sábado, 30 de maio de 2009

Cinco livros 'inapropriados' são excluídos de coleção para crianças

Jorge Soufen Junior e Folha Online
Clipping Educacional - do Agora
Mais cinco livros com conteúdo preconceituoso ou inadequado serão recolhidos das escolas públicas estaduais, anunciou ontem o governo de São Paulo.
A decisão, tomada depois da análise de 817 livros do programa Ler e Escrever, foi tomada um dia após o Agora publicar reportagem sobre mais um livro criticado por professores e especialistas, o "Poesia do Dia - Poetas de Hoje para Leitores de Agora" --que está na lista dos recolhidos pelo governo José Serra (PSDB) e que continha frases como "Nunca ame ninguém. Estupre" e "Tome Drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto".
Outro livro, recolhido anteriormente, tinha imagens de um personagem enfiando o dedo no ânus de outro. Parte dos livros tinha sido passada a alunos de 3ª série (nove anos de idade). Serão excluídos "Um Campeonato de Piadas", de Laerte Sarrumor e Guca Domenico, por conteúdo preconceituoso; "Poesia do Dia - Poetas de Hoje para Leitores de Agora", por inadequação para a faixa etária; "O Triste Fim do Menino Ostra e Outras Histórias", de Tim Burton, por inadequação para a faixa etária; "Memórias Inventadas - A Infância", de Manoel de Barros, por inadequação da faixa etária; e "Manual de Desculpas Esfarrapadas: Casos de Humor", de Leo Cunha, também por inadequação para a faixa etária.
Já "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol" foi tirado das salas na semana passada. Ainda segundo a Secretaria de Educação, uma sindicância já foi instaurada para apurar as responsabilidades pelos erros no processo de seleção e compra dos títulos.

Aprovados no Encceja recebem certificados

Clipping Esucacional - Da Assessoria de Imprensada Secretaria da Educação
A Secretaria de Estado da Educação começou a entregar os certificados para os aprovados no Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja). As provas ocorreram em 13 e 14 de dezembro, em 169 municípios paulistas, e tiveram a participação de134 mil pessoas. Aproximadamente 129 mil foram aprovados, ou seja, 95% dos candidatos.
No site da secretaria (www.educacao.sp.gov.br), o interessado poderá consultar o endereço para a retirada do documento.
Os aprovados receberão seu certificado ou atestado diretamente no local onde realizaram a prova, sem necessidade de requerimento ou de qualquer outro procedimento burocrático. Será necessáriasomente a apresentação do RG. O Encceja é um programa que avalia a capacidade de jovens e adultos que se atrasaram na vida escolar. O exame foi aplicado pela primeira vez em São Paulo no ano passado, após parceria firmada entre os governos do Estado e federal. É semelhante ao exame supletivo, também aplicado pela secretaria em março de 2008, e contou com a participação de 105 mil candidatos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Secretaria lança Sistema de Proteção Escolar

Clipping Educacional - Da Educação
Programa conta com grupo de ações de combate à violência escolar
O secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza lançou na manhã desta sexta-feira (29/5) o Sistema de Proteção Escolar, projeto ambicioso que reúne diversas ações para combater à violência no ambiente escolar.
O programa não visa apenas coibir atos violentos dentro das escolas, mas tem como principal vertente atrair pais, comunidade e sociedade civil para o universo escolar.
O Sistema de Proteção Escolar foi ampla e cuidadosamente estudado para proporcionar aos alunos, professores, funcionários e toda a comunidade do entorno das escolas estaduais um ambiente adequado para o desenvolvimento intelectual e social dos jovens paulistas.
Cerca de 1.700 professores e diretores da rede estadual de ensino participaram da videoconferência de lançamento do programa. O evento teve a participação do secretário, Paulo Renato Souza, do diretor de ensino da Polícia Militar do Estado, coronel Paulo César Franco, e do secretário de educação do Distrito Federal, José Luiz da Silva Valente, que apresentaram os objetivos do programa e ouviram sugestões e questionamentos dos educadores de todo o Estado.
Detalhamento do Programa
O projeto conta com a elaboração do Manual de Procedimentos e o Manual de Conduta Escolar, dois importantes instrumentos que servirão de referência para a convivência no ambiente escolar. Os materiais trazem, de forma padronizada, normas de conduta e procedimentos que devem ser adotados pelas escolas estaduais diante de situações de conflito. São ferramentas que permitem orientar e qualificar a atuação de professores, diretores e funcionários de como proceder diante de situações que oferecem risco à comunidade escolar. Todas as 5,3 mil escolas da rede estadual receberão o material.
A rede estadual ainda contará com um sistema eletrônico de registro de ocorrências escolares. Esse sistema estará disponível na internet, para que os diretores das escolas notifiquem à Secretaria de Estado da Educação as ocorrências envolvendo o público escolar, a escola e seu entorno.
Também foi desenvolvido o Canal Livre, espaço pensado para que a comunidade, professores, diretores e os próprios alunos possam expressar suas dificuldades, ideias e soluções para problemas do cotidiano escolar.
Além disso, a primeira fase do Sistema de Proteção Escolar conta ainda com a implantação de um sistema de vigilância e monitoramento eletrônico que prevê a instalação de 11 mil câmeras de vigilância em 2.200 escolas Capital e Grande São Paulo, a partir do mês de agosto.
As imagens captadas serão monitoradas por uma central operada por profissionais devidamente treinados que poderão acionar os órgãos competentes.
“Estamos iniciando uma nova etapa na segurança das escolas. O sistema de proteção escolar será um reforço significativo para reduzirmos os casos de violência nas escolas”, afirma Paulo Renato.
O secretário ressaltou ainda a importância da participação dos educadores no sucesso do projeto, “na grande parte dos casos, a violência não nasce na escola e sim, invade o ambiente escolar.” “Dar ferramentas para os educadores administrarem e conterem atos de violência em ambiente escolar é necessário. Porém, para que o programa alcance seus objetivos, é fundamental haver o envolvimento de toda a comunidade escolar, de pais, alunos e da sociedade”, concluiu o secretário de Estado da Educação.

Enem 2009: inscrições a partir de 15 de junho

Clipping Educacional - Da Educação
O Inep/MEC divulgou ontem, dia 28/05, a portaria que institui e sistematiza toda a operacionalização do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) em 2009. As inscrições poderão ser feitas de 15 de junho a 17 de julho, exclusivamente pela internet. Em 2009, o novo Enem manterá a característica de ser um exame voluntário. Alunos concluintes do ensino médio e pessoas que terminaram este nível de ensino em anos anteriores, os chamados egressos, ainda podem realizar a prova. O MEC prevê que, a partir de 2010, o Enem torne-se obrigatório para todos os concluintes do ensino médio em escolas públicas.As médias do Enem poderão ser usadas no vestibular das instituições federais de ensino e também em processos seletivos de cursos profissionalizantes pós-médios. A partir do ano que vem, a avaliação vai medir ainda o desempenho acadêmico dos estudantes ingressantes nas instituições de ensino superior.A novidade é que a prova vai valer também para certificação de conclusão do ensino médio, o que torna o Enem também uma oportunidade para cidadãos sem diploma nesse nível de ensino, desde que na data de realização da prova tenham 18 anos, no mínimo.Inscrições serão exclusivamente via InternetTodas as inscrições para o Enem 2009 serão realizadas exclusivamente pela Internet, no endereço Inscrição Os concluintes de escolas públicas e privadas poderão se inscrever a partir das 8h do dia 15 de junho, até às 23h59 do dia 17 de julho. Os que já finalizaram a escolarização básica em anos anteriores e interessados na certificação do ensino médio terão um prazo maior para inscrição. Nesses casos, o período vai de 8h do dia 15 de junho até às 23h59 do dia 19 de julho. Os inscritos receberão um Cartão de Confirmação de Inscrição, enviado para o endereço indicado no ato da inscrição. O cartão contém o local onde será realizado o exame, o número de inscrição, a senha de acesso aos resultados individuais e a folha de leitura óptica para as respostas do questionário socioeconômico.Isentos Serão isentos do pagamento os concluintes do ensino médio matriculados em instituições públicas de ensino. Para os outros, o valor da taxa de inscrição é de R$35,00.Também são isentos os participantes do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2006, 2007 e 2008. A provaAs provas, com 180 questões de múltipla escolha e uma redação, devem ocorrer nos dias 3 e 4 de outubro. O exame será constituído por quatro provas, contendo 45 questões objetivas cada.As questões baseiam-se nas orientações curriculares previstas para o ensino médio, que estão estruturadas em quatro áreas do conhecimento: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias. O Enem 2009 será aplicado em 1.619 municípios brasileiros.

Sistema de Proteção Escolar

Clipping Educacional - Da Educação
Um conjunto de medidas e estratégias que aumenta a proteção a alunos, professores, diretores e comunidade. Esse é o novo Sistema de Proteção Escolar que a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e a FDE apresentaram, em videoconferência, aos diretores e supervisores da rede estadual de ensino. O sistema envolve ações articuladas para que escola e comunidade, juntas, trabalhem para assegurar o pleno desenvolvimento dos alunos em sala de aula.A videoconferência, aberta pelo governador José Serra e secretário da Educação, Paulo Renato Souza, contou ainda com outros videoconferencistas: Professor José Luiz da Silva Valente, Secretário da Educação do Distrito Federal; Professor Guilherme Bueno de Camargo, Secretário-Adjunto da Educação do Estado de São Paulo; Coronel Álvaro Batista Camilo, Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo; Beatriz Graeff, Assessora Especial e Marco Aurélio Martorelli, Supervisor de Proteção Escolar e Cidadania.

Secretário de Educação fecha parceria para implantação de novas tecnologias em sala de aula

Primeira fase do projeto vai abranger 5.500 alunos da rede estadual
Clipping Educacional - Da Educação
O secretário Estadual de Educação, Paulo Renato Souza, assinou nesta terça-feira, (26/05), na escola Professora Paulina Rosa, em Hortolândia, um projeto em parceria com a Fundação Telefônica para implantação de novas tecnologias em sala de aula. Cada escola que integra o projeto receberá um conjunto de 45 laptops para os alunos e um para o professor, um projetor multimídia, além de infraestrutura de acesso à internet sem fio e servidor gratuito.
“Este projeto é importante para ampliar o uso da tecnologia como ferramenta pedagógica. Ele tem características inovadoras porque os equipamentos é que vão até as salas de aula, não são fixos. Não resta nenhuma dúvida de que a informática veio para ficar nas escolas”, afirma o secretário Paulo Renato Souza.
A primeira fase do projeto alcançará cerca 5.500 alunos da rede estadual, nos municípios de Campinas, Hortolândia, Bebedouro e Diadema, que serão conectados a outros 13 países por meio da utilização da internet e de computadores portáteis nas escolas.
Também é oferecido curso de capacitação aos professores e um ano de apoio aos docentes envolvidos no trabalho. Além disso, o Canal do Educador Pró-Menino, uma rede de informações, permitirá a troca de resultados conquistados nas outras 125 escolas da América Latina, vinculadas ao projeto.
A iniciativa foi implantada no ano passado, na Escola Estadual Simon Bolívar, em Diadema. A experiência positiva permitiu que o programa fosse expandido. Pró-menino
As escolas selecionadas pelo projeto estão vinculadas a outro programa realizado pela parceria entre a Secretaria e Fundação Telefônica, o Pró-Menino, que já beneficia 8 mil crianças em 11 unidades de ensino e tem como foco combater o trabalho infantil por meio da educação de qualidade. Essa iniciativa também será ampliada em 2009, chegando a mais 10 escolas da rede.

