sábado, 31 de outubro de 2009

Portaria CENP, de 29-10-2009 - Estabelece normas destinadas à realização do Exame Supletivo

Estabelece normas destinadas à realização do Exame Supletivo, no nível de conclusão do Ensino Médio, no exercício de 2009.Clipping Educacional – Da Educação

A Coordenadora da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas, no exercício de suas atribuições, e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.394, de 20-12-1996, em seus artigos 37 e 38 e Res. SE nº 116, de 22-10-2001, expede a presente portaria regulamentando a realização dos Exames Supletivos/ 2009 - Ensino Médio:
Das Disposições Gerais
Art. 1º - Fica estabelecida, na forma desta Portaria, a sistemática para a realização do Exame Supletivo, no nível de conclusão do Ensino Médio, no exercício de 2009, como procedimento de avaliação para aferição de competências e habilidades de Jovens e Adultos, adquiridas nos processos escolar ou nos processos formativos e a todos os cidadãos que não tiveram oportunidade de conclusão de sua escolaridade, nesse nível de ensino, na idade própria.
Art. 2º - a participação no Exame Supletivo/ 2009 é de caráter voluntário, e se destina àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino médio na idade própria, a ele podendo submeter-se, mediante inscrição, nas áreas de conhecimento que integram o Ensino Médio.
Parágrafo único - Todos os jovens e adultos que já tenham realizado o Encceja e/ou Exames Supletivos em anos anteriores e que eliminaram áreas de conhecimento, mas ainda não concluíram o ensino médio, poderão inscrever-se novamente no Exame Supletivo/2009, para eliminação da área desejada, no nível de conclusão do Ensino Médio.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br

Resolução SE - 78, de 30-10-2009 - Dispõe sobre a concessão de gratificação pela prestação de serviço extraordinário, para a correção de provas realizadas pelos alunos, em 2009, no SARESP

Clipping Educacional - Da Educação
Dispõe sobre a concessão de gratificação pela prestação de serviço extraordinário, para a correção de provas realizadas pelos alunos, em 2009, no SARESP - Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo
O Secretário da Educação, com fundamento no Decreto nº 52.218, de 3 de outubro de 2007, e à vista da autorização do Secretário de Gestão Pública, e, ainda, considerando que: o SARESP - Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo - se constitui em processo de avaliação externa de sistema;
além das provas objetivas aplicadas aos alunos, existem provas de redação para a 4ªs, 6ªs e 8ªs séries do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio, e provas com questões abertas e respostas dissertativas para a 2ª série do Ensino Fundamental, respectivamente, em Matemática e Língua Portuguesa; o processo de correção das provas não objetivas envolve análise detalhada e utilização de critérios unificados com procedimentos específicos, exigindo um grande número de profissionais com experiência no desenvolvimento dessa atividade, tanto pela sua natureza como pela sua quantidade(universo dos alunos da rede estadual das séries avaliadas); a escola deve manter as atividades regulares nas salas de aula, até o final do ano letivo, não interrompendo o processo educativo docente/discente a ser desenvolvido nas classes e tampouco as atividades extraclasses que todos os professores devem cumprir como parte da rotina de final de ano em todas as unidades (correção de avaliações bimestrais internas, preparo e finalização de documentos para conselhos de classe/série, registros para o sistema informatizado de avaliação e freqüência, entre outros), resolve:
Artigo 1º - Aos professores do Ensino Fundamental e Médio, em regência nas Unidades Escolares da rede estadual das Diretorias de Ensino, poderá ser concedida, em caráter excepcional, no ano de 2009, gratificação pela prestação de serviço extraordinário, para correção das provas de redação das 4ªs, 6ªs e 8ªs séries do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio (uma prova de redação por aluno), e das provas com questões abertas e dissertativas da 2ª série do Ensino Fundamental (duas provas por aluno, sendo uma de Matemática e outra de Língua Portuguesa), realizadas no SARESP/2009, pelos alunos da rede estadual.

Resolução SE - 77, de 30-10-2009 - Estabelece normas para o atendimento à demanda escolar do Ensino Médio

Clipping Educacional - Da Educação
Estabelece normas para o atendimento à demanda escolar do Ensino Médio, para o ano de 2010, nas escolas da rede estadual, e dá providências correlatas.
O Secretário da Educação, considerando: o esforço empreendido pelo Governo do Estado para assegurar a progressiva universalização do ensino médio gratuito, conforme o disposto no inciso II do artigo 208 da Constituição Federal; a necessidade de se estabelecerem diretrizes e procedimentos que garantam o adequado atendimento à demanda do ensino médio resolvem:
Artigo 1º - No processo de atendimento à demanda do ensino médio, inclusive na modalidade de educação de jovens e adultos, para o ano de 2010, as autoridades educacionais deverão contemplar:
I - alunos concluintes do ensino fundamental da própria escola;
II - alunos concluintes do ensino fundamental de escolas públicas, preferencialmente na mesma área de abrangência de sua residência; e
III - demais candidatos ao ingresso em qualquer série do ensino médio, inclusive na modalidade de educação de jovens e adultos, observada a legislação em vigor.
Artigo 2º - As inscrições de candidatos ao ensino médio e a efetivação das matrículas nas escolas estaduais serão realizadas exclusivamente por meio do Sistema de Cadastro de Alunos da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, conforme a seguinte ordem de procedimentos:
I - consulta ao aluno concluinte do ensino fundamental em escola pública, sobre o interesse em cursar o ensino médio, em 2010, na rede estadual, procedendo à digitação no Sistema de Cadastro de Alunos da Secretaria de Estado da Educação;
II - cadastramento e digitação, no Sistema de Cadastro de Alunos, de candidatos que não freqüentaram escola pública em 2009 e demais candidatos que pretendam retomar os estudos em 2010, demandantes de vaga em qualquer série do ensino médio, inclusive na modalidade de educação de jovens e adultos;
III - definição, no Sistema de Cadastro de Alunos, dos concluintes do ensino fundamental de escolas públicas que confirmarem o interesse na matrícula em escola estadual de ensino médio;
IV - compatibilização entre a demanda e as vagas disponíveis;
V - efetivação da matrícula, no Sistema de Cadastro de Alunos, dos candidatos inscritos e dos alunos do ensino médio em continuidade de estudos;
VI - divulgação dos resultados para a comunidade escolar, afixando a listagem desses candidatos nas escolas receptoras da matrícula, nas escolas de origem e nos postos para aqueles inscritos conforme o disposto no inciso II deste artigo; e
VII - confirmação da matrícula no ensino médio, na escola de destino, pelo aluno ou responsável por ele.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

MEC quer investir recurso extra na formação de professor

Clipping Educacional - AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - A formação de professores deve ser o foco do investimento do Ministério da Educação (MEC) a ser feito com o recurso extra liberado pelo fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU). A previsão do MEC é de que sejam cerca de R$ 9 bilhões a mais a partir de 2011. Segundo a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, o objetivo será melhorar a qualidade do ensino por meio da formação. "Não podemos perder de vista o direito de aprender do cidadão, que vem com o investimento na garantia da qualidade", afirma.
O plenário do Senado aprovou, após seis anos de tramitação no Congresso, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba progressivamente com a DRU - mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda arrecadação sem justificar no projeto de orçamento o destino dos recursos - na educação. O setor era afetado pela DRU pois a Constituição determina que 18% da arrecadação com tributos federais deve ser destinada à área. O MEC estima que a educação tenha perdido, desde 1996, quando a DRU foi instituída, cerca de R$ 100 bilhões.
A pasta pretende focar os investimentos na formação básica e continuada dos professores e garantir melhorias nas estruturas dos estabelecimentos de ensino. "Com mais recursos teremos mais possibilidades", afirma a secretária. Em relação aos investimentos no plano de carreira dos professores, Maria do Pilar afirma que o MEC já vinha tomando providências antes da aprovação da verba. "Já tínhamos tomado duas medidas: a aprovação do piso nacional dos professores e as diretrizes para a carreira do professor." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: http://www.estadao.com.br/

Serra zera orçamento de SP para investimentos em educação

Suzana Vier
Clipping Educacional - Revista Brasil Atual (29.10.2009)
Contando com recursos federais para obras em 2010, proposta de orçamento estadual não destina verbas para a área
Saúde, habitação e saneamento também sofrem cortes A proposta orçamentária para o estado de São Paulo em 2010 prevê um corte de 35% dos investimentos do governo na área de saúde e redução total em educação. Nessas duas áreas, o orçamento para reformas e construções vai contar com reforços previstos no orçamento da União.
Estudo realizado pela Liderança do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo a partir do orçamento apresentado pelo governo do estado para 2010 demonstra que também haverá cortes em áreas de impacto social, como segurança e administração penitenciária. O trabalho observa uma projeção de expansão menor do PIB do estado em relação ao do país.
“O presidente do Bradesco fala em crescimento de 5,7% ou 6% (do PIB nacional) para o ano que vem. O orçamento de São Paulo projeta um crescimento de apenas 3,5%”, o líder da bancada petista na Casa, deputado Rui Falcão.
Na saúde, o investimento global cairá mais de 10%. Em 2009, o orçamento foi de R$ 507 milhões, já o previsto para 2010 será de R$ 449 milhões. Desse total, R$ 306,5 milhões, 68%, virão investidos do governo federal. “Obras como construção ou ampliação de hospitais, compra de equipamentos e de materiais permanentes ficarão comprometidas sem o aporte estadual”, constata o deputado Adriano Diogo.
Em educação, a situação é um pouco pior porque não há previsão de investimentos com recursos do estado na área. Só haverá recursos do governo federal. “Da forma como o Serra apresentou o orçamento para o ano que vem, as escolas de São Paulo vão poder contar com R$ 500 milhões de origem federal, mais nada”, alerta.
A administração penitenciária sofreu um corte de R$ 194,3 milhões, que representa 55% a menos de verbas estaduais. Mas vai contar com R$ 77 milhões federais.
O Centro Paula Souza, responsável pelo ensino técnico no estado vai amargar 50% a menos de investimentos. “É gravíssimo um corte na área educacional”, lamenta o deputado Marcos Martins.

Cortando na carne
A projeção para 2010 também mostra que o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) além de não ter investimentos vai perder R$ 990 milhões, a Polícia Civil vai ter menos R$ 20 milhões de custeio, a Secretaria de Habitação menos R$ 60 milhões, a Cetesb menos R$ 65,6 milhões, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) menos 47 milhões. Custeio é a verba destinada a materiais de consumo, contratação de terceiros e compras para fazer a administração pública funcionar.
O pagamento de dívidas também vai sofrer retração com 4,5% a menos disponível em 2010.
De acordo com análise de Falcão, os municípios também não vão passar ilesos com o corte nas verbas para transporte escolar de alunos da educação básica, estradas vicinais, planos de desenvolvimento sustentável, instalações da Polícia Civil. A implantação de equipamentos sociais tem previsão de receber verba de R$ 10. “É cada vez maior a transferência de responsabilidade do estado para os municípios”, denuncia Falcão.
As empresas estatais Sabesp, CDHU e o porto de São Sebastião vão sair perdendo no próximo ano. Mas, o mais grave para os deputados, é a redução de 38% na urbanização de favelas, de 38,4% no tratamento de esgotos coletados e de 10,6% na coleta de esgotos.

