quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Matrícula antecipada para a rede pública tem início nesta quinta-feira, 01/09

Clipping Educacional - Da Educação
Entre 1º e 30 de setembro, as escolas estaduais e municipais receberão inscrições para vagas no Ensino Fundamental em 2012
A partir desta quinta-feira, 1º de setembro, as escolas da rede pública de ensino de todo o Estado começam a receber as inscrições para matrícula antecipada do Ensino Fundamental em 2012. No período de inscrições, que vai até 30 de setembro, podem se cadastrar todos aqueles que em 2011 não frequentaram a rede pública, com idade a partir de sete anos e que desejam ingressar em qualquer ano ou série do Ensino Fundamental, inclusive na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Nesse período, também serão cadastradas as crianças com idade mínima de seis anos completos, ou a completar até 31 de março de 2012, ingressantes no Ensino Fundamental que não frequentam a pré-escola pública ou conveniada.
Para fazer a inscrição, o responsável pelo aluno deve comparecer a uma escola estadual ou municipal e fornecer algumas informações sobre o estudante, como nome completo do candidato, data de nascimento, endereço residencial e telefone para contato. Também é recomendável levar a certidão de nascimento e comprovante de residência.
Na capital, o CEP do endereço fornecido será utilizado pelo Sistema Integrado de Cadastro de Alunos da Secretaria de Estado da Educação e da Secretaria Municipal de Educação (SEE/SME) para determinar a indicação da vaga na escola mais próxima. No interior, a programação conjunta da oferta de vagas será feita no Sistema de Cadastro de Alunos do Estado de São Paulo, respeitando os critérios definidos conjuntamente entre o Estado e os municípios.
No caso de estudantes que estão em pré-escola pública ou conveniada, o cadastramento será automático, mediante consulta aos responsáveis sobre o interesse em matricular a criança no 1º ano do Ensino Fundamental na rede pública, sendo necessária apenas a atualização do endereço residencial.

Chamada Escolar
A chamada escolar é destinada somente aos estudantes que estão fora da rede pública, tanto os ingressantes no Ensino Fundamental como os que cursarão os demais anos ou séries desse nível de ensino, inclusive a EJA. No caso de alunos que já estão matriculados em escolas estaduais ou municipais neste ano, não é preciso se cadastrar. Eles darão continuidade aos estudos na rede pública automaticamente.
Para estudantes da capital que cursam a pré-escola na rede municipal ou conveniada, ingressantes no Ensino Fundamental, o resultado das matrículas será divulgado na escola de origem, a partir do dia 8 de novembro. Os ingressantes que não frequentam a rede pública neste ano poderão conferir a matrícula na unidade de cadastro na mesma data. Para os demais anos e séries, a divulgação será feita a partir do dia 16 de novembro, também na escola em que o cadastramento foi feito e por correspondência endereçada aos pais ou responsáveis, informando a unidade na qual a vaga foi disponibilizada.
Já no interior e grande São Paulo, a divulgação das matrículas será feita no período de 16 a 30 de novembro. No caso dos alunos que cursam a pré-escola pública ou conveniada, o resultado será divulgado na escola de origem. Os ingressantes no Ensino Fundamental ou aqueles que cursarão os demais anos e séries, que não frequentam a rede pública atualmente, poderão verificar a matrícula na unidade em que o cadastramento foi efetuado ou, também, por meio de correspondência endereçada aos pais ou responsáveis, informando a unidade na qual o candidato teve a matrícula efetivada para o ano letivo de 2012.

Ação conjunta
O procedimento é uma ação conjunta entre a Secretaria de Estado da Educação e as secretarias municipais de todo o Estado. O objetivo da chamada escolar é antecipar o cadastro para identificar a demanda escolar e planejar a oferta de vagas na rede pública, assegurando o atendimento efetivo desse nível de ensino, inclusive na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
fonte: http://www.educacao.sp.gov.br/

INSCRIÇÕES DE PROFESSORES TEMPORÁRIOS NA REDE ESTADUAL VÃO ATÉ 9 DE SETEMBRO

Clipping Educacional - Secretaria Estadual da Eduação
A Secretaria de Estado da Educação está com inscrições abertas para professores candidatos à contratação temporária que desejam lecionar na rede em 2012. O cadastro pode ser feito em uma das 91 Diretorias de Ensino em todo o Estado (confira os endereços no site /central-de-atendimento/localize-diretoria) e é voltado aos educadores que não atuaram nas escolas estaduais em 2011. O prazo vai até o dia 9 de setembro.
Para se candidatar, é necessário ser formado ou graduando em cursos de licenciatura, ser bacharel ou tecnólogo, além de possuir habilitação ou qualificação para ministrar aulas das disciplinas que compõem as matrizes curriculares do Estado para o ciclo II do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio. O interessado deverá apresentar original e cópia do RG e do CPF, certificado de conclusão, histórico escolar e atestado de matrícula que comprove o semestre que está cursando, no caso do graduando.
Para participar do processo de atribuição de aulas no próximo ano, os professores não efetivos e candidatos à contratação deverão fazer uma Prova de Avaliação, que deve ser realizada pela Secretaria em novembro. Só serão classificados aqueles que obtiverem média igual ou superior a 50% no exame. A nota obtida, somada às demais pontuações referentes a tempo de serviço e títulos, definirá a classificação do postulante no processo.
Também deverão fazer a prova os docentes estáveis em atividade na rede que não alcançaram a média mínima nas edições passadas. Para aqueles que já foram aprovados a participação é facultativa. Nesse caso, a maior nota dentre as avaliações será considerada para a atribuição.
A nota será única por campo de atuação. No momento da inscrição, o candidato deverá optar pela “Prova Classe”, referente ao Ciclo I do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), ou “Prova Aula”, referente às disciplinas correspondentes ao Ciclo II do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), ao Ensino Médio e à Educação Especial. O docente que desejar atuar no campo de aulas e classes deverá fazer as duas avaliações.

