segunda-feira, 31 de maio de 2010

Inep libera boletim individual de desempenho do Enem nesta segunda

Clipping Educacional - Da RedaçãoEm São Paulo
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) vai disponibilizar na próxima segunda-feira (31), na página do órgão na internet, os boletins individuais de desempenho do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os alunos que fizeram a prova poderão ver, no sistema, as cinco notas da prova (além da redação) e compará-los com a média do país.
O órgão não soube informar o horário em que a consulta vai entrar no ar. Para ver o boletim, o estudante precisa do CPF e da senha que foi gerada na inscrição para o exame.
Mais de 2,5 milhões de alunos fizeram a prova em novembro do ano passado. As notas –às quais o estudante já teve acesso durante a primeira etapa do Sisu (Sistema de Seleção Unificada)– foram calculadas por meio da TRI (teoria de resposta ao item).
fonte: http://educacao.uol.com.br/

Estudo da USP comprova que professores melhoram aulas com curso de formação continuada

Clipping Educacional - Da USP
Professores pesquisados desenvolveram novas competências e mudaram atitudes e prática pedagógica
Alguns professores de ensino médio tiveram a possibilidade melhorar a qualidade de suas aulas a partir de um curso de formação continuada, quando passaram a escrever em seus diários as atividades, conteúdos aplicados e experiências vividas dentro da sala de aula. A afirmação é resultado de um doutorado defendido em abril na Faculdade de Educação (FE) da USP pela professora Ana Emilia Fajardo Turbin.
Segundo a pesquisadora, a escolha do tema vem de suas inquietações como professora de inglês, na medida em que a profissão leva a uma necessidade de contínua renovação linguística e metodológica. "Decidi buscar os efeitos de um curso de formação continuada (CFC) na prática dos professores-alunos que pesquisei" conta. O objetivo foi descobrir se, com o curso, esses professores mudavam de atitude em sua prática profissional e se tornavam mais reflexivos quanto às aulas.
Ana entrevistou 22 professores de inglês da rede pública de ensino que buscavam aprimoramento em um CFC de um centro binacional, na cidade de São Paulo, ao longo do ano de 2008. "A pesquisa contou com a minha observação, entrevistas e coleta de diários dos professores durante o curso em questão. A metodologia teve um cunho etnográfico", explica, "as transcrições nos diários, as entrevistas e anotações de aula foram as pistas que deram a materialidade para o trabalho de interpretação realizado posteriormente".
A professora esclarece que o CFC tem como objetivo a expansão do conhecimento linguístico-metodológico do professor. Eles passam por testes a fim de serem avaliados em sua capacidade linguística e são levados a conhecer novas teorias de ensino-aprendizagem do inglês. "À medida que seus conhecimentos sobre o 'como dar uma aula de inglês' vão se expandindo, os professores vão adaptando suas realidades aos novos conhecimentos e desenvolvem novas competências, podendo mudar concepções, atitudes e sua prática pedagógica", explica Ana.
No decorrer do curso, Ana observou mudanças registradas nos escritos dos diários e nos registros das observações: "o professor, que inicialmente se lamuriava e nem sabia o que escrever, mostrou sinais de mudanças em seu discurso oral e escrito passando a mostrar indícios de reflexão e controle de suas aulas".
Segundo a pesquisadora, não se pode afirmar que todos sofrem os mesmos efeitos do curso, mas entre os 22 professores-alunos entrevistados uma professora teve uma notável mudança que se refletiu em seu discurso escrito em diário no decorrer do curso, e outros quatro professores, que mostraram mudanças bastante relevantes apreendidas em seus discursos orais e escritos.

Resultados práticos
Ana explica que as mudanças começavam a partir do momento em que os professores descobrem que tem o que escrever. Até durante a metade do curso eles não sabiam o que escrever sobre aulas de inglês que ministravam. "Aos poucos eles vão incorporando palavras em inglês a seu vocabulário e organizando as aulas em pré-aula, durante aula e pós-aula, escrevendo a respeito de atividades que 'funcionaram' em sala de aula e mostrando que conseguem, pelo menos por algum tempo, ter a atenção de alunos ditos indisciplinados", explica.
A pesquisa mostrou também que planejar a aula ajuda a controlar a indisciplina e como resolver problemas como perguntas mais complicadas dos alunos. "Ouvir a voz dos professores e descobrir como eles resolviam seus problemas na prática foi a estratégia que permitiu compreender os indícios de controle e autonomia durante as aulas. Não podemos afirmar que os professores se tornaram reflexivos, seria uma conclusão muito abrangente mas observamos indícios de reflexão e controle", finaliza Ana.
Ana explica que a pesquisa contribui para a identidade do professor de língua inglesa da rede pública e que, consequentemente, beneficia os alunos, uma vez que os professores terão ampliado seu conhecimento linguístico-metodológico. Ao mesmo tempo eles estarão lidando com seus alunos de forma mais autônoma desenvolvendo suas próprias teorias durante o planejamento e as aulas.
fonte: http://saopaulo.sp.gov.br

Professores "leigos" crescem 35% em dois anos

Priscilla Borges
Clipping Educacional - iG Brasília
Dados do Inep mostram que professores sem diploma de ensino superior continuam sendo contratados para dar aulas na educação básica
O número de “professores leigos” no Brasil – que só concluíram o ensino fundamental ou o ensino médio regular – aumentou em todas as etapas da educação básica. Dados do Censo Escolar 2009 mostram que 152.454 profissionais dão aulas sem a formação adequada para alunos matriculados em creches, pré-escolas, ensino fundamental e até ensino médio nas cinco regiões do País.
Eles representam apenas 7,7% dos docentes que atuam hoje nas escolas brasileiras. O total é de 1.977.978. Mas, para os especialistas, as estatísticas são chocantes, porque, após a chamada “Década da Educação” iniciada com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação em 1996, a quantidade de profissionais sem qualificação necessária para dar aulas não diminuiu e, sim, cresceu.
Em 2007, eles eram 6,3% do total de professores da educação básica. O primeiro censo realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para traçar o perfil desses docentes, divulgado no ano passado, mas feito com dados de 2007, revelou que 15.982 dos profissionais sem formação ideal tinham apenas o diploma do ensino fundamental. Em 2009, a mesma categoria de docentes caiu para 12.480.
O problema está na crescente contratação de quem completou apenas o ensino médio regular. Em 2007, 103.341 professores brasileiros estavam nessa situação. No ano passado, eles somavam 139.974. O aumento chega a 35,4% em dois anos. O maior crescimento foi na educação infantil, em que eles representavam 16,1% do total de docentes dessa etapa em 2007 e, agora, equivalem a 19,6% do total.
Mas nenhuma etapa ficou imune a esse crescimento. Nas turmas de ensino médio do País, há 21.896 docentes que dão aulas sem diploma de nível superior ou magistério (que também seria insuficiente para assumir esse compromisso).
“É um dado para refletirmos profundamente. Temos de estranhar muito que um professor que estudou até o ensino médio dê aulas para essa mesma etapa”, afirma a presidente do Conselho Nacional de Educação, Clélia Brandão. Para ela, a explicação para isso pode estar na falta de planejamento de estados e municípios nos processos de formação continuada dos quatros de professores.
“Um dos motivos que poderia levar a essa contratação, mas que não a justificaria, é a falta de professores de química, física e matemática. Talvez, esses professores já estejam cursando uma faculdade, mas ainda não a concluíram”, pondera. “Houve muito investimento em formação nos últimos anos. Mas a prioridade foi dada para o curso de pedagogia. Esse é um dado que pode revelar um erro nesse sentido”, analisa.

Retrato da formação dos professores brasileiros
Em meio a tantas discussões sobre a criação de um Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, a formação dos profissionais que cuidam da educação das crianças brasileiras se mostra um desafio. Se a legislação educacional fosse cumprida, o total de professores que não poderia dar aulas a crianças ou adolescentes brasileiros aumentaria ainda mais. Aos leigos, se juntariam os docentes sem licenciatura: 62.373 pessoas em 2009.
A LDB diz, em seu artigo 62, que a “formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal”.
Clélia acredita que muitos gestores se aproveitam de um regulamento publicado após a promulgação da LDB para continuar contratando pessoal sem qualificação adequada para a educação infantil e nas primeiras séries do ensino fundamental. Para as demais fases, “não há explicação”, segundo ela. No decreto nº 3.276, de 1999, há uma regra que torna a contratação de docentes com formação do magistério nessa fase como “preferencial” apenas.
Na opinião de César Callegari, presidente da Câmara de Educação Básica do CNE, a expansão na oferta de vagas na educação infantil e no ensino médio permitida após a criação do Fundo de Manutenção e de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) pode ter influenciado essas contratações. “Houve uma demanda maior por profissionais dessas fases e talvez isso explique a necessidade de recrutamento de pessoas não preparadas adequadamente. Porém, essa situação não poderia permanecer. É obrigação dos sistemas mudar isso”, afirma.

Conquistas
Apesar dessas dificuldades, os incentivos de estados, municípios e governo federal – que criou um Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica no ano passado para formar, nos próximos cinco anos, 330 mil professores não-graduados – demonstram resultados positivos. Os dados do Censo Escolar 20009 mostram que, em dois anos, o número de docentes que atuavam na rede de educação básica e não haviam cursado licenciaturas reduziu pela metade. Em 2007, 127.877 estavam nessa condição.
fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

Como melhorar a educação no Brasil

Itamar Melo
Clipping Educacional - Zero Hora
Avaliações internacionais apontam que se aprende pouco nas escolas do país. A insatisfação motiva uma discussão: deve-se premiar o professor que ensina melhor e punir o que não consegue?
Uma realidade de implicações profundas está emergindo de estudos educacionais recentes: a de que o fator mais decisivo para definir o quanto uma criança aprende na escola é a qualidade do seu professor. O economista americano Eric Hanushek, da Universidade de Stanford, pesquisador eminente na área, descobriu que o aluno de um professor excelente em uma escola ruim aprende mais do que o de um professor ruim em uma escola excelente. A Zero Hora, revelou outro achado de impacto.
– Um bom professor consegue o equivalente a um ano e meio de aprendizado, enquanto o mau professor consegue só meio ano. A única maneira de elevar o aprendizado é ter certeza de que há um professor bom em cada sala de aula – disse o pesquisador.
Avaliações internacionais apontam que se aprende pouco nas escolas brasileiras. O desejo de reverter esse quadro tem levado autoridades e educadores e líderes empresariais a mexer em um vespeiro: há no Brasil um movimento pressionando pela aplicação de critérios meritocráticos. O princípio é dar aumento ao professor que faz os alunos aprenderem e punir o que não consegue.
Trata-se do eco de uma discussão que vem balançando os Estados Unidos. Entusiasta da ideia de pagar conforme o desempenho, o presidente Barack Obama criou programas que despejam bilhões em recursos federais nos Estados e distritos que adotarem a prática. No Brasil, há partidários ardorosos e adversários ferrenhos. Entre os primeiros, está o economista Cláudio de Moura Castro, especialista em educação.
– É a lógica do mercado e da produtividade. Manter o professor ruim é o mesmo que uma fábrica de automóvel não demitir o funcionário que deixa passar carros com defeito na barra de direção – compara.
A oposição mais radical vem dos sindicatos de professores. No ano passado, a proposta do Piratini de oferecer um 14° salário a quem atingisse metas foi torpedeada pelo Cpers. Nesta semana, o Ministério da Educação anunciou um exame para seleção de docentes, e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) foi para o ataque, vendo por trás da proposta uma maquinação para implantar a meritocracia.
– Se a meta é fazer 500 unidades e o funcionário faz 300, pode demitir. Mas transferir isso para a escola não tem cabimento – diz o presidente da CNTE, Roberto de Leão.

