sábado, 20 de setembro de 2008

A conta é política

A lei do piso nacional para professores não explica como e de onde virá a verba para seu cumprimento. Mas há uma certeza: será necessária muita vontade política para cumpri-la.
Autor('Gustavo Heidrich','','')



O principal impacto financeiro da lei do piso nacional de professores, aprovada em julho, é a ampliação do horário extraclasse dentro da jornada de trabalho dos atuais 20% a 25% do total – faixa determinada pelo Plano Nacional de Educação de 2001 – para 33%. Para atender a essa determinação, redes estaduais e municipais terão de contratar docentes. O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional de Dirigentes Municipais da Educação (Undime) já se manifestaram contra a medida por acreditarem que haverá dificuldades orçamentárias para essas contratações.
Especialistas ouvidos por NOVA ESCOLA ON-LINE apontam soluções que exigem tempo, compromisso e vontade política. Adotadas, elas ampliariam o financiamento da Educação, garantindo o cumprimento da lei. Mas o que a sociedade deve esperar das autoridades públicas nesse momento é que elas se façam uma pergunta: o dinheiro da Educação é um custo ou um investimento? Você, professor, já sabe a resposta.

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