"O Ideb não deve ser um rótulo na escola", diz presidenta do Inep

Cinthia Rodrigues
Clipping Educacional - IG Educação

Prestes a passar por seu primeiro Enem a frente do órgão de avaliação do MEC, Malvina Tuttman fala sobre o exame, o Ideb e a avaliação para professores
A presidenta do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tuttman, disse que a prova para ingresso de professores na carreira, que começa a ser aplicada no ano que vem, buscará apaixonados pela profissão. Ela mesma se declara uma. Em palestra no 4º Fórum Nacional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), disse às 905 secretárias presentes que aceitou o convite para o atual cargo quando o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que queria uma professora a frente do órgão.
Ao iG, ela disse ainda que pretende voltar a dar aulas quando se aposentar, mas defendeu também boa remuneração. "Não é um sacerdócio", afirmou. A semanas de ser colocada à prova pelo primeiro Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de sua gestão, ela falou ainda dos custos e das mudanças para o teste que será feito por 5,4 milhões de candidatos e deu sua opinião sobre o projeto de expor o Ideb em placas na porta da escola.Leia íntegra: 

iG: A sra. pediu às dirigentes municipais que façam adesão à prova que será aplicada a professores em fevereiro e março como forma de testar para a avaliação de docentes para ingresso nas redes. O teste vai ter algum valor?
Malvina Tuttman: Não vale nada. Apenas precisamos pré-testar os itens para que eles façam parte do banco de itens. É como se a gente testasse as perguntas de uma pesquisa, para ver se as respostas nos dizem o que estávamos querendo saber. Se não tivermos nenhuma mudança no cronograma, a primeira prova para valer vai ser aplicada em agosto. Neste sentido, as secretarias agora estaria apenas ajudando, a adesão mesmo será depois quando cada uma fará um edital para dizer se vai usar ou não o teste para a contratação de pessoal.
"O Ideb não deve ser um rótulo na escola", diz Malvina Tuttman, presidente do Inep

Quais vão ser as novidades do Enem deste ano?
Malvina: Fizemos um Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público em que nos comprometemos a mostrar o espelho (a correção) da prova. O acesso vai ser tanto para a prova objetiva como para a redação, mas é em caráter pedagógico. A própria Justiça considerou que os argumentos apresentados pelo Inep sobre possibilidade de recursos são válidos (o Inep alega que nenhum educacional aceita recurso por causar lentidão ao processo). Sempre defendi que as pessoas têm o direito de ver a correção, mais ainda, acho que pedagogicamente é fundamental. 

Por que o Enem foi orçado 190% mais caro em 2012?
Malvina: Não ficou mais caro. Foram ampliadas algumas questões para atender melhor todos aqueles que desejam fazer, mas não ficou mais caro. O valor por aluno, de R$ 45, é 50% menor do que os concursos vestibulares. Há uma diferença em relação ao ano passado, por conta do investimento para fazer um exame cada vez mais qualificado. 

Ao apresentar a matriz de referência com as habilidades desejadas nos professores a sra. falou várias vezes em paixão. O governador do Ceará, Cid Gomes, disse que professor tem que trabalhar por amor, não por dinheiro. A sra concorda?
Malvina: Não vou analisar as palavras do governador, vou refletir sobre esta situação a partir da minha própria fala. Tudo que fazemos tem que ter paixão, tem que ter a nossa alma, tem que ter o nosso sangue. Se você não gostar do que você faz, dificilmente fará com qualidade. Isso é uma coisa, outra é um plano de carreira, uma remuneração digna para um profissional de extrema importância no País. Nós não podemos misturar e dizer que é um sacerdócio, não é. Acho mesmo que precisa ter paixão, eu quero voltar à sala de aula quando me aposentar porque foi lá que aprendi com meus alunos a ter paixão por ser professora, mas eu me sustento e sustento minha família com o meu salário.

O que a sra. acha do Ideb na porta da escola?
Malvina: Vou falar como professora, como pedagoga, como mestre e doutora em Educação e também pela minha experiência em avaliação por conta da minha prática cotidiana. O Ideb dá a possibilidade de se encaminhar ações políticas para, se for o caso, transformar uma realidade e colocá-la no rumo desejado. Sempre há um marco de referência e a avaliação nos permite perceber a que distância estamos dele e a partir daí buscar o ideal desejado. Na escola, isso fica posto no projeto pedagógico que deve ser elaborado em parceria com a comunidade e com os profissionais da escola. O Ideb é um indicador importante, mas é um recorte, ele não é a totalidade da escola, a alma da escola, mas serve como parâmetro para se perceber em muitos aspectos a que distância a escola está daquele ideal de referência, mas isso é importante para a escola. Este Ideb deve ser conhecido de todos, mas conhecido para que a escola possa rever seu próprio projeto e avançar cada vez mais.

Não ficou claro, se a sra. é a favor ou contra as placas.
Malvina: Eu sou a favor de que o Ideb seja público, mas não que seja um rótulo da escola.

A Prova ABC, que avaliou 6 mil crianças de 8 anos, será ampliada?
Malvina: Esse é um projeto com várias parcerias. O Inep tem contribuído no sentido de oferecer itens para a porta. Quanto mais avaliações e instrumentos de medidas tivermos, melhor. Se houver possibilidade de ampliar para melhor podermos perceber a realidade dos estudantes, eu apoio. Mas não há nenhum plano efetivo por parte do Inep de aumentar por enquanto.

fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/


Professora obesa garante na Justiça o direito de dar aulas

Cristiane Gercina e Tatiana Cavalcanti
Clipping Educacional - do Agora
Uma professora de 112 kg e 1,62 m, considerada obesa pela OMS (Organização Mundial da Saúde) por ter IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 40, conseguiu na Justiça o direito de dar aulas na rede estadual de ensino.
A educadora faz parte de um grupo que passou no concurso da rede pública estadual em 2009, mas foi barrada na perícia estadual, no início deste ano, por ser obesa.
Ela chegou a fazer três perícias, mas foi considerada inapta em todas elas.
A educadora está na faixa dos 30 anos e não quer ser identificada. Ela teme represálias.
Depois de um ano e meio trabalhando como temporária no Estado, a professora deixou a rede pública e está trabalhando em uma escola particular.

Governo quer ter 32 mil escolas com ensino em período integral até 2013

Camila Campanerut* 
Clipping Educacional - UOL Educação 
Em Mata de São João (BA)
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou na noite desta terça-feira (30), na Bahia que, a pedido da presidente da República, Dilma Rousseff, a pasta estuda como viabilizar a antecipação da meta de aumentar a rede pública de ensino para atender os alunos em período integral.
“Com o [programa] Mais Educação, já estamos com 15 mil escolas [atendidas], a presidente pediu um estudo para anteciparmos as metas de 2014, nós pretendíamos chegar em 32 mil escolas até 2014. A presidente está ansiosa para que nós atinjamos esta meta em 2013 e liberamos verba para chegar a 40 mil, 45 mil escolas em 2014”, declarou o ministro durante sua exposição no 4º Fórum Nacional Extraordinário de Dirigentes Municipais de Educação.
A idéia do programa é oferecer atividades fora do horário de aula, permitindo que os estudantes permaneçam na unidade educacional por período integral fazendo outras atividades de cunho cultural, esportivo, entre outras.
Segundo dados do MEC, o programa teve início em 2008, com a participação de 1.380 escolas em 55 municípios em todos os Estados do país, e beneficiava 386 mil estudantes. Em 2009, houve a ampliação para 5.000 escolas em 126 municípios, e em 2010, a meta era atender 10.000 escolas. Ampliar o ensino integral foi uma das bandeiras levantadas durante a campanha presidencial de Dilma.
Em seu discurso, Haddad destacou ainda que a criação deste programa foi resultado das reivindicações dos municípios e ressaltou que as famílias têm o papel fundamental para permitir que as crianças e os adolescentes possam estudar. 
Diante da campanha dos dirigentes municipais de pedir que 10% do PIB seja destinado à educação, Haddad comentou que “será uma pena que não vou estar no MEC para investir este dinheiro todo”, uma vez que ao final do primeiro trimestre do ano que vem ele será obrigado a deixar o cargo caso se lance como candidato - o ministro postula a candidatura à Prefeitura de São Paulo.
A participação do petista encerrou o primeiro dia do evento que reúne mais de 1.500 dirigentes e secretários municipais de educação de todo o país, organizado pela Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).
A presença de Haddad, no entanto, testou sua popularidade. Em vários momentos ele foi ovacionado ao citar o aumento em três vezes do orçamento da pasta durante o goveno Lula. Depois de sua fala, por mais de meia hora, ele foi obrigado a tirar fotos com os presentes que se amontoaram para cumprimentá-lo pessoalmente.
*A jornalista viajou a convite da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).