Enem terá 180 questões, 20 a menos do que a proposta inicial do MEC

Informação consta de portaria sobre a prova no Diário Oficial.
Inscrições para a prova começam no dia 15 de junho.
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
O novo formato do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá 180 questões de múltipla escolha, e não 200, conforme a proposta inicial do Ministério da Educação. Portaria da prova publicada nesta quinta-feira (28) no Diário Oficial da União informa que cada uma das quatro provas do Enem terá 45 questões, somando ao todo 180 testes.
As provas se dividem em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; Matemática e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias. A redação será do tipo dissertativo-argumentativo a partir de um tema de ordem social, científica, cultural ou política. A prova será realizada nos dias 3 e 4 de outubro de 2009, com início às 13h (horário de Brasília). No sábado (3/10), serão realizadas as provas sobre Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias, das 13h às 17h30. No domingo (4/10), será a vez das provas Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação, além de e Matemática e suas Tecnologias.As inscrições de alunos concluintes do ensino médio vão de 15 de junho a 17 de julho, pela internet. Já os egressos do ensino médio e jovens e adultos que não concluíram esse nível de ensino na idade própria podem se inscrever até o dia 19 de julho, também via web.

Professores com ensino fundamental dão aula no ensino médio

No país, 441 (0,1%) docentes têm menos anos de estudo que alunos.
Mulheres são maioria na rede pública: representam 81,6%.
Clipping Educacional - Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília
Mais de 80% dos professores da rede pública do país trabalham em uma única escola. Também são maioria aqueles que trabalham somente em um turno do dia. “Isso desmitifica a ideia de que muitos professores trabalham em mais de uma escola e faz vários turnos”, afirma o ministro da Educação, Fernando Haddad. Por outro lado, uma parte dos estudantes do ensino médio no país têm aulas com professores que concluíram apenas o ensino fundamental. Em todo o país, são 441 professores nessa situação, o que representa 0,1%. Na rede pública nacional, há 1.882.961 docentes.
Dos 1,9 milhão de docentes da rede pública no país, 600 mil não têm graduação ou trabalham em áreas diferentes das suas licenciaturas. O censo identificou que, dentre esses, 119.323 professores concluíram o ensino fundamental ou médio, mas não têm habilitação para o exercício do magistério.
As informações fazem parte do Censo Escolar 2007 e só agora são divulgadas. Segundo o ministro, o censo foi trabalhoso porque a escola tinha que informar dados específicos de cada professor, como número de turmas e tipo de formação. Os dados do censo estarão disponíveis no site do Inep a partir das 18h desta quinta-feira (28).
“O quadro obtido pelo censo é mais ou menos o esperado. A novidade do censo deste ano é a ferramenta que permitiu identificar a necessidade de formação de cada professor e elaborar o plano estratégico de cada estado”, disse o ministro.
As mulheres são maioria se consideradas todas as etapas da educação básica e representam 81,6% da rede, somando 1.542.925. A distribuição por idade revela que 68% dos docentes têm mais de 33 anos de idade e que 55% estão na faixa de 30 a 45 anos.
Em relação à cor, os resultados do censo mostram que, na Região Sudeste, 50,5% dos professores são brancos, enquanto nas Regiões Norte e Nordeste, eles representam somente 7,6% e 12%, respectivamente.

Quase um terço dos professores não tem faculdade ou atua em área diferente

Censo aponta que há 1,9 milhão de professores de educação básica. 600 mil não são formados ou ensinam matérias fora de sua área.
Clipping Educacional - Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília
O Ministério da Educação (MEC) identificou 600 mil professores em exercício na rede pública que não têm graduação ou trabalham em áreas diferentes das suas licenciaturas. Esse número representa quase 32% dos 1,9 milhão de docentes no país. O quadro é mais crítico nos anos finais do ensino fundamental (5ª a 8ª séries ou 6º ao 9º anos), em que 26,6% não têm habilitação legal.
Na tentativa de adequar essa situação, o governo federal lançará nesta quinta-feira (28) o plano nacional de formação de professores de educação. Conforme o G1 adiantou, o programa envolve uma série de medidas , como a oferta de vagas em universidades federais e estaduais de cursos de pedagogia e licenciatura de acordo com a necessidade identificada em planos elaborados em parceria com os estados.
"Nossa meta é que até 2014 todos os professores no país tenham a formação adequada", afirma o ministro Fernando Haddad, que fará o lançamento com o presidente Lula. "A formação de professores e o ensino médio são os nós históricos da educação. Essas medidas, assim como a mudança no Enem, colocam essas questões nos trilhos."
Segundo ele, a continuidade do plano, mesmo após o fim do atual mandato, está garantida por conta do Orçamento. "Se o Orçamento médio por ano atual, de R$ 41 bilhões, fora o salário-educação, for mantido, não haverá nenhum problema", disse.
Das 27 unidades da federação, 21 participarão do plano. Serão oferecidas 332 mil vagas nesses estados _uma parte dos cursos terá início no segundo semestre deste ano e a outra parte com ingresso em 2010 e 2011. Uma parte dos cursos será presencial e a outra, à distância, pela Universidade Aberta do Brasil (UAB) . Mais de 90 universidades federais ou estaduais fazem parte do plano. Interessados deverão se inscrever por meio de um sistema informatizado que está sendo criado ainda pelo MEC. A previsão é que o período de inscrição comece a partir do final de junho.
Os recursos para a implantação do plano virão da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que recebeu um recurso adicional de R$ 1 bilhão.
“As outras unidades, que são Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rondônia, Acre e Distrito Federal poderão aderir ao plano posteriormente, sem qualquer prejuízo”, diz o ministro.
A formação abrange três perfis: professores sem graduação (primeira licenciatura); professores já formados que dão aula em área diferente (segunda licenciatura); e bacharéis que atuam como professores, mas não têm licenciatura. “A intenção do plano é valorizar a carreira do magistério e, ao mesmo tempo, garantir o direito de formação para todos os professores”, avalia Haddad.
Outras mudanças
O MEC propõe alterar o programa Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Alunos de licenciatura poderão financiar 100% das mensalidades do curso e pagar as parcelas atuando na rede pública. A cada mês de trabalho, 1% da sua dívida será abatida.
Os cursos novos de pedagogia também serão alvo do plano. Para obter autorização para funcionar, precisarão ter 70% de sua carga horária (teórica e prática) voltada para a formação de professores.
O ministério pretende ainda mudar a exigência para dar aula nos anos iniciais do ensino fundamental: em vez de ensino médio com habilitação para o magistério passará a ser obrigatório ter curso superior com licenciatura. O projeto de lei precisará ser aprovado pelo Congresso.
No país, 13,1% dos professores têm formação inadequada: 0,8% tem apenas o ensino fundamental; 5,5% só o ensino médio e 6,8% têm nível superior, mas não têm licenciatura. Neste último caso, são docentes que dão aula para alunos do ensino médio. Para lecionar para turmas até a 4ª série, é preciso ter feito, no mínimo, o magistério.

MEC vai ampliar exigências para cursos de pedagogia

Governo quer ter certeza de que cursos preparam estudantes para ensinar.Fiscalização exigirá laboratórios de informática e ensino.
Clipping Educacional - Da Agência Estado
O Ministério da Educação (MEC) vai apertar o processo de fiscalização dos cursos de pedagogia. Na esteira do lançamento do Sistema Nacional de Formação de Professores, o governo quer ter certeza de que os cursos estão preparando os estudantes para ensinar, e não para administrar escolas ou fazer pesquisa.
A partir de agora, o documento de fiscalização que será usado para autorizar novos cursos e manter os antigos exigirá laboratórios de informática e ensino, brinquedotecas e contato dos alunos com escolas desde o primeiro ano.
O foco nos cursos de Pedagogia é uma das tentativas do ministério de melhorar a formação dos professores. Hoje, apesar de quase 70% dos docentes brasileiros terem curso superior completo, apenas 61,7% têm licenciatura.
São 330 mil atuando sem formação adequada - 17,5% do total. A maior parte no ensino fundamental. “É ruim a formação, mesmo daqueles professores que têm curso superior”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Por isso estamos homologando o instrumento de autorização de cursos de pedagogia. Vamos alterar a metodologia de autorização e reconhecimento de cursos.”
No início deste ano, o MEC iniciou um processo de supervisão de 60 cursos de pedagogia que tiveram notas 1 e 2 no Exame Nacional de Desempenho do Estudante. Desses, 20 estão em processo de extinção por não terem condições de se adequar às exigências. Os demais estão sob um protocolo que dá prazo de um ano para que as modificações sejam feitas.
O censo do professor, divulgado na quarta-feira (27) pelo MEC, mostra que 61,7% dos professores que atuam na educação básica têm curso superior e licenciaturas. Mas 25,2% têm apenas o magistério de ensino médio e outros 5,5% o ensino médio regular. Mais de 15 mil têm apenas o ensino fundamental e, mesmo assim, parte deles dá aulas para crianças de 5ª a 8ª série e mesmo no ensino médio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

'Leitura precisa ser com supervisão'

Clipping Educacional - Folha de S.Paulo
A Secretaria de Estado da Educação disse que a obra criticada se refere a assuntos que "o noticiário aborda, as crianças estão expostas".
"A escola precisa tratar esses temas. Mas com supervisão", afirmou a diretora de projetos especiais da FDE (fundação da secretaria responsável pela compra), Claudia Aratangy. A reportagem pediu entrevista com o secretário Paulo Renato Souza, mas não foi atendida.
Durante a entrevista, na tarde de ontem, Aratangy disse que analisava retirar o livro das salas de terceira série e deixá-lo para os alunos mais velhos, com supervisão. Mais tarde, a assessoria de imprensa afirmou que a decisão já havia sido tomada.
"O poema é uma ironia, não está incentivando uso de drogas ou os crimes. Mas ele precisa de uma mediação para ser lido", afirmou Aratangy.
Questionada se o critério não deveria ter sido definido antes do envio do material às escolas, ela afirmou que "foi feita análise, mas algumas coisas passaram".