Premiar não pode ser medida isolada
O grande risco é desandar para o simplismo – ver a meritocracia ou como poção mágica, ou como veneno mortal. Especialistas lembram que as experiências ainda são raras, e os resultados, desconhecidos. Patrícia Guedes, do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, passou uma temporada analisando a reforma de ensino de Nova York, apontada como referência. Produziu um livro simpático ao modelo, mas é cuidadosa:
– Não pode ser algo feito de forma isolada. Precisa-se garantir que o professor tenha apoio adequado para conseguir resultados.
Pagar por desempenho não pode ser uma política isolada porque não resolve o principal: o nível de quem ingressa no magistério não é o ideal no Brasil. Como a profissão não é atrativa, os mais talentosos, em geral, buscam outras carreiras. Vão para as faculdades que formam professores alunos que, na média, não eram dos mais brilhantes. Para complicar, esses cursos são ruins.
Um estudo da consultoria McKinsey analisou os países com melhor educação. A base era a Finlândia, com o ensino mais bem avaliado. Concluiu que os campeões de qualidade não premiam o mérito. O foco está no recrutamento. Para atrair os melhores, os salários são altos, e a carreira, promissora. As faculdades de Educação são das mais concorridas
fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Concurso nacional para professores é visto com "preocupação" pela categoria

Amanda Cieglinski
Clipping Educacional - Da Agência Brasil/Em Brasília
A ideia do MEC (Ministério da Educação) de criar um Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente está sendo vista com “preocupação” pela categoria. O modelo funcionará de forma semelhante ao novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio): os professores farão a prova e as secretarias de educação – municipais e estaduais - poderão utilizar a nota para selecionar os profissionais que irão trabalhar na rede pública de ensino.
Para o presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Leão, a ideia é “em tese” interessante porque contribui para a formação de uma carreira nacional do magistério, antiga revindicação da categoria. Ele teme, entretanto, que o novo instrumento sirva para criar rankings nacionais de avaliação dos docentes.
“Isso é muito preocupante e nós não concordamos. Esse projeto deveria ter sido melhor discutido, ele não foi debatido como deveria”, critica. Alguns estados utilizam a avaliação de desempenho de alunos e de professores para estabelecer políticas de bônus ou aumento de salário para aqueles docentes que obtêm o melhor resultado, o que os sindicatos são contra. “Os estados e municípios não podem culpar o professor por todos os problemas da educação”, diz.
Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, não há intenção de criar rankings. Ele destaca ainda que as notas obtidas pelo professores não serão divulgadas o que afasta a possibilidade de classificação. “O resultado é um exame exclusivo do professor”, disse à Agência Brasil. Haddad ressaltou que o exame “é endereçado a pessoas que queiram ingressar na rede, não para quem já está na rede pública”, por isso não há porquê os professores que já estão atuando temerem a avaliação.
“A não ser que o professor queira mudar de rede porque, por exemplo, está insatisfeito com o seu salário. O objetivo do projeto é ampliar o horizonte do profissional. E uma prova é obrigatória para a entrada no concurso público”, afirma.
Em 2011, a prova será destinada a docentes que tenham interesse em trabalhar com alunos dos primeiros anos do ensino fundamental e da educação infantil. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) será responsável pelo exame. A matriz dos conteúdos que serão cobrados na prova estará disponível para consulta pública no site do Inep ainda essa semana. Professores, universidades, estados e municípios podem opinar sobre o modelo da prova durante 45 dias. Logo depois, terá início o período de adesão das redes de ensino.
Haddad acredita que o instrumento pode ajudar a melhorar as condições salariais dos professores da rede pública. “O objetivo é aumentar o salário do professor, porque o professor bem formado vai ser disputado. Todo mundo quer atrair para sua rede os professores que tenham condição de mudar a realidade da escola pública do Brasil. Todo o projeto visa a valorização da carreira”, defendeu o ministro.
fonte: http://educacao.uol.com.br/

Baixa qualidade do ensino de matemática está na formação incipiente do professor, diz especialista

Amanda Cieglinski
Clipping Educacional - Da Agência Brasil/Em Brasília
O problema da baixa qualidade do ensino da matemática nas escolas públicas está centralizado na formação incipiente dos professores para o ensino da disciplina. O diagnóstico é da professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisadora do Instituto de Matemática Pura e Aplica (Impa) Suely Druck. O ensino da matemática e de ciências na educação básica foi debatido hoje (27) durante a Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Na avaliação de Suely, que é também coordenadora da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), vários fatores contribuem para a deficiência do ensino da disciplina, desde o financiamento à descentralização da organização do ensino.
“Mas a formação do professor é o cerne do problema e é o mais difícil de ser enfrentado. Hoje temos uma quantidade muito grande de professores em sala de aula que não estão preparados para isso”, defendeu. Para a especialista, o primeiro passo é “estancar” a má-formação em cursos de baixa qualidade.
Ela destaca que os estudantes de cursos de pedagogia, que irão lecionar para os alunos do 1° ao 5° ano do ensino fundamental, recebem um conhecimento muito incipiente de matemática durante sua formação. “É praticamente nada [o que eles aprendem]. A maioria vai dar aula de matemática e a última vez que eles viram o conteúdo foi quando eram alunos do ensino médio”, aponta.
O professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Eduardo Mortmer ressaltou ainda que dentro das graduações de matemática, química e física, há pouco interesse por parte dos estudantes em trabalhar como professor de educação básica.
“O sistema de ensino não consegue segurar o professor que se qualifica. Os mestres e doutores formados nessas áreas hoje vão lecionar no ensino superior”, aponta.
Atualmente, há carência de professores de áreas como química e física para atuar na sala de aula. Muitas vezes a função é exercida por profissionais formados em outros cursos. Mortner apontou que nos últimos 20 anos, 30 mil se graduaram em química. Mas só 8 mil das 24 mil vagas para professor dessa disciplina são ocupadas por licenciados na área.
Mortmer aponta os baixos salários oferecidos pela rede pública como principal motivo para afastar esses profissionais da carreira do magistério.“O governo hoje está gastando muito dinheiro para formar professores, mas isso não tem retorno esperado porque eles não ficam no sistema”, destacou.
fonte: http://educacao.uol.com.br

Prioridade é aula, diz secretário sobre regra para docentes em SP

TATIANA SANTIAGO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
FÁBIO TAKAHASHI
Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
O secretário da Educação de SP, Paulo Renato Souza, disse que buscou beneficiar os alunos ao permitir que professores temporários sem avaliação possam dar aulas na rede estadual, neste ano.
Conforme a Folha informou ontem, a medida foi tomada devido à dificuldade que o governo enfrenta de encontrar docentes.
"O pior que pode acontecer é não ter aulas. É o que queremos evitar. Não podemos dispensar os alunos por falta de professor", disse.
Secretário Paulo Renato diz que suspensão de prova para professor temporário evita falta de docentes
Os não avaliados serão contratados após serem chamados, pela ordem, os concursados e os avaliados.
Paulo Renato reafirmou que a prova para temporários, aplicada pela primeira vez em dezembro, seguirá nos próximos anos. Esses docentes, que suprem a falta de concursados, representam cerca de 40% da rede.
"Nós não estamos revogando nada. Foi a primeira vez na história que fizemos exames para temporários, por isso o nosso contingente aprovado ainda é pequeno."
Os professores que forem contratados sem terem feito a prova terão de fazer o exame no final deste ano, para lecionarem em 2011.
A secretaria não informa qual o deficit de professores. Diz apenas que as maiores dificuldades estão nas periferias das grandes cidades, nas matérias de exatas.
No começo deste ano, a pasta já havia decidido que professores temporários que não atingiram a nota mínima no exame poderiam dar aulas, pois não havia número suficiente de aprovados.
Para Paulo Renato, a situação do ensino no Estado está melhorando, depois que o governo implementou bônus por desempenho e reajuste salarial de 25% aos docentes aprovados num exame.
Mudança na lei
Paulo Renato afirmou que a alteração na lei de contratação de temporários, feita no ano passado, dificultou a formação do quadro de docentes nas escolas estaduais.
Desde a mudança, válida para todo o funcionalismo público estadual, o temporário não pode dar aulas por mais de um ano consecutivo. Antes de voltar, precisa ficar 200 dias fora do sistema.
"Esse é um problema que a legislação está causando. Estamos estudando junto com a [secretaria de] Gestão medidas legais para mudar na [de] Educação aspectos dessa lei, que permita atribuição de aulas mais fácil."
Ele pretende enviar à Assembleia projeto até junho, mas não citou detalhes. Segundo o governo, a "quarentena" foi adotada para evitar que os temporários se tornassem permanentes.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Resolução da SEE confirma: provão acarretou falta de professores na rede

Clipping Educacional - APEOESP
Foi publicada no Diário Oficial do Estado de 25/05/2010 Resolução SE 44 que dispõe sobre cadastro de candidatos à contratação por tempo determinado para docência nas escolas da rede estadual de ensino.
A Resolução determina que as Diretorias de Ensino cadastrem professores com habilitação ou qualificação para ministrar aulas de disciplinas que compõem as matrizes curriculares das escolas da rede estadual de ensino e que não participaram do Processo Seletivo Simplificado (provão) para docentes. Sem prejuízo de uma análise mais aprofundada, a decisão mostra que aparentemente está havendo lacuna de professores na rede estadual, em decorrência do provão dos temporários. Isto mostra que tínhamos razão quando dissemos que o provão dos temporários não era a forma correta de contratar professores.
Realizado em dezembro de 2009 com bibliografia extensa, contendo até mesmo títulos esgotados, com apenas um mês para a preparação dos candidatos e em época na qual os professores estavam envolvidos com o fechamento do ano letivo, o provão não avaliou e não valorizou a experiência dos professores em sala de aula. Não fosse a SEE ter acatado reivindicação da APEOESP, alterando seu caráter de eliminatório para classificatório, o provão teria alijado sumariamente do processo de atribuição de aulas milhares de professores habilitados e qualificados, agravando ainda mais os problemas da rede estadual de ensino.
As políticas impostas pela Secretaria Estadual da Educação, como o provão dos temporários, a ausência de política salarial e a promoção por mérito têm provocado desestímulo na categoria e tornado pouco atrativa a carreira docente na rede estadual de ensino. Seus resultados têm sido prejudiciais à qualidade do ensino e, como vemos, vêm provocando também problemas de gestão para a própria SEE. São sinais que indicam a necessidade de mais concursos públicos, carreira justa para o Magistério e de que as atuais políticas sejam revistas, em benefício da escola pública, dos profissionais da educação e de toda a população.
Fonte: http://apeoespsub.org.br/fax_urgente_2009