Dependência financeira
Cada vez mais recursos federais e empréstimos financiam os investimentos em São Paulo. Enquanto caiu a participação dos recursos estaduais e de concessões, a participação de recursos federais aumentou 84,9%. Empréstimos também cresceram 52,5% . “Tudo isso significa que o orçamento de São Paulo depende cada vez mais de empréstimos e do governo federal. Isso aponta uma dificuldade do estado em investir”, aponta Falcão.
Um balanço dos gastos de publicidade do governo estadual nos últimos anos, sem incluir as empresas estatais, demonstra que o governador José Serra gasta 400% a mais em publicidade que o antecessor do mesmo partido (PSDB), Geraldo Alckmin. “Alckmin no último ano de governo gastou R$ 38,2 milhões em propaganda, já o Serra esse ano gastou mais de R$ 200 milhões”, destaca Diogo.
Recursos para passagens e despesas com locomoção (25%) e serviços de assessoria (12%) também terão orçamento maior.
Cabe agora aos deputados estaduais apresentarem emendas ao orçamento estadual para tentar corrigir as distorções. “Vamos propor emendas, mas depende do plenário aprová-las”, encerra Falcão.
Fonte: http://e-educador.com/

Empresa de embalagens lança portal de educação ambiental

Clipping Educacional - Agência Estado (Agência Envolverde)
A empresa de embalagens Tetra Pak está preparando o lançamento do Portal de Educação Ambiental, espaço interativo sobre boas práticas de sustentabilidade. "Nosso principal objetivo é oferecer aos alunos e professores a oportunidade de ampliarem seus conhecimentos sobre os problemas e soluções envolvidos na questão do resíduo sólido urbano", explica Fernando von Zuben, diretor de Meio Ambiente da empresa.
Entre as novidades, o portal traz uma área exclusiva para professores, com orientações detalhadas e dicas de como colocar a teoria em prática na sala de aula. Já na área do aluno, além de informações sobre reciclagem e coleta seletiva, são apresentados vídeos e fotos com detalhes dos processos, e os jovens também podem testar o aprendizado nos jogos interativos.
O Portal de Educação Ambiental é a segunda incursão da empresa na Internet, com foco em sustentabilidade. Em 2008, ela lançou o site Rota da Reciclagem, iniciativa inédita na Internet brasileira: o primeiro buscador específico de pontos de coleta seletiva e reciclagem de embalagens longa vida (caixas de leite, sucos, molhos de tomate e outros alimentos). A Iniciativa já rendeu, desde seu lançamento, mais de 160 mil visitantes e mais de 215 mil buscas por pontos de coleta seletiva.
Rota da Reciclagem: www.rotadareciclagem.com.br
Portal de Educação Ambiental: www.culturaambientalnasescolas.com.br


Servidor público de SP poderá ser atendido em 1.200 consultorios particulares no estado

Clipping Educacional - Diário de S.Paulo
SÃO PAULO - Os 1,3 milhão de usuários do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) poderão ser atendidos agora também por 1.200 médicos particulares em todo o estado. A novidade foi divulgada nesta quarta pelo governador José Serra, que também anunciou a distribuição de novas carteirinhas individuais e de um manual.
Até agora, os servidores só podiam ser atendidos nos hospitais credenciados. Hoje, além de essa rede aumentar de 82 para 121 unidades, eles também poderão passar em consultas nos 1.200 médicos credenciados. Com essa ampliação, os pacientes poderão ligar direto para o médico e agendar o atendimento. Como a rede era formada apenas por hospitais, se o servidor quisesse passar em consulta tinha que pedir a emissão de guias de atendimento.
Pela primeira vez, os servidores estaduais e seus parentes terão em mãos um guia do usuário, composto por um manual de orientação e outro com coberturas e serviços oferecidos na rede. O objetivo destes manuais, afirmou Serra, é dar opções aos usuários de escolher seu médico além de orientá-los.
O guia, que até então não existia, terá informações sobre coberturas e serviços médicos oferecidos nos 171 municípios. A meta, afirmou o governador, é ampliar o atendimento aos servidores de 198 municípios até o ano que vem.
Entre as mudanças está a criação de uma central de exames. Em novembro entrará em funcionamento a nova central de atendimento, com capacidade para receber 250 mil ligações por mês.
As novas carteirinhas serão entregues a partir de novembro. Outra mudança é que os usuários não precisarão apresentar o holerite para serem atendidos. Quem não receber a credencial, poderá utilizar o modelo antigo até 31 de março.
O governador explicou que estas mudanças fazem parte da recuperação do Iamspe. "Já investimos R$ 130 mil, dos R$ 250 mil destinados a entidade."
O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) pretende investir R$ 34 milhões em reformas das suas instalações e na compra de equipamentos até o final de 2010. Segundo o governador José Serra, a intenção é melhorar o atendimento e modernizar os serviços oferecidos aos seus usuários.
Ontem, o governador visitou a nova ala de radiologia. Foi entregue até agora a primeira fase da reforma.
Serão R$ 14,7 milhões destinados às obras, sendo que R$ 4,6 milhões serão investidos ainda este ano e outros R$ 10,1 milhões no ano que vem.
Entre as mudanças programadas estão as reformas no ambulatório e na cozinha do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), além de adequação do espaço na radioterapia para instalação de aparelho acelerador linear.
Fonte: http://oglobo.globo.com/

Resolução SE - 76, de 29-10-2009 - Dispõe sobre procedimento para o registro de transferência de alunos

Dispõe sobre procedimento para o registro de transferência de alunos das escolas estaduais no Sistema de Cadastro de Alunos da Secretaria de Estado da Educação
O Secretário de Estado da Educação considerando: a necessidade de uniformizar os procedimentos relativos aos registros de transferência de alunos nas escolas estaduais; que o avanço da tecnologia da informação permite a identificação da matrícula do estudante no ano letivo, escola e nível de ensino série/ano em que está matriculado, facilitando o processo e tornando-o mais transparente e ágil; que por meio do RA - Registro do Aluno atribuído pelo Sistema de Cadastro Alunos é possível identificar devidamente o estudante, bem como as respectivas notas e os percentuais de frequência em cada componente curricular, registrados no Sistema de Avaliação e Freqüência/Boletim Escolar, de alunos da rede estadual, matriculados nos ensinos fundamental e médio, inclusive na modalidade de educação de jovens e adultos presencial, resolve,
Artigo 1º - O registro de transferência de alunos da rede pública estadual, no Sistema de Cadastro de Alunos da Secretaria de Estado da Educação, obedecerá ao disposto na presente resolução.
Artigo 2º - A solicitação de transferência, dirigida ao diretor da escola de origem, pelo próprio aluno ou pelo responsável quando menor, deverá ser obrigatoriamente registrada por essa escola, em opção específica disponibilizada pelo Sistema referido no artigo anterior, indicando um dos motivos:
I - mudança de residência;
II - horário mais compatível à necessidade do aluno trabalhador;
III - proximidade do local de trabalho de um dos pais ou responsáveis;
IV - melhor ajustamento escolar;
V - mudança para outro estado da federação ou outro país;
VI - vaga disponibilizada em outra escola pública mais próxima da residência do aluno;
VII - transferência para escola da rede particular.
Artigo 3º - O pedido de transferência para outra unidade será deferido pelo Diretor da escola de origem no decorrer do ano, independente de época.
Parágrafo único - Os pedidos de mudança de turma/classe ou turno na mesma escola serão considerados, para todos os efeitos, como remanejamento do aluno na própria escola, devendo ser registrado no Sistema de Cadastro de Alunos da SEE como situação de aluno remanejado.
Artigo 4º - Uma vez registrada a solicitação de transferência pela escola de origem, será emitido automaticamente pelo
Sistema de Cadastro de Alunos da SEE um comprovante com os seguintes dados:
I - nome completo do aluno, RA e data de nascimento;
II - nome da mãe;
III - data de entrada do pedido de transferência;
IV - data em que estará disponível a documentação escolar a ser entregue na escola de destino (prazo máximo de 15 dias);
V - nível/modalidade de ensino bem como a série/ano/termo em que o aluno tem direito à matrícula.
Artigo 5º - No prazo máximo estabelecido, a escola de origem expedirá o histórico escolar do aluno, em impresso próprio, contendo no mínimo as seguintes informações: I - identificação do aluno: nome completo do aluno, data de nascimento, nome completo da mãe, número completo do RA e do RG no caso do estudante já possuir o documento civil;
II - identificação do nível/modalidade de ensino bem como da respectiva série/ano que frequenta;
III - nome e endereço completo da unidade escolar, com a indicação do órgão regional de ensino a que está subordinada;
IV - indicação do ato legal que autorizou o funcionamento da escola;
V - componentes curriculares estudados em cada série/ano ou período letivo, especificando para cada um deles a nota/ menção e faltas.
Artigo 6º - Na impossibilidade do pedido de transferência ser formulado na escola de origem pelo pai ou responsável ou pelo próprio estudante maior de idade, caberá à escola de destino e à respectiva Diretoria de Ensino comunicar à escola de origem ou à Diretoria a que está subordinada, sobre o pedido de transferência, de forma a agilizar a baixa por transferência no Sistema de Cadastro de Alunos e a expedição da documentação da vida escolar, mediante as seguintes informações: número completo do RA do estudante, nome completo do aluno, data de nascimento e nome da mãe, dados imprescindíveis para evitar equívocos no lançamento da baixa, em razão de homônimos.
Artigo 7º - A efetivação da matrícula recebida por transferência, pela escola de destino, no Sistema de Cadastro de Alunos, será realizada imediatamente após o lançamento da baixa por transferência pela escola de origem.
Parágrafo único - Para que não haja prejuízo nas atividades pedagógicas, fica assegurada a frequência do aluno na escola de destino enquanto se aguarda a expedição, pela escola de origem, da documentação pertinente - histórico escolar e baixa por transferência.
Artigo 8º - Na impossibilidade de atendimento imediato, por falta de vaga, a escola de destino deverá efetuar o registro da solicitação em opção específica no Sistema de Cadastro de Alunos, para atendimento quando houver disponibilidade de vaga.
Parágrafo único - Quando necessário, a escola deverá orientar o interessado a buscar junto ao órgão regional de ensino outras alternativas em escolas da região.
Artigo 9º - No caso de alunos que não possam apresentar a documentação escolar, e quando houver motivos que revelem essa impossibilidade após consulta ao supervisor responsável a escola adotará o procedimento de classificação previsto em legislação vigente.
Artigo 10 - As transferências expedidas, no decorrer do ano letivo de 2009, deverão ser registradas em ficha conforme modelo anexo, parte integrante desta resolução, até que as opções previstas sejam disponibilizadas pelo Sistema de Cadastro de Alunos.
Artigo 11 - Esta resolução entra em vigor na data da sua publicação.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br