Autor diz que texto não é para crianças

Gilberto Yoshinaga
Clipping Educacional - do Agora
Autor do texto que cria uma nova polêmica junto à Secretaria de Estado da Educação, o escritor Joca Reiners Terron frisa que sua poesia foi escrita para adolescentes, não para crianças de nove anos --média de idade de alunos da 3ª série do ensino fundamental.
"Acho que se trata de um equívoco da Secretaria da Educação em decorrência de não terem lido o livro", afirma o autor. "Na verdade, nem ao menos foi lido o texto da contracapa, que se refere à adolescência", prossegue.
Com relação aos versos como "Tome drogas", "Fale cuspindo" e "Nunca ame ninguém. Estupre", Joca se defende. "Não acho que possam ser compreendidos fora do contexto do poema, que é satírico", argumenta.
"O referido livro é corajoso por levar a produção poética contemporÔnea a um universo pouco afeito à atualidade literária", diz. O "equívoco", para Joca, pode ser facilmente desfeito. "Basta recomendar o livro para a faixa etária adequada."

Secretário admite novo erro em livro para criança

Gilberto Yoshinaga
Clipping Educacional - do Agora
O secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, admitiu ontem mais um erro do governo na seleção dos livros. No caso mais recente, divulgado ontem pelo Agora, a obra "Poesia do Dia -Poetas de Hoje para Leitores de Agora", disponível para as crianças da 3ª série (nove anos de idade), traz expressões como "Tome drogas" e "Nunca ame ninguém. Estupre".
"Realmente foi um erro. Ninguém da secretaria pensa que o livro é adequado para a 3ª série. Os exemplares já estão sendo retirados do acervo da terceira série", disse. Segundo ele, uma sindicância vai apurar o caso. "Erros acontecem. Certamente alguém terá de ressarcir o prejuízo", disse.
"Minha ideia é que possamos devolver para as editoras e pedir livros adequados, em substituição, ou o ressarcimento dos recursos", afirmou Paulo Renato. "De certa forma, houve erro da editora, ela sabia que eram livros infantis.
A Via Lettera, editora de um dos títulos polêmicos, disse em nota que não faz recomendação de títulos pela faixa etária. "Uma vez solicitada a compra, efetuamos a venda. É um processo mecânico. Não fomos informados, no ato da compra, a quem seria destinado.
Já a Abril Educação, editora de outro livro recolhido, afirmou que o título é recomendado para jovens de 13 anos, "indicação reforçada na contracapa, na apresentação e no suplemento ao professor".
A Secretaria da Educação disse que gastou R$ 29.456,10 na compra de 1.313 exemplares de "Poesia do Dia". Mas não informou quanto gastou com todos os livros da coleção.
Ainda de acordo com Paulo Renato, o governo José Serra (PSDB) deveria concluir ontem a reavaliação dos outros 816 títulos do kit para verificar se alguma outra obra tem conteúdo inapropriado. "A partir de quarta, todos os títulos ficarão expostos na secretaria, por 15 dias, à disposição de todos." Até a conclusão desta edição, a pasta não havia informado se a reavaliação foi concluída nem se outros títulos inadequados foram achados.
Outros errosEsse foi o segundo título impróprio detectado no programa de incentivo à leitura. O livro "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol", também indicado para alunos de 3ª série, contém vários palavrões, expressões de conotação sexual ou preconceituosa e frases de duplo sentido.
O Estado gastou R$ 37.100 com 1.700 exemplares desse livro --dos quais 1.216 chegaram a ser distribuídos na rede estadual de ensino.
Antes disso, em março, descobriu-se que 500 mil livros de geografia distribuídos como material didático tinham erros. No mapa da América do Sul, o Paraguai aparecia duas vezes e tinha a localização invertida com o Uruguai. A Fundação Vanzolini, que fez o material, trocou os livros com o equívoco.

Presidente ironiza Serra sobre livros didáticos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou ontem a cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica para ironizar o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), principal pré-candidato da oposição para a eleição presidencial de 2010
Clipping Educacional - Gazeta Mercantil (29.05.2009) com notícias da Agência Reuters
"Vocês nunca mais vão ver nesse país um mapa do Brasil com dois Paraguais...ou tentar fazer educação sexual num livro como se tentou fazer", disse Lula em discurso, referindo-se a livros empregados pelo sistema de educação paulista e que tiveram de ser recolhidos por conter um mapa errado e palavrões.
Lula também desafiou seus sucessores. Disse que, como o próximo presidente terá mais educação que ele, terá de fazer mais realizações no setor.
"Quem vier depois vai ter que saber que não pode fazer menos do que nós fizemos". afirmou. "Deus queira que seja um bicho bem competente mesmo."
Ponderando que os parlamentares sempre aprovaram sem problemas matérias relacionadas à educação, o presidente pediu ao Congresso Nacional que aprove os projetos que criam uma universidade voltada aos públicos latino-americano e africano.
"Se vocês (deputados e senadores) aprovarem, pelo menos vocês vão me dar o prazer de lançar a pedra fundamental (da obra das universidades)", destacou o presidente da República.
"A dívida que nós temos com o continente africano a gente não vai conseguir mensurar em dinheiro. A gente não vai conseguir pagar em dinheiro", argumentou.
"O que a gente vai fazer é contribuir com solidariedade com o continente africano e ir pagando na prestação de serviços e na transferência das coisas que nós sabemos, na transferência de tecnologia", acrescentou
fonte:http://e-educador.com

SP: programa de leitura da Secretaria de Educação é revisto

Simone Iwasso e Fábio Mazzitelli
Polêmica faz Secretaria Estadual da Educação reavaliar títulos
Clipping Educacional - O Estado de São Paulo (29.05.2009)Após distribuição nas escolas de livros com conteúdos inadequados para a idade a que foram destinados, o secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, anunciou ontem uma revisão nos mais de 800 títulos do Programa Ler e Escrever, voltado a estudantes das primeiras séries do ensino fundamental. Segundo o secretário, é provável que haja mais uma ou duas obras recolhidas, o que deverá ser divulgado hoje. Na próxima quarta-feira, a secretaria exibirá todos os títulos.
Paulo Renato afirmou que uma sindicância interna foi aberta para investigar a responsabilidade na escolha dos livros, mas que analisará também o comportamento das editoras. "Mandamos cartas para as editoras pedindo livros para as faixas etárias", afirmou Paulo Renato. "Vamos esperar a sindicância. Se for comprovado que a editora não agiu corretamente ao nos indicar livros, pode ser pedida a substituição."
Há duas semanas, o livro Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol, uma compilação de cartunistas brasileiros, foi recolhido após ser enviado para escolas, onde seria distribuído para alunos da 3ª série. A obra tinha palavrões, expressões sexuais e referências à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O segundo livro questionado é Poesia do Dia - Poetas de Hoje para Leitores de Agora, que reúne textos de poetas contemporâneos. O problema é o conteúdo de um dos poemas da coletânea, de Joca Reiners Terron, chamado Manual de Autoajuda para Supervilões.
O texto, construído em cima de ironias e negativas, começa com a frase: "Ao nascer, aproveite seu próprio umbigo e estrangule toda a equipe médica/É melhor não deixar testemunhas." O texto continua no mesmo tom: "Não vá se entusiasmar e matar sua mãe/ Até mesmo supervilões precisam ter mães/Se recuse a mamar no peito. Isso amolece qualquer um." Em outro trecho, diz: "Nunca ame ninguém. Estupre."
A Ática, editora responsável pela publicação, diz que a obra é indicada a partir dos 13 anos. A faixa etária, aliás, consta da contracapa. A secretaria afirma que houve erro da equipe que fez a seleção. São professores da rede que fazem as escolhas.
Outro título criticado por alguns professores é do poeta Manoel de Barros e foi enviado para a 6ª série. A obra Memórias Inventadas tem alguns palavrões, o que pode ou não ser considerado adequado. Segundo a secretaria, apesar das críticas, não há problema com esse livro.
"Pode ter havido falta de adequação nessas escolhas, mas a reação que estou vendo me parece muito exagerada", afirma Cecília Faria, psicóloga especializada em comportamento infantil e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "Para escolher um livro infantil é preciso levar em conta o contexto e a criança de 2009", explica ela, que faz consultoria para colégios da capital. "A criança de hoje assiste novelas com temas mais polêmicos, lê sobre crimes na internet, vê outras crianças na televisão. Ela não é ingênua como éramos no passado e tem uma capacidade de discernimento que não podemos subestimar."
fonte:http://e-educador.com

Além de diploma, salário bom e planos de carreira

Paloma Olivetto
Especialistas dizem que plano de formação de professores lançado pelo governo federal não é suficiente para resolver problemas do ensino públicoClipping Educacional - Correio Braziliense (28.05.2009)
Embora reconheçam a importância de um projeto para incrementar a qualificação dos professores, especialistas em educação alertam que somente um diploma não vai conseguir tirar o ensino público da crise em que se encontra. "Sem a perspectiva de um plano de carreira e de um salário digno, os melhores alunos do ensino médio não vão querer exercer o magistério", alerta Mozart Neves Ramos, ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco e atual presidente executivo do Movimento Todos pela Educação. Ele participou ontem do lançamento oficial do Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Educação, Fernando Haddad.
O plano prevê a criação de 330 mil vagas em universidades públicas para professores que não têm curso superior, licenciatura, ou dão aulas em disciplinas de cursos diferentes daqueles nos quais se formaram. "A variável da qualificação é importante, mas não é a única. Se nem o piso salarial os estados e municípios querem pagar, a carreira vai continuar pouco atraente", diz Roberto Leão, dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Ontem, o presidente Lula assinou uma portaria determinando que a União complemente o salário de R$ 950 nos estados que não tiverem condições de arcar com o valor. "Em 2008, mais de um terço dos professores ganhavam menos de R$ 950. Hoje, 37% da categoria já recebe esse valor. Apesar de insuficiente, é um avanço", diz Haddad. No ano que vem, todos os estados e municípios deverão adotar o piso.
Além dos baixos salários, Mozart Neves Ramos destaca a falta de preparo das universidades na formação dos professores. "Se não mudar a cabeça dos professores que dão aula nas licenciaturas, esse plano não vai funcionar", alerta. Segundo ele, os alunos chegam aos cursos muito despreparados e não encontram suporte nos bancos das faculdades para melhorar seu desempenho. Mozart dá aulas de química e física na Federal de Pernambuco e conta que foi preciso implementar uma disciplina com noções básicas, de assuntos sobre os quais os egressos do ensino médio já deveriam dominar. "Mas meus colegas doutores não querem dar essa disciplina", critica. Para o especialista, as licenciaturas precisam ser mais valorizadas dentro do ambiente acadêmico.
Além do plano de formação de professores, o presidente Lula assinou uma portaria estabelecendo que o Tesouro vai pagar os plantões dos médicos nos hospitais universitários federais. Essa é uma das principais demandas dos reitores. Atualmente, há um déficit de 30 mil profissionais nessas unidades de saúde.
fonte:http://e-educador.com

