domingo, 18 de janeiro de 2009

Empresas criam "EJATUR" e levam alunos para outros estados com provas mais fáceis

Clipping Educacional - Agora (18.01.2009)
Notícia publicada no jornal Agora, de autoria de Adriana Ferraz faz denúncia de empresas de escolas de ensino à distância, de São Paulo. Segundo a matéria publicada no jorrnal,sob o apelativo "três anos em três meses" estas escolas devidamnente credenciadas pelo Conselho Estadual de Educação oferecem o diploma do ensino médio em apenas 90 dias. Pelas normas vigentes, o "benefício" é válido a qualquer pessoa com mais de 18 anos que optar pela realização do EJA (Educação de Jovens e Adultos), nome dado ao antigo supletivo.
Em alguns casos, as propostas incluem até pacote de viagem. Só depende da pressa do cliente. Se houver demanda, há escolas que fretam ônibus e levam os interessados ao Rio de Janeiro, onde o exame final é considerado mais fácil. Tudo é feito em um dia e os funcionários dão garantia de sucesso, além de preço acessível: R$ 700.
Tal prática é possível diante da falta de fiscalização.
A responsabilidade, porém, não está clara.
A Secretaria de Estado da Educação empurra a função ao conselho. O impasse facilita a proliferação de instituições sem compromisso com a qualidade.
A queda na procura por vagas na rede estadual pode ser uma das consequências. Entre 2006 e 2007, o número de matrículas foi reduzido em cerca de 40 mil - passou de 595.818 para 556.033. Para o governo, o número mostra que a educação regular está cumprindo o seu papel mas, para especialistas, o dado pode revelar que as escolas particulares estão absorvendo mais alunos.
O EJA foi criado para pessoas que perderam a chance de estudar no período considerado ideal. "O programa tem a função de resgatar a educação. Não foi planejado para quem simplesmente não quer estudar ou deseja a formação apenas para prestar um concurso público ou garantir um emprego", afirma a professora da PUCSP Marta Scapato.Para ela, o problema não é estudar a distância, mas não ter orientação. "Esse modelo pode funcionar, mas é preciso proporcionar discussão para criar consciência crítica e o Brasil já é bastante carente de seres pensantes", completa Marta.
Para que dê certo, o empenho do aluno é considerado essencial. "É possível aprender em cursos a distância, mas concordo que é preciso mais tempo. As escolas dispõem de um corpo de professores que atende as dúvidas pessoalmente ou mesmo por e-mail. Essa é uma tendência mundial e muitos ainda criticam por puro desconhecimento", afirma a diretora pedagógica do Ined (Instituto Nacional de Ensino à Distância), Joanir Fernandes Martinez.
Na rede estadual e em escolas particulares presenciais, os cursos presenciais demandam um ano e meio para o supletivo do ensino médio e dois para o fundamental.
A a secretaria da Educação informou que dispõe de 1.200 supervisores de ensino que agem como fiscais.

Um comentário:

  1. oi ....tenho um presentinho especial para vc ... passe no meu blog para pega-lo.... bjossss


    clara libe

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