Portaria DRHU - 80, de 29-10-2009 - estabelece cronograma e diretrizes para o processo de atribuição de classes e aulas do ano letivo de 2010

Altera dispositivo da Portaria DRHU-72, de 13-10- 2009, que estabelece cronograma e diretrizes para o processo de atribuição de classes e aulas do ano letivo de 2010
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos, dando início ao processo de atribuição de classes e aulas do ano letivo de 2010 e considerando a necessidade de estabelecer datas, prazos e diretrizes para o seu desenvolvimento, expede a presente Portaria:
Artigo 1º - o inciso I do artigo 1º da Portaria DRHU-72, de 13-10-2009, passa a vigorar com a seguinte redação:
“I - de 14/10 a 13-11-2009 - para candidatos à contratação, na Diretoria de Ensino de opção do candidato, e para ocupantes de função-atividade, inclusive os que se encontrem em período de interrupção de exercício ou na condição de readaptação, bem como os estáveis e celetistas, na unidade escolar sede de controle de frequência - SCF, contemplando todas as possíveis habilitações/qualificações docentes que apresentem, com possibilidade de indicação de outra Diretoria de Ensino, onde serão classificados para participar do processo de atribuição de classes e aulas, declinando da inscrição na Diretoria de origem;”
Art 2º - Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br/

Resolução SE - 75, de 29-10-2009 - docentes na aplicação das provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo - SARESP

Dispõe sobre a participação de docentes na aplicação das provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo - SARESP 2009 nas escolas da rede estadual de ensino.
O Secretário da Educação, considerando o estabelecido na Resolução SE - 30, de 30-04-2009, alterada pela Resolução SE - 58, de 13 08-2009, que dispõe sobre a realização das provas relativas ao Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo - SARESP, resolve:
Artigo 1º - para a aplicação das provas previstas no inciso IV do artigo 6º da Resolução SE - 30, de 30-04-2009, fica autorizada, onde houver necessidade, a participação de docentes da rede estadual de ensino, desde que em unidade escolar diversa daquelas nas quais lecionam.
§ 1º - para cumprimento do disposto no “caput” deste artigo, os Dirigentes Regionais de Ensino deverão adotar as providências para a convocação dos docentes, organizando o processo de acordo com as necessidades apontadas pelos respectivos Diretores de Escola.
§ 2º - Será considerado como de efetivo exercício para todos os fins, nos dias 10, 11 e/ou 12-11-2009, o período em que o docente atuar fora de sua unidade de exercício, na conformidade com o disposto neste artigo.
§ 3º - Observado o disposto no parágrafo anterior, as aulas previstas em período diverso daquele em que foi convocado deverão ser ministradas regularmente pelo docente.
Artigo 2º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Servidor nascido em outubro deve se recadastrar até dia 30

Clipping Educacional - Da Secretaria de Gestão Pública
Objetivo é manter os dados do servidor atualizados para planejar seu perfil futuro
Os servidores públicos estaduais da Administração Direta, das Autarquias e das Fundações, nascidos em outubro, devem fazer até esta sexta-feira, 30, o recadastramento 2009. A atualização cadastral é obrigatória e deve ser feita durante o mês de aniversário do servidor público. A medida engloba também os servidores e militares afastados e licenciados.
O procedimento é realizado pelo site da Secretaria de Gestão Pública, no endereço www.gestaopublica.sp.gov.br, ou por formulários disponíveis nas unidades de Recursos Humanos dos órgãos. Quem não fizer o recadastramento, terá o salário suspenso e só voltará a receber depois que a situação for regularizada pelo RH.
O objetivo do recadastramento é manter os dados dos servidores atualizados para planejar o seu perfil futuro, ampliar o programa de requalificação e capacitação dos servidores e incentivar ações de qualidade de vida no trabalho do servidor.
Realizado pela primeira vez entre fevereiro e maio de 2007, o recadastramento tornou-se anual em fevereiro do ano seguinte, por meio do decreto nº 52.691, realizado pelo governador José Serra.
O levantamento realizado em 2007 mostrou que 55,4% (334.683) dos funcionários têm formação superior completa e outros 23,9% (144.601) terminaram o ensino médio. Os dados apontaram também que 31,6% (191.200) dos atuais servidores concluíram pelo menos um curso de pós-graduação. O recadastramento abrangeu 612.351 servidores e militares da ativa.

Alterações
É importante o servidor manter o seu cadastro sempre atualizado. Por isso, não é preciso esperar o mês de aniversário para informar mudança de endereço, estado civil, ou prestar outras informações. Também pelo site da Secretaria de Gestão Pública ou nas unidades de RH, é possível fazer alterações de dados. No entanto, este procedimento não desobriga o servidor a realizar o recadastramento obrigatório no mês do aniversário.

Serviço
Período do recadastramento: de janeiro a dezembro de 2009
Quando: no mês de aniversário do servidor público
Como: pela Internet, no site da Secretaria de Gestão Pública, no endereço: www.gestaopublica.sp.gov.br, ou pelo preenchimento de formulário no RH dos órgãos.
fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/

Em 2010, serão destinados R$ 140 milhões a mais para o pagamento de professores que alcançarem a faixa 2

Clipping Educacional - Da Educação
Nesta terça-feira (27), em evento realizado no Palácio dos Bandeirantes, o governador José Serra sancionou o projeto de lei que institui um novo plano de carreira para o magistério do Estado por meio do Programa de Valorização pelo Mérito. Na ocasião, o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, apresentou projeções sobre o programa que, a cada ano, beneficiará até 20% do quadro total do magistério. “Para o ano que vem, já calculamos o impacto direto na folha do magistério do estado de São Paulo, que será de R$ 140 milhões”, salientou o secretário.
O montante refere-se aos 25% de previstos para pagar os professores que atingirem a faixa 2, em 2010. Para isso, será necessário cumprir as exigências do Valorização pelo Mérito, referentes à assiduidade, permanência na escola e nota mínima no exame anual. “No ano que vem, a nota mínima é seis, então não será difícil que os professores consigam. Acredito que já em 2010 teremos 44 mil promovidos”, avaliou o ex-ministro.
Para o governador José Serra, o programa cria expectativa de uma melhor remuneração ao final da carreira, muito acima do que era contemplado pelo sistema até então vigente. “Com isso, estamos dando um incentivo individual aos professores. Já há um incentivo coletivo, que é o bônus por escolas (que atingirem às metas) e será mantido”, observou o governador.
“Essa medida que foi adotada não substitui nenhum outro aumento, nenhum outro reajuste que possa vir a ser dado. É algo separado por indivíduo, para estimulá-lo a se desempenhar melhor profissionalmente. Significa melhorar o aprendizado na sala de aula”, ressaltou José Serra.

Valorização pelo Mérito
Com o Programa de Valorização pelo Mérito, a remuneração inicial para a jornada de 40 horas semanais, que hoje é de R$ 1.835,00, poderá chegar a R$ 6.270,00 ao longo da carreira – o equivalente a um aumento de 242%. Pelas regras anteriormente vigentes, a elevação máxima de salário era de 73%. “Esse salário colocará o profissional entre os 10% com maior renda do país e no mesmo nível de um Professor Doutor em tempo integral e dedicação exclusiva da USP”, observa o secretário Paulo Renato.
Para diretores, a remuneração poderá chegar a R$ 7.100,00. Sem as mudanças, o salário final para a vaga de diretor de escola seria de R$ 3.786,00. No caso dos supervisores, a remuneração poderá chegar a R$ 7.800,00. Além desses valores, os profissionais do magistério ainda vão acumular vantagens como auxílio por localização de exercício, auxílio transporte, sextas partes e quinquênios, e levarão todos os benefícios para as suas aposentadorias. “A nova lei estimula o aperfeiçoamento dos atuais professores e torna as carreiras do magistério mais atrativas para os egressos do Ensino Médio, o que vai permitir que professores mais preparados estejam nas salas de aula”, diz Paulo Renato.
fonte:

Lula sanciona projeto de Cristovam para ensino médio

Clipping Educacional – Da Redação Terra
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na noite de terça-feira, um projeto de lei que garante a qualquer pessoa o acesso ao ensino médio público e gratuito. Essa é a quinta proposta de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) a ser transformada em lei - e também a quinta destinada a aperfeiçoar a educação no País. As informações são da Agência Senado.
Cristovam argumentou que, "sem o ensino médio, os jovens não podem entrar na universidade nem se tornar cientistas; sem o ensino médio, portanto, o Brasil não tem futuro". Ele acrescentou que, atualmente, apenas um terço dos jovens brasileiros conclui essa etapa dos estudos.
O texto sancionado pelo presidente altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, também conhecida como LDB). A LDB obrigava o poder público a garantir somente o acesso ao ensino fundamental, que é responsabilidade dos municípios. Agora, qualquer pessoa pode exigir vaga no ensino médio, pelo qual os governos estaduais são responsáveis.
No Senado, a proposta de Cristovam tramitou como PLS 6/06. Posteriormente, na Câmara dos Deputados, esse mesmo texto foi examinado sob a forma do PL 7.409/06.
Beneficiados e viabilidade
Para o senador, os principais beneficiados serão os jovens que cursam o último ano do ensino fundamental e estão prestes a entrar no ensino médio, mas que normalmente não o fariam devido à falta de vagas em escolas públicas ou devido à falta de recursos para pagar uma escola privada.
"Uma parte da evasão é causada pela pobreza, que induz o jovem a trabalhar. Outra parte é provocada pela péssima qualidade das escolas, que, por essa razão, não seguram os alunos. E há ainda a evasão provocada pela falta de vagas; é esta que pretendemos atacar agora", explicou.
Ao ser questionado sobre a viabilidade financeira de sua proposta, Cristovam respondeu com uma crítica. "Quando se trata da Copa do Mundo, das Olimpíadas no Brasil ou dos investimentos no pré-sal, ninguém pergunta de onde virão os recursos". O senador lembrou que o ensino médio público é responsabilidade dos Estados, mas ressaltou que, para universalizá-lo, o governo federal também terá de investir no setor. "A União tem de participar, inclusive porque há desigualdade de condições entre os estados".
"Leis Buarque"
Com a nova lei (Lei 12.061), Cristovam Buarque chega a cinco propostas educacionais transformadas em lei em dois anos, conjunto que ele denomina de "Leis Buarque".
Em 2008, foram aprovadas a Lei 11.700, que assegura vaga na escola pública mais próxima da casa da criança a partir do dia em que ela completar quatro anos de idade, e a Lei 11.738, que institui o piso salarial nacional de R$ 950 para os professores da educação básica em escolas públicas.
No ano passado, foram sancionadas a Lei 11.899, que institui a Semana Nacional da Leitura e da Literatura, e a Lei 12.013, que obriga as escolas a informarem aos pais sobre o desempenho escolar do aluno.
Fonte: http://noticias.terra.com.br