Ampliação de jornada

Clipping Educacional - APEOESP
A SEE informou que deverá encaminhar minuta de projeto de lei à APEOESP que possibilita ao professor efetivo ampliar sua jornada para 40 horas (jornada integral) nos casos em que, por ter número de par de horas-aula, não tem conseguido esta ampliação. A APEOESP fez esta reivindicação em abril e a SEE havia se comprometido a resolver a questão, admitindo jornadas de 32 a 33 horas e HTPCs de 7 ou 8 aulas.
Fonte: http://apeoespsub.org.br/fax_urgente_2009

Concurso público

Clipping Educacional - APEOESP
De acordo com a Secretaria da Educação, 56 mil professores foram aprovados no concurso público de PEB II realizado no dia 28 de março.
O DRHU (Departamento de Recursos Humanos) esclareceu que tanto os professores aprovados no concurso de PEB II quanto os aprovados no concurso de remoção devem indicar a vaga agora, mas só tomarão posse no início do ano que vem.
A SEE informou que os Professores Coordenadores Pedagógicos (PCP) antigos que são ACTs devem permanecer até o final do ano; os novos devem só ser nomeados após a avaliação no final do ano.
Fonte: http://apeoespsub.org.br/fax_urgente_2009

Reposição de aulas - Pendências da greve de 2008

Clipping Educacional - APEOESP
O pagamento da reposição de aulas da greve de 2008, a exemplo da atual reposição de aulas, também foi “cheio”, isto é, foi igual ao desconto e não por aulas ministradas – ou seja, foram computados os finais de semana.
Entretanto, temos informações de que teria havido casos em que o pagamento não foi feito da forma correta. A Secretaria da Educação se comprometeu a abrir processo para regularizar esta situação, realizando o pagamento correto.
Assim, tais casos devem ser imediatamente comunicados à Presidência da APEOESP, com os detalhes necessários, através do e-mail presiden@apeoesp.org.br, para que possamos tomar as providências cabíveis junto à SE.
Fonte: http://apeoespsub.org.br/fax_urgente_2009

A PROVA DOS PROFESSORES

Clipping Educacional – Zero Hora
Mal o Ministério da Educação anunciou sua intenção de implantar o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, as entidades representativas de professores já manifestam contrariedade com a possibilidade de avaliação qualitativa do magistério brasileiro. É incompreensível para os cidadãos esta resistência corporativa dos professores a qualquer processo avaliativo, sob o pretexto de que a prova desrespeitaria características regionais e desconsideraria outros aspectos do processo pedagógico que precisam ser melhorados. Ora, os professores têm mesmo que lutar pela melhora da qualidade de ensino e por melhorias salariais, já que, reconhecidamente, são uma categoria mal remunerada para a importância da atividade que exercem. Mas não agem com sensatez ao se opor a qualquer iniciativa no sentido da implantação de uma meritocracia que já se comprovou positiva em outros setores da economia e na própria educação.
Apesar da oposição das entidades classistas, a ideia de uma prova nacional para professores, semelhante ao Enem, deve ser encarada como um fato positivo. A Constituição Brasileira, ao estabelecer que a educação de qualidade é um direito do cidadão e um dever do Estado, supõe que tal direito seja exigido e que tal dever seja fiscalizado, cobrado e avaliado em todos os aspectos. É evidente que esta é apenas uma das múltiplas e complexas questões que envolvem o tema da educação. Cada vez mais, o país se conscientiza em relação às carências do ensino e às distorções públicas e privadas nessa área. Uma delas é, inegavelmente, a da qualificação dos professores e, portanto, da necessidade de um processo de formação técnica, didática e humana compatível com a responsabilidade de ensinar. Estabelecer um processo de avaliação é, neste sentido, além de um avanço, uma necessidade. A qualidade do ensino interessa ao Estado brasileiro, às escolas públicas e privadas, às famílias, aos estudantes, às faculdades de Educação e deve ser também a óbvia preocupação de cada professor ou de suas corporações profissionais. Tal qualidade resulta indispensável num país que, como revelou uma pesquisa de 2009 sobre alfabetização, feita pelo Instituto Paulo Montenegro, apenas 25% da população adulta é plenamente alfabetizada. Ou seja, de cada quatro brasileiros adultos, apenas um tem condições de ler um texto reflexivo, mesmo de mínima complexidade. Qualquer iniciativa de buscar ensino eficaz e melhores condições para seus agentes deve ser por isso discutida com responsabilidade, sem preconceitos ideológicos, sem oportunismos corporativos e sem outra motivação que a de encontrar o que mais definitivamente serve ao interesse do país.
Os professores integram uma das atividades essenciais para a construção da sociedade. Precisam integrar-se também aos esforços no sentido de construir uma profissão respeitada e de crescer individualmente por um mérito que precisa ser reconhecido e valorizado.
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br

Saresp aponta que matemática é a principal deficiência dos alunos

Fernanda Nogueira
Clipping Educacional – Do G1, em São Paulo
Pior índice foi do 3º ano do ensino médio das redes municipais.
Melhor desempenho na disciplina foi da 2ª série do ensino fundamental.
Dados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) sobre as redes municipais de ensino divulgados nesta quarta-feira (26) pelo governo de São Paulo mostram que a principal deficiência dos alunos está em matemática.
Todas as séries avaliadas apresentaram um porcentual que varia entre 24% e 44% de alunos com conhecimentos insuficientes na matéria. O pior índice foi do 3º ano do ensino médio, com 44,2% dos estudantes com conhecimento considerado insuficiente.
O Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) avalia alunos da 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do ensino fundamental e estudantes do 3º ano do ensino médio. As disciplinas avaliadas no Saresp são língua portuguesa, matemática e ciências humanas, além de redação.
Os dados foram divulgados pelo governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), e pelo secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, no Palácio dos Bandeirantes.
Sobre o desempenho ruim do ensino médio em matemática, o secretário Paulo Renato Souza afirmou que esse grupo é minoritário dentro das redes municipais de ensino. "A principal responsabilidade nesta série é do estado", disse.
Apesar disso, os dados mostram que a maior parte dos alunos do 3º ano do ensino médio teve desempenho suficiente em português (74,9%) e matemática (53,5%). O mesmo ocorre entre os alunos da 4ª a 8ª série do ensino fundamental.
Ensino fundamental
Na 2ª série do ensino fundamental, 23,8% dos alunos tiveram desempenho insuficiente em matemática. Na 4ª série, essa parcela sobe para 28,9%, e na 6ª série, chega a 33,1%.
O melhor desempenho está na 2ª série do ensino fundamental, com a maior parte dos alunos com bom desempenho nas duas disciplinas.
O desempenho nas provas é um dos itens que compõem o indicador que serve de parâmetro para o pagamento de bônus para professores e funcionários da área no estado.
A prova do Saresp foi aplicada em 17 de novembro de 2009. No total, 582.778 alunos de 3.226 escolas de 532 cidades fizeram o exame. Uma adesão de 82,5% dos municípios do estado.
Em fevereiro, o governo divulgou dados sobre as escolas estaduais. Na 4ª série do ensino fundamental, melhorou o desempenho em português e matemática. Também houve ligeira melhora no desempenho da 8ª série do ensino fundamental. O terceiro ano do ensino médio melhorou um pouco o resultado em português, mas piorou o desempenho em matemática.
Fonte: http://g1.globo.com/

Lei obriga escolas públicas e privadas do país a ter biblioteca

Clipping Educacional – da Agência Brasil
O "Diário Oficial da União" publicou na edição desta terça-feira a lei que obriga todas instituições públicas e privadas de ensino do país a ter uma biblioteca.
A Lei 1.244/2010 determina toda escola tenha um acervo de livros nas bibliotecas de pelo menos um título por aluno matriculado. Cabe à instituição adaptar o acervo conforme as necessidades, promovendo a divulgação, preservação e o funcionamento das bibliotecas escolares.
As escolas terão até dez anos para instalar os espaços destinados aos livros, material videográfico, documentos para consulta, pesquisa e leitura.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Escolas devem informar dados para o Censo Escolar a partir de hoje

Clipping Educacional – da Agência Brasil
A partir desta quarta-feira, escolas de educação infantil, ensino fundamental e médio -- públicas e privadas-- devem acessar o sistema que irá coletar os dados para o Censo Escolar da Educação Básica de 2010. Desde 2007 o processo é feito exclusivamente via internet por meio do Sistema Educacenso.
A escola terá que fornecer informações sobre alunos, professores, turmas e infraestrutura do estabelecimento de ensino até 31 de agosto. Antes a escola informava apenas o número total de alunos o que tornava as informações imprecisas. A partir de 2007, é preciso indicar o nome completo, data de nascimento, idade, sexo, cor e raça, endereço, nome dos pais e outros detalhes sobre cada estudante.
Os dados do censo são a base para a definição de critérios para repasse de recursos a escolas, estados e municípios. De acordo com o Ministério da Educação, as informações permitem também traçar um quadro detalhado da educação básica nacional o que permite avaliar os resultados das políticas públicas implementadas.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Estado muda exigência para contratar docente

Clipping Educacional – Folha de S.Paulo
O governo do Estado autorizou a contratação de professores que não tenham prestado um exame de seleção. Criado em 2009, o exame tem o objetivo melhorar a escolha de docentes para a rede.
A resolução já está em vigor. A secretaria diz que a norma, publicada ontem no "Diário Oficial", é só uma garantia caso faltem professores temporários. Primeiro, são chamados os concursados e depois, os temporários que passaram pela prova.
A norma prevê que formados em pedagogia poderão dar aulas, de forma emergencial, de matérias específicas.
Não foram divulgados números sobre o deficit de docentes nem sobre o de alunos que estão sem aulas por falta de professor. A secretaria informou apenas que há carência na área de exatas.
Os sindicatos do setor afirmam que a falta de docentes é generalizada, o que é reconhecido pelo próprio governo.
Segundo lei aprovada em 2009, eles precisam ficar 200 dias fora da rede após um ano de trabalho. A ideia é evitar que os temporários se transformem em permanentes, sem ter prestado concurso.
Sindicalistas dizem que o propósito é evitar a caracterização de vínculo empregatício. Também não houve tempo de chamar os 10 mil aprovados em concurso, aplicado no início do ano, que poderiam substituir parte dos cerca de 80 mil temporários.
Os não concursados representam cerca de 40% de todo o corpo docente da rede.
A secretaria negou que a "quarentena" para os temporários tenham prejudicado a distribuição de aulas. A pasta afirmou que a resolução só cria um banco de candidatos, que serão chamados em caso de emergência. Após a aplicação da prova dos temporários, a pasta verificou que o volume de aprovados seria insuficiente e permitiu que reprovados também fossem chamados. Eles foram classificados segundo a nota do exame.
Fonte: http://www.agora.uol.com.br