SP:Outra vez? Livro para adolescentes é entregue a crianças em SP

Fábio Takahashi
A obra distribuída nas escolas com uma coletânea de poesias, tem frases como "Nunca ame ninguém. Estupre"Clipping Educacional - Folha de São Paulo (27.05.2009)
Um livro destinado a adolescentes foi distribuído a crianças de 9 anos pelo programa 'Ler e Escrever', do governo do estado de São Paulo. A Secretaria de Educação do governo do estado determinou o recolhimento de todos os exemplares, que tinham chegado às escolas da rede pública há 15 dias.
Volume faz parte do mesmo programa da rede estadual de ensino que teve um livro recolhido por conter palavrão e conotação sexual.
O livro que governo de São Paulo enviou a alunos de terceira série (faixa etária de nove anos) tinha frases como "nunca ame ninguém. Estupre".
A coletânea de poesias faz parte do mesmo programa de melhoria da alfabetização que teve um livro recolhido por conter palavrões e expressões de conotação sexual: "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol", também distribuída para a terceira série.
A nova obra, "Poesia do Dia -Poetas de Hoje para Leitores de Agora", foi enviada às escolas há cerca de duas semanas para ser usada como material de apoio. Foram distribuídos 1.333 exemplares.
"Não é para crianças de nove anos. São várias ironias, que elas não entendem", afirmou o escritor Joca Reiners Terron, autor do poema mais criticado por professores da rede, chamado "Manual de Auto-Ajuda para Supervilões".
Alguns dos versos são "Tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto"; e "Odeie. Assim, por esporte". Outra poesia, 'Perdido nas cidades', tem um trecho que fala de um esquimó; 'Meu amigo esquimó nunca me deixa só. E, quando estou prestes a congelar, ele mija em cima de mim'.
"Espero que o Serra [governador José Serra] não ache o texto um horror, como ele disse do outro livro. Horror é quem escolhe essas obras para crianças", disse Terron.
Em nota, a direção da Abril Educação (responsável pela Ática) afirma que o livro é recomendado para adolescentes de 13 anos, "indicação reforçada na contracapa, na apresentação e no suplemento ao professor".
Após questionamento da Folha, a Secretaria da Educação da gestão José Serra (PSDB) decidiu ontem retirar os livros das salas de aula. Os exemplares, no entanto, permanecerão nas escolas, para consulta de alunos mais velhos.
O entendimento é que os assuntos do poema devem ser abordados na escola, mas com supervisão de um especialista.
A secretaria não esclareceu como é feita a escolha dos livros. A sindicância aberta para apurar o caso do outro livro ainda não foi concluída.
Críticas
Professor da Faculdade de Educação da USP, Vitor Paro afirma que a escolha do livro para crianças de nove anos "é produto da incompetência e ignorância do governo".
"Por que os livros só foram retirados após o jornalista questionar? A análise não deveria ter sido feita antes?", diz.
A coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Angela Soligo, classifica como "um horror" o poema. "Tem uma ironia que talvez só o adulto entenda. É totalmente desnecessário para uma escola."
"Já é o segundo caso. Os professores ficam inseguros com o material", disse ela.Em uma semana foram detectados dois problemas graves. Da primeira vez, um livro com tiras e charges de conteúdo adulto, discriminatório, cheio de rótulos preconcentuosos e linguagem ambígua, além de inadequada. Agora esse livro de poesia, com um conjunto de preconceitos embutidos num único poema, além de incitação à violência, afirmou a professora .
Segundo a educadora, há duas preocupações nos sucessivos casos de erro em livros distribuídos a alunos da rede pública.
- A primeira é se há profissionais com qualificação para fazer essa seleção. Os livros selecionados parecem ter passado apenas pelo crivo de 'compradores'. A segunda, que tenho notado, é que os professores agora estão em estado de alerta, além de inseguros. Cabe a eles uma nova atribuição nesse momento, o de revisar um material que já deveria estar revisado.
fonte:http://e-educador.com

Levantamento aponta que apenas 12,1% dos notebooks importados mais vendidos no país foram declarados

Levantamento de dados do mercado de informática e eletroeletrônicos desenvolvido pelo Instituto Brasil Legal (IBL) revela que, no primeiro trimestre de 2009, apenas 12,1% dos notebooks vendidos no País foram declarados ao Fisco
Clipping Educacional - Segs Portal Nacional (27.05.2009)
A comparação de dados da Receita Federal e do instituto ITData, aponta que, no Brasil, as três marcas de importados mais vendidos comercializaram 105.320 notebooks nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano. Porém, desse total, apenas 12.799 foram declarados. Dentre as mercadorias sonegadas, há produtos importados de marcas como Acer, Toshiba e Asus, hoje situadas entre os líderes do mercado de vendas.
A Acer registrou a venda de 87.300 aparelhos nos três primeiros meses do ano. No entanto, somente 11.216 deles passaram pelo Fisco, quantidade que equivale a 12,8% do total. Já a Asus declarou 11,3% dos produtos comercializados. Isso significa que dos 7.900 notebooks vendidos pela marca, apenas 893 estavam em situação regular. A Toshiba declarou 690 e comercializou 10.120 notebooks, que equivale a 6,8% do total.
Atualmente, diversos produtos importados em circulação no mercado brasileiro desrespeitam a certificação da ANATEL e as normas técnicas obrigatórias do INMETRO. Os plugs e fios devem sempre conter a marca do Inmetro e o produto o selo da ANATEL. A certificação é a garantia para o consumidor de que o produto passou por ensaios que atendem a normas e regulamentos de segurança e desempenho.
A irregularidade no mercado de informática e eletroeletrônicos fomenta o crime organizado e compromete a continuidade do processo de produção das indústrias brasileiras. O Instituto Brasil Legal procura conscientizar a sociedade para a dimensão do problema, promovendo iniciativas voltadas para a educação de consumidores como, por exemplo, a edição e distribuição de cartilhas em todos os Procons, em parceria com o Departamento de Defesa do Consumidor do Consumidor do Ministério da Justiça.
Seminário - Na próxima sexta-feira, 29 de maio, o presidente do IBL, Edson Vismona, será o mediador do debate Crime organizado - lavagem de dinheiro, organizações criminosas, rotas usadas pelos contrabandistas. A iniciativa é do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP/SP) que realiza, pela primeira vez, um seminário de combate à pirataria. A discussão tem início às 10h45 e conta com a presença do Dr. Bevilácqua - Promotor de Justiça do MP/SP. Membros da Secretaria de Fazenda Estadual/SP e da Diretoria de Combate ao Crime Organizado (DCOR/DPF) também estarão presentes à mesa de debates. Os interessados em participar podem se inscrever no site www.espm.sp.gov.br.[14]
Sobre o Instituto Brasil Legal (IBL)
O Instituto Brasileiro de Defesa da Competitividade - Instituto Brasil Legal - é uma associação civil, sem fins lucrativos, de combate à pirataria de eletroeletrônicos. Seu objetivo é combater práticas desleais de mercado e, para tanto, procura a viabilização de um efetivo programa de Defesa Comercial, que estabeleça a adoção de medidas legítimas para a manutenção e o fortalecimento da competitividade. (www.institutobrasillegal.org.br).
Sobre o presidente Edson Vismona
Advogado, especializado em defesa comercial e direito do consumidor, foi Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo (2000/2002); Secretário Nacional da Reforma Agrária (2002) e Presidente da Associação Brasileira de Ouvidores/Ombudsman - ABO (1997/2005).
fonte:http://e-educador.com

Com esse salário, quem quer ser um professor?

Antônio Gois
Um dos problemas mais graves detectados no censo do MEC com professores é o alto percentual dos que dão aulas de física, matemática e química no ensino médio sem formação nessas áreas
Clipping Educacional - Folha de São Paulo (27.05.2009)
Em 2007, o Conselho Nacional de Educação já alertara que havia um déficit na formação de professores nessas disciplinas, evidenciado também pela dificuldade dos Estados de preencher vagas em seus concursos.
A principal explicação para isso depende de uma informação que o censo do MEC não traz, mas que pode ser obtida na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE.
Na comparação de 30 ocupações que exigem nível superior, as cinco de menor rendimento médio são todas relacionadas ao magistério.
O salário médio de um professor de ensino médio com nível superior no Brasil era de R$ 1.335 em 2007. Isso representa dois terços dos rendimentos de um enfermeiro diplomado (R$ 2.022), metade do que ganham jornalistas (R$ 2.767) e 27% do obtido por médicos (R$ 4.865).
É verdade que há evidências empíricas de que salários maiores não significam melhores notas de alunos nas avaliações do MEC. Mas esse é um dado que capta apenas um efeito imediato.
Sabe-se, a partir de um estudo da consultoria McKinsey, que os países com melhor desempenho educacional são os que selecionam para suas escolas os profissionais mais bem capacitados. Para isso, não há dúvida de que a remuneração é um fator essencial.
No Brasil, dados do questionário socioeconômico do Enade (exame substituto do provão) mostram que vamos em direção oposta: os alunos em cursos de formação de professores são os mais pobres, de famílias menos escolarizadas e que mais estudaram na rede pública.
Em áreas em que o número de formados já não dá conta da demanda -caso de matemática, física e química- o problema fica ainda mais agudo. Os melhores que se formam nessas licenciaturas se deparam com escolhas como essas: receber R$ 1.335 como professor ou, por exemplo, fazer um concurso público para bancário, cuja remuneração média para nível superior é de R$ 2.216?
Sem salários atrativos, não há vocação que resista. Resta às escolas darem um jeitinho para que os alunos não fiquem sem aulas dessas áreas.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

DECRETO Nº 54.380,DE 27/05/2009 Suspende o expediente nas repartições públicas estaduais no dia 12 de junho de 2009

Suspende o expediente nas repartições públicas estaduais no dia 12 de junho de 2009 e dá providências correlatas
JOSÉ SERRA, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e considerando que o próximo dia 12 de junho deste ano intercala-se entre o feriado de 11 de junho, “Corpus Christi” e o fim de semana, Decreta:

Artigo 1º - Fica suspenso o expediente das repartições públicas estaduais no dia 12 de junho de 2009.

Artigo 2º - Em decorrência do disposto no artigo 1º deste decreto, os servidores deverão compensar as horas não trabalhadas, à razão de 1 (uma) hora diária, a partir do dia 1º de junho deste ano, observada a jornada de trabalho a que estiverem sujeitos.

§ 1º - Caberá ao superior hierárquico determinar, em relação a cada servidor, a compensação a ser feita de acordo com o interesse e a peculiaridade do serviço.

§ 2º - A não compensação das horas de trabalho acarretará os descontos pertinentes ou, se for o caso, falta ao serviço no dia sujeito à compensação.

Artigo 3º - As repartições públicas que prestam serviços essenciais e de interesse público, que tenham o funcionamento ininterrupto, terão expediente normal no dia mencionado no artigo 1º deste decreto.