terça-feira, 30 de agosto de 2011

PROFESSORAS ROSINHAS

RICARDO SEMLER
Clipping Educacional - Folha de SP
Os professores brasileiros são vermelhos, marxistas. Como a vasta maioria é mulher, são Rosas de Luxemburgo. Donas Rosinhas. É assim que muitos dos experts em educação enxergam as professoras da rede. 
Quando estava para assumir a empresa, em 1978, enfrentei uma greve e levei um susto. O chefe do Departamento Pessoal, um advogado que falava em "priscas eras" e classificava as grávidas de "prenhes", havia chamado a polícia montada.
Lá estavam eles, do alto de puros-sangues ingleses, com cassetetes em punho dispersando os operários. Os nossos operários, com quem eu tomava café à tarde. Nunca me recuperei daquilo.
Marquei para irmos à sede do sindicato dos metalúrgicos. Houve incredulidade dos dois lados. Fizemos a primeira visita de empresários ao sindicato para negociar. 
Começamos a entender os porquês e, depois de alguns anos criando credibilidade mútua, ficamos 25 anos sem greves.
Basta rever estereótipos. Também com os professores. 
Depois que a linha de montagem esquartejou o currículo, o sistema escolar emburrecido fez nascer uma máquina de moer ideais.
Perguntei aos experts se estudos demonstram a preponderância de socialistas. Eles explicam que há pesquisas, das Unescos da vida, nas quais os professores respondem que a igualdade é mais importante do que a liberdade. E censos em que declaram que querem formar cidadãos questionadores, que mudem a sociedade.
Para esses pesquisadores, tudo isso é indício de esquerdismo, essa terminologia antiquada.
Ora, quem quer alunos ativos na tentativa de melhorar o mundo é idealista. E qualquer neoliberal deveria querer o mesmo. Ou o mundo está bem resolvido e só interessa preparar a meninada para o tal do mercado?
É só parar numa escola qualquer, Brasil afora, para saber que os professores entraram no ramo por idealismo. O ideal de ajudar a formar pequenos seres, o de apoiar e acompanhar o desenvolvimento mágico que leva cidadãos ao mundo por meio de mãos cuidadosas. É uma função tribal e bonita.
Mas, com secretários pressionando por cortes, pais que depositam os filhos no prédio e somem, métodos que mudam sempre, reciclagem, horários quadrados e dezenas de crianças que não querem estar lá, só que apoiando em um sindicato.
Não tem nada de esquerdismo, mesmo quando se está sendo liberado por socialistas. É que os ideais dos professores não resistem a tanto encaixotamento emburrecedor.
Que se abra esta caixa de pandora - dentro, há donas Rosas que são mães do conhecimento e da sabedoria infantis. E não professores vermelhos que precisam ser dispersados a cavalo.

Ponto de Vista de Ricardo Semler, 52, é empresário. Foi scholar da Harvard Law School e professor de MBA no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Foi escolhido pelo Fórum Econômico de Davos como um dos Líderes Globais do Amanhã. Escreveu dois livros ("Virando a Própria Mesa" e "Você Está louco") que venderam juntos 2 milhões de cópias em 34 línguas.

Tempo perdido

Clipping Educacional - Folha de São Paulo
Pesquisa sobre nível de alunos no ensino básico mostra desigualdade alarmante entre escolas públicas e particulares
Depois de três anos na escola, a maioria das crianças brasileiras não sabe calcular o troco, desconhece a diferença entre um triângulo e um retângulo, não identifica o tema de um texto simples e é incapaz de ler as horas.
Ler as horas, diga-se de passagem, não num relógio comum. Seria exigir demais. A incapacidade se verifica diante do mostrador de um relógio digital.
Tempo perdido, portanto: a frase, talvez excessivamente dramática, aplica-se ao que acontece nas salas de aula de grande parte das escolas do país, num período crucial para a aquisição de habilidades básicas na leitura, na escrita e na aritmética.
É o resultado a que chegou uma pesquisa em 250 escolas brasileiras, públicas e particulares, realizada pelo movimento Todos pela Educação. A chamada Prova ABC avaliou 6.000 alunos que concluíram o 3º ano (antiga 2ª série) do ensino fundamental, em todas as capitais do país. São crianças que em geral têm 8 anos de idade.
Mais do que as deficiências substantivas constatadas na pesquisa, é o abismo entre alunos de escolas públicas e particulares o que chama a atenção.
Nas escolas pagas, 3/4 das crianças atingiram os resultados esperados em matemática; a porcentagem reduziu-se a 43% entre os alunos da rede pública. Disparidades gritantes também se manifestaram nos testes de leitura (79% contra 49%) e de escrita (82% contra 53%).
Há também diferenças conforme as regiões do país. No Sudeste e no Sul, o índice de desempenho satisfatório dos alunos é superior (respectivamente, 63% e 64%) ao do Nordeste (43%) e ao da região Norte (44%).
Em todas as partes do país, entretanto, o hiato entre escola pública e privada constitui o dado mais impressionante da pesquisa.
Apenas um exemplo. Na região Sudeste, 81% dos alunos de escolas particulares foram bem em matemática. Na rede pública, a proporção cai para 37%.
Confirma-se, é claro, a constatação de que o Brasil tarda a enfrentar o desafio que se segue ao processo, bem-sucedido, de universalização do ensino básico. Garantido o acesso ao ensino fundamental, falta fazer com que se torne, de fato, ensino.
Não é apenas o aluno que marca passo, diante do absenteísmo e da má remuneração dos professores, da carência de material escolar e de orientação pedagógica adequada. É o país inteiro, que se gaba de avançar rumo ao grupo das potências econômicas mundiais, que arrasta, no plano da qualificação da mão de obra e da formação dos cidadãos, o peso de seu passado.

