quinta-feira, 30 de junho de 2011

Assembleia aprova reajuste de 13,8% a professor

Cristiane Gercina
Clipping Educacional - do Agora
A Assembleia Legislativa aprovou ontem o aumento de 13,8% no salário-base dos professores da rede estadual de ensino, retroativo a 1º de junho, conforme acordo entre a bancada governista e a oposição, referendado pelo governador Geraldo Alckmin e pelo secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald.
A lei que dá aumento de 21,3% neste ano para os agentes escolares também foi aprovada, com as mesmas emendas da dos professores.
Segundo o projeto de lei, o salário para quem ingressa na rede em jornada de trabalho de 40 horas passará de R$ 1.665 para R$ 1.894,12.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Governo cria novas regras para uso de dinheiro na saúde e na educação


Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Movimentação de recursos terá de ser feita apenas por meio eletrônico.
Decreto diz que saques só poderão ocorrer em casos excepcionais.
O governo federal criou novas regras para uso de dinheiro na saúde e na educação, segundo decreto publicado no “Diário Oficial da União” desta terça-feira (28). De acordo com o texto, os recursos deverão ser depositados e mantidos em conta específica aberta para este fim em instituições financeiras oficiais federais.
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A movimentação dos recursos terá de ser feita exclusivamente por meio eletrônico, por crédito em conta corrente de titularidade dos fornecedores e prestadores de serviços identificados.
Segundo o texto, só em casos excepcionais e justificados poderão ser realizados saques para pagamento em dinheiro a pessoas físicas que não possuam conta bancária ou saques para atender a despesas de “pequeno vulto”. Nos dois casos, o saque terá de ser feito de forma que permita identificar o beneficiário final. O pagamento deverá constar da prestação de contas.
A cada exercício financeiro, os saques em dinheiro para pagamento de despesas de “pequeno vulto” ficarão limitados a 10% do valor de R$ 80 mil para contratação de serviços por “convite”, estabelecido pela Lei de Licitações. O valor unitário de cada pagamento feito com o montante total sacado não poderá ultrapassar o limite de 1% desses mesmos R$ 80 mil. Anteriormente, segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), os recursos podiam ser sacados em espécie para o pagamento de obrigações.
Segundo o decreto, ato do ministro responsável pelas respectivas transferências estabelecerá as condições e circunstâncias em que se admitirão exceções. O texto diz ainda que as informações relativas ao uso dos recursos deverão ser objeto de ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público.
fonte: http://g1.globo.com

Computador na escola é mais eficiente se for usado para treinar professor, diz OCDE

Clipping Educacional - Da Redação      Em São Paulo   
Um novo levantamento da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com base no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2009, mostra que os computadores das escolas são mais eficientes se utilizados para treinar o professor. O “Resultados Pisa 2009: Estudantes online” quis avaliar como estudantes de 15 anos usam os equipamentos e a internet no aprendizado.
Além disso, mostra o estudo, o impacto nos resultados foi maior nos casos em que o computador estava na casa do estudante e não na escola. De acordo com a OCDE, o equipamento precisa estar integrado aos currículos.
Alunos de 15 anos de 18 países fizeram parte da pesquisa: Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, Dinamarca, França, Hungria, Islândia, Irlanda, Japão, Coreia, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Espanha, Suécia, Colômbia e as regiões de Hong Kong e Macau, na China. O Brasil não participou do levantamento.
Na maioria dos países, o resultado dos testes escritos foi basicamente o mesmo dos testes online. Os países onde os alunos se saíram melhor nos testes digitais foram Coreia, Austrália, Nova Zelândia, Suécia e Islândia, além da região de Macau (China). Em todos os locais, as meninas foram melhor que os meninos, principalmente nos testes escritos.

Escolas de SP recusam alunos em liberdade assistida

Clipping Educacional - O Estado de S. Paulo
Escolas públicas de São Paulo recusam adolescentes em liberdade assistida, ou seja, que cometeram infração e cumprem medida socioeducativa fora da Fundação Casa. O Ministério Público e organizações não governamentais (ONGs) que trabalham com a assistência a esses jovens têm recebido denúncias de familiares que não conseguem efetuar a matrícula. Há relatos de alguns que perderam o ano letivo. Pela lei, todas as crianças e adolescentes têm direito à educação.
Um dos casos investigados pela promotoria ocorreu na Escola Estadual Martins Pena, na zona sul da capital paulista. Apesar de terem efetuado a rematrícula no fim do ano passado, 21 alunos foram transferidos compulsoriamente para uma escola municipal. Só souberam da notícia no primeiro dia letivo, ao serem impedidos de assistir à aula. "Foi uma expulsão branca", diz César Barros, orientador social da Crê Ser, ONG que acompanha dois dos jovens transferidos. O retorno à escola de origem só foi possível graças à mobilização das famílias e à intervenção da Defensoria Pública.
Como frequentar uma escola é obrigatório para quem está em liberdade assistida, ficar fora dela atrapalha a finalização do processo. "Pedi à Secretaria Municipal de Assistência Social a relação das ONGs que trabalham na reinserção desses jovens. Quero saber em quais escolas elas enfrentam resistência", diz João Paulo Faustinoni e Silva, promotor do Grupo de Atuação Especial de Defesa da Educação (Geduc).
Além do problema estrutural da rede, que opera com carência de vagas, os técnicos citam como motivos da exclusão de razões conhecidas - como a suposição de que esses alunos são indisciplinados e de que os pais não querem que os filhos estudem com um menor infrator - a gargalos mais tênues, como a distorção entre série e idade.
Na cidade de São Paulo há 4.447 adolescentes em liberdade assistida. Com idade de entre 12 e 18 anos, esses adolescentes cometeram algum ato infracional. Parte deles passou um período internado na Fundação Casa e outro tanto foi sentenciado a cumprir apenas essa medida socioeducativa. Durante a liberdade assistida, o jovem vive com a família e recebe acompanhamento de um orientador social. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Agente escolar terá 44,5% de reajuste

Cristiane Gercina
Clipping Educacional - do Agora
Merendeiras, faxineiras, secretários de escola e inspetores terão 44,5% de aumento salarial nos próximos quatro anos, segundo projeto de lei enviado pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa na semana passada.
O projeto de lei complementar 38/2011 propõe ainda a criação de 10 mil cargos de agente de organização escolar, reformula os cargos de inspetor e de secretário de escola, contempla o acesso a 5.200 novas funções de gerente de organização escolar e estabelece a criação de faixas de promoção vertical e de progressão horizontal, que dão direito a aumento salarial para os servidores que passarem em avaliações da Secretaria de Estado da Educação.
De acordo com a lei, o salário-base do quadro de apoio escolar subirá 21,3% neste ano, de R$ 548,13 para R$ 665, retroativo a 1º de julho. Em 2012, passará para 698,25, um reajuste de 5%. Em 2013, a alta prevista é de 6%, subindo para R$ 740,15, e chegando a R$ 791,96 --aumento de 7%--, em 2014. A alta também será para os aposentados e pensionistas.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Alckmin amplia em um terço o quadro de servidores do apoio escolar

