sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

12 mil professores estaduais serão selecionados para virar coordenadores

Secretaria de Estado da Educação abrirá processo seletivo para conseguir 12 mil professores-coordenadores
A Secretaria de Estado da Educação abre em 7 de fevereiro processo de seleção para transformar 12 mil professores em professores-coordenadores. Estes profissionais, que atuarão já neste ano em todas escolas estaduais, trabalharão como gestores das mudanças anunciadas em 2007 pela pasta. Eles serão responsáveis, por exemplo, em planejar como as escolas cumprirão as metas de desempenho e como elevar o nível de aprendizado dos alunos.
A Secretaria separou em duas fases a seleção dos 12 mil novos profissionais. De 7 a 15 de fevereiro haverá inscrições para atuação no ciclo 2 do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. A segunda fase, no meio do ano, será para professor coordenador de ciclo 1 do Fundamental.
O salário de professor-coordenador de ciclo 1 é de R$ 1.773,71. Para ciclo 2 e Ensino Médio é de R$ 1975,55. Um professor na rede estadual ganha hoje, de início, para 24 horas semanais, R$ 1036.
Além das datas de inscrições, publicadas nesta sexta-feira, 11 de janeiro, no Diário Oficial do Estado, a Secretaria já definiu a data e horário para a prova de seleção: 1º de março, às 8h30. Os locais das avaliações serão divulgados pelas Diretorias de Ensino.
"É uma função fundamental para melhorarmos a qualidade da educação em São Paulo. Os professores coordenadores serão muito importantes", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
A prova terá 20 questões de múltipla escolha sobre propostas curriculares e metodologias das áreas. Cada questão valerá 5 décimos, e a classificação acontecerá a partir de 5 pontos, em uma escala de 0 a 10. Após a prova, os candidatos apresentarão projeto de trabalho (de 4 a 14 de março) e passarão por entrevista (17 a 20 de março). Os nomes dos selecionados serão divulgados no dia 24 de março.
Atualmente a Secretaria conta com 6.000 professores coordenadores_ um por escola. Eles poderão participar da seleção de 12 mil. A Secretaria levará em conta na avaliação a experiência já adquirida. A seleção é necessária porque em 2007 foi criada nova função de professor-coordenador, com carga horária diferente (40 horas semanais) e bonificação específica (15%, mais incorporações). Mais: cada professor coordenador agora será responsável por um ciclo (1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental, 5ª a 8ª e Ensino Médio) e por no máximo 30 classes. A seleção dará prioridade para professores que já atuam na escola pretendida, passando para vizinhas se não houver interesse.
A bibliografia que servirá de base para a elaboração das questões estará disponível no site São Paulo Faz Escola, com link pelo portal da Secretaria: www.educacao.sp.gov.br.

Inscrições
De 7 a 15 de fevereiro
Fases
Prova - 1º de março - 8h30
Projeto de Trabalho - 04 a 14 de março
Entrevista - 17 a 20 de março
Locais
Serão indicados pelas Diretorias de Ensino
Data do resultado
24 de março
Salários
Ciclo 1 - 1.773,71
Ciclo 2 e Ensino Médio - R$ 1975,55
Divisão da prova
20 questões de múltipla escolha sobre propostas curriculares e metodologias das áreas
Cada questão valerá 5 décimos
A classificação acontecerá a partir de 5 pontos, em escala de 0 a 10

Um comentário:

  1. Seria possível realizar toda a mudança na coordenação pedagógica das escolas sem ter que desalojar as aulas que estariam liberadas na atribuição. Outra coisa - nós, PCs, nunca fomos tratados desta forma. Após devotados anos de trabalho, com muitas horas trabalhadas além do horário, pois em escolas grandes um PC trabalha por três UEs ou mais, a partir de outubro de 2007, já, nos sentimos em aviso prévio. Recompensados com uma demissão. Profissionais ilustres que abandonam suas famílias para abraçar a causa da educação, da comunidade, do País, morando literalmente nas escolas para, ao final de tudo, serem tratados assim. Ser valorizados? Como? Com a decaptação? A escola onde trabalhei por cerca de cinco anos estava, ela todinha, na minha alma e na minha cabeça. E apesar de tudo não é um trabalho viciante, pois a escola sendo um organismo vivo se manifesta diferentemente a cada dia. O vislumbrar de cada ano é como contemplar a aurora de um novo amanhecer. Nunca é igual. E nesta singularidade toda recebemos sim a recompensa do aprendizado e da evolução. Tormano-nos experts em ser humano e gestão humanizante. Isto, eu sei, não há dinheiro que pague e somente nós nos sentimos recompensados viceralmente. Sei que a função não é vitalícia, porém há que se respeitar a vida própria, a luz própria de cada astro do sistema educacional. Alguém o criou e viu que era bom e lhe deu um nome, uma identidade - PPC. O nosso Projeto Político Pedagógico. Agradecidos somos eternamente pela oportunidade. Agradecidos somos por toda mudança bem vinda e que considera todo um trabalho. Não se trata de queixume, é que "alô!!!" aqui no chão da escola quem pisa somos nós. Nós é que sentimos com a planta dos nossos pés o coração da nossa amada escola pulsando. Principalmente, aliás, porque esta sinfonia é orquestrada em sintonia simétrica e sincronicamente no ritmo do nosso próprio coração. Mesmo assim, olho para aquela escola e me vejo lá, mesmo sabendo que ali não mais estou. Ninguém me perguntou se eu queria sair. Mandaram-me um recado - é hora de ir embora para casa. E eu fui... É como contemplar as estrelas que continuam brilhando mas já se apagaram há muitos anos. É como arrumar o quarto do filho que já morreu...

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