Concurso Público Professor Educação Básica II/2011 – Comunicado Conjunto DRHU/SE e DPME/SGP – Perícia Médica


COMUNICADO CONJUNTO DRHU-SE/DPME-SGP 07, de 26/08/2011
O Departamento de Recursos Humanos – DRHU, da Secretaria de Estado da Educação, e o Departamento de Perícias Médicas do Estado – DPME, da Secretaria de Gestão Pública, à vista das Instruções Especiais SE 1, de 24/12/2009, disciplinadoras do Concurso, publicadas no DOE de 25/12/2009, para provimento em caráter efetivo de cargos de Professor de Educação Básica II,

COMUNICAM:
I - Estarem previstas as nomeações para o mês de dezembro de 2011;
II - Ser requisito para posse, nos termos do artigo 47, VI, da Lei nº 10.261, de 28 de outubro de 1968: gozar de boa saúde, comprovada em inspeção realizada em órgão médico oficial;
III – A avaliação médica oficial tem por objetivo efetuar prognóstico laborativo do candidato, o qual deve considerar todo o tempo de permanência previsto no serviço público. Destarte, não basta estar capaz no momento do exame pericial, sendo necessário considerar, com base na experiência clínica e pericial, que as patologias eventualmente diagnosticadas, incipientes ou compensadas, não venham a agravar-se nem predispor a outras situações que provoquem permanência precária no trabalho, com licenciamentos freqüentes e aposentadorias precoces;
IV – Todos os candidatos participantes do Curso de Formação deverão providenciar os exames necessários e realizar perícia médica para obtenção do Certificado de Sanidade e Capacidade Física – Laudo médico, independentemente do Tempo de Serviço e de serem titulares de cargo ou admitidos do Quadro do Magistério da Secretaria de Estado da Educação. De acordo com a Lei Complementar 1.123, de 02/07/2010, nenhum candidato está isento de se submeter à perícia médica oficial, em atendimento às orientações;
V - Serão submetidos obrigatoriamente à perícia médica no DPME, situado na Av. Prefeito Passos, sem número – Várzea do Carmo – Glicério – São Paulo (próximo ao INSS) no período de 19 de setembro a 30 de dezembro de 2011, antes do Ato de Nomeação:
a) todos os candidatos (Lista Geral / Lista Especial) que escolheram vaga em unidades escolares da 1ª Região – Capital / Grande São Paulo e em unidades escolares dos municípios de Santa Isabel, Arujá, Guararema e Igaratá, da Diretoria de Ensino de Jacareí;
b) todos os candidatos que escolheram vaga em unidades escolares da 1ª Região – COGSP e 2ª Região – CEI que estejam nas seguintes condições:
1- candidato declarado portador de deficiência constantes da Lista Especial, que tenha ou não escolhido vaga através da mesma lista;
2- candidato que esteja em Licença para Tratamento de Saúde;
3- candidato Readaptado;
4- candidato Aposentado por Invalidez.
VI - Os candidatos que escolheram vaga em unidades escolares da 2ª Região – CEI e que não se encontrem nas condições especificadas no item V “b” deste Comunicado deverão providenciar os exames médicos – Inciso IX e aguardar a publicação do decreto de nomeação para a realização da perícia médica para fins de ingresso, a qual será realizada em unidades de saúde da respectiva região;
VII – São documentos a serem providenciados pelo candidato para a realização da avaliação médica oficial, de acordo com as Instruções Especiais disciplinadoras do Concurso PEB II/2011, com a maior brevidade possível:
a) duas fotos três por quatro recentes e idênticas;
b) cópia de documento de identidade com fotografia;
c) exames médicos recentes, datados de no máximo de três meses;
d) Guia de Perícia Médica para fins de Ingresso – GPM-I.
VIII – Os exames médicos recentes deverão ser providenciados por todos os candidatos, inclusive pelos declarados portadores de deficiência e integrantes da Lista Especial, e apresentados, no dia e hora marcados para avaliação médica oficial, sem os quais o candidato não será submetido à perícia médica.
IX - O candidato deverá apresentar os seguintes exames médicos recentes:
a) Hemograma Completo e VHS: são exames que auxiliam na detecção de anemias, infecções no organismo e afecções diversas do sangue;
b) Glicemia de Jejum: é exame que possibilita avaliar a presença ou não de diabetes, quadro patológico de alta incidência em nosso meio;
c) PSA Prostático – para homens acima de 40 anos de idade: é exame que possibilita verificar a existência de eventuais alterações prostáticas. Este indicador tumoral pode evidenciar o aumento da próstata. Indicador importante na detecção precoce de câncer da próstata, que tem alta incidência em homens a partir dos 40 anos. Acima dessa idade é recomendável a sua realização anual;
d) TGO, TGP e Gama GT: são exames que indicam a presença de alterações hepáticas, sugerindo, a necessidade de se pesquisar infecções de caráter silencioso, como a hepatite C, que só apresentarão sintomas em estádio avançado;
e) Uréia e Creatinina: são exames que avaliam a perfeita função renal, na maioria das vezes antes que a pessoa apresente sinais ou sintomas de anormalidade e suas graves conseqüências (insuficiência renal);
f) Ácido Úrico, Urina Tipo I e Urocultura - se necessário:
i. Ácido Úrico: é exame que, quando alterado, possibilita a detecção de eventuais distúrbios metabólicos, cujo acúmulo tem conseqüências danosas ao indivíduo. As leucemias, hemólises (destruição maciça de glóbulos vermelhos) e nos tratamentos de quimioterapia são algumas situações que podem determinar o aumento da produção desse ácido, por degradação dos ácidos nucléicos endógenos;
ii. Urina Tipo I e Urocultura: o exame de urina tipo I pode demonstrar alterações infecciosas do trato urinário, mesmo quando insuspeitos. A confirmação se fará, quando necessária, por intermédio do exame de urocultura que evidenciará o agente infeccioso;
g) ECG (eletrocardiograma), com laudo: é exame básico da função cardíaca e que pode indicar a existência de isquemias, arritmias e outras disfunções cardíacas, por vezes não detectadas pelo simples exame físico. Tais alterações demandam melhores investigações no intuito da prevenção de problemas futuros;
h) Raio X de Tórax, com Laudo: é exame simples que permite a avaliação do arcabouço esquelético torácico, evidenciando alterações ósseas, dimensão da área cardíaca e, também, observação do parênquima pulmonar (estrutura dos pulmões). Destaca-se, ainda, a possibilidade de visualização de alterações de volume do mediastino;
i) Colposcopia e colpocitologia oncótica (mulheres acima de 25 anos ou com vida sexual ativa) – 360 dias para mulheres até 50 anos e 180 dias para as acima de 50 anos: informam a presença ou não de situações que podem configurar em infecções ou neoplasias do trato genital feminino. A colpocitologia (exame de Papanicolau) é mera coleta de raspado vaginal enquanto que a colposcopia é a visualização direta do colo uterino. Tais exames permitem a detecção precoce da existência de neoplasia do colo uterino, com possibilidade até de biópsia, a ser tratada. A colpocitologia não oferece riscos à candidata virgem e a expressão vida sexual ativa refere-se à vida sexual iniciada;
j) Mamografia e, quando necessário, Ultrassonografia de mama – mulheres a partir de 40 anos – 360 dias para mulheres até 50 anos e 180 dias para as acima de 50 anos: são exames para a detecção da existência de patologias mamárias, sendo que as doenças neoplásicas malignas têm alta incidência nesta população específica. Configura-se em tipo de radiografia especial. A mamografia de rotina é a melhor oportunidade de detectar precocemente qualquer alteração nas mamas antes até que o paciente ou médico possam notá-las ou apalpá-las;
k) Exame de Laringoscopia indireta ou Vídeo Laringoscopia com foto: é exame realizado junto a consultório de médico otorrinolaringologista, recomendado a ingressante cuja voz é meio essencial de trabalho, no desempenho das atribuições de cargo, por intermédio do qual se detecta alterações anatômicas que podem prejudicar sua atuação e presença no trabalho. O exame de Vídeo Laringoscopia, com foto, dependerá de avaliação do otorrinolaringologista consultado;
l) Audiometria Vocal e Tonal: são exames que possibilitam, respectivamente, a avaliação da capacidade de compreensão da fala humana e o grau e o tipo de perda auditiva, apurando-se a condição auditiva do ingressante. No caso de ingressante à carreira do magistério, afere-se a capacidade de integração do docente com os discentes.