Ensino integral público cresce 630%

Mariana Mandelli
Clipping Educacional – O Estado de S.Paulo
Considerada uma das principais bandeiras para a melhoria do ensino público, a educação integral passou a contar com financiamento especial do governo e, com isso, foi adotada por mais redes municipais e estaduais. De 2008 a 2010, o número de escolas que aderiram ao Programa Mais Educação, do governo federal, foi de 1.378 para 10.050 ? um crescimento de 630% ?, abrangendo 3 milhões de alunos.
Com a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), em 2006, as escolas públicas com mais de sete horas de aula, dentro do Mais Educação ou integrantes das políticas de Estados e municípios, passaram a receber mais verba. O aumento de recursos é de 25% para o fundamental e 30% para o médio. Em 2009, uma pesquisa realizada com apoio do Ministério da Educação em 2.112 municípios mostrou que 500 (23,7%) já trabalham com jornada ampliada.
A consolidação de políticas para a educação integral, prevista na Lei de Diretrizes e Bases, vem no momento em que o Brasil figura entre os países onde as crianças passam menos tempo na escola. Segundo levantamento da Unesco divulgado em janeiro, na rede pública a média de horas por dia é de 4,5 no ensino fundamental e de 4,3 no médio.
Divergências. Nos últimos anos, Estados e municípios começaram a implementar programas próprios e, por isso, há diferentes práticas de educação integral no País. Cidades como Sorocaba (SP), Palmas (TO) e Apucarana (PR) são apontadas pelo MEC como bons exemplos.
No entanto, apesar do crescimento, educadores afirmam que o Brasil está longe de concretizar um projeto eficiente. "O MEC deveria ter a educação integral como prioridade em termos de políticas públicas", afirma Antonio Matias, vice-presidente da Fundação Itaú Social, que pesquisa o tema.
As atividades realizadas no contraturno das escolas integrais também são alvo de discussão. O Mais Educação oferece 71 atividades, divididas em dez grandes áreas, que abrangem desde oficinas de vídeo até banda de fanfarra, passando por artes marciais, xadrez e grafite. "Fanfarra e mesmo esportes parecem ideias pobres. Elas não são tão eficazes, no sentido de aprendizagem, quanto outras ações. Mas também não se pode imaginar um cardápio fechado de opções", opina Matias.
Independentemente da diversidade das atividades, os educadores insistem que elas devem combinar com a proposta pedagógica da escola, com ações que façam sentido dentro da cultura das crianças.
"A educação integral deve olhar o aluno em suas múltiplas dimensões, da social à cognitiva. A escola deve ter clareza pedagógica para saber aonde quer chegar com o projeto", afirma Eloisa de Blasis, pesquisadora do tema no Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária.
Estrutura. Embora a discussão seja antiga, a educação integral enfrenta os velhos problemas brasileiros, como as desigualdades extremas entre os municípios. "Falta a consolidação de um projeto real e abrangente. O Brasil é muito heterogêneo. Ainda precisamos de muito financiamento", afirma Gilda de Araujo, professora da pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Espírito Santo. Para ela, alguns projetos sofrem com interesses privados, já que as escolas procuram parcerias com entidades, igrejas e empresas.
A falta de preparo das escolas, tanto em relação ao espaço físico quanto à capacitação de pessoal, é outro obstáculo para o avanço. "Tem escola que não tem energia elétrica", afirma Juca Gil, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Fonte: http://www.estadao.com.br/

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Escolas da rede estadual participam do Dia do Desafio

Clipping Educacional - Da Secretaria da Educação
Cerca de 1.100 escolas da capital promoverão prática de atividade física antes do início das aulas
Cerca de 1.100 escolas da rede estadual na Capital irão promover a prática de atividade física nesta quarta-feira, 26, antes do início das aulas em adesão ao Dia do Desafio, organizado pelo Sesc São Paulo. Mais de um milhão de estudantes, além de professores, funcionários, pais e membros da comunidade deverão participar do evento que tem por objetivo mobilizar as pessoas para a prática da atividade física em prol da saúde e bem-estar social. "O Dia do Desafio é uma oportunidade para alunos e professores buscarem uma vida mais saudável", afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
Realizado sempre na última quarta-feira de maio, o evento tem como proposta fazer com que as pessoas interrompam suas rotinas e coloquem o corpo em movimento. Na ocasião, é promovido um desafio envolvendo cidades de todo continente americano, onde os vencedores são os cidadãos, que, além do corpo, exercitam a integração social, a liderança e o espírito comunitário. No Dia do Desafio, duas ou três cidades com número de população semelhante estabelecem uma competição saudável, na tentativa de envolver a maior quantidade de pessoas nas atividades físicas. Vencerá o desafio o município que conseguir o maior percentual de participação em relação ao total de habitantes. O Sesc São Paulo coordena a campanha em todo o continente americano.
Este ano, o evento acontecerá simultaneamente em cerca de 3.400 cidades de 20 países americanos. A capital paulista irá competir com a cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra e contará com uma programação diversa com caminhadas, passeios ciclísticos, jogos, gincanas, recreação para crianças, adultos, exercícios para pessoas da terceira idade, aulas de danças, campeonatos de esportes, além de outras atividades.
Para contribuir para a 'vitória' de São Paulo é preciso registrar a participação pelo telefone 0800-118220 ou procurar uma unidade do Sesc. As atividades se encerram às 21 horas do dia 26 de maio. Mais informações sobre o Dia do Desafio no portal: www.sescsp.org.br/diadodesafio.
fonte: http://saopaulo.sp.gov.br

Faltou debate sobre 'Enem' para professores, dizem especialistas

Fernanda Nogueira
Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Exame nacional do MEC irá selecionar docentes para ingresso na carreira.
Criação da prova no fim do mandato também foi criticada.
Representantes de sindicatos e conselhos da área de educação e um especialista em avaliação educacional ouvidos pelo G1 sobre o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, criado pelo Ministério da Educação (MEC), são unânimes em dizer que faltou debate sobre a prova antes de sua criação.
Portaria do MEC publicada nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial da União instituiu o exame, que poderá ser usado por secretarias municipais e estaduais para selecionar docentes para atuar na rede pública.
O ministério pretende realizar a primeira prova em 2011, com a participação de educadores dos primeiros anos do ensino fundamental (1º ao 5º ano) e da educação infantil.
Para o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em avaliação educacional, Ocimar Alavarse, a ideia do exame tem pontos positivos, como a busca pela padronização de conhecimentos dos professores, a assistência técnica que o Inep fornecerá aos estados e municípios e a abertura de consulta pública sobre o tema.
Por outro lado, de acordo com Ocimar, o prazo de consulta é muito pequeno. “É estranho fazer isso sem uma consulta institucional e organizada das universidades, que formam os professores”, disse. O educador cita ainda o fato de o exame ter sido criado no final do mandato. “É ruim criar para ser colocado em prática no próximo governo.”
Outra questão colocada por Ocimar é a falta de enfrentamento do problema da precariedade da formação dos professores. “A exigência deve ocorrer, mas o que exigir? Você pode exigir muito e não ter pessoas que possam ser professoras”, disse.
A presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e secretária de Educação do Paraná, Yvelise Freitas de Souza Arco-Verde, concorda com a opinião de que o assunto deveria ter sido mais discutido antes de sua criação.
“Não houve um diálogo aberto. O Consed não foi ouvido”, disse. Apesar disso, a secretária afirma que acredita que a ideia é positiva por funcionar como apoio aos municípios que precisam contratar professores. “Muitos precisam. Os municípios têm dificuldade para realizar concursos. É complexo”, afirmou.
Mérito
Outro defensor de maiores discussões sobre o tema antes da criação é o presidente do Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin Leão. “A tese é interessante, trabalhando na perspectiva de uma carreira nacional de educação, mas deveria ser mais debatida, porque a nota poderá ser usada como uma avaliação por mérito”, disse.
Para o presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Simpeem) e vereador de São Paulo pelo PPS, Claudio Fonseca, a criação do exame é eleitoreira. “É uma vontade de criar fatos em ano eleitoral”, afirmou. Fonseca classifica o exame como “uma bobagem”. “É melhor discutir remuneração e cursos nos municípios e estados”, disse.
Fonte: http://g1.globo.com/

terça-feira, 25 de maio de 2010

Dispõe sobre cadastro de candidatos à contratação por tempo determinado para docência nas escolas da rede estadual de ensino

GABINETE DO SECRETÁRIO
Resolução SE 44, de 24-5-2010
Dispõe sobre cadastro de candidatos à contratação por tempo determinado para docência nas escolas da rede estadual de ensino
O Secretário da Educação, no uso de suas atribuições e à vista do que lhe representaram o Departamento de Recursos Humanos e as Coordenadorias de Ensino,
Resolve:
Art. 1º - As Diretorias de Ensino deverão organizar o cadastro de candidatos à contratação por tempo determinado para docência, portadores de habilitação ou que apresentem qualificação para ministrar aulas de disciplinas que compõem as matrizes curriculares das escolas da rede estadual de ensino e que não participaram do Processo de Seletivo Simplificado para Docentes, previsto no inciso II do artigo 2º da Lei Complementar nº 1.093, de 16 de julho de 2009.
Parágrafo único - Poderão ser aceitos, nas mesmas condições, docentes e candidatos que, mesmo inscritos no processo seletivo do corrente ano, deixaram de participar da prova por
qualquer motivo.
Art. 2º – para cumprimento do disposto no artigo anterior, a Diretoria de Ensino procederá à ampla divulgação das datas, locais e períodos de cadastramento, bem como, para os casos de contratação, dos requisitos mínimos de habilitação/qualificação necessários e da relação de documentos que o candidato deve apresentar.
Parágrafo único - o Departamento de Recursos Humanos estabelecerá cronograma para as fases necessárias à aplicação do disposto nesta resolução, levando em conta as restrições impostas pela lei, em razão do período eleitoral.
Art. 3º - A atribuição de aulas aos candidatos cadastrados e classificados nos termos desta resolução poderá ocorrer, desde que esgotadas as possibilidades de atribuição de aulas aos
docentes e candidatos cadastrados e classificados nos termos da Resolução SE nº 98, de 29.12.2009, e da Resolução SE nº 8, de 22.1.2010.
§1º - A classificação dos candidatos cadastrados deverá observar os critérios já estabelecidos, mantida a prioridade de acordo com a situação funcional e as faixas de habilitação/ qualificação.
§2º - Aos cadastrados e classificados nos termos desta resolução é vedada a atribuição de aulas que não sejam de disciplinas previstas nas matrizes curriculares.
§3º - A vedação de que trata o parágrafo anterior não se aplica quando se tratar do atendimento ao disposto na Resolução 93, de 8 de dezembro de 2009.
§4º - em caráter emergencial, as Diretorias de Ensino poderão proceder à contratação imediata de candidatos cadastrados, até que sejam concluídas todas as fases de cadastro e de classificação
previstas no cronograma referido no parágrafo único do artigo 2º desta resolução.
Art. 4º - Excepcionalmente, para o cumprimento da carga horária mínima estabelecida em lei, poderão participar da atribuição de aulas no corrente ano letivo, para contratação eventual, os docentes e candidatos portadores de Diploma de Pedagogia cadastrados e classificados obrigatoriamente nos dois campos de atuação, de classes e de aulas, observadas as orientações específicas quanto a inscrição e campo de atuação já estabelecidas.
Art. 5º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Dispõe sobre o funcionamento das repartições públicas estaduais

