sexta-feira, 30 de abril de 2010

Avaliação oculta desigualdade nas redes municipais de ensino

FÁBIO TAKAHASHIda Reportagem Local PAULO PEIXOTO
Clipping Educacional - da Agência Folha, em Belo Horizonte
A rede municipal de ensino de Belo Horizonte tem uma avaliação acima da média nacional. O número, porém, oculta a discrepância que há entre as escolas Emídio Berutto e Maria das Neves, ambas na região leste da periferia da cidade.
A primeira está próxima do padrão de países desenvolvidos. A segunda não chega nem à média brasileira. Discrepâncias como essa ocorrem em todo país, aponta pesquisa inédita do movimento Todos pela Educação, que reúne empresários, educadores e gestores.
A constatação é que, ainda que a rede como um todo tenha média razoável, muitos alunos estudam em escolas com baixo desempenho. Em Belo Horizonte, a diferença entre as notas da melhor e da pior escola é de 49%; em Vitória, de 51% --as maiores desigualdades do país.
Como exemplo da diferença, na capital capixaba o pior colégio teve nota 3,5, e o melhor, 5,3. A meta nacional é 6 (situação semelhante a países desenvolvidos). A média hoje é 4,2.
O estudo analisou a situação das capitais (1ª a 4ª séries) que estão acima do desempenho nacional segundo o Ideb, índice federal que considera desempenho dos alunos em português e matemática, além das taxas de reprovação e abandono.
A menor discrepância aparece em Boa Vista, com 17%. Em São Paulo, é de 39%.
Finlândia
Nos países com bons indicadores educacionais, como a Finlândia, quase não há diferença entre escolas, aponta o estudo. "A garantia a uma educação de qualidade deve ser para todos, independentemente de qualquer aspecto", afirma o texto do Todos pela Educação.
"Muitos secretários, ao verem uma média razoável, se acomodam e não analisam a situação individual das escolas. É preciso reduzir o apartheid que existe dentro das próprias redes", diz o presidente-executivo do movimento, Mozart Neves.

Enem 2010 será realizado nos dias 6 e 7 de novembro

Clipping Educacional - da Agência Brasilda Reportagem Local
O MEC (Ministério da Educação) vai realizar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nos dias 6 e 7 de novembro. A expectativa é de que a edição deste ano tenha 6 milhões de inscrições. Geralmente o Enem é realizado em outubro, mas, por causa do primeiro e do segundo turnos das eleições, o calendário teve que ser alterado para novembro.
Com essa data, o resultado das provas deve estar disponível na primeira semana de janeiro para ser usado por instituições públicas de ensino superior como forma de ingresso. Em 2009, 51 aderiram ao Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que ofereceu 47,9 mil vagas.
O Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) de 2010 já estava marcado para o primeiro fim de semana de novembro e, devido ao Enem, deverá ser adiado.
Em 2009, 4,1 milhões de estudantes se inscreveram no Enem e 3,2 milhões fizeram as provas. A data para o início das inscrições de 2010 ainda não foi fechada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
Em junho, o MEC fará uma nova rodada de inscrições do Sisu. Os alunos que tiverem interesse em disputar as vagas a serem oferecidas por instituições públicas de ensino superior vão usar a nota do Enem de 2009.
As 51 instituições que participaram da primeira edição do sistema manifestaram interesse em permanecer no processo, mas ainda não é possível saber quantas vão participar da etapa de junho, já que nem todas fazem processos seletivos duas vezes ao ano.
Fraude
No ano passado, o Ministério da Educação suspendeu a prova do Enem --que deveria ocorrer nos dias 3 e 4 de outubro para 4,1 milhões de estudantes--, após o conteúdo das questões vazar. Uma nova empresa foi contratada para aplicar a prova, realizada nos dias 5 e 6 de dezembro com abstenção recorde e erro no gabarito oficial.
O vazamento do conteúdo provocou um prejuízo de aproximadamente R$ 45 milhões aos cofres públicos, e com o adiamento, diversas universidades decidiram não usar o desempenho no exame como parte do processo seletivo.
O presidente do Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem, Reynaldo Fernandes, pediu demissão do cargo para permitir a "reestruturação do órgão".

Envolver pais e comunidade é estratégia de escolas para melhorar ensino

Amanda Cieglinski* Enviada Especial
Foz do Iguaçu (PR) - Duas escolas públicas, distantes milhares de quilômetros uma da outra, usaram estratégias bastante parecidas para melhorar a qualidade do ensino: mobilizaram os pais e a comunidade para que participassem da vida escolar dos alunos. As histórias da Escola Municipal Casa Meio Norte, de Teresina (PI), e do CEP n° 3 de Garupa (Província de Missiones), na Argentina, foram apresentadas ontem (28) durante um encontro internacional de comunicadores da América Latina, em Foz do Iguaçu (PR).
Os dois colégios se localizam em áreas pobres e periferias das cidades. No caso da escola argentina, a maior dificuldade era convencer os alunos a frequentar a escola. A região teve um crescimento populacional muito rápido e as sete escolas não foram suficientes para atender a toda a demanda. Pais e alunos tiveram que se unir para construir uma unidade. Hoje, já são 22 colégios.
"No começo, os alunos tinham que estudar em escolas distantes, mas não tinham dinheiro para a passagem, então não iam à escola. Quando conseguimos a escola na nossa comunidade, os jovens já tinham perdido o interesse pelos estudos. Achavam que a situação seria a mesma – se estudassem ou não”, contou a diretora Graciela Sommerfeld.
A escola criou diferentes oficinas – de teatro, patinação, atletismo, basquete – para que os alunos se sentissem “acolhidos”. “Isso tem muito a ver com o fato de tomar o aluno como um ser e não como um número. Isso gera um vínculo com o professor, com algum funcionário da escola, e faz com que sinta a necessidade de estar lá”, explicou Graciela.
Na Casa do Meio Norte, que se localiza na periferia de Teresina, os pais são chamados ao dever de assumir suas responsabilidades e cuidar da educação dos filhos. “Se uma mãe não matriculou o filho no início do ano, nós vamos à casa dela lembrá-la dessa obrigação. O mesmo acontece se um aluno falta, no mesmo dia vamos até a casa dele saber o que aconteceu”, exemplifica a diretora da escola, Ruthnéia Alves. “Somos conhecidas como as cangaceiras da educação. Um dia sem aula é um dia sem aprender”, afirmou.
Como o colégio se localiza em uma região muito pobre, a equipe da escola aposta no que chama da “pedagogia do amor”, para criar esse vínculo afetivo com os alunos. “A família quer ser incluída, mas é preciso apenas que a escola saiba dizer a ela que está aberta para a participação”, defendeu Ruthnéia.
Nas avaliações do Ministério da Educação, a escola piauiense, que atende 900 alunos, obteve resultados acima da média nacional. O foco do trabalho está na leitura. Segundo a diretora, cada aluno lê por mês cerca de 40 livros.
*A repórter viajou a convite do Ministério da Educação
Edição: Graça Adjuto // Matéria alterada para acréscimo de informações
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

Quais habilidades em tecnologia os professores devem ter em sala de aula?

por Carolina Stanisci
Clipping Educacional -Estadao.com Seção: Geral
Professores capacitados que usem a seu favor a tecnologia em sala de aula são requisito básico para qualquer escola moderna. Hoje, porém, não existe uma diretriz clara, no Ministério da Educação, sobre quais as habilidades específicas os educadores devem ter. Essa foi a opinião de alguns educadores presentes no primeiro dia da conferência internacional “O Impacto das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) Educação”, evento cujo objetivo é debater o uso da tecnologia em sala de aula.
“Se essas competências existem dentro do MEC, elas não foram publicadas”, diz a consultora da Unesco Maria Inês Bastos. Parte do problema ocorre porque quem dá as aulas de capacitação para professores é a Secretaria de Ensino a Distância, em parceria com universidades. São os acadêmicos das instituições de ensino superior que definem o que cada professor precisa saber – nem sempre as competências são coincidentes e não existe uma regra geral.
“Em muitos dos cursos, o que se quer é que o professor aprenda a manejar ferramentas, como ligar o computador. Isso não é suficiente para usar na educação, para transformar a educação”, afirma Maria Inês, que apresentou no evento um estudo sobre a formação de docentes para uso das TICs na América Latina e Caribe.
No futuro, isso pode acarretar dificuldades na avaliação do uso da tecnologia em sala de aula. Sem saber o que é cobrado dos professores, não é possível checar se a aprendizagem vem sendo beneficiada pelo uso das ferramentas. “A metodologia para avaliar será complexa. Seria mais fácil se as habilidades do professor fossem definidas pelo MEC.”
Para a professora da UFRGS Rosa Vicari, as competências, com a entrada da tecnologia, estão em fase de transição – tanto as exigidas dos professores como de outros profissionais. “Os currículos de Medicina estão bastante mudados. Hoje, médico tem que entender de robótica, para fazer cirurgias, e antes nada disso era necessário”, afirmou. “O que antes era interessante para ajudar o aluno a ir para a universidade ou para conseguir um trabalho, hoje não é mais.”
A discrepância entre a formação dos professores – alguns desconhecem noções básicas de computação e outros já estão mais familiarizados - também colabora para complicar uma avaliação homogênea. O programa Enlaces, do governo do Chile, foi apontado por educadores e professores como um exemplo a ser seguido sobre como pode funcionar definir uma lista de habilidades a ser cobrada dos professores.
CAPACITAÇÃO
Segundo o secretário da Educação a Distância, Carlos Bielschowsky, 340 mil professores já foram capacitados para usar ferramentas tecnológicas em sala de aula – 40 mil em cursos de 360 horas de duração e a maioria (300 mil) em cursos de informática básica e de TICs na educação, entre outros.
Fonte: http://blogs.estadao.com.br

A polêmica da palmada

LUCIANA COELHO
Clipping Educacional - DE GENEBRA
A Europa debate uma lei para proibir os pais de bater nos filhos; franceses e ingleses resistem em banir o tapa no bumbum
O Conselho da Europa lançou uma campanha para acabar com as palmadas, esquentando um debate que divide a opinião pública europeia sobre como disciplinar crianças sem afetar seu desenvolvimento psicológico e físico.
A mais proeminente entidade de monitoramento dos direitos humanos do continente quer que os países proíbam na lei qualquer tipo de castigo corporal, inclusive as palmadas no bumbum. Até agora já obteve garantias de 20 governos e promessas de outros oito de que assinarão o compromisso.
Para os defensores da medida, qualquer tipo de punição que envolva violência física degrada a dignidade da criança e viola seu direito à integridade -garantidos na Convenção dos Direitos Humanos da ONU.
"Punições corporais mandam a mensagem errada de que você pode usar violência para obter o que quer", disse à Folha por telefone Elda Moreno, do Conselho. "E fica mais difícil impedir outros tipos de violência. Onde estará o limite?"
Moreno é assessora especial para o tema da vice-secretária-geral do Conselho da Europa, Maud de Boer Buquicchio, que lançou oficialmente a campanha na última terça-feira em um debate em Estrasburgo.
No evento, foi apresentada uma petição com assinaturas dos jogadores do Real Madrid, do ex-presidente soviético Mikhail Gorbatchov, da rainha Sílvia da Suécia e da atriz italiana Claudia Cardinale.
Apesar do apoio pomposo, no entanto, a proibição ainda encontra resistência da população. Segundo Moreno, mãe de duas crianças, este é o maior freio à adesão dos governos que ainda hesitam, como o britânico e o francês.
Ela lembra ainda que na Suécia, país pioneiro em proibir por lei as palmadas, em 1980, foi necessária toda uma geração para mudar a mentalidade. "Uma pessoa confrontada com essa questão primeiro tem de questionar a forma como foi criada e depois examinar seu próprio comportamento como pai ou mãe", afirma. "Do ponto de vista psicológico, é muito difícil lidar com essas questões."
A imprensa europeia agora desperta para o tema. "A campanha está ganhando impulso", diz Moreno. No fim de semana, jornais franceses antes irônicos destacaram a questão. No Reino Unido, a cobrança em cima do governo cresce. Até recentemente, os britânicos permitiam castigo físico na escola.
Um estudo assinado pela pesquisadora de saúde comunitária Catherine Taylor, da Universidade Tulane (EUA), mostra que crianças que levam palmadas frequentes por volta dos três anos se tornam mais agressivas aos cinco. Para a pesquisa, que será publicada na revista "Pediatrics", foram ouvidas 2.500 mães e listados fatores de risco na maternidade.
Quase metade delas (46%) afirmou que não havia batido em seus filhos nenhuma vez no mês anterior, e 28% o haviam feito uma ou duas vezes. Outras 27% bateram mais e eram as que reuniam mais fatores de risco, segundo o estudo.
Em outra fase, as crianças que apanham mais manifestaram mais sinais de agressividade, como crueldade, bullying, brigar e fazer ameaças.
Para Miriam Debieux Rosa, professora de psicologia da USP, a força física não é um bom método de educação, mas há ocasiões em que a situação escapa ao controle. "Pais que nunca se descontrolam são perfeitos, o que não existe", diz.
Ela afirma que educar pela palmada é autoritário e pode gerar pessoas medrosas e submissas ou que reproduzam esse padrão de se impor pela força. "Mas transformar em lei um excesso eventual é exagero e pode criminalizar formações culturais diferentes."
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Servidores apostam em formação permanente para modernizar a máquina estatal

