sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Interdisciplinaridade é meta de programa de ensino médio

Clipping Educacional - Assessoria de Imprensa da SEB
Rio de Janeiro — A elaboração de projetos voltados para a interdisciplinaridade é uma das principais metas dos participantes do curso de formação continuada para professores do ensino médio, realizado pelo programa Ensino Médio Inovador. A formação, que será concluída esta semana, reúne no Rio de Janeiro cerca de 500 educadores, entre diretores, equipes pedagógicas, professores, representantes das secretarias estaduais de educação e do Ministério da Educação.
Para Benedito Oscar Santos, professor de artes da Escola Estadual Tiradentes, de Macapá, a importância da interdisciplinaridade — interação entre disciplinas ou áreas do saber, em níveis de complexidade diferentes —está em oferecer aos alunos uma visão geral do mundo. Ele planeja usar os recursos do programa Ensino Médio Inovador, da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, para implantar projeto que una geografia, biologia e música. “A ideia é partir da região geográfica estudada e associá-la com biodiversidade e música regional”, explica. O professor pretende que os alunos tomem maior consciência de seu estado e de sua cultura.
Silvana Silva, do Centro de Ensino Maria Mônica Vale, de São Luís, pretende aplicar os recursos do programa em um trabalho de interdisciplinaridade que envolva as comunidades próximas à escola. “A cada ano, escolhemos um tema, e os alunos adotam uma comunidade para repassar todo conhecimento adquirido”, explica. Em 2009, o tema do projeto foi o uso sustentável da água.
Em São Simão, Goiás, há um projeto de resgate do ensino médio com propostas pedagógicas aliadas a novas tecnologias.
A transferência de recursos do MEC para incentivar inovações nessa etapa do ensino médio foi de R$ 22 milhões, no ano passado.
fonte: http://www.ser.com.br

Metade dos alunos não atingiu média no Enem

Clipping Educacional – Agencia Estado
Quase metade dos 2,6 milhões de alunos que prestaram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2009 teve notas inferiores aos 500 pontos estabelecidos como média pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pela prova, em todas as quatro áreas avaliadas. Em matemática, a prova considerada mais difícil, 57,7% dos candidatos ficaram abaixo da média.
A escala apresentada ontem pelo Inep atribuiu ao resultado obtido pelos estudantes que ficaram no meio, nem tão ruins nem tão bons, a nota 500 - no caso, foram usados apenas daqueles que concluíram o ensino médio em 2009. Quanto mais além de 500 melhor a situação do aluno. Acima de 800 pontos, informou o presidente do Inep, José Soares Neto, apenas uma minoria. Da mesma forma, quanto mais baixo pior.
A análise de quantos alunos ficaram em cada uma das faixas de pontos mostra que boa parte não conseguiu nem mesmo alcançar essa média. Na prova de linguagens, que inclui português, 47% dos estudantes ficaram com menos de 500 pontos e 1,3% ficou abaixo de 300, o que significa que praticamente zeraram o exame, cuja nota mais baixa foi 224,3 pontos, a menor entre as quatro avaliadas. Em ciências humanas, nenhum aluno teve resultados inferiores a 300 pontos, mas apenas 0,1% conseguiu passar dos 700.
A metade ficou abaixo dos 500 pontos. Em ciências da natureza, 48,7% não alcançaram a média e apenas 0,2% passou dos 700 pontos. Nessa área, no entanto, 0,8% dos candidatos não alcançaram os 300 pontos. A nota mais baixa foi 263,3. Matemática teve a nota mais alta entre as áreas, 985,1 pontos. No entanto, esse resultado foi obtido por apenas um estudante. Só 0,3 % passou dos 800 pontos. No ano passado, 2,6 milhões de jovens fizeram a prova. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: http://educacao.uol.com.br

Portaria DRHU 9, de 28-1-2010 - Estabelece cronograma e diretrizes para o processo de atribuição de classes e aulas do ano letivo de 2010

Estabelece cronograma e diretrizes para o processo de atribuição de classes e aulas do ano letivo de 2010 e dá providências correlatas
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos, tendo em vista a necessidade de estabelecer diretrizes, datas e prazos para o desenvolvimento do processo de atribuição de classes e aulas de 2010, expede a presente Portaria.
Art. 1º - A atribuição de classes (Ciclo I/EF), aulas (EF/EM) e aulas das classes/salas de recurso e de Educação Especial (SAPE), na Etapa Preliminar do processo inicial, exclusiva a docentes devidamente habilitados, nos termos do “caput” do artigo 12 e do “caput” do artigo 16 da Resolução SE 98, de 29/12/2009, obedecerá ao seguinte cronograma:
I - dia 03/02/2010 - MANHÃ - Fase 1- na Unidade Escolar, aos titulares de cargo, para constituição de jornada;
a) classificados na Unidade Escolar;
b) dos removidos “ex officio” com opção de retornoII - 03/02/2010 - TARDE - Fase 2 - Diretoria de Ensino – aos titulares de cargo não atendidos, parcial ou integralmente, em nível de Unidade Escolar, para:
a) Constituição de Jornada, na seguinte ordem:
a.1 - aos docentes não totalmente atendidos na Fase 1;
a.2 - aos adidos e excedentes, em caráter obrigatório.
b) Composição de Jornada, na seguinte ordem:
b.1 - aos parcialmente atendidos na constituição;
b.2 - aos adidos, em caráter obrigatório e nesta ordem
III - 04/02/2010 - MANHÃ - Fase 1 - Unidade Escolar – aos titulares de cargo para: Ampliação de Jornada.
IV - 04/02/2010 – TARDE - Fase 2 - Diretoria de Ensino - aos titulares de cargo não atendidos na Unidade Escolar, para: Ampliação de Jornada.
V – 05/02/2010 - MANHÃ - Fase 1 - Unidade Escolar – aos titulares de cargo, para: Carga Suplementar de Trabalho.
VI – 05/02/2010 - TARDE - Fase 2 - Diretoria de Ensino – aos titulares de cargo, não atendidos na Unidade Escolar, para Carga Suplementar de Trabalho.
VII - 06/02/2010 – MANHÃ - Fase 2 - Diretoria de Ensino:
a) aos titulares de cargo para designações nos termos do artigo 22 da Lei Complementar N.º 444/1985.
b) Docentes Ocupantes de Função-atividade para atribuição de carga horária na seguinte conformidade:
b.1) docentes estáveis;
b.2) docentes celetistas.
VIII – 08 e/ou 09/02/2010 – Fase 2 – Diretoria de Ensino, de acordo com calendário fixado e divulgado por cada uma das Diretorias de Ensino:
a) aos docentes ocupantes de função-atividade abrangidos pela L.C. nº 1010/2007;
b) aos demais docentes ocupantes de função-atividade e candidatos à contratação.
Art. 2º - A Etapa Intermediária de atribuição das classes, aulas e classes/aulas de recurso e de Educação Especial (SAPE) remanescentes, aos inscritos no processo, que estejam qualificados nos termos do § 1º dos artigos 12 e 16 da Resolução SE 98 de 29/12/2009, ocorrerá na seguinte conformidade:
I - 10/02/2010 - Manhã - Fase 1 - Unidade Escolar – para composição de jornada e/ou de carga suplementar dos titulares de cargo e para aumento da carga horária dos estáveis, celetistas e demais ocupantes de função-atividade/candidatos à contratação, já contemplados na Etapa Preliminar com aulas desta unidade;
II - 10/02/2010 - Tarde - Fase 2 - Diretoria de Ensino – para composição de jornada e/ou de carga suplementar de titulares de cargo e para carga horária dos estáveis, celetistas e demais ocupantes de função-atividade/candidatos à contratação, não atendidos na Fase 1 (unidade escolar) ou que não participaram da atribuição da Etapa Preliminar.
Art. 3º - A Etapa Complementar será realizada na Diretoria de Ensino, em 11/02/2010, com a atribuição de classes e de aulas remanescentes das etapas anteriores e mais as que surgiram nesse período e estejam bloqueadas nas unidades escolares, a todos os docentes e candidatos à contratação, inscritos e classificados para o processo, nos termos dos respectivos “caput” e parágrafos 1º e 2º dos artigos 12 e 16 da Resolução
SE N.º 98/2009.
Art. 4º - A atribuição prevista nos artigos anteriores envolvendo os docentes não efetivos e os candidatos à contração só será possível aos que alcançaram os índices mínimos fixados para a qualificação na prova do processo seletivo.
§ 1º - Encerrado o processo inicial de atribuição de aulas de que tratam os artigos anteriores, em remanescendo saldo, as classes e/ou aulas poderão ser atribuídas aos docentes e candidatos à contratação, classificados de conformidade com o disposto no artigo 5º da Resolução SE – 8, de 22 de janeiro de 2010, respeitando a ordem de prioridade das faixas de situação funcional e das habilitações/qualificações docentes, bem como os distintos campos de atuação.
§ 2º - A atribuição de que trata o parágrafo anterior, onde houver, ocorrerá entre os dias 12 e 17 de fevereiro de 2010, respeitado o domingo e o feriado de carnaval, devendo a Diretoria de Ensino divulgar a data e o horário da atribuição até o dia 11 de fevereiro de 2010.
Art. 5º - A atribuição de classes ou aulas a portadores de deficiência, no processo inicial, far-se-á com observância às faixas de habilitação e de qualificação docentes, por campo de atuação e/ou por disciplina, na seguinte conformidade:
I - a cada 10 (dez) docentes/candidatos, com classe/aulas atribuídas, pela listagem geral de classificação, será acionada a listagem especial dos portadores de deficiência, para se atribuir classe/aulas ao mais bem classificado;
II - o docente/candidato portador de deficiência, dependendo de pontuação elevada que possua, poderá ser atendido antes pela listagem geral dos inscritos, do que pela listagem especial;
III - em qualquer caso, o portador de deficiência somente poderá participar da atribuição uma única vez, por campo de atuação, por disciplina e por faixa de habilitação/qualificação.
Art. 6º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br

Resolução SE 11, de 28-1-2010 -Processo anual de atribuição de classes e aulas ao pessoal docente do Quadro do Magistério

Altera a Resolução SE nº 98, de 29 de dezembro de 2009, que dispõe sobre o processo anual de atribuição de classes e aulas ao pessoal docente do Quadro do Magistério
O Secretário da Educação, à vista do que lhe representou o Departamento de Recursos Humanos da Pasta, resolve:
Art. 1º - Os dispositivos adiante enumerados da Resolução SE nº 98, de 29.12.2009, passam a ter a seguinte redação:
I – o item 3 do § 3º do artigo 11:
Art. 11 -................................
§ 3º -.........................................
“3 - conte com registro de cessação de designação, de mesmo fundamento legal, nos últimos 3 (três) anos, a pedido ou por qualquer motivo, exceto pela reassunção de exercício do titular substituído.” (NR) II – o § 1º do artigo 15:
Art. 15 -...............................................................................
“§ 1º - As aulas das turmas de Atividades Curriculares Desportivas poderão constituir a Jornada de Trabalho dos titulares de cargo, exceto a Jornada Reduzida de Trabalho Docente, respeitados os seguintes limites máximos:
1 - 2 (duas) turmas para o docente incluído em Jornada Inicial de Trabalho Docente;
2 - 3 (três) turmas para o docente incluído em Jornada Básica de Trabalho Docente;
3 - 4 (quatro) turmas para o docente incluído em Jornada Integral de Trabalho Docente.” (NR)
III – o § 2º do artigo 15:
Art. 15 -................................................................................
“§ 2º - A constituição de que trata o parágrafo anterior deverá ser revista pelo Diretor de Escola sempre que a unidade escolar apresentar aulas disponíveis da matriz curricular de Educação Física das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio.” (NR)
Art. 2º - Fica acrescentado o item 4 ao § 5º do artigo 10 da Resolução SE nº 98, de 29.12.2009, com a seguinte redação:
Art. 10 -.....................................................................................
§ 5º -.....................................................................................
“4 - com classes, turmas ou aulas de Projetos da Pasta e de outras modalidades de ensino.” (NR)
Art. 3º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br/