Clipping Educacional – Da Educação
Projeto de Lei prevê a criação de 10 mil cargos e reformula carreira de inspetores e secretários de escola, que hoje são 30 mil
Proposta do governo contempla para o salário-base aumento médio de 44,5% em quatro anos
O governador Geraldo Alckmin enviou na sexta-feira (17/6) à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Complementar que prevê a criação de dez mil novos cargos para servidores que exercem funções de apoio em escolas e também o aumento médio 44,5%, escalonado nos próximos quatro anos, nos salários-base dos profissionais que integram esse quadro, que hoje são cerca de 30 mil em atividade.
O aumento previsto na iniciativa do Governo do Estado deverá beneficiar também aposentados e pensionistas. Para o salário-base da função de Agente de Serviços Escolares, que é de R$ 548,13 mensais, o projeto de lei propõe o aumento para R$ 665,00 (21,3%) a partir de 1º de julho, R$ 698,25 (5%) em 2012, R$ 740,15 (6%) em 2013 e, em 2014, R$ 791,96 (7%).
Além disso, está contemplado também o acesso a 5.200 novas funções de Gerente de Organização Escolar no projeto de lei, que foi elaborado pelas secretarias da Educação e de Gestão Pública. “Nossa proposta se baseou não só nas análises de nossas equipes técnicas, mas também nos diagnósticos que foram apresentados pelos representantes da rede estadual de ensino nas 15 reuniões regionais de trabalho que realizamos neste primeiro semestre, que tiveram a participação de cerca de 20 mil profissionais”, declarou o secretário da Educação, Herman Voorwald.
"O objetivo é fortalecer a escola em seu suporte administrativo e operacional, liberando o diretor para acompanhar mais de perto as questões pedagógicas", disse o secretário de Gestão Pública, Julio Semeghini.
O Quadro de Apoio Escolar da Secretaria será redefinido e passará a ser composto exclusivamente por Agentes de Organização Escolar e Agentes de Serviços Escolares. As classes pré-existentes de Secretário de Escola e de Assistente de Administração Escolar permanecem até a sua extinção.
A proposta prevê a reformulação do Plano de Cargos, Vencimentos e Salários para os integrantes do Quadro de Apoio Escolar da Secretaria de Educação, criado pela Lei nº 7.698, de 10 de janeiro de 1992. Para ingresso nos cargos do Quadro de Apoio Escolar haverá concurso público de provas, ou de provas e títulos, e será exigido certificado de conclusão do Ensino Fundamental, no caso de Agente de Serviço Escolar; para Agente de Organização Escolar se exigirá certificado de conclusão do Ensino Médio ou equivalente e conhecimentos de informática.
O Projeto de Lei Complementar estabelece, ainda, a criação de faixas de promoção vertical - antes inexistentes no Plano de Cargos, Vencimentos e Salários – e aumenta de cinco para sete os níveis de progressão horizontal para os servidores do Quadro de Apoio Escolar. A evolução, tanto na vertical quanto na horizontal, deverá acontecer para os servidores que tiverem obtido resultados finais positivos no processo anual de avaliação de desempenho.
Para ser promovido, o servidor precisará contar no mínimo cinco anos de efetivo exercício na faixa em que o cargo ou função-atividade estiver enquadrado, ser aprovado na avaliação a que será submetido e apresentar certificado de conclusão do Ensino Médio ou diploma de graduação de nível superior – sempre um grau de escolaridade superior ao que apresentou ao ingressar. Para a progressão horizontal, será preciso que o servidor cumpra um período de três anos sem interrupções no trabalho, entre um nível e o próximo. Os critérios de promoção e progressão serão estabelecidos por decreto.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Curso de formação de docente é adiado

Cristiane Gercina
Clipping Educacional - do Agora
O início do curso de formação para os 22 mil novos professores convocados pela Secretaria de Estado da Educação para escolherem aulas na rede estadual foi adiado.
A previsão anterior da Educação era dar início ao curso logo nos primeiros dias de julho, mas, agora, as aulas deverão começar no final de julho ou no começo de agosto.
"A intenção é começar o curso entre a última semana de julho e a primeira semana de agosto. Não estamos com um calendário fechado e ainda não temos a data exata", informou a Educação.

Agente escolar pode pedir para trocar de escola

Tatiana Cavalcanti
Clipping Educacional - do Agora
A Secretaria de Estado da Educação está com inscrições abertas para agentes de serviços escolares e de organização escolar que queriam trocar de escola. A possibilidade de transferência também vale para os secretários e os assistentes administrativos.
As inscrições vão até as 18h da próxima quarta-feira. O candidato interessado em mudar de escola deve acessar o site do DRHU (Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação DRHU).
A mudança de unidade ocorrerá somente em 2012. A Educação não abria concurso para transferência de agentes desde 2009, segundo profissionais da área.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Haddad diz que baixos salários afugentam os jovens do magistério

Demétrio Weber
Clipping Educacional – O Globo
BRASÍLIA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (15) que faltam recursos para o ensino público brasileiro e que os baixos salários do magistério, quando comparados aos de outras carreiras de nível superior, desestimulam os jovens a virar professor. Haddad participou de audiência pública na Comissão Especial da Câmara que analisa projeto de lei que instituiu o Plano Nacional de Educação para a década 2011-2020. A proposta do governo, enviada à Câmara em dezembro, fixa 20 metas, estipulando que os gastos públicos com ensino devem subir para 7% do PIB (Produto Interno Bruto) ao ano. Hoje o investimento é de 5%, somando-se os orçamentos da União, dos governos estaduais e municipais.
REMUNERAÇÃO
Entidades educacionais, porém, defendem qu o gasto seja maior, de 10% do PIB, e acusam o projeto de timidez. O próprio ministro admitiu que a meta 11, que propõe duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, é acanhada e que poderá ser atingida já em 2014, por meio do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec). Haddad disse que é uma "covardia" perguntar ao ministro da Educação se ele prefere 7% ou 10% do PIB. Ele afirmou que gostaria de dispor de 10% ou mais do PIB para aplicar no ensino, mas que esse tipo de pergunta não deve ser feito a ele. Haddad lembrou que a promessa de campanha da presidente Dilma é que o país alcance 7% do PIB.
- Essa pergunta não pode ser feita a mim - disse o ministro, acrescentando:
- É evidente que não só está faltando dinheiro para a educação, como está faltando uma variável que é chave para a qualidade, que é a questão da remuneração (dos professores).
" É evidente que não só está faltando dinheiro para a educação (Haddad) "
Haddad afirmou que, à medida que as metas forem ampliadas, será preciso fazer uma conta de chegada para adequar à previsão de gastos do PIB ao custo das novas medidas. Ele também defendeu a realização de uma prova nacional de concurso para selecionar professores no Brasil inteiro, com adesão voluntária por parte de prefeituras e estados. Segundo o ministro, os concursos atuais são "mal-feitos". A previsão do Ministério da Educação é realizar a primeira prova nacional em 2012.