DECRETO Nº 55.848,DE 24 DE MAIO DE 2010
Dispõe sobre o funcionamento das repartições públicas estaduais nos dias que especifica e dá providências correlatas ALBERTO GOLDMAN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
Considerando a participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de Futebol de 2010, a realizar-se na África do Sul;
Considerando que, no horário da realização dos jogos disputados pela Seleção Brasileira, todas as atenções estarão voltadas para esse evento; e
Considerando, contudo, que o fechamento das repartições públicas estaduais nos dias de jogos deve se efetuar sem redução das horas de trabalho semanal a que os servidores públicos estaduais estão sujeitos nos termos da legislação própria,
Decreta:
Artigo 1º - O expediente das repartições públicas estaduais nos dias dos jogos da Seleção Brasileira na primeira fase da Copa do Mundo de Futebol de 2010, terá seu encerramento ou início fixado na seguinte conformidade:
I - no dia 15 de junho - terça-feira, encerramento às 14:00hs;
II - no dia 25 de junho - sexta-feira, início às 14:00hs.
Artigo 2º - Em decorrência do disposto no artigo 1º deste decreto, os servidores deverão compensar as horas não trabalhadas, à razão de 1 (uma) hora diária, observada a jornada de trabalho a que estiverem sujeitos.
§ 1º - Caberá a cada Secretário de Estado e Procurador Geral do Estado determinar a escala de compensação a ser feita de acordo com o interesse e a peculiaridade
do serviço.
§ 2º - A não compensação das horas de trabalho acarretará os descontos pertinentes ou, se for o caso, falta ao serviço no dia sujeito à compensação.
Artigo 3º - As repartições públicas que prestam serviços essenciais e de interesse público, que tenham o funcionamento ininterrupto, terão expediente normal nos dias mencionados no artigo 1º deste decreto.
Artigo 4º - Caberá às autoridades competentes de cada Secretaria de Estado fiscalizar o cumprimento das disposições deste decreto.
Artigo 5º - Os dirigentes das Autarquias Estaduais e das Fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público poderão adequar o disposto neste decreto às entidades que dirigem.
Artigo 6º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
fonte: http://www.imesp.com.br

Escolas da rede estadual participam nesta quarta-feira do Dia do Desafio 2010

Clipping Educacional - da Educação
Em adesão ao evento organizado pelo Sesc São Paulo, cerca de 1.100 escolas da rede estadual na capital promoverão a prática de atividade física antes do início das aulas
Participam do evento mais de um milhão de alunos além de professores, funcionários, pais e comunidade
Nesta quarta-feira (26/05), cerca de 1.100 escolas da rede estadual na Capital irão promover a prática de atividade física antes do início das aulas em adesão ao Dia do Desafio, organizado pelo Sesc São Paulo. Mais de um milhão de estudantes, além de professores, funcionários, pais e membros da comunidade devem participar do evento que tem por objetivo mobilizar as pessoas para a prática da atividade física em prol da saúde e bem-estar social. “O Dia do Desafio é uma oportunidade para alunos e professores buscarem uma vida mais saudável”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.
Realizado sempre na última quarta-feira de maio, o evento tem como proposta fazer com que as pessoas interrompam suas rotinas e coloquem o corpo em movimento. Na ocasião, é promovido um desafio envolvendo cidades de todo continente Americano, onde os vencedores são os cidadãos, que, além do corpo, exercitam a integração social, a liderança e o espírito comunitário. No Dia do Desafio, duas ou três cidades com número de população semelhante estabelecem uma competição saudável, na tentativa de envolver a maior quantidade de pessoas nas atividades físicas. Vencerá o desafio o município que conseguir o maior percentual de participação em relação ao total de habitantes. O Sesc São Paulo coordena a campanha em todo o Continente Americano.
Este ano, o evento acontecerá simultaneamente em cerca de 3.400 cidades de 20 países americanos. A capital paulista irá competir com a cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra e contará com uma programação diversa com caminhadas, passeios ciclísticos, jogos, gincanas, recreação para crianças, adultos, exercícios para pessoas da terceira idade, aulas de danças, campeonatos de esportes, além de outras atividades.
Para contribuir para a 'vitória' de São Paulo é preciso registrar a participação pelo telefone 0800-118220 ou procurar uma unidade do Sesc. As atividades se encerram às 21 horas do dia 26 de maio. Mais informações sobre o Dia do Desafio no portal: www.sescsp.org.br/diadodesafio.

A educação mobilizando o Brasil

MILÚ VILLELA e MOZART NEVES RAMOS
Clipping Educacional – Folha de S. Paulo
Vai ficando cada vez mais evidente que o próximo desafio para o país é a oferta de educação de qualidade para todos os brasileiros.
Hoje, é consenso que, sem educação, será difícil alinhar o desenvolvimento econômico e os ventos de prosperidade a uma mudança sustentável no campo social.
Somente a educação é capaz de promover a construção de um país mais justo para todos. Segundo o economista da Fundação Getulio Vargas (RJ) Marcelo Néri, membro do movimento Todos pela Educação, cada ano de estudo produz um impacto de 15% na renda média do trabalhador brasileiro.
O Brasil deslancha na economia, tornando-se cada vez mais um porto seguro para novos investimentos estrangeiros. As janelas de oportunidades criadas por essa economia próspera, entretanto, não serão devidamente aproveitadas por nossos jovens, por conta da baixa qualidade do ensino.
Se, no passado, havia falta de oportunidades de emprego no mercado de trabalho, agora há falta de gente qualificada para aproveitá-las. A precariedade do ensino parece ser o grande entrave para o crescimento sustentável do Brasil.
Por essa razão, os vários segmentos da sociedade estão cada vez mais engajados na causa educacional. A atmosfera de mobilização nacional em prol da universalização da educação de qualidade vem se fortalecendo a cada dia, desde o surgimento do movimento Todos pela Educação, com o apoio decisivo dos meios de comunicação.
Com cinco metas claras para a educação brasileira, o Todos pela Educação vem abrindo novas frentes de participação social; setores que, antes, só se preocupavam com a causa da educação de qualidade, agora participam ativamente.
Antes mesmo da confirmação oficial dos candidatos à Presidência da República, diferentes setores da sociedade civil, todos engajados na mesma causa, já começam a preparar propostas e documentos que possam contribuir para que a educação dê um salto de qualidade nos próximos anos, aproveitando as conquistas alcançadas até aqui.
O próprio Todos pela Educação, junto com outras entidades vinculadas à área de educação, vem trabalhando numa carta-compromisso a ser entregue aos candidatos à Presidência da República, aos governos estaduais e ao Congresso.
Uma coisa é certa e parece unânime em todas as frentes engajadas pela educação de qualidade: o grande salto na educação só ocorrerá quando o país definitivamente valorizar os seus professores, o que é fundamental para atrair os jovens mais talentosos e preparados do ensino médio para o magistério.
E a receita para isso já é bem conhecida: salários iniciais atraentes, carreira promissora, formação inicial sólida e condições de trabalho apropriadas. Foi assim que fizeram os países que estão no topo da educação mundial.
Todo esse movimento sinaliza um tempo de forte mobilização pela educação. Há quatro anos atrás, o Todos pela Educação tinha um sonho, o de ver este país mobilizado, engajado nessa causa. Esse sonho começa a se materializar. Para o bem do país e da manutenção de nosso vigor econômico.
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MILÚ VILLELA é membro fundador do movimento Todos pela Educação, presidente do Instituto Faça Parte, do Centro de Voluntariado de São Paulo e embaixadora da Boa Vontade da Unesco.
MOZART NEVES RAMOS é presidente-executivo do movimento Todos pela Educação.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

SP anuncia plano para saúde do docente

(FÁBIO TAKAHASHI)
Clipping Educacional – Folha de S. Paulo
Programa terá equipes com médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros
Especialidades são das áreas em que servidores mais têm problemas e são as maiores causas de absenteísmo
DE SÃO PAULO
O governo Alberto Goldman (PSDB) reconhece que é preciso melhorar as condições de saúde dos professores de sua rede.
Tanto que deve anunciar, em um mês, um programa de prevenção e eventual tratamento para os 65 mil servidores da educação da capital paulista.
Segundo o chefe de gabinete da Secretaria da Educação, Fernando Padula, a ideia surgiu há três anos, por conta das inúmeras faltas dos docentes. À época, a cada dia, 12,8% deles não compareciam às aulas.
"Havia muito abuso, por isso mudamos a legislação. Mas verificamos também que era preciso olhar para a qualidade de vida dos servidores", afirmou.
O governo limitou a seis o número de faltas para exames médicos. Até então, o servidor podia faltar metade do ano sem desconto do salário desde que apresentasse atestado médico.
Segundo o governo antecipou à Folha, o novo programa, chamado SP Educação com Saúde, formará equipes com médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros, que circularão pelas escolas estaduais.
Algumas equipes ficarão fixas nas diretorias de ensino. As especialidades escolhidas coincidem com as áreas em que os docentes mais têm problemas -como lesões nas cordas vocais, dores na coluna e distúrbios psicológicos- e são as maiores causas de absenteísmo.
Os profissionais das equipes serão da entidade filantrópica Santa Marcelina. O servidor que tiver algum problema de saúde diagnosticado será encaminhado ao Hospital do Servidor Público para tratamento.

PREVENÇÃO

Segundo a Secretaria da Educação, o programa é inédito no país. "Vamos atuar na prevenção de agravos, para que os professores faltem menos e estejam mais dispostos, o que impactará na qualidade de ensino", afirma Fernando Padula.
Sobre o número de docentes readaptados, o governo estadual afirma que o índice vem caindo, tomando como base os dados fechados por ano. Em 2007, foram 902; no ano passado, 341.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

"O processo de readaptação foi um período deprimente"

MARIA DE LOURDES DE MORAES PEZZUOL
Clipping Educacional – ESPECIAL PARA A FOLHA
O magistério para mim sempre esteve relacionado a se doar à formação de outras pessoas. Em 2002, infelizmente, precisei me ausentar por problemas nas cordas vocais. Ficava muito rouca, no final da semana mal conseguia falar. À época, tinha jornada de 36 horas semanais.
Fiquei um ano em licença médica. Em 2003, voltei para a escola estadual Vereador Narciso Yague Guimarães como professora readaptada. A sensação foi de perda total da identidade profissional.
Muitas vezes, quando chegava ao estacionamento da escola, me via chorando. Meus ex- alunos me perguntavam: "Professora, quando a senhora volta a dar aulas?". O processo de readaptação sugerido inicialmente foi de dois anos. Foi um período deprimente. Realizava preenchimento de fichas, atendia telefone, guichê etc.
Resolvi agir. Observei que a sala de informática da escola não funcionava. Em 2004, criei com alunos um projeto para ela. No final daquele ano, fui coordenar a biblioteca, e o projeto parou. Mas voltamos em 2005, com a chegada da nova gestora.
Em 2006, na procura de saber quem é o professor readaptado, pleiteei a bolsa de mestrado da Secretaria da Educação, com a proposta de pesquisa "Identidade docente: A situação do professor readaptado em escolas públicas do Estado de SP". Verifiquei que o não reaproveitamento do profissional como educador gera acomodação ou insatisfação, com prejuízos pessoais e profissionais para professores. Atualmente, tento voltar.
Estou readaptada há sete anos. Fiz novos exames. O laudo médico foi favorável ao retorno. Minha escola protocolou o pedido para cessação da readaptação em setembro de 2009, mas até agora não pude voltar.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br
MARIA DE LOURDES DE MORAES PEZZUOL é professora da rede estadual há 19 anos

''Não existe escola sem bullying''