X - Os exames laboratoriais e complementares serão realizados às expensas dos candidatos e servirão como elementos subsidiários à inspeção médica para fins de ingresso para a constatação de inexistência de patologias não alcançáveis por mero exame clínico e poderão, a critério médico, integrar o prontuário do candidato junto ao DPME.
XI - Para se submeter à avaliação médica oficial o candidato deverá também:
- a) Imprimir Guia de Perícia Médica para fins de Ingresso GPM-I, a qual estará disponível para impressão a partir de 30 de agosto de 2011, no GDAE – link Escola de Formação, a GUIA DE PERÍCIA MÉDICA;
b) responder aos Itens “Antecedentes Pessoais”, “Antecedentes Familiares” e “Para Mulheres”, datar e assinar;
c) grampear em campo próprio uma das fotografias 3X4 e a outra ao lado desta (lado a lado), a integrar o Certificado de Sanidade e Capacidade Física;
d) grampear a cópia do documento de identidade, de forma que ela fique no verso da última página.
XII - O candidato a prover dois cargos – inscrito em DUAS DISCIPLINAS – deverá imprimir e preencher DUAS Guia de Perícia Médica para fins de Ingresso – GPM-I, para emissão de dois Certificados de Sanidade e Capacidade Física, um para cada cargo.
XIII – Do Encaminhamento da Guia de Perícia Médica para fins de Ingresso – GPM – I e dos Exames Médicos Recentes:
a) os exames médicos recentes e respectivos laudos, quando for o caso, e a Guia de Perícia Médica para fins de Ingresso – GPM – I, devidamente preenchida e assinada, deverão ser apresentados pessoalmente pelo candidato na Diretoria de Ensino, da Jurisdição da vaga escolhida;
b) o responsável pelo recebimento dos documentos na Diretoria de Ensino irá verificar:
i. se todos os exames foram devidamente providenciados, constando os respectivos laudos, quando for o caso;
ii. se a Guia de Perícia Médica para fins de Ingresso encontra-se devidamente preenchida e assinada;
iii. após a confirmação de toda a documentação, o candidato e o responsável da Diretoria de Ensino deverão assinar o CHECKLIST para ratificação;
iv. os EXAMES MÉDICOS RECENTES SERÃO DEVOLVIDOS ao candidato, que por sua vez deverá apresentá-los no DPME no dia e hora agendados para a realização da avaliação médica oficial;
v. a GPM-I SERÁ RETIDA PELO RESPONSÁVEL DA DIRETORIA DE ENSINO, que por sua vez a encaminhará ao CSMP/DRHU, para agendamento de avaliação;
vi. o agendamento da avaliação médica oficial será realizado pelo Centro de Seleção e Movimentação de Pessoal/DRHU da Secretaria de Educação, após o recebimento da Guia de Perícia Médica para Fins de Ingresso;
vii. o agendamento da avaliação médica oficial dar-se-á por ORDEM DE RECEBIMENTO da Guia de Perícia Médica para Fins de Ingresso, conforme encaminhado pela respectiva Diretoria de Ensino.
c) A Secretaria de Estado da Educação não se responsabiliza por encaminhamentos indevidos de documentação à Diretoria de Ensino ou qualquer outro local, pelos candidatos;
XIV - Na ausência de um dos exames previstos em edital, o responsável pelos trabalhos referidos no item XIII, deste Comunicado, da Diretoria de Ensino não está autorizado a receber a Guia de Perícia Médica para fins de Ingresso – GPM – I, devendo o candidato, de posse de todos os exames, retornar em outro momento na Diretoria de Ensino.
XV – Os exames médicos NÃO DEVERÃO ser, em hipótese alguma, encaminhados ao DPME ou ao Centro de Seleção e Movimentação de Pessoal/DRHU.
XVI - Do acompanhamento do agendamento da avaliação médica oficial e da disponibilização do Certificado de Sanidade e Capacidade Física para os candidatos previstos no item V, “a” e “b” deste Comunicado:
a) o agendamento da avaliação médica oficial a ser realizada no DPME, a partir de 19/09/2011, se dará por meio eletrônico;
b) o candidato receberá no seu endereço de e-mail, cadastrado no Curso de Formação, informações pertinentes a data e o horário agendados;
c) as informações pertinentes ao agendamento da avaliação médica ficarão, também, disponíveis para consulta do candidato, no GDAE – link Escola de Formação;
d) os Certificados de Sanidade e Capacidade Física serão encaminhados pelo DPME ao CSMP/DRHU, que os enviará à Diretoria de Ensino de opção de escolha de vaga, o qual ficará disponível ao candidato a partir da publicação do Ato de Nomeação.
e) os candidatos serão informados por email o envio dos Certificados de Sanidade e Capacidade Física às Diretorias Regionais de Ensino;
XVI - Do agendamento da avaliação médica oficial e da disponibilização do Certificado de Sanidade e Capacidade Física para os candidatos previstos no item VI deste Comunicado:
a) os candidatos que escolheram vaga no interior – 2ª região, constantes da Lista Geral de Classificação, deverão realizar a avaliação médica oficial em unidade de saúde da respectiva região;
b) para atendimento, o candidato deverá apresentar junto à unidade de saúde da respectiva região Guia de Perícia Médica para Fins de Ingresso – GPM-I e exames médicos nos termos desse Comunicado;
c) os locais de realização da avaliação médica oficial serão informados pela respectiva Diretoria de Ensino, a partir da data de publicação do Ato de Nomeação;
d) os candidatos que não comparecerem à avaliação médica oficial, inicialmente agendada, deverão aguardar novo agendamento.
XVII - Da Avaliação Médica Oficial realizada no DPME:
a) o candidato será submetido à avaliação, inicialmente, nas áreas de oftalmologia, clínica geral e psicológica. As mulheres, ainda, serão submetidas à análise da área da ginecologia;
b) a critério médico, durante a avaliação médica oficial, poderá ser solicitada manifestação de médico perito em área específica ou avaliação psicológica individualizada, bem como ser solicitado ao candidato que apresente exames/relatórios médicos complementares.
c) na hipótese prevista na alínea “b” deste item, o candidato
i. deverá comparecer ao DPME em nova data, a ser informada por intermédio do Diário Oficial do Estado, para se submeter à avaliação de médico especialista e/ou apresentar documentação solicitada, para conclusão da avaliação de ingresso;
ii. será considerado inapto caso não compareça ao DPME na nova data agendada para a conclusão da avaliação iniciada;
d) o Parecer Final do DPME relativo às avaliações será publicado no Diário Oficial do Estado por nome (conforme informado na Guia de Perícia Médica de Ingresso) e número de Registro Geral do candidato.
XVIII – A critério médico, durante a avaliação médica oficial, o candidato poderá ter sua posse suspensa por até 120 dias, conforme disposto no artigo 53, I, da Lei 10.268/68, com a redação dada Lei Complementar 1.123/10, devidamente publicada no Diário Oficial do Estado, para a conclusão da perícia iniciada.
XIX - O candidato poderá interpor pedido de reconsideração do Parecer Final emitido, endereçado ao Diretor do DPME, mediante requerimento devidamente protocolizado junto ao Departamento, no prazo de cinco dias, a contar da publicação a que se refere o item XVII “d”, para os candidatos previstos no item V “a” e “b”, ou a partir da ciência Parecer Final proferido pela unidade de saúde da respectiva região, para os candidatos previstos no item VI, todos deste Comunicado.
XX - Interposto o pedido de reconsideração do Parecer Final, o candidato será submetido à nova avaliação por Junta Médica, na sede do DPME, a qual decidirá quanto aptidão ou não do candidato, no prazo de 30 dias, a contar da protocolização do requerimento, conforme disposto no artigo 53, II, § 2º, da Lei 10.268/68, com a redação dada Lei Complementar 1.123/10. Ao candidato será dada ciência do decidido mediante publicação no Diário Oficial do Estado.
XXI - Da decisão emitida pela Junta Médica do DPME, em grau de reconsideração, poderá o candidato interpor recurso ao Excelentíssimo Senhor Secretário de Gestão Pública, junto à Secretaria; o qual decidirá, no prazo de 30 dias, a contar da protocolização do recurso, conforme disposto no artigo 53, II, § 2º, da Lei 10.268/68, com a redação dada Lei Complementar 1.123/10. Ao candidato será dada ciência do decidido mediante publicação no Diário Oficial do Estado.
XXII - O candidato poderá requerer vistas de seu prontuário junto ao DPME, a qual será dada no momento da solicitação, bem como cópia reprográfica mediante pagamento da respectiva taxa, a qual será entregue em cinco dias após o pedido.
XXIII - Candidatos participantes do concurso para fins de pontuação/ certificação, que não tenham interesse em prover o cargo, não deverão submeter-se à perícia médica para ingresso.