Carolina Stanisci
Clipping Educacional - Estadão.edu
Setor público atrai jovens dinâmicos e com foco nos resultados
Montar equipes de funcionários dinâmicos, capacitados e com foco em resultados é o sonho de qualquer empresário. Jovens com esse perfil, porém, estão procurando cada vez mais o setor público - atraídos não apenas pela velha estabilidade no emprego e por salários em alta, mas pela vocação de servir à comunidade.
Eles se dispõem a ser a elite do funcionalismo, em todos os níveis de governo. Para combater a imagem de que o candidato ao serviço público quer, no fundo, se encostar, apostam no aperfeiçoamento profissional, muitas vezes com pós-graduações no exterior, e usam termos típicos da iniciativa privada, como resultado e cliente.
Mestrando em políticas públicas em Harvard, nos Estados Unidos, o paraibano Pedro Henrique de Cristo, de 27 anos, pretende engrossar o exército dos mais de 10,1 milhões de funcionários públicos do País, segundo estimativa publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no ano passado. Com um interesse precoce pela política - leu O Príncipe, de Maquiavel, aos 11 anos -, Pedro descobriu ainda durante a graduação em Administração, na Universidade Federal da Paraíba, que tinha de arregaçar as mangas para defender o chamado bem comum.
"Tinha muita corrupção no centro acadêmico. Ninguém prestava contas para ninguém. Além disso, a cada seis meses havia greve na universidade."
Nessa época, 2006, Pedro era estagiário da prefeitura de João Pessoa. Ele e os colegas começaram a reivindicar melhorias na universidade. Fizeram tanto barulho que o prefeito Ricardo Coutinho convidou-os para uma conversa. "Ele ficou falando de como era difícil fechar as contas de água, luz, as folhas de pagamento."
Pedro sugeriu montar uma equipe só de universitários para analisar o problema das contas. O prefeito topou, com uma condição: que eles reduzissem os gastos em R$ 300 mil em três meses. "Conseguimos alcançar a meta em um mês."
Pedro conseguiu uma bolsa da Fundação Estudar para fazer o mestrado em Harvard. Quer voltar ao Brasil - e ao funcionalismo. "Já tomei a decisão, quero mudar o jogo. O Brasil está num momento importante e eu acho que não seria bom em outra área."
Guinada. Mudar o jogo, no atual estágio do setor público, significa, entre outras coisas, criar um padrão de eficiência. É a isso que se propõe Luiz Claudio Marques Campos, de 33, recém-aprovado em um concurso federal para admissão de especialistas em políticas públicas e gestão governamental.
Nascido em Passos (MG) e formado em Direito pela USP, Campos desistiu de trabalhar em um escritório de advocacia e de prestar concurso para carreiras jurídicas, como magistratura e Ministério Público, disputadas por causa dos salários e benefícios generosos. "Advoguei em escritório, mas estava infeliz. Lá, concordando ou não, eu tinha que defender empresas", diz Campos.
O advogado deu uma virada na carreira depois de se matricular num curso sobre as relações do terceiro setor com o governo, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. "Foi um choque, no bom sentido. Descobri que havia toda uma área para começar a olhar no Brasil."
Campos largou o escritório de advocacia e passou a trabalhar no terceiro setor, às vezes como voluntário. Teve passagens por diversas ONGs até perceber que, para continuar trabalhando para o público, precisava de um salário decente. A carreira que escolheu tem um piso nada desprezível, de R$ 12,4 mil. O teto chega a R$ 17,3 mil.
Wharton. Sete anos mais velho que Campos, Mateus Affonso Bandeira é funcionário do governo gaúcho desde 1993 e chegou a comandar a Secretaria de Planejamento e Gestão - hoje preside o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). Está na área há tempo suficiente para considerar perigosa a estabilidade, um dos fatores de atração da carreira pública, porque "permite a acomodação".
Graduado em Informática pela Universidade Católica de Pelotas, Bandeira já fez de tudo no funcionalismo estadual. Vindo do setor privado - trabalhava com Tecnologia da Informação -, ele começou ajudando a modernizar a rede de informática da Secretaria da Fazenda. "Fomos pioneiros na nota fiscal eletrônica. A primeira foi emitida em 2006."
De lá para cá, Bandeira diversificou suas atividades - licenciou-se do cargo para montar o setor de TI da Companhia Estadual de Energia Elétrica, depois migrou para a área de negócios da estatal. Criou até uma empresa de telecomunicações dentro da companhia. "Era um negócio totalmente novo."
Para conhecer melhor a área de negócios, Bandeira procurou capacitação fora do País. Fez MBA numa das escolas mais famosas de finanças, a americana Wharton - estar em constante capacitação é, aliás, uma característica comum aos jovens gestores públicos.
Mérito. "O serviço público anda mais atraente, e acabou interessando a gente boa também. Mas falta um sistema de incentivo maior", lamenta Bandeira. Para ele, programas de meritocracia deveriam ser a norma no setor, não a exceção. "Se a gente não premiar o mérito, acaba premiando a mediocridade."
Para vencer a mediocridade, o caminho, na maioria das vezes, é o da capacitação. Há algumas "ilhas" no setor público preocupadas com isso. Em 2009, passaram pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em Brasília, 32 mil servidores. A maioria fez cursos a distância, mas 12 mil frequentaram as aulas.
Criada em 1986, a escola ensina como montar pregões eletrônicos e peças orçamentárias. Também tem aulas que lembram as ministradas em empresas privadas - como "ser líder e gerente proativo". "Devemos fazer política de desenvolvimento permanente, porque não basta fazer um curso logo no início e depois não fazer mais nada", diz Helena Kerr do Amaral, presidente da Enap.
Alguns cursos são reconhecidos pelo MEC, como a especialização em gestão pública. Outros servem como etapas eliminatórias em concursos.
Ocupante de um cargo de confiança do Ministério da Justiça, Felipe de Paula, de 27 anos, teve de passar pela Enap ao ingressar na carreira de especialista em gestão pública.
"É um curso bem completo. Em seis meses, temos ferramentas práticas, avaliação e monitoramento de políticas públicas", conta Felipe. Graduado em Direito pela USP, ele está no governo desde 2006. "Me encantei com o trabalho. Acho que minhas características têm mais a ver com a vida pública do que com a advocacia."
Para Luiz Palma, assessor de Relações Institucionais da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), ligada ao governo paulista, o encantamento inicial durante a fase da capacitação pode desembocar em frustração.
Paradoxo. "É uma condição paradoxal que vivemos na administração pública", diz Palma. "Formamos gestores com modelos maravilhosos - competição, criatividade, rapidez. Mas, na prática, eles vão trabalhar com a rigidez do direito público, que tolhe o setor."
Essa contradição não desanima Quéren Colnago, de 19 anos, aluna do 2º ano de Administração Pública da FGV em São Paulo. De olho no setor público, Quéren trabalha na consultoria júnior da faculdade, onde tem clientes como o Ministério Público Federal e a Prefeitura de São Paulo.
Na FGV, Quéren tem lições sobre como "fazer com que o meio para alcançar o resultado seja o menos burocrático possível". "Também temos aula de psicologia, para motivar as pessoas. Deve ser difícil lidar com a bagagem de estereótipos de que servidor não trabalha."
Diretora da Escola de Administração da FGV, Maria Teresa Fleury diz que o curso de Administração Pública sofreu mudanças ao longo do tempo, incorporando técnicas da administração privada. "Antes se discutia o que era o Estado, as teorias políticas", diz. Hoje, as aulas são mais voltadas para resultados práticos.
Professor do primeiro curso de Administração Pública do País, o da Fundação Getulio Vargas do Rio, criado em 1952, Paulo Motta acha que houve equívocos na formação de servidores nesse período. "Os estudantes iam estudar grandes temas pensando que iriam liderar, virar grandes ministros."
A chefe do Departamento de Gestão Pública da FGV em São Paulo, Maria Rita Loureiro ressalta que, embora tenha adquirido traços do mundo privado e se modernizado, a administração pública sempre terá uma lógica própria. "Se na empresa, o lucro é que permite sobrevivência, no setor público, impera o interesse público."
Fonte: http://www.estadao.com.br

Ter uma "nota" incentiva as escolas a melhorarem qualidade da educação, avaliam especialistas

Karina Yamamoto*
Clipping Educacional - Em Foz do Iguaçu
O fato de ter um índice que avalie a escola pode ajudar a melhorar a qualidade da educação na instituição. Entre os estabelecimentos que tiveram maior salto no Ideb entre as edições de 2005 e 2007, a motivação primeira para a melhora foi "o próprio Ideb", contou Maria do Pilar Lacerda. "Parece óbvio", disse a secretária da Educação Básica do MEC (Ministério da Educação). Mas, segundo ela explicou, os gestores passaram a ter parâmetros para medir a situação de suas escolas -- e com isso estabelecer metas de melhoria.
Desde sua criação em 2007, a percepção sobre o indicador mudou. "Hoje há uma expectativa [de quando os resultados vão sair]", diz Pilar. Os resultados de 2009 devem ser divulgados em junho -- o Ideb é calculado a cada dois anos.
"As escolas diziam: melhoramos quando conhecemos os resultados, isso nos motivou", disse Jorge Fasce, sobre algumas instituições que apresentaram aumento nos índice das avaliações nacionais da Argentina. Coordenador da área de avaliação do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia daquele país, Fasce contou que algumas províncias de seu país preferem não abrir as "notas" das escolas enquanto outras usam justamente a divulgação para estimular mudanças. No BRasil, o MEC disponibiliza os dados de todas as escolas para o público.
Para Pilar, o fato de consolidar um indicador como o Ideb vai além das melhoras na escola. O índice, na opinião da secretária, tornou-se um instrumento de política pública. "Deixamos de ter um balizamento paroquial e clientelista e passamos a ter uma nova baliza institucional", disse. O MEC utiliza o Ideb como parâmetro para aporte de verbas e apoio pedagógico.
Qualidade da educação
Toda avaliação parte do que se quer medir e como essas habilidades e conhecimentos serão mensurados, explicou Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Inep, autarquia do MEC responsável pelo Ideb e pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). "Incluir valores, como a socialização [entre o que se quer que o aluno aprenda na escola] é um debate a ser feito", ponderou Reynaldo. Atualmente a Prova Brasil, que compõe o Ideb juntamente com a taxa de reprovação, avalia a aprendizagem de habilidades cognitivas.
Reynaldo também avalia o impacto da avaliação na condução dos projetos pedagógicos: "o índice não chega com o diagnóstico [de onde a escola acertou ou falhou]". E, se a escola entende o propósito da avaliação, esse é um momento de reflexão.
O debate "O que avaliamos quando medimos a qualidade na educação?" faz parte da programação de um encontro latino-americano, que acontece de 28 a 30 de abril em Foz do Iguaçu.
*A jornalista viajou a convite do MEC (Ministério da Educação).
Fonte: http://educacao.uol.com.br

