Juliana Moura Gutierrez
Para compreendermos as profundas mudanças que a sociedade atual vem sofrendo, temos que estar sempre atentos e considerar diferentes processos que vem ocorrendo. Entre os principais, destacamos: o desenvolvimento tecnológico, a crescente informatização, para além da nova configuração mundial após a crise econômica.
Vivemos num mundo globalizado, onde todas as atividades, sejam elas econômicas, comerciais, culturais estão concentradas em redes supranacionais (Internet, Empresas Multinacionais entre outras) que cada vez mais dominam o planeta, tornando-o mais diversificado. As fronteiras territoriais dos países, estados e cidades estão cada vez mais diluídas em meio a uma sociedade altamente informatizada – uma sociedade em rede – que foi produzida pela revolução tecnológica e pela reestruturação do capitalismo.
O tempo e o espaço social foram transformados em um tempo intemporal e em um espaço de fluxos, onde a vida social é atingida em todos os seus níveis por essa nova forma de organização da sociedade.
Uma das mais significativas consequências deste processo é a perda da identidade, a perda de referenciais, através de uma redução progressiva dos valores sociais. Esse fenômeno é universal, e sua intensidade varia. Nesse sentido, a educação é uma das mais importantes ferramentas sociais no mundo globalizado, pois é através dela que o indivíduo se torna um cidadão consciente e um agente social ativo no meio onde vive.
É neste sentido que a escola se apresenta como um espaço genuíno de convivência humana, que pode colaborar para a construção de identidades.
E como ela pode colaborar para que tenhamos cidadãos conscientes de seu papel social?
Uma importante ação pode ser alcançada através da elaboração de Projetos de Identidade, da realização de Conselhos de Classe Participativos, da discussão de Obras Clássicas da Literatura, entre outras coisas, que permitam a reflexão crítica sobre a formação histórica da sociedade, promovendo a discussão de problemas, para encontrar as melhores soluções, e principalmente que conduza a reflexão sobre si mesmo e sobre o mundo que os cerca.
Essa participação permite reflexões importantes sobre o futuro e principalmente sobre a possibilidade de buscarmos ser pessoas melhores em todos os aspectos da condição humana.
Para tanto, precisamos entender a Educação em seu sentido mais amplo, o da capacidade de aprender a aprender e de constantemente repensar suas ações. É esse o patrimônio mais estratégico da pessoa e da sociedade, a capacidade de desenvolver, juntos, propostas que primem por uma escola comprometida com os reais interesses da população, ou seja, uma escola que promova seu reconhecimento, valorização e conhecimento mútuo, o compromisso com a aprendizagem, o respeito às diferenças individuais, fortalecendo a igualdade de direitos e de condições à justiça, à liberdade e principalmente ao diálogo, tão em falta nos dias atuais.
Desta forma teremos uma escola engajada na comunidade, favorecendo a formação de um sujeito crítico e consciente para enfrentar os desafios que a vida apresenta. Essa nova maneira de pensar a educação escolar só será realizada por sujeitos auto-reflexivos, esclarecidos e conscientes do seu papel social.
Juliana Moura Gutierrez
– Professora Coordenadora da EE “Cel. Eugênio Euclydes Pereira da Motta”, profissional da área de Ciências Humanas – Porto Feliz, SP.
Porto Feliz, 06 de maio de 2009
Vivemos num mundo globalizado, onde todas as atividades, sejam elas econômicas, comerciais, culturais estão concentradas em redes supranacionais (Internet, Empresas Multinacionais entre outras) que cada vez mais dominam o planeta, tornando-o mais diversificado. As fronteiras territoriais dos países, estados e cidades estão cada vez mais diluídas em meio a uma sociedade altamente informatizada – uma sociedade em rede – que foi produzida pela revolução tecnológica e pela reestruturação do capitalismo.
O tempo e o espaço social foram transformados em um tempo intemporal e em um espaço de fluxos, onde a vida social é atingida em todos os seus níveis por essa nova forma de organização da sociedade.
Uma das mais significativas consequências deste processo é a perda da identidade, a perda de referenciais, através de uma redução progressiva dos valores sociais. Esse fenômeno é universal, e sua intensidade varia. Nesse sentido, a educação é uma das mais importantes ferramentas sociais no mundo globalizado, pois é através dela que o indivíduo se torna um cidadão consciente e um agente social ativo no meio onde vive.
É neste sentido que a escola se apresenta como um espaço genuíno de convivência humana, que pode colaborar para a construção de identidades.
E como ela pode colaborar para que tenhamos cidadãos conscientes de seu papel social?
Uma importante ação pode ser alcançada através da elaboração de Projetos de Identidade, da realização de Conselhos de Classe Participativos, da discussão de Obras Clássicas da Literatura, entre outras coisas, que permitam a reflexão crítica sobre a formação histórica da sociedade, promovendo a discussão de problemas, para encontrar as melhores soluções, e principalmente que conduza a reflexão sobre si mesmo e sobre o mundo que os cerca.
Essa participação permite reflexões importantes sobre o futuro e principalmente sobre a possibilidade de buscarmos ser pessoas melhores em todos os aspectos da condição humana.
Para tanto, precisamos entender a Educação em seu sentido mais amplo, o da capacidade de aprender a aprender e de constantemente repensar suas ações. É esse o patrimônio mais estratégico da pessoa e da sociedade, a capacidade de desenvolver, juntos, propostas que primem por uma escola comprometida com os reais interesses da população, ou seja, uma escola que promova seu reconhecimento, valorização e conhecimento mútuo, o compromisso com a aprendizagem, o respeito às diferenças individuais, fortalecendo a igualdade de direitos e de condições à justiça, à liberdade e principalmente ao diálogo, tão em falta nos dias atuais.
Desta forma teremos uma escola engajada na comunidade, favorecendo a formação de um sujeito crítico e consciente para enfrentar os desafios que a vida apresenta. Essa nova maneira de pensar a educação escolar só será realizada por sujeitos auto-reflexivos, esclarecidos e conscientes do seu papel social.
Juliana Moura Gutierrez
– Professora Coordenadora da EE “Cel. Eugênio Euclydes Pereira da Motta”, profissional da área de Ciências Humanas – Porto Feliz, SP.
Porto Feliz, 06 de maio de 2009




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