terça-feira, 23 de dezembro de 2008

SP: voltam as aulas de história

Tharsila Prates
Para seguir lei, governo agora pode cortar educação física do ensino médio
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que não haverá mais a redução no número de aulas de história para os estudantes do ensino médio da rede estadual. Por outro lado, ainda não sabe que mudança será feita nos currículos para a inclusão de filosofia e sociologia, obrigatórias a partir de 2009
A Secretaria havia afirmado que as aulas da disciplina em 2009 cairiam de oito para cinco por semana. A mudança foi noticiada pela Folha no início deste mês e recebeu críticas de especialistas. Ontem, no entanto, o governo disse que vai manter as oito aulas.
A mudança foi cogitada, segundo a secretaria, para a rede se adequar à lei federal que determina a inclusão de sociologia e filosofia no ensino médio. Pela lei, em 2009 as escolas devem adotar as duas disciplinas em ao menos um dos anos do ensino médio, com a continuação ano a ano até 2012.
A Secretaria da Educação informou que a grade curricular de 2009 está sendo estudada e que outras disciplinas poderão sofrer alteração, como a de educação física.
Uma resolução da pasta, publicada no "Diário Oficial" de 26 de novembro, retirou a educação física da grade regular da 3ª série do ensino médio. Na resolução, a pasta informa que essas aulas poderão ser realizadas fora do período regular.
Houve uma retificação no "Diário Oficial" do dia 12 de dezembro, que manteve a eliminação da disciplina, mas sem a possibilidade de as aulas serem realizadas fora do horário regular de aula. Nenhuma das duas mudanças, no entanto, foi confirmada pela pasta. A assessoria de imprensa informou que a grade publicada no "Diário Oficial" não é válida.
Uma lei estadual de 2003 diz que a educação física é obrigatória em todas as séries.
"Movimento é bom para todas as idades. Eu não concordo em retirar essa disciplina do currículo do 3º ano", afirma a professora Neide Noffs, coordenadora do curso de psicopedagogia da PUC-SP. Para ela, a escola poderia diminuir a carga horária de algumas matérias, mas não eliminá-las.
fonte: Folha de São Paulo (23.12.2008)

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