Prêmio vai dar até R$15 mil para escola com bom desempenho

Clipping Educacional - Do JC Online
Estão abertas até o dia 14 de maio as inscrições para o Prêmio Nacional de Referência em Gestão Escolar – Ano Base 2009. Podem participar escolas públicas estaduais, municipais ou conveniadas que possuam mais de 100 alunos matriculados na educação básica. O prêmio é de R$ 15 mil.
As unidades de ensino devem enviar um dossiê com informações sobre atividades e projetos desenvolvidos nas escolas e sobre o processo de auto-avaliação. O material deve ser entregue na Secretaria da Educação do Estado para que a inscrição seja registrada nos comitês estaduais ou regionais de avaliação.
O prêmio é uma iniciativa do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
A escola classificada em primeiro lugar recebe R$ 15 mil. Também haverá outros prêmios, como viagens para os diretores. O regulamento completo da premiação está disponível no site do Consed.
Fonte: http://jc.uol.com.br

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Seis Coisas Que Vocês Não Sabem Sobre Mim...

Recebi da minha amiga Rosana, do Blog Pedacinho do Céu Saudade e Adeus a difícil tarefa de escrever seis coisas que vocês não sabem sobre mim, e apesar de difícil, vou tentar escrever algumas passagens da minha vida que acho interessantes.
1. Nasci nos anos 60, de uma típica família do interior, pai de origem italiana mão meio bugre meio espanhola, imagina o que saiu desta mistura. Fui uma criança muito levada (hoje chamam de hiperativa), e de uma teimosia voraz.
2. Adolescente nos anos 70 rompemos a barreira entre o masculino e feminino. Fui estudar no Colégio Salesiano Dom Bosco, um típico berço masculino, onde todas as garotas sonhavam estar, mas as maiorias se mantinham no Colégio assunção o hit de todas as meninas, com saia azul marinho que a maioria enrolava na cintura quando estavam fora da escola. O jeans se tornou uma peça unissex por essência, ao lado da jaqueta virou um clássico.
3. Nos anos 80 entrava para a faculdade (biologia UNESP Rio Claro), e em outra cidade, entra a vez da republica por vezes mista, período “Bicho Grilo”, Projeto Rondon, muita festa, muita viajem de carona Alpargataz.
4. Anos 90, casamento mudança prá Londres onde moramos por 1 ano, mais 6 meses de Roma e volta ao Brasil. Meu marido e eu, fomos passar um final de semana em Ubatuba acabamos ficando por 12 anos, saímos de lá com um filho de 10 anos e uma filha com 20 dias, mudamos para Piracicaba interior de São Paulo.
5. Novo milênio, nova década, nova vida, começando de novo com filha pequena e um retorno à cidade natal depois de 20 anos.
6. Hoje sou professora coordenadora, blogueira amante das mídias em geral, mãe, mulher, esposa, amante, educadora, guerreira como todas as mulheres, amo ler, estudar, tomar um bom vinho e bater um bom papo.
Regras:

1. Vocês podem eleger até seis amigos e repassarem o MEME;
2. Colocar o link dos blogs listados;
3. Avisar os amigos sobre a postagem e deixar um comentário no respectivo Blog.

Vou repassar esse Meme para os amigos abaixo:

1. http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com/ - Mary Miranda
2. http://decoracaopracoracao.com/ - Antonio M. Regly
3. http://jornalismoantenado.blogspot.com/ - Márcia Canêdo
4. http://sempre-umpoucodetudo.blogspot.com/ - José Felipe
5. http://universoelegantegookz.blogspot.com/ - K. Cruz
6. http://vidasemvoltas.blogspot.com/ - Leh ou Helena

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Dia da Educação é comemorado hoje; pedagogo defende criação de Procon específico

Clipping Educacional - da Reportagem Local
No Dia da Educação, comemorado nesta quarta-feira, especialistas que participarão do 17º Educador Congresso Internacional de Educação foram convidados para comentar a importância da data. O congresso acontece em conjunto com a 17ª Educar Feira Internacional de Educação e o 6º Educador Management Seminário de Gestão em Educação entre os dias 12 e 15 de maio, em São Paulo.
Para Júlio Cezar Furtado, pedagogo, doutor em ciências da educação pela Universidade de Havana (Cuba) e mestre em educação pela UFRJ, a data deveria servir como motivo de mobilização e reflexão. "É um dia em que se tenta sensibilizar a sociedade para a questão da educação e deveria ser assumido pelos educadores. É um dia, teoricamente, dedicado à reflexão dos educadores e das famílias, para conscientizar sobre a necessidade de se ter uma educação de qualidade e, sobretudo, deixar claro o que é uma educação de qualidade. No Dia Nacional da Educação deveríamos clamar por um 'Procon' [órgão de defesa do consumidor] específico do setor".
Nilbo Nogueira, doutor em educação pela PUC-SP e mestre em educação pela USP, pondera sobre a questão da aprendizagem e a tecnologia. "Se a metodologia não for alterada, não há milagre tecnológico que possa dar conta de todos os problemas educacionais." No 17º Educador, Nogueira apresentará em seu debate a palestra "Metodologia x Tecnologia: Questionamentos e Inovações para uma Nova Escola".
Mário Sérgio Cortella, doutor em educação pela PUC-SP, lembrou o legado deixado pelo educador Paulo Freire, cujas ideias são consideradas importantes até hoje. "Paulo Freire, falecido em 2 de maio de 1997, menos de uma semana depois do Dia Nacional da Educação, nos deixou inúmeras obras fundamentais, sendo que uma delas foi a 'Pedagogia da Esperança'; por outro lado, pouco tempo antes de nos deixar, houvera registrado algumas contundentes reflexões que foram publicadas postumamente sob o título 'Pedagogia da Indignação'. Ambas as palavras, esperança e indignação, cabem bem dentro do conceito de educação e, mais ainda, da educação escolar. Esperança ativa na construção da dignidade coletiva e indignação impaciente com qualquer ameaça à fraternidade decente."
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Alunos da rede estadual de ensino agora têm professor-mediador

Clipping Educacional - Da Agência Imprensa Oficial
Criado para que o ambiente escolar seja democrático, tolerante, pacífico e seguro, o Sistema de Proteção Escolar terá, agora, a atuação de professor-mediador. Quem exercer essa função fará a ponte entre as atividades pedagógicas e as relações interpessoais de toda a comunidade escolar. Com a atuação do professor-mediador, a expectativa é a redução de casos de violência nas escolas. Chamado de Fórum de Proteção Escolar terá início em mil das 5,3 mil escolas da rede estadual.
Nessa primeira fase do Fórum criado pela Secretaria Estadual de Educação, serão selecionados para a função até dois mil docentes pelas Diretorias de Ensino. Quem se interessou e se inscreveu para a função passará por análise de perfil em que avaliará a participação em ações e projetos relacionados à proteção escolar, co mo mediação de conflitos, justiça restaurativa, bullying, articulação comunitária, entre outros.
A prioridade são as escolas e regiões de maior vulnerabilidade onde há maior número de ocorrências registradas no Sistema Eletrônico de Registro de Ocorrências Escolares. A lista dos colégios prioritários foi publicada no Diário Oficial do Estado, de 10 de abril. Até o dia 7 de maio será divulgada a relação dos docentes e das escolas selecionadas.
A capacitação para a nova função ocorrerá a partir da segunda quinzena de maio.
Ambiente escolar – Entre as atribuições do professor-mediador estão a adoção de práticas restaurativas, mediação de potenciais conflitos, entrevistas com pais ou responsáveis dos alunos e análise de fatores de vulnerabilidade. Escolas que estão fora da lista, mas que registram problemas recorrentes de conflito ou grave indisciplina, podem solicitar a atuação de mediador à respectiva Diretoria de Ensino.
O atendimento a essas unidades escolares ocorrerá após o das prioritárias e dependerá de avaliação.
Iniciado em 2009, o Sistema de Proteção distribuiu a todas as escolas o Manual de Proteção Escolar e Promoção da Cidadania e as Normas Gerais de Conduta Escolar. Os materiais trazem normas de conduta e procedimentos que devem ser adotados pelas escolas, diante de situações de conflito, e servem de referência
para a convivência no ambiente escolar.
fonte: http://www.imesp.com.br/

Instrução Conjunta Cenp/Cogsp/CEI/DRHU, de 26-4-2010 - Sobre a reposição de aulas relativa ao período de 5 de março a 8 de abril de 2010

A Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas, os Coordenadores de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo e do Interior e o Diretor do Departamento de Recursos Humanos, visando a orientar as autoridades educacionais, professores, pais e comunidades escolar e local sobre a reposição de aulas relativa ao período de 5 de março a 8 de abril de 2010, baixam as seguintes instruções:
I – Cada unidade escolar deverá dimensionar as ausências ocorridas – número de dias e ou aulas não trabalhadas – e elaborar seu Plano de Reposição com início previsto para maio e término até ao final do mês de novembro de 2010.
II – para fins de reposição, poderão ser utilizados o contraturno, uma das semanas previstas para o período de recesso do mês de julho, os sábados e os dias em que não estejam previstas atividades regulares na unidade escolar.
III – no caso dos cursos semestrais a reposição poderá ser realizada inclusive no período de recesso do mês de julho.
IV – o docente, que se ausentou ao longo do período de 05/03 a 08/04, deverá manifestar formalmente, junto à respectiva(s) unidade(s) escolar(es), sua disposição em repor os dias e ou aulas em que não trabalhou.
V – Poderão ser elaborados, para os servidores que acompanharão as atividades de reposição de aulas dos docentes, Planos Individuais de Reposição de horas não trabalhadas no período de 5/3 a 8/4/2010.
VI – Os Planos de Reposição de horas não trabalhadas devem ser apreciadas pelo Superior imediato e submetidos à Diretoria de Ensino para posicionamento do Supervisor de Ensino e homologação pelo Dirigente Regional de Ensino e devem se restringir, exclusivamente, ao exercício das atividades/ atribuições correspondentes aos respectivos cargos/funções ou postos de trabalho.
VII – As unidades escolares, por meio do Conselho de Escola, deverão notificar, alunos e pais sobre a reposição de dias letivos e/ou de aulas, e afixar, em local visível, as datas e horários estabelecidos nos respectivos Planos de Reposição.
VIII – Caberá às Diretorias de Ensino analisar e homologar os Planos de Reposição encaminhados pelas respectivas unidades escolares, avaliando-os em sua pertinência e viabilidade e acompanharem o cumprimento das atividades neles propostas.
IX - As Coordenadorias de Ensino receberão das Diretorias de Ensino o consolidado dos Planos de Reposição e acompanharão seu efetivo cumprimento.
X – a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas e as Coordenadoras de Ensino orientarão as Diretorias de Ensino no que se fizer necessário ao cumprimento das reposições, em especial, quando o processo de reposição não puder se viabilizar nos termos do contido na presente instrução.
XI – o Departamento de Recursos Humanos orientará as Diretorias de Ensino quanto aos procedimentos para pagamento das reposições efetuadas, cabendo às Coordenadorias de Ensino, ouvida, quando necessário, a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas,decidir sobre eventuais Planos de Reposição de dias e ou aulas que, não tenham sido homologados pelas Diretorias de Ensino.
Fonte: http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/