Resolução SE 10, de 28-1-2010 Estabelece diretrizes para a organização curricular do ensino fundamental e do ensino médio

Altera o § 4º do art. 3º, o § 5º do art. 5º e o Anexo I da Resolução SE nº 98, de 23 de dezembro de 2008, que estabelece diretrizes para a organização curricular do ensino fundamental e do ensino médio nas escolas estaduais
O Secretário da Educação, no uso de suas atribuições e à vista do que lhe representou a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas,
Resolve:
Art. 1º - Os dispositivos adiante enumerados da Resolução SE nº 98, de 23.12.2008, passam a ter a seguinte redação:
I – o § 4º do artigo 3º:
Art. 3º -...............................................................................................................................
“§ 4º - As aulas da disciplina Leitura e Produção de Textos serão atribuídas a professores com licenciatura plena em Língua Portuguesa, preferencialmente, titulares de cargo, inclusive para constituição de jornada de trabalho, observado o processo anual de atribuição de classes e aulas.” (NR)
II – o § 5º do artigo 5º:
Art. 5º -.......................................................................................................................
“§ 5º - Dado o caráter de especificidade dessas disciplinas, as aulas deverão ser atribuídas pela direção da escola, respeitada a classificação do processo anual de atribuição de classes e aulas, preferencialmente, a professores titulares de cargo, inclusive para constituição de jornada de trabalho, que:
a) demonstrem interesse em atuar com temas transversais, enfocados inter e transdisciplinarmente;
b) tenham familiaridade com ferramentas de multimídia; e
c) disponham de condições para estudos e pesquisas complementares.
Art. 2º - A carga horária do 1º ano do ensino fundamental a que se refere o Anexo I da Resolução SE nº 98/2008, fica alterada na seguinte conformidade:
I - Língua Portuguesa: 60%;
II – Matemática: 25%;
III - Educação Física/Arte: 15%.” (NR)

Art. 3º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br/

Mesmo contra, professor adere à programa de promoção

Clipping Educacional - AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - Mesmo com a polêmica sobre a forma de avaliação e os apelos de boicote dos sindicatos ao programa de promoção por mérito da Secretaria da Educação de São Paulo, 140 mil professores dos 220 mil da rede estadual de educação se inscreveram para a prova que será aplicada de hoje até terça-feira. O novo programa concederá a cada ano reajuste salarial de 25% para até 20% dos docentes - aqueles que tiverem as melhores notas no exame.
Para concorrer à promoção, o professor precisa estar na rede estadual há pelo menos quatro anos, ter poucas faltas, alto índice de permanência numa mesma escola, além de tirar nota igual ou superior a seis no exame. Mas, se não houver verba suficiente, o governo se reserva o direito de promover menos de 20% do quadro.
Para o Centro do Professorado Paulista (CPP) e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), mais do que injusto, o programa de promoção é inconstitucional, pois fere a isonomia da classe. "É uma maneira de minimizar despesas com aumento. Vai atingir no máximo 20% da classe, mas o governo alardeia que deu aumento", afirmou Maria Lúcia de Almeida, vice-presidente do CPP.
Segundo o governo, o programa vai estimular o aperfeiçoamento do corpo docente. "Estamos aplicando as políticas de melhoria de qualidade", disse o secretário de Educação, Paulo Renato Souza. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: http://www.estadao.com.br/

Veja o que estudar para concurso de professor

Amanda Mont'Alvão Veloso
Clipping Educacional - do Agora
A Secretaria de Estado da Educação divulgou a lista de livros para o concurso de 10.083 vagas para professor de educação básica 2 (correspondente aos últimos anos do ensino fundamental e a todo o ensino médio) e de educação especial.
Clique aqui e veja a lista de livros
A bibliografia é praticamente a mesma utilizada para as avaliações de temporários da rede e para as provas do programa de Valorização pelo Mérito (que ainda não foram realizadas). A diferença é que alguns livros foram alterados porque estavam esgotados em algumas livrarias, segundo o secretário Paulo Renato Souza.
A bibliografia da parte geral, para educação básica 2, traz cinco livros a menos que os pedidos na lista das avaliações de temporários e de mérito. Um dos títulos que já não constam na lista é "Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro", de Edgar Morin.
O concurso será realizado em três etapas. A primeira é uma prova objetiva com 80 questões, no valor de 80 pontos; a segunda é a avaliação de títulos, no valor de dez pontos.
A terceira, por sua vez, é um curso específico de formação com 360 horas (aproximadamente quatro meses). Ao final dele, os candidatos deverão fazer uma prova de aptidão, de caráter eliminatório.
Depois de todas as fases, o candidato é nomeado e poderá escolher as vagas disponíveis na rede.
As datas das provas objetivas ainda não foram definidas.
Os salários iniciais oferecidos variam de R$ 454,66 a R$ 1.515,53, conforme a jornada de trabalho escolhida. Neste ano, os professores têm mais duas opções, que são a jornada reduzida (de 12 horas) e a integral (de 40 horas).
As inscrições já estão abertas e devem ser efetuadas até o dia 11 de fevereiro, pelo site da Fundação Carlos Chagas (www.concursosfcc.com.br )).
Durante a inscrição, o candidato deverá indicar, no formulário, os códigos da diretoria de ensino e do campo de atuação ou da disciplina escolhidos.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Melhores professores na rede

Paulo Renato Souza é secretário da Educação
Clipping Educacional - Folha de S. Paulo
A melhoria da qualidade do ensino exige ações inovadoras e corajosas, além de perseverança nas ações de reformas
O novo processo de seleção de professores temporários, cujo resultado foi divulgado na semana passada, foi bem-sucedido: asseguramos que, em 2010, o quadro docente da rede estadual de ensino será, no agregado, mais preparado do que o de 2009.
Até o ano passado, quem desejava ser professor temporário no Estado, após concluir seu curso de graduação, se inscrevia em uma das diretorias regionais de ensino e passava a integrar a lista de espera por vagas nas escolas da região. Os critérios para sua convocação eram baseados apenas no tempo de serviço e na titulação. O candidato não tinha de prestar nenhuma prova de conhecimento dos conteúdos e práticas didáticas.
A partir deste ano, mudamos o método e introduzimos essa prova, de forma que os educadores com melhor desempenho na avaliação passaram a ter prioridade nas aulas que são atribuídas aos temporários.
Assim, pela primeira vez na história de São Paulo e do Brasil, atuarão nas escolas públicas estaduais professores temporários que fizeram prova de avaliação, e a lista de classificação para a escolha das aulas disponíveis levará em conta, obrigatoriamente, o resultado obtido na prova.
Nos anos recentes, cerca de 80 mil professores temporários atuaram na rede estadual. No exame recém-realizado, foram aprovados (nota igual ou superior a cinco) cerca de 94 mil candidatos, número que deveria garantir, com folga, o preenchimento completo das vagas de temporários. Mas, como a atribuição de aulas para os temporários se faz por disciplina e em cada diretoria regional de ensino, é possível haver desajustes em algumas disciplinas em algumas regiões do Estado. Nesse caso, esgotada a lista dos aprovados, serão chamados os professores que, mesmo não tendo chegado à nota mínima de cinco, obtiveram as melhores pontuações, segundo a ordem de classificação dada por suas notas na prova.
Trata-se de uma situação excepcional, válida apenas neste ano, que visa a garantir que não faltarão professores em nenhum lugar da rede.
Diferentemente dos que já obtiveram o grau mínimo estabelecido, os docentes chamados nessa circunstância, se quiserem permanecer na rede em 2011, deverão se submeter a nova prova dos temporários ao final do corrente ano. A secretaria os ajudará no seu aperfeiçoamento.
Note-se que só serão chamados para ministrar aulas os professores mais bem posicionados na prova anual. Ou seja, todos os postos de professores da rede estadual serão ocupados pelos melhores profissionais disponíveis neste momento. O exame que se realizará novamente no final do ano reforçará essa tendência para 2011. Na cobertura dos resultados da prova, alguns órgãos de imprensa não mencionaram os aspectos altamente positivos das mudanças promovidas para a escolha dos temporários, limitando-se a enfatizar a alta proporção de professores que não atingiram a nota mínima exigida para aprovação.
Mas seria absurdo afrouxar a prova com a finalidade de obter um maior índice de aprovados, como também seria deixar alunos sem aulas em determinadas disciplinas em certas regiões. Reitere-se que os temporários chamados que obtiveram nota inferior a cinco são os que apresentaram melhor desempenho dentro do universo dos não aprovados.
Deve-se levar em conta, além disso, que, a partir de 2010, a necessidade de professores temporários deverá ser menor do que em 2009, pois: 1) foram criadas jornadas de 40 horas e de 12 horas semanais de aulas, providência que facilitará a estabilização do quadro de professores efetivos na rede; 2) a Secretaria Estadual da Educação vai realizar concurso, no dia 28/3, para preencher 10 mil vagas atualmente ocupadas por temporários. Os aprovados passarão pela Escola de Formação de Professores, fazendo um curso de quatro meses. Serão contratados os que forem aprovados também nessa etapa. Com essa medida, o governo reforça a estabilidade do corpo docente com novos professores efetivos e mais bem preparados.
A melhoria da qualidade do ensino exige, mais do que as frequentes lamúrias e truques publicitários, ações inovadoras e corajosas, em geral combatidas por quem desconhece ou prefere desconhecer a realidade educacional do país ou do Estado.
Mas inovação e coragem não bastam: é preciso também perseverança nas ações de reformas, atitude que também não tem faltado ao governo estadual. Por isso, a educação em São Paulo foi melhor em 2009 do que no ano anterior e, em 2010, será melhor do que no ano passado. Estamos criando um círculo virtuoso de progresso educacional.
fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Professores reprovados

Clipping Educacional – Agencia Estado
Os resultados da prova de seleção aplicada pela Secretaria Estadual da Educação para contratação de professores temporários da rede pública de ensino básico mostram por que a categoria se recusava a ser avaliada. Dos 181 mil docentes que se submeteram ao exame, preparado pela Unesp e aplicado em dezembro de 2009, cerca de 88 mil não alcançaram a nota mínima para lecionar. Ou seja, quase metade dos candidatos foi reprovada, não tendo acertado metade das 80 questões. E como um quinto da nota final vem de uma pontuação recebida pelos anos de serviço na rede, o desempenho médio dos docentes pode ter sido ainda mais constrangedor. Muitos reprovados já trabalham em sala de aula.
A prova de seleção dos temporários foi imposta em 2008 pelo governador José Serra. Até então, as exigências para a contratação eram apenas os diplomas dos candidatos e o tempo de serviço na rede escolar. Na ocasião, a Secretaria da Educação chegou a submeter os temporários a um teste, no qual 3 mil não acertaram nenhuma das 25 questões. Contudo, a categoria obteve na Justiça uma liminar, alegando que não havia base legal para a avaliação. Serra enviou, então, um projeto de lei à Assembleia Legislativa, que o aprovou em regime de urgência, no ano passado.
Contratados apenas para atender à demanda das escolas públicas do Estado, os temporários são professores que não realizaram concurso para ingressar na carreira do magistério público. Dos 230 mil docentes da rede pública de ensino médio, entre 40% e 50% tiveram contratos temporários ao longo de 2009. Muitos lecionam há anos e jamais haviam sido avaliados antes.
Ao obrigar os temporários a se submeterem a uma prova de seleção, o governo estadual queria estimular a categoria a se capacitar. Por isso, a Secretaria da Educação prometeu não recontratar quem não obtivesse média superior a 5 no teste aplicado em dezembro. Isso valia até para os professores com mais de três anos de trabalho na rede escolar, e que são considerados estáveis por uma lei estadual de 2007. Como não podem ser demitidos, a ideia era transferir os docentes reprovados das salas de aula para postos administrativos.
Agora, com os resultados alarmantes da prova, a Secretaria da Educação está numa situação embaraçosa. Sem os professores temporários reprovados, ela não conseguirá oferecer aulas aos mais de 5 milhões de alunos que estudam nas 5,3 mil escolas da rede estadual. O problema é que, ao contratar docentes não qualificados, o governo estará dando um passo atrás em sua tentativa de melhorar a qualidade do ensino público no Estado. Que tipo de atividade didática esperar de quem não conhece a disciplina que ensina?
"Professores despreparados podem já ter causado prejuízo ao aprendizado dos alunos nos anos anteriores", diz o professor Paulo Braga Barone, do Conselho Nacional de Educação. "Minha primeira obrigação é garantir aulas aos alunos", rebate o secretário Paulo Renato Souza, admitindo a contratação de docentes não qualificados. A maior dificuldade está nas disciplinas de matemática e física, pois há muito tempo se registra um grande déficit de professores com licenciatura na área de ciências exatas. Para tentar minimizar o problema, o secretário está prometendo criar cursos a distância para capacitações em matérias específicas.
O problema, como reconhecem os especialistas, é que essas providências são emergenciais e seus resultados costumam ser duvidosos. O mais adequado seria criar cursos de formação continuada, oferecer bolsas de estímulo à capacitação docente e criar referenciais de qualidade para quem leciona na rede pública sem concurso. Essas medidas já fazem parte da política da Secretaria da Educação, mas sua implantação, além de ser lenta, esbarra em conflitos corporativos entre o governo e as lideranças sindicais do professorado. As autoridades educacionais reclamam do excesso de politização nas demandas dos docentes. E estes, por seu lado, reclamam da má qualidade do material didático.
Quem perde são os alunos, cuja formação está entregue a quem não tem condição de ensinar.
Fonte: http://www.estadao.com.br/

