sexta-feira, 9 de abril de 2010

Professores da rede estadual decidem encerrar greve em SP

FÁBIO TAKAHASHI
Clipping Educacional - da Reportagem Local
Atualizado às 16h25.
Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira encerrar a greve que durava um mês.
A assembleia foi realizada no vão livre do Masp, na avenida Paulista (área central da cidade), e prejudicou o trânsito na região.
Após a votação houve confusão entre professores que queriam manter a greve e os que decidiram suspender a paralisação. Houve empurra-empurra, e a presidente da Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual), Maria Izabel Noronha, deixou o local escoltada por seguranças.
Segundo o levantamento da entidade, a paralisação chegou a abranger 63% dos docentes em março. Para a Secretaria da Educação, nunca atingiu 1%.
Desde o início da paralisação, o governo tucano dizia que não negociaria enquanto os grevistas não voltassem ao trabalho.
Os docentes reivindicavam reajuste de 34,3%. O salário inicial na rede é de R$ 1.834 (jornada de 40 horas semanais). Conforme a Folha informou na semana passada, a rede estadual tem o 14º melhor salário do país.
Greve
Na quarta-feira (7), a presidente da Apeoesp esteve reunida com o secretário da Educação, Paulo Renato Souza. Após o encontro, a secretaria informou que pretendia negociar as reivindicações dos professores, desde que a paralisação fosse encerrada.
A Secretaria da Educação afirmou que a greve é política --a presidente da Apeoesp é filiada ao PT e afirmou em assembleia que pretendia "quebrar a espinha" do governo José Serra (PSDB), que saiu para disputar a Presidência e deu lugar ao vice, Alberto Goldman (PSDB).
Sobre a questão salarial, a pasta sustenta que o aumento pedido pelos grevistas desorganizaria as finanças do Estado. No mês passado, a reportagem telefonou para 108 escolas e constatou que 42 foram afetadas pela greve.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

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