Professores devem ser mais bem preparados para lidar com tecnologia da informação, diz especialista

Clipping Educacional - Agência Brasil
BRASÍLIA- O impacto das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) na educação e a formação dos professores para lidar com essas novas ferramentas são temas debatidos em uma conferência internacional que começou nesta terça-feira (27), em Brasília. O evento é uma parceria entre a representação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, o Escritório Regional de Educação para a América Latina e o Caribe (Orealc/Unesco Santiago), e o Ministério da Educação.
Pela manhã, os participantes do primeiro dia de debates manifestaram preocupação com a complexidade da aplicação das tecnologias da informação na educação. Para o diretor do Orealc, Jorge Sequeira, não basta comprar computadores e permitir o uso dos equipamentos em salas de aula. Também é preciso capacitar professores e integrar a comunidade, de acordo com Sequeira.
- É preciso haver o acompanhamento dos impactos nos ambientes escolares. A Unesco está comprometida em investir e fazer o acompanhamento do governo, dos alunos, dos professores e da comunidade e propor formas para preparar melhor os docentes - destacou.
O representante da Unesco no Brasil, Vicent Defourny, disse que a escola do século 21 é conectada à internet, mas, ao mesmo tempo, precisa ter o foco nas pessoas e não apenas nos meios.
- A sociedade da informação precisa ser uma sociedade do conhecimento. A escola faz parte dessa sociedade do conhecimento. O cidadão deve ser visto não só como um processador da informação, mas um contribuidor da informação - disse.
Defourny ressaltou que, no ambiente escolar, muitas vezes os alunos detêm mais conhecimento sobre as tecnologias de informação do que os próprios professores.
- Hoje de várias formas temos alunos que sabem mais do que seus professores e isso é uma oportunidade de mudança, de transformação dos alunos em contribuidores na aprendizagem - ressaltou.
A Conferência Internacional Impactos das Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação termina nesta quarta-feira (28), na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A proposta dos organizadores é que o evento ocorra anualmente.

Cobertura de banda larga chegará a 92% das escolas brasileiras em 2010, diz secretário do MEC

Lisiane Wandscheer
Clipping Educacional - Da Agência Brasil
O secretário de Educação à Distância do MEC (Ministério da Educação), Carlos Bielshowsky, disse que até o final deste ano 92% das escolas brasileiras terão acesso à internet. Ele apresentou as ações do governo brasileiro para promover o acesso à inclusão digital e a capacitação de professores na área de tecnologia durante a Conferência Internacional – O Impacto das Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação.
“Fizemos um acordo com as operadoras de banda larga e até o final do ano 92% das escolas brasileiras terão acesso à internet, isto significa a inclusão digital de cerca de 35 milhões estudantes”, afirma Bielshowsky.
Segundo o secretário, o trabalho desenvolvido pelo MEC busca a “alfabetização digital” de professores e alunos, além de estimular a autonomia dos estudantes na formação do conhecimento através dos laboratórios de informática e de promover novas estratégias pedagógicas com o uso de conteúdos digitais na sala de aula.
“Queremos tornar a sala de aula menos aborrecida, mais atraente. Até o momento, implantamos laboratórios em 42.688 instituições, mas é idiotice fazer isso sem capacitar o professor e é isto que estamos fazendo. Em 2009 capacitamos 332.184 professores e faremos mais este ano”, destaca.
fonte: http://educacao.uol.com.br

Governo de SP inscreve para estágio no Acessa Escola

Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Vagas são para alunos do 1º ou 2º anos do ensino médio da rede estadual.
Programa oferece bolsa no valor de R$ 340 mensais e auxílio-transporte.
O Acessa Escola transforma as salas de informática
de escolas estaduais em espécies de lan houses
(Foto: Divulgação)A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo abriu inscrições para o Programa Acessa Escola, que dá oportunidade de os estudantes fazerem estágio em salas de informática. Podem se candidatar alunos do 1º ou 2º anos do ensino médio da rede estadual. O programa transforma as salas de informática de escolas estaduais em espécies de lan houses, abertas durante todo o período de aulas.
O Acessa Escola prevê um contrato de estágio de no mínimo seis e máximo 12 meses, que poderá ser prorrogado apenas uma vez pelo mesmo período. Todos os estagiários serão supervisionados por assistentes técnico-pedagógicos das Diretorias de Ensino.
Eles serão responsáveis pelo atendimento aos usuários (alunos, professores e funcionários) nas salas de informática do Acessa Escola, que permanecem abertas o dia todo.
A carga horária de trabalho é de quatro horas diárias, pela manhã (8h às 12h), tarde (12h às 16h) ou noite (16h às 20h). Além de capacitação na área de informática, o programa oferece aos monitores bolsa-auxílio no valor de R$ 340 mensais e auxílio-transporte.
As inscrições devem ser feitas até as 18h do dia 10 de maio no site www.fundap.sp.gov.br, no link “estágio”. A lista das escolas com vagas para o processo seletivo também está no site. A taxa de inscrição é de R$ 12 e só pode ser paga por meio de boleto bancário, disponível para impressão no site, junto ao protocolo de inscrição (que só será confirmada após o pagamento do boleto).
Para participar do processo, o candidato deve possuir cadastro de pessoa física (CPF) próprio e ter 16 anos completos no momento da assinatura do termo de compromisso.
O processo seletivo tem por objetivo suprir a demanda de estágio existente ou formar um banco de reserva nas escolas participantes do programa. Por isso, não há número definido de vagas.
Os candidatos farão uma prova, de caráter classificatório, que avaliará seus conhecimentos em língua portuguesa, matemática, informática e conhecimentos gerais, no dia 13 de junho, nos seguintes municípios: Arujá, Atibaia, Barueri, Bragança Paulista, Cabreúva, Caieiras, Campinas, Carapicuíba, Diadema, Guarulhos, Ibiúna, Itapecerica da Serra, Itaquaquecetuba, Itu, Jacareí, Jundiaí, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Salto, Santa Isabel, Santo André, São Bernardo do Campo, São Paulo, São Roque, Socorro, Sorocaba, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.
A lista definitiva, contendo o nome dos candidatos inscritos e informações sobre os respectivos locais de prova, será divulgada a partir do dia 5 de junho no site da Fundap.
fonte: http://g1.globo.com/

terça-feira, 27 de abril de 2010

Confira os novos salários dos professores de SP

Luciana Lazarini
Clipping Educacional - do Agora
O governo publicou os novos valores dos salários-base que valem para os 405 mil servidores da Educação. Os valores serão alterados até 2012 devido à incorporação da GAM (Gratificação de Atividade de Magistério), projeto do governo estadual que agora virou lei. As tabelas foram publicadas no "Diário Oficial" do Estado no sábado.
Clique aqui e confira a tabela completa com os novos salários por cargo
Como a GAM será incorporada em três parcelas (5% por ano, começando a valer desde março deste ano), o piso mudará até o ano de 2012.
Neste ano, o novo valor traz embutidos os primeiros 5% da GAM, que, pelas novas regras, já foram incorporados. No ano que vem, o cálculo terá 10% da GAM incorporada --os da ativa, nesse caso, receberão os 5% restantes ainda como gratificação. Em 2012, por sua vez, os salários-base virão com os 15% da GAM, que, então, deixará de existir. Antes, só funcionários da ativa recebiam a GAM, de 15% sobre o salário.

Mais de seis mil novos professores vão entrar na rede estadual.

Clipping Educacional - Da Educação
A Secretaria estadual de Educação informou nesta segunda-feira que a expectativa é de que, em 2010, mais de seis mil novos docentes ingressem nas escolas estaduais do Rio.
Já foram convocados 2.762 professores do Concurso Público de 2009, nas disciplinas de Artes, Geografia, História, Física, Química, Matemática, Língua Estrangeira, Filosofia e Sociologia. Em breve, outros 3.238 aprovados serão chamados. O candidato pode acompanhar as novidades no site da SEEDUC e no portal Conexão Professor.
Segundo informações da Secretaria de Educação do Estado, além dos seis mil profissionais, outros 1.938 docentes do cadastro de reserva de 2008 já foram convocados neste ano, por lista única, para as disciplinas de Português, Educação Física, Espanhol e Inglês. Ainda segundo órgão, tamém será oferecida uma nova oportunidade para os aprovados de 2007, que poderão fazer até três opções de Coordenadorias Regionais, por meio de formulário a ser disponibilizado em breve na página eletrônica da Secretaria.
A proposta da secretaria é suprir carências ainda existentes em algumas localidades onde não há candidatos dos concursos vigentes aguardando convocação.

Período para reposição de aulas começa em maio

Clipping Educacional - Da Educação
Os critérios para reposição definidos pela Secretaria de Estado daEducação estão publicados no Diário Oficial desta terça-feira; As escolas deverão elaborar seus próprios Planos de Reposição, conforme as ausências ocorridas na unidade
A Secretaria de Estado da Educação publica hoje no Diário Oficial do Estado os critérios para reposição de aulas relativa ao período de 5 de março a 8 de abril, quando parte dos professores da rede estadual paralisou suas atividades durante manifestações sindicais.
Ficou definido que cada escola deverá dimensionar as ausências ocorridas (número de aulas ou dias não trabalhados) e elaborar seu próprio Plano de Reposição com início previsto para maio e término até o final do mês de novembro. Para fins de reposição, poderão ser utilizados o contraturno, uma das semanas previstas para o período de férias do mês de julho, os sábados e os dias em que não esteja previstas atividades regulares. No caso de cursos semestrais, a reposição poderá ser realizada no período de recesso de julho.
Os professores que se ausentaram ao longo do período de 5 de março a 8 de abril deverão manifestar formalmente, junto às respectivas unidades escolares, sua disposição em repor os dias ou aulas em que não trabalharam.
Para os servidores que acompanharão as atividades de reposição de aulas dos docentes, poderão ser elaborados Planos Individuais de Reposição de horas não trabalhadas no período de 5 de março a 8 de abril. Os Planos de Reposição de horas não trabalhadas devem ser apreciados pelo superior imediato e submetidos à respectiva Diretoria de Ensino para posicionamento do supervisor de ensino e homologação pelo Dirigente Regional de Ensino e devem se restringir, exclusivamente, ao exercício das atividades e atribuições correspondentes aos respectivos cargos e funções ou postos de trabalho.
Por meio do Conselho de Escola, as escolas deverão notificar alunos e pais sobre a reposição de dias letivos e/ou de aulas, e afixar, em local visível, as datas e os horários estabelecidos nos respectivos Planos de Reposição.
Caberá às Diretorias de Ensino analisar e homologar os Planos de Reposição encaminhados pelas respectivas unidades escolares, avaliando-os em sua pertinência e viabilidade, e acompanharem o cumprimento das atividades neles propostas. As Coordenadorias de Ensino receberão das Diretorias de Ensino os Planos de Reposição consolidados e acompanharão seu efetivo cumprimento.
O Departamento de Recursos Humanos orientará as Diretorias de Ensino quanto aos procedimentos para pagamento das reposições efetuadas, cabendo às Coordenadorias de Ensino e à Cenp decidir sobre eventuais Planos de Reposição de dias e/ou aulas que não tenham sido homologados pelas Diretorias de Ensino.

