quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Voz é ponto fraco do professor

Problemas relacionados à laringe e às cordas vocais atingem 25 mil profissionais no Brasil
Segundo levantamento feito pela Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV), aproximadamente 2% dos professores do Brasil – cerca de 25 mil profissionais – terão problemas com a voz e precisarão se afastar de suas funções por problemas na laringe e cordas vocais, caso providências profiláticas e terapêuticas não sejam tomadas. A voz do professor também é responsável por 70% dos afastamentos, sendo o principal problema de saúde desta classe. Isso ocorre porque o profissional utiliza muito a voz como instrumento de trabalho.
Os problemas vocais mais comuns entre os professores são ocasionados por falta de aquecimento vocal ou excesso de estresse dentro da sala de aula. Alunos desobedientes, salas lotadas e carga horária exigem muito mais da voz dos professores. Por isso, a consulta a um otorrinolaringologista é necessária.
Os médicos da ABLV recomendam aos professores que aproveitem as férias para cuidar da voz.
O QUE FAZER
Para manter boas condições vocais, especialistas recomendam evitar falar alto ou sussurrar, manter seu tom habitual, isto é, não se expressar de forma aguda ou grave demais. Deve-se evitar também fumar ou falar muito em ambientes de fumantes, comer alimentos ricos em ácidos e gorduras, e falar em local com ar-condicionado, poeira e muito frio. Não se deve ingerir pastilha ou spray analgésico sem indicação médica, nem abusar do consumo de alimentos condimentados e chocolate.
Também é recomendável hidratar bem o organismo (entre seis e oito copos de água por dia), evitar os choques térmicos e excessos alimentares antes de usar a voz profissionalmente e usar roupas confortáveis (as apertadas inibem a respiração e podem atrapalhar a postura.

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