Márcia Vieira, RIO
Clipping Educacional - O Estado de S.Paulo
O tema virou obrigatório no universo escolar. Bullying, termo inglês que define todo tipo de preconceito, discriminação e violência entre crianças e adolescentes nas escolas, atinge todas as classes sociais. Os casos têm aumentado tanto que, na semana passada, a Justiça de Belo Horizonte determinou que um adolescente pagasse indenização de R$ 8 mil a outro por bullying. "Escola que anuncia não ter casos de bullying está fazendo propaganda enganosa", diz a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, que acaba de lançar um livro sobre o assunto. Bullying - Mentes Perigosas nas Escolas ajuda a identificar e combater o fenômeno.
Em seus dois consultórios, no Rio e em São Paulo, Ana Beatriz, que já vendeu mais de 400 mil exemplares de Mentes Perigosas - O Psicopata Mora ao Lado, atende sobretudo a vítimas das escolas de classe média e da elite. "As escolas públicas sabem lidar melhor com o bullying que as particulares", diz. Ana defende que os pais das vítimas recorram à Justiça para cobrar pelo tratamento psicológico dos seus filhos.
"Quando as escolas começarem a sentir no bolso o custo de ignorar o bullying, elas terão mais cuidado com esses casos", defende, na entrevista a seguir.
Em quais tipos de colégios há mais chance de bullying?
Todos. O bullying é democrático. Acontece tanto na escola particular quanto na pública. O que faz uma escola ser boa é como ela vai lidar com o bullying.
A escola privada lida melhor com isso que a pública?
Não. Em geral, na escola pública há uma postura mais adequada. A direção está mais orientada. Se não consegue resolver, chama o Conselho Tutelar. A particular não admite o problema por temer propaganda negativa. Ou expulsa o agressor ou diz para o pai da vítima: "Seu filho é sensível demais." Isso é que dói. Geralmente, o convidado a se retirar é o "sensível".
A senhora recomenda que os pais tirem os filhos da escola nesses casos?
Tentamos mudar a cultura naquele micromundo escolar, porque só assim a gente muda a sociedade. Quando vou às escolas falar sobre algum paciente que é vítima de apelidos maldosos, geralmente ouço da diretora a velha explicação: "Mas é brincadeira." Se é brincadeira, todos deveriam se divertir. Quando é bullying, um grupo se diverte às custas da humilhação de outros. Se a direção não faz nada e a criança começa a sofrer demais, recomendo que ela saia da escola, mas sugiro que o colégio seja acionado judicialmente para pagar o tratamento. Já conseguimos duas vezes.
A senhora diz que bullying existe desde que a escola existe. Mas houve aumento dos casos?
O bullying é um fenômeno típico das relações humanas. Agora percebemos mais porque estudamos mais. E lidamos com filhos de pais excessivamente permissivos.
Quais são as características das vítimas e dos agressores?
As vítimas geralmente estão fora do padrão: gordo demais, magro demais. São crianças mais tímidas, menos pop. Os motivos dos agressores variam: ele pode reproduzir a violência do lar; pode estar numa situação circunstancial de revolta porque os pais estão se separando. O caso mais grave é o do menino com transtorno de conduta. Ele dá problema na escola e em casa. No livro, eu cito o caso de um garoto que colocou a pata do cachorro na torradeira. Depois, furou a mão da professora. Esse tipo é o mais raro.
Nesse caso, o que move a criança é a maldade?
Sim. É difícil admitir que exista maldade, ainda mais em uma criança de 8 anos, mas existe.
Quem mais aparece no consultório: agressores ou vítimas?
Vítimas. A primeira coisa que eu faço é mostrar que elas não têm nada de errado. Hipersensibilidade não é doença. Muitas vezes as crianças chegam pedindo desculpa por serem tímidas. As vítimas justificam o injustificável. Nenhuma violência é justificável.
Fonte: http://www.estadao.com.br/

MEC vai recomendar o fim da reprovação

Clipping Educacional - O Globo
RIO - Com os dados do censo escolar de 2008 em mãos, quando 74 mil crianças de 6 anos foram reprovadas, e depois de realizar três audiências públicas - em Salvador, São Paulo e no Distrito Federal - o Conselho Nacional de Educação (CNE) se prepara para recomendar "fortemente" que todas as escolas públicas e privadas não reprovem mais alunos matriculados nos três primeiros anos do ensino fundamental. É o que informa a reportagem de Carolina Benevides, publicada na edição do GLOBO deste domingo.
A resolução, que terá que ser homologada pelo ministro Fernando Haddad neste último ano do governo Lula, entrará em vigor em 2011, segundo Edna Martins Borges, coordenadora-geral do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC).
- O Brasil tem uma cultura forte de reprovação. Como estamos atualizando as diretrizes para a educação, vamos recomendar fortemente o princípio da continuidade. Sabemos que não tem a força de uma lei, mas as recomendações do CNE direcionam o sistema educacional - explica Edna, dizendo ainda que o Conselho espera que o Brasil deixe, daqui a alguns anos, de reprovar em todas as séries do ensino fundamental. - O ideal é que a criança conclua mesmo em nove anos, pois ser reprovada faz com que interrompa o sucesso escolar que poderia ter. No Nordeste, onde temos altas taxas de evasão, a reprovação é uma das responsáveis pelo aluno abandonar o colégio.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), existem mais de 152 mil escolas, com 31 milhões matriculados no ensino fundamental. Pouco mais de dois milhões têm mais de cinco horas de aula por dia.
Desde 2009, as crianças matriculadas na rede municipal do Rio de Janeiro já convivem com o que o CNE vai recomendar para todo o país em 2011. No município, os alunos dos três primeiros anos são reprovados apenas ao final do terceiro ano. Não foi sempre assim. Em 2007, o então prefeito Cesar Maia assinou decreto instaurando a progressão automática em toda a rede. Ao assumir, em 2009, Eduardo Paes revogou o decreto em dois dos três ciclos do ensino fundamental.
- Reprovar não é solução para nada durante o processo de alfabetização. Nos outros anos, ter a possibilidade de reprovação introduz aos alunos a cultura do esforço e do mérito - diz Claudia Costin, secretária municipal de Educação.
Segundo Claudia, ao assumir, foram encontrados 12 mil alunos do 4° e 5° anos que precisavam ser realfabetizados, e outros 17 mil do 6° ano que também eram analfabetos funcionais.
Fonte: http://oglobo.globo.com

A primeira escola gay do país

Alessandro Soler
Clipping Educacional - O Globo
RIO - Todo mundo aqui já viu de perto a cara da homofobia. A maioria sofreu bullying sistemático. Alguns levaram porrada na rua. Mas ninguém quer falar só sobre isso. Símbolos de uma nova era do movimento gay, os 60 alunos da Escola Jovem LGBT, em Campinas (SP), primeira do gênero no país, se sentem mais à vontade com sua sexualidade que qualquer geração anterior. E, beneficiados pelas conquistas desta década - união civil e direito à adoção reconhecidos na Justiça, paradas do orgulho para milhões -, não pedem aceitação. Já se sentem integrados.
Lançado no início do ano, o centro de estudos extracurriculares - não, não se trata de Matemática ou Química sob o ponto de vista homossexual - logo atraiu centenas de interessados, uma esmagadora maioria de adolescentes gays, lésbicas e transgêneros fora do armário. Alheios às críticas de que a escola formava um gueto, eles embarcaram na viagem do casal Deco Ribeiro, 37 anos, professor; e Lohren Beauty, 22, drag queen. Os dois foram beneficiados com uma verba de R$ 60 mil anuais do projeto Ponto de Cultural, parceria do governo paulista com a União, e montaram tudo dentro de casa.
Depois de alguns dias de seletivas, 60 alunos foram aprovados para as quatro disciplinas - web TV, fanzine, canto e dança. Os encontros rolam às quartas e sábados. Ninguém paga nada.
Para os meninos e meninas que frequentam o espaço, a sensação de estar entre semelhantes faz toda a diferença. Gírias gays dominam os papos, todo mundo fala de namorados e ficantes sem trocar o gênero, e ninguém precisa segurar a pinta (os trejeitos). Na hora do intervalo, um garoto puxa de brincadeira o cabelo da colega ("Vamos nos vingar, gente, bullying na hétero já!!"). Todo mundo ri.
- Acho fantástico estar neste bairro recatado, cheio de idosos. É com a convivência que as pessoas vão ver que não somos diferentes - raciocina Danilo Oliveira da Silva, de 19 anos, aluno de dança. - O próximo desafio é superar o preconceito entre os próprios gays. Os mais masculinos discriminam os afeminados, os fortinhos gongam (desprezam) os magros... Rola muita rivalidade.
Aluna de dança e fanzine, Winnie Fernanda da Silva, de 16 anos, destaca o clima positivo. Nada de discursos amargos:
- Aqui se fala muito sobre a questão da sexualidade, é claro, rola uma conscientização... Mas todo mundo tem uma atitude para cima. Adoro estar entre gente que foge da mesmice.
O que ela não sabe é que, mesmo sem participar do movimento gay tradicional, esses adolescentes estão, sim, fazendo política:
- Eu me monto (de drag) desde os 14, faço shows em matinês e ando assim na rua. Não é para chocar. É para as pessoas se acostumarem - diz Vinícius Saraiva Soares, de 17 anos, aluno de zine e dança que adotou o nome de Saraivetty. - Quando ponho um vídeo no YouTube ou apareço na TV, porque já fui até ao Ratinho (risos), aviso no colégio. Quando pego um ônibus montado, brinco com o cobrador. Melhor que tentar parecer homenzinho. Assim não me zoam. Vão dizer o quê?
Bicha, veado, boiola e outros xingamentos são, para eles, formas de tratamento. A ofensa é subvertida em zoação.
- Se alguém grita "bicha!", todo mundo olha - ri Leandro Ochialini, de 19 anos, professor de dança. - Quem é drag é tratada como drag, cada um escolhe sua identidade. Aqui ninguém precisa fingir. Tive uma infância massacrada, me chamavam de veadinho, me batiam. Nem acredito no quanto evoluímos. Hoje os adolescentes têm modelos gays, como Dimmy Kieer (o Dicesar, do "BBB 10").
A exemplo dos outros cinco professores da escola, Leandro se mantém com uma ajuda de custo simbólica - R$ 3 mil pelo ano todo. Pouco, mas o suficiente para tirar das ruas a travesti Bruna, de 20 anos, exigente instrutora de balé do projeto.
- Aos 12 anos, fui expulsa de um curso de dança para meninos por ser afeminada. Aqui a história é outra; a gente acolhe - diz. - Nunca tive apoio de família ou escola, caí na prostituição. Sofri exploração, apanhei de cafetina... Hoje minha missão é ajudar outras travestis. Chega de sermos condenadas a uma imagem de violência, exploração e vulgaridade.
Não vai ser um trabalho fácil. Se a relação com os vizinhos é, em geral, boa, ainda rola intolerância. Recentemente, a diretora Lohren foi abordada no ônibus por uma mulher que se dizia diretora de um colégio. Começou um bate-boca:
- Ela falou que eu estava sujando a palavra escola, que deveria me envergonhar. Envergonhar de quê? De estender a mão a adolescentes sem apoio para lidar com sua sexualidade numa sociedade tão conservadora? Se você é um menino negro ou judeu, e sofre preconceito na rua, corre para seus pais negros ou judeus... E o gay? Agora o gay tem para onde correr.
fonte: http://oglobo.globo.com