Período para reposição de aulas começa em maio

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
Escolas deverão elaborar seus planos de reposição, conforme as ausências ocorridas na unidade
A Secretaria da Educação publicou nesta terça-feira, 27, no Diário Oficial do Estado os critérios para reposição de aulas relativa ao período de 5 de março a 8 de abril, quando parte dos professores da rede estadual paralisou suas atividades durante manifestações sindicais.Ficou definido que cada escola deverá dimensionar as ausências ocorridas (número de aulas ou dias não trabalhados) e elaborar seu próprio plano de reposição com início previsto para maio e término até novembro. Para fins de reposição, poderão ser utilizados o contraturno, uma das semanas previstas para o período de férias do mês de julho, os sábados e os dias em que não esteja previstas atividades regulares. No caso de cursos semestrais, a reposição poderá ser realizada no período de recesso de julho.Os professores que se ausentaram ao longo do período de 5 de março a 8 de abril deverão manifestar formalmente, junto às respectivas unidades escolares, sua disposição em repor os dias ou aulas em que não trabalharam. Para os servidores que acompanharão as atividades de reposição de aulas dos docentes, poderão ser elaborados planos individuais de reposição de horas não trabalhadas no período de 5 de março a 8 de abril. Os planos de reposição de horas não trabalhadas devem ser apreciados pelo superior imediato e submetidos à respectiva Diretoria de Ensino para posicionamento do supervisor de ensino e homologação pelo Dirigente Regional de Ensino e devem se restringir, exclusivamente, ao exercício das atividades e atribuições correspondentes aos respectivos cargos e funções ou postos de trabalho.Por meio do Conselho de Escola, as escolas deverão notificar alunos e pais sobre a reposição de dias letivos e/ou de aulas, e afixar, em local visível, as datas e os horários estabelecidos nos respectivos planos de reposição. Caberá às Diretorias de Ensino analisar e homologar esses planos, avaliando-os em sua pertinência e viabilidade, e acompanharem o cumprimento das atividades neles propostas. As Coordenadorias de Ensino receberão das Diretorias de Ensino os planos de reposição consolidados e acompanharão seu efetivo cumprimento.O Departamento de Recursos Humanos orientará as Diretorias de Ensino quanto aos procedimentos para pagamento das reposições efetuadas, cabendo às Coordenadorias de Ensino e à Cenp decidir sobre eventuais planos de reposição de dias e/ou aulas que não tenham sido homologados pelas Diretorias de Ensino.

Confira os novos salários dos professores de SP

Clipping Educacional - Agora
O governo publicou os novos valores dos salários-base que valem para os 405 mil servidores da Educação. Os valores serão alterados até 2012 devido à incorporação da GAM (Gratificação de Atividade de Magistério), projeto do governo estadual que agora virou lei. As tabelas foram publicadas no "Diário Oficial" do Estado no sábado.Como a GAM será incorporada em três parcelas (5% por ano, começando a valer desde março deste ano), o piso mudará até o ano de 2012.Neste ano, o novo valor traz embutidos os primeiros 5% da GAM, que, pelas novas regras, já foram incorporados. No ano que vem, o cálculo terá 10% da GAM incorporada --os da ativa, nesse caso, receberão os 5% restantes ainda como gratificação. Em 2012, por sua vez, os salários-base virão com os 15% da GAM, que, então, deixará de existir. Antes, só funcionários da ativa recebiam a GAM, de 15% sobre o salário.

Violência na escola: não adianta dar bronca, diz psicóloga

Clipping Educacional - JB Online
Episódios de violência em duas escolas municipais do Rio nas últimas semanas deixaram pais e professores apreensivos. O que pode ser feito para garantir a harmonia entre estudantes e docentes depois de um caso de agressão? Segundo a professora Leila Cury Tardivo, que leciona psicologia clínica na USP (Universidade de São Paulo), o maior erro é fingir que nada aconteceu.
"O ideal é ter um espaço de discussão, mas sem tentar dar lições de moral e bronca, pois adolescente não curte isso", diz Leila. "Também é importante criar meios de o estudante poder falar de sua angústia, dor e medo para evitar esses episódios."
A falta de uma relação de confiança em que o estudante se sinta confortável para se abrir pode levar o adolescente a não denunciar atos de violência sofridos, testemunhados ou até mesmo motivar novas agressões.
Quanto aos alunos diretamente envolvidos nos episódios violentos, a especialista recomenda que sejam responsabilizados pelo que fizeram e, se possível, que reparem o dano feito ao bem público.
"O estudante precisa saber que seus atos têm conseqüências", afirma a docente da USP. "Mas o melhor é não usar punições extremas, pois eles não são criminosos."
Para os professores de instituições que foram alvo de violência, a grande dificuldade encontrada é controlar os adolescentes em momentos de agitação. A falta de uma equipe para auxiliar os docentes dentro das escolas complica ainda mais a situação.
"Não conseguimos dar aula com uma turma indisciplinada. A escola tem que ter quem faça esse papel de dar assistência ao aluno, para descobrir por que o ele está agitado ou triste", diz um professor que preferiu não se identificar e que leciona na Escola Municipal José Veríssimo, no Rocha, apedrejada por alunos no último dia 14.
A psicóloga Leila Tardivo orienta professores de instituições de ensino que sofrem com dificuldades estruturais, como a falta de profissionais e de condições adequadas em suas instalações a conversar com os alunos e responsáveis sobre os problemas. A partir do diálogo, ela propõe que sejam organizados mutirões para consertar o que for possível: "é típico da adolescência funcionar mais pela ação do que pela palavra. Então é uma boa ideia substituir o fazer destrutivo por uma ação construtiva."
Ela também recomenda que alunos, pais e educadores se unam para cobrar do poder público melhorias nas condições da escola, ao invés de entrar em conflito entre si.
Para sindicato, descaso com os alunos é uma das causas
Para o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), apesar dos esforços dos educadores, o descaso com o aluno dentro das instituições é a causa dos episódios recorrentes de violência que têm atingido escolas no Rio. Por isso, o órgão defende que as ocorrências não devam ser tratadas como casos de polícia.
"Não é um problema de bandido dentro da escola", afirma a diretora do sindicato, Edna Felix. "Um exemplo claro disso é que o maior número de casos acontece com alunos com problemas de aprendizado, que não conseguem acompanhar o ensino e se revoltam."
De acordo com o Sepe, a violência é vista nas escolas do Rio de Janeiro há bastante tempo, mas os professores e funcionários não denunciavam os casos por medo de represália. "As secretarias de educação e CREs (Coordenadorias Regionais de Educação) tentavam abafar", diz Edna.
Entretanto, nos últimos meses aumentou o número de ocorrências, que também se tornaram mais graves. A solução para esses problemas, na interpretação do Sepe, é o investimento público na educação, com o aumento do planejamento das atividades. "Existe uma série de fatores que influem. O quantitativo grande de alunos em sala é um deles", diz analisa Edna Felix.
Para sinalizar que não existe rivalidade entre educadores e a comunidade, o Sepe propôs, na Escola Municipal José Veríssimo, no Rocha, apedrejada na última semana, um ato simbólico em que professores distribuíram flores aos alunos. "Os pais dos alunos da escola estão, inclusive, passando um abaixo-assinado pedindo melhores condições", afirma.
O Sepe tem uma audiência nesta segunda-feira com a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, para discutir os problemas na rede municipal de ensino.
Fonte: http://noticias.terra.com.br

Olimpíadas do conhecimento ganham destaque no País

Priscilla Borges
Clipping Educacional - iG Brasília
Estudantes e especialistas são unânimes: estudar para estas competições ajudam a vida acadêmica e profissional
Gilvan Menegotto, Marcelo Ferreira, Clara Bicalho, Felipe Albuquerque, Rafael Ramos e Luciana Saemi Makamishi são veteranos em olimpíadas. Nas categorias em que competem, no entanto, não há disputa envolvendo forma física ou técnica adquirida pelo competidor. O que vale é o conhecimento nas mais variadas disciplinas: matemática, física, química, biologia, língua portuguesa, astronomia e astronáutica ou atualidades.
A grande recompensa para os que aderem a esta modalidade de competição é o que se aprende com tantas horas dedicadas ao estudo. E os melhores são premiados. Ganham diplomas, medalhas e até bolsas de iniciação científica.
Marcelo Caio Ramon e Barros Ferreira, de 18 anos, começou a participar de olimpíadas de matemática na 6ª série do ensino fundamental. Os professores do Colégio Militar de Brasília, onde estudava, incentivavam os alunos a encarar esses desafios. Para ele, as disputas foram fundamentais. “Me sinto mais preparado. Enfrentei a competição do vestibular e, daqui a pouco, será o mercado de trabalho.”
Para o jovem, que cursa direito na Universidade de Brasília (UnB), estudar matemática é um prazer. Com os prêmios que ganhou, se sentiu estimulado a continuar estudando o tema. Marcelo ganhou uma bolsa de iniciação científica no Departamento de Matemática da UnB por causa da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).
O futuro bacharel em direito vai passar quatro anos aprofundando os conhecimentos de matemática na UnB. Quando terminar o curso, sairá com o título de mestrado na área. “É um hobby, mas pode me ajudar a entender algumas coisas, como os conteúdos de economia”, afirma o jovem, que ganhou medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática em 2003, ouro na Obmep em 2006 e, ano passado, prata.
Além de medalhas, a participação na Obmep rendeu a Luciana Saemi Makamishi, de 18 anos, preparação para o vestibular. Ela garante que os estudos específicos da disciplina contribuíram para o bom desempenho nas provas e a aprovação no curso de medicina da UnB. “Foi um estímulo para continuar investindo em outros projetos também.”
O Colégio Militar de Brasília tem tradição nas mais variadas olimpíadas. Os professores incentivam os estudantes, desde crianças, a participar desse tipo de competição. “Acredito que muda completamente a vida do estudante. É uma forma de se avaliar e ser reconhecido nacionalmente ou quem sabe até internacionalmente”, diz o coronel Samuel Rorn Pureza, subdiretor de ensino da escola. Além disso, o coronel acredita que a proposta pedagógica se fortalece porque o professor propõe uma nova forma de olhar o conteúdo.
Os estudantes concordam com o professor. Clara Bicalho, 15 anos, participou da primeira competição na 6ª série do ensino fundamental. Hoje, disputa medalhas nas olimpíadas de matemática, física, astronomia, química e português. “Acho interessante testar meus conhecimentos em provas nacionais. O espírito de competitividade que a gente cria ajuda a acelerar o raciocínio.”
A curiosidade estimulou Felipe Albuquerque, 17 anos, a participar de olimpíadas. Bolsas de estudo também são um atrativo extra. “Acho que tudo vai me ajudar na preparação para o vestibular do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, que é difícil”, afirma. Daniel Ramos, 16, vai além. “A gente ainda se diverte com as provas.”
Descoberta de talentos
Além de estimular os estudantes a se dedicarem a temas específicos fora da sala de aula e, em geral, de maneira mais lúdica, as olimpíadas de conhecimento pretendem descobrir novos talentos. Euclydes Marega Junior, professor de física do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo e coordenador da Olimpíada Brasileira de Física (OBF), defende a experiência.
“Dentro do universo de participantes podemos perceber aqueles que gostam mais da área e motivá-los a seguir carreira científica”, diz.
O evento pode ser um aliado do professor, tornando-se parte do processo de ensino. Euclydes explica que as atividades da OBF são organizadas dentro das escolas pelos próprios professores, que recebem apoio da equipe responsável pela competição.
Por ano, a OBF atende a 250 mil estudantes brasileiros. Um número pequeno, segundo a organização. Como a olimpíada pretende ser uma atividade extracurricular, que estimule o ensino de física nas escolas, a organização vai criar uma parceria com a Obmep. Isso significa que os alunos das escolas públicas terão uma competição exclusiva também.
O projeto pretende unificar as inscrições. Assim, o aluno que participar da Obmep poderá, se quiser, participar automaticamente da Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (Obfep). A experiência piloto será feita em São Paulo, Piauí, Bahia e Goiás no mês de junho. O evento será temático: todas as questões das provas serão relacionadas à Copa do Mundo de Futebol.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

