Vários fatores influem na qualidade do ensino: a formação dos professores, as condições de trabalho; as turmas muito grandes e heterogêneas; os baixos salários que recebem, o que os obriga a trabalhar em várias escolas ou em mais de um turno na mesma escola fonte: Folha Dirigida (24.07.2008) Terezinha SaraivaTudo isto serve para impedi-los de se atualizarem, de planejarem as aulas, de conhecerem melhor seus alunos Além disso, o tempo reduzido de permanência dos alunos na escola também tem influência na aprendizagem e, conseqüentemente, reflete–se no baixo desempenho dos alunos. Discutir qual o fator que tem mais influência na má qualidade do ensino é perder tempo, além de não resolver o grave problema que, hoje, lamentavelmente marca a educação básica brasileira. Além das causas internas, há fatores externos que contribuem para uma deficiente aprendizagem e que são decorrentes de pais descompromissados com a aprendizagem de seus filhos, de crianças que se alimentam mal, dormem mal, muitas vezes trabalham em casa, tomando conta dos irmãos menores, e desempenhando outras tarefas domésticas, enquanto as mães trabalham para melhorar a renda familiar; que não têm em casa ambiência cultural que as estimule, nem alguém da família que possa ajudá-las nas tarefas escolares.
De modo geral são crianças com a auto-estima baixa, sem motivação, sem apoio afetivo e familiar. Tudo isto influi, negativamente, na aprendizagem. Não se pode, ao falar da qualidade do ensino, deixar de falar na deficiência da aprendizagem. Ao esforço para melhorar a qualidade do ensino há que se somar o esforço para melhorar a aprendizagem. Professores e alunos precisam ter condições para ensinar e para aprender. Os primeiros para ter uma prática pedagógica eficiente e de qualidade; os alunos, para que tenham, na medida do possível, compensadas as deficiências decorrentes da carência alimentar, afetiva, cultural, de estímulo e apoio familiar, para que possam melhorar a aprendizagem. Nem sempre o mau desempenho dos alunos é conseqüência de um ensino sem qualidade. Não coloquemos, apenas, nos largos ombros da escola e nos sofridos ombros dos professores a responsabilidade do mau desempenho dos alunos. Como já me referi: há fatores internos e externos que têm influência no processo ensino-aprendizagem. Os últimos são mais difíceis de solucionar. Quanto aos professores, precisam encontrar nas escolas boas condições para lecionar, precisam ser bem preparados nas escolas que os formam, precisam ter tempo para permanente atualização e aperfeiçoamento, precisam ter sua profissão valorizada, a começar por salários dignos e justos, considerando a responsabilidade que têm pela formação integral das crianças e adolescentes que lhes são confiados. Os baixos salários afastam das escolas os professores melhor qualificados e afastam dos cursos de formação de professores pessoas com bom potencial para o exercício do magistério. Basta ver a relação candidato/ vaga nos vestibulares para os cursos de formação de professores. Há anos que os sistemas de ensino se ressentem da falta de professores de Física, Química, Matemática. O magistério não é mais uma carreira atraente.
Os baixos salários pagos aos professores funcionam como processo seletivo às avessas. Ignorar o peso dos baixos salários e do desestímulo que isso acarreta nos professores, influindo na qualidade do ensino, é inaceitável. É preciso devolver aos professores a auto-estima, valorizando–os; formando-os bem e oferecendo oportunidades de educação continuada; criando uma carreira do magistério, com acessos previstos, não só por tempo de serviço, mas por qualificação e produtividade, pagando salários dignos, justos, devidos aos que exercem uma das mais nobres e importantes profissões. Os governos precisam, sem mais demora, demonstrar não só nos discursos e nas promessas, mas, sobretudo nas ações e decisões, que reconhecem na educação a importância capital para a formação e realização dos indivíduos, para a criação de uma sociedade com menos desequilíbrios sociais e econômicos, para o desenvolvimento do país.