MEC cria 'Enem' para professores

Clipping Educacional - Do G1, em São Paulo
Primeira prova deverá ser realizada em 2011.
Participação de docentes e adesão de secretarias será voluntária.
O Ministério da Educação (MEC) instituiu nesta segunda-feira (24) o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. O ministério pretende realizar a primeira prova em 2011. Na primeira edição, poderão participar educadores dos primeiros anos do ensino fundamental (1º ao 5º ano) e da educação infantil.
Segundo portaria publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ficará responsável pela prova, que será constituída de uma avaliação de conhecimentos, competências e habilidades.
Uma consulta pública sobre o exame está aberta desde a última quarta-feira (19) e terá duração de 45 dias, no site do Inep.
MEC planeja criação de 'Enem' para professores A seleção será parecida com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O professor fará a prova e poderá usar a nota para ingressar em qualquer uma das redes de ensino que aderirem ao programa.
De acordo com a portaria, os objetivos da prova são subsidiar a contratação de docentes para a educação básica dos estados e dos municípios e conferir parâmetros para autoavaliação dos futuros docentes, com vistas à continuidade da formação e à inserção no mundo do trabalho.
Além disso, o exame pretende oferecer um diagnóstico dos conhecimentos dos futuros professores para subsidiar políticas públicas de formação continuada e criar um indicador qualitativo que poderá ser incorporado à avaliação de políticas públicas de formação inicial dos docentes.
Secretarias de Educação interessadas em usar os resultados do exame terão de formalizar adesão junto ao Inep. A forma de utilização para a contratação de docentes será definida por cada secretaria.
O exame será realizado anualmente, com aplicação descentralizada das provas. A participação dos professores será voluntária, mediante inscrição. Assim, como no Enem, o docente terá um boletim de resultados após fazer a prova.
Segundo a portaria, o Inep montará um banco de dados e emitirá relatórios com os resultados do exame e irá disponibilizá-los para instituições de educação superior, secretarias de educação e pesquisadores. Resultados individuais só poderão ser usados com autorização do candidato.
Os procedimentos, prazos e outros aspectos operacionais do exame, assim como a inscrição dos interessados e outras normas serão estabelecidos em nova portaria do Inep.
Segundo entrevista da coordenadora-geral de instrumentos e medidas educacionais do Inep, Gabriela Moriconi, concedida ao G1 na última terça-feira (18), a prova terá vários temas, como metodologia de ensino, políticas educacionais, direito e conteúdos específicos.
Para criar o programa, foram analisados países que buscam ter um padrão de professores. Esses países foram Austrália, Canadá, Cingapura, Chile, Cuba, Estados Unidos e Inglaterra.
“São países com sistemas de ensino e contextos diferenciados, mas todos entendem que o bom professor tem de ter domínio do conteúdo que vai lecionar e conhecer as metodologias de ensino”, disse Gabriela.
fonte: http://g1.globo.com

MEC cria prova nacional para seleção de professores iniciantes

Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
O MEC (Ministério da Educação) vai realizar a partir de 2011 uma prova nacional para seleção de professores iniciantes, que pode subsidiar concursos públicos estaduais e municipais. A portaria que institui o exame foi publicada nesta segunda-feira do "Diário Oficial da União".
A prova --que recebeu o nome de Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente-- será feita pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e vai avaliar conhecimentos, competências e habilidades dos candidatos ao ingresso na docência do ensino básico e fundamental. O sistema de avaliação será semelhante ao do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Com a nota adquirida na prova, o professor poderá ingressar em qualquer rede de ensino que esteja cadastrada no programa. De acordo com texto publicado no "Diário Oficial", as Secretarias de Educação interessadas em utilizar os resultados da prova deverão formalizar adesão no Inep. Já a forma de utilização dos resultados será determinada por cada secretaria que aderir.
O Inep já realiza desde a semana passada uma consulta pública sobre o conteúdo que deve ser exigido de um professor que ingressa na educação infantil ou no ensino fundamental. Pessoas e instituições podem participar pelo site do Inep.
"As colaborações devem ser feitas a partir de um sistema que lista 16 temas centrais, cada um com uma série de tópicos relacionados às habilidades a serem demonstradas pelos candidatos a professor", diz informação no site do Inep.
nformações como datas de realização da prova, valor da inscrição ainda não foram definidos e devem ser esclarecidos em nova portaria publicada pelo Inep.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Sociedade vai avaliar critérios para exame nacional de professores, diz ministro

Clipping Educacional - Agência Brasil
O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira que vai abrir uma consulta pública para que a sociedade avalie itens que podem fazer parte de uma prova nacional para professores. A declaração foi feita durante o Seminário Avaliação de Professores da Educação Básica: Uma Agenda em Discussão, no Rio de Janeiro.
A proposta é criar um banco nacional de docentes, uma relação de profissionais de educação qualificados que poderiam ser contratados por qualquer município brasileiro.
"Há uma deficiência de instrumentos fidedignos [para avaliação dos professores no Brasil]. Uma matriz já ajudaria as instituições formadoras e os professores. Estamos procurando amadurecer essas questões para dar maior clareza do que se pretende na formação de professores", disse Haddad.
Os itens que serão analisados pela sociedade na consulta pública foram levantados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que, durante um ano, analisou os mecanismos de avaliação de professores usados em países com alto desempenho em educação.
Atualmente, a avaliação de professores no Brasil ocorre, prioritariamente, a partir de índices criados para quantificar taxas de aprovação e desempenho de alunos, como é o caso do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ou o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que avalia o rendimento dos alunos do nível superior.
"O Enade, ainda que tenha sido nossa opção reformulá-lo, capta pouco daquilo que se quer captar da ótica do gestor que quer contratar o profissional de atuação adequada em sala de aula", avaliou o ministro.
Fernando Haddad defendeu que o papel do Ministério da Educação é fornecer instrumentos para que os Estados consigam avaliar e melhorar seu corpo docente, e reconheceu que, em contrapartida, é preciso garantir salários dignos e progressão de carreira. O ministro lembrou ainda que essa é a fase de a sociedade avaliar o trabalho feito pelo Inep, mas que vai depender do próximo governo a aplicação do exame nacional para professores.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Governador de SP admite falta de professores em algumas áreas

FELIPE LUCHETE
Clipping Educacional - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O governador Alberto Goldman (PSDB) admitiu nesta segunda-feira que há deficit de professores em algumas áreas, durante lançamento das obras da Fatec (Faculdade de Tecnologia) Itaquera, na zona leste de São Paulo. Questionado sobre uma escola no Tatuapé que, desde o início do ano, está sem professor de física, ele não comentou esse caso específico, mas afirmou que a Secretaria de Educação pretende estimular jovens a ingressar em áreas pouco procuradas.
A Secretaria da Educação já constatou e está fazendo todo o esforço para que sejam formados professores na área de física. Parece que ninguém quer ser professor de física, não sei por quê", disse Goldman. Formado na Escola Politécnica da USP, ele afirmou que, em seu tempo, "todo mundo gostava de física."
Prevista para estar pronta em 2012, a nova Fatec terá os cursos de automoção industrial, mecânica de projetos, mecânica de soldagem e sistemas biomédicos. Goldman anunciou mais de uma vez a criação de 1.920 vagas com a unidade. Como serão 320 vagas nos quatro cursos, ele fez o cálculo baseado em 2015. O número deve ser atingido em três anos de funcionamento --duração de cada curso--, se todas as vagas forem preenchidas semestralmente e se nenhum estudante desistir da matrícula.
Próximo ao metrô Corinthians-Itaquera, o terreno foi cedido pela prefeitura e vai sediar ainda um parque tecnológico, conforme o projeto. De acordo com o governador, a meta da gestão estadual é aumentar o número de unidades do Centro Paula Souza na cidade. A autarquia é responsável pelas Fatecs e escolas técnicas no Estado.

Professor poderá passar por prova nacional

Carol RochaClipping Educacional - do Agora
Os professores que quiserem ingressar na rede pública de educação poderão ser submetidos a uma espécie de prova nacional antes. A criação do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente foi publicada na edição de ontem do "Diário Oficial da União" por meio de uma portaria.
As provas deverão ser aplicadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) anualmente, a partir de 2011. Porém, os exames não serão obrigatórios. De acordo com o ministério, o professor poderá decidir se quer fazer a prova, bem como as secretarias de Educação dos Estados e dos municípios terão a chance de aderir ou não ao exame.
Caso o docente opte por se submeter à prova, ele poderá usar a nota que obtiver para ser aprovado em um concurso público. No entanto, para isso, a secretaria de Educação que estiver oferecendo as vagas terá de aderir a essa possibilidade antes. Se isso não ocorrer, de nada adiantará o professor ter realizado o exame nacional de ingresso.
fonte: http://www.agora.uol.com.br/

segunda-feira, 24 de maio de 2010

MEC institui "Enem" para docentes

Clipping Educacional - A TARDE On Line
Os professores agora também terão um "Enem" específico para eles. O Ministério da Educação (MEC) criou o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, de acordo o Diário Oficial da União publicado nesta segunda-feira, 24. A primeira prova deve ser realizada em 2011 e será elaborada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A primeira edição será voltada para quem ensina na rede fundamental (1º ao 5º ano) e educação infantil.
O objetivo é que o exame, que deve avaliar conhecimentos, competências e habilidades necessárias para o exercício da profissão, seja utilizado, assim como o Enem, no ingresso em instituições cadastradas no programa. A diferença é que o "Enem" para professores será utilizado na contratação do docente, e não na conquista de uma vaga de ensino, como o Enem tradicional.
O docente não é obrigado a participar da seleção, mas o MEC prevê que municípios e estados pode substituir o concurso público pela nota deste exame.
"O novo Exame será um serviço que o Inep/MEC prestará às redes municipais e estaduais de Educação para seleção de novos professores. Com ele, prefeituras não precisariam realizar sua própria prova de concurso público – o que é caro e exige expertise de órgão especializado – para contratação de novos professores, bastaria publicar um edital de concurso público e usar a nota do Exame como critério para seleção", de acordo nota da assessoria de imprensa divulgada no site do Inep.
A Secretarias de Educação que queiram participar do programa deverão formalizar adesão através do Inep. Cada secretaria deve definir a forma como o resultado do exame será utilizado na contratação dos docentes.
O MEC também pretende, através do exame, fazer um diagnóstico dos conhecimentos dos futuros professores com objetivo de subsidir políticas públicas de formação de docentes.
Consulta pública - O MEC abriu na última quarta, 20, uma consulta pública com duração de 45 dias para a população sugerir como deve ser o exame. A colaboração pode ser feita dentro de uma lista de 16 temas centrais, que tratam de uma série de habilidades que os professores devem possuir. Essa lista foi elaborada com parâmetro no que é exigido dos docentes internacionalmente, de acordo com o MEC.
fonte: http://www.atarde.com.br/

domingo, 23 de maio de 2010

A cada dia, um professor se licencia por dois anos

FÁBIO TAKAHASHI
Clipping Educacional - DE SÃO PAULO
O professor de história Carlos, 42, fala sozinho às vezes. Seu coração, conta, dispara sem motivo aparente. "Não conseguia controlar os alunos. Queria passar o conteúdo, poucos me ouviam. Foi me dando uma angústia. Fiquei nervoso."
Não era assim. "Eu era bem calmo", afirma, referindo-se ao período anterior a 2004, quando entrou como docente temporário na rede de ensino paulista.
Aprovado um ano depois em concurso, foi considerado apto a dar aulas, na zona sul da capital. Passados três anos, obteve uma licença médica, que se renova até hoje, sob o diagnóstico de disforia --ansiedade, depressão e inquietude.
Carlos espera nova perícia. Quer se tornar readaptado --situação de servidores com graves problemas de saúde, que ficam ao menos dois anos afastados da sala de aula. Fazem atividades administrativas na secretaria e na biblioteca, por exemplo.
De janeiro até a última sexta-feira, 194 docentes (mais de um por dia) da rede paulista foram readaptados, aponta levantamento da Folha no "Diário Oficial". Pelos cálculos da professora Maria de Lourdes de Moraes Pezzuol, que fez uma pesquisa financiada pela Secretaria da Educação, 8% de todos os professores da rede estão readaptados.
Os casos mais recorrentes são problemas nas cordas vocais, na coluna e psicológicos. A autora do estudo é ela própria uma professora readaptada.
Entre os servidores da Educação, o índice desse tipo de afastamento é maior que dos demais: 79% dos readaptados trabalham nas escolas, categoria que soma 53% do funcionalismo.

