde o início da greve da categoria, há 18 dias.
Quatro professores foram detidos, após confronto com policiais no início da tarde de ontem, a cerca de 50 metros do palanque onde Serra se preparava para discursar na inauguração das novas instalações de um centro de atenção à saúde mental, em Franco da Rocha (Grande SP).
Serra, que se desincompatibiliza do cargo de governador na próxima quarta-feira, vem realizando uma série de inaugurações nas últimas semanas e, ao mesmo tempo, tem tentado driblar manifestações de grevistas nos eventos aos quais comparece. Serra acusa os manifestantes de agirem com objetivo político e chegou a chamar de "trololó" os protestos, na semana passada.
fonte: http://www.agora.uol.com.br/