Alunos de baixa renda recebem menos conteúdo

Mariana Mandelli
Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
Dados de avaliação de escolas públicas mostram que só 1 em cada 6 unidades com estudantes mais pobres dão 80% da matéria prevista
Apenas uma em cada seis escolas públicas do País que recebem alunos de classes sociais mais baixas consegue cumprir mais de 80% do conteúdo previsto para o ano letivo. Já entre as unidades escolares onde estudam as crianças de nível social mais elevado, essa taxa sobe para 45,2% - ou seja, metade das escolas que têm as matrículas de alunos com melhores condições socioeconômicas conseguem cumprir quase todo o currículo.
Defasagem. Alunos assistem a aula em uma escola pública em Parintins, no Amazonas; Estado está entre os que concentram escolas que recebem crianças de classes sociais baixas
Os dados fazem parte de um tabelamento dos microdados da Prova Brasil 2007 feito pelo pesquisador Ernesto Martins Faria, do site Estudando Educação (estudandoeducacao.com). Os dados de 2009 ainda não foram divulgados e não há previsão de publicação.
Faria levou em conta os questionários socioeconômicos que compõem a avaliação. Foram consideradas todas as 47.976 escolas que fizeram a prova. Delas, 11.994 têm alunos com condições socioeconômicas precárias matriculados.
A maior parte dessas escolas se situa nas Regiões Norte e Nordeste do País. Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins têm pelo menos uma escola pública com esse perfil.
Para Faria, a situação é preocupante porque os alunos que são atendidos nessas escolas são justamente os que chegam mais defasados. "São esses que mais necessitam de atenção porque, normalmente, vêm de famílias em que os pais têm escolaridade baixa", explica.
Para ele, o contexto se agrava porque essas escolas são aquelas que não apresentam uma infraestrutura de qualidade - geralmente, não têm grandes bibliotecas, prédios em condições adequadas e boas equipes pedagógicas. "O aluno precisa estudar numa escola onde ele sinta que há incentivo. Não é o que acontece numa escola que não dá todo o conteúdo programado."
Problemas. O não cumprimento do currículo escolar nesses colégios pode ter origem em diversas fontes, segundo os especialistas. As faltas dos alunos são apontadas como um dos fatores e podem ocorrer por diversos motivos, como a dificuldade de acesso ao colégio - em municípios do interior do País, por exemplo - e as condições ruins de infraestrutura da escola - que não são suficientes para garantir as aulas.
"É claro que entre o que está programado e o que é cumprido existe sempre uma diferença", afirma Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). "Mas existem escolas onde faltam luz e cadeiras."
O absenteísmo dos docentes também aparece entre as possíveis causas. "As escolas situadas nas regiões mais pobres têm mais dificuldades para atrair e manter professores", afirma Alavarse. "Tudo isso pesa no conteúdo a ser desenvolvido."
Antonio Batista, coordenador de desenvolvimento de pesquisas do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), chama a atenção para o fato de que o Brasil não tem um currículo único - ou seja, cada cidade e Estado tem suas próprias programações de conteúdos.
"Em tese, o não cumprimento do currículo significa menos conteúdo e um cerceamento do direito da criança a uma aprendizagem de qualidade", afirma. "Apesar disso, em certos casos, cumprir todo o currículo não implica necessariamente que a criança aprenda tudo, porque, para alcançar a abordagem completa de currículos muito extensos, o ensino pode se tornar muito superficial ou sobrecarregar a criança de informações."
Para os pesquisadores, procurar soluções para resolver o quadro passa por meios que fixem o professor nessas escolas. "Em vez de dar bônus, o melhor seria investir na melhoria da infraestrutura e dar adicionais a esses docentes dentro de uma política de carreira", afirma Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

PARA ENTENDER
São 4 faixas de renda
A pesquisa dividiu as escolas que participaram da Prova Brasil em quatro faixas de renda, de acordo com a quantidade de bens que os alunos declararam possuir - como TV, rádio, carro e geladeira, por exemplo. Entraram também nessa conta o serviço de empregada mensalista e a quantidade de banheiros de cada casa.
A somatória de todos os itens deu uma pontuação a cada aluno, que foram divididos em quartis de acordo com a classe socioeconômica.
A Prova Brasil avalia, de dois em dois anos, os alunos de 5.° e 9.° anos do ensino fundamental da rede pública. Além das questões de matemática e língua portuguesa, os estudantes respondem a questionários socioeconômicos que podem ser associados ao desempenho deles na avaliação. Professores e diretores também respondem a questionários. 