44 mil professores poderão receber aumento

Vinícius Segalla
Clipping Educacional - do Agora
Dos 220 mil docentes da Educação estadual que poderão fazer a prova do programa "Valorização pelo Mérito", no início do ano que vem, 44 mil poderão ter o reajuste de 25%. Isso porque até 20% dos docentes que farão a prova terão direito ao aumento.
No entanto, para conseguirem o reajuste, os docentes também terão de tirar seis --a nota de corte-- na prova. Assim, se apenas 10 mil tirarem seis ou mais, apenas esses 10 mil terão o aumento. Agora, se 100 mil conseguirem a nota, 44 mil (o limite de funcionários com aumento) conseguirão ganhar 25% mais.
Com o tempo, cinco faixas salariais serão criadas. Para mudar de faixa, o professor terá que fazer uma prova.
O docente que conseguir o aumento poderá tentar um novo reajuste após três anos. Quem não conseguir poderá fazer o teste anualmente.
Cada faixa terá uma nota mínima. Para passar da primeira para a segunda, essa nota é seis. A escolha dos contemplados será feita através de critérios de desempate. O primeiro deles é a nota da prova. Quem tirar nove, por exemplo, terá prioridade sobre quem tirar sete.
Depois, virá o número de faltas dos professores no ano. Quanto menos ausências, mais chances de ganhar o aumento. Cada tipo de falta terá um peso. Ausências médicas, por exemplo, serão menos graves que faltas por motivos particulares que não de saúde. Além de servir como critério de desempate, as faltas terão caráter eliminatório.
Será definido um número máximo de ausências permitidas. Quem ultrapassar esse limite perderá a chance de ter aumento naquele ano, mas não o direito de tentar novamente no ano seguinte. O governo vai publicar nas próximas semanas uma portaria definindo essas regras.
A afirmação feita ontem pela Secretaria de Estado da Educação, de que espera que 44 mil docentes recebam o reajuste, dá a entender que o aumento será concedido ao número máximo de docentes que a lei permite. É que não há, no texto legal, nada que obrigue o Estado a dar o aumento a 20% dos professores a cada ano. Esse número é apenas um limite máximo.
Dependendo do orçamento de cada ano, o governo poderá escolher para quantos profissionais irá conceder o reajuste. Essa questão, inclusive, gerou uma série de críticas dos sindicatos.
fonte:http://www.agora.uol.com.br/

Senado aprova educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos

Clipping Educacional - Do G1, com informações do Jornal Hoje
Hoje, obrigatoriedade é para estudantes de 7 a 14 anos.
Na Grã-Bretanha, as crianças com 4 anos já vão para a escola.
O Senado alterou a idade de acesso às escolas públicas. Hoje, a educação gratuita é obrigatória para crianças que têm entre 7 e 14 anos. Em 2010, a idade mínima já passa para 6 anos. E, a partir de 2011, o ingresso na escola vai começar mais cedo: aos quatro anos. E a obrigatoriedade do ensino público vai terminar mais tarde: aos 17 anos.
O ministro Fernando Haddad disse que as mudanças vão reparar um prejuízo para a educação. “O que o congresso está fazendo é reparando esse dano, resgatando o patamar de investimento estabelecido pelo constituinte de 88 e ampliando os direitos porque agora uma mãe sabe que seu filho a partir dos 4 anos tem direito à matrícula”, disse.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada na noite de quarta-feira (28). Essa mesma emenda também que acaba progressivamente com uma retenção de 20% sobre as verbas da educação, a chamada Desvinculação de Receitas da União (DRU). Com a medida, até 2011, a área pode receber cerca de R$ 10 bilhões, segundo o Ministério da Educação. A emenda agora será promulgada pelo Congresso Nacional.

Grã-Bretanha
Na Grã-Bretanha, por exemplo, a partir dos quatro anos as crianças vão para escola, mas o problema por lá, dizem os especialistas, é que elas têm que levar o estudo a sério desde muito cedo e que quase não têm tempo pra brincar.
Depois de décadas observando o comportamento das crianças, especialistas da Grã-Bretanha fizeram o alerta para os pais e para o governo. Somente aos 6 anos os britânicos deveriam entrar na educação formal.
Senado aprova emenda que dá cerca de R$ 10 bi para a educação até 2011 'Avaliar educação e não fazer nada é como pôr termômetro e não dar remédio'
Em muitos países na Europa, crianças até vão para escola antes dos seis anos, mas, praticamente, se concentram em atividades recreativas. A fama de rigor dos britânicos não é à toa. Do uniforme clássico aos deveres diários, a disciplina começa cedo demais por aqui.
E, ao que parece, não dá resultado na vida adulta. "Comparamos a performance dos estudantes adultos britânicos com aqueles de outros países, onde as crianças começam a estudar mais tarde. E eles fazem progressos mais rapidamente do que nós'' , diz o diretor da pesquisa.
Para a comissão de Cambridge, é preciso romper com o modelo implantado há 40 anos, em que meninos e meninas assumem responsabilidades desnecessárias.
As críticas duras já provocam reações. Um diretor de escola diz que quem aponta o dedo nunca deu aula a alunos do primário no país, não conhece a realidade. "Não estou dizendo que não podemos melhorar, sempre podemos, mas as sugestões devem vir de quem está no batente", sugere ele.
O governo foi mais longe e ignorou as conclusões. Aliás, no começo deste ano letivo reafirmou a orientação para que meninos e meninas comecem a ter rotinas de estudos na escola, a partir dos quatro, no máximo cinco anos de idade.
Fonte: http://g1.globo.com

Inscrição para concurso de professores temporários foi prorrogada

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
Interessados deverão se inscrever nas Diretorias Regionais de Ensino até dia 13 de novembro
O prazo para inscrições de docentes interessados em participar do processo de atribuição de aulas/classes na rede estadual em 2010 foi prorrogado até o dia 13 de novembro. Os candidatos deverão se apresentar nas Diretorias Regionais de Ensino de sua preferência. Os endereços podem ser encontrados no site www.educacao.sp.gov.br.
A Portaria-DRHU 72, expedida pela Secretaria da Educação, no último dia 13 de outubro, dispõe sobre o cronograma e as diretrizes do processo de atribuição de classes e aulas para o próximo ano letivo. "Com essa Portaria, estamos facilitando o acesso de todos os candidatos às vagas de professores da rede estadual de ensino e melhorando a dinâmica das atribuições de classes e aulas", afirma o secretário Paulo Renato Souza.
Os candidatos à contratação devem ter diploma de Licenciatura ou ter diploma de bacharel ou de tecnólogo de nível superior ou ser aluno do curso regular de Licenciatura Plena.
Esses candidatos ainda farão uma prova de classificação, com inscrição via Internet em período a ser divulgado no Diário Oficial do Estado. As datas e horários da realização desse exame também serão anunciados oportunamente no edital.

Titulares de cargo devem se apresentar em escola

Os titulares de cargo classificados nas escolas devem optar pela jornada de trabalho que desejam exercer em 2010, fazendo a inscrição na própria unidade escolar onde atuam, entre os dias 1º e 11 de dezembro. Estes professores não participarão do exame.
Os cronogramas das fases de classificação dos inscritos e de atribuição de classes e aulas do processo do ano letivo de 2010 serão estabelecidos em Portaria-DRHU que se publicará oportunamente.
fonte:http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/

Edital de 22-10-2009 - Assunto: Convocação de Docentes Ocupantes de Função-Atividade

O Secretário da Educação, para dar cumprimento às Disposições Transitórias da Lei Complementar nº 1.093, de 16 de julho de 2009, Convoca os servidores ocupantes de funções de docente, abrangidos pelo disposto no § 2º do artigo 2º da Lei Complementar nº 1.010/2007, que se encontrem sem classe ou aulas atribuídas e em período de interrupção de exercício, para comparecerem às respectivas unidades escolares, sedes de controle de frequência, até o dia 30 de outubro de 2009, para reassumirem efetivamente o exercício da função docente, conforme o disposto na Resolução SE nº 73/2009.
O servidor que não atender a esta Convocação no prazo acima estipulado, terá formalizada a dispensa da função-atividade que ocupa, a partir de 31 de outubro de 2009.
Deverá ser observado o disposto na Resolução SE nº 73, de 22 de outubro de 2009, para o devido cumprimento das exigências estabelecidas no artigo 1º das disposições transitórias da Lei Complementar nº 1.093 de 16.7.09.

LEI COMPLEMENTAR Nº 1097, DE 27 DE OUTUBRO DE 2009 Institui o sistema de promoção para os integrantes do Quadro do Magistério

Institui o sistema de promoção para os integrantes do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação e dá outras providências O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1º - Fica instituído, nos termos desta lei complementar, o sistema de promoção para os integrantes do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação.
Artigo 2º - Promoção é a passagem do titular de cargo das classes de docentes, de suporte pedagógico e de suporte pedagógico em extinção, para faixa imediatamente superior da que estiver enquadrado, mediante aprovação em processo de avaliação teórica, prática ou teórica e prática, de conhecimentos específicos, observados os interstícios, os requisitos, a periodicidade e as demais condições previstas nesta lei complementar.
§ 1º - O interstício mínimo para fins de promoção de trata o “caput” deste artigo, computado sempre o tempo de efetivo exercício do servidor, é de 4 (quatro) anos na faixa inicial e de 3 (três) anos nas faixas subsequentes.
§ 2º - Os interstícios serão computados a partir da data:
1- do início do exercício no cargo, na faixa inicial;
2- da última promoção, nas demais faixas.
§ 3º - Interromper-se-á o interstício a que se refere o § 1º deste artigo quando o servidor estiver em uma das situações previstas nos incisos I a VI do artigo 23 da Lei Complementar nº 836, de 30 de dezembro de 1997.
Artigo 3º - Para participar do processo de avaliação de que trata o “caput” do artigo 2º desta lei complementar, o servidor deverá estar classificado na unidade de ensino ou administrativa há pelo menos 80% (oitenta por cento) do tempo fixado como interstício para a promoção a que concorre e somar pelo menos 80% (oitenta por cento) do máximo de pontos possível da tabela de freqüência, de acordo com sua assiduidade ao trabalho.
§ 1º- Observado o disposto nos §§ 1º e 2º do artigo 2º desta lei complementar, os critérios para a contagem do tempo de permanência na unidade de ensino ou administrativa e a tabela de freqüência serão estabelecidos em decreto, mediante proposta da Secretaria da Educação.
§ 2º- A tabela de freqüência estabelecerá pontuação especial para os servidores que não usufruírem de abonos de faltas, a qualquer título, previstos na legislação.