Haddad critica concursos para contratação de professores

LARISSA GUIMARÃES
Clipping Educacional - Folha.com/DE BRASÍLIA
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira que os concursos para contratação de professores nos Estados e municípios são "muito mal feitos". Ele criticou também o fato de que várias unidades da Federação nem chegam a fazer uma seleção para professores.
"Hoje os concursos são muito mal feitos, isso quando são feitos", afirmou, durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados.
O Ministério da Educação quer ajudar a elaborar uma prova nacional de concurso para ingresso na carreira docente. De acordo com Haddad, os gestores poderão abrir editais para selecionar professores com base nas notas desse exame.
O ministro também defendeu que o novo PNE (Plano Nacional de Educação) seja mais enxuto pois, caso contrário, poderá se tornar apenas uma "carta de intenções". O plano está em tramitação na Câmara e já foram sugeridas quase 3.000 emendas.
Ele afirmou que não há "pouca ousadia" no novo projeto, que conta com 20 metas e aproximadamente 170 estratégias.
"Não podemos repetir esse erro, de aprovar um plano de intenções", disse Haddad.
Em março do ano passado, a Folha revelou que o ministério cumpriu cerca de um terço das 294 metas do último PNE. Esse dado fazia parte de um levantamento feito sob encomenda para o MEC.

Outra disciplina no ensino básico

Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
Em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, o representante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Raimundo Feitosa, anunciou que o órgão está estudando a inclusão no currículo do ensino básico, a partir de 2012, de uma disciplina sobre direitos humanos. A proposta é prevista pelo polêmico Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado em 2009 pelo governo Lula, e tem por objetivo disseminar valores escolares "livres de preconceitos sociais e raciais, violência, abuso sexual e intimidação".
Para facilitar a elaboração e a implementação dos contornos da nova disciplina, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos encomendou a uma organização não governamental pernambucana - o Gabinete Jurídico de Apoio às Organizações Populares - um panorama do ensino de direitos humanos no País feito a partir de levantamentos nas 5.565 Secretarias Municipais da Educação. Iniciado em fevereiro, o trabalho deverá estar concluído em setembro e, segundo as estimativas de seus coordenadores, os princípios básicos de direitos humanos já estariam sendo ensinados em 40% dos municípios.
Se for aprovada pelo Congresso, essa será a quinta disciplina incluída no currículo do ensino médio nos últimos anos. As demais são filosofia, sociologia, música e espanhol. Quase todas foram introduzidas com apoio de movimentos sociais, ONGs e entidades corporativas, sob a justificativa de que tornam as aulas mais atrativas e ajudam na formação intelectual e cívica das crianças e adolescentes.
Para a maioria dos pedagogos, no entanto, a introdução dessas disciplinas não passa de modismo político e pedagógico. Segundo eles, quanto mais "inchado" for o currículo do ensino básico, mais o ensino das matérias consideradas fundamentais - português, matemática, ciências, história e geografia - é prejudicado. Como a carga horária não é elástica, para que novas disciplinas sejam oferecidas é preciso diminuir o número de aulas das matérias já existentes. Além disso, o número excessivo de disciplinas de desigual importância tende a tornar dispersivas as atividades em sala de aula e a sobrecarregar os professores - o que piora a já baixa qualidade da rede escolar pública.
Determinada mais por iniciativas políticas do que por critérios pedagógicos, a ampliação do número de disciplinas do ensino básico também dificulta a gestão escolar e compromete o planejamento educacional. Como não há professores especializados em número suficiente para lecionar as novas disciplinas, as escolas - principalmente as da rede pública - precisam improvisar, recorrendo a docentes de outras áreas do conhecimento, que vão lecionar matérias que não dominam.
Esse expediente está agravando o problema do déficit de professores das disciplinas tradicionais, especialmente de física, química, biologia e matemática, nas quais a situação é crítica. Há cerca de dois anos, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), vinculado ao Ministério da Educação, divulgou um levantamento que mostrava a necessidade de contratação de mais de 23,5 mil docentes de física e de química somente para as três séries do ensino médio. O quadro era tão grave que os conselheiros da Câmara de Ensino Básico do Conselho Nacional de Educação pediram medidas emergenciais - como o aproveitamento de estudantes universitários para suprir a carência nas áreas onde o déficit de professores é maior e concessão de incentivos para que os professores aposentados voltassem a lecionar. Em 2007, os conselheiros do CNE já haviam advertido para o risco de um "apagão escolar", caso o governo federal não investisse na expansão dos cursos de licenciatura dessas disciplinas e adotasse uma política de valorização docente, para estimular os formandos a ingressar no magistério público.
Se a qualidade do ensino fundamental e do ensino médio já é ruim, a introdução atabalhoada de novas disciplinas pode piorá-la ainda mais.
fonte: http://www.estadao.com.br

Sem professor, aluno tem aula vaga todo dia

Tatiana Santiago
Clipping Educacional - do Agora
Alunos do ensino médio e do ensino fundamental da Escola Estadual Olinda Leite, na Vila Penteado (zona norte de São Paulo), reclamam que tem aulas vagas diárias desde o início do ano. Segundo os estudantes, docentes de pelo menos seis disciplinas --geografia, física, química, artes, matemática e educação física-- estão ausentes.
"Desde o começo do ano estamos sem aula e com falta de professor. Dá pra contar nos dedos quantos dias não saímos antes do horário", diz um aluno de 16 anos, que está no segundo ano do ensino médio.
Ontem, por exemplo, ele foi dispensado duas horas mais cedo. A situação do aluno não é um caso isolado, toda a escola sofre com o problema. Para outro aluno do segundo ano, o problema é a falta de professores efetivados. Segundo ele, o comprometimento dos profissionais temporários é menor.