Artigo 4º - Caberá às autoridades competentes de cada Secretaria de Estado fiscalizar o cumprimento das disposições deste decreto.

Artigo 5º - Os dirigentes das Autarquias Estaduais e das Fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público poderão adequar o disposto neste decreto às entidades que dirigem.

Artigo 6º - Este decreto entra em vigor na data desua publicação

Emendas podem assegurar direito dos professores

Roberto Felício*
Já estão tramitando na Assembleia Legislativa os Projetos de Lei Complementar 19/2009 e 20/2009,de iniciativa do governo José Serra, que tratam, respectivamente, da contratação temporária de servidores públicos e da abertura de vagas para concurso e novas jornadas de trabalho dos professores da rede estadual de ensino.O PLC 19/2009 demonstra que o governo, ao invésde dar solução para o elevado número de professores temporários, mantém mais de 80 mil profissionais nestas condições – embora reconhecendo e institucionalizando a estabilidade conferida aos que ingressaram na rede estadual até o dia 2/6/2007, quando foi promulgada a Lei1.010/2007, que criou a São Paulo Previdência (SPPrev) ,empresa gestora do sistema de previdência dos servidores públicos estaduais. Mais grave ainda, cria condições ainda mais precárias para os novos professores e demais servidores temporários, que somente poderão ser contratados pelo prazo de um ano, com carência de 200 dias até nova contratação. No caso da educação, esta medida institucionaliza a rotatividade dos professores entre as escolas, prejudicando o processo pedagógico.
O projeto também retoma a “provinha” para avaliaros professores, relegando os que não atingirem uma determinada nota mínima à realização de tarefas fora dasala de aula, desqualificando estes profissionais. A forma correta de avaliar os professores é o concurso público deprovas e títulos e que leve em conta o tempo de serviço de cada candidato na rede pública de ensino.
O PLC 20/2009, embora crie vagas para a realizaçãodo concurso público, o número é insuficiente para a demanda existente. De quebra, cria uma “escolinha” para os concursados, que somente poderão assumir seus cargos se forem aprovados em uma “provinha” (mais uma!), ao final deste cursinho. Ora, o concurso deve ser suficiente para selecionar os melhores professores, sem necessidade desta “escolinha”. Cabe ao Estado prover formação continuada aos professores, durante toda a carreira, no próprio local de trabalho, contando pontos para a evolução funcional destes profissionais. Também é prejudicial aos professores aredução salarial (a apenas 75% do salário base) durante o período que durar o“cursinho”.
Para corrigir imprecisões existentes nos dois projetos do governo, apresentei diversas emendas ao PLC 19/2009 que são as seguintes:
1) as ausências consideradas como deefetivo exercício para os temporários, serão as mesmas para os efetivos;
2) os contratados serão classificados para o processo deatribuição de aulas pelas regras do artigo 45 do Estatuto do Magistério e também para que possam ser atendidos no Iamspe, desde que tenham contribuído para isso;
3) o limite de faltas abonadas, justificadas e injustificadas passíveis de serem dadas pelos contratados, será o mesmodos professores efetivos;
4) os vencimentos dos contratados precisam ser iguais aos vencimentos dos efetivos, desde que trabalhem nas mesmas condições, observando-se seu nível e padrão de vencimentos;
5) os contratados poderão assumir funções, como ade vice-diretor e PCP e, também, para que possam ser admitidos pelas regras da CLT.
Quanto ao PLC 20/2009, apresentei emendas que prevêem o seguinte:
1) instituição de curso de formação continuada durante o estágio probatório, em lugar do “cursinho” proposto pelo governo, sem prejuízo de suas atribuições normais do professor;
2) estabelecimento de Gratificação por Dedicação Exclusiva, devida àquele professor que tenha optado pela jornadade 40 aulas ou que, em regime de acumulação de cargos no Estado, tenha aulas que, somadas, cheguem ao menos às 40 (considerando-se HTPC e HTPL);
3) impede que exista a provinha e que suas notas sejam utilizadas para fins de atribuição de aulas, além de buscar impedir que exista qualquer nova motivação de ordem legal para os professores OFA categoria “F”.
A luta dos professores já conquistou a realização deaudiência pública no plenário da Assembleia Legislativa, prevista para ocorrer no dia 3 de junho para a discussãodos dois PLCs. A continuidade desta luta poderá reverter os ataques do governo aos direitos dos professores.
*Roberto Felício é deputado estadual pelo PT.
fonte:http://diariooficial.imprensaoficial.com.br

A escola e sua função social

Juliana Moura Gutierrez
Para compreendermos as profundas mudanças que a sociedade atual vem sofrendo, temos que estar sempre atentos e considerar diferentes processos que vem ocorrendo. Entre os principais, destacamos: o desenvolvimento tecnológico, a crescente informatização, para além da nova configuração mundial após a crise econômica.
Vivemos num mundo globalizado, onde todas as atividades, sejam elas econômicas, comerciais, culturais estão concentradas em redes supranacionais (Internet, Empresas Multinacionais entre outras) que cada vez mais dominam o planeta, tornando-o mais diversificado. As fronteiras territoriais dos países, estados e cidades estão cada vez mais diluídas em meio a uma sociedade altamente informatizada – uma sociedade em rede – que foi produzida pela revolução tecnológica e pela reestruturação do capitalismo.
O tempo e o espaço social foram transformados em um tempo intemporal e em um espaço de fluxos, onde a vida social é atingida em todos os seus níveis por essa nova forma de organização da sociedade.
Uma das mais significativas consequências deste processo é a perda da identidade, a perda de referenciais, através de uma redução progressiva dos valores sociais. Esse fenômeno é universal, e sua intensidade varia. Nesse sentido, a educação é uma das mais importantes ferramentas sociais no mundo globalizado, pois é através dela que o indivíduo se torna um cidadão consciente e um agente social ativo no meio onde vive.
É neste sentido que a escola se apresenta como um espaço genuíno de convivência humana, que pode colaborar para a construção de identidades.
E como ela pode colaborar para que tenhamos cidadãos conscientes de seu papel social?
Uma importante ação pode ser alcançada através da elaboração de Projetos de Identidade, da realização de Conselhos de Classe Participativos, da discussão de Obras Clássicas da Literatura, entre outras coisas, que permitam a reflexão crítica sobre a formação histórica da sociedade, promovendo a discussão de problemas, para encontrar as melhores soluções, e principalmente que conduza a reflexão sobre si mesmo e sobre o mundo que os cerca.
Essa participação permite reflexões importantes sobre o futuro e principalmente sobre a possibilidade de buscarmos ser pessoas melhores em todos os aspectos da condição humana.
Para tanto, precisamos entender a Educação em seu sentido mais amplo, o da capacidade de aprender a aprender e de constantemente repensar suas ações. É esse o patrimônio mais estratégico da pessoa e da sociedade, a capacidade de desenvolver, juntos, propostas que primem por uma escola comprometida com os reais interesses da população, ou seja, uma escola que promova seu reconhecimento, valorização e conhecimento mútuo, o compromisso com a aprendizagem, o respeito às diferenças individuais, fortalecendo a igualdade de direitos e de condições à justiça, à liberdade e principalmente ao diálogo, tão em falta nos dias atuais.
Desta forma teremos uma escola engajada na comunidade, favorecendo a formação de um sujeito crítico e consciente para enfrentar os desafios que a vida apresenta. Essa nova maneira de pensar a educação escolar só será realizada por sujeitos auto-reflexivos, esclarecidos e conscientes do seu papel social.

Juliana Moura Gutierrez
– Professora Coordenadora da EE “Cel. Eugênio Euclydes Pereira da Motta”, profissional da área de Ciências Humanas – Porto Feliz, SP.
Porto Feliz, 06 de maio de 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

SP: laptop para docente tem versões diferentes

Fábio Takahashi
Professores da rede estadual de São Paulo que aderiram ao programa de compra de laptops com ajuda do governo têm recebido computadores com acessórios diferentes, apesar de terem pago o mesmo preço
Clipping Educacional - Folha de São Paulo (24.05.2009)
O projeto prevê auxílio do governo estadual no financiamento das máquinas aos docentes, com parcelamento em até 24 vezes sem juros, e preços abaixo do mercado.
As primeiras 10 mil máquinas entregues no projeto possuíam webcam (câmera). O acessório não consta nas demais (cerca de 17.500).
Segundo integrantes do governo José Serra (PSDB), as exigências da licitação não previam o equipamento. A inclusão da câmera no primeiro lote, dizem, foi feita por decisão da Positivo Informática, vencedora da disputa. A empresa afirma que, num primeiro momento, possuía em estoque apenas máquinas que dispunham da webcam.
Por essa razão, para não atrasar a entrega, enviou os computadores com o equipamento não exigido na especificação, sem custo adicional para o governo, entre março e abril.
A empresa afirma que, quando conseguiu repor o estoque, passou a enviar as máquinas sem as câmeras. "Só comprei o laptop porque vi os dos colegas, completinhos. Quando o meu chegou, fiquei decepcionada", afirmou uma professora de Capivari (135 km de SP), que pediu para que seu nome não fosse publicado. Ela recebeu a máquina na semana passada. "É injusto, porque paguei o mesmo preço".
Pedido
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação disse que pediu à Positivo que inclua a câmera nos próximos lotes. A empresa, que também se manifestou por nota, não cita a inclusão do acessório nas máquinas.A fornecedora disse que enviou laptops com câmeras "de forma a priorizar a entrega dos equipamentos aos professores, honrando o compromisso com os professores e com o governo do Estado de São Paulo".
Por meio do programa, o professor pode comprar o laptop em até 24 parcelas de R$ 72,42, o que representa R$ 1.738 no total. À época do lançamento, feito por Serra, a máquina estava estimada pela secretaria em R$ 2.500, que afirmava que gastaria R$ 15 milhões para garantir o juro zero.
Apresentado em outubro de 2008, com previsão para início em dezembro, o programa só passou a entregar os computadores em março deste ano.
Segundo o governo, o atraso ocorreu porque houve mudança da configuração do equipamento a ser adquirido, mais moderno e pelo mesmo preço.