MEC suspende ingresso de alunos em pedagogia na Faculdade Sumaré

Fernanda Nogueira
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Segundo portaria, instituição oferece mais vagas que o permitido.
Faculdade tem 15 dias para apresentar defesa.
A Secretaria de Educação Superior (Sesu) instaurou processo administrativo contra a Faculdade Sumaré, que tem cinco unidades em São Paulo, por oferecer mais vagas do que o permitido para o curso de pedagogia, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (23).
A Sesu determinou, como medida cautelar, a suspensão de novos ingressos de alunos no curso, tanto por seleção como por transferência. A instituição tem 15 dias para apresentar defesa.
O diretor-superintendente da Faculdade Sumaré, Eliseu Lourenço Pereira, disse acreditar que o problema ocorreu na publicação do reconhecimento do curso de pedagogia no ano passado.
De acordo com Pereira, a faculdade já oferecia 900 vagas em pedagogia com autorização do MEC quando o curso normal superior, que tinha 400 vagas, passou a ser denominado pedagogia. A partir de então, a faculdade passou a oferecer 1.300 vagas. No entanto, o MEC reconheceu apenas 400 vagas em portaria publicada no Diário Oficial em 15 de junho.
"Pedimos retificação da portaria que autorizou o curso, porque diminuiu o número de vagas, mas ainda não tivemos resposta”, disse Pereira.
O diretor afirmou que a instituição ainda não teve acesso às informações técnicas da portaria. "Devemos receber a notificação oficial no início da próxima semana e temos uma audiência marcada para apresentar a defesa na quarta-feira", afirmou.
De acordo com o diretor, a faculdade espera resolver a situação antes da abertura do processo seletivo do segundo semestre, prevista para o final de maio.
Fonte: http://g1.globo.com

Professores devem ser mais bem preparados para lidar com tecnologia da informação, diz especialista

Clipping Educacional - Agência Brasil
BRASÍLIA- O impacto das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) na educação e a formação dos professores para lidar com essas novas ferramentas são temas debatidos em uma conferência internacional que começou nesta terça-feira (27), em Brasília. O evento é uma parceria entre a representação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, o Escritório Regional de Educação para a América Latina e o Caribe (Orealc/Unesco Santiago), e o Ministério da Educação.
Pela manhã, os participantes do primeiro dia de debates manifestaram preocupação com a complexidade da aplicação das tecnologias da informação na educação. Para o diretor do Orealc, Jorge Sequeira, não basta comprar computadores e permitir o uso dos equipamentos em salas de aula. Também é preciso capacitar professores e integrar a comunidade, de acordo com Sequeira.
- É preciso haver o acompanhamento dos impactos nos ambientes escolares. A Unesco está comprometida em investir e fazer o acompanhamento do governo, dos alunos, dos professores e da comunidade e propor formas para preparar melhor os docentes - destacou.
O representante da Unesco no Brasil, Vicent Defourny, disse que a escola do século 21 é conectada à internet, mas, ao mesmo tempo, precisa ter o foco nas pessoas e não apenas nos meios.
- A sociedade da informação precisa ser uma sociedade do conhecimento. A escola faz parte dessa sociedade do conhecimento. O cidadão deve ser visto não só como um processador da informação, mas um contribuidor da informação - disse.
Defourny ressaltou que, no ambiente escolar, muitas vezes os alunos detêm mais conhecimento sobre as tecnologias de informação do que os próprios professores.
- Hoje de várias formas temos alunos que sabem mais do que seus professores e isso é uma oportunidade de mudança, de transformação dos alunos em contribuidores na aprendizagem - ressaltou.
A Conferência Internacional Impactos das Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação termina nesta quarta-feira (28), na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A proposta dos organizadores é que o evento ocorra anualmente.
fonte: http://oglobo.globo.com/

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Baixo acesso de jovens ao ensino médio

Elaine Patrícia Cruz
Clipping Educacional - da Agência Brasil
Baixo acesso de jovens ao ensino médio contribui para a falta de pesquisadores em SP, avalia Fapesp
São Paulo - A limitação ou o baixo acesso de jovens brasileiros ao ensino médio é um dos fatores que preocupam e explicam a falta de pesquisadores em São Paulo, embora o estado seja atualmente responsável por quase a metade da pesquisa científica produzida no país. O gargalo, segundo Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), não é apenas um caso específico do estado, mas de todo país. Segundo ele, 67% dos jovens em São Paulo chegam ao ensino médio, mas a média nacional é de apenas 40%.
“O grande desafio para o Brasil é melhorar a qualidade da educação fundamental, melhorar a qualidade e a quantidade da educação média e usar mais a capacidade instalada de pesquisa nos principais centros para formar pessoal científico para o país inteiro”, afirmou ele, em entrevista à Agência Brasil.
Outros fatores que explicariam a falta de pesquisadores em São Paulo, de acordo com o diretor da Fapesp, é o pouco apoio dado pelo governo federal às atividades de pesquisa e de pós graduação. E isso acontece, segundo ele, por causa do menor número de universidades federais instaladas no estado. “São Paulo é o único estado brasileiro que não tem uma grande universidade federal”, afirmou.
“E o esforço que o governo federal dedica ao ensino superior no estado de São Paulo representa apenas 8% do total do esforço de apoio ao ensino superior federal que o governo faz no país todo. E isso é muito pouco porque São Paulo tem 21% da população brasileira”, disse.
Para o pesquisador, todos esses fatores combinados provocam a falta de pesquisadores nas universidades, nos institutos de pesquisa e nas empresas brasileiras. Um problema que pode contribuir para a perda de desenvolvimento e de competitividade do país.
Em 2008, o volume total de investimento em pesquisa em São Paulo foi de R$ 15,5 bilhões, o que representou 1,5% do Produto Interno Bruto ( PIB) do estado. Segundo ele, esse percentual vem crescendo em São Paulo e o ideal seria ser mais perto de 2,3% do PIB.
Desse total de investimentos, 63% foi feito por empresas. Quanto ao financiamento público à pesquisa produzida em São Paulo, a maior parte provém de recursos estaduais. “O recurso estadual que é destinado ao financiamento à pesquisa, em São Paulo, é quase duas vezes maior do que o recurso federal. E a principal razão para isso é o fato de haver poucas universidades federais no estado de São Paulo”, disse.
O estado de São Paulo conta atualmente com 1,2 mil pesquisadores a cada milhão de habitantes, enquanto a média brasileira é de 600 pesquisadores por milhão de habitantes. O número, quando comparado com o de outros países, é muito baixo.
O Japão, por exemplo, tem 5,5 mil pesquisadores por milhão de habitantes, enquanto a Espanha tem 2,6 mil na mesma comparação. “A quantidade de pesquisadores, a porcentagem da força de trabalho que o Brasil e São Paulo dedicam à pesquisa é pequena em comparação à de outros países. Se for pequena em relação à dos Estados Unidos ou do Japão, pode ser que não seja muito problemático. Mas é pequeno em comparação com Portugal e Espanha”, criticou.
Segundo Cruz, além de priorizar o ensino médio em seu programa educacional, o Brasil precisa usar, de forma mais eficiente, a capacidade de pesquisa disponível em cada região, valorizando os grandes centros.
“O Brasil, ao mesmo tempo que precisa desenvolver as atividades de pesquisa e de pós graduação em todas as regiões do país - porque isso é muito importante para o desenvolvimento do Brasil - também precisa usar, de maneira mais eficiente, as regiões que têm mais capacidade de formar pessoas que vão trabalhar no Brasil inteiro. Por exemplo, quando o governo federal decide que não vai fazer investimento em ensino superior federal em São Paulo, isso é algo que prejudica o Brasil e os jovens paulistas que não têm chance ou têm pouca chance de ir para uma universidade http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=73275&edt=8
Agência Brasil
Fonte: http://www.crmariocovas.sp.gov.br

Escolas da rede pública começam a receber laptops do programa Um Computador por Aluno

Amanda Cieglinski
Clipping Educacional - Agência Brasil
As 300 escolas da rede pública que vão participar do programa Um Computador por Aluno (UCA) começam a receber os laptops.
No primeiro lote serão distribuídos 33.765 máquinas para 85 escolas em dez estados até 13 de maio. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), até o final de 2010 serão entregues 150 mil computadores. As escolas participantes do programa foram escolhidas pelas secretarias estaduais de educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Cada uma delas deve definir, de acordo com seu projeto pedagógico, a forma como os computadores serão utilizados em sala de aula. Segundo o MEC, os equipamentos possuem um sistema de segurança que desativa o computador caso ele permaneça muito tempo fora da escola. O prazo de garantia das máquinas é de um ano.
Cada laptop do UCA saiu por R$ 550. O total de investimento no programa foi de R$ 82 milhões. O equipamento tem 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, bateria com autonomia mínima de três horas e peso de 1,5 quilo.
Fonte: http://e-educador.com

Bienal forma professores para levar arte a alunos

Clipping Educacional - AE - Agência Estado
Ainda faltam cinco meses para a 29.ª Bienal de São Paulo ser aberta ao público, mas um verdadeiro exército de professores já está sendo preparado para ela.
O objetivo do Projeto Educativo da exposição é dar formação para 20 mil docentes de escolas públicas e particulares e, com a ajuda deles, atingir 400 mil alunos do ensino básico.
"Este ano a parte educativa foi intensificada e os professores passaram a ser público prioritário. São os professores que preparam as crianças para vir à Bienal", afirma Stela Barbieri, curadora do Projeto Educativo. "É uma grande ação política. A Fundação Bienal se propôs a ter um Projeto Educativo permanente, pois a educação se faz a longo prazo."
Para Stela, o investimento em ações de educação é uma necessidade estratégica. "No Brasil, onde o ensino de artes ainda é deficitário, as instituições culturais acabam assumindo a função de formação do público", diz.
Os cursos em parceira com secretarias de educação de outras cidades estão sendo pensados caso a caso. Da rede estadual, 7,5 mil professores participarão de um curso a distância. Docentes de escolas estaduais, educadores de organizações não-governamentais (ONGs) e líderes comunitários também serão capacitados.
Fonte: http://e-educador.com

sábado, 24 de abril de 2010

Secretaria da Educação de São Paulo aplica exame supletivo neste domingo

Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Prova tem mais de 137 mil inscritos.
Do total, quase 7 mil farão a prova em prisões.
Mais 137 mil inscritos devem participar do exame supletivo da Secretaria da Educação de São Paulo neste domingo (25). Dentre os inscritos, 6.875 farão as provas em prisões. A avaliação será realizada pela Fundação Vunesp em 163 municípios paulistas.
O exame é direcionado a jovens e adultos que querem ter o certificado de conclusão do ensino médio. A participação é gratuita e voluntária. Os participantes devem ter 18 anos completos até o dia da prova.
O candidato pode obter informações sobre o local em que fará a prova no portal da Secretaria da Educação, usando o número do protocolo de inscrição.
O exame terá quatro provas objetivas, com 30 questões de múltipla escolha cada, e uma proposta de tema para redação. Cada prova contemplará uma área de conhecimento.
Das 8h às 10h30, acontece a prova de linguagens e códigos (língua portuguesa, inglês, artes, educação física) e redação.
Das 11h às 13h30, será realizada a prova de matemática. Das 14h30 às 16h30, acontece a prova de ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e das 17h às 19h será aplicada a prova de ciências da natureza (química, física e biologia).
O inscrito deverá comparecer ao local do exame 30 minutos antes do seu início, portando caneta esferográfica (preta ou azul) e um documento original com foto. Será considerado aprovado o candidato que obtiver 50% do total de pontos em cada prova (inclusive na redação).
Fonte: http://g1.globo.com