Prova de reajuste nos dias 11, 12 e 13 de julho

Cristiane Gercina e Tatiana Cavalcanti
Clipping Educacional - do Agora
A prova que dará reajuste salarial para professores e funcionários do magistério será realizada nos dias 11, 12 e 13 de julho, segundo anunciou o governador Geraldo Alckmin em entrevista ontem.
Os horários e os locais do exame, que compõe o programa de Valorização pelo Mérito, não foram definidos pela Secretaria de Estado da Educação. A prova dará aumento salarial de 25% para os 20% que passarem no exame.
Para concorrer, é necessário estar em exercício na rede estadual na data-base de 31 de março deste ano, ser titular de cargo efetivo ou profissional estável pela lei 1.010/2007, estar há pelo menos quatro anos no mesmo cargo, sendo que, desse total, cerca de três anos e dois meses (1.168) devem ser na mesma unidade, e somar, no mínimo, 2.304 pontos de frequência.

Governo envia ao Legislativo projeto de Política Salarial para o Magistério

Clipping Educacional - Da Educação
Além do aumento de 42%, iniciativa prevê evolução funcional com possibilidade de ascensão salarial de até 183% ao longo da carreira para todos os professores
Proposta visa valorizar a profissão docente para assegurar que a Educação do Estado esteja entre os melhores sistemas de ensino do mundo nos próximos anos
O Governador Geraldo Alckmin encaminhou hoje à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Complementar da proposta de Política Salarial anunciada em maio. Elaborada pelas secretarias da Educação e da Gestão Pública, a iniciativa contempla não só o aumento escalonado de 42,25% no vencimento-base dos professores, mas também a previsão de mudança dos atuais níveis de promoção salarial por desempenho e de progressão acadêmica.
“Essa Política Salarial e as previsões para o Plano de Carreira, que será posteriormente elaborado, são a proposta do Governo de São Paulo para dar os passos iniciais decisivos visando colocar a Educação de nosso Estado entre os melhores sistemas de ensino do mundo nos próximos anos”, disse o secretário da Educação, Herman Voorwald.
“Para atingir esse objetivo, nossa proposta, acolhida com entusiasmo pelo Governador Geraldo Alckmin, prevê manter e aperfeiçoar a avaliação pelo mérito e ampliar as possibilidades de ascensão profissional, garantindo essa evolução a todos os que atingirem os patamares fixados pelo plano”, ressaltou o Secretário da Gestão Pública, Julio Semeghini.
O Plano de Carreira será finalizado ainda neste ano, mas o projeto de lei do aumento salarial prevê também a mudança da estrutura dos níveis de evolução funcional, pois ambos tiveram de ser previamente avaliados no seu impacto no Orçamento do Estado para os próximos anos.
A carreira atual
No modelo atual, a promoção salarial pelo mérito se baseia em cinco níveis de promoção (verticais) em intervalos de quatro anos, com aumentos de 25% sobre o salário, limitados, em cada avaliação, aos 20% dos professores de melhor classificação em uma prova. O modelo ainda em vigor também possui cinco níveis de progressão acadêmica, com valores crescentes à razão de 5%, como mostra a tabela abaixo, na qual a evolução na carreira nos dois eixos proporciona uma variação total de 143,04%.
Ou seja, mantida essa escala atual de vencimentos, o atual salário-base de um professor com jornada de 40 horas semanais, que é de R$ 1.665,05, seria elevado até R$ 4.047,78 ao longo de toda a carreira do professor, ou seja, uma variação total de 143,04%, não computados adicionais de tempo de serviço.
O projeto de reformulação
Na proposta encaminhada ao Legislativo, estão previstos oito níveis com intervalos de três anos, com aumentos de 10,5% sobre o salário para todos os que atingirem determinadas metas de avaliação, que ainda deverão ser estabelecidas. Esses níveis correspondem, na tabela abaixo, à promoção salarial (vertical), que por sua vez é combinada com outros oito níveis de progressão (horizontal) com valores crescentes à razão de 5%.
Desse modo, além dos 42,25% sobre o salário-base – definido inclusive para aposentados e pensionistas –, está prevista também a possibilidade de promoção de até 183,05% dos vencimentos ao longo da carreira.
Tomando como exemplo o atual salário-base de um professor com jornada de 40 horas semanais, que é de R$ 1.665,05, e que será aumentado em julho deste ano para R$ 1.894,12 (o que corresponde a 13,76% de acréscimo), o total de vencimentos para aqueles que cumprirem todos os oito níveis verticais e horizontais será de R$ 5.361,20.
Essa variação acumulada de 183,05% não considera, porém, adicionais por tempo de serviço nem os aumentos salariais previstos para os próximos três anos. Para considera essa Política Salarial, que prevê para julho de 2014 o salário-base atual aumentado em 42,25%, ou seja, de R$ 2.368,51, a evolução na carreira nos oito níveis verticais e horizontais permitirá chegar ao total de vencimentos de R$ 6.704,07, sem contar aumentos por tempo de serviço.
Desse modo, a Política Salarial proposta pelo Governador Geraldo Alckmin para o Legislativo induz os professores, durante sua carreira, não só à formação continuada por meio de cursos de pós-graduação e de especialização (progressão horizontal), mas também à valorização pelo mérito, que preservará a prova de avaliação, mas também incorporará outros critérios a serem definidos no Plano de Carreira, tais como a avaliação de desempenho profissional, que incorpora outros aspectos ao processo atual de exame, de modo a considerar outras habilidades essenciais ao professor, como o desempenho em sala de aula.
Em obediência à Lei Complementar 836/1997, a Secretaria de Educação instituirá uma comissão paritária, composta por representantes indicados pela Pasta e por entidades representativas do magistério, com a atribuição de propor critérios para a evolução funcional e demais providências relativas ao assunto. Também serão consideradas todas as avaliações apresentadas por representantes da rede estadual nas 15 reuniões regionais realizadas no início deste ano pela Secretaria da Educação, nas quais estiveram presentes cerca de 20 mil professores, supervisores e outros profissionais do ensino, inclusive praticamente todos os diretores de escolas e dirigentes regionais
Essa iniciativa de Política Salarial para o Magistério do Estado de São Paulo, com a previsão da estrutura de vencimentos para o Plano de Carreira, visa promover ainda mais a melhoria da Educação, e tem o professor como peça-chave para o sucesso desse projeto.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Professor que atingir meta terá bônus

