Fábio Takahashi da FSP
Lista tem obra de poesias não indicada para a 3ª série, três outras por inadequação etária e uma por teor preconceituoso
Clipping Educacional - Folha de São Paulo / Correio Web (29.05.2009)
Sindicância foi aberta para identificar os responsáveis pelos erros no processo de seleção e compra dos livros do projeto Ler e Escrever.Cinco livros do Programa Ler e Escrever foram considerados inadequados pelo governo do Estado de São Paulo para as salas de aula do ensino fundamental, conforme anunciou ontem.
O governo fez um pente-fino nas 818 obras escolhidas para o projeto Ler e Escrever, depois de a Folha revelar que havia ocorrido erro na escolha de ao menos dois títulos.Os livros considerados inadequados são: "Um Campeonato de Piadas", de Laerte Sarrumor e Guca Domenico, da editora Nova Alexandria, por conteúdo preconceituoso; "Poesia do Dia - Poetas de Hoje para Leitores de Agora", de Alberto Pucheu, André Dick, Bruna Beber, Danilo Monteiro, Diego Vinhas, Elisa Andrade Buzzo, Fabrício Carpinejar, Fabrício Corsaletti, Joca Reiners Terron, Marcelo Camelo, Mário Bortolotto, Paulo Scott, Paulo Seben e Rodrigo Petronio, da editora Ática, por inadequação para a faixa etária; e "O Triste Fim do Menino Ostra e Outras Histórias", de Tim Burton, da editora Girafinha, por inadequação para a faixa etária.
Um deles, que possuía palavrões, foi retirado já no meio deste mês. O outro ("Poesia do Dia - Poetas de Hoje para Leitores de Agora"), a princípio, apenas sairia do material da sala de aula da terceira série e iria para as salas de leitura -para estudantes mais velhos.
O título contém uma poesia com ironias do tipo "nunca ame ninguém. Estupre". Ontem, o governo anunciou que retirará a obra das escolas por inadequação à faixa etária.
Outros quatro títulos serão retirados. Três dos quais também por inadequação etária: "O Triste Fim do Menino Ostra e Outras Histórias"; "Memórias Inventadas - A Infância"; e "Manual de Desculpas Esfarrapadas: Casos de Humor".
A quinta obra será retirada por conteúdo preconceituoso ("Um Campeonato de Piadas"). O governo estadual disse que os livros "serão recolhidos imediatamente" das escolas.
Em nota, a pasta afirmou que "o Ler e Escrever é responsável pelo avanço na educação das crianças, com o índice de alfabetização aos oito anos de idade passando de 87,4% para 90,2% entre 2007 e 2008 [segundo indicadores da Secretaria da Educação]".
Os livros atendem os alunos das primeiras quatro séries do ensino fundamental. Podem ser utilizados pelos professores nas salas de aula ou ficar nas salas de leitura, sob supervisão de um docente. A intenção é estimular as crianças a lerem.
Apuração
Uma sindicância interna foi aberta para identificar as responsabilidades pelos erros no processo de seleção e compra.
Questionado sobre onde havia ocorrido o problema, o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, afirmou anteontem: "No fato de não termos comissão formal de especialistas, que deveria ter escrito um parecer sobre cada livro. É o que faremos daqui para a frente, como eu fazia no Ministério da Educação [na gestão FHC]".
Segundo o titular da área, não foram praticados aspectos formais de escolha (como pareceres para cada obra e observação das normas de seleção).
Sobre o Ler e Escrever, Paulo Renato afirmou que "o programa é bom, necessário para a aprendizagem das crianças". Destacou que há mais de 800 "títulos bons". Segundo a coordenação do projeto, um estudante pode ter acesso a até 200 títulos num período de um ano.
A partir da próxima quarta-feira, a secretaria vai expor ao público em sua sede (praça da República, no centro de São Paulo) os 812 livros que permaneceram no programa.
O Ministério Público também abriu investigação para apurar se houve improbidade administrativa (mau uso dos recursos públicos) no caso.
O governo fez um pente-fino nas 818 obras escolhidas para o projeto Ler e Escrever, depois de a Folha revelar que havia ocorrido erro na escolha de ao menos dois títulos.Os livros considerados inadequados são: "Um Campeonato de Piadas", de Laerte Sarrumor e Guca Domenico, da editora Nova Alexandria, por conteúdo preconceituoso; "Poesia do Dia - Poetas de Hoje para Leitores de Agora", de Alberto Pucheu, André Dick, Bruna Beber, Danilo Monteiro, Diego Vinhas, Elisa Andrade Buzzo, Fabrício Carpinejar, Fabrício Corsaletti, Joca Reiners Terron, Marcelo Camelo, Mário Bortolotto, Paulo Scott, Paulo Seben e Rodrigo Petronio, da editora Ática, por inadequação para a faixa etária; e "O Triste Fim do Menino Ostra e Outras Histórias", de Tim Burton, da editora Girafinha, por inadequação para a faixa etária.
Um deles, que possuía palavrões, foi retirado já no meio deste mês. O outro ("Poesia do Dia - Poetas de Hoje para Leitores de Agora"), a princípio, apenas sairia do material da sala de aula da terceira série e iria para as salas de leitura -para estudantes mais velhos.
O título contém uma poesia com ironias do tipo "nunca ame ninguém. Estupre". Ontem, o governo anunciou que retirará a obra das escolas por inadequação à faixa etária.
Outros quatro títulos serão retirados. Três dos quais também por inadequação etária: "O Triste Fim do Menino Ostra e Outras Histórias"; "Memórias Inventadas - A Infância"; e "Manual de Desculpas Esfarrapadas: Casos de Humor".
A quinta obra será retirada por conteúdo preconceituoso ("Um Campeonato de Piadas"). O governo estadual disse que os livros "serão recolhidos imediatamente" das escolas.
Em nota, a pasta afirmou que "o Ler e Escrever é responsável pelo avanço na educação das crianças, com o índice de alfabetização aos oito anos de idade passando de 87,4% para 90,2% entre 2007 e 2008 [segundo indicadores da Secretaria da Educação]".
Os livros atendem os alunos das primeiras quatro séries do ensino fundamental. Podem ser utilizados pelos professores nas salas de aula ou ficar nas salas de leitura, sob supervisão de um docente. A intenção é estimular as crianças a lerem.
Apuração
Uma sindicância interna foi aberta para identificar as responsabilidades pelos erros no processo de seleção e compra.
Questionado sobre onde havia ocorrido o problema, o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, afirmou anteontem: "No fato de não termos comissão formal de especialistas, que deveria ter escrito um parecer sobre cada livro. É o que faremos daqui para a frente, como eu fazia no Ministério da Educação [na gestão FHC]".
Segundo o titular da área, não foram praticados aspectos formais de escolha (como pareceres para cada obra e observação das normas de seleção).
Sobre o Ler e Escrever, Paulo Renato afirmou que "o programa é bom, necessário para a aprendizagem das crianças". Destacou que há mais de 800 "títulos bons". Segundo a coordenação do projeto, um estudante pode ter acesso a até 200 títulos num período de um ano.
A partir da próxima quarta-feira, a secretaria vai expor ao público em sua sede (praça da República, no centro de São Paulo) os 812 livros que permaneceram no programa.
O Ministério Público também abriu investigação para apurar se houve improbidade administrativa (mau uso dos recursos públicos) no caso.
fonte:http://e-educador.com/




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