Senado aprova proposta que aumenta Orçamento para educação

Clipping Educacional - da Agência Senado/da Folha Online
O Senado Federal aprovou por unanimidade nesta quarta-feira a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 96A/03 que reduz anualmente, a partir do exercício de 2009, o percentual da DRU (Desvinculação das Receitas da União) incidente sobre os recursos destinados à manutenção e ao desenvolvimento do ensino.
Criada em 1994 com o nome de Fundo Social de Emergência, a DRU permite à União retirar da área 20% dos recursos que, pela Constituição, teriam que ser destinados ao setor. Pela proposta, a alíquota que era de 20% cai para 12,5% no exercício de 2009 e 5% em 2010. Em 2011, não haverá mais a incidência da DRU na educação.
O ministro Fernando Haddad (Educação) --que acompanhou a votação--, afirmou que o Congresso corrige uma distorção do passado. Segundo ele, desde 1994, a educação vem perdendo cerca de R$ 10 bilhões por ano com a DRU.
"Fizemos as contas e a educação perdeu cerca de R$ 100 bilhões nesse período. Poderíamos ter formado todos os professores e matriculado todas as crianças na educação infantil", disse.
Embora o fim da desvinculação dos recursos para a educação só esteja previsto para ocorrer a partir de 2011, a PEC estabelece redução da DRU já em 2009 e 2010, liberando verbas extras de R$ 4 bilhões e R$ 7 bilhões, respectivamente.
Parte do valor poderia ser repassado a Estados e municípios, responsáveis pela oferta do ensino médio e da pré-escola, respectivamente.
O Orçamento da educação neste ano é de cerca de R$ 41 bilhões. A previsão para o próximo ano é que seja R$ 50 bilhões.
A PEC também torna obrigatório o ensino para crianças e jovens de 4 a 17 anos. Hoje, a obrigatoriedade abrange a faixa etária de 6 a 14 anos. Com isso, seriam acrescentados dois anos da pré-escola e o ensino médio. Durante a tramitação da proposta, a mudança da obrigatoriedade do ensino foi apoiada pelo Ministério da Educação. Pela Constituição, os pais e o poder público podem ser responsabilizados pelas crianças fora da escola.
De acordo com Haddad, os recursos da desvinculação serão investidos na universalização da pré-escola e do ensino médio. A matéria segue, agora, para promulgação.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MEC altera data de aplicação da Prova Brasil em São Paulo

Fernanda Calgaro
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Segundo Inep, mudança atendeu a um pedido da Secretaria Estadual.São aplicadas provas de matemática e português para a 4ª e 8ª séries.
Estudantes participam da última edição da Prova Brasil (Foto: Júlio César Paes/MEC/Divulgação)
A Prova Brasil, que avalia estudantes da 4ª e da 8ª séries do ensino fundamental das redes públicas, será aplicada em datas diferentes em São Paulo do que no restante do país. Segundo o Ministério da Educação, a mudança foi feita a pedido da Secretaria Estadual de Educação.
O exame, que testa conhecimentos em matemática e português, será aplicado entre os dias 9 e 27 de novembro. No caso de São Paulo, os estudantes da rede estadual farão as provas entre 30 de novembro e 4 de dezembro.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela realização do exame, informou, em nota, que, “por questões logísticas, a data de aplicação nas redes municipais em todo o estado de São Paulo também será alterada, para que coincida com a aplicação da rede estadual”.
Se a mudança atrapalhar alguma rede municipal, o Inep disse que vai estudar caso a caso uma forma de fazer o ajuste para que os alunos possam fazer o exame.
Procurada pela reportagem na noite desta quarta, a assessoria de imprensa da secretaria estadual não confirmou a mudança.
Na sua página no Twitter, o secretário municipal de São Paulo, Alexandre Schneider, postou: “A Prova Brasil foi adiada mais uma vez e cairá no fim de novembro, início de dezembro. Não é uma data favorável.” Segundo a secretaria, o motivo por não ser "favorável" é que, nesta época, quando as aulas já estão no final, os alunos ficam mais desmotivados.
A Prova Brasil é aplicada por amostragem e todos os alunos selecionados são obrigados a fazê-la, segundo o MEC.
Índice de desenvolvimento
Criada em 2005, a Prova Brasil será realizada pela terceira vez neste ano. Ela serve para definir o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) por escola, por município, por estado e nacional.
Em 2005, a média nacional do Ideb foi de 3,8 pontos, numa escala até dez. Em 2007, subiu para 4,2 pontos. A meta do Brasil é alcançar seis pontos em 2022, índice equivalente ao de países desenvolvidos. Pela primeira vez, participarão estudantes das escolas rurais do ensino fundamental, além das urbanas. Segundo o último censo escolar, 5,5 milhões de estudantes devem fazer a prova — 2,88 milhões da quarta série e 2,63 milhões da oitava. Esses alunos estudam em 57.552 escolas públicas, das quais 46.972 estão na área urbana e 10.580 no campo. São avaliados os conhecimentos em língua portuguesa e matemática. Para a quarta série, são 22 questões de cada disciplina, divididas em blocos de 11 perguntas; para a oitava série, 26 questões por disciplina, em blocos de 13 arguições. O tempo para responder a cada bloco é de 25 minutos para ambas as séries. O dia em que cada escola vai realizar os testes depende de agendamento. A aplicação não tem a participação dos professores. A prova, elaborada pelo Inep, é aplicada e corrigida pelo consórcio Consulplan-Avalia. Cerca de 14 mil pessoas vão trabalhar nessas duas fases do exame.
Fonte: http://g1.globo.com/

Avaliação de professor não garante melhora, diz pesquisador

FÁBIO TAKAHASHI
Clipping Educacional - da Folha de S.Paulo
As provas que determinarão quais professores da rede estadual paulista receberão aumento salarial por mérito serão aplicadas no início de fevereiro. Segundo o governo, os docentes farão os exames nos dias 3 e 4. No primeiro dia serão examinados os professores do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. No dia seguinte, os demais farão a prova. Diretores e supervisores serão avaliados em 31 de janeiro.
Segundo a lei, sancionada ontem pelo governador José Serra (PSDB), até 20% dos docentes mais bem avaliados receberão 25% de reajuste nesta primeira etapa do projeto. Ao longo da carreira (25 anos), o professor poderá quadruplicar seu salário inicial, caso esteja sempre entre os mais bem avaliados. Ele poderá tentar o aumento a cada três anos.
A premiação com base em avaliações é um conceito interessante, mas ainda não há evidências de que seja efetiva, afirma Gustavo Iaies, ex-vice-ministro da Educação da Argentina e presidente da Cepp (Centro de Estudos de Políticas Públicas, com sede em Buenos Aires).
Pesquisador de sistemas educacionais da América Latina, Iaies diz que o projeto aprovado pelo governo paulista poderia receber alguns ajustes.
FOLHA - Como o sr. avalia a proposta aprovada em São Paulo?
GUSTAVO IAIES - É um conceito que, acima da discussão de quais resultados trará, é justo. Concordo com a diferenciação entre os professores, o que considera a superação individual. É um valor presente em nossas vidas. Além disso, precisamos buscar mecanismos de melhora, formas que estimulem os docentes a se esforçarem.
Um ponto que eu mudaria é a forma de avaliação. Prefiro o método de incentivos para a escola. O motor da melhora educacional é a instituição, o coletivo. Por isso, deve-se premiar as melhores escolas [método que o governo adota para o pagamento de bônus anual, mas não para o novo plano de salários].
FOLHA - Com base em experiências de outros países da América Latina, como o sr. analisa a ideia de avaliar e premiar os melhores professores?
IAIES - As experiências ainda são muito recentes para tirarmos conclusões. A única que possui mais de 20 anos é a cubana. Mas, em tese, concordo em premiar os melhores.
FOLHA - Quais são as experiências desse tipo na região?
IAIES - A avaliação é adotada com diferentes objetivos. No Chile [país com os melhores indicadores], busca-se melhora das práticas docentes. Aqueles que não atingem os objetivos passam a ser acompanhados por um tutor, inclusive durante as aulas. Na Colômbia e no Equador, busca-se instalar a ideia do mérito, com base em resultados em provas aplicadas aos professores.
No México, a avaliação considera a aprendizagem dos alunos e há incentivos financeiros aos docentes.
Os sistemas educacionais foram criados originalmente para difundir a ideia de nação e transmitir conhecimentos mínimos para um mercado de trabalho que não exigia muitas competências. Buscar qualidade de ensino é uma operação monumental para os nossos sistemas.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

SP fará 1ª prova para professor em fevereiro

Clipping Educacional - O Estado de S. Paulo
Nota e tempo de permanência na escola serão usados para promoção
A primeira prova para promoção de professores da rede estadual de São Paulo foi marcada para o início de fevereiro de 2010.
Docentes de 1ª a 5ª série do ensino fundamental farão o exame no dia 3 de fevereiro e os de 6º ao 9º ano, no dia seguinte. O anúncio foi feito ontem pelo secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza. Para diretores e supervisores, o teste será no dia 31 de janeiro.De acordo com o Programa de Valorização pelo Mérito, os educadores passam a ter cinco faixas salariais. Os professores poderão encerrar a carreira ganhando até R$ 6.270, os diretores, R$ 7.100, e os supervisores, R$ 7.800. Estão mantidas as evoluções salariais atuais, baseadas em tempo de serviço e cursos de aprimoramento. "É um incentivo individual para a progressão, feito gradualmente", disse o governador José Serra, ao sancionar a lei. O projeto, de autoria do Executivo, foi enviado em agosto para a Assembleia Legislativa e aprovado sem alteração do original, apesar da atuação dos deputados da oposição e da pressão do sindicato dos professores. O texto será publicado hoje no Diário Oficial do Estado. De acordo com o secretário, 220 mil professores estão aptos a fazer a avaliação no início de 2010. São profissionais com pelo menos quatro anos de magistério na rede. Os temporários estáveis com no mínimo quatro anos de vínculo com a secretaria podem concorrer. Depois de passar para a faixa 2, ele pode ser promovido a cada três anos A cada ano serão promovidos, no máximo, 20% dos professores - índice criado para adequar o aumento de gasto com a folha de pagamento ao orçamento do Estado. "Não é a limitação de promoção a 20% dos professores que vai impedir uma movimentação rápida na carreira", disse Paulo Renato. "Em 25 anos, São Paulo terá 75% dos professores na faixa 5", completou. Segundo ele, o programa trará aumento de 5% na massa salarial do magistério. A folha é de R$ 700 milhões/ano.
A lei incorpora o adicional de local de exercício ao salário. O benefício, para os que atuam em área vulnerável, será pago para aposentado na proporção do tempo que ele trabalhou na região.
Saiba mais Como vai funcionar:
Além de obter na prova uma nota mínima, que aumenta proporcionalmente a faixa salarial pretendida, os professores serão avaliados pela assiduidade e tempo de permanência na mesma escola.
A avaliação: Será feita pelo Comitê de Elaboração de Provas, mesmo grupo que formulará os exames para ingresso no magistério estadual e para os professores temporários.