POR QUE ADOECEM

Pesquisadores apontam duas razões para tantas licenças. A primeira é a concepção da escola, que requer para as aulas estudantes quietos e enfileirados. "Isso não existe mais. Esta geração é muito ativa. O professor se vê frustrado dia a dia por não conseguir a atenção deles", diz o sociólogo Rudá Ricci, que faz pesquisas com educadores de redes públicas do país, inclusive no município de São Paulo.
A outra razão são as condições de trabalho. Em geral, os professores dão aulas em classes com mais de 35 alunos, possuem muitas turmas e poucos recursos (não há, por exemplo, microfone). Estudo divulgado na semana passada pelo Instituto Braudel e pelo programa Fulbright mostra que os docentes paulistas têm condições piores que os de Nova York.
Têm carga maior (33 horas semanais em sala, ante 25) e possuem mais alunos por sala (35 e 26, respectivamente).
Colaborou ELISANGELA BEZERRA
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Comunicado DRHU Nº 16/2010 - Concurso de Remoção de Docentes - 2010/2011

Procedimentos de Inscrição e Indicações e Relação de Vagas
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos, com fundamento no Decreto Nº 55.143/2009 e na Resolução SE Nº 95/2009, torna pública a abertura de inscrições, a relação de vagas e as orientações quanto aos procedimentos de inscrições e indicações do Concurso de Remoção da Classe Docente/2010-2011 – Professor Educação Básica II e Professor Educação Básica I.
Fica vedada a inscrição para o concurso ao integrante da classe que se encontre na condição de readaptado.
Não poderá participar por união de cônjuges, o candidato que tenha se removido nesta modalidade, antes de transcorridos 5 (cinco) anos, exceto o docente cujo cônjuge tenha sido removido ex officio, ou tiver provido novo cargo em outro município, desde que apresente cópia da publicação em D.O..
O candidato deverá fazer todas as indicações pretendidas no momento da inscrição, sendo indeferida de plano, a inscrição que não registrar ao menos uma indicação.
Efetivada a inscrição, com as devidas indicações, o candidato não mais poderá desistir de sua participação no concurso, a qualquer título.
Os removidos assumirão a nova unidade escolar somente no ano letivo de 2011.
I – das Inscrições
1. A inscrição será recebida, somente via Internet, no site da Educação – www.educacao.sp.gov.br no período de 31/05 a 06/06/2010, iniciando-se às 9h do dia 31 de maio de 2010 encerrando-se às 23h59 do dia 06 de junho de 2010, horário de Brasília.
1.1 - Serão utilizados para inscrição os dados constantes no Sistema de Cadastro Funcional da Secretaria da Educação;
1.2 - o tempo de efetivo exercício no cargo/função, prestado até 31/12/2009 será obtido junto ao cadastro funcional, estando o candidato isento da apresentação de qualquer documento.
1.3 - para realizar a inscrição, o candidato deverá acessar o site da Educação: www.educacao.sp.gov.br, no link pertinente ao evento e seguir as instruções ali contidas.
2. No período acima determinado, o candidato que se inscrever por União de Cônjuge e / ou possuir títulos, deverá entregar ao superior imediato os documentos de UC (Atestado original e xerocópia da Certidão de Casamento/Escritura Pública de convivência marital), bem como cópias reprográficas de títulos (Diploma Doutorado/Mestrado, Certificado Especialização / Aperfeiçoamento), para fins de classificação – artigo 5º do Decreto Nº 55.143/2009.
3. O candidato deverá indicar:
3.1 - Modalidade da inscrição: Remoção ou Remoção / reserva (exclusivamente adido, PEB II com constituição de jornada parcial ou ao candidato que constitui jornada em mais de uma unidade escolar e deseja constituir jornada somente na unidade na qual encontra-se classificado), e
3.2 - Tipo de inscrição: Títulos ou União de Cônjuges;
3.2.1 - o candidato inscrito por União de Cônjuges concorrerá também por Títulos.
4. Os dados pessoais, funcionais do candidato e a constituição de jornada, contidos no “Requerimento de Inscrição”, permanecerão inalterados.
4.1 - caso seja detectado inconsistência de informações, os campos pré-preenchidos somente poderão ser alterados pela respectiva Diretoria de Ensino, devendo o candidato efetivar sua inscrição e comunicar o Diretor de Escola.
4.2 - se a inconsistência de informações permanecer, o candidato poderá solicitar e encaminhar, somente via Internet, no período determinado para RECONSIDERAÇÃO, apresentando ao superior imediato documentos comprobatórios, se for o caso, que justifiquem quaisquer alterações, para posterior encaminhamento à respectiva Diretoria de Ensino.
II - das Vagas
As Vagas Iniciais retratam a situação existente na unidade escolar – data base 25/04/2010, e ficarão disponíveis para consulta no site da Imprensa Oficial: www.imprensaoficial.com.br, e da Educação: www.educacao.sp.gov.br, na seguinte ordem:
1.1. - Diretoria de Ensino/Município - Código da unidade escolar - Nome da Unidade Escolar – Nº vagas
III – das Indicações
1. O candidato poderá indicar todas as unidades que sejam de seu interesse, mesmo que não apresentem vagas iniciais, considerando vagas potenciais que poderão surgir no decorrer do evento.
2. na página de “Indicações”, o candidato selecionará as unidades, para onde pretende remover-se, em ordem rigorosamente preferencial e seqüencial, fazendo constar:
2.1 - ordem geral de preferência;
2.2 - código da unidade escolar/nome da unidade escolar;
2.3 - município;
2.4 - Jornada de trabalho desejada:
2.4.1 - PEB II: JC – Jornada Integral / JB – Jornada Básica / JI –Jornada Inicial / JR – Jornada Reduzida;
2.4.2 - PEB I: JB – Jornada Básica / JI – Jornada Inicial;
2.5 - se PEB I - Tipo de Classe (R – Classe 25 horas / C – Classe 24 horas)
2.5.1 - Tipo de Classe “R”, poderá ser indicada as jornadas JB e / ou JI
2.5.2 - Tipo de Classe “C”, somente a jornada JI
3. Quando inscrito por UC para o município de São Paulo, o candidato deverá registrar, obrigatoriamente, nas quadrículas correspondentes, todas as Diretorias de Ensino em ordem de preferência, utilizando os códigos a seguir: DER 01-Norte 1 / 02-Centro / 04-Norte 2 / 05-Leste 5 / 07- Leste 1 / 08-Leste 4 / 10- Leste 2 / 11-Leste 3 / 12-Centro-Oeste / 14-Sul 2 / 16-Centro Sul / 17- Sul 1 / 18-Sul 3.
4. A CONFIRMAÇÃO da inscrição (requerimento e indicações) deverá ser efetuada somente na certeza de que todos os dados informados estão corretos.
5. Ao “CONFIRMAR” e ENCAMINHAR a indicação de unidades, não mais será permitido ao candidato a alteração de quaisquer dados.
6. Não haverá recurso para a retificação de cadastramento de indicações.
7. Terminada a inscrição, o candidato poderá imprimir o Protocolo de Inscrição.
IV – DOS TÍTULOS
1. O campo pertinente à Avaliação estará inabilitada para o candidato.
2. Serão utilizados dados constantes no Sistema de Cadastro Funcional da Secretaria da Educação:
2.1 - para pontuação dos títulos, Tempo de Serviço – data base 31/12/2009
2.1.1 - como titular de Cargo, objeto de inscrição;
2.1.2 - como titular de Cargo, na atual unidade de classificação;
2.1.3 - como docente anteriormente ao ingresso no cargo de que é titular.
2.2 - para fins de Desempate:
2.2.1 - tempo de serviço no Magistério Oficial da SE – Database 31/12/2010
2.2.3 - número de filhos
2.2.4 - maior idade
3. Durante o período de inscrição, o candidato deverá apresentar ao superior imediato, para comprovação, os títulos que houver: Doutorado, Mestrado, Especialização (360h) e / ou Aperfeiçoamento (180h);
3.1 - para fins de desempate, caso não tenha sido solicitada a inclusão de dependentes no cadastro funcional: Certidão de nascimento de filhos menores de 21 anos ou Imposto de Renda.
V - das Disposições Finais
1. Ao transmitir o requerimento de inscrição e o documento de Indicações, poderá gerar o protocolo de inscrição, devendo o candidato, providenciar a impressão do mesmo.
2. O candidato concorre com as vagas iniciais e com as vagas potenciais que são geradas com as jornadas constituídas na atribuição de aulas pelos candidatos inscritos na remoção;
3. Ao preencher a “PÁGINA DE INDICAÇÕES”, o candidato deverá ter o máximo de atenção no que diz respeito à localização e características das unidades indicadas, pois estão vedadas inclusões, exclusões, substituições e retificações de indicações.
4. Candidato que, no período compreendido entre 31/05 a 06/06/2010, junto com a inscrição, não proceder à indicação de pelo menos uma unidade, terá automaticamente a inscrição indeferida no concurso, inclusive os inscritos por união de cônjuges.
5. Os envelopes com todos os documentos anexados, devidamente preenchidos, deverão ser entregues pelos candidatos ao superior imediato que os encaminhará ao Posto de Inscrição, na unidade de classificação do respectivo cargo, no período de 31/05 a 07/06/2010.
5.1 - o candidato ao entregar o(s) documento(s) deverá relacioná-lo(s), discriminando-o(s) no campo específico para tal.
6. A Secretaria da Educação não se responsabilizará por inscrições não recebidas, em decorrência de problemas técnicos, falhas ou congestionamento de linhas de comunicação, bem como de outros fatores que inviabilizem a transferência de dados.
7. A Classificação dos inscritos será publicada no Diário Oficial do Estado, por competência do Órgão Setorial de Recursos Humanos / SE.
8. da classificação do inscritos caberá reconsideração dirigida ao Dirigente Regional de Ensino, no prazo de 3(três) dias, contados da publicação da classificação.
9. O candidato inscrito que vier a se readaptar no decorrer do concurso terá a inscrição indeferida.
10. Para esclarecimentos adicionais, o candidato deverá observar o que dispõe a Resolução SE Nº 95/2009 e o Decreto Nº 55.143/2009 e orientar-se junto à Unidade Escolar ao qual se encontra classificado ou à Diretoria de Ensino de sua jurisdição.
Fonte: HTTP://www.imesp.com.br