Educação SP: veja datas das provas de promoção de professores

Clipping Educacional - Redação Terra
As provas do Programa de Valorização pelo Mérito dos professores do magistério do Estado de São Paulo foram divulgadas nesta quarta-feira pela Secretaria de Educação paulista.
No dia 29 de janeiro, realizam a prova os Supervisores de ensino, diretores de escola, assistentes de diretor e coordenadores. Para professores do Ciclo I do Ensino Fundamental, a prova será no dia 1º de fevereiro. Professores do Ciclo II do Ensino Fundamental e Ensino Médio realizam a prova no dia 2 de fevereiro.
O local da prova será divulgado até três dias antes de sua realização, no site da Fundação Cesgranrio (http://www.cesgranrio.org.br/eventos/concursos/seesp0109/seesp0109.html ).

Prova
A prova, com duração de 4 horas e 30 minutos, é composta por duas partes, uma dissertativa e outra objetiva, ambas elaboradas de acordo com cada área e disciplina dos professores. A avaliação, com início às 9h nos três dias de prova, acontecerá nos municípios sedes das 91 Diretorias de Ensino da Secretaria de Educação.
As notas da parte objetiva e dissertativa são somadas, obtendo-se a média que será a nota da prova do candidato. Será considerado aprovado o candidato que obtiver nota igual ou superior a seis pontos. Os candidatos aprovados e classificados dentro do percentual de 20% do quadro total do magistério no Estado serão promovidos.
O candidato deve comparecer ao local de realização da prova com uma hora de antecedência e levar caneta de tinta azul ou preta, lápis nº 2, borracha, protocolo original de inscrição (cartão de confirmação) e um documento pessoal original com foto (RG, Carteira Nacional de Habilitação, Carteiras de Órgãos de Conselhos de Classe, Carteira de Trabalho e Previdência Social ou Certificado Militar).
O gabarito e as questões das provas estarão à disposição para consulta dos candidatos a partir dos dias 2, 3 e 4 de fevereiro, nos sites da Secretaria e da Cesgranrio.

Áreas do Ciclo II
Podem realizar participar do programa de valorização do mérito os professores da educação básica II (Ciclo II do Ensino Fundamental e Ensino Médio) das seguintes disciplinas: Língua Portuguesa, Inglês, Arte, Educação Física, Alemão, Espanhol, Francês, Italiano, Japonês, Matemática, Ciências Físicas e Biológicas, Biologia, Física, Química, História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Psicologia e Educação Especial (nas áreas de deficiência Auditiva, Física, Mental e Visual).
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-7012028
Fonte: http://noticias.terra.com.br

MEC confirma para amanhã divulgação do resultado do Enem

Por Amanda Cieglinski
Brasília - Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão divulgados amanhã (28). A previsão do Ministério da Educação (MEC) é de que as notas estejam disponíveis ainda pela manhã.
Cerca de 2,6 milhões de estudantes participaram do exame, nos dias 5 e 6 de dezembro. A data de divulgação do resultado foi antecipada, uma vez que, inicialmente, a previsão era de que ele só saísse em fevereiro.
Com a nota em mãos, a partir de sexta-feira (29), os estudantes poderão se candidatar a uma vaga nas universidades federais que aderiram ao Enem em substituição ao vestibular. Isso será feito por meio do Sistema de Seleção Unificada, cuja regulamentação foi publicada na edição de hoje (27) do Diário Oficial da União.
O sistema estará disponível ainda hoje no site do MEC.
Fonte: Agência Brasil

100 mil disputam o reajuste da educação em SP

Amanda Mont'Alvão Veloso e Luciana Lazarini
Clipping Educacional - do Agora
Cerca de 100 mil integrantes do magistério estadual paulista poderão disputar a prova que concede reajuste salarial de 25% para até 20% do total de funcionários da rede, informou ao Agora o secretário da Educação, Paulo Renato Souza.
Esses professores têm todos os requisitos para concorrer ao reajuste, que são tempo mínimo no mesmo cargo, permanência na mesma unidade de ensino e pontuação mínima obtida pelo número de faltas do professor.
As provas serão realizadas nos dias 29 de janeiro e 1 e 2 de fevereiro, todas às 9h.
Mas, segundo o secretário, outros 40 mil inscritos também irão fazer o exame, mas em caráter condicional. É que a Secretaria de Estado da Educação ainda não verificou os requisitos desses candidatos. Se for constatado que eles não atendem aos critérios, a prova deles será anulada.
O candidato pode consultar se está entre os que vão fazer a prova (confira abaixo). Basta digitar o nome e ver se ele consta na lista de habilitados, na de candidatos que farão a prova condicionalmente ou na de inscritos que não atendem aos requisitos.
A expectativa do secretário é que os 44 mil docentes, que correspondem a 20% do magistério (cota máxima de beneficiados), conquistem o reajuste salarial.
Para Maria Lúcia de Almeida, do CPP (Centro do Professorado Paulista), os professores foram à Justiça Federal para impedir a promoção. "A prova modifica o plano de carreira do magistério e exclui 80% dos docentes da promoção", afirma.
Os exames terão uma parte objetiva e uma dissertativa, no valor de dez pontos cada.
A nota final será obtida pela média entre a soma da parte objetiva com a parte dissertativa. Apenas aqueles que obtiverem pelo menos seis pontos estarão aptos para receber o reajuste, cujo resultado está previsto para março.
Consulta automática
Abra o link abaixo. Clique em "Canditatos Habilitados". Na página seguinte, digite o nome completo e o RG. Se o profissional foi aprovado, o nome aparecerá na página seguinte.
Se o nome não estiver na página seguinte, volte para a página anterior e selecione a opção "Candidatos que participarão da prova CONDICIONALMENTE". Será preciso informar novamente o nome completo e o RG. Se o nome aparecer na página seguinte, o profissional poderá fazer a prova, mas ainda poderá ser eliminado caso não cumpra alguma das regras da secretaria.
Se o nome não constar, volte novamente e, desta vez, selecione a opção "Candidatos inscritos que NÃO ATENDEM a pelo menos um dos requisitos". Repita a consulta, com nome e RG. Se o nome estiver nessa seção, o candidato não poderá concorrer ao reajuste.

Busque seu nome na lista

Consulta pelo listão
Abra as listas, uma de cada vez. Aperte as teclas "Ctrl" e "F" do seu teclado, ao mesmo tempo. Abrirá uma janela de pesquisa. Digite seu nome completo e clique em "Pesquisar". Caso não tenha aparecido nenhum resultado, digite o seu RG sem pontos e sem traço. Clique novamente em "Pesquisar". Se, mesmo assim, não apareceu resultado, abra a lista seguinte e repita o procedimento.
Primeira parte
Segunda parte
Terceira parte
Fonte: http://www.agora.uol.com.br

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Inep deve divulgar resultados do Enem na quinta-feira

Clipping Educacional - Do G1, em Brasília
Notas são necessárias para aluno escolher universidade no MEC.
Seleção pode começar já na sexta-feira (29).
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) deve divulgar na próxima quinta-feira (28) os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado nos dias 5 e 6 de dezembro do ano passado. A divulgação estava prevista inicialmente para o dia 5 de fevereiro.
De posse da nota, o estudante vai poder fazer a escolha dos cursos para os quais pretende concorrer em um sistema de seleção feito pelo próprio Ministério da Educação (MEC), o Sisu. A previsão é que a seleção já possa ser feita a partir de sexta-feira (29).
O MEC ainda avalia em quantos cursos o estudante vai poder tentar matrícula. Inicialmente, o candidato poderia marcar cinco opções; depois, esse número foi reduzido para três, mas o órgão ainda avalia se o total de possibilidades pode ser modificado. Ele terá um prazo definido pelo o sistema para fazer a escolha.
Com a nota do Enem em mãos, ele vai conseguir saber se ela será suficiente para entrar no curso. Cada universidade ou instituição pode definir pesos diferentes para as notas das provas, e o sistema vai fazer a ponderação automática. Segundo o ministério, o Sisu já está pronto, aguardando as notas.
Fonte: http://g1.globo.com

Concurso para professores recebe inscrições a partir desta quarta

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
Ao todo, serão contratados 10 mil docentes; inscrições vão até 11 de fevereiro
As inscrições para o concurso que vai contratar cerca de 10 mil professores do Ensino Fundamental e Médio (PEB II) começam nesta quarta-feira, 27, a partir das 10h. O prazo se encerra às 14h do dia 11 de fevereiro de 2010. As inscrições devem ser feitas no site da Fundação Carlos Chagas.
"A abertura desse concurso faz parte das ações previstas no Programa + Qualidade. Não só colocaremos mais 10 mil docentes efetivos na rede, como vamos capacitá-los na Escola de Formação de Professores. Com isso, teremos professores mais bem preparados nas salas de aula e, consequentemente, melhor qualidade de ensino para nossos alunos", disse o secretário da Educação Paulo Renato Souza.
O concurso será realizado em três etapas: prova objetiva, constituída por 80 questões; avaliação de títulos; curso específico de formação, com prova de aptidão, em datas a serem divulgadas.
As vagas são para docentes nas disciplinas de arte, biologia, ciências físicas e biológicas, educação física, filosofia, física, geografia, história, inglês, língua portuguesa, matemática, química, sociologia e educação especial - deficiências auditiva, física, mental e visual.
O candidato deverá comprovar conclusão de curso superior - licenciatura de graduação plena, com habilitação específica na área pretendida, ou formação superior na área correspondente e complementação nos termos da legislação. Os salários vão de R$ 549,00 (para carga horária de 12 horas semanais) até R$ 1.834,85 (para 40 horas semanais).
Para se candidatar, os interessados deverão preencher o formulário disponível no site e efetuar o pagamento da inscrição, no valor de R$ 27,25, por meio de boleto bancário, débito em conta corrente de bancos conveniados até a data de encerramento das inscrições, dinheiro ou cheque. Estudantes que tenham remuneração mensal inferior a dois salários mínimos ou que estejam desempregados poderão pedir 50% de isenção na taxa. As solicitações devem ser feitas do dia 27 a 29 de janeiro, no mesmo site das inscrições.
A partir do dia 22 de fevereiro, o candidato poderá conferir no site da Fundação Carlos Chagas se sua inscrição foi efetivada. Caso contrário, deverá entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Candidato - SAC da Fundação Carlos Chagas, telefone (0XX11) 3723-4388, de segunda a sexta-feira, em dias úteis, das 10h às 16h, para verificar se houve alguma falha no processo.