SP: Estado vai instalar 11 mil câmeras em escolas

Carolina Freitas
Após dois episódios de quebra-quebra em escolas estaduais de São Paulo em um período de seis meses, a Secretaria de Estado da Educação vai anunciar na sexta-feira um plano de combate à violência nas unidades da rede pública
Clipping Educacional - O Estado de São Paulo (27.05.2009)
A promessa anterior era de que ele seria lançado no começo do ano letivo e para todas as escolas do Estado.
Agora, o programa prevê a instalação, a partir de agosto, de 11 mil câmeras em 2,2 mil unidades, das mais de 5 mil que compõem a rede. Haverá a distribuição de manuais de segurança e a criação de um sistema online de registros de ocorrências. A Secretaria da Educação passará a contar com a assessoria de um oficial da Polícia Militar, que fará a ligação com a Secretaria da Segurança Pública.
As informações foram passadas ontem pelo secretário da Educação, Paulo Renato Souza. Ele fez a declaração após participar de evento de assinatura de convênios para a abertura de 9 mil vagas no ensino técnico estadual. Segundo Paulo Renato, a secretaria está finalizando a licitação para adquirir os equipamentos e contratar uma empresa de monitoramento.
A partir do anúncio do plano de segurança, as escolas receberão dois livretos. Um trará normas de conduta para professores, funcionários e alunos; o outro, orientações aos diretores sobre como proceder em caso de emergência. Paulo Renato também informou que será criado, no site da secretaria, um espaço para que os diretores registrem ocorrências, desde agressões entre alunos até tráfico de drogas. O site receberá denúncias anônimas.
Os quebra-quebras foram na Escola Estadual Amadeu Amaral, no Belém, em novembro, e na Prof. Antônio Firmino de Proença, na Mooca, no dia 15. O governador José Serra concluiu o ensino médio ali.

Parcerias ampliam ações educacionais

André Palhano e Antônio Gois
Grandes empresas se unem a institutos privados e ao poder público para ganhar escala e conseguir atingir regiões inteiras
Clipping Educacional - Folha de São Paulo (27.05.2009)
No entanto a estratégia de criar ilhas de excelência em ambientes carentes é posta em xeque por programas amplos; não perder o foco é desafio. Enfim, Investir em projetos educacionais de excelência, mas isolados, ou ampliar a escala e tentar fazer a diferença em indicadores regionais e nacionais?
Para um grupo crescente de grandes empresas, a segunda opção tem ganhado espaço e, no lugar da filantropia, cresce a cultura do investimento social com retorno avaliado.
Em novembro passado, por exemplo, o Instituto Coca-Cola ampliou sua atuação e se comprometeu a investir R$ 8,2 milhões até 2012 no ensino fundamental no Maranhão.
Em vez de partir do zero e criar um projeto próprio, a opção da empresa foi fazer uma parceria com o Instituto Ayrton Senna, cuja metodologia já foi testada e aprovada.
Na semana passada, o Instituto Votorantim deu passo em direção semelhante ao lançar um programa que busca mobilizar a população em 88 cidades para acompanhar e cobrar dos gestores o andamento de programas do MEC e do Movimento Todos Pela Educação.
"Em vez de pensar numa solução mirabolante que reinventasse a roda, decidimos trabalhar para fortalecer políticas públicas que já estão em andamento", diz Lárcio Benedetti, gerente de desenvolvimento sociocultural do instituto.
Há casos também em que é o poder público que procura as empresas. Foi o que aconteceu com a Fundação Itaú Social, que desde 2002 mantém o programa "Escrevendo o Futuro", criado para formular e disseminar metodologias para melhorar o ensino público.
Em 2007, o MEC propôs uma parceria com a fundação para transformar o programa na "Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro", que chegou a 6 milhões de alunos em 98% dos municípios no primeiro ano da parceria.
Nesse movimento de ampliação, no entanto, é preciso ter cuidado para não perder a eficiência. A Fundação Bradesco, por exemplo, que já mantinha uma rede de 40 escolas próprias, decidiu em 2006 capacitar professores e gestores para utilizarem em escolas públicas a metodologia de ensino de suas próprias instituições.
Neste ano, o programa chegará a quase 3.000 alunos em 61 escolas públicas. Denise Aguiar, diretora da Fundação Bradesco, diz que o banco não quis ampliar mais aceleradamente o programa para não perder eficiência. "Não estamos simplesmente distribuindo material didático para professores e alunos. Há investimento forte em capacitação."
A ampliação dos projetos e as parcerias com o poder público demandam uma gestão cada vez mais profissional. Se há alguns anos a novidade nesse segmento foi a chegada do investimento social com "cara" de investimento, ou seja, com retorno esperado e medido, a ordem agora é ganho de escala.
Em um sistema ainda caracterizado por atuações isoladas das empresas em seus respectivos projetos, este se torna um desafio ainda maior, uma vez que demanda parcerias.
"Não temos uma cultura da filantropia privada local em trabalhar com os outros. Os projetos das empresas sempre nadaram em raias próprias. Somente agora é que começamos a ver algum alinhamento das ações", comenta Fernando Rossetti, secretário-geral do Gife (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas).
"Há clareza para todos de que não há um setor que, isoladamente, dê conta dos desafios que a sociedade tem pela frente. E isso vale para empresas, governo e organizações", diz Isabel Santana, do Itaú Social.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Diretora é afastada ao proibir entrada de aluno

Jéssika Torrezan
Clipping Educacional - do Agora
A diretora da Escola Estadual Luis Gonzaga Righini, no bairro do Limão (zona norte de SP), foi afastada do cargo depois que pais denunciaram a venda de uniformes na unidade. Segundo os pais de alunos, eles eram obrigados a comprar o uniforme e a carteirinha do colégio.
Quem não pagasse era proibido de entrar no prédio e de assistir às aulas. As camisetas custavam R$ 15, e a carteirinha, R$ 3. Segundo a Secretaria de Estado da Educação, a entrada de alunos não pode ser proibida. De acordo com a pasta, a diretora ficará afastada até o término das investigações.

Sexo e violência agora também se aprende nas salas de aula de São Paulo

SP: "Kama Sutra" nas escolas
Leonardo Attuch
Clipping Educacional - Isto É (24.05.2009)
Imagine seu filho de nove anos recebendo como lição de casa a recomendação de leitura do livro "Dez na Área, Um na Banheira e Nenhum no Gol". Comprado pela Secretaria de Educação do Governo de São Paulo e distribuído a 1.216 alunos da terceira série do primeiro grau, o livro explora várias posições sexuais e vem recheado de expressões pedagógicas como "chupei ela todinha", "ativo", "passivo" e outros palavrões impublicáveis. Não bastasse o conteúdo sexual, a obra é repleta de erros crassos de português, com uma linguagem digna de baile funk. Para piorar, funciona ainda como manual de ingresso no PCC, o Primeiro Comando da Capital.
É quase uma versão hardcore do "Kama Sutra" - e para crianças.
Tão surreal quanto a explicação do governo paulista, que, em nota, não soube informar como o livro foi parar nas mãos dos alunos.
Nos anos 50, quando o governador José Serra estudava na escola estadual Firmino de Mendonça, no bairro paulistano da Mooca, quem quisesse aprender algo sobre sexo teria de recorrer às revistas proibidas e apimentadas do "novo catecismo" de Carlos Zéfiro.
Os tempos mudaram, a educação se degradou e a cena definitiva dessa decadência ocorreu há pouco mais de uma semana, antes mesmo que o escândalo dos livros erótico-didáticos viesse a público.
Num confronto com a polícia, alunos da mesma escola em que Serra estudou quebraram 47 vidraças, 25 cadeiras e 27 mesas.
Foram contidos pela PM com spray de pimenta. Alguns deles, drogados, trancafiaram-se nos banheiros. Ao comentar o ocorrido, Serra foi lacônico. "No meu tempo não tinha isso, não me lembro de ter acontecido", declarou. Hoje, os alunos bem que poderiam responder dizendo que no tempo do governador o Estado também não distribuía manuais de sexo e violência às criancinhas.
Quando foi prefeito de São Paulo, Serra atribuiu a má colocação das suas escolas no ranking do Enem à chegada constante de novos migrantes, quando o natural seria esperar que a mais próspera metrópole do País se destacasse também pela excelência educacional. Estudando numa escola pública, Serra conseguiu, com méritos próprios, acumular conhecimentos e se tornar uma das figuras mais destacadas do País, apesar da origem humilde. Hoje, não mais no saudoso tempo de criança, mas no tempo ainda mais importante de governador, é improvável que um aluno da sua antiga escola da Mooca possa sonhar com um futuro brilhante.

Deciframos o DNA do Enem

Aluno que acerta menos questões pode ter mais pontos. É estranho, mas teoria matemática explica