Mariana Mandelli
Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
Governo paulista modifica plano de carreira e política salarial; hoje, apenas 20% dos docentes que chegam à meta recebem bonificação
A Secretaria de Educação de São Paulo vai dar, a partir do ano que vem, bônus para todos os profissionais do magistério que atingirem a meta na prova de mérito. Hoje, mesmo atingindo a meta, apenas 20% deles são promovidos. Além disso, a pasta não vai mais utilizar apenas a prova para conceder o mérito - outros indicadores, que ainda estão em discussão, devem contar para o docente progredir.
As mudanças, elaboradas em conjunto com a Secretaria de Gestão Pública, constam na nova lei do plano de carreira e política salarial, assinada ontem à noite pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que segue hoje para a Assembleia Legislativa.
Com os novos critérios, um professor no estágio mais alto da carreira, com jornada de 40 horas semanais, conseguirá acréscimo de 183,05% no salário, afirma a secretaria. Atualmente, o docente consegue até 143, 12% - isso se estiver entre os 20% que recebem o bônus.
Hoje, um professor pode avançar em dois eixos: vertical e horizontal. O eixo vertical é a promoção por mérito, que ocorre apenas por meio da prova e tem cinco níveis. A cada avanço, o docente recebe 25% de aumento sobre o salário-base. Agora serão oito níveis de carreira - ou seja, ele fará mais avaliações - e o aumento será de 10,5% em cima do salário anterior. Ou seja, ele vai acumular os acréscimos. O máximo a ser atingido será de 101,16%.
Além disso, a secretaria não vai considerar somente a prova - que agora poderá ser feita a cada três anos - para dar essa evolução na carreira.
O Estado apurou que a pasta discute considerar, além do exame, o desempenho da turma; fazer simulações de situações do cotidiano escolar para verificar como o professor lidaria; avaliar o docente em sala de aula; e criar um sistema em que pais e docentes avaliem o trabalho da escola.
A pasta quer discutir os outros indicadores a partir de encontros com especialistas e com as diretorias regionais, com a criação de uma comissão paritária.
Hoje, o eixo horizontal - ou seja, a progressão na carreira - também ocorre em cinco níveis. Um docente que tem doutorado, por exemplo, pula direto para o último nível. Agora também haverá oito níveis, incentivando o professor a estudar mais. A pasta quer valorizar a formação acadêmica e estimular a realização de pós-graduação e a formação continuada. Cada "pulo" de faixa significará um aumento de 5%. O máximo que poderá ser atingido nesse eixo será de 40, 71%.
"As propostas apresentadas objetivam tornar viável e reconhecer a importância da evolução acadêmica e do envolvimento e dedicação dos servidores com as atividades fins da escola", disse ao Estado o secretário da Educação, Herman Voorwald.
fonte:
http://www.estadao.com.br/

Educação abre hoje inscrição para 1.448 vagas


Cristiane Gercina
Clipping Educacional do Agora
A Secretaria de Estado da Educação abre hoje as inscrições para 1.448 vagas em dois cargos do setor administrativo. Ao todo, há 1.203 chances para oficial administrativo, que exige o ensino médio, e 245 para o cargo de executivo público.
O salário oferecido é de R$ 710 para oficial e de R$ 2.700 para executivo. A jornada de trabalho é de 40 horas por semana.
As inscrições devem ser feitas a partir das 10h, no site da Fundação Vunesp, organizadora da seleção. O prazo termina às 16h dos dia 13 de julho.

Alckmin encaminha à Assembleia reajuste para professor

Clipping Educacional - Agencia Estado
São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), informou hoje que enviou à Assembleia Legislativa ontem à noite a proposta de reajuste de 13,8% sobre o salário-base dos professores da rede pública de ensino. O piso salarial de início de carreira, que é referente a uma carga de 40 horas semanais, passará de R$ 1.665 para R$ 1.894. 
A medida, se aprovada, deve entrar em vigor em 1º de julho. O reajuste terá um custo total de R$ 824 milhões em 2011 e será concedido aos 225 mil professores da rede estadual. O anúncio do piso foi feito em maio pelo governador em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. No evento, ele informou ainda a adoção de uma política salarial para o magistério que inclui reajustes até 2014.
Alckmin disse que concederá um aumento acumulado de 42,2% nos próximos quatro anos, incluindo o reajuste de 2011. A previsão do governo estadual é de que o piso salarial passe para R$ 2.368 até 2014.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Docentes escolhem aula até o dia 22

Tatiana Cavalcanti e Cristiane Gercina
Clipping Educacional - do Agora
Os 19.281 professores convocados pela Secretaria de Estado da Educação têm até o próximo dia 22 para realizar a escolha das aulas.
Os docentes foram aprovados no último concurso público realizado pelo Estado, em 2010. Eles vão assumir as 15 mil vagas abertas pela pasta somente em 2012.
Para saber se foi convocado, o concursado deve acessar o site da Educação, onde há duas listas de convocação de professores. Para acessá-las, basta clicar em Concursos, no centro da página.