Sobre o Programa + Qualidade
O Programa de Valorização pelo Mérito é a segunda etapa do Programa + Qualidade na Escola, lançado em maio de 2009 pelo Governo do Estado. Em sua primeira fase, o programa criou a Escola de Formação de Professores de São Paulo, mudou a forma de ingresso dos profissionais do magistério (instituindo o curso de formação como última etapa do processo seletivo), criou duas novas jornadas de trabalho (de 12 e 40 horas semanais), abriu 80 mil novos cargos efetivos do magistério e regulamentou a situação dos professores temporários, instituindo o exame como requisito para sua atuação nas aulas.
Além do programa de valorização, os profissionais continuarão se beneficiando do Bônus por Resultado, que paga até 2,9 salários extras por ano para as equipes que superarem as metas estabelecidas para cada escola. Com o novo programa, os valores pagos pelo bônus serão ainda maiores, pois os salários serão maiores.
O Programa Valorização pelo Mérito dá sequência ao amplo programa desenvolvido pelo Governo do Estado para melhorar a qualidade da educação, com medidas como o Programa Ler e Escrever (voltado à aceleração da alfabetização de crianças de 1ª à 4ª séries), o São Paulo Faz Escola (com novo currículo e materiais específicos para alunos e professores) e diversas modalidades de recuperação de aprendizagem para alunos com dificuldades, entre outras ações.
Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br

Governo tem programas na Educação para alunos diferenciados

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
Déficit de aprendizagem, superdotação, deficiência visual estão entre os casos atendidos
Uma das preocupações do Governo de São Paulo é atender a todo tipo de aluno nas escolas do Estado. São vários os programas voltados a estudantes superdotados, com déficit de aprendizagem, deficiência visual e outros casos. Em todos eles, a Secretaria da Educação prepara profissionais para cuidar especificamente dessas situações em sala de aula.
Um levantamento da própria Secretaria aponta que o número de alunos superdotados identificados na rede estadual de ensino continua crescendo. Em 2009, foram 1.022 casos identificados pelo projeto "Um Olhar para as Altas Habilidades". O crescimento chega a 61% em comparação a 2008, quando os professores relataram a existência de 397 estudantes nas mesmas condições. Desde o ano do lançamento do programa, em 2007, foram capacitados 270 professores para identificar alunos que se destacassem dos demais. Leia mais sobre o estudo realizado aqui.

Comunidade GLBT
Procurando atender ainda mais e melhor essa diversidade de alunos, o projeto mais recente do Governo é voltado à comunidade GLBT. Com recursos do Estado de São Paulo e do Ministério da Cultura, a ONG E-Jovem irá abrir a primeira unidade da escola em março, na cidade de Campinas, no interior. A escola não oferecerá ensino regular, mas sim cursos gratuitos de dança, canto, TV-Web e produção de fanzines, entre outros.

Cape
O Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape) é também o órgão da Secretaria da Educação responsável por capacitar professores para a identificação de alunos com superdotação (com altas habilidades), com autismo, com déficit de atenção ou hiperatividade. Sua equipe é formada por psicólogos, fonoaudiólogos e professores especializados.Oitenta e três mil professores da rede estadual de ensino do Estado já foram capacitados para identificar, lidar e ensinar alunos com algum tipo de deficiência.
O Cape também oferece cursos de orientação de ensino de língua portuguesa para pessoas com deficiência auditiva. Em 2009, cerca de 2 mil professores também foram capacitados sobre a Linguagem Brasileira de Sinais.

Materiais Adaptados
Outro investimento na Educação é na produção de materiais adaptados às necessidades especiais dos alunos, como livros em braile. Os alunos com deficiência têm outros materiais à disposição na rede. Para os estudantes sem visão ou com visão subnormal, a Secretaria oferece o Soroban, espécie de ábaco para fazer contas; a máquina de assinatura, utilizada para aprender a assinar o nome; e estante para leitura em braile.
Além disso, os alunos com deficiência na visão acompanham as aulas com material didático específico. Os cadernos, que fazem parte da Proposta Curricular da Secretaria de Educação, estão disponíveis no formato de livro digital. Por meio de um software chamado DosVox, os estudantes conseguem ouvir o que está sendo mostrado no computador. Por meio desse software também é possível navegar na internet e fazer trabalhos da escola.
Além das salas de recursos, a Secretaria da Educação apoia entidades assistenciais que educam pessoas com deficiência mental e isso beneficiou cerca de 33 mil crianças em 2009.
Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br

Estado identifica 1,5 mil alunos superdotados

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
Secretaria montou projeto para identificar e dar suporte a estes alunos
Um levantamento da Secretaria da Educação aponta que o número de superdotados identificados na rede estadual de ensino continua crescendo. Em 2009, foram 1.022 casos identificados pelo projeto "Um Olhar para as Altas Habilidades" - crescimento de 61% em comparação a 2008, quando os professores relataram a existência de 397 superdotados.
Em 2007, quando o programa foi lançado, 79 alunos apresentavam altas habilidades. Ao todo, já foram identificados 1.498 alunos superdotados. Desde o ano do lançamento do programa, foram capacitados 270 professores para identificar alunos que se destacassem dos demais.
A capacitação dos educadores resultou no livro "Um olhar para as altas habilidades: construção de caminhos", produzido pela Secretaria da Educação, como subsídio às escolas. O livro também está disponível para download
(http://cape.edunet.sp.gov.br/cape_arquivos/Um_Olhar_Para_As_Altas_habilidades.pdf).

Confira algumas características de estudantes considerados superdotados:
Alto grau de curiosidade
Boa memória
Atenção concentrada
Persistência
Independência e autonomia
Facilidade de aprendizagem
Criatividade
Iniciativa
Liderança
Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br

Saiba o que estudar para a prova dos professores

Amanda Mont'Alvão Veloso
Clipping Educacional - do Agora
Começam amanhã as inscrições para 10.083 vagas na rede estadual para professores de educação básica 2 e de educação especial. Os interessados devem se inscrever até o dia 11 de fevereiro, no site www.concursosfcc.com.br.
Como a bibliografia que será cobrada na prova é extensa, os candidatos já devem começar a estudar o conteúdo que será avaliado no exame. Segundo a professora Maria Cláudia Junqueira, do CPP (Centro do Professorado Paulista), pode ser difícil estudar todas as referências. "É bom formar grupos de estudos e dividir os conteúdos por disciplina", recomenda.
Para conseguir aumentar o aproveitamento dos estudos, ela diz que o candidato deverá escolher a metodologia que der melhores resultados para ele. Vale até anotar lembretes em um caderno.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

Teste de temporário aprova 52% dos candidatos

Amanda Mont'Alvão Veloso e Folha de S. Paulo
Clipping Educacional - do Agora
Dos 181.870 professores que prestaram a prova para trabalhar como temporários na rede estadual, 93.804 foram aprovados, segundo o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
O resultado deverá estar disponível para consulta na terça-feira, pelo site www.educacao.sp.gov.br. Esses professores poderão participar do processo de escolha de aulas neste ano.
A Secretaria de Estado da Educação informou ontem que poderá atribuir aulas a professores reprovados em seu processo de seleção de temporários --os outros 48% que não atingiram a nota de corte da prova, que é cinco, segundo a ordem de classificação. A regra, que valerá neste ano, poderá ser alterada nos próximos anos.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

Temporário deve justificar a ausência em avaliação

Amanda Mont'Alvão Veloso
Clipping Educacional - do Agora
A Secretaria de Estado da Educação abriu novo prazo para os professores temporários apresentarem a justificativa pela ausência na prova realizada em dezembro, obrigatória para que eles possam dar aulas na rede. Segundo o secretário Paulo Renato Souza, há cerca de 2.000 docentes que não fizeram o exame, que teve 181.870 candidatos.
As justificativas deverão ser levadas até amanhã à diretoria de ensino onde foi feita a inscrição do candidato. Se o motivo alegado for considerado relevante, o professor não será dispensado de lecionar neste ano.
No último dia 15, a Apeoesp (sindicato dos professores) realizou um protesto para que a avaliação dos temporários fosse anulada. Segundo a entidade, cerca de 600 docentes que prestariam o exame na zona norte da capital não conseguiram fazer a prova em função de um grande congestionamento nas ruas de acesso. Na ocasião, professores fizeram registro de boletim de ocorrência.
Na semana passada, o secretário divulgou que 93.804 professores foram aprovados no exame anual. No ano passado, cerca de 80 mil temporários atuaram na rede.
fonte: http://www.agora.uol.com.br

SARESP

Clipping Educacional - DE Piracicaba
Informamos que os fiscais e aplicadores que não receberam ou tiveram problemas com o pagamento das atividades realizadas devem:
- verificar se os dados cadastrados no SAI estão corretos: www.sia.caedufjf.net/saresp
- entrar em contato diretamente com o CAEd pelos telefones: 08007273142 ou (11) 4083-2891; 4083-2892; 4083-2893; 4083-2894; 4083-2895 E 4083-2896 ou ainda pelo e-mail: pagamentosaresp@caed.ufjf.br
fonte: http://189.19.12.86/sumula/quadro.htm

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

Muito pior do que enchente

Gilberto Dimenstein
Clipping Educacional - Folha Online
Cerca de 40% dos professores temporários da rede pública de São Paulo não passaram no teste de conhecimento. O resultado só não foi pior porque parte da nota é composta por tempo de serviço.
Mesmo assim --e por falta de alternativa-- muitos deles vão dar aulas. Essa notícia é pior (muito pior, diga-se) do que enchente. As enchentes vão e voltam, mas o professor sem capacitação fica, causando danos diários.
Não poderia deixar de reconhecer que merece apoio a decisão do governo estadual de fazer a prova, enfrentando o corporativismo. Até compreendo o anúncio de que os professores reprovados vão continuar dando aula --é isso ou nada. Melhor isso.
A prova toca na questão mais grave do país. Não há pais civilizado sem boa educação --e não há boa educação sem bom professor.
Poucas coisas são mais relevantes do que tentar atrair talentos para dar aula nas escolas públicas, valorizando o papel do professor, com melhores salários e condições de trabalho.
Se a população visse na péssima qualidade da educação uma enchente diária, causando danos por todos os lados (e, pior, na cabeça das crianças), haveria uma revolta permanente.