Carolina Stanisci e Elida Oliveira

Clipping Educacional - especial para O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - Esqueça as comparações clichê do vestibular com maratonas ou corridas de obstáculos. O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está mais para prova de salto em altura. Remodelado este ano para ser o grande vestibular nacional, ele tem como espinha dorsal a sigla TRI (Teoria da Resposta ao Item), conjunto de modelos matemáticos já usado em exames internacionais como o Pisa. Um efeito prático da TRI é que um candidato pode ter pontuação mais alta acertando menos questões que outro.
A explicação disso passa pela comparação com o salto. "Pus o sarrafo dez vezes. Um cara passou por ele dez vezes, o outro em oito. Quem é o melhor? Depende da altura do sarrafo", explica Reynaldo Fernandes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem.
Em qualquer exame, há questões mais complicadas do que outras. A diferença com a TRI é que os itens mais difíceis valem mais pontos que os demais. "Todas as questões são pré-testadas para a gente calibrar esse grau de dificuldade", diz Fernandes.
1. Nota antiga não vale mais
Apenas as notas do Enem deste ano serão válidas nos vestibulares das universidades federais. A proposta do Inep é que o resultado dessa nova prova possa contar pontos nos exames dos próximos três anos.
Um desses pré-testes será feito em junho, com estudantes de ensino médio de 48 escolas. O Inep vai cruzar a performance desses alunos para avaliar o grau de dificuldade de um conjunto de questões. Depois de selecionar os itens que mais bem avaliam desempenhos, descartando os que têm enunciado ruim, por exemplo, os técnicos montam uma régua para determinar o peso de cada uma das questões.
Os candidatos não saberão, na prova, qual questão valerá mais pontos. O Inep vai agrupá-las em três conjuntos - fáceis, médias e difíceis -, distribuídos numa escala crescente. "O tratamento é igual para todos, ninguém será injustiçado", diz o diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep, Heliton Ribeiro Tavares.
Outra consequência prática do uso da TRI é que o candidato não terá nota, mas pontuação. Mesmo que o gabarito indique 20 acertos num conjunto de 40 itens, isso não significa 50% de aproveitamento. Tudo por causa dos pesos diferentes de cada questão. "Haverá questões em que se cobrará mais de uma habilidade para ser resolvida", afirma o consultor pedagógico Carlos Piatto.
2. Apuração final:
A avaliação de cada prova ficará a cargo de dois corretores. Se a diferença entre as notas dos dois superar um intervalo previamente determinado, um terceiro corretor será convocado.
"Só um especialista consegue calcular a pontuação final do aluno", afirma Tavares, do Inep. Ele garante, porém, que, após os exames, previstos para o fim de semana de 3 e 4 de outubro, será divulgado tudo o que for necessário para os candidatos entenderem como foram avaliados: prova, gabaritos e parâmetros.
Assim como as questões estarão dispostas em uma escala de dificuldades, o desempenho dos alunos também será colocado em uma régua. "Quem estiver na posição 600, por exemplo, saberá exatamente quais conhecimentos domina e quais não domina em cada área", diz o consultor do Inep Dalton de Andrade, professor do Departamento de Informática e Estatística da Universidade Federal de Santa Catarina.
O novo Enem recorre a termos matemáticos, como eixos e matrizes, para definir essa nova proposta de vestibular. A prova será baseada em cinco eixos, comuns a todas as áreas de conhecimento: domínio de linguagens, compreensão de fenômenos, enfrentamento de situações-problema, construção de argumentos e elaboração de propostas de intervenção na sociedade.
3.Data de divulgação:
Ainda está sendo definida. A proposta inicial do Inep é entregar as notas das questões, divididas em quatro grupos, no dia 4 de dezembro. O resultado da redação será divulgado apenas um mês depois dessa data.
"O Enem está baseado na estrutura de pensamento do aluno", diz a assessora especial da Secretaria de Educação paulista Maria Inês Fini, responsável pela elaboração do primeiro Enem, há 11 anos. De acordo com Maria Inês, a principal vantagem do novo exame é fazer uma varredura no conhecimento, com base nos princípios científicos e tecnológicos, para definir as habilidades de cada indivíduo.
A prova não se estrutura apenas em disciplinas. Cada eixo está diluído nas quatro matrizes que agrupam matérias tradicionais, como biologia e português: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias.
Em cada matriz, há 30 habilidades, conhecimentos esperados de um estudante no fim do ensino médio. Essas habilidades e conteúdos foram descritos num documento recém-divulgado pelo Inep (confira a íntegra do texto em
O sistema será válido apenas para as universidades federais que adotarem o Enem como forma única de vestibular. Vai funcionar como um leilão de vagas online e estará disponível após a divulgação das notas finais dos candidatos.
Com o documento, o Inep atende a uma das razões para a remodelação do Enem: a necessidade de enxugar o currículo das escolas. Na preparação dos alunos para vestibulares cada vez mais abrangentes, elas ampliaram o programa do ensino médio. Na corrida para dominar tudo o que pode cair na prova, os estudantes deixaram de se concentrar em habilidades básicas. "Quero saber se o candidato é bom em salto em altura. Não me interessa se ele fez a preparação para a prova com musculação ou alongamento, por exemplo", compara Fernandes.
Outra vantagem do novo Enem para as escolas é a de permitir comparar o desempenho dos alunos ao longo do tempo. A TRI torna isso possível porque a régua que mede o grau de dificuldade das questões não varia de uma prova para outra. "A escola será desafiada", afirma Maria Inês.
5.Nota final
Será possível optar por cinco cursos na mesma universidade ou em instituições diferentes. Entre dois candidatos que concorrem a uma mesma vaga, levará a melhor aquele que tiver a nota mais alta, mesmo que seja sua última opção.
PRAZOS
Embora especialistas elogiem o novo modelo da prova, o fato de valer já para 2009 provocou ansiedade e críticas de alunos e professores do ensino médio e de cursinhos. "É importante fazer alterações, mas no meio do ano é um crime contra o aluno.
Estamos lidando com pessoas que mal sabem para qual curso vão prestar vestibular e ainda acrescentamos esse fator de estresse", critica Sylvia Gouveia Lourenço Castanho, ex-integrante do Conselho Nacional de Educação e diretora da Lourenço Castanho, escola da zona sul de São Paulo.
Arthur Cardillo Afonso, de 19 anos, vestibulando de Engenharia Civil, concorda. "Sinto ansiedade e raiva. Fico pensando: por que não passei antes?"
Fernandes diz entender a ansiedade causada pelo novo Enem, mas tenta tranquilizar os candidatos.
"Avaliações internacionais mostram que quem vai bem num tipo de vestibular costuma ir bem em outros modelos de exame. Entrar na universidade não vai ficar mais fácil ou difícil. O número de vagas continua o mesmo."
(Colaboraram Ana Bizzotto e Bruna Tiussu, especial para O Estado de S.Paulo)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

FUSSESP realiza segundo mutirão do programa Visão do Futuro

Crianças com problemas de visão ganham óculos e terão melhores condições de estudar
Clipping Educacional - da Educação
O Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (FUSSESP) realizará neste sábado, 23, das 8h às 17h, o segundo mutirão do programa Visão do Futuro. A iniciativa ocorrerá em três locais diferentes: Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Hospital São Luiz Gonzaga, administrado pela Santa Casa, no Jaçanã.
Esta é segunda etapa do projeto, que acontecerá todos os sábados até o dia 15 de agosto, exceto no período de recesso escolar (dez dias de julho) e no dia 13 de junho (feriado de corpus Christi). Neste segundo mutirão serão examinadas 2,3 mil crianças que apresentaram alteração de visão durante os testes de acuidade visual realizados pelos professores nas escolas.
"É muito importante conscientizar a população de que é preciso cuidar cedo da visão das crianças. Elas têm direito à escola e ao estudo, mas nós temos que dar todas as condições para que possam exercer esse direito. Crianças que têm dificuldade de visão não conseguem estudar. Então, de nada adianta ter o direito se a criança não tem dinheiro para ir ao médico ou comprar óculos. Se nada for feito, essa criança será o analfabeto de amanhã. Por isso, é muito importante a participação ativa dos nossos parceiros: a Associação das Consulesas de São Paulo, que está doando os óculos, e os médicos que, ao mesmo tempo em que se dedicam aos mutirões, realizam uma importante pesquisa, que nos fará saber como é que está a visão da população", afirmou Monica Serra.
O programa Visão do Futuro treina professores para que eles possam realizar testes de acuidade visual nos 131 mil alunos matriculados na 1ª série e no 1.º ano das redes públicas de ensino estadual e municipal da capital. Após esta triagem, as crianças que apresentam problemas visuais são encaminhadas para os mutirões. Lá, elas são examinadas por médicos que verificam se existe a necessidade do uso dos óculos. Uma equipe fica disponível nos mutirões para observar qual modelo de armação pode ser adotado pelo aluno, levando em conta a preferência da criança. Cada par de óculos receberá um código de barras com a identificação do usuário e os pais precisam assinar um termo de recebimento. Os óculos (armação e lentes) são doados pela Associação das Consulesas de São Paulo (Aconsp).
Testes Os testes de acuidade visual começaram no dia 29 de abril. Ao término dos mutirões e da entrega dos óculos, o Programa terá um diagnóstico completo sobre a saúde visual das crianças entre 6 e 8 anos do ensino público da capital. Além disso, os alunos que apresentarem dificuldades visuais serão acompanhados anualmente pela rede de serviços de Saúde, garantindo assim a continuidade do atendimento.
Segundo dados coletados no Programa MAPA TAV, já foram realizados 45.825 Testes de Acuidade Visual, o que corresponde a aproximadamente 35% do total de alunos. Dentro de um dos critérios de encaminhamento para consulta os 4.800 Professores da rede estadual e municipal já identificaram 3.917 alunos como tendo alguma dificuldade de visão, onde 2009 alunos são do sexo Feminino e 1908 são do sexo Masculino.
O programa Visão do Futuro é uma parceria do FUSSESP com a Aconsp, as Secretarias Municipais e Estaduais de Educação e Saúde, e a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.
Locais do Mutirão Visão do Futuro de 23/05 - sábado
Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo Alameda Rodrigo Brum, 1989 - Vila Paranaguá 1,2 mil alunos
Santa Casa / Centro Rua Cesário Mota Junior, 112 - Santa Cecília Pavilhão Conde de Lara Responsável: Dra. Cristina 800 alunos
Santa Casa / Hospital Municipal Luiz Gonzaga Rua Michel Ouchana, 94 - Jaçanã 300 alunos

São Paulo fará exame antitabaco em funcionários da Educação

Clipping Educacional - Secretaria da Educação
Secretaria promove palestra sobre males do cigarro para diretores, professores e coordenadores da rede estadual na capital
Prevenir o consumo de tabaco, discutir o risco de doenças cardiovasculares de fumantes e pessoas que inalam a fumaça e repassar esses conceitos aos estudantes. Esse é o objetivo da videoconferência "Ambiente Livre de Tabaco" destinada aos servidores da rede estadual de ensino, que será realizada nesta sexta-feira, 22, pela Secretaria de Educação em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia.Depois do debate que deve reunir 500 pessoas, os funcionários da pasta poderão fazer um exame que mede a concentração de monóxido de carbono no organismo. Pesquisas recentes mostram que cerca de 35% das pessoas que não fumam apresentam índices de concentração de monóxido de carbono semelhantes aos registrados por fumantes."É na infância e adolescência que adquirimos grande parte dos bons e maus hábitos que teremos ao longo da vida, por isso, é fundamental que as escolas e professores conscientizem os alunos dos males que o cigarro traz à saúde", disse o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.No último dia 7, o governador José Serra sancionou a lei antifumo, que proíbe o consumo de cigarro e de derivados do tabaco em ambientes coletivos, privados e públicos de todo o Estado de São Paulo. Entram na regra áreas internas de restaurantes, lanchonetes, bares, empresas públicas e privadas. A lei antifumo entrará em vigor no próximo mês de agosto e é válida nos 645 municípios do Estado.Os servidores da Educação interessados em fazer o teste que mede a concentração de monóxido de carbono no organismo devem comparecer a partir das 15h na sede da Secretaria, localizada na Praça da República, 53.

Novo currículo do ensino médio será debatido em escolas, diz MEC


Dos encontros, deverá sair documento com propostas concretas. Projeto de eliminar disciplinas depende de aprovação de conselho.
Fernanda Calgaro

Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo

O Ministério da Educação (MEC) pretende realizar oficinas em escolas públicas para discutir como será na prática o ensino do conteúdo do ensino médio sem a divisão por disciplinas.

Pela proposta do MEC apresentada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) e que ainda depende de aprovação, as 12 matérias atuais seriam distribuídas em quatro grandes áreas: línguas; matemática; exatas e biológicas; e humanas. O objetivo da mudança é atrair o interesse do estudante de ensino médio, área crítica da educação .

“Em vez de fazer a discussão num escritório em Brasília, queremos fazer o debate dentro de uma escola. Aí, a partir dessas oficinas, sairá um documento com propostas concretas. Por exemplo, aula de história pode ser dada dessa maneira e assim por diante”, afirmou ao G1 a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda.

O projeto do MEC será debatido numa audiência pública a ser realizada pelo CNE no dia 1º de junho, das 13h às 18h. Segundo a secretária, no dia 3 ou 4, a proposta deverá ser votada no plenário do CNE. A idéia é fazer três ou quatro oficinas em agosto.

“Queremos fazer oficinas dentro de uma escola pública de ensino médio para convidar movimentos de jovens e do terceiro setor, além de professores, que são principalmente aqueles que estão atuando, e os alunos”, disse.
A primeira oficina deve acontecer em uma escola da Baixada Fluminense. “Será num sábado, para não atrapalhar as aulas, durante o dia todo, mas queremos os alunos presentes, que são os protagonistas. Com o documento em mãos, pretendemos discutir como a escola funciona na prática, como é ter esse currículo.”