MEC coloca no ar o novo site do SiSU

Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Inscrições poderão ser a ser feitas a partir das 6h desta quarta-feira (15).
Serão oferecidas 26,3 mil vagas em cursos no meio do ano.O Ministério da Educação colocou no ar nesta terça-feira (14) o novo portal do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) (
link para o site do SiSU). No site é possível tirar dúvidas sobre o sistema de inscrições para concorrer a vagas em universidades estaduais e federais e institutos de educação profissional no segundo semestre. As inscrições no SiSU poderão ser feitas a partir das 6h desta quarta-feira (15) e vão até as 23h59 de domingo (19), segundo o MEC. As inscrições ocorrerão exclusivamente pela internet.
Portal disponibiliza informações sobre como se inscrever no SiSU (Foto: Reprodução)
Portal disponibiliza informações sobre como se inscrever no SiSU (Foto: Reprodução)
O SiSU oferece vagas em universidades estaduais e federais e institutos de educação profissional. O sistema foi criado pelo MEC para unificar a oferta de vagas em instituições públicas.
Neste semestre, serão oferecidas 26.336 vagas em 19 universidades federais, 23 institutos federais, dois centros federais de educação tecnológica (Cefet) e quatro universidades estaduais. No segundo semestre de 2010, 35 instituições participaram, com de 16 mil vagas. No primeiro semestre deste ano, o sistema teve um milhão de inscrições e ofereceu 83 mil vagas.
Somente poderão se inscrever no processo seletivo do segundo SiSU de 2011 os candidatos que tenham participado da edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) referente ao ano de 2010 e que, cumulativamente, tenham obtido nota acima de zero na prova de redação.
O SiSU ficará disponível para inscrição dos candidatos das 6h às 23h59 de cada dia de inscrição (horário de Brasília). Não haverá cobrança de taxa de inscrição.
O processo seletivo terá duas chamadas sucessivas. A primeira chamada será em 22 de junho e a segunda chamada sai em 2 de julho. De acordo com o texto, a matrícula dos selecionadas na primeira chamada ocorre em 27 e 28 de junho. A matrícula da segunda chamada será em 5 e 6 de julho.
Segundo o edital, as instituições de ensino superior poderão fazer o lançamento da ocupação das vagas no SiSU referentes à primeira chamada em 27, 28 e 29 de junho e referentes à segunda chamada em 5, 6 e 7 de julho.
Para participar da lista de espera, o candidato deverá manifestar seu interesse por meio do SiSU entre os dias 2 e 7 de julho. O candidato somente poderá manifestar interesse na lista de espera para o curso correspondente à sua primeira opção de vaga. Não poderá participar da lista de espera o candidato que tenha sido selecionado para o curso correspondente à sua primeira opção de vaga em qualquer das chamadas do processo seletivo.
Segundo o edital, a lista de espera não observará as eventuais reservas de vagas e bônus atribuídos à nota do candidato no SiSU pelas instituições de ensino superior.
A lista de espera será usada prioritariamente pelas instituições de ensino superior participantes para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas nas duas chamadas do sistema.
Os procedimentos de chamada para preenchimento das vagas deverão estar definidos em edital próprio de cada instituição de ensino superior participante.
As instituições podem redefinir a lista de espera do sistema em decorrência da consideração dos critérios referentes às suas políticas de ações afirmativas originalmente adotadas em seu termo de participação. Nesse caso, a instituição deverá explicitar em edital próprio a forma de redefinição da lista.
As universidades podem convocar os candidatos da lista de espera para manifestação de interesse presencial, em número superior ao número de vagas disponíveis.
fonte: http://g1.globo.com/

Entre dois mundos: professora dá aula em escola pública e privada

Marina Morena Costa
Clipping Educacional - iG São Paulo
Anaídes conta as semelhanças e diferenças do trabalho em duas instituições de São Paulo com realidades distintas Separados por 170 milhões de metros cúbicos de água da segunda maior represa da cidade de São Paulo, o colégio Humboldt e a Escola Estadual Paulo Octavio de Souza parecem pertencer a mundos diferentes. A particular é bilíngue (alemão-português), fica no Jardim Ipanema, bairro de classe média próximo à Represa do Guarapiranga, na zona sul da cidade, em uma área arborizada de 60 mil metros quadrados, com teatro, ginásio de esportes e mensalidades de R$ 1,7 mil. A menos de sete quilômetros dali, do outro lado da represa, no alto de um morro e vizinha a uma favela, está a escola estadual, na Capela do Socorro, em uma área de cerca de 20 mil metros quadrados, com uma quadra descoberta e um ponto do Acessa São Paulo – central de internet gratuita –, bastante usado pelos moradores.
Em linha reta, cruzando as águas, a distância cai para três quilômetros. E em aulas de português do ensino médio, a diferença é menor ainda. Elas têm algo 100% em comum: a professora de Língua Portuguesa Anaídes Maria da Silva, de 40 anos. O que ela faz em uma escola, diz que faz na outra também – ainda que por menos de um terço do salário.
Anaídes dá aula para três turmas da 2ª série do ensino médio e três do último ano desta etapa, tanto na particular quanto na pública. Por 25 aulas semanais, recebe cerca de R$ 1.500 na escola estadual. Por uma aula a menos na particular, ganha três vezes mais. Há coisas que o dinheiro não compra e também não explica. “Eu amo o Estado, porque amo o aluno do Estado”, diz.
Sendo que a particular paga R$ 40 a hora aula e a pública, R$ 8, Anaídes poderia aumentar sua carga horária ou optar por trabalhar em uma segunda escola particular – caminho mais curto para a compra da casa própria. Mas ela não quer. A superação e o esforço de cada aluno para estudar valem a diferença. “Trabalho na rede pública há 15 anos porque gosto. Gosto dos estudantes, dos colegas, da liberdade e da união que os professores têm. Não faço trabalho voluntário.”

Disputa pela atenção
Dos dois lados da Represa, o desafio de Alaídes é igual: prender a atenção dos adolescentes e trabalhar a leitura e a escrita. A geração que já nasceu acostumada com a internet se dispersa por qualquer motivo: o barulho da chuva que cai mais forte de uma hora pra outra, um aluno que levanta para pegar um livro no armário, a palavra “toalete” que a professora pronúncia com um “lh” a mais (“toalhete”).
Anaídes usa analogias, brincadeiras e referências atuais para prender a atenção. A idealização do índio na obra do romancista José de Alencar é explicada assim: “Iracema é uma índia linda, bonita. Tem ‘lábios de mel’. Ela não tem bafo (risos dos alunos). Isso é Romantismo, gente”, diz, em aula que o iG acompanhou no Colégio Humboldt.
Apesar do abismo social que separa as duas escolas, Anaídes conta que as táticas para segurar a atenção dos estudantes são as mesmas. “Eles gostam de ‘professor show’. E eu sou a mesma nas duas escolas”. A infraestrutura também não faz diferença, pois além do giz, Anaídes usa apenas o datashow para apresentar trabalhos e filmes – equipamento presente nas duas unidades.
Já a dinâmica da aula muda um pouco. Na escola estadual, os alunos têm mais dificuldade com compreensão de texto e redação. Anaídes conta que trabalhou a mesma redação com um aluno por mais de um mês. A proposta era comparar a paixão pela língua portuguesa, a partir do documentário “Vidas em português”, que mostra cenas em diferentes países lusófonos. “A primeira versão estava ininteligível, mas tinha uma frase maravilhosa ali. Mostrei para o aluno e ele ficou envaidecido em perceber que tinha escrito algo genial. Ele refez oito vezes, até a redação inteira ficar maravilhosa.”
Véspera de prova trimestral no Colégio Humboldt: Anaídes revisa os períodos Barroco e Arcadismo - Foto: Marina Morena Costa
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Segurança
O acesso às escolas é bem diferente. Para chegar à Paulo Octavio, é preciso enfrentar o caótico trânsito da Estrada do M’Boi Mirim – motivo de seguidos protestos dos moradores da região – seguir por uma longa ladeira e depois por ruas estreitas, entre sobrados de tijolos aparentes, onde as linhas de ônibus não chegam. Já o Humboldt, fica em uma rua arborizada, em um bairro planejado, com estacionamento interno, cancelas e controle de carros na entrada.
Anaídes afirma que a Paulo Octavio é segura. Escola pequena, com dez turmas de ensino médio no noturno – período no qual ela trabalha – e com no máximo trinta alunos por sala de aula, nunca teve problemas graves com disciplina e violência em sala de aula. Do lado de fora, a menos de 100 metros da entrada da escola, há uma “boca” (ponto de venda de drogas), mas a professora garante que traficantes não atrapalham a escola.
Para “não ostentar”, ela anda com um carro popular, sem ar condicionado e sem rádio. O aparelho foi roubado na porta da escola, por um “maninho” do bairro. “Os meus alunos sabiam quem foi e queriam ir atrás, mas achei melhor deixar quieto”, conta.
Além do amor pelos alunos e pela equipe da escola pública, a segurança de ser efetiva no Estado também conta. “Meu pai teve que se exilar durante a Ditadura Militar e sei o que é passar necessidade. Por isso valorizo ter um emprego garantido.” O mestrado em História da Ciência, sobre o poeta Augusto de Campos, feito na PUC-SP, foi bancado por um programa do Estado, outro ponto positivo que ela destaca.
Exceção
Anaídes não é regra. É exceção. Nas escolas particulares de elite de São Paulo, é difícil encontrar professores que se dividam em escolas públicas diante da diferença brutal de salário. “Todo professor deveria trabalhar pelo menos um período da carreira na rede pública. A gente aprende muito”, diz.
Infelizmente, a reportagem do iG não pôde acompanhar como é o trabalho da professora Anaídes na Escola Estadual Professor Paulo Octavio de Azevedo porque não foi autorizada. A Secretaria de Estado da Educação afirmou que a presença da reportagem “atrapalharia o processo pedagógico” e não permitiu a entrada nem para fotografar a professora.
Veja no mapa abaixo a localização das escolas. O marcador azul mostra o Colégio Humboldt e o amarelo a Escola Estadual Professor Paulo Octávio de Souza:
Visualizar Escolas em um mapa maior