220 mil professores podem concorrer a reajuste

Anay Cury
Clipping Educacional - do Agora
A partir de janeiro do ano que vem, cerca de 220 mil profissionais da educação do Estado, entre professores, diretores e supervisores de ensino, poderão participar da prova que prevê reajuste salarial de 25% a cada três anos para até 20% dos docentes qualificados. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, hoje, o quadro do magistério é formado, no total, por 229.350 profissionais.
Confira como funciona o sistema de progressão salarial na edição impressa do Agora, nas bancas nesta quarta-feira, 28 de outubro
O projeto que cria o programa de valorização pelo mérito foi sancionado ontem pelo governador José Serra e deverá ser publicado no "Diário Oficial" do Estado de hoje.
Para os diretores e supervisores, a prova será aplicada no dia 31 de janeiro. Já os professores de 1ª a 5ª série farão o teste no dia 3 de fevereiro; os de 6ª a 9ª, no dia 4.
O conteúdo das provas para os professores terá como base o que é ensinado nas salas de aula, as práticas didáticas e os conhecimentos pedagógicos.
No caso dos diretores e supervisores, os exames vão tratar de assuntos ligados à administração das instituições.
Conforme informou a secretaria, o programa permite que o profissional quadruplique a remuneração inicial. No caso de uma jornada de 40 horas semanais, o professor que ganha R$ 1.835 poderá chegar a R$ 6.270 ao fim da carreira --o que corresponde a um aumento de 242%.
O projeto cria cinco faixas salariais em cada uma das carreiras (professor, diretor e supervisor). Para passar de uma para outra e concorrer ao aumento de 25%, é preciso fazer uma prova a cada três anos. A exceção é quem está na primeira faixa, que precisa estar há quatro anos no cargo para participar da disputa.
No Estado, há 80 mil professores temporários que poderão participar da prova por terem cumprido o prazo.
Até 20% dos classificados poderão ganhar o aumento, conforme o orçamento disponível no ano da avaliação. Os profissionais podem concorrer a aumentos sucessivamente, desde que respeitados os intervalos de três anos.
A frequência e o tempo de permanência na mesma escola serão requisitos para que os professores possam participar do exame.

Termina nesta sexta o prazo para entrega do questionário do Saresp

Clipping Educacional – Da Agência Imprensa Oficial
Pais ou responsáveis dos alunos de escolas públicas e particulares que participarão do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) precisam entregar o questionário até o dia 30 à direção da escola. O documento é feito para levantar informações socioeconômicas e culturais sobre os estudantes e saber a opinião dos pais sobre a qualidade do ensino público. Serve também para identificar as variáveis que interferem no desempenho dos alunos.
O levantamento aborda, ainda, hábitos de estudo, trajetória escolar, dinâmica das aulas e prática dos professores, entre outros.
Os alunos também respondem a algumas questões referentes ao cotidiano familiar.
Este é o segundo ano que o questionário é aplicado. O Saresp, maior avaliação do ensino fundamental e médio do Estado, ocorrerá nos dias 10 e 12 de novembro.
Pela primeira vez, alunos das escolas particulares e da rede municipal participarão do exame. Deverão fazer a prova 5,5 milhões de jovens da rede estadual, 600 mil estudantes de 3.082 escolas municipais paulistas e alunos de 145 colégios particulares. O Estado também custeará as despesas, orçadas em R$ 7,1 milhões, com a avaliação da rede municipal. Já as escolas privadas vão arcar com o custo da aplicação do exame.
Participarão do Saresp estudantes de 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do fundamental e da 3ª série do médio. Serão avaliadas as disciplinas língua portuguesa, redação, matemática e ciências humanas (geografia e história).
O resultado do Saresp compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo, utilizado na definição de metas e avaliação das escolas estaduais.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br/

530 professores recebem orientações sobre DST/AIDS

Clipping Educacional – Da Agência Imprensa Oficial
Este ano, a Secretaria Estadual da Educação, em parceria com a pasta da Saúde, capacitou 530 educadores do Programa Escola da Família de todo o Estado sobre DST/ aids. Ministradas pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/aids, as orientações técnicas foram dadas em forma de palestras e oficinas. Os educadores aprenderam como utilizar o material Eu preciso fazer o teste do HIV/aids?, que traz propostas para falar sobre o assunto com o público jovem.
Explicou, ainda, as etapas de testes, aconselhamento e tratamento na rede pública de saúde. Fornecido pela Saúde e distribuído nas Diretorias de Ensino, o kit dispõe de dinâmicas e vídeos com atores e músicos da atualidade para ajudar no entendimento e facilitar a abordagem com os estudantes. Além de apresentar o material, o treinamento fez contextualização da epidemia de HIV no Brasil e informou sobre a vulnerabilidade da população e os preconceitos existentes.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br

Educação esclarece dúvidas

Clipping Educacional – Da educação
Para orientar e esclarecer dúvidas da população a respeito de assuntos relacionados à área da educação, a pasta mantém Central de Atendimento há dez anos. Em 2009, a central já esclareceu 15 milhões de perguntas. O balanço, realizado pela Secretaria Estadual da
Educação, soma todas as solicitações enviadas e respondidas. Assuntos como Saresp, matrícula antecipada e endereços de escolas estão sempre entre os mais procurados.
Durante o primeiro semestre foram registrados, em média, 320 mil atendimentos por mês. O número é equivalente a mais de 10 mil solicitações diárias, feitas por telefone (0800-7700012); pessoalmente (na sede da secretaria, Praça da República, 53); ou pelo e-mail infoeducacao@ educacao.sp.gov.br. Além destes canais, a Central de Atendimento disponibiliza o link Legislação e Dúvidas mais Frequentes, que pode ser acessado no site www.educacao.sp.gov.br.
Fonte: http://www.imprensaoficial.com.br

Governo de SP prevê teto para professores em 25 anos

CAROLINA FREITAS
Clipping Educacional - Agencia Estado
SÃO PAULO - Durante o anúncio do Programa de Valorização pelo Mérito, que terá início em fevereiro de 2010, o secretário paulista da Educação, Paulo Renato Souza, disse que "em 25 anos, São Paulo terá 75% dos professores na faixa 5". De acordo com o programa, os educadores passam a ter cinco faixas salariais.A lei que institui o programa foi sancionada hoje pelo governador, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, na Capital. O projeto de lei de autoria do Executivo, enviado em agosto para apreciação da Assembleia Legislativa, foi aprovado e sancionado sem nenhuma alteração do texto original, apesar da atuação dos deputados da oposição e da pressão do sindicato dos professores. O texto deve ser publicado amanhã no Diário Oficial.Os professores poderão encerrar a carreira ganhando até R$ 6.270, os diretores, R$ 7.100, e os supervisores, R$ 7.800. Estão mantidas as evoluções salariais previstas pela legislação atual, baseadas em tempo de serviço e cursos de aprimoramento. "É um incentivo individual para a progressão, feito gradualmente", disse o governador José Serra (PSDB).Os aumentos salariais se dão sempre em relação à remuneração inicial do educador. Da faixa 1 para a faixa 2, o aumento será de 25%. Da 2 para a 3, de 50%. Da 3 para a 4, de 75% e da 4 para a 5, de 100% do salário inicial.Segundo Paulo Renato, o programa trará um aumento de 5% na massa salarial do magistério. A folha hoje é de R$ 700 milhões por ano. Além de obter nas provas uma nota mínima, que aumenta proporcionalmente à faixa pretendida, os educadores serão avaliados pela assiduidade e o tempo de permanência na mesma escola."São condições exigentes, mas o prêmio também é muito importante", disse Paulo Renato. A avaliação será feita pelo Comitê de Elaboração de Provas, mesmo grupo que formulará os exames para ingresso no magistério estadual e para professores temporários.De acordo com Paulo Renato, 220 mil professores estão aptos a fazer a avaliação no início de 2010. São profissionais com pelo menos quatro anos de magistério na rede estadual. Os temporários estáveis com no mínimo quatro anos de vínculo com a Secretaria de Educação também podem concorrer. Depois de passar para a faixa 2, o educador pode ser promovido a cada três anos.A cada ano serão promovidos, no máximo, 20% dos educadores - cota criada para adequar o aumento de gasto com a folha de pagamento ao orçamento do Estado. "Não é a limitação de promoção a 20% dos professores que vai impedir uma movimentação rápida na carreira do magistério", afirmou o secretário.A lei também incorpora o Adicional de Local de Exercício (ALE) ao salário dos educadores. O benefício, para funcionários que atuam em escolas em área vulneráveis do Estado, será considerado para o salário de aposentadoria na proporção do tempo que o profissional trabalhou nessas regiões.
Fonte: http://www.estadao.com.br

Governo de SP prevê teto para professores em 25 anos

CAROLINA FREITAS
Clipping Educacional - Agencia Estado
SÃO PAULO - Durante o anúncio do Programa de Valorização pelo Mérito, que terá início em fevereiro de 2010, o secretário paulista da Educação, Paulo Renato Souza, disse que "em 25 anos, São Paulo terá 75% dos professores na faixa 5". De acordo com o programa, os educadores passam a ter cinco faixas salariais.A lei que institui o programa foi sancionada hoje pelo governador, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, na Capital. O projeto de lei de autoria do Executivo, enviado em agosto para apreciação da Assembleia Legislativa, foi aprovado e sancionado sem nenhuma alteração do texto original, apesar da atuação dos deputados da oposição e da pressão do sindicato dos professores. O texto deve ser publicado amanhã no Diário Oficial.Os professores poderão encerrar a carreira ganhando até R$ 6.270, os diretores, R$ 7.100, e os supervisores, R$ 7.800. Estão mantidas as evoluções salariais previstas pela legislação atual, baseadas em tempo de serviço e cursos de aprimoramento. "É um incentivo individual para a progressão, feito gradualmente", disse o governador José Serra (PSDB).Os aumentos salariais se dão sempre em relação à remuneração inicial do educador. Da faixa 1 para a faixa 2, o aumento será de 25%. Da 2 para a 3, de 50%. Da 3 para a 4, de 75% e da 4 para a 5, de 100% do salário inicial.Segundo Paulo Renato, o programa trará um aumento de 5% na massa salarial do magistério. A folha hoje é de R$ 700 milhões por ano. Além de obter nas provas uma nota mínima, que aumenta proporcionalmente à faixa pretendida, os educadores serão avaliados pela assiduidade e o tempo de permanência na mesma escola."São condições exigentes, mas o prêmio também é muito importante", disse Paulo Renato. A avaliação será feita pelo Comitê de Elaboração de Provas, mesmo grupo que formulará os exames para ingresso no magistério estadual e para professores temporários.De acordo com Paulo Renato, 220 mil professores estão aptos a fazer a avaliação no início de 2010. São profissionais com pelo menos quatro anos de magistério na rede estadual. Os temporários estáveis com no mínimo quatro anos de vínculo com a Secretaria de Educação também podem concorrer. Depois de passar para a faixa 2, o educador pode ser promovido a cada três anos.A cada ano serão promovidos, no máximo, 20% dos educadores - cota criada para adequar o aumento de gasto com a folha de pagamento ao orçamento do Estado. "Não é a limitação de promoção a 20% dos professores que vai impedir uma movimentação rápida na carreira do magistério", afirmou o secretário.A lei também incorpora o Adicional de Local de Exercício (ALE) ao salário dos educadores. O benefício, para funcionários que atuam em escolas em área vulneráveis do Estado, será considerado para o salário de aposentadoria na proporção do tempo que o profissional trabalhou nessas regiões.
Fonte: http://www.estadao.com.br