Gratificação da Educação virá em parcela única

Luciana Lazarini
Clipping Educacional - do Agora
Os 127 mil aposentados e 23 mil pensionistas do ensino estadual receberão, na primeira parcela da nova GAM (Gratificação por Atividade de Magistério), o pagamento acumulado a partir de março deste ano. Para os 255 mil servidores da ativa, a primeira parte da incorporação da GAM também começará a valer desde o mês de março.
A incorporação será em três etapas --5% por ano. Hoje, a GAM, de 15% do salário, só é paga para quem é da ativa.
Como a nova GAM só deverá ser paga a partir de junho (referente ao mês de maio), os aposentados também receberão a grana de março e de abril. A parcela acumulada chegará para os servidores aposentados do magistério que pararam de receber a grana extra quando deixaram de trabalhar.
Fonte: http://www.agora.uol.com.br

Procurador vê motivação eleitoral da Apeoesp

Vannildo Mendes / BRASÍLIA
Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deu parecer favorável à aplicação da multa máxima, de R$ 53,2 mil, contra o Sindicato dos Professores de São Paulo (Apeoesp) e sua presidente, Maria Izabel Noronha, por propaganda eleitoral antecipada para prejudicar o pré- candidato do PSDB à Presidência da República, o ex-governador José Serra.
Em representação à Justiça Eleitoral, o DEM e o PSDB alegaram que a direção do sindicato instrumentalizou a greve da categoria para difundir propaganda tendenciosa de partidários do PT contra Serra.
Durante a greve, deflagrada em março, os dirigentes do sindicato, conforme a representação, dirigiram ofensas ao candidato tucano e defenderam, em discursos e panfletos, que a população não votasse nele para presidente. "Serra, você não será presidente da República", avisou a sindicalista em uma das manifestações mais hostis, em frente ao Palácio dos Bandeirantes. A seguir ela indagou: "Esse senhor tem competência para ser presidente do Brasil? Não. Não. Mil vezes não!"
Público específico. Na defesa, a direção do sindicato alegou não saber, à época, que Serra era candidato e que as críticas foram dirigidas ao público específico, os professores, não aos eleitores em geral. Gurgel considerou que não procede. "Primeiro, porque o público alvo é grande e influente junto aos eleitores, além de estar situada no maior colégio eleitoral do País. Segundo, porque a manifestação ocorreu em frente ao palácio do governo, lugar de grande circulação de pessoas", afirmou. A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, afirmou ontem que "está sendo vetada, perseguida, porque não é do PSDB". "Quem deu o lado eleitoral foi o governador. Eu não sou candidata." / COLABOROU ROBERTO ALMEIDA
Fonte: http://www.estadao.com.br

Educação realiza videoconferência sobre bullying

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
Evento deve reunir pelo menos 400 profissionais da rede estadual e visa fornecer orientações para prevenir e reduzir a violência nas escolas
Nesta sexta-feira, 23, a Secretaria da Educação promove uma videoconferência sobre prevenção ao bullying para dirigentes de ensino, diretores de escola, professores-coordenadores de oficinas pedagógicas e supervisores de ensino de toda a rede estadual. A estimativa é que ao menos 400 pessoas participem.
O secretário da Educação, Paulo Renato Souza, abre o evento, que será realizado das 14 às 17 horas. "Prevenir e combater o bullying é essencial em toda a sociedade, especialmente nas escolas, já que as crianças são as principais vítimas e também autores deste tipo de agressão. Esta videoconferência está em sintonia com vários programas implantados pela Secretaria da Educação para reduzir a violência e melhorar a convivência escolar", afirma o secretário, referindo-se a programas como Escola da Família, Sistema de Proteção Escolar, Prevenção Também se Ensina e Comunidade Presente.
Entre os videoconferencistas estão ainda Maria Helena Berlinck Martins (coordenadora do programa Escola da Família), Ana Maria Stuginski (coordenadora-executiva do Escola da Família), Edison de Almeida (chefe do departamento de educação preventiva da FDE - Fundação para o Desenvolvimento da Educação), Beatriz Graeff (supervisora do Sistema de Proteção Escolar da Secretaria de Estado da Educação) e Cléo Fante (pesquisadora especialista em bullying).
Cléo explicará o que é bullying, como identificar autores e vítimas do problema, quais podem ser as consequências das agressões físicas ou verbais e, especialmente, como enfrentar a questão.
"O bullying é algo grave, especialmente no Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano, que precisa ser trabalhado e superado em sala de aula. O objetivo dessa videoconferência é orientar como os profissionais da rede estadual devem combater a violência nas escolas", afirma Maria Helena Berlinck Martins, coordenadora do Escola da Família.
Além de dicas teóricas, o caso da Escola Estadual Professora Maria Ignes Araújo Paula Santos, localizada na cidade de Piedade, será usado como exemplo de êxito no enfrentamento ao bullying. Desde o início do ano passado, a escola, que tem 700 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, desenvolve o projeto "Eu respeito, tu respeitas, nós respeitamos", que visa melhorar a convivência e o respeito entre os estudantes e, consequentemente, aprimorar a aprendizagem deles.
A ação, que hoje é estendida a toda escola, teve início com 66 alunos da recuperação paralela. "Observei que eram crianças e adolescentes com o mesmo perfil. Eles faltavam às aulas e também à recuperação porque eram discriminados pelos colegas por questões raciais, sexuais e estéticas. Estes estudantes ficavam isolados durante o recreio e não participavam de atividades em grupo, como as aulas de educação física. Por meio do projeto, eles conseguiram expressar os problemas que sofriam e começaram a se posicionar de maneira crítica, tornaram-se fortes e hoje não aceitam mais agressões dos colegas, que estão aprendendo a respeitá-los", conta Sônia Bianchini Góes Paslar, vice-diretora da unidade e idealizadora do projeto.
Como parte do projeto, em fevereiro a unidade deu início à Gincana da Cidadania. Contam pontos para a gincana, cuja premiação será realizada no final do semestre, atitudes como número de faltas, ocorrências de brigas e xingamentos, uso de uniformes, cuidado dos alunos com a sala de aula e toda a escola e rendimento escolar. Quanto menor o número de agressões entre os estudantes, por exemplo, maior a pontuação da classe. Levarão os troféus as salas com as três melhores colocações.
Com o intuito de aprimorar a interatividade entre os alunos e a alfabetização tecnológica de crianças e jovens, a escola também colocou no ar neste mês o blog www.escolamariaignes.blogspot.com. "Estamos contentes com os resultados. O número de ocorrências de agressões entre os alunos diminuiu e os estudantes que antes eram hostilizados hoje sabem se posicionar e não fogem mais da escola. Queremos que todos tenham voz e respeito uns pelos outros", diz Sônia.
fonte: http://saopaulo.sp.gov.br

Governador sanciona projeto de lei que incorpora gratificação aos salários de professores

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
Serão destinados R$ 542 milhões ao pagamento de 127 mil profissionais inativos e 23 mil pensionistas e ao pagamento de 255 mil servidores ativos;
Os profissionais ativos passarão a ter aumento na base de cálculo para outros benefícios e vantagens na carreira
O governador Alberto Goldman sancionou nesta sexta-feira (23/04) o projeto de Lei que prevê reajustes nas Escalas de Vencimentos por meio das quais são calculadas as remunerações dos integrantes do Quadro do Magistério Estadual, que inclui professores, diretores de escola, supervisores de ensino e dirigentes regionais de ensino.
Na última terça-feira (20/04), o projeto de lei elaborado pelo Governo do Estado foi aprovado em votação na Assembleia Legislativa. A medida atende a uma antiga reivindicação de todo o professorado, expressa por entidades representativas do magistério.
O reajuste nas tabelas acabará por incorporar a GAM (Gratificação de Atividade de Magistério), que hoje é paga aos servidores apenas quando em efetivo exercício, não sendo somada aos proventos quando da aposentadoria. Assim, o benefício da incorporação da GAM à tabela de vencimentos, além de aumentar o salário-base que serve de referência para o cálculo dos vencimentos e das vantagens conquistadas pelo servidor ao longo da carreira, fará com que os que estão em atividade não sofram essa redução quando da sua aposentadoria.
"Este projeto é uma importante vitória. A incorporação da GAM ao vencimento dos aposentados é uma legítima reivindicação do professorado. É mais uma ação de valorização e respeito aos profissionais da educação que tanto colaboraram para a melhoria do ensino público", afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
O reajuste absorverá toda a GAM, que de acordo com a Lei Complementar nº 977, de 06 de outubro de 2005, corresponde a 15% da remuneração do profissional do magistério e de acordo com o calendário proposto será feito em 3 etapas anuais.
A medida beneficiará 255 mil servidores ativos, 127 mil inativos e 23 mil pensionistas, totalizando 405 mil profissionais do magistério. O custo total com a proposta será de R$ 542 milhões, sendo R$ 80 milhões o custo para os ativos e R$ 462 milhões, para os inativos e pensionistas. Somente neste ano, o custo será de R$ 162 milhões.
Com essa incorporação da GAM, o Governo responde a um dos pontos centrais das reivindicações do magistério, extinguindo todas as gratificações específicas e reajustando as escalas de vencimentos. O professor, a partir de então, terá toda a remuneração calculada com referência no salário-base da categoria, continuando a fazer jus apenas à Gratificação Geral, pois esta é estendida também a outros funcionários públicos que não fazem parte do Quadro do Magistério.
fonte: http://saopaulo.sp.gov.br

Aumento da jornada beneficia aprendizagem

ZILMA DE OLIVEIRA
Clipping Educacional - ESPECIAL PARA A FOLHA
JÁ há muito conhecimento acumulado sobre como promover uma educação infantil de qualidade. O desafio de colocar tal conhecimento em ação nas políticas públicas da área está mobilizando São Paulo, município que tem a maior rede de creches e pré-escolas do país (denominadas CEIs e Emeis).
Entre os pontos que assegurariam um incremento nas práticas pedagógicas nas instituições municipais de educação infantil está a presença de um processo continuado de formação dos educadores, o apoio para a construção em cada unidade de uma programação de atividades estimulantes da aprendizagem e do desenvolvimento das crianças e uma organização dos tempos e espaços das instituições que possibilite às crianças ganhos nesse processo.
Os pontos relativos à formação continuada e à programação curricular vêm tendo encaminhamento significativo. Em relação à reorganização dos tempos e espaços, outras medidas estão sendo tomadas. O crescimento da matrícula de crianças na faixa etária de zero a três anos nos CEIs, que têm um atendimento de dez horas diárias, tem como efeito a demanda por uma permanência maior das crianças de quatro e cinco anos nas Emeis.
O aumento da jornada da Emei de quatro para seis horas diárias pode oferecer significativo apoio às crianças e suas famílias. Essa ampliação do tempo de permanência na Emei abre possibilidades para trabalhar mais as aprendizagens básicas em espaços diversificados e apropriados para a brincadeira, as refeições, as atividades, o descanso e a conversa. No novo modelo, acertadamente, a redução do número de crianças por sala já está ocorrendo.
O direito à proteção e à educação se concretizam pela adoção de políticas que impõem o esforço cotidiano da promoção das melhores condições para o desenvolvimento da criança.
ZILMA DE OLIVEIRA é pedagoga e membro do Conselho Municipal de Educação de São Paulo
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Sem medo da hora da prova