Professor deve trabalhar por amor, não por dinheiro, diz Cid


Daniel Aderaldo
Clipping Educacional - iG Ceará
Governador do Ceará critica professores da rede estadual, em greve há 24 dias, e diz que quem quer dinheiro deve procurar outra atividade
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), mandou um recado nesta segunda-feira (29) para os professores da rede estadual de ensino em greve há 24 dias - eles querem aumento de salário. Para ele, quem desenvolve atividade pública deve colocar o amor pelo que faz na frente do retorno financeiro. “Quem entra em atividade pública deve entrar por amor, não por dinheiro”, disse o governador.
A afirmação já havia sido atribuída a Cid Gomes por professores que participaram de uma negociação pelo fim da greve. Há uma semana o governador teria dito. “Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado".
“Quem está atrás de riqueza, de dinheiro, deve procurar outro setor e não a vida pública"
A imprensa pediu um “tira-teima” e Cid disse praticamente a mesma coisa, mas de uma forma mais branda.
“Isso é uma opinião minha que governador, prefeito, presidente, deputado, senador, vereador, médico, professor e policial devem entrar, ter como motivação para entrar na vida pública, amor e espírito público”, declarou. "Quem está atrás de riqueza, de dinheiro, deve procurar outro setor e não a vida pública”, completou.
O Sindicato dos Professores do Ceará (Apeoc) diz que o governo do Ceará não cumpre a Lei Federal do Piso e o plano de cargos e carreiras dos professores. A categoria quer a aplicação do piso para os profissionais de nível médio, graduados e pós-graduados.

País precisa atrair jovens talentos para a educação, diz especialista

Paulo Guilherme
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
'É preciso investir no mérito', afirma subsecretário de Assuntos Estratégicos.
Fórum Globo News debateu as políticas educacionais do país.
Investir na formação do professor e criar mecanismos de incentivo e premiação para atrair o jovem a abraçar a carreira docente foram alguns dos temas de destaque na 7ª edição do Fórum Globo News, realizado nesta terça-feira (30), em São Paulo. O encontro teve como tema a educação, políticas educativas e a formação para as futuras gerações.
Especialistas traçaram uma lista de problemas no sistema educacional brasileiro e destacaram alguns aspectos que podem nortear a mudança das políticas públicas para uma educação de maior qualidade. Ricardo Paes de Barros, economista e subsecretário da Secretaria de Assuntos Estratégicos da presidência da República, destacou a importância de se criar mecanismos para atrair os jovens talentosos para a carreira de professor. Para isso, segundo ele, é necessário melhorar a formação dos professores e estabelecer medidas nas quais o mérito do profissional seja recompensado.
Especialistas debateram os rumos da educação no Fórum Globo News (Foto: Paulo Guilherme/G1)

“O sistema público perde seus melhores professores para as escolas particulares pela falta de uma política de méritos”, destacou. “O professor precisa ser melhor premiado, não apenas com um aumento da média salarial no país, mas que se tenha um sistema de incentivo que premie e mantenha na profissão os mais talentosos.
A pedagoga Paula Lozanol, consultora da Fundação Lehmann, ressaltou que as políticas públicas devem buscar dar um bom professor para todos os alunos, e não apenas para alguns. Isto inclui, segundo ela, uma valorização maior do profissional do educação e investimentos em sua formação. Paula disse que a formação do professor tem que seguir um modelo como a da formação de um médico, que passa por experiências práticas em hospitais como residentes antes de começar a exercer a profissão. “Em geral os alunos de pedagogia são aqueles com piores notas no ensino médio. Faz da profissão docente um ‘bico’. Uma profissão onde não é necessário um saber específico jamais terá um status na sociedade.

Paula destacou ainda que o professor tem dificuldades em sala de aula porque nunca lhe foi ensinado como ensinar. “É preciso mudar o perfil das faculdades de educação. Hoje o primeiro contato do professor formado com sua prática já é no primeiro dia de aula. Se queremos ser a quarta economia do mundo não podemos mais conviver com um sistema educacional tão aquém dessa missão.”
Psicólogo e presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Araújo e Oliveira falou sobre os problemas do país no processo de alfabetização. “Aqui se confunde alfabetizar com compreender. São duas coisas completamente distintas”, ressaltou.”No mundo todo a criança é alfabetizada ao final da primeira série. No Brasil, especialmente no ensino público, se fala em ‘processo permanente’ e não se tem uma verdadeira política de alfabetização.”
Sociólogo e cientista político do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade do Rio de Janeiro, Simon Schwartzman criticou o sistema educacional brasileiro, especialmente no ensino médio. “É uma aberração”, destacou. “Só no Brasil se exige que o jovem estude tudo de todas as disciplinas. Ele não tem a opção de escolher as áreas em que tem mais afinidade para seu futuro profissional (exatas, humanas e biológicas) e poder ser avaliado apenas nestas áreas.”
Schwartzman destacou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é mais um complicador ao ser usado como vestibular e exigir do adolescente uma maratona de estudos e dois dias com cinco horas de prova. “Em vez de o Brasil evoluir para criar uma certificação dentro de determinadas áreas cria uma camisa de força com este sistema único de ensino que reforça problemas da Lei de Diretrizes de Base. Se o aluno já sai do ensino fundamental com uma série de deficiências, como vai resolver estes problemas no ensino médio?”
O debate contou com a presença de dois profissionais que vivem na prática a rotina de uma escola: o professor de geografia da Escola Municipal Tasso da Silveira, de Realengo, no Rio, Luciano Pessanha, que relatou as mudanças na rotina da escola após a tragédia do dia 7 de abril, quando um ex-aluno invadiu a escola armado e atirou contra as crianças, matando 12 estudantes e se matando em seguida; e José Nunes Francisco, diretor da Escola Estadual Tomé Francisco, em Lagoa da Cruz, no sertão de Pernambuco, que com poucos recursos e um alinhado trabalho de coordenação pedagógica alcançou nota 6,5 no Índice de Educação Básica (Ideb), acima da média de países desenvolvidos. “Não temos ajuda de empresas, nossos principais parceiros são os pais dos alunos e um fortalecimento das relações interpessoais do corpo docente, que participa da gestão do ensino e aumenta sua eficácia”, disse.