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Secretário de Educação de São Paulo ataca faculdades de pedagogia e sindicatos

Clipping Educacional - CGC Educação / Veja (25.10.2009)
Paulo Renato Souza defende a cobrança de mensalidade nas universiade públicas e elogia o trabalho do Ministério da Educação
Em entrevista à reviste Veja, o secretário de Educação do Estado de São Paulo, Paulo Renato Souza, culpou as faculdades de pedagogia pela má formação dos professores e acusou o sindicato dos professores (Apeoesp) de não estar preocupado com o ensino dos alunos.
Ex-ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso, ele também defendeu a cobrança de mensalidades nas universidades públicas e elogiou o seu projeto que prevê aumento salarial dos professores mediante aprovação em provas de avaliação, que deve ser sancionado em breve pelo governador.
Segundo ele, as universidades que pretendem formar professores "passam ao largo da prática da sala de aula e optam por se dedicar a questões mais teóricas". Na opinião dele, há muita discussão ideológica e resistência em mudar, principalmente da USP e Unicamp. "(As faculdades de pedagogia acabam se perdendo em debates sobre o sistema capitalista", afirmou em entrevista à editora Monica Weinberg. "O que se discute hoje nessas faculdades está muito distante de qualquer ideia que seja cientificamente aceita, mesmo dentro da própria ideologia marxista. A resistência vem de universidades como USP e Unicamp, as maiores do país".
Paulo Renato defendeu a cobrança de mensalidades nas universidades públicas para quem pode pagar e disse que elas tem "um terrível preconceito" contra o setor privado. "Qualquer contato com as empresas é visto como um ato de 'venda ao sistema'", disse. Para ele, se as universidades ficarem longe das empresas elas serão menos produtivas e inovadoras.
O secretário de Educação de São Paulo classificou de "bobagem" preservar a universidade gratuita e cobrou mais pragmatismo na educação. "Preservar a universidade gratuita virou uma questão de honra nacional. Bobagem. É preciso, de uma vez por todas, começar a enxergar as questões da educação no Brasil com mais pragmatismo e menos ideologia", afirmou.
Umbigo
Paulo Renato acredita que seu projeto de condicionar os aumentos salariais dos professores à aprovação em provas poderá atrair os jovens para a carreira do magistério. "O plano de São Paulo não apenas eleva os salários, o que é um chamariz por si só, mas faz isso reconhecendo, por meio de avaliações, o mérito dos melhores profissionais", afirmou à revista.
O secretário acusou os sindicatos de "puro corporativismo" por se manifestarem contrários ao projeto. "Está claro que os sindicatos estão focados cada vez mais no próprio umbigo e menos nas questões relativas à educação", acusou. Para ele, "o movimento sindical politizou-se a um ponto tal que não se acham mais nele pessoas realmente interessadas em educação". Ele disse que "os sindicatos estão tomados por partidos radicais de esquerda", são "insignificantes" e defendem um "ideário atrasado e contraproducente para o ensino".
Ele considera "um absurdo" que os professores critiquem a existência de uma prova para avaliar o trabalho deles. "A crítica expressa também uma resistência à avaliação, que até hoje se vê arraigada em certos setores da sociedade brasileira", afirmou.
O secretario se disse contrário ao conceito de isonomia e lembrou que o limite os número de promoções a 20% por ano evitará um rombo no orçamento. "A maior preocupação (do sindicato) é lutar por direitos iguais para todos - velha bandeira que ignora qualquer noção de meritocracia; 20% é um teto razoável: evita um rombo no orçamento e promove uma bem-vinda competição", afirmou.
Na entrevista, ele elogiou a posição do Ministério da Educação, que segundo ele, adota políticas com base em avaliações, metas e cobrança de resultados, mas se disse contrário à divulgação de rankings. "Diria que eles chegam até a exagerar na dose, divulgando rankings que, como ministro, eu mesmo preferia não trazer a público. É o caso do Enem", afirmou. Paulo Renato diz que o problema do Enem é que "ele não necessariamente traduz a qualidade de ensino na escola como um todo", já que não é obrigatório. "E se apenas os bons alunos de determinado colégio se submeterem à prova? O retrato sairá distorcido", reconhece, apesar de considerar que o exame "até espelha bem a realidade".

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Programas ajudam escolas a reduzir conta de energia e de água

Clipping Educacional - Do Portal do Governo do Estado de São Paulo, da Sabesp e da Secretaria de Educação
Consumo consciente da eletricidade nos colégios pode atingir R$ 1,7 milhão por ano
Dois programas de órgãos do Governo do Estado de São Paulo estão ajudando as escolas da rede estadual e municipal da capital a diminuir o consumo e reduzir o valor das contas de água e energia elétrica. A economia é possível graças a um projeto da Sabesp, criou o Programa de Uso Racional da Água (Pura). A iniciativa já ajudou a reduzir em 37% o consumo mensal médio de água das escolas. Já a expansão do Programa de Eficiência Energética, da Secretaria da Educação em parceria com a AES Eletropaulo, vai gerar uma economia de até R$ 1,7 milhão ao ano a partir de 2010.
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo já economizou 70 milhões de litros de água por mês, desde junho de 2008, com o Pura da Sabesp. Hoje, 644 escolas públicas da capital já aderiram ao programa, que contribui para preservar o meio ambiente ao estimular a redução do consumo de água. Com esses 70 milhões de litros de água economizados, a Sabesp tem água suficiente para abastecer mais de 16 mil pessoas.
Ao todo, 1.299 imóveis da capital ligados à Secretaria de Educação vão aderir ao Pura até 2010. Pelo programa, a Sabesp realiza pesquisa e correção de vazamentos, programas de educação ambiental, gestão do consumo de água via internet (telemedição) e troca de equipamentos comuns por aparelhos denominados de economizadores.
No caso das escolas da rede municipal de ensino de São Paulo, a Sabesp
também lançou dois manuais com foco específico e didático. Um deles mostra aos professores como ensinar os alunos a consumir água de forma consciente, introduzindo o assunto em sala de aula em cada disciplina. Todas as escolas receberão as cartilhas.
Das 644 escolas municipais, 504 também já contam com o Contrato de Tarifação para Entidades Públicas, que dá direito a 25% de desconto na conta de água. Para ter o benefício, a instituição precisa ter economizado pelo menos 10% no consumo de água - e manter esse patamar. Nessas 504 escolas, a redução do consumo de água fez ainda mais diferença na hora de pagar a conta: cada uma economizou, em média, R$ 2 mil por mês. Outras 100 instituições de ensino deverão assinar o contrato de tarifa reduzida da Sabesp nos próximos meses.
Energia Elétrica
A economia com eletricidade da Secretaria de Educação começou quando o secretário Paulo Renato Souza determinou a troca de lâmpadas, luminárias e reatores por sistemas mais modernos e econômicos em 200 escolas em julho deste ano. Na nova etapa, a AES Eletropaulo arca com R$ 5,2 milhões para trocar esses materiais.
A ação, que deve ser concluída até maio do próximo ano, vai gerar economia de 5.850 MWh/ano - energia suficiente para abastecer 6.790 residências pelo período de um ano. "O Programa de Aumento da Eficiência Energética faz parte do projeto Escola de Gestão e trará muitos benefícios para as unidades da rede. Todo o valor economizado será reinvestido em educação", afirma o secretário Paulo Renato Souza. Outros três convênios com a AES Eletropaulo já foram concluídos e registraram um total de R$ 4,1 milhões em economia de energia nas escolas.
Na segunda-feira, 19, começou uma nova fase do Programa de Aumento da Eficiência Energética. A ação contou com apresentações teatrais em unidades da rede que alertavam os alunos sobre os perigos da rede elétrica e a necessidade de adotar medidas de consumo consciente de energia. "Nossos estudantes vão aprender como pequenas atitudes podem evitar acidentes e ajudar na economia doméstica, além de mostrar para as comunidades como o Estado está investindo em infraestrutura ambientalmente responsável", diz Paulo Renato.
Ao todo, serão realizadas 100 apresentações em 50 escolas da Capital e da Grande São Paulo, regiões atendidas pela AES Eletropaulo. Dois atores e uma equipe de produção visitarão as unidades já atendidas pelo Programa de Aumento da Eficiência Energética. Antes da performance, os estudantes participam de brincadeiras e discutem sobre os perigos da rede elétrica.
fonte:http://www.saopaulo.sp.gov.br/

TRF-SP pede nova data do Enem para estudantes judeus

Clipping Educacional - AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-SP) determinou na quinta-feira que a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcada para os dias 5 e 6 de dezembro (sábado e domingo), tenha outra data para beneficiar 22 estudantes do Centro de Educação Religiosa Judaica, de São Paulo. A defesa dos estudantes alega querer garantir a participação dos estudantes judeus, para quem os sábados são sagrados.De acordo com o relator do caso, o desembargador federal Mairan Maia, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova, não sofrerá sanções caso não cumpra a determinação.Na avaliação dos advogados, a decisão abre precedentes para que outros grupos religiosos entrem com processos semelhantes e forcem o Inep a mudar a data do exame. Eles pretendem entrar com uma petição para fazer cumprir a decisão caso o governo federal não remarque a avaliação.O Ministério da Educação (MEC) informa no site da instituição que há salas especiais para seguidores de religiões cujos sábados são sagrados - como judeus e adventistas. No dia de prova, eles devem chegar às 12 horas nos locais de prova e podem iniciar o exame apenas no domingo, no dia posterior. O ministério deve recorrer da decisão.
Fonte: http://www.estadao.com.br/

IME aplica provas objetivas do Vestibular 2010 - PASUSP registra mais de 50% de abstenção;

Por Wanessa de Almeida
Clipping Educacional - IG Educação
Dos 12.821 estudantes inscritos no Programa de Avaliação Seriada da Universidade de São Paulo, o PASUSP, 58,36% não fizeram as provas ontem (25).Os participantes foram submetidos a exames de conhecimentos gerais.
O programa é destinado a estudantes matriculados nos dois primeiros anos do ensino médio em colégios públicos ou que estão cursando este ano a 3ª série em escolas estaduais ou municipais paulistas. Alunos do EJA (Educação para Jovens e Adultos) também podem participar do processo. O desempenho dos estudantes é convertido em bônus de até 3% no Vestibular Fuvest 2010.
A Fuvest também acrescenta bônus de 3% na nota de estudantes de escolas públicas. Como a nota do Enem 2009 não será mais utilizada neste vestibular, o acréscimo de até 6% na nota será realizada com base no escore da primeira fase, somente para candidatos que gabaritarem mais de 22 questões. A regra vale apenas para os optantes do Inclusp.