JULIANA VINES
Clipping Educacional - especial para a Gazeta
Conheça quatro escolas curitibanas com metodologias diferentes de avaliação e analise as provas do seu filho
Junto com o fim do bimestre, a temida semana de provas, comum em muitas escolas, tira o sono de qualquer aluno. Não deveria. “As avaliações são supervalorizadas. A criança ou adolescente tem de estar pronto para ser avaliado a qualquer momento. Ele não deve estudar só para tirar uma nota”, diz Sônia Maria Roncaglio, psicopedagoga professora da Faculdade Evan¬gélica do Paraná (Fepar).
Quando o objetivo do estudo é a avaliação, de alguma forma o aprendizado sai perdendo. “Eu esperava o fim do bimestre e es¬¬tudava tudo de uma vez para não correr o risco de es¬-quecer a matéria”, lembra Aman¬¬da Licheski Contini, 13 anos, aluna da 8.ªsérie do Colégio Expoente. Após mudança no método de avaliação, a menina, que não é nada fã de Matemática, melhorou muito o desempenho depois que passou a ter provas semanais da disciplina. A explicação para as notas mais altas? “Não deixo mais a matéria acumular e me acostumei a estudar.”
De acordo com Sônia, esse é o segredo. A prova, se desmistificada, pode ser um pretexto para que o aluno crie o hábito de estudar. “O objetivo é verificar se o conteúdo foi aprendido. É importante que a avaliação deixe de ser vista como um bicho-papão e passe a ser encarada como rotina.”
Na Escola Turmalina, que adota a pedagogia Waldorf como método de ensino, nunca há provas. Como o número de alunos por sala é menor, o professor, que acompanha a mesma turma durante todo o ensino fundamental, faz avaliação individual todos os dias. “Trabalhamos muito com a memória. Tudo o que é visto no dia anterior tem de ser lembrado no dia seguinte. Fazemos isso com exercícios diários”, afirma Deriana Miranda, professora e membro da coordenação pedagógica da escola.
Azul ou vermelho
Na Escola Turmalina, os alunos recebem uma ficha em que o desempenho é relatado pelos professores. Não há notas azuis ou vermelhas como na escola de Amanda. Em qualquer um dos casos, os pais não precisam esperar o boletim para saber se a criança ou adolescente está indo bem ou não.
Atividades de sala, trabalhos e até o interesse dos alunos são sinais de que os resultados serão positivos. “Há várias formas de avaliar, mas o que sustenta sempre é o conteúdo. O método é só um reflexo da forma de trabalho do professor”, afirma Ana Maria Liblik, professora e pesquisadora do Departamento de Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Quando as notas baixas aparecem, elas não precisam ser motivo de repreensão. “É um sintoma de que o conteúdo precisa ser revisto. É com isso que os pais têm de se preocupar, e não com a nota”, diz Sônia. “A escola do seu filho está revendo o que ele não aprendeu? Se ele tirou cinco, quer dizer que só entendeu metade do conteúdo. O que ele deixou de aprender?”, questiona.
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Greve de professores foi campanha anti-Serra, diz procurador-geral

SILVIO NAVARRO
Clipping Educacional - do Painel
Parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral enviado hoje ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) referenda as denúncias feitas por PSDB e DEM de que a greve organizada pelo sindicato dos professores da rede estadual de São Paulo, em março, teve caráter de "propaganda eleitoral antecipada negativa" contra o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra.
PSDB e DEM pedem para TSE multar Apeoesp por pregar "não-voto"
PSDB vai processar sindicato dos professores de SP por uso de estrutura sindical em campanha
Após ação do PSDB, sindicalista diz que Serra não saberá governar o país
"Se Serra é PSDB, por que não posso ser PT?", diz presidente da Apeoesp
"Ao promoverem e financiarem as aludidas manifestações, realizaram uma organizada campanha eleitoral antecipada negativa contra o pré-candidato à Presidência", diz o documento, que leva a assinatura do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
"Greve explicitou fragilidade da educação em SP", diz Apeoesp
Presidente da Apeoesp defende greve e diz que fim do protesto daria vitória a Serra
O texto recomenda ao tribunal a aplicação de multa "no valor máximo" pela "gravidade da conduta" da Apeoesp e sua dirigente, Maria Izabel Azevedo Noronha.
O eixo do parecer é que os discursos e faixas utilizados no protesto não fizeram referência à gestão da administração estadual, e sim "à suposta inaptidão de Serra em ocupar o cargo de presidente". Diz ainda que a categoria (professores) é "extremamente influente" aos eleitores.
A procuradoria também rebate a defesa do sindicato, segundo quem o tucano ainda não era oficialmente candidato à época das manifestações --a candidatura de Serra foi lançada no último dia 10. "Já era veiculado em toda a mídia nacional que José Serra era candidato à Presidência pelo PSDB."

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Professor terá gratificação na aposentadoria

Livia Wachowiak Junqueira e Luciana Lazarini
Clipping Educacional - do Agora
Os deputados estaduais aprovaram ontem o projeto de lei que irá incorporar a GAM (Gratificação por Atividade de Magistério) no salário de 405 mil professores da rede estadual, incluindo ativos, inativos e pensionistas. Agora, o projeto, que é de autoria do próprio governo, precisa da aprovação do governador Alberto Goldman (PSDB).
Para os aposentados, o projeto atinge 127.938 inativos e 23 mil pensionistas, que perderam a GAM quando deixaram de trabalhar. Porém, eles vão esperar até 2012 para ter a incorporação integral.
A gratificação será dividida em 5% neste ano, mais 5% em março do ano que vem. O restante será em 2012
fonte: http://www.agora.uol.com.br

Professor ruim reprime potencial de bom aluno, mostra estudo

Clipping Educacional - estadao.com.br
Teste que controla para a variação genética entre estudantes destaca papel do professor
Um professor ruim pode impedir que uma criança atinja seu pleno potencial. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Universidade Estadual da Flórida e publicado na edição desta semana da revista Science e que, segundo os autores, pode pôr fim ao debate sobre qual a influência predominante na educação, a qualidade do ensino ou a genética do aluno.
"Quando as crianças recebem uma instrução melhor, elas tendem a se desenvolver em sua trajetória ótima", disse a psicóloga Jeanette Taylor, principal autora do trabalho. "Quando a instrução é menos eficiente, o potencial não é otimizado e as diferenças genéticas não se manifestam".
A psicóloga e seus colegas analisaram os impactos do potencial genético e da qualidade do ensino a partir do desempenho de pares de gêmeos fraternos e univitelinos. Os univitelinos têm a mesma constituição genética e os fraternos, em média, partilham apenas metade dos genes.
Os pesquisadores analisaram 280 pares de gêmeos univitelinos e 526 de fraternos, no primeiro e segundo ano de escolas de diversos ambientes sociais.
Usando as notas dos testes de fluência oral dos gêmeos, que avalia a capacidade de leitura, estimaram quanto da variação na capacidade de leitura era causada por fatores genéticos. Em seguida, usaram a nota média dos demais estudantes da classe para fazer um índice da qualidade dos professores.
O resultado foi de que o potencial genético estimado dos estudantes só era atingido quando o índice de qualidade do professor também é alto.
"Quando a qualidade do professor é muito baixa, a variação genética é reprimida, enquanto que, quando a qualidade é muito alta, a variação genética floresce".
Os autores destacam que outros fatores, como colegas de classe e os recursos físicos da escola também podem influenciar o resultado, mas que ignorar o impacto da qualidade do professor em favor de outros fatores seria "uma oportunidade perdida".
fonte: http://www.estadao.com.br/

Salários na educação paulista

Paulo Renato Souza
Clipping Educacional - Educação do Estado de São Paulo
É preciso considerar a bonificação por resultados e a política de valorização pelo mérito na remuneração dos professores de São Paulo
Matéria publicada nesta Folha no dia 1º deste mês compara as remunerações iniciais dos professores nos Estados brasileiros. A manchete dizia que São Paulo caiu quatro posições nesse ranking, estando agora na 13ª posição.
A propósito, é oportuno lembrar que a remuneração inicial de um professor com nível superior para 40 horas semanais em São Paulo é de R$ 1.835, o que é 80% superior ao piso nacional de salários, fixado pelo governo do presidente Lula.
Algum observador mais superficial poderia estranhar que o Estado mais rico da federação não tenha um salário inicial maior do que Estados supostamente mais pobres. Os salários do setor público são dependentes das disponibilidades orçamentárias, e suas responsabilidades de prestação de serviços se relacionam ao tamanho de sua população.
Assim, o importante não é a relação dos salários com a arrecadação total dos Estados, mas com a arrecadação por habitante. Pode ser surpreendente para o leitor saber que São Paulo é o Estado com o quarto menor valor de arrecadação per capita do país, incluindo impostos e transferências.
Dessa forma, o Estado de Roraima, apontado como o de maior salário inicial para professores, é também o de maior arrecadação por habitante entre todos os Estados, quase seis vezes superior à de São Paulo.
Isso porque São Paulo contribui com mais de 40% das receitas federais, mas as transferências federais que recebe via Fundo de Participação dos Estados são insignificantes, ao contrário do que acontece nos Estados do Norte.
Além disso, no caso dos ex-territórios, o volume relativo dos aposentados é pequeno, pois os encargos antigos ficaram por conta da União. Essa análise mostra a superficialidade de quem ignora tal realidade e o engano que pode produzir na opinião pública.
Qualquer comparação entre unidades da federação que considere apenas as remunerações iniciais deixa de lado componentes que respondem a políticas de valorização do magistério baseadas no mérito e na qualidade do ensino, como ocorre em São Paulo.
Assim, na remuneração dos professores paulistas, é preciso considerar a bonificação por resultados e a política de valorização pelo mérito. Trata-se de muito dinheiro que vai para o bolso dos professores e é ignorado nas análises sindicais simplistas.
O Estado pagou como bônus neste ano um total de R$ 591 milhões para 177 mil professores, segundo a evolução do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo) de cada escola, que leva em conta a avaliação dos alunos e o fluxo escolar.
O valor significa 11% da folha anual de salários pagos a 80% do pessoal ativo do quadro do magistério. O bônus beneficia a todos os integrantes da equipe escolar, incluindo os professores em início de carreira -o que invalida as comparações de remunerações iniciais que não levem em conta esse componente.
Em paralelo, a política de valorização pelo mérito acaba de proporcionar um aumento de 25% a mais de 44 mil integrantes do quadro do magistério. Esse avanço na carreira depende da assiduidade, do tempo de permanência na mesma escola e da nota obtida em exame de promoção.
A cada ano -e todos os anos-, 20% do magistério será promovido. Como captar esse enorme benefício na carreira e nos salários comparando apenas as remunerações iniciais? A matéria relaciona apenas superficialmente os dados salariais com as responsabilidades do Estado na cobertura de suas redes de ensino público, ao destacar que São Paulo tem o segundo maior salário entre os que possuem redes com mais alunos.
Isso é muito pouco para caracterizar as responsabilidades de São Paulo na educação pública, muito superiores às dos demais.
No ensino fundamental, o Estado tem a mais alta proporção de matrícula pública, com 53% do total, muito distante dos Estados do Nordeste -alguns dos quais têm salários mais altos que São Paulo-, onde quase 80% das matrículas são em escolas municipais. No ensino médio, nossa taxa líquida de matrículas já beira os 70%, mais de dez pontos acima do segundo colocado.
Consciente de seu papel de liderança na política educacional do país, o Estado de São Paulo vem desenvolvendo clara política de respeito e valorização de seu magistério, com ações direcionadas ao apoio ao trabalho em sala de aula, em estímulo a seu aperfeiçoamento e à retribuição justa pelo seu esforço e dedicação aos seus alunos.
fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/