Segundo a secretaria, as outras oficinas seriam realizadas em uma escola do Nordeste, uma do Centro-oeste e outra do Sul. “Queremos escutar muito os alunos e professores, dialogando com quem tem a prática, para não ficarmos restritos ao gabinete.”

A implantação no sistema público de ensino dependerá dos Estados, que têm autonomia para aderir ou não. “Esperamos que haja adesão já a partir do próximo ano letivo. O MEC pretende dar suporte técnico e financeiro, num valor ainda não estimado, para os governos que adotarem as mudanças.

Pelo novo sistema, os alunos terão um conteúdo básico, que inclui línguas, literatura e matemática, e as matérias focadas no seu interesse e na sua aptidão. A secretária de Educação Básica explica que, se um aluno pretender seguir a carreira de engenharia, ele verá o conteúdo de matemática mais aprofundado do que outro que planeja ir para uma área de humanas.
A proposta também vem ao encontro das alterações no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que terá uma divisão por quatro grandes áreas. O MEC também propõe um aumento de 25% na carga horária (de 2.400 horas para 3.000 horas).

http://g1.globo.com/

Novo Enem e fim das disciplinas do ensino médio serão debatidos em encontro do MEC

Clipping Educacional - O Globo

RIO - O Fórum dos Coordenadores Estaduais do Ensino Médio e a Secretaria da Educação Básica do Ministério da Educação discutem, nesta terça e quarta-feira, o novo Enem e mudanças no currículo do ensino médio.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o novo ensino médio é um programa de apoio técnico e financeiro oferecido às redes estaduais que desejam melhorar a qualidade do ensino.

Entre as inovações que o MEC sugere estão a ampliação da carga horária dos três anos do ensino médio para três mil horas (hoje são 2.400 horas); a leitura como elemento central e básico em todas as disciplinas; estudo da teoria aplicada à prática; fomento às atividades culturais; professor com dedicação exclusiva.

Colocar a leitura no centro do currículo, segundo Maria Eveline, tem o objetivo de preparar o cidadão para ter êxito tanto nos estudos como na vida. Às vezes, a dificuldade do estudante não está no conteúdo da disciplina, mas na forma de ler e de interpretar os códigos, diz a coordenadora.

O diretor de avaliação da educação básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Heliton Ribeiro Tavares, vai apresentar o novo Exame Nacional do Ensino Médio, proposto pelo MEC. Os modelos de provas, o número de questões, a segurança da aplicação, o calendário. No mesmo encontro, o fórum vai saber do andamento do debate sobre a revisão das diretrizes curriculares do ensino médio. Esse tema será abordado pelos consultores Antônio Flávio Barbosa, da PUC-RJ, e Alfredo Veiga Neto, da UFRGS.

http://oglobo.globo.com

LEI Nº 13.545, DE 20 DE MAIO DE 2009 - Proíbe a compra, venda, fornecimento econsumo de bebidas alcoólicas em qualquer dos estabelecimentos de ensino

Proíbe a compra, venda, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas em qualquerdos estabelecimentos de ensino mantidos pela administração estadual
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
Artigo 1º - Ficam vedados a compra, venda, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas em qualquer dos estabelecimentos de ensino mantidos pela administração estadual.
Parágrafo único - Consideram-se bebidas alcoólicas,para os efeitos desta lei, as bebidas potáveis com teor alcoólico igual ou superior a 4,5 (quatro e meio) graus Gay-Lussac.
Artigo 2º - vetado.
Parágrafo único - vetado.
Artigo 3º - Ao aluno que infringir o disposto nesta lei aplicar-se-ão as penalidades previstas nos regulamentos escolares.
Artigo 4º O disposto nesta lei aplicar-se-á, inclusive, aos eventos promovidos pela escola fora de suas dependências e em datas estranhas ao período letivo.
Artigo 5º - As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias.
Artigo 6º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Problema financeiro é principal motivo de abandono de curso profissional, diz IBGE

Estudo mostra que 2,4 milhões frequentaram, mas não concluíram cursos.25,5% desse total alegaram falta de dinheiro, mostra levantamento de 2007.
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Cerca de 2,4 milhões de brasileiros frequentaram, mas não concluíram cursos de qualificação profissional (10,2% do total), aponta levantamento do IBGE em 2007 divulgado nesta sexta-feira (22). Para a maior parte deles (25,5%), o principal motivo para que o curso não fosse concluído foram problemas financeiros. A justificativa da falta de dinheiro foi mais presente no Sudeste (29,4%).
As informações constam do estudo “Aspectos Complementares da Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional”, um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007 (Pnad), divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (22). De acordo com o estudo, 18,7% dos que desistiram apontaram insatisfação com o curso; a incapacidade de acompanhar curso impediu a conclusão para 10,1%, e o local do curso foi a razão para 7,4%, entre outros motivos.
Dos que concluíram o curso (21,5 milhões), 56,4% trabalhavam, em 2007, ou trabalharam anteriormente na área de atuação, e 65,7% desses afirmaram que isso se deveu ao fato de o curso ter o conteúdo necessário ao desempenho do trabalho. Já os 9,4 milhões de pessoas que concluíram a qualificação profissional, mas nunca trabalharam na área de formação, 31,1% afirmaram faltar vagas na área, diz o estudo.
Entre as pessoas ocupadas (90,8 milhões de pessoas), 23,4% frequentaram anteriormente a educação profissional e, dentre os desocupados, esse percentual era de 26,1%. O IBGE afirma que isso significa que 66,4% dos desocupadas não haviam frequentado anteriormente e nem frequentavam em 2007 nenhum curso de educação profissional.

Quase 30% abandonaram supletivo para trabalhar, diz IBGE

Silvia Ribeiro e Fernanda Calgaro
Dos que ingressaram no curso antes de 2007, 42,7% não o concluíram.Estudo aborda ainda educação profissional e alfabetização de adultos.
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
O estudante Pedro Ribeiro, de 25 anos, chegou a abandonar, ao menos, três vezes o supletivo por causa do trabalho. O promotor de eventos conta que sempre era seduzido por propostas de trabalho – todas à noite, bem na hora das aulas. Resultado: eram tantas faltas que ele não conseguia concluir os últimos anos do segundo grau.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), dos cerca de oito milhões de brasileiros que passaram por Educação de Jovens e Alunos (EJA), o antigo supletivo, antes de 2007, 42,7% não concluíram o curso. O principal motivo apontado foi a incompatibilidade do horário das aulas com o de trabalho ou de busca por emprego (27,9%), seguido pela falta de interesse em fazer o curso (15,6%), afazeres domésticos (13,6%), dificuldade de acompanhar o curso (13,6%), entre outros motivos.
As informações constam do estudo “Aspectos Complementares da Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional”, um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007 (Pnad), divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (22).
A primeira desistência de Pedro Ribeiro se deu aos 20 anos, quando ele cursava o primeiro ano do ensino médio regular, também por causa de eventos promocionais. O estudante, que não se arrepende por ter deixado a escola tantas vezes, diz que agora sua prioridade é concluir o último semestre do supletivo. Já na reta final, ele planeja entrar na faculdade. “Estou precisando arrumar um emprego fixo. Minha prioridade agora é terminar o segundo grau. Neste semestre, só faltei três vezes às aulas.”
Na ocasião do levantamento, em 2007, do total de 2,9 milhões de pessoas a partir dos 15 anos que freqüentavam um curso de EJA, 40% cursavam a segunda parte do ensino fundamental (5ª a 8ª série); o ensino médio recebia 36,1% dos alunos e o primeiro segmento do ensino médio (1ª a 4ª série), 23,9%.
Educação profissional e alfabetização
O levantamento também traz informações sobre cursos de qualificação profissional e de alfabetização. De acordo com o estudo, a rede privada de ensino atende a maioria (53,1%) dos alunos da educação profissional.
Dos brasileiros ouvidos - pessoas de 10 anos ou mais que frequentavam em 2007 ou haviam frequentado anteriormente cursos desse tipo -, 22,4% foram alunos de instituições públicas e 20,6% do chamado Sistema S de ensino, composto por Senai, Senac e Sebrae, entre outras instituições. Ao todo, 35,6 milhões de pessoas frequentavam em 2007 ou frequentaram anteriormente cursos de qualificação profissional.
Dentre os seis milhões de brasileiros que frequentavam, em 2007, cursos de educação profissional, 80,9% estavam no segmento da qualificação profissional e 17,6%, em cursos técnicos de nível médio.
Quanto aos cursos de Alfabetização de Jovens e Adultos (AJA), o perfil mais comum de aluno era mulher, com mais de 50 anos, nordestina, com rendimento domiciliar per capita de até um salário mínimo.
Entre as pessoas que frequentavam em 2007 ou haviam frequentado anteriormente cursos de alfabetização, 1,4 milhão eram mulheres e 1,1 milhão, homens. O Nordeste, que concentra o maior número de analfabetos no país (7,5 milhões), registrou a maioria de participantes de AJA - 1,3 milhão de pessoas. A maior parte dos alunos dos cursos tinha rendimento mensal domiciliar per capita de até um salário mínimo.
Cerca de 45% dos 1,8 milhão de alunos que fizeram este tipo de curso declararam em 2007 não saber ler e escrever um bilhete simples. A vontade de ler e escrever foi o principal motivo apontado como objetivo por quem procurou esses cursos (66%), diz o estudo do IBGE.

Mulheres são maioria em cursos do EJA

Dados foram divulgados nesta sexta-feira, pelo IBGE.Pessoas com renda de até um quatro de salário têm grande participação.
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Mais de 50% dos alunos que frequentam cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), também conhecido como curso supletivo, são mulheres. Do total de mais de 141 mil pessoas de 15 anos ou mais de idade no país, mais de 10 mil frequentavam ou já frequentaram curso de EJA, na ocasião do levantamento. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Educação. O estudo “Aspectos Complementares da Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional” é um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2007).
Renda
No que diz respeito à renda dos estudantes, ainda de acordo com o levantamento, o maior percentual de pessoas que frequentavam EJA, na época da pesquisa, estava na faixa de até um quarto do salário mínimo ou não tinha rendimento. Ainda segundo a pesquisa, entre as pessoas que frequentavam cursos de EJA em 2007, 41,2% se declararam brancas; 10,5% pretas; 47,2% pardas; e 1,1% de outra cor ou raça. A participação das pessoas que frequentavam ou frequentaram anteriormente algum curso de Educação de Jovens e Adultos foi crescente nos grupos de 18 a 39 anos de idade, declinando nas idades seguintes. Por outro lado, para aqueles que nunca frequentaram curso de Educação de Jovens e Adultos, o maior percentual foi observado no grupo etário de 15 a 17 anos de idade.