André Palhano e Antônio Gois
Grandes empresas se unem a institutos privados e ao poder público para ganhar escala e conseguir atingir regiões inteiras
Clipping Educacional - Folha de São Paulo (27.05.2009)
No entanto a estratégia de criar ilhas de excelência em ambientes carentes é posta em xeque por programas amplos; não perder o foco é desafio. Enfim, Investir em projetos educacionais de excelência, mas isolados, ou ampliar a escala e tentar fazer a diferença em indicadores regionais e nacionais?
Para um grupo crescente de grandes empresas, a segunda opção tem ganhado espaço e, no lugar da filantropia, cresce a cultura do investimento social com retorno avaliado.
Em novembro passado, por exemplo, o Instituto Coca-Cola ampliou sua atuação e se comprometeu a investir R$ 8,2 milhões até 2012 no ensino fundamental no Maranhão.
Em vez de partir do zero e criar um projeto próprio, a opção da empresa foi fazer uma parceria com o Instituto Ayrton Senna, cuja metodologia já foi testada e aprovada.
Na semana passada, o Instituto Votorantim deu passo em direção semelhante ao lançar um programa que busca mobilizar a população em 88 cidades para acompanhar e cobrar dos gestores o andamento de programas do MEC e do Movimento Todos Pela Educação.
"Em vez de pensar numa solução mirabolante que reinventasse a roda, decidimos trabalhar para fortalecer políticas públicas que já estão em andamento", diz Lárcio Benedetti, gerente de desenvolvimento sociocultural do instituto.
Há casos também em que é o poder público que procura as empresas. Foi o que aconteceu com a Fundação Itaú Social, que desde 2002 mantém o programa "Escrevendo o Futuro", criado para formular e disseminar metodologias para melhorar o ensino público.
Em 2007, o MEC propôs uma parceria com a fundação para transformar o programa na "Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro", que chegou a 6 milhões de alunos em 98% dos municípios no primeiro ano da parceria.
Nesse movimento de ampliação, no entanto, é preciso ter cuidado para não perder a eficiência. A Fundação Bradesco, por exemplo, que já mantinha uma rede de 40 escolas próprias, decidiu em 2006 capacitar professores e gestores para utilizarem em escolas públicas a metodologia de ensino de suas próprias instituições.
Neste ano, o programa chegará a quase 3.000 alunos em 61 escolas públicas. Denise Aguiar, diretora da Fundação Bradesco, diz que o banco não quis ampliar mais aceleradamente o programa para não perder eficiência. "Não estamos simplesmente distribuindo material didático para professores e alunos. Há investimento forte em capacitação."
A ampliação dos projetos e as parcerias com o poder público demandam uma gestão cada vez mais profissional. Se há alguns anos a novidade nesse segmento foi a chegada do investimento social com "cara" de investimento, ou seja, com retorno esperado e medido, a ordem agora é ganho de escala.
Em um sistema ainda caracterizado por atuações isoladas das empresas em seus respectivos projetos, este se torna um desafio ainda maior, uma vez que demanda parcerias.
"Não temos uma cultura da filantropia privada local em trabalhar com os outros. Os projetos das empresas sempre nadaram em raias próprias. Somente agora é que começamos a ver algum alinhamento das ações", comenta Fernando Rossetti, secretário-geral do Gife (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas).
"Há clareza para todos de que não há um setor que, isoladamente, dê conta dos desafios que a sociedade tem pela frente. E isso vale para empresas, governo e organizações", diz Isabel Santana, do Itaú Social.
Para um grupo crescente de grandes empresas, a segunda opção tem ganhado espaço e, no lugar da filantropia, cresce a cultura do investimento social com retorno avaliado.
Em novembro passado, por exemplo, o Instituto Coca-Cola ampliou sua atuação e se comprometeu a investir R$ 8,2 milhões até 2012 no ensino fundamental no Maranhão.
Em vez de partir do zero e criar um projeto próprio, a opção da empresa foi fazer uma parceria com o Instituto Ayrton Senna, cuja metodologia já foi testada e aprovada.
Na semana passada, o Instituto Votorantim deu passo em direção semelhante ao lançar um programa que busca mobilizar a população em 88 cidades para acompanhar e cobrar dos gestores o andamento de programas do MEC e do Movimento Todos Pela Educação.
"Em vez de pensar numa solução mirabolante que reinventasse a roda, decidimos trabalhar para fortalecer políticas públicas que já estão em andamento", diz Lárcio Benedetti, gerente de desenvolvimento sociocultural do instituto.
Há casos também em que é o poder público que procura as empresas. Foi o que aconteceu com a Fundação Itaú Social, que desde 2002 mantém o programa "Escrevendo o Futuro", criado para formular e disseminar metodologias para melhorar o ensino público.
Em 2007, o MEC propôs uma parceria com a fundação para transformar o programa na "Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro", que chegou a 6 milhões de alunos em 98% dos municípios no primeiro ano da parceria.
Nesse movimento de ampliação, no entanto, é preciso ter cuidado para não perder a eficiência. A Fundação Bradesco, por exemplo, que já mantinha uma rede de 40 escolas próprias, decidiu em 2006 capacitar professores e gestores para utilizarem em escolas públicas a metodologia de ensino de suas próprias instituições.
Neste ano, o programa chegará a quase 3.000 alunos em 61 escolas públicas. Denise Aguiar, diretora da Fundação Bradesco, diz que o banco não quis ampliar mais aceleradamente o programa para não perder eficiência. "Não estamos simplesmente distribuindo material didático para professores e alunos. Há investimento forte em capacitação."
A ampliação dos projetos e as parcerias com o poder público demandam uma gestão cada vez mais profissional. Se há alguns anos a novidade nesse segmento foi a chegada do investimento social com "cara" de investimento, ou seja, com retorno esperado e medido, a ordem agora é ganho de escala.
Em um sistema ainda caracterizado por atuações isoladas das empresas em seus respectivos projetos, este se torna um desafio ainda maior, uma vez que demanda parcerias.
"Não temos uma cultura da filantropia privada local em trabalhar com os outros. Os projetos das empresas sempre nadaram em raias próprias. Somente agora é que começamos a ver algum alinhamento das ações", comenta Fernando Rossetti, secretário-geral do Gife (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas).
"Há clareza para todos de que não há um setor que, isoladamente, dê conta dos desafios que a sociedade tem pela frente. E isso vale para empresas, governo e organizações", diz Isabel Santana, do Itaú Social.
fonte:http://e-educador.com




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