Os governos precisam demonstrar que reconhecem naqueles que são responsáveis pela educação de nossas crianças, adolescentes e jovens - professores e gestores - os atores fundamentais para que se possa oferecer um ensino de qualidade, seja nas grandes cidades, seja nos mais longínquos rincões desse país continental; seja para uma clientela proveniente da classe econômica favorecida, seja para os que vêm de comunidades de baixa renda, garantido pela prática pedagógica de professores bem formados, permanentemente atualizados e dignamente remunerados e, em conseqüência, se possa ter uma eficiente aprendizagem, que prepare nossas crianças, adolescentes e jovens para uma vida produtiva, para uma vida cidadã, fornecendo-lhes ao final do curso não só o certificado ou o diploma, mas entregando-lhes a chave para a realização pessoal e profissional, para o sucesso, para um futuro promissor e digno. A educação, ontem como hoje, hoje como amanhã, é o mágico instrumento para a conquista dos ideais de um povo, para a construção de uma sociedade mais justa, para o desenvolvimento do país, para o fortalecimento da cidadania.
De modo geral são crianças com a auto-estima baixa, sem motivação, sem apoio afetivo e familiar. Tudo isto influi, negativamente, na aprendizagem. Não se pode, ao falar da qualidade do ensino, deixar de falar na deficiência da aprendizagem. Ao esforço para melhorar a qualidade do ensino há que se somar o esforço para melhorar a aprendizagem. Professores e alunos precisam ter condições para ensinar e para aprender. Os primeiros para ter uma prática pedagógica eficiente e de qualidade; os alunos, para que tenham, na medida do possível, compensadas as deficiências decorrentes da carência alimentar, afetiva, cultural, de estímulo e apoio familiar, para que possam melhorar a aprendizagem. Nem sempre o mau desempenho dos alunos é conseqüência de um ensino sem qualidade. Não coloquemos, apenas, nos largos ombros da escola e nos sofridos ombros dos professores a responsabilidade do mau desempenho dos alunos. Como já me referi: há fatores internos e externos que têm influência no processo ensino-aprendizagem. Os últimos são mais difíceis de solucionar. Quanto aos professores, precisam encontrar nas escolas boas condições para lecionar, precisam ser bem preparados nas escolas que os formam, precisam ter tempo para permanente atualização e aperfeiçoamento, precisam ter sua profissão valorizada, a começar por salários dignos e justos, considerando a responsabilidade que têm pela formação integral das crianças e adolescentes que lhes são confiados. Os baixos salários afastam das escolas os professores melhor qualificados e afastam dos cursos de formação de professores pessoas com bom potencial para o exercício do magistério. Basta ver a relação candidato/ vaga nos vestibulares para os cursos de formação de professores. Há anos que os sistemas de ensino se ressentem da falta de professores de Física, Química, Matemática. O magistério não é mais uma carreira atraente.
Os baixos salários pagos aos professores funcionam como processo seletivo às avessas. Ignorar o peso dos baixos salários e do desestímulo que isso acarreta nos professores, influindo na qualidade do ensino, é inaceitável. É preciso devolver aos professores a auto-estima, valorizando–os; formando-os bem e oferecendo oportunidades de educação continuada; criando uma carreira do magistério, com acessos previstos, não só por tempo de serviço, mas por qualificação e produtividade, pagando salários dignos, justos, devidos aos que exercem uma das mais nobres e importantes profissões. Os governos precisam, sem mais demora, demonstrar não só nos discursos e nas promessas, mas, sobretudo nas ações e decisões, que reconhecem na educação a importância capital para a formação e realização dos indivíduos, para a criação de uma sociedade com menos desequilíbrios sociais e econômicos, para o desenvolvimento do país.
Os governos precisam demonstrar que reconhecem naqueles que são responsáveis pela educação de nossas crianças, adolescentes e jovens - professores e gestores - os atores fundamentais para que se possa oferecer um ensino de qualidade, seja nas grandes cidades, seja nos mais longínquos rincões desse país continental; seja para uma clientela proveniente da classe econômica favorecida, seja para os que vêm de comunidades de baixa renda, garantido pela prática pedagógica de professores bem formados, permanentemente atualizados e dignamente remunerados e, em conseqüência, se possa ter uma eficiente aprendizagem, que prepare nossas crianças, adolescentes e jovens para uma vida produtiva, para uma vida cidadã, fornecendo-lhes ao final do curso não só o certificado ou o diploma, mas entregando-lhes a chave para a realização pessoal e profissional, para o sucesso, para um futuro promissor e digno. A educação, ontem como hoje, hoje como amanhã, é o mágico instrumento para a conquista dos ideais de um povo, para a construção de uma sociedade mais justa, para o desenvolvimento do país, para o fortalecimento da cidadania.
fonte:http://e-educador.com




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