sexta-feira, 5 de junho de 2009

Diagnóstico

(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)
Clipping Educacional – Da EducaçãoAlguns professores, imbuídos de certa autoridade, passaram a identificar muitas crianças com esse transtorno (3 a 5% da população escolar), principalmente aquelas que perturbavam o sossego da aula. Alertavam os pais que chegavam ao consultório do psicólogo ou do médico com o diagnóstico pronto e a medicação indicada. Talvez numa primeira olhada poderia mesmo parecer. Isso ainda acontece. Desta forma, colocando o problema na criança, família e escola se eximem de qualquer responsabilidade.
Porém, como disse acima, as características que a princípio identificam o transtorno, podem estar presentes em crianças sem problema algum ou que apresentam outros tipos de distúrbios. Por exemplo, crianças bastante agitadas às vezes vêm de ambientes emocionalmente patológicos. A desatenção e hiperatividade podem ser características de ansiedade ou depressão.
A criança que está com algum problema nem sempre consegue prestar atenção em outras coisas, pois seu pensamento não sai daquele ponto de angústia. Ou então, a escola está aquém ou além de suas possibilidades, sendo desinteressante para ela, fazendo com que fique desatenta e até agitada.
Alguns déficits físicos também podem levar a um comportamento de desatenção, como dificuldade de visão ou audição. E a utilização de determinadas medicações por vezes deixam as crianças bastante agitadas.
A escola é o lugar privilegiado para se perceber determinadas características das crianças, principalmente sua capacidade de atenção, de se envolver com as atividades e sua interação social.
Se a escola levantou um problema, ele deve ser levado para um profissional competente que irá orientar a família no melhor caminho a seguir. O primeiro passo, em casos assim, é fazer um diagnóstico cuidadoso, onde se verificará o comportamento da criança em várias situações. Sempre considerando as várias possibilidades do que pode estar ocorrendo com ela.
Se ela apresentar TDAH é muito importante, se for o caso, que ela use a medicação com a prescrição e o acompanhamento de um médico competente, muitas vezes associada a outras condutas. Caso ela necessite do remédio e não o use, problemas de outra ordem podem aparecer dificultando ainda mais sua vida como, por exemplo, dificuldade de aprender e de se relacionar socialmente.
Caso não tenha o transtorno, outras questões podem surgir de modo a permitir entender o quadro e ajudar a criança do melhor modo possível. O importante é que ela seja ajudada em suas reais dificuldades. Só assim ela se sentirá compreendida. O que já será de grande ajuda.
Fonte: http://g1.globo.com/

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