Pesquisa mostra quais os sonhos dos jovens brasileiros


Felipe Mortara
Clipping Educacional - Estadão.edu
Público de 18 a 24 anos está mais focado no coletivo, quer uma carreira e uma profissão que ajude a sociedade O maior desejo de 55% dos jovens brasileiros quando se fala de trabalho é ter a “profissão dos sonhos”. Nove em cada dez gostariam de ter uma profissão que ajudasse a sociedade. É o que aponta o estudo O Sonho Brasileiro, feito com cerca de 3 mil jovens de 18 a 24 anos de todo o País, que procura dar um panorama das expectativas desses jovens para o futuro. Segundo a pesquisa, a possibilidade de construir uma carreira é o aspecto mais importante, seguido de ter carteira assinada. Os dois itens são mais importantes do que salário e encontrar uma profissão com perfil de futuro. Entre as pessoas ouvidas, 47% pertencem à classe C, seguida da B, com 33%, e das classes D e E, com 17%.
O estudo, realizado nos últimos 18 meses em 23 estados brasileiros, procurou investigar as relações que esta parcela da população tem com questões como trabalho, política, economia, religião e família. Além disso, trouxe números reveladores da relação do jovem com o País: 89% têm orgulho em serem brasileiros e 75% acreditam que o País está mudando para melhor.
Já na área da Educação, os participantes dizem que, quando se fala em ensino superior, o diploma ainda é muito atraente e importante. “Dentro dos 79% que não estão no ensino superior, 77% têm intenção de cursar, há um desejo muito forte. Há uma valorização da sociedade, é algo necessário para a inclusão”, enfatiza o sociólogo Gabriel Milanez, um dos autores do estudo.
O jovem acredita que a mudança deve partir dele e a que a transformação social só é possível a partir da ação de pessoas. Mas, para isso acontecer, é necessário estimular a educação e formação para que possam exercer esse papel.
“Hoje, posso dizer que estou muito feliz em poder transmitir conhecimento. Eu tento tirar a ideia consumista dos meus alunos. Trabalho propaganda, consumo, relações sociais. O pouco que eu puder ampliar na cabeça deles, mostrar que o mundo não é shopping, eu fico feliz”, conta a carioca Sara Zarucki, de 23 anos, formada em Ciências Sociais.
No entanto, os dados colhidos revelam que os jovens acessam o conhecimento de maneira informal, especialmente pela internet. O estudo aponta que 82% esperam que escolas e universidades valorizem mais as experiências que trazem de suas vidas. “Este jovem começa a procurar conhecimento fora da escola. Há também uma abertura a outras fontes de conhecimento. Mas uma coisa não exclui a outra”, afirma Milanez.
Para 81% desses jovens brasileiros, tradições populares são tão importantes quanto escolas para repassar conhecimento. O estudo aponta uma grande valorização das tradições e dos saberes informais. Esta geração já não vê muito sentido em acumular sozinho o conhecimento - ele deve circular, pois se ficar estagnado ou acumulado perde o seu valor.

Plantão da Educação esclarece dúvidas

Clipping Educacional - Da Agência Imprensa Oficial e da Secretaria da Educação
Meta é auxiliar alunos da rede estadual com dificuldades em matemática
A partir do mês de agosto, estudantes do 7º e 9º anos do ensino fundamental da rede estadual com dificuldade em matemática poderão contar com o apoio de um plantão de dúvidas nas escolas, durante o contraturno das aulas regulares. Com o nome de Tem + Matemática, a ação terá estudantes de cursos de licenciatura da disciplina à frente da monitoria.
A iniciativa faz parte de um projeto-piloto, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), professores da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Na primeira etapa, serão beneficiados 100 escolas e 3,6 mil alunos. Cada unidade poderá formar até seis grupos de monitoria com, no máximo, seis alunos. As sessões ocorrerão na própria escola, duas vezes por semana, durante 90 minutos. O monitor auxiliará os jovens em relação ao conteúdo ensinado pelo professor de matemática em sala de aula.
Os monitores serão contratados pelo BID e supervisionados pela secretaria. Para o desempenho da função, receberão bolsa-auxílio no valor de R$ 400 (12 horas semanais) ou R$ 200 (seis horas semanais). O objetivo da iniciativa é promover maior proximidade entre a pasta e as universidades formadoras de professores, além de estimular o estágio da prática pedagógica em sala de aula, obrigatório às licenciaturas.
As bolsas oferecidas serão custeadas pelo BID, e a avaliação de impacto será feita pela Fipe, que usará as informações para possível expansão do projeto na rede estadual de ensino.