São Paulo admite ter de usar professor reprovado em exame


FÁBIO TAKAHASHI
Clipping Educacional - da Folha de S.Paulo
A Secretaria da Educação de SP anunciou ontem (22) que poderá atribuir aulas a professores reprovados em seu processo de seleção para docentes temporários para a educação básica.
Dos temporários que já trabalharam na sala de aula (pouco menos da metade do total de docentes), 40% foram reprovados --não conseguiram acertar metade das 80 questões.
Segundo o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, haverá dificuldades para preencher vagas em algumas escolas, principalmente para as matérias de física e matemática.
Ao justificar a possibilidade de convocar professores reprovados, o secretário afirmou que "a nossa prioridade é garantir aulas aos alunos".
Os sindicatos do setor dizem que é quase certo que os abaixo da nota de corte sejam convocados, principalmente para atuar na periferia das cidades da Grande SP, onde o desempenho dos alunos já é mais baixo.
Ainda não é possível saber quantos dos reprovados terão de lecionar, pois o processo de distribuição de aulas não começou --primeiro escolhem os concursados; os temporários preenchem as aulas que faltam.
Apesar do ano passado ter terminado com 80 mil temporários e cerca de 130 mil concursados, a rede chegou a precisar de mais de 100 mil não concursados (para suprir casos como licença e aposentadoria).
Além dos temporários, o exame também foi feito por outros candidatos --total de 182 mil, dos quais 48% não atingiram a nota de corte. O total de aprovados foi de 94 mil.
Novo discurso
A prova para seleção de temporários foi adotada no ano passado pelo governo José Serra (PSDB). Antes, o critério para a contratação eram os diplomas do candidato e o tempo de serviço.
Ao lançar o projeto, o governo afirmou que quem não atingisse a nota mínima não poderia lecionar. A possibilidade de reprovados darem aulas neste ano letivo foi anunciada ontem.
Paulo Renato afirmou que o corpo docente deste ano está melhor. A explicação do secretário é que foi "uma inovação" classificar docentes com base em seus conhecimentos.
Disse ainda que, caso tenha de contratar os reprovados, serão selecionados os de melhor desempenho. Além disso, a pasta irá criar cursos a distância para capacitação específica em física e matemática.
Um atenuante para o desempenho dos docentes, afirma Paulo Renato, foi a dificuldade das provas, consideradas por ele como "complexas e longas".
O presidente do CPP (um dos sindicatos dos docentes), José Maria Cancelliero, teve avaliação semelhante. O exame foi feito pela Vunesp, que aplica o vestibular da Unesp.
Além de permitir que reprovados lecionem, o governo alterou outro critério. Inicialmente, só iria valer a nota da prova. Após negociar com sindicatos, a pasta decidiu levar em conta o tempo de magistério (que dá bônus de até 20% na nota).
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

sábado, 23 de janeiro de 2010

Resolução SE 8, de 22-1-2010 Dispõe sobre a classificação de docentes e candidatos à contratação temporária

Dispõe sobre a classificação de docentes e candidatos à contratação temporária no processo seletivo para atribuição de classes e aulas da rede estadual de ensino e dá providências correlatas
O Secretário Da Educação, tendo em vista a necessidade de estabelecer diretrizes para o cumprimento do disposto na Lei Complementar 1.093, de 16-07-2009, e considerando que é dever do Estado garantir a oferta de ensino nos diferentes níveis, com constância e qualidade, atendendo às normas legais, resolve:
Artigo 1º - Os professores que não possuem a efetividade assegurada por concurso público e os candidatos interessados na contratação como docente na rede estadual de ensino serão classificados em processo seletivo organizado anualmente por esta Secretaria de Estado da Educação.
Artigo 2º - o processo seletivo, a que se refere o artigo anterior, consiste de uma prova com questões relacionadas à disciplina ou à área em que o docente/candidato pretende atuar e cuja pontuação obtida é acrescida, para fins de classificação, ao somatório de pontos decorrentes da apuração da experiência no magistério público estadual, com base no tempo de serviço prestado no respectivo campo de atuação, e da avaliação de títulos que o docente/candidato apresente.
Parágrafo único – a prova de que trata o caput deverá versar sobre o perfil de competências e habilidades definido e divulgado pela Secretaria da Educação.
Artigo 3º - a participação nas etapas preliminar, intermediária e complementar do processo anual de atribuição de classes e aulas é restrita aos docentes e candidatos que alcançarem os índices mínimos fixados para a prova do processo seletivo, classificados de acordo com as normas e critérios estabelecidos na resolução que regulamenta o processo anual.
Artigo 4º - o docente admitido nos termos da Lei 500/74 e abrangido pelo disposto no § 2º do artigo 2º da Lei Complementar 1.010, de 1º de junho de 2007, deverá obrigatoriamente efetuar a inscrição e participar da prova de que trata o artigo 2º desta resolução.
§ 1º - a obrigatoriedade anual ficará cessada, em definitivo, quando o docente, a que se refere o caput deste artigo, for considerado, em determinado ano, aprovado na prova realizada no respectivo campo de atuação ou venha a se encontrar na situação prevista no artigo 6º desta resolução.
§ 2º - o docente admitido nos termos da Lei 500/74, abrangido pelo disposto no § 2º do artigo 2º da Lei Complementar 1.010/2007, que não se inscrever ou imotivadamente não participar da prova será dispensado da função, conforme estabelece o disposto no artigo 4º das Disposições Transitórias da Lei Complementar 1.093, de 16-07-2009.
§ 3º - Caso não participe da prova, o docente a que se refere o parágrafo anterior, poderá requerer junto à respectiva Diretoria de Ensino a justificação da ausência, juntando o(s) comprovante(s) necessário(s) a fim de, se o motivo alegado for considerado relevante, não ser dispensado da função antes da ocorrência de nova aplicação de prova, no processo seletivo do ano subsequente.
§ 4º - a justificação deverá ser apresentada pelo docente no prazo máximo de 5 dias, contados da data de aplicação da prova.
§ 5º - Excepcionalmente, com relação às provas aplicadas em dezembro de 2009 e válidas para o corrente ano, fica reaberto o prazo de 5 dias para apresentação de justificações, a contar da data de publicação desta resolução.
§ 6º - Compete ao Dirigente Regional de Ensino a decisão quanto aos pedidos de justificação, assim como a dispensa do servidor nos casos em que a não participação na prova for considerada imotivada ou quando não houver efetuado a inscrição obrigatória.
Artigo 5º - Os professores e os candidatos que, tendo realizado a prova do processo seletivo, não alcançarem os índices de pontuação fixados para o aproveitamento no processo inicial de atribuição de classes e aulas serão classificados em lista diferenciada da que classificar os aprovados, observando-se a mesma ordem de prioridade das faixas de situação funcional e das habilitações/qualificações docentes, bem como os distintos campos de atuação, na conformidade das normas e critérios estabelecidos na resolução específica do processo anual de atribuição.
§ 1º - Não poderá constar da classificação de que trata este artigo o professor ou o candidato que não obtiver pontuação na prova, exceto o docente que se encontre na situação prevista no
§ 3º do artigo anterior e que tenha sua ausência justificada pela autoridade competente.
§ 2º - Os docentes e candidatos classificados na forma prevista neste artigo somente poderão concorrer à atribuição de classes e aulas após esgotadas as possibilidades de aproveitamento de docentes e candidatos classificados na lista de aprovados, situação em que poderão atuar no suporte às ações pedagógicas que permeiam as aulas regulares e às aulas dos projetos da Pasta, na forma estabelecida em legislação específica.
§ 3º - a atuação a que se refere o parágrafo anterior e a participação em cursos e/ou orientações técnicas voltados ao aperfeiçoamento da função docente, no cumprimento de sua carga horária de trabalho, é obrigatória para os docentes abrangidos pelo disposto no § 2º do artigo 2º da Lei Complementar
1.010/2007, conforme dispõe o inciso V do artigo 1º das Disposições Transitórias da Lei Complementar 1.093/2009.
Artigo 6º - para os docentes abrangidos pelo disposto no § 2º do artigo 2º da Lei Complementar 1.010/2007, a aprovação no concurso público de provas e títulos, promovido por esta Secretaria da Educação, ou o aproveitamento de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) na Prova de Promoção, de que trata a Lei Complementar 1.097, de 27-10-2009, poderá, observado o campo de atuação, ser considerada como de participação e aprovação na prova do processo seletivo de que trata o artigo 2º desta resolução, efetuando-se a correspondência da pontuação obtida.
§ 1º - a correspondência da pontuação do docente aprovado em qualquer um dos eventos a que se refere o caput somente poderá ser efetuada com relação à prova do processo seletivo imediatamente posterior ao evento e após sua homologação, quando se tratar de concurso público.
§ 2º - Excepcionalmente, na existência de aulas remanescentes, estando esgotadas as possibilidades de aproveitamento de todos os classificados no processo de atribuição de classes e aulas, a aprovação em concurso público ou na Prova de Promoção, nos termos do caput, poderá ser considerada já no mesmo ano letivo em que ocorrer, passando o docente a participar das sessões de atribuição que se realizarem, desde que após a homologação do concurso público, se for o caso.
Artigo 7º - a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas e o Departamento de Recursos Humanos desta Pasta expedirão normas e orientações complementares ao disposto nesta resolução.
Artigo 8º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br

Resolução SE 7, de 22-1-2010 estabelece diretrizes para a reorganização curricular do ensino fundamental nas Escolas de Tempo Integral

Altera dispositivos da Resolução SE 93, de 12-12- 2008, que estabelece diretrizes para a reorganização curricular do ensino fundamental nas Escolas de Tempo Integral
O Secretário Da Educação, no uso de suas atribuições e à vista do que lhe representou a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas, resolve:
Artigo 1º - Os artigos 4º e 6º da Resolução SE 93, de 12-12- 2008, que estabelece diretrizes para a reorganização curricular do ensino fundamental nas Escolas de Tempo Integral, passam a vigorar com a seguinte redação:
I – o artigo 4º:
“Artigo 4º - As classes e as aulas da Escola de Tempo Integral, com relação às disciplinas do currículo básico e às atividades desenvolvidas nas Oficinas Curriculares, serão atribuídas a docentes titulares de cargo, ocupantes de função-atividade ou a candidatos à contratação temporária, na conformidade da legislação que regulamenta o processo anual de atribuição de classes e aulas.
Parágrafo único – As aulas das Oficinas Curriculares poderão ser atribuídas ao docente titular de cargo, devidamente habilitado/ qualificado para a respectiva docência, exclusivamente como carga suplementar de trabalho”. (NR)
II – o artigo 6º:
“Artigo 6º - para o professor ao qual se tenham atribuído aulas de Oficina Curricular da Escola de Tempo Integral, que comportam substituição docente, por qualquer período, são assegurados os mesmos benefícios e vantagens a que fazem jus os seus pares docentes no ensino regular, observadas as normas legais vigentes”. (NR)
Artigo 2º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br/

Comunicado DRHU 01, de 22-01-2010 remoção, por títulos e por união de cônjuges, de Supervisores de Ensino e Diretores de Escola

O Diretor do Departamento de Recursos Humanos, com base no disposto no artigo 60, § 3º, da Lei 10.261/68 e tendo em vista a publicação dos atos de remoção, por títulos e por união de cônjuges, de Supervisores de Ensino e Diretores de Escola do
Quadro do Magistério - QM/SE, comunica:
I - Os titulares de cargo que forem removidos serão desligados da unidade de origem em 26-01-2010, devendo assumir o exercício na unidade de destino na mesma data, ou até 3-02-2010, os que fizerem jus a período de trânsito, conforme previsto no artigo 61 da Lei 10.261/68.
II - o trânsito do removido, quando for o caso, será considerado na unidade/órgão de destino.
III - Não haverá período de trânsito para o removido que, à ocasião da publicação da remoção, esteja em exercício em unidade sediada no município para o qual se removeu.
IV - Os removidos que, na data da publicação do ato, se encontrarem em gozo de férias ou em licença, cujo saldo ultrapasse a(s) data(s) fixada(s) no inciso I, deverão comunicar esta situação ao superior imediato no órgão ou na unidade de destino e assumir exercício no primeiro dia útil subseqüente ao último dia do impedimento.
V - Os removidos que se encontrem afastados, designados ou nomeados em comissão junto a outro órgão/unidade, poderão permanecer nessa situação, devendo comunicar ao órgão/ unidade de destino que irá assumir o exercício por ofício em 26-01-2010.
VI - Excetua-se da possibilidade de permanência, prevista no inciso anterior, o Diretor de Escola que, na data da publicação do ato de remoção, encontre-se designado na direção de unidade escolar sediada no mesmo município para o qual se removeu.
VII - Após o exercício na unidade/órgão de destino, os removidos que acumulam cargos deverão ter publicado ato decisório referente à nova situação, de acordo com o disposto no artigo 8º do Decreto 41.915/97.
VIII - na remoção de Supervisores de Ensino, a Diretoria de Ensino deverá observar rigorosamente o disposto no artigo 8º da Resolução SE-57/2008.
IX - na Diretoria de Ensino em que a chegada de um Supervisor de Ensino coincida com a saída de outro, que se encontre em afastamento a qualquer título e sendo substituído, a cessação da designação em substituição não implicará a aplicação do dispositivo legal de que trata o inciso anterior.
X - Se, na Diretoria de Ensino, ocorrer apenas saída de Supervisor de Ensino, que já se encontrava afastado a qualquer título e vinha sendo substituído, a designação do seu substituto será cessada impreterivelmente na data do desligamento do titular, em 26-01-2010, devendo a vaga remanescente ser oferecida em sessão regular de atribuição, obedecendo-se os prazos previstos nos incisos II e III do artigo 4º da Resolução SE-57/2008.
XI - o disposto no inciso anterior aplica-se obrigatoriamente a situações de movimentação que ocorram em nível de unidade escolar, com a remoção de Diretores de Escola, tendo em vista a alteração do motivo da designação, tanto de substituição para vacância, quanto de vacância para substituição, ou de substituição para outra substituição (troca de substituídos), nas situações em que o removido venha a assumir o exercício por ofício, conforme prevê o disposto no inciso V deste Comunicado.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