Sobre o Fórum Globo News
No primeiro Fórum, realizado em 2005 em São Paulo, a jornalista Miriam Leitão apresentou o evento que discutiu a inclusão social e desenvolvimento, os desafios para uma política social no Brasil e a responsabilidade social das empresas brasileiras. Um dos participantes foi o Ministro da Casa Civil, José Dirceu.
Em 2006, na edição realizada no Rio de Janeiro, o jornalista André Trigueiro mediou o debate sobre mudanças climáticas do país com os especialistas Gylvan Meira, Carlos Nobre, Roberto Schaeffer e José Goldemberg. Eles discutiram a contribuição da humanidade para o aquecimento global, as novas fontes de energia e os rumos do Protocolo de Kioto.
No ano seguinte, o III Fórum Globo News voltou para a capital paulista com o tema sobre os desafios para o crescimento da economia do país diante do tamanho do estado brasileiro. O debate foi conduzido pela jornalista Miriam Leitão que recebeu o Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, e o presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli.
A quarta edição discutiu o “Empreendedorismo”. A proposta do Fórum foi estimular executivos, empresários, acadêmicos, universitários e empreendedores a terem uma visão coletiva de país, levando-os à reflexão sobre a relação do crescimento do consumo e do mercado. Novamente, a jornalista Miriam Leitão moderou o debate entre o ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge e a empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza.
Em 2009, o tema foi sobre as ações contra a crise econômica. Miriam Leitão conduziu a mesa com a participação do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, do economista José Roberto Mendonça de Barros e do empresário Jorge Gerdau, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau.
No ano passado, o VI Fórum Globo News abordou a economia global no mundo pós-crise. O jornalista Carlos Alberto Sardenberg conduziu o evento que teve a participação do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, do consultor e presidente do conselho de administração da Embraer, Maurício Botelho, e do sócio fundador da Gávea Investimentos e Presidente do Conselho de Administração da BM&F Bovespa, Armínio Fraga.

'Além de pôr na escola, é preciso avaliar aprendizagem'


Carlos Lordelo
Clipping Educacional - ENVIADO ESPECIAL / CURITIBA
Para japonês, Brasil deu apenas o primeiro passo ao universalizar o acesso de crianças ao ensino fundamental

ENTREVISTA - Kazuhiro Yoshida, pesquisador e professor do Centro de Estudos para a Cooperação Internacional em Educação da Universidade de Hiroshima

Kazuhiro Yoshida viaja o mundo para contar os segredos do sucesso do sistema educacional de seu país, que colocou todas as crianças na escola no início do século 20. Professor da Universidade de Hiroshima, ele aponta cinco motivos para o destaque do Japão em avaliações internacionais, entre eles o número de horas que os alunos dedicam aos livros e a paixão dos professores pela profissão. Ele esteve este mês no Brasil para o encontro internacional de educação Sala Mundo Curitiba. Depois de sua palestra, conversou com o Estado.
O que o Japão pode ensinar ao Brasil sobre educação?
Vocês podem aprender conosco, mas precisam saber que o contexto e a motivação para o desenvolvimento do nosso sistemas educacionais são diferentes, em termos históricos, sociais e culturais. No Japão, o governo pensou que era importante educar a população como um marco da fundação de um Estado nacional. No início do século passado, universalizamos o acesso à educação básica. Olhando da perspectiva das pessoas, elas querem estudar para melhorar a qualidade de vida. Do lado do desenvolvimento industrial, os empresários esperam que a educação forme recursos humanos para o trabalho. Então tudo depende do que vocês querem da educação.
Conseguimos universalizar o acesso ao ensino fundamental só nos anos 1990. E agora, quais desafios temos pela frente?
Universalizar o acesso é apenas um aspecto do desenvolvimento educacional. Não adianta todo mundo ir para a escola se você não avalia o quanto as crianças aprendem. A questão demanda políticas públicas adequadas ao contexto brasileiro da desigualdade social. É preciso, por exemplo, compensar os pais pelo custo de enviar seus filhos para a escola.
Qual o papel dos pais na educação dos filhos?
Fundamental. Além de matricular as crianças, o mais importante é encorajá-las a estudar e não forçá-las.
De que maneira?
Saia de casa e exponha seu filho aos mistérios da natureza. Ou sente-se com a criança e leia livros interessantes. Depois, faça algumas questões, pergunte o que ele acha.
Por que os asiáticos são tão bons em matemática?
Nós queríamos dominar essa habilidade, necessária no dia a dia. Tivemos uma condição histórica que permitiu a todo mundo ter acesso à educação básica. Não surpreende que as pessoas quisessem aprofundar o aprendizado. E o Japão desenvolveu um sistema avançado de ensino de matemática. E se adaptou aos modelos ocidentais.
A China teve o melhor desempenho no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) de 2009. Qual o segredo?
Cada país tem um propósito ao participar do Pisa. Isso depende de suas políticas públicas. Provavelmente a China gostaria de se impor um alto nível de exigência. Muitas nações desenvolvidas usam o exame para avaliar seus sistemas educacionais e compará-los com os de outros países. Mas o Pisa analisa outras coisas, como a qualidade do ensino e como os pais cuidam da educação dos filhos. Isso deve ser levado em consideração ao se interpretar os resultados. No caso da China, talvez eles quisessem se mostrar capazes ao resto do mundo. Sabemos que é um país muito diverso, em termos de população, de distribuição de renda, de participação política. E igualdade é um problema crucial para eles. O Brasil também sabe as dificuldades que enfrenta. Não acho que vocês devam sentir que a China está muito mais avançada que vocês.
Vários rankings comparam universidades. Em alguns, nossa instituição mais prestigiada, a USP, nem aparece entre as top 100. Como melhorar o ensino superior?
Vocês precisam saber avaliar a real capacidade de suas instituições e a importância de aparecer numa tabela com outras universidades. Os critérios dos rankings são úteis para suas universidades? Se forem, vocês precisam descobrir em que aspectos estão realmente atrás.
QUEM É
Mestre em Filosofia do Desenvolvimento pela Universidade de Sussex (Inglaterra), é professor da Universidade de Hiroshima, onde pesquisa sistemas educacionais. Representa o Banco Japonês para a Cooperação
fonte: http://www.estadao.com.br

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Governador antecipa pagamento dos servidores em setembro

Clipping Educacional - UDEMO
O governador Geraldo Alckmin autorizou a Secretaria da Fazenda de São Paulo a antecipar o pagamento dos servidores públicos estaduais para o dia 6 de setembro. A medida beneficia 1,067 milhão de servidores públicos ativos, inativos e pensionistas dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). O crédito dos salários soma cerca de R$ 2,9 bilhões. O pagamento, que normalmente é feito no quinto dia útil de cada mês, estava programado inicialmente para o dia 8 de setembro, em razão do feriado da Independência do Brasil (7 de setembro).