Contra o corporativismo

Clipping Educacional - Veja
O secretário da Educação de São Paulo diz que sem meritocracia não haverá avanços na sala de aula - e que os sindicatos são um entrave para o bom ensino
"É preciso premiar o esforço e o talento para tornar a carreira de professor atraente. O bom ensino depende disso"
Criar um sistema capaz de atrair os melhores alunos para a carreira de professor é imperativo para um ensino de alto nível. Daí a relevância da aprovação, na semana passada, de um projeto concebido pelo economista Paulo Renato Souza, 64 anos, secretário estadual da Educação em São Paulo. Trata-se de um plano de carreira para os professores inteiramente baseado na meritocracia, conceito ainda raro nas escolas brasileiras e repudiado pelos sindicatos, seus principais adversários.
"Os sindicalistas são um freio de mão para o bom ensino", resume o ex-ministro da Educação no governo Fernando Henrique, que reconhece avanços na implantação dos rankings no Brasil e da cobrança de resultados com base neles, mas adverte: "É preciso discutir a educação com mais objetividade e menos ideologia".
Um relatório recente da OCDE mostra que o Brasil foi o país que mais aumentou o investimento na educação em proporção ao total dos gastos públicos - mas muitos se queixam de falta de dinheiro nas escolas.
Estão certos?
O maior problema no Brasil não é a falta de dinheiro, mas como esses recursos são empregados - em geral, de maneira bastante ineficaz. Daria para obter resultados infinitamente superiores apenas fazendo melhor uso das verbas já existentes. Prova disso é que, com orçamento idêntico, algumas escolas públicas oferecem ensino de ótima qualidade e outras, de péssimo nível.
O que explica isso?
As boas são comandadas por diretores com uma visão moderna de gestão, coisa raríssima no país. Não existe no Brasil nada como um bom curso voltado para treinar esses profissionais a liderar equipes ou cobrar resultados, o básico para qualquer um que se pretenda gestor. Quem se sai bem na função de diretor, em geral, é porque tem algo como um dom inato para a chefia. A coisa funciona no improviso.
As avaliações sempre chamam atenção para o despreparo dos professores brasileiros.
A que o senhor atribui isso?
Às universidades que pretendem formar professores, mas passam ao largo da prática da sala de aula. No lugar de ensinarem didática, as faculdades de pedagogia optam por se dedicar a questões mais teóricas. Acabam se perdendo em debates sobre o sistema capitalista cujo ideário predominante não passa de um marxismo de segunda ou terceira categoria. O que se discute hoje nessas faculdades está muito distante de qualquer ideia que seja cientificamente aceita, mesmo dentro da própria ideologia marxista. É uma situação difícil de mudar. A resistência vem de universidades como USP e Unicamp, as maiores do país.
Como isso se reflete nas escolas?
Muitos professores propagam em sala de aula uma visão pouco objetiva e ideológica do mundo. Alguns não dominam sequer o básico das matérias e outros, ainda que saibam o necessário, ignoram as técnicas para passar o conhecimento adiante. Vê-se nas escolas, inclusive, certa apologia da ausência de métodos de ensino. Uma ideia bastante difundida no Brasil é que o professor deve ter liberdade total para construir o conhecimento junto com seus alunos. É improdutivo e irracional. Qualquer ciência pressupõe um método. No ensino superior, há também inúmeras mostras de como a ideologia pode sobrepor-se à razão. O senhor daria um exemplo? Existe um terrível preconceito nas universidades públicas contra o setor privado. Ali, qualquer contato com as empresas é visto como um ato de "venda ao sistema". Como se as instituições públicas fossem sustentadas por marcianos e não pelo dinheiro do governo, que vem justamente do sistema econômico. O resultado é que, distantes das empresas, as universidades se tornam menos produtivas e inovadoras.
Em muitos países, as universidades públicas cobram mensalidade dos estudantes que têm condições de pagar.
Seria bom também para o Brasil?
Sem dúvida. Só que esse é um tabu antigo no país. Se você defende essa bandeira, logo o identificam como alguém que quer privatizar o sistema. Preservar a universidade gratuita virou uma questão de honra nacional. Bobagem. É preciso, de uma vez por todas, começar a enxergar as questões da educação no Brasil com mais pragmatismo e menos ideologia. Na semana passada, foi aprovado em São Paulo um novo plano de carreira para professores e diretores.
Esse tipo de medida tem potencial para revolucionar o ensino nas redes públicas?
Planos de carreira são essenciais para tornar essas profissões novamente atraentes, de modo que os melhores alunos saídos das universidades optem por elas. Sem isso, é difícil pensar em bom ensino. O plano de São Paulo não apenas eleva os salários, o que é um chamariz por si só, mas faz isso reconhecendo, por meio de avaliações, o mérito dos melhores profissionais. Ou seja: esforço e talento serão premiados, um estímulo que a carreira não tinha. A meritocracia consta de qualquer cartilha de gestão moderna, mas é algo ainda bem novo nas escolas brasileiras.
Os principais adversários do projeto foram os sindicatos desses profissionais.
Que lógica há nisso?
É uma manifestação de puro corporativismo. Pela nova lei, só poderão pleitear aumento de salário aqueles professores assíduos ao trabalho - um pré-requisito mais do que razoável. É o mínimo esperar que, para alguém almejar ascender na carreira, ao menos compareça ao serviço. Apenas o sindicato não vê desse jeito. Ele encara as "faltas justificadas" como um direito adquirido. E ponto. Não quer perdê-lo. Mas repare que eu não estou dizendo que os professores ficarão sem esse direito. Só estou tentando fornecer um estímulo adicional para que eles deem suas aulas. O último levantamento que fizemos mostra que a média de ausências na rede estadual de São Paulo é altíssima: foram trinta faltas por docente apenas em 2008. Ao resistir a uma medida que premia a presença na escola, o sindicato dá mais uma mostra de como o espírito corporativista pode sobrepor-se a qualquer preocupação com o ensino propriamente dito.
O movimento sindical passa ao largo da preocupação com o bom ensino?
É exatamente isso. Está claro que os sindicatos estão focados cada vez mais no próprio umbigo e menos nas questões relativas à educação. Entendo, evidentemente, que lutem pelos interesses da categoria, propósito de qualquer organização do gênero. Mas a qualidade do ensino, que é de responsabilidade social deles, deveria vir em primeiro lugar. Em 1984, quando fui secretário da Educação em São Paulo pela primeira vez, já se via essa forte tendência nos sindicatos. Em reuniões com os professores, palavras como aluno ou ensinojamais eram mencionadas por eles. Apenas se discutiam ali os interesses da categoria. E esse problema só piora.
O que causa a piora?
O movimento sindical politizou-se a um ponto tal que não se acham mais nele pessoas realmente interessadas em educação. Estas debandaram. Hoje, os sindicatos estão tomados por partidos radicais de esquerda sem nenhuma relevância para a sociedade. Para essas agremiações insignificantes, o sindicalismo serve apenas como um palanque, capaz de lhes dar uma visibilidade que jamais teriam de outra maneira. É aí que tais partidos aparecem e fazem circular seu ideário atrasado e contraproducente para o ensino. Repare que esses sindicalistas são poucos - e estão longe de expressar a opinião da maioria. Mas têm voz.
Com a nova lei fica determinado que, para pular de nível na carreira, o professor seja submetido a uma prova.
Por que os sindicatos rejeitaram a ideia?
É lamentável que um grupo de professores critique a existência de uma prova. Veja o absurdo. Eles alegam que um exame os obrigaria a estudar mais e que não têm tempo para isso. A crítica expressa também uma resistência à avaliação, que até hoje se vê arraigada em certos setores da sociedade brasileira.
Nisso o Brasil destoa de outros países?
Em culturas mais individualistas e competitivas, como a anglo-saxã, as aferições do nível dos professores e do próprio ensino não são apenas bem-aceitas como têm ajudado a melhorar as escolas, na medida em que fornecem um diagnóstico dos problemas. Os professores brasileiros que agora resistem a passar pela avaliação certamente não estão atentos a isso. Sua maior preocupação é lutar por direitos iguais para todos - velha bandeira que ignora qualquer noção de meritocracia. Por isso, eles se posicionaram contra uma regra do projeto que limita o número de promoções por ano: não mais do que 20% dos profissionais poderão subir de nível. É um teto razoá-vel: evita um rombo no orçamento e, ao mesmo tempo, promove uma bem-vinda competição. Demandará mais empenho e estudo dos professores - o que não lhes fará mal. No campo salarial, premiar o mérito significa romper com o conceito da isonomia de ganhos para todos os funcionários.
Esse não é um valor que deveria ser preservado?
Não. Já é consenso entre especialistas do mundo todo que aumentos concedidos a uma categoria inteira, desprezando as diferenças de desempenho entre os profissionais, não têm impacto relevante no ensino. O que faz diferença, isso sim, é conseguir premiar os que se saem melhor em sala de aula. A isonomia é uma bandeira velha. Há experiências no Brasil com a concessão de bônus aos melhores professores.
Isso funciona?
Sem dúvida. Quando há um sistema feito para reconhecer e premiar os talentos individuais, a eficácia das políticas públicas para a educação aumenta. Coisa de quinze anos atrás, o Brasil estava a anos-luz disso. Não havia informação sobre nada - nem mesmo se sabia o número de escolas no país. O dado variava entre 190 000 e 230 000 colégios, dependendo da fonte. Hoje, já dá até para comparar o ensino de Capão Redondo, na periferia de São Paulo, com o das escolas da Finlândia. Desse modo, é possível traçar metas bem concretas para a educação e cobrar por elas - alicerces para uma boa gestão em qualquer setor.
Já se formou um consenso no Brasil de que esse é o caminho acertado?
Acho que sim. Nos primeiros anos de governo Lula, os petistas chegaram a pôr em xeque a ideia de que a qualidade do ensino precisa ser aferida com base em dados objetivos. Foi um retrocesso. Mas hoje o MEC norteia suas políticas com base em avaliações, metas e cobrança de resultados. Diria que eles chegam até a exagerar na dose, divulgando rankings que, como ministro, eu mesmo preferia não trazer a público. É o caso do Enem.
O Enem não é um bom indicador da qualidade do ensino em escolas públicas e particulares?
O problema é que, como só faz o exame quem quer, ele não necessariamente traduz a qualidade de ensino na escola como um todo.
E se apenas os bons alunos de determinado colégio se submeterem à prova?
O retrato sairá distorcido. Grosso modo, o Enem até espelha bem a realidade. Mas, como a amostra de alunos de cada escola é aleatória, há espaço para que se cometam injustiças. Em tese, qualquer colégio particular que se sentisse prejudicado pelo ranking poderia processar o MEC. De modo geral, porém, sou absolutamente favorável a que se lance luz sobre os resultados. O monitoramento deve ser constante. No começo do ano, flagraram-se em material que seria distribuído às escolas pela Secretaria Estadual da Educação erros crassos, tais como a inclusão de dois Paraguais num mapa da América do Sul.
Faltou fiscalização por parte do governo?
Sem dúvida. Ainda que o material não seja produzido pela secretaria, é de responsabilidade dela que não passem erros. Não há o que argumentar aí. Depois do episódio, os cuidados foram redobrados. Cada livro é revisado de três a quatro vezes. Apostila com erro é um desserviço à educação - e desperdício de dinheiro público.