Educação divulga terceira chamada dos professores aprovados em concurso

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
A relação dos docentes, horários e locais para escolha das vagas está disponível no Diário Oficial desta terça-feira, 14
Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 14, a terceira chamada dos candidatos aprovados no concurso para professores do Ensino Fundamental Ciclo II, Ensino Médio e de Educação Especial, realizado em março de 2010, na rede estadual. Essa é a última convocação das três realizadas para a contratação de 15 mil docentes.
A primeira chamada ocorreu no dia 28 de maio, quando cerca de 10 mil profissionais de diversas disciplinas foram convocados em todo o Estado. Na segunda, em 1º de junho, foram chamados outros oito mil. Nessa terceira estão sendo convocados em torno de três mil candidatos.
Os dias, horários e locais em que os professores deverão comparecer para as sessões de escolha de vagas estão disponíveis na publicação. A escolha de vaga é obrigatória para que o candidato siga para a 3ª etapa do concurso, que será o curso promovido, em julho, pela Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores da Secretaria. Os aprovados serão nomeados no final deste ano para ingresso na rede em 2012.
O candidato convocado deverá comparecer ao local indicado no edital e apresentar RG e CPF, ou se fazer representar por procurador legalmente constituído, portando cópia dos documentos mencionados.
Essa é a primeira fase da contratação de mais 25 mil professores para a rede estadual anunciada pelo governador Geraldo Alckmin em fevereiro deste ano. Os outros 10 mil profissionais deverão ser convocados posteriormente.
fonte:
http://www.saopaulo.sp.gov.br/

quinta-feira, 9 de junho de 2011

DECRETO Nº 57.050, DE 8 DE JUNHO DE 2011 - Suspende o expediente nas repartições públicas estaduais no dia 24 de junho de 2011

Suspende o expediente nas repartições públicas estaduais no dia 24 de junho de 2011e dá providências correlatas
GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
Considerando que a suspensão do expediente nas repartições públicas estaduais no próximo dia 24 de junho se revela conveniente à Administração Estadual e ao servidor público; e
Considerando que o fechamento das repartições públicas estaduais deverá ocorrer sem redução das horas de trabalho semanal a que os servidores públicos estaduais estão obrigados nos termos da legislação vigente,
Decreta:
Artigo 1º - Fica suspenso o expediente das repartições públicas estaduais no dia 24 de junho de 2011 - sexta-feira.
Artigo 2º - Em decorrência do disposto no artigo 1º deste decreto, os servidores deverão compensar as horas não trabalhadas, à razão de 1 (uma) hora diária, a partir do dia 13 de junho deste ano, observada a jornada de trabalho a que estiverem sujeitos.
§ 1º - Caberá ao superior hierárquico determinar, em relação a cada servidor, a compensação a ser feita de acordo com o interesse e a peculiaridade do serviço.
§ 2º - A não compensação das horas de trabalho acarretará os descontos pertinentes ou, se for o caso, falta ao serviço no dia sujeito à compensação.
Artigo 3º - As repartições públicas que prestam serviços essenciais e de interesse público, que tenham o funcionamento ininterrupto, terão expediente normal no dia mencionado no artigo 1º deste decreto.
Artigo 4º - Caberá às autoridades competentes de cada Secretaria de Estado e da Procuradoria Geral do Estado fiscalizar o cumprimento das disposições deste decreto.
Artigo 5º - Os dirigentes das Autarquias Estaduais e das Fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público poderão adequar o disposto neste decreto às entidades que dirigem.
Artigo 6º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

SEE cumprirá jornada da lei do piso

Clipping Educacional - APEOESP
Em resposta a ofício da APEOESP protocolado em 28 de abril, a Secretaria da Educação afirma que cumprirá o disposto no artigo 4º da Lei 11738/08 que determina a destinação de, no mínimo, 1/3 da jornada de trabalho para atividades extraclasses tão logo seja publicada oficialmente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto.
Assim, teremos o seguinte quadro na rede estadual de ensino:
Finalmente, lembramos que a aplicação da jornada do piso na rede  estadual de ensino poderá gerar mais postos de trabalho ou, alternativamente, permitir que os professores da chamada categoria F, que são estáveis e permanecem nas escolas com jornada de 12 horas semanais, ampliem esta carga.
Faltas da greve
A Secretaria informou ainda que todas as faltas relativas ao período da greve realizada em 2010 e cujas aulas foram repostas  já não estão mais no prontuário dos professores. Com isso, aqueles que tentaram se inscrever para a prova de mérito e não conseguiram devido a estas faltas terão sua inscrição automaticamente validada. Em breve, estes professores receberão um comunicado da Secretaria da Educação.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sobram 36 mil vagas em cursos oferecidos pelo MEC para professores da rede pública

Amanda Cieglinski
Clipping Educacional - Da Agência Brasil      Em Brasília   
O Ministério da Educação (MEC) prorrogou pela segunda vez o prazo para que professores da rede pública possam se inscrever em cursos de formação continuada oferecidos pelo governo federal em parceria com instituições públicas de ensino superior. O prazo termina sexta-feira (10) e ainda sobram vagas em 23 estados e no Distrito Federal. Apenas no Acre, em São Paulo e no Paraná a demanda é maior do que a oferta. Das 86 mil vagas disponíveis, até o momento apenas 50 mil (58%) foram solicitadas pela direção das escolas.
Lançado em 2009, o Plano Nacional de Formação de Professores tem como objetivo capacitar docentes que não têm a formação mínima exigida por lei – ou não fizeram o ensino superior ou cursaram graduação em áreas diferentes daquela que lecionam. Para os que já concluíram essa etapa, são oferecidas vagas em cursos de capacitação ou atualização – presenciais, semipresenciais ou a distância – em universidades públicas. Mas a demanda está aquém do que foi planejado pelo ministério.
A inscrição do professor deve ser feita pelo diretor da escola. A lista dos cursos disponíveis, com informações sobre a duração e o conteúdo de cada um deles, está disponível na Plataforma Freire. Em seguida, o educador inscrito pela escola deve confirmar se quer ou não participar do curso até dia 12.
Amazonas, Pernambuco e Rio de Janeiro são os estados com menor participação. Nessas unidades da Federação, apenas 6%, 9% e 12% das vagas disponíveis foram solicitadas, respectivamente. Já no Acre, 2.150 docentes se candidataram para as 360 vagas ofertadas.
Diretores e professores interessados nos cursos oferecidos devem acessar a Plataforma Freire para fazer a inscrição, que depois será validada pela Secretaria de Educação à qual estão vinculados.