SEE deve publicar nova resolução sobre atribuição até sábado

Clipping Educacional - Fax Urgente nº 2
Conforme informamos no Fax Urgente nº 2, depois de imensa mobilização dos professores, que lotaram a Praça da República no dia 15, a Secretaria da Educação anunciou mudanças na classificação dos ACTs para a participação no processo de atribuição de aulas. A principal conquista da APEOESP é que os professores serão classificados para o processo de atribuição de aulas com a nota da prova, tempo de serviço e títulos. Ou seja, todos os professores que prestaram a prova poderão participar do processo de atribuição de aulas, independente do seu desempenho. Da mesma forma, todos os que tiverem considerada justificada sua ausência na prova, mas com a nota zerada.
No mesmo documento informamos que nova resolução sobre a classificação dos professores deveria ser publicada durante esta semana. A diretoria da APEOESP cobrou da Secretaria da Educação a publicação da nova resolução com as mudanças. Foi informada que o documento deve ser publicado até sábado, 23, no “Diário Oficial”. Por isso agendou-se uma reunião da Diretoria Estadual Colegiada para o dia 23, quando a resolução será discutida. Na terça-feira, 26, a diretoria da APEOESP se reúne com o Secretário da Educação.
fonte: http://apeoespsub.org.br/

O Ministério da Educação pretende antecipar a divulgação do resultado do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

Clipping Educacional - Casos de Cidade
A intenção é divulgar as notas dos estudantes já na próxima semana. A previsão inicial era que o resultado da prova, realizada nos dias 5 e 6 de dezembro, fosse divulgado apenas em fevereiro.
A correção das provas do Enem é feita pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), da Universidade de Brasília (UnB), e pela Fundação Cesgranrio. As duas instituições assumiram a responsabilidade pela organização do exame depois que a primeira edição da prova foi cancelada por causa do vazamento de questões.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, quer realizar duas edições do Enem ainda este ano. Ele defende que a empresa responsável pelo próximo Enem seja contratada sem licitação. Ele argumenta que a USP não faz licitação e que o MEC poderia seguir o mesmo modelo. Para Haddad, há o risco de numa concorrência comum as participantes reduzirem o preço, sacrificando os itens de segurança da prova.
Depois do vazamento da primeira versão da prova do Enem, o MEC abriu auditoria interna para apurar o caso. A Polícia Federal também instaurou inquérito. Com base nos resultados da auditoria interna e do inquérito, o Inep notificou o Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connasel) para reaver o dinheiro gasto. Foram pagos R$ 37,2 milhões ao consórcio. Dois diretores do Inep foram exonerados, e uma sindicância interna foi instaurada.
fonte: http://extra.globo.com

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Saiu o concurso de 10.083 vagas para PEB II

Aline Viana
Clipping Educacional - SEE/SP
A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (SEE) publicou hoje o aguardado edital do concurso para 10.083 vagas de professor de educação básica (PEB) II para diversas disciplinas em todo o Estado. Os salários iniciais oferecidos são de até R$ 1.515,53.
As oportunidades são para as disciplinas de arte, biologia, ciências físicas e biológicas, educação física, filosofia, geografia, história, inglês, língua portuguesa, matemática, química, sociologia e educação especial – deficiências auditiva, física, mental e visual. De acordo com as instruções especiais divulgadas em 2009, os salários serão de R$ 451,65 (jornada de 12h semanais), R$ 909,32 (24h), R$ 1.136,65 (30h) e R$ 1.515,53 (40h).
Os interessados poderão se inscrever entre as 10h de 27 de janeiro e as 23h59 de 11 de fevereiro, segundo o horário de Brasília (DF), no site da Fundação Carlos Chagas: www.concursosfcc.com.br. A taxa de inscrição é de R$ 27,25. Os candidatos poderão se inscrever para atuar em mais de uma disciplina desde que os horários de exame sejam diferentes – confira o cronograma no edital em anexo. No ato de inscrição o candidato deverá optar pela diretoria regional de ensino de sua preferência – confira a relação completa no edital em anexo.
Pedidos de isenção - Candidatos que sejam estudantes de curso nível fundamental, médio, superior, pós-graduação ou curso pré-vestibular e estejam desempregados ou tenham renda inferior a dois salários mínimos podem requerer redução de 50% do valor da taxa de inscrição. Os interessados devem preencher e imprimir o requerimento disponível no site da Carlos Chagas entre as 10h do dia 27 e as 14h de 29 de janeiro. O requerimento e os documentos comprobatórios deverão ser encaminhados, via sedex ou carta registrada com aviso de recebimento (AR) até o dia 29 à Fundação Carlos Chagas - veja o endereço abaixo.
As datas, horários e locais de aplicação dos exames serão divulgados em ocasião oportuna pela organizadora. Outras informações podem ser obtidas junto ao serviço de atendimento ao candidato, nos dias úteis entre as 10h e 16h, pelo telefone: (11) 3723-4388.

Serviço:
Pedidos de Isenção
Fundação Carlos Chagas – A/C Departamento de Execução de Projetos – Ref. Redução do Valor de Inscrição/PEB II
Avenida Professor Francisco Morato, 1565, Jardim Guedala, São Paulo (SP) CEP 05513-900.
Fonte: http://jcconcursos.uol.com.br

Lista escolar exige até 800 copinhos e papel higiênico

Clipping Educacional - (Folha de S.Paulo)
Uma criança consegue usar 18 lápis pretos, 500 folhas de papel sulfite ou 14 tubos de cola durante um ano letivo? E precisa levar almofada, fone de ouvido, papel higiênico ou 800 copos descartáveis para a aula?
Para alguns colégios particulares de São Paulo, a resposta é sim. Esses exemplos estão em algumas das listas de material didático de 21 escolas obtidas pela Folha. Os alunos estão no ensino fundamental.
É um exagero, avalia parte dos pais. Se o aluno tem 18 lápis para o ano, ele pode trocar de lápis a cada 11 dias de aula.
"Pediram papel higiênico, lenço de papel, pano de limpeza descartável. Acho absurdo. A escola deveria se ater ao material didático", diz Andrea Molinari, 33, mãe de duas crianças que estudam na zona leste.
Entidades de defesa do consumidor fazem um alerta: a escola só pode incluir na lista produto que tenha relação direta com o ensino. Por isso, os pais devem se recusar a mandar itens de higiene ou copos plásticos, por exemplo.
Além disso, têm o direito de pedir de volta o que sobrar no fim do ano. Caso a escola se recuse a devolver, os pais podem fazer denúncia a um órgão de defesa do consumidor. O colégio corre o risco de levar multa.
Para evitar problemas, o colégio Magno diz que prefere não pedir uma quantidade exata. "Cada criança tem um ritmo. Algumas são cuidadosas [com o material], outras não", diz a diretora Myriam Tricate. O Santo Américo, por outro lado, pede dez colas por aluno. A escola Nossa Senhora das Graças, 12 lápis pretos. Ambos dizem que devolvem o material não usado.
Para a professora Neide Noffs, da Faculdade de Educação da PUC-SP, o ideal é que a escola não peça todo o material de uma só vez. "Às vezes não tem nem como estocar direito. A cola pode endurecer, a tinta estragar. O melhor é ir pedindo aos poucos", diz.
Adilson Garcia, diretor do Vértice, que pede 14 colas de diferentes tipos, discorda. "Se o pai compra em maior quantidade [e ao mesmo tempo], sai mais barato. Muitos preferem."
"Os pais muitas vezes não reclamam porque acham que lápis ou copo descartável é coisa pouca. Eu não. Fui à escola [de um dos filhos] questionar a lista. Acho um abuso", diz a secretária Bárbara Guerrato, 29, que tem dois filhos pequenos em colégios do Ipiranga (zona sul).
Ela não entende por que uma criança precisa de cinco caixas de lápis de cor, cinco de giz de cera e outras cinco de massinha. "Avisei que só vou mandar duas caixas. No meio do ano, quero saber o que foi usado. Sendo preciso, mando o resto."
Para entidades do consumidor, Bárbara fez uma decisão acertada. "Os pais não devem se sentir constrangidos de reclamar", afirma Valéria Cunha, do Procon-SP. "Não é só pelo valor. Quando não contesta, o consumidor acaba favorecendo as práticas abusivas."
Valéria lembra ainda que não se pode exigir que os pais comprem os itens diretamente da escola. Taxas de material, portanto, como a do colégio Carlitos, não podem ser obrigatórias.
A escola na região central fornece todo o material, mas exige mais de R$ 1.000 por isso. Para o diretor José Manuel Mayor, isso é necessário por se tratar de material muito específico.
A escola Futura disse que os pais não são obrigados a entregar os 800 copos plásticos e as 6 caixas de lenços. A Folha procurou os colégios Móbile (18 lápis pretos), Augusto Laranja (8 lápis), Arquidiocesano (500 folhas de sulfite), Benjamin Constant (4 rolos de papel toalha), Miguel de Cervantes (12 colas) e Humboldt (almofada) para que comentassem as listas, mas não teve resposta.
Fonte: http://aprendiz.uol.com.br

DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS PROCESSO DE PROMOÇÃO EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA

O Diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação do Estado de São Paulo, nos termos do artigo 2º da Lei Complementar 1097, de 27 de outubro de 2009, regulamentada pelo Decreto nº 55.217, de 21 de dezembro de 2009, CONVOCA E INSTRUI os integrantes do Quadro do Magistério, inscritos no Processo de Promoção,

para a prestação da prova (parte objetiva e dissertativa) que se realizará nos municípios-sede das Diretorias de Ensino da rede pública estadual.

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Fonte: http://www.imesp.com.br/

CONCURSO PÚBLICO PARA PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II, SQC-II-QM

EDITAL DE ABERTURA DE INSCRIÇÕES
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, à vista do despacho de autorização governamental exarado no Processo nº 299/0100/2009 - DRHU/SE, publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, de 15/09/2009, torna pública a abertura de inscrições para o Concurso Público para provimento de 10.083 (dez mil e oitenta e três) cargos, e outros que vierem a surgir no decorrer do prazo de validade do concurso, de Professor Educação Básica II, SQC-II-QM do Quadro do Magistério da Secretaria de Estado da Educação, para as disciplinas de Arte, Biologia, Ciências Físicas e Biológicas, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Inglês, Língua Portuguesa, Matemática, Química, Sociologia e Educação Especial - Deficiências Auditiva, Física, Mental e Visual.
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FONTE: http://www.imesp.com.br

Escolas se preparam para a volta às aulas

Clipping Educacional - Do Portal do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Educação
As aulas começarão em um mês e as escolas da rede já se preparam para receber seus cinco milhões de alunos com o "Programa Preparação do Ano Letivo". Foi preparado um pacote de investimentos no valor de R$ 282 milhões que inclui o "Programa Trato na Escola" e a distribuição de kits de material escolar e esportivo, além de livros didáticos.
Além disso, o ano começa com um aumento de 50% nos recursos destinados a merenda escolar. Os professores também podem contar com a novidade do Valorização por Mérito que poderá, neste ano, beneficiar cerca de 40 mil professores.

Reforma de unidades
O "Programa Trato na Escola" é um projeto especial que tem como objetivo proporcionar que as escolas comecem o ano novo com cara nova, o que envolve desde a pintura dos prédios, projetos paisagísticos, pequenos reparos até a higienização das unidades. O investimento neste projeto é de R$ 65 milhões, repassados a toda rede estadual.
No começo do ano, também foram assinados convênios com 28 municípios do interior, litoral e Grande São Paulo para investimento de R$ 72 milhões em obras e reformas de unidades escolares.
Em 2009, o Governo do Estado realizou 15.693 intervenções em todo Estado, entre construções de novas escolas, ampliações e reformas, totalizando um investimento de cerca de R$ 2,5 bilhões.

Material Escolar
Cada aluno receberá um kit composto por caderno, caneta, lápis preto e colorido, apontador, borracha, régua e mochila. Cada kit custou à pasta cerca de R$ 27, totalizando um investimento de R$ 120 milhões. Para adquirir o mesmo material, comprado individualmente em papelarias comuns, os pais teriam de desembolsar até R$ 110.
Além do material de uso pessoal, os alunos também terão livros novos. Para a produção do Caderno do Aluno, material didático elaborado pela Secretaria e distribuído às escolas da rede com os conteúdos das matérias, foram investidos R$ 77 milhões. A cada bimestre, os alunos receberão um exemplar por disciplina. Já o "Programa Ler e Escrever", destinado ao aceleramento da alfabetização das crianças de 1ª à 4ª séries, recebeu reforço de R$ 8,5 milhões para aquisição de novos materiais.
Em 2010, o governo do Estado continua investindo e incentivando a prática de esporte nas escolas que receberam 4.662 kits compostos por um par de traves de futebol, um par de redes para futebol, dois postes de vôlei com duas antenas e um par de redes de vôlei com kit de fixação, bolas de vôlei, futsal, handball e basquete. O investimento é de R$ 11 milhões.

Merenda Escolar
O valor de recursos para a merenda dos alunos de escolas de Ensino Fundamental enviado às prefeituras passou de R$ 0,15 aluno/dia para R$ 0,22 aluno/dia - um aumento de 50% em todo o Estado de São Paulo.
Além disso, as turmas do Ensino Médio e do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) também receberão verbas no mesmo valor do Governo do Estado para a compra de alimentos. No total, cinco milhões de crianças e jovens serão beneficiados. São Paulo é o único estado que suplementa os recursos enviados pelo Ministério da Educação para a merenda escolar.
Com as medidas, o investimento do Governo do Estado no Programa de Alimentação Escolar vai passar dos atuais R$ 54 milhões para R$ 124 milhões - um aumento de 130%.

Valorização por Mérito
O Programa de Valorização pelo Mérito, que possibilita aos professores a chance de quadruplicar, ao longo da carreira, o salário inicial, poderá beneficiar este ano mais de 40 mil professores.
Para obter o benefício, é necessário que os professores cumpram uma permanência na escola, tirem nota mínima no exame anual e tenham boa assiduidade. Os professores que atingirem essa meta poderão receber 25% de promoção salarial.
A cada ano, o programa poderá beneficiar 20% do corpo docente. As primeiras provas acontecem em janeiro. No dia 31, será realizado o exame para diretores e supervisores. Nos dias 3 e 4 de fevereiro acontecerá a prova dos professores.
fonte: http://www.fde.sp.gov.br

Sai a atribuição de aulas dos professores titulares

Clipping Educacional - Agora
Os professores titulares de cargo inscritos na atribuição de aulas da rede estadual já podem consultar a classificação para escolha das aulas deste ano, disponível no site da Secretaria de Estado da Educação.
A consulta pode ser feita pelo nome (resumo da classificação individual), por unidade de escolar ou por diretoria de ensino.
Os educadores devem apresentar hoje os recursos contra os resultados. A classificação final será divulgada no dia 22.
Diferentemente dos temporários, que precisaram fazer uma prova eliminatória, esses professores puderam optar pela jornada de trabalho deste ano fazendo apenas a inscrição na própria unidade escolar onde trabalham. A classificação dos temporários será divulgada no dia 26.
fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br

Abandono escolar no Ensino Fundamental reduz 71% em dez anos

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
No Ensino Médio, redução verificada foi de 43,72%
O abandono escolar continua em queda na rede estadual de ensino. Segundo levantamento feito pela Secretaria da Educação, em dez anos, o abandono no Ensino Fundamental passou de 4,5%, em 1999, para 1,3%, no ano passado - o que comprova uma redução de 71%, no período. No Ensino Médio, onde o abandono chegava a 11,2% em 1999, a redução foi de 43,72%. Em 2009, o índice foi de 4,9%.
"Os números só ajudam a mostrar como estamos evoluindo. Os índices estão diminuindo e a cada ano nos aproximamos mais da nossa meta que é zerar a questão do abandono escolar", afirma o secretário Paulo Renato Souza.

Confira abaixo a redução dos índices do abandono nos últimos dez anos:
Ensino Fundamental
Ano Abandono (em %)
1999 4,5
2000 4,7
2001 3,1
2002 2,9
2003 2,7
2004 2,0
2005 1,8
2006 1,7
2007 1,7
2008 1,4
2009 1,3

Ensino Médio
Ano Abandono (em %)
1999 11,2
2000 12,1
2001 8,9
2002 8,4
2003 8,5
2004 7,2
2005 7,0
2006 7,0
2007 6,5
2008 5,4
2009 4,9
fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br

Unesp recebe notas do Enem 2009 e vai computá-las em seu vestibular

Clipping Educacional - Da Redação
Em São PauloA Unesp (Universidade Estadual Paulista) recebeu, no fim da tarde desta quarta-feira (20), as notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 dos candidatos que prestaram o vestibular. Com isso, o exame do MEC (Ministério da Educação) poderá ser utilizado no desempenho final dos vestibulandos.
A informação foi fornecida pela Fundação Vunesp, que realiza o vestibular da instituição. O Inep (Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pelo Enem, havia firmado o compromisso de entregar as notas dos candidatos da Unesp até esta quarta.
Desta forma, haverá tempo hábil para o processamento do resultado final do vestibular, que deve ser divulgado no dia 29.
O Enem representa 10% da nota final do vestibular para os candidatos cujo desempenho no exame seja superior ao registrado na primeira fase do vestibular, aplicada em 8 de novembro. No ano passado, mais de 90% dos candidatos utilizaram a nota do Enem para composição da nota final.

Segunda fase
A Unesp encerrou a segunda fase do vestibular 2010 no dia 21 de dezembro de 2009 com 8,9% dos candidatos ausentes. Dos 27.278 vestibulandos esperados, 2.425 deixaram de fazer os exames.
fonte: http://vestibular.uol.com.br

Ainda sem Enem, Unesp garante resultado final para o dia 29

Clipping Educacional - Redação Terra
Até o final da tarde desta quarta-feira, a Vunesp, que organiza o concurso vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), não havia recebido as notas das provas objetivas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mesmo assim, fica mantido o prazo de divulgação do resultado final do vestibular no dia 29 de janeiro, informou a fundação.
Muitas universidades abdicaram de usar a nota do Enem para avaliar ou compor a avaliação dos seus vestibulandos, depois que as prova do exame vazaram em outubro, na véspera de sua aplicação. O adiamento do exame para dezembro causou atraso na liberação do desempenho do aluno, entrando em conflito com o calendário acadêmicos das universidades.
A Unesp, que usaria somente a nota da prova objetiva do Enem, decidiu manter seu uso no vestibular 2010. A universidade fechou um acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pela organização do exame, para obter as notas com antecedência. A data acordada para a entrega era esta quarta, 20 de janeiro.
Mesmo com esse atraso, a Vunesp informa que o calendário do vestibular está mantido. A divulgação do resutlado final ocorre no dia 29.
As provas do vestibular foram realizadas nos dias 20 e 21 de dezembro.
fonte: http://noticias.terra.com.br

Sai a atribuição de aulas dos professores titulares

Amanda Mont'Alvão Veloso
Clipping Educacional - do Agora
Os professores titulares de cargo inscritos na atribuição de aulas da rede estadual já podem consultar a classificação para escolha das aulas deste ano, disponível no site da Secretaria de Estado da Educação.
A consulta pode ser feita pelo nome (resumo da classificação individual), por unidade de escolar ou por diretoria de ensino.
Os educadores devem apresentar hoje os recursos contra os resultados. A classificação final será divulgada no dia 22.
Diferentemente dos temporários, que precisaram fazer uma prova eliminatória, esses professores puderam optar pela jornada de trabalho deste ano fazendo apenas a inscrição na própria unidade escolar onde trabalham. A classificação dos temporários será divulgada no dia 26.
fonte: http://www.agora.uol.com.br/

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está no ensino médio

Clipping Educacional - Agência Brasil
Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está cursando o ensino médio, etapa de ensino adequada para esta faixa etária, e apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior em 2007. Esses são alguns destaques da pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, lançado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
O estudo aponta que houve avanços no acesso de jovens à educação. Em 2007, 82% dos jovens de 15 a 17 anos frequentavam a escola. O problema está no atraso para concluir os estudos: apenas 48% estava no ensino médio.
Para o diretor de estudos e políticas sociais do Instituto, Jorge Abrahão, a educação é vista pelos jovens como uma força positiva. "Os jovens entendem a educação como um caminho para melhorar a vida. Mas o jovem enfrenta no processo de escolarização problemas de desigualdades de oportunidades", aponta.
A cor, o nível de renda e o local onde mora o jovem interfere nas oportunidades de acesso. Em 2007, 57% dos brasileiros de 15 a 17 anos que residiam em áreas metropolitanas frequentavam o ensino médio, contra pouco menos de 31% no meio rural.
Abrahão destaca que o jovem ainda se divide entre os estudos e o mercado de trabalho e aqueles que conseguem frequentar a escola precisam lidar ainda com o problema da baixa qualidade do ensino. "A escola ainda está fundamentada em uma estrutura antiquada, o que torna para o jovem pouco atraente aquele período em que ele se mantém na escola", diz.
No ensino superior, entre 1996 e 2007, a taxa de frequência líquida cresceu 123%. Mas o percentual de jovens na faixa etária dos 18 aos 24 anos que têm acesso à etapa ainda é apenas de 13% - muito abaixo da meta de 30% estipulada para 2011 no Plano Nacional de Educação (PNE). A renda é fator determinante para o acesso do brasileiro à universidade: a taxa de frequência daqueles que têm renda mensal per capita de cinco salários mínimos ou mais (55%) é dez vezes maior do que entre a população que ganha até meio salário mínimo (5%).
O estudo do Ipea destaca que o Brasil ainda tem 1,5 milhão de jovens analfabetos (15 a 29 anos). Segundo a pesquisa, "a manutenção do número de analfabetos no país em patamar elevado está relacionada à baixa efetividade do ensino fundamental". De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE) de 2007, 44,8% das pessoas analfabetas com 15 anos ou mais já haviam frequentado a escola.
Fonte: http://noticias.terra.com.br

O governo do Estado de São Paulo lança nesta terça-feira (19/01) o “Programa Preparação do Ano Letivo”.

Clipping Educacional - Da Educação
Governo do Estado investe R$ 282 milhões na volta às aulas
Todas as escolas da rede serão pintadas e passarão por pequenas reformas para receber os cinco milhões de estudantes a partir de 18 de fevereiro; verba inclui aquisição e distribuição de kits de
material escolar e esportivo, além de livros didáticos.
As aulas começarão em um mês, mas as escolas da rede já estão se preparando para receber seus cinco milhões de alunos. Para tanto, foi preparado um pacote de investimentos no valor de R$ 282 milhões que inclui o “Programa Trato na Escola” e a distribuição de kits de material escolar e esportivo, além de livros didáticos.
“Hoje estamos dando uma espécie de pontapé inicial para o ano letivo, entregando às escolas verba para pequenas obras de reforma, material didático – aspecto importante para a produtividade de nossos alunos – além de kit esportivo para a garotada poder praticar atividades esportivas e de lazer. É o começo do ano letivo, que vem se somando a outras iniciativas que temos adotado na área do magistério, com vistas a fortalecer a carreira e a qualidade das aulas”, afirma o governador do Estado de São Paulo, José Serra.
O “Programa Trato na Escola” é um projeto especial que tem como objetivo proporcionar que as escolas comecem o ano novo com cara nova, o que envolve desde a pintura dos prédios, projetos paisagísticos, pequenos reparos até a higienização das unidades . Veja abaixo a lista completa das ações do “Programa Trato Na Escola”.
O investimento neste projeto é de R$ 65 milhões, repassados a toda rede estadual. Parte desta verba segue para as escolas em tintas, corantes, massa corrida, aguarrás e outros materiais. Outra parte é entregue para as Associações de Pais e Mestres (APMs) que recebem R$7,9 mil cada uma e ficam encarregadas de contratar serviços de pintura interna, externa, de quadra e de lousa, podendo também adquirir materiais necessários para realização das obras.
“Estamos anunciando o que está sendo feito para a preparação das escolas para o início do ano letivo de 2010. Essa é uma iniciativa que se repete na Secretaria, feita no ano passado, de forma que todas as escolas estejam prontas para receber nossos alunos em fevereiro”, relata o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
A participação da comunidade na iniciativa já é uma tradição. Todos os anos pais e alunos somam esforços à Secretaria para que a volta às aulas aconteça num ambiente agradável, o que favorece o processo educacional.
“O envolvimento da comunidade é fundamental para a melhoria da educação”, disse o secretário Paulo Renato Souza. “E o “Programa Trato na Escola” é uma ótima oportunidade de interação entre alunos, pais e educadores”, completa.

Materiais
Em fevereiro, os cinco milhões de estudantes da rede retomarão os estudos com material escolar novo. Cada aluno receberá gratuitamente um kit composto por caderno, caneta, lápis preto e colorido, apontador, borracha, régua e mochila. Cada kit custou à pasta cerca de R$ 27, totalizando um investimento de R$ 120 milhões. Para adquirir o mesmo material, comprado individualmente em papelarias comuns, os pais teriam de desembolsar até R$ 110.
Além do material de uso pessoal, os alunos também terão livros novos. Para a produção do Caderno do Aluno, material didático elaborado pela Secretaria e distribuído às escolas da rede com os conteúdos das matérias, foram investidos R$ 77 milhões. A cada bimestre os alunos receberão um exemplar por disciplina. Já o “Programa Ler e Escrever”, destinado ao aceleramento da alfabetização das crianças de 1ª à 4ª séries, recebeu reforço de R$ 8,5 milhões para aquisição de novos materiais.
Em 2010, o governo do Estado continua investindo e incentivando a prática de esporte nas escolas que receberam 4.662 kits compostos por um par de traves de futebol, um par de redes para futebol, dois postes de vôlei com duas antenas e um par de redes de vôlei com kit de fixação, bolas de vôlei, futsal, handball e basquete. O investimento é de R$ 11 milhões.

Transporte escolar
Também nesta terça-feira, haverá a entrega de ônibus escolares a 12 municípios da Grande São Paulo. Cada cidade será contemplada com um veículo. Os ônibus são destinados aos municípios que se inscreveram no “Programa Ônibus Escolar” do Governo do Estado, que teve um investimento de R$ 94 milhões e prevê a cessão de 645 veículos para todos os municípios do Estado. “Com a entrega destes ônibus totalizamos 282 entregues aos municípios entre dezembro e janeiro”, afirma o secretário.
Os veículos serão cedidos em regime de comodato, com a possibilidade de doação dos veículos ao final de cada prazo. Nesta ocasião, estão sendo beneficiados municípios integrantes das Diretorias de Ensino de Caieiras, Carapicuíba, Diadema, Itapecerica da Serra, Itapevi, Mogi das Cruzes. Dos 645 municípios do estado de São Paulo, 593 já fizeram sua inscrição para participar do projeto. Os demais têm até fevereiro deste ano para aderir ao convênio. Cada cidade conveniada com a Secretaria de Estado da Educação receberá um veículo, que deverá ser utilizado para auxiliar no transporte de estudantes de escolas estaduais e municipais.

Além da pintura, o “Trato na Escola” poderá ter as seguintes ações:
· Serviços nas instalações hidráulicas (troca de torneiras avariadas, tubos flexíveis, reparo de válvulas, troca de cubas e louças sanitárias);
· Recolocação de pisos e azulejos faltantes;
· Substituição de fechaduras, tambores, maçanetas, dobradiças e trincos;
· Desentupimento de tubulações de esgoto;
· Troca de vidros;
· Remoção de entulhos;
· Limpeza de canaletas junto aos muros de arrimo e/ou divisa;
· Limpeza de galeria de águas pluviais;
· Limpeza de calhas e coletores;
· Limpeza e impermeabilização de caixa d'água;
· Limpeza e desobstrução de fossas sépticas;
· Limpeza de caixas de gordura;
· Limpeza geral das áreas comuns, salas de aula e banheiros;
· Manutenção e conservação de jardim;
· Higienização sanitária;
· Conserto de portões;
· Substituição de portas de madeira, batentes e lambril;
· Conserto e aquisição de grades e telas de proteção para portas e janelas;
· Conserto de equipamentos da quadra de esportes;
· Aquisição de telhas para reposição
· Limpeza e troca de carvão dos filtros de bebedouros;
· Aquisição e instalação de divisórias e toldos;
· Recarga de extintores de incêndio;
· Reposição de forros;
· Aquisição e instalação de alambrado;
· Aquisição de vasos de plantas;
· Aquisição de bancos de concreto para jardim

Serviço
Evento: Abertura do ano letivo 2010
Dia: terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Horário: 13h30
Local: EE Raul Fonseca - Av Inhaiba, 92 – Bairro da Saúde
fonte:http://www.educacao.sp.gov.br

Investir no professor é forma de melhorar educação no país, diz Dimenstein

Clipping Educacional -Folha Online
O jornalista Gilberto Dimenstein, que participa na noite desta segunda-feira de sabatina da Folha, afirmou que uma das principais maneiras de melhorar a educação no país é investir nos professores.
"Além da má formação, e os cursos de licenciatura são uma tragédia, quem é que quer entrar num ambiente com violência e que não é reconhecido?", disse ele sobre a situação de professores de escolas públicas. Para Dimenstein, os professores deveriam ser mais preparados e atentos à geração a que ensinam. Ele afirma que os docentes, atualmente, estão muito distantes dos alunos do ponto de vista da tecnologia (internet, redes sociais, celulares etc.), mas, ao mesmo tempo, critica a visão de alguns educadores que dizem acreditar que a tecnologia, sozinha, pode melhorar a educação. Dimenstein defende que os professores saibam estimular os alunos e, assim, produzir o conhecimento. Segundo o jornalista, a atual geração está acostumada com a velocidade da informação, mas não com a profundidade, o que é prejudicial para o ingresso no mercado de trabalho Questionado pela plateia sobre as graduações de baixa qualidade, Dimenstein afirmou que os cursos devem ser fiscalizados. De acordo com ele, se for mantido o ritmo atual, em dois anos as classes C, D e E serão maioria no ensino superior.
Sabatina
Idealizador da ONG Cidade Escola Aprendiz e colunista da Folha, Dimenstein é sabatinado por Rogério Gentile (editor de Cotidiano), Hélio Schwartsman (articulista da Folha), Marcos Augusto Gonçalves (editorialista da Folha) e Gustavo Ioschpe (economista e articulista da revista "Veja"). Ele também responde a perguntas da plateia. A sabatina começou por volta das 19h, com duração de duas horas, no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso). Autor dos livros "Meninas da Noite" e "O Mistério das Bolas de Gude", entre outros, o jornalista foi um dos criadores da Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) e do site www.catracalivre.com.br.
ANDRÉ MONTEIRO, da Folha Online, e FELIPE CARUSO, colaboração para a Folha Online
Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br

O ensino médio continua órfão?

ARNALDO NISKIER
Clipping Educacional - Folha de S.Paulo
É INCRÍVEL, mas verdadeiro, o que se comenta sobre a educação média no Brasil. Cada novo gestor se sente atraído pela ideia de começar tudo de novo, como se ali houvesse uma grande plataforma de experimentação. O resultado é objetivo: há uma grande deserção no alunado desse ciclo, fato que se agrava pela natural necessidade de inserção dos jovens no mercado de trabalho.
Operando no Centro de Integração Empresa-Escola, que tem mais de 45 anos de experiência na realização de estágios, sente-se como é fácil a estrutura oficial dos cursos de ensino médio, exceção feita para o que acontece nas escolas técnicas federais, que merecem todo o nosso respeito. O nosso sistema privilegia o ensino superior, hoje estagnado, mas é preciso repensar as prioridades nacionais em matéria de educação. No caso, não se pode acusar o MEC de inércia. Propôs uma série de modificações substanciais para a implantação de um novo modelo de ensino médio. O sistema cansou de tentativas inúteis, como as que marcaram o período FHC. Nunca foi tão oportuna a lembrança do comentário do educador Anísio Teixeira:
"No Brasil, o ensino médio é órfão". Hoje, as ideias são mais claras. Deseja-se uma espécie de ensino médio nacional -e, para isso, o governo criou a lei 11.892/08 e instituiu a portaria 971, de 9 de outubro de 2009. Nasceu a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, com os institutos federais de educação, ciência e tecnologia (são 38 deles, com 311 campi no país). Para o ensino médio integrado ao técnico ficaram 50% das vagas, nas licenciaturas, 20%, e para os cursos superiores de tecnologia ou bacharelados tecnológicos, 30%, disponibilizando especializações, mestrados e doutorados profissionais. A ascensão ao nível superior tornou-se, assim, mais natural. À primeira vista, o observador fica meio confuso, sem saber exatamente o que é ensino médio ou o que pertencerá ao terceiro grau, mas entendemos que se trata de uma questão de tempo para a adaptação devida.
Há dois aspectos a considerar de imediato: em primeiro lugar, a autonomia estadual dos currículos, que é um dispositivo de lei; em segundo lugar, o que é mais complicado, como se fará a distribuição de recursos. O próprio ministro Fernando Haddad calculou que o modelo só funcionará bem com a média de investimento por aluno superior a R$ 2.000 (hoje, a média é de R$ 1,4 mil). Deseja-se mudar o modelo federativo, o que exigiria mexidas constitucionais, mas estariam os Estados dispostos a assumir mais esses encargos? O governo federal teria condições de suprir os Estados de acordo com as suas necessidades financeiras? É bonito pensar em regime de cooperação, mas isso não pode representar uma utopia inexequível. Seria mais um sonho frustrante. É admirável o intuito de quebrar a barreira entre o ensino geral e o ensino técnico para aproximá-los do mercado de trabalho. Mas isso requer tempo e recursos. De toda forma, fazer com que os institutos federais de educação tecnológica, centros de excelência profissionalizante, sejam o modelo a ser expandido é uma boa ideia, para ser adequadamente implementada. Sendo instituições de educação básica e profissional, pluricurriculares e multicampi, especializadas na oferta de educação profissional e tecnológica, nas diferentes modalidades de ensino, equiparadas por lei às 58 universidades federais, representam uma revolução na condução dos destinos da educação brasileira. Esse hipotético "ensino médio nacional" deverá se basear numa grande mudança curricular, para o que seria essencial que o MEC e os governos estaduais operassem em perfeita harmonia, sem a mesquinharia da interferência político-partidária. O modelo, que se encaixa no Plano Nacional de Educação, deve representar considerável expansão de matrículas (o que é muito necessário, hoje), além de tornar a educação média mais atraente e de qualidade para os jovens. Há 2 milhões deles fora do ciclo escolar, muitos talvez por absoluta desmotivação. O ensino médio ainda não encontrou o seu caminho.
ARNALDO NISKIER, 74, é doutor em educação, professor de história e filosofia da educação, membro da Academia Brasileira de Letras e presidente do Ciee/RJ (Centro de